Atividade: A arte do Toque
Atividades/Registros
0 Comments

Atividade: A arte do Toque

As crianças possuem uma natureza singular e genuína que as caracteriza como seres que sentem, pensam e experimentam o mundo de um jeito próprio. Vamos refletir um pouquinho sobre esse jeito de ver o mundo?

Hoje preparamos uma atividade que explora o tato.

Descrição da Atividade

Peça para as crianças se juntarem em duplas e fecharem os olhos ( como alternativa, pode-se vendar os olhos das crianças desde que isso não ocasione medos ou outros problemas de comportamento).

Dê a cada uma delas um objeto para tatear, como uma bola, uma pena, um brinquedo ou uma caixa surpresa. Peça-lhes para que através do tato, descrevam o objeto, sem contar o que ele é para o seu parceiro, até que ele adivinhe.

Em seguida, mude as duplas e os objetos de cada um.

Registre!

  • Como as crianças reagiram ao toque?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Readaptação e acolhimento na Educação Infantil: como agir?
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
0 Comments

Readaptação e acolhimento na Educação Infantil: como agir?

Quando as crianças já são veteranas na escola, tanto os pais quanto os professores podem entender que não há muito com o que se preocupar, pois eles já conhecem o espaço, os colegas e os professores. São com os calouros, ou melhor, com os pequenos ingressantes que se deve ter um maior cuidado, atenção e acolhimento.

Na verdade, não é bem assim! A readaptação na Educação Infantil é tão importante quanto a adaptação, e é carregada de sentimentos e mudanças, pois sair do ambiente da sua casa e ter que superar novos desafios não é tão simples quanto parece.

Para os pequenos, as férias são na maioria das vezes, muito agradáveis só pelo fato de saírem da rotina, estarem mais perto dos pais, brincarem livremente e curtirem a sua própria casa e os seus brinquedos. Ter que sair deste espaço tão conveniente e agradável é o que torna necessário, uma postura acolhedora por parte das escolas e também dos pais neste processo de readaptação.

Voltar para a escola, depois destes momentos tão agradáveis de prazer e liberdade, faz vir à tona na criança o sentimento de separação e de ruptura, e isso às vezes mostra-se um pouco doloroso para ela. As impressões e sensações sobre a escola, podem apresentar-se um tanto quanto desorganizadas, pois ao mesmo tempo que há lembranças positivas da escola e das coisas boas que acontecem lá, há também as lembranças afáveis e alegres de estar em casa. A criança vive um dilema, como se tivesse que escolher “a escola ou a casa”, por isso, o sofrimento que a deixa insegura para voltar a rotina.

criança de mochila dando tchau Veja agora, algumas dicas sobre como agir neste processo de readaptação da criança e que envolve não só a escola, mas também os pais:

 Para os pais:

  1. A criança pode chorar e dizer que não quer ir à escola. Isso é normal! Ajude-a a lembrar o quanto a escola é um espaço divertido e alegre. Tenha calma e transmita sempre confiança e segurança ao seu filho.
  2. Procure não se atrasar para chegar à escola e para buscar a criança de volta para casa. O atraso pode colocar a criança em evidência e a expor de alguma forma e a espera pode ser terrível e despertar sentimentos ruins como ansiedade, abandono e medo.
  3. Incentive que seu filho partilhe a experiência das férias com os amigos. Isso pode ser motivador e reaproximá-los ainda mais.
  4. Converse com o seu filho sobre a escola. Mostre interesse pelo dia dele e conte como foi o seu dia também.
  5. Expresse os seus sentimentos! Diga que os ama e que voltar ao trabalho também é difícil para você, mas recorde das coisas boas de voltar a rotina, assim como fazê-lo perceber que virão outras férias e outras readaptações a escola.

Para os professores:

  1. A criança necessita se RECONHECER novamente no espaço escolar. Ajude-a a sentir-se à vontade, lembrando-a dos bons momentos que já passaram ali.
  2. Dê colo! Os pequenos vão chorar e precisam de toque, carinho, acolhimento e  a compreensão dos seus sentimentos.
  3. Permita que as crianças entrem no ritmo gradativamente. Não é 8 e nem 80, mas é um misto de atividades livres e dirigidas.
  4. Proporcione momentos para ouvir a criança! Organizar rodas de conversa é uma boa estratégia.
  5. Preocupe-se em reforçar os vínculos e construir uma relação harmoniosa e respeitosa entre todos.

Nas primeiras semanas só veremos turbulências e dificuldades, mas logo tudo se ajusta e a rotina volta a funcionar como antes. Dependerá da nossa persistência, paciência e da quantidade de confiança e segurança que investiremos na interação com as crianças.

Não podemos nos precipitar e ignorar este momento tão importante e que carece dos nossos melhores cuidados, já que para a criança, readaