As crianças podem criar os próprios portfólios na Educação Infantil?

Na Educação Infantil esse processo deve ser feito individualmente e com muita orientação do professor - pré-selecione as atividades (foto: Youth Forum)

Registros/Rotina pedagógica
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As crianças podem criar os próprios portfólios na Educação Infantil?

O portfólio deve revelar o crescimento, as formas de aprendizado e as dificuldades de cada criança. Para acompanhar esse desenvolvimento com clareza, é preciso selecionar as produções, falas e atividades mais relevantes durante certo período – aquelas em que um avanço ou desafio são particularmente visíveis, para que pais e equipe pedagógica entendam aquela criança e definam os próximos passos.

Normalmente, o professor de Educação Infantil é encarregado dessa seleção. Ele analisa todos os seus registros (anotações, fotos, vídeos, produções das crianças, falas e gravações, preferências) e decide quais deles explicitam o progresso de cada aluno. As áreas observadas envolvem:

  • Desenvolvimento cognitivo,
  • Habilidades físicas,
  • Desenvolvimento afetivo e sexual,
  • Ética e valores,
  • Socialização e relações intra e interpessoais.

O conteúdo escolhido pelo professor deve mostrar não apenas O QUE foi aprendido, mas também COMO foi aprendido. Ele vai identificar quais abordagens funcionam melhor com cada criança e quais deixam a desejar, pois, assim, pode pensar nas intervenções mais apropriadas de acordo com o aluno.

A seleção é o foco do portfólio. Muitas escolas arquivam todas as atividades realizadas pelas crianças, guardando-as em pastas ou caixas, e então enviam essa pilha de registros sem qualquer análise para a família. Porém, esse conjunto de informações não representa um portfólio – afinal, nenhuma interpretação foi realizada a partir dos materiais. Nesse caso, o documento está apenas cumprindo um papel burocrático, sem qualquer significado

É justamente a intenção de quem organiza o portfólio que lhe atribui valor. Essa intenção pode ser de outro além do professor? Ou melhor – as crianças podem organizar seus próprios portfólios?

Leia também “Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação”!

“Veja o quanto você aprendeu”

Na Educação Infantil esse processo deve ser feito individualmente e com muita orientação do professor - pré-selecione as atividades (foto: Youth Forum)

Na Educação Infantil esse processo deve ser feito individualmente e com muita orientação do professor – pré-selecione as atividades (foto: Youth Forum)

Na Educação Infantil, as crianças podem participar do processo de montagem do portfólio, mas ainda com orientação dos professores. Esse envolvimento é indicado por estimular a reflexão, a construção do próprio conhecimento e o diálogo. É um momento para o professor enfatizar o progresso dos alunos e ouvir suas opiniões sobre o aprendizado.

Como fazer isso com turmas tão novas? Faça uma seleção prévia dos registros, usando sempre um de uma fase mais inicial e outro, recente. Dois desenhos de uma mesma temática, por exemplo, ou duas tentativas de escrita são ótimos para fazer comparações. Outras possibilidades: dois vídeos em que ela apresenta um comportamento mais engajado, duas gravações em que ela pratica a leitura ou duas atividades manuais feitas durante a aula.

Mostrando o antes e depois para a criança, destaque as diferenças e deixe que ela mesma perceba seu crescimento. Faça perguntas para saber não só o que ela acha melhor, mas sobre o processo de criação em cada atividade, do que ela gosta em cada uma, o que gostaria de mudar, do que mais ou menos gostou em relação àquela aula. Preste atenção às respostas, pois elas podem guiar futuros planejamentos.

Além de elucidar o professor, essa abordagem ainda promove a autoestima infantil e o vínculo entre criança e educador. É também um momento importante da avaliação formativa; afinal, ao invés de avaliar com notas, a criação do portfólio dá um contexto ao aprendizado.

Algumas frases e expressões que podem ser usadas para co-criar o portfólio com as crianças são:

  • Como você fez esse (desenho)? E esse aqui?
  • Do que você mais gostou nesse dia? Do que não gostou?
  • Olha só como sua (escrita) está diferente nessas duas fotos! O que mudou?
  • Qual você acha melhor? Por quê?
  • Que bom que você já consegue (ler essa palavra) sozinho! Qual você quer aprender depois?
  • Você acha que ainda tem algo que poderia melhorar?

Todo esse processo deve ser feito individualmente com cada uma das crianças. Reserve um local tranquilo, com poucas distrações, para que elas se concentrem na seleção.

Escolha por conta própria

Alunos do Ensino Fundamental já podem ser incentivados a analisar suas produções e montar seus portfólios com menos intervenção do professor. Para isso, é preciso que eles tenham acesso a todas as sua atividades – a turma pode ser responsável por guardá-las em escaninhos individuais, pastas ou prateleiras na sala de aula. Ao final do período delimitado (um bimestre, trimestre ou semestre), as crianças podem rever seus trabalhos e reparar no desenvolvimento que apresentaram desde o início.

O professor ainda deve orientar a seleção através de perguntas, reconhecendo o que é mais relevante e apontando melhoras. Entretanto, agora, já pode fazer isso com toda a classe reunida, enquanto cada um trabalha separadamente no próprio material. Ele também pode pedir que as crianças falem ou escrevam sobre as atividades que elegeram, gerando uma reflexão mais profunda sobre o aprendizado.

Conforme elas ficam mais velhas, permita autonomia na hora de escolher - e contar para o resto da turma - os momentos e atividades favoritas (foto: Parent Map)

Conforme elas ficam mais velhas, permita autonomia na hora de escolher – e contar para o resto da turma – os momentos e atividades favoritas (foto: Parent Map)

A participação da família

Os pais ou responsáveis pela criança têm um papel importantíssimo quando se pensa em portfólio – normalmente, eles são o final da linha, os receptores de toda a informação. São eles que devem receber o documento e ouvir a análise do professor para que, juntos, pensem nas melhores intervenções e estímulos. Também é fundamental que a comunicação entre família e escola ajude a criar uma educação que faça sentido para a criança, que os mesmos comportamentos e habilidades exercitados em casa sejam reconhecidos em sala de aula.

Embora seja um papel essencial, ele não é único. Os pais podem, sim, ajudar na elaboração do portfólio e selecionar ativamente as produções mais marcantes de seus filhos. Isso lhes dá a oportunidade não só de ver o recorte da “pior” e “melhor” atividade, mas todos os aprendizados intermediários entre uma e outra.

Convidar os pais para uma reunião particular pode tomar bastante tempo, sim; mas, se possível, pode estreitar o diálogo com a escola, explicar o método de ensino e os processos de aprendizado colocados em prática e encorajar a família a se envolver mais no desenvolvimento da criança.

Ter esse entendimento sobre o crescimento dos filhos será útil sempre que a criança passar de ano, mudar de turma ou de escola, ou mesmo iniciar um curso extracurricular. Cabe também aos pais mostrar esses documentos ao novo professor para que possam procurar nele embasamento e pistas para novos projetos.

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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades/Linguagem/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Relatórios
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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013 para identificar os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática de crianças entre 8 e 9 anos. Segundo o documento básico, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o objetivo é “concorrer para a melhoria da qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional”.

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Porém, esta avaliação está reforçando uma visão que já existe em muitas escolas de educação infantil. Em entrevista para a Revista Educação, a professora Sandra Zákia Sousa, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), argumentou que a ANA faz com que os professores de Educação Infantil antecipem os processos de alfabetização e letramento, pulando etapas importantes no desenvolvimento da criança, como coordenação motora e capacidade de raciocínio e concentração. Na mesma reportagem, Luiz Carlos de Freitas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defende que essa avaliação deveria acontecer somente a partir do final do Ensino Fundamental.

O letramento precoce tem sido tema de diversos debates e motivou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) em fevereiro deste ano, que decidiu que crianças menores de 6 anos não podem ser matriculadas no Ensino Fundamental, ainda que tenham capacidade intelectual comprovada por avaliação psicopedagógica. A posição em relação ao tema tem influenciado os diversos formatos de escolas de Educação Infantil: enquanto há escolas infantis que antecipam lições ligadas à leitura, à escrita e à matemática na fase do antigo “pré-primário”, há instituições cuja linha pedagógica defende que a criança precisa priorizar o desenvolvimento de outras habilidades antes de se alfabetizar.

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Esse argumento tem embasamento teórico em filósofos como o austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), um dos introdutores da pedagogia Waldorf, que defende que crianças com até 7 anos de idade devem se preocupar somente em brincar.  Ao participar de jogos e atividades lúdicas, os pequenos desenvolvem a confiança em seu corpo e em suas potencialidades, o que é essencial para encarar a maior parte das atividades da vida, além das habilidades físicas e motoras, que são fundamentais para o desenvolvimento neurológico e sensorial. Se essa fase for vivida de maneira adequada, meninos e meninas terão maior domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, capacidade para se adaptar às situações.

Na mesma linha, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky defendia que a alfabetização fosse um processo gradual estimulado desde a primeira infância, mas sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhassem ou forçassem as etapas de desenvolvimento.

Ao estimular precocemente a leitura e a escrita, a criança pode sofrer problemas como deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse.

Por isso, a educação infantil deve se preocupar em proporcionar atividades condizentes com a fase de desenvolvimento da criança e respeitar as necessidades dessa etapa da vida, que é, sobretudo, brincar. Forçar o avanço na alfabetização antes do tempo pode criar traumas e dificuldades maiores no futuro.

Leia sobre Personalização do Ensino na Educação Infantil e entenda mais sobre o assunto.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples, individual e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

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Currículo integral: Qual o novo papel do professor de Educação Infantil?

A educação holística não exclui as áreas de conhecimento, mas amplia as experiências (foto: Tom's of Maine)

Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros
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Currículo integral: Qual o novo papel do professor de Educação Infantil?

O currículo integral demanda um olhar sobre todos os aspectos do desenvolvimento da criança: não só o aprendizado em determinadas áreas de conhecimento, mas também seu crescimento físico, emocional e social. Para conseguir esse enfoque diferenciado, porém, a escola precisa investir na formação de professores, assim como em na estrutura física – a organização do espaço, os materiais usados e a rotina, por exemplo, podem ajudar ou impedir uma educação integral.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei essa entrevista com a especialista em Educação e Direitos Humanos Janaina Maudonnet para o blog Tempo de Creche, em que ela explica como o professor deve acompanhar essa tendência.

O que é o currículo para a Educação Infantil?

Janaina: Ao tratarmos de currículo na Educação Infantil, estamos falando do modo de organizar as práticas educativas: os espaços, as rotinas, os materiais que disponibilizamos às crianças, as experiências com as linguagens verbais e não verbais que lhes serão proporcionadas e os modos de acolhimento na instituição.

A forma como organizamos essas práticas tem por trás ideias sobre a finalidade da educação, a maneira como os sujeitos aprendem, o que se deseja que eles aprendam, que tipo de homem queremos formar e para qual tipo de sociedade. Trata-se de uma prática complexa, que necessita de permanente reflexão por parte dos adultos que a oferecem.

O que nos dizem as Diretrizes Curriculares Nacionais sobre currículo?

Janaina: As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil apontam a necessidade de considerar os saberes, as curiosidades e as manifestações infantis na organização curricular. Nas bases dessas Diretrizes está uma concepção integral – ou holística – de currículo.

O currículo integral – ou holístico – tem como pressuposto que a aprendizagem se dá ao longo da vida e que o currículo deve apoiar o desenvolvimento e os interesses das crianças. As brincadeiras, as interações e os projetos realizados através da escuta atenta e da consideração das manifestações infantis são os pilares. A criança é um todo: corpo, mente, emoção, criatividade, história e identidade social. As áreas do conhecimento não são excluídas, mas o currículo é aberto e global, trabalha-se a partir de um amplo projeto que abarca múltiplas experiências. Os projetos envolvem três pilares: linguagem, negociação e comunicação e tem como eixo a investigação e a construção de hipóteses.

A educação holística não exclui as áreas de conhecimento, mas amplia as experiências (foto: Tom's of Maine)

A educação holística não exclui as áreas de conhecimento, mas amplia as experiências através de projetos (foto: Tom’s of Maine)

Como o trabalho cooperativo ajuda no desenvolvimento de um currículo integral – ou holístico?

Janaina – O trabalho cooperativo é um forte princípio do currículo holístico. Acredita-se que as crianças aprendem a gostar de trabalhar juntas e partilhar ideias. Por isso, as iniciativas e as produções de significados das crianças são encorajadas.

O trabalho nessa perspectiva exige uma maior complexidade na formação e ação dos professores. Exige o aprendizado de uma escuta atenta das crianças nos diferentes momentos da rotina e uma ampla formação cultural para oferecer experiências que ampliem os conhecimentos infantis. Ampliar nossa formação nas diferentes linguagens expressivas – dança, música, artes visuais, escrita, ciências, matemática, etc. –  ajuda a criar repertório e oferecer propostas mais ricas e plenas de sentido para as crianças, desde que estejam conectadas com os sujeitos concretos com as quais trabalhamos cotidianamente.

Em geral, nos estágios na formação inicial, somos orientadas a observar a didática do professor e as atividades oferecidas, mas pouco refletimos sobre os saberes e manifestações das crianças. Trata-se de uma ampliação de olhar, na qual é preciso observar não só o que é oferecido à criança, mas de que maneira ela se relaciona com essa prática, como recebe as propostas e o que nos revela através de palavras, gestos, empolgação e recusas.

Ouvir as crianças e compreender seus interesses e necessidades é uma das bases para um currículo integral de qualidade (foto: Pittsburgh Mommy)

Ouvir as crianças e compreender seus interesses e necessidades é uma das bases para um currículo integral de qualidade (foto: Pittsburgh Mommy)

No texto: “Aprendendo a ser professora de bebês”, Andressa Celis Souza e Vanilda Weiss descrevem como foram aprendendo a escutar os bebês e transformando suas práticas a partir desse exercício. Uma atividade oferecida às crianças de 8 meses a dois anos foi pintar, com tinta, flores previamente recortadas por elas para enfeitar a instituição por ocasião da primavera. As crianças se interessaram muito mais pela experiência de sentir a tinta, tocar, esparramar, do que pela realização da comanda dada pelas educadoras, o que gerou primeiramente uma sensação de frustração, e em seguida um questionamento sobre as razões da reação das crianças. Essa experiência possibilitou que as educadoras percebessem que outro encaminhamento era necessário.

Em um segundo momento ofereceram novamente a tinta às crianças, mas dessa vez em uma exploração muito mais livre, com um amplo espaço para que pudessem explorar as tintas e materiais de apoio (rolo, pincéis,…). As crianças ficaram por muito tempo nessa atividade, explorando as misturas das cores, sentindo as texturas, observando as reações da tinta no papel, o que revelou às educadoras que as crianças pequenas aprendem a partir da movimentação corporal em espaços amplos e desafiadores.

O que o currículo integral – ou holístico demanda do professor?

Janaina – O trabalho sob a perspectiva de um currículo integral exige que adotemos atitudes de disponibilidade e escuta para o outro, além de um desejo profundo de compreender como as crianças aprendem e se relacionam com o mundo. Nossa formação ainda é muito centrada na atividade e pouco nas crianças, todavia, como afirma Maria Lucia Machado:  (…) o pedagógico não está na atividade em si, mas na postura do educador, uma vez que “não é a atividade em si que ensina, mas a possibilidade de interagir, de trocar experiências e partilhar significados é que possibilita às crianças o acesso a novos conhecimentos”.

Fotografar, filmar a reação das crianças enquanto lhes são oferecidas as propostas educativas e analisar coletivamente – com nossos colegas – essas manifestações, ajuda-nos a sair do senso comum, nos aproximar das teorias estudadas e produzir conhecimento sobre a infância e educação infantil. Essa documentação dos fazeres infantis é um caminho fundamental para qualificarmos nossas práticas e oferecer cada vez melhores experiências para as crianças. Significa assumir que não sabemos tudo e que somos permanentes pesquisadores e experimentadores da nossa prática.

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Fonte: Tempo de Creche

Tudo o que você precisa saber para escrever um ótimo parecer descritivo

O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

Registros/Rotina pedagógica
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Tudo o que você precisa saber para escrever um ótimo parecer descritivo

Dos zero aos seis anos de idade, as crianças não são avaliadas por notas, mas sim por uma análise mais completa do seu desenvolvimento cognitivo, socioemocional e físico – algo que poderia, na minha opinião, estender-se por todos os níveis de educação. Na avaliação formativa, essa realizada na Educação Infantil, o objetivo é comparar a criança à ela mesma, perceber os obstáculos e dificuldades que ela enfrenta, assim como reconhecer conquistas e potenciais de crescimento. É a partir dessa análise que o professor pode definir suas próximas aulas sabendo que está fazendo o que é melhor para a evolução de cada criança de sua turma.

A maioria das escolas que conheço ainda utiliza uma lista de objetivos de aprendizagem relacionados a seis grandes áreas de conhecimento: Artes, Música, Linguagem Oral e Escrita, Movimento, Matemática e Natureza e Sociedade. Essas áreas foram estipuladas na década de 90, no Referencial Curricular de Educação Infantil. Se você trabalha com esses tópicos, provavelmente deve responder cada um deles com um “sim”, “não” ou “em andamento”. Na plataforma Eduqa.me a Escola fica livre para criar por matéria, projeto ou qualquer outra nomenclatura.

Veja:

Com as mudanças que vêm sendo discutidas na área da Educação – como, por exemplo, o ensino integral ou a interdisciplinaridade – é de se esperar que a forma de avaliar também se transforme. Afinal, o desenvolvimento infantil não pode ser medido apenas com duas ou três palavras em uma tabela, certo? É preciso espaço para fazer reflexões mais profundas sobre cada criança, sobre sua vida emocional e social (que é tão importante para o sucesso e a saúde futuras quanto o aprendizado cognitivo) e tudo o que interfere na sua vida escolar.

Calma, não é hora de jogar tudo fora e começar um novo processo avaliativo do zero. Provavelmente, sua escola já caminha nessa direção: é para isso que serve o parecer descritivo, que acompanha a maioria das avaliações na Educação Infantil. Na Eduqa.me, é possível acompanhar todas as atividades por área do conhecimento, alunos e atividades feitas na linha do tempo como mostra a tela abaixo:

Para que serve o parecer descritivo?

Ele é uma interpretação da sua avaliação (aqueles objetivos que você respondeu com “sim”, “não” ou “em andamento”), ou, ainda, um diagnóstico em que o professor reconhece as necessidades das crianças e sugere uma estratégia para que elas se desenvolvam plenamente. Lembre-se de que o objetivo é informar os adultos e buscar soluções, nunca rotular a criança como boa ou ruim.

Esse documento acompanha a avaliação, portanto, não é preciso copiá-las palavra por palavra – além de isso tomar tempo dobrado do professor, não será útil nem à coordenação, nem aos pais, nem aos próximos professores que seu aluno tiver.

Também não é necessário enfeitar o texto: mantenha um estilo simples e conciso, fácil de compreender. Quanto mais clara for a mensagem, melhor e mais eficaz o acompanhamento que essa criança vai receber de todas as frentes. Normalmente, o parecer não deve passar de uma ou duas páginas.

O que devo escrever?

 

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O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

Você quer olhar para o desenvolvimento integral de cada criança – o que pode ser um pouco abstrato demais. É comum que os professores se sintam inseguros com o parecer descritivo, temendo estar deixando algo importante de fora.

Ao invés de começar a escrever sem um objetivo, agrupe seus registros e avaliações dentro destes aspectos:

  • Aspectos cognitivos: ou o aprendizado tradicional. Está relacionado à memória, pensamento crítico, compreensão de informações e aplicação dos conhecimentos em contexto real. Basicamente, o professor vai descrever como os alunos estão se saindo no ambiente de sala de aula, executando as atividades propostas e aprendendo os conteúdos selecionados pelo currículo;
  • Aspectos sociais: descreva como a criança se relaciona com os colegas, com o grupo e com outros adultos. Características como participação, cumprimento das regras, trabalho em equipe, organização e responsabilidade entram nessa categoria;
  • Aspectos emocionais: também é essencial abordar os comportamentos e expressões de emoção. Como ela lida com sucessos e fracassos? Como se sente no ambiente escolar? Como reage a novos desafios? De que forma lida com seus sentimentos (costuma chorar, tem alguma atitude agressiva, isola-se do resto da classe, etc.)?
  • Aspectos físicos: sua turma está em uma fase crítica de crescimento, e isso deve ser acompanhado de perto. Use esse espaço para falar do desenvolvimento da expressão corporal, ritmo e equilíbrio, motricidade ampla e fina, uso e aplicação de força. Aproveite para descrever rapidamente questões de saúde e higiene que pareçam relevantes (uma sugestão sobre alimentação saudável, por exemplo, estaria nessa categoria).

Como me expressar?

Ao invés de usar termos muito amplos, conte experiências específicas para mostrar o que está acontecendo na escola (foto: Top Care)

Ao invés de usar termos muito amplos, conte experiências específicas para mostrar o que está acontecendo na escola (foto: Top Care)

Mantenha um tom firme – você deve ter certeza do que está escrevendo com base em suas observações durante as aulas, seus registros por escrito, fotos ou vídeos, as produções realizadas pelas crianças durante aquele período e, se necessário, discussões com outros professores e coordenadores que já conviveram com aquelas crianças. Esse material deve ser reunido para que o professor tenha uma visão completa e apurada.

Por outro lado, tenha em mente que os pais ou familiares não acompanharam a sala de aula com você em todos os momentos, nem terão todos os seus registros para embasar a avaliação. Você deve descrever os comportamentos e aprendizados com palavras e verbos específicos. Isso não significa encher seu texto de detalhes e escrever várias páginas, mas sim evitar expressões muito amplas que não expliquem exatamente o que você quer dizer: você pode, por exemplo, dizer que uma das crianças “fala demais”. Isso, entretanto, não ajuda muito a compreender a situação. Tente substituir por descrições de momentos em que isso acontece – ela interrompe os colegas? O professor? Conversa sobre o tema da aula ou sobre ideias próprias? Fala de forma agressiva ou bem humorada?

Tome cuidado para não soar fria ou distante. Afinal, você passa horas com aquelas crianças todos os dias, e os pais querem sentir que seus filhos estão em um local seguro, com alguém que se importa com eles. Portanto, evite termos pejorativos, expressões negativas ou julgamentos precipitados.

Enfatize sempre os pontos positivos das crianças. Encontre aquilo em que ela se destaca – seja a comunicação, sejam trabalhos artísticos, seja o relacionamento afetuoso com os colegas, a aptidão para matemática – e dê destaque a essas características.

Sugira soluções e trabalhe em equipe

Após descrever o desenvolvimento atual das crianças, seus pontos fortes e dificuldades, sugira formas de superar os problemas em parceria com a família (foto: DRPF Consults)

Após descrever o desenvolvimento atual das crianças, seus pontos fortes e dificuldades, sugira formas de superar os problemas em parceria com a família (foto: DRPF Consults)

A estrutura do seu parecer deve conter:

  • Experiências em que a criança se destaca;
  • Experiências em que a criança está se desenvolvendo dentro do esperado;
  • Experiências em que a criança está apresentando dificuldades;
  • Possíveis ações para ajudá-la a superar essas dificuldades.

Ou seja, caso você identifique problemas que precisem ser corrigidos, siga seu diagnóstico com possíveis ações. Explique brevemente o que está acontecendo e porque isso é problemático. Diga qual evolução você gostaria de ver e, então, aponte caminhos para atingi-la.

Mostre tanto o que pode ser feito pela escola e pelo professor quanto o que a família pode fazer em casa para auxiliar na mudança. Além disso, coloque-se à disposição dos pais para ajudá-los a superar a situação ou ouvir suas dúvidas e opiniões.

Outros cuidados

O parecer descritivo é um documento da escola. Por isso, tome cuidado com erros de grafia, gramática, pontuação ou formatação. Não entregue textos rasurados.

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Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Além da comunidade virtual, a marca És Super quer mostrar às crianças que elas são valorizadas pelos adultos (foto: És Super/Sentido de Si)

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Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Por que algumas crianças persistem em uma atividade e outras desistem após poucas tentativas? O que leva algumas à experimentar novidades tranquilamente e, outras, a temer mudanças? O desenvolvimento da autoestima infantil tem tudo a ver com essas situações – e, aliás, muitas outras: ter uma autoestima saudável permite que as crianças peçam e ofereçam ajuda quando necessário, deem valor às suas opiniões e vontades e mesmo compreendam a necessidade do esforço para atingir um objetivo.

Com tudo isso, a importância de cultivar a autoestima na infância fica explícita. Por isso, gostamos tanto de conhecer o projeto Sentido de Si, que está promovendo justamente o bem estar e a saúde mental com foco na autoestima, em Portugal. A professora Susana Fernandes, diretora da iniciativa, descobriu a Eduqa.me, começou a usar o site e, na semana passada, conversou conosco sobre como estimular esses valores positivos nas crianças.

És Super

Esse é o nome do programa, dentro do projeto Sentido de Si, que trabalha especificamente com crianças e jovens (há outros, voltados a adultos e idosos). Ele segue dois caminhos: o primeiro é a criação de uma comunidade online, a Comunidade És Super, que conecta pessoas, ONGs e empresas de todo o país que, de alguma forma, dediquem-se à saúde mental infantil.

“Por ser um projeto com pouco tempo de existência, sozinhos, nós ainda não conseguimos atender toda essa população”, explica Susana. “Então, o que fazemos é reunir outras entidades e projetos que já façam esse trabalho em comunidades locais e os levamos para todo o país”.

Essas organizações podem agir diretamente com as crianças ou oferecer capacitações para os adultos que convivem com elas: pais, familiares, professores e diretores. Quem participa da comunidade recebe um cartão És Super, que facilita o acesso a esses serviços, seja através de pesquisa no site, descontos ou eventos especiais.

Outra vertente do projeto é a marca de produtos És Super, que vende roupas com mensagens positivas para as crianças. O objetivo é que elas se tornem uma comunicação espontânea entre adultos e crianças, demonstrando o carinho e a valorização entre eles com a entrega do presente. Susana narra a história de um menino que recebeu uma camiseta com os dizeres “És super corajoso” da professora. Ele havia chamado a atenção dela por estar sofrendo bullying na escola – um colega o empurrava e pregava peças todos os dias.

No dia em que vestiu a camiseta, ele contou à professora que fora empurrado outra vez, mas, quando viu seu reflexo e leu a frase de apoio, lembrou do que a professora tinha dito: que o achava corajoso. E teve mesmo coragem de enfrentar o outro aluno. “Ele virou para o menino e disse ‘você não pode mais fazer isso. Não é gentil'”, conta Susana, “e isso mostra o efeito de um simples objeto, algo que parece tão superficial, de mudar a imagem que alguém tem de si mesmo”.

 

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

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És Super

5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

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5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

Criar uma linha do tempo com as atividades produzidas pelas crianças ao longo do ano (ou de um período mais breve, como um trimestre ou semestre), serve a várias utilidades.

  • Para começar, é um ótimo artifício em reuniões entre pais e professores, em que o educador consegue mostrar com linearidade a evolução da turma.
  • Também pode ser uma oportunidade de os próprios alunos reconhecerem seu aprendizado, caso a opção seja fazer a linha do tempo manualmente, em um cartaz ou varal.
  • Por fim, possibilita que o professor avalie plenamente o desenvolvimento de cada criança, considerando todas as etapas do seu crescimento.

Trabalho manual

Caso opte por fabricar uma linha do tempo à moda antiga, é interessante pedir que as crianças participem do processo – tanto para visualizarem sua evolução durante aquele período quanto para aliviar a carga de trabalho do professor. A linha do tempo pode ser feita ao longo do semestre: basta reservar uma parede da sala para a atividade. Cubra-a com cartolina ou papel pardo e desenhe, de antemão, uma linha que vá de ponta à ponta, além de divisões (linhas verticais) para separar dias ou semanas.

Faça um acordo com as crianças sobre como será feita a atualização da linha do tempo. Por exemplo, a cada semana, uma delas pode ser responsável por colar algo no cartaz, enquanto o professor ajuda a escrever o acontecimento. No vídeo abaixo, o professor de jardim de infância americano Steve Brostowitz dá algumas sugestões para a linha do tempo feita em sala de aula. O vídeo está em inglês, mas é possível colocar legendas:

O projeto também pode ser feito ao final do ano ou semestre. Nesse caso, organize as fotos ou produções das crianças previamente, na ordem em que ocorreram. Oriente-as a colar as imagens em folhas de papel individuais e a decorar seus cartazes como quiserem. Dessa maneira, elas próprias poderão selecionar os trabalhos que acharam mais importantes e que receberão destaque em suas linhas do tempo – refletindo sobre a construção do aprendizado.

Essas são algumas alternativas para expor a linha do tempo em sala de aula:

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Pinterest)

(foto: Pinterest)

Linha do tempo online

O professor que irá montar a linha do tempo sozinho fará melhor uso de um site para ajudá-lo. Há várias opções que podem ser usadas gratuitamente, embora algumas só estejam disponíveis em inglês (ainda assim, escolhemos plataformas bastante autoexplicativas!).

Timetoast

O Timetoast pode ser acessado gratuitamente através de email ou mesmo com sua conta do Facebook. Ele permite a criação e o compartilhamento de linhas do tempo sobre qualquer tema, além de permitir o upload de fotos, vídeos e documentos do seu computador.

Observe o exemplo de linha do tempo do filme Up – Altas Aventuras:

(foto: Timetoast)

(foto: Timetoast)

Ao clicar em um dos acontecimentos registrados, você consegue ler o texto completo e visualizar a imagem em tamanho maior:

Captura de Tela 2015-08-21 às 10.44.26

(foto: Timetoast)

Dipity

O Dipity é uma plataforma semelhante, mas pensada com foco em educação! Alunos mais velhos, do Ensino Fundamental ou Médio, podem usá-la em trabalho escolares e apresentações para a classe – mas, no caso da Educação Infantil, permanece útil para o professor documentar as atividades realizadas.

Além da barra cronológica, os fatos também podem ser organizados em livro digital, lista ou mapa (e ele identifica sua localização através do Google Maps – ideal para passeios e excursões escolares!).

Essa é uma linha do tempo do canal Disney Channel no Dipity:

(foto: Dipity)

(foto: Dipity)

Eduqa.me

Se você acompanha o blog, já conhece um pouco da Eduqa.me. A plataforma é exclusiva para professores de Educação Infantil, e conta com áreas de registro de atividades, perfil de turma e criança, avaliação e relatório de aprendizado. Ela é indicada pela praticidade: o professor não precisa editar a linha do tempo, apenas preencher o campo de data junto com a descrição do exercício. Com isso, a atividade será colocada automaticamente em uma linha do tempo, que pode ser visualizada na página da classe e de todas as crianças participantes.

O educador ainda pode acrescentar fotos, vídeos e documentos às atividades. Elas não aparecem na linha do tempo principal, mas são acessadas ao clicar em um dos quadros.

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essa é a linha do tempo no perfil de um aluno. Ela apresenta todas as atividades das quais ele participou:

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essas atividades são enviadas semanalmente ao email do professor, em um documento com fotos. Ele pode ser compartilhado com a coordenação da escola ou mesmo com os pais das crianças que tenham interesse em acompanhar a rotina da classe!

Você já organizou uma linha do tempo de sua turma? Como foi a experiência? Conte para a gente nos comentários.

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Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil
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Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

TESTE 16

Com diversos formatos de registro, do texto ao vídeo, o professor precisa selecionar as melhores amostras para perceber corretamente o desenvolvimento de cada criança. Essa não é uma tarefa simples! Quem acumula atividades de mais de uma turma tende a apressar a tarefa e, por consequência, nem sempre opta pelos registros mais úteis. Mostrar trabalhos “bonitos” para os pais, ao fim do semestre, é outra preocupação que fica no caminho de um trabalho bem feito.

É possível orientar seus registros desde o início do ano para realizar uma avaliação de qualidade! Para ajudar, a Eduqa.me reuniu o que todo professor de Educação Infantil precisa saber sobre o assunto:

  • Como fazer bons registros, pensando no objetivo e ferramentas,
  • A seleção: quais são os registros que realmente mostram a evolução das crianças?
  • Comparando momentos: atividades, citações, fotos e vídeos.
  • Como criar uma linha do tempo para visualizar o desenvolvimento ainda melhor!

Tudo isso com fotos e exemplos para facilitar o trabalho pedagógico. Baixe agora, gratuitamente, clicando em: Como comparar registros para entender a evolução das crianças!

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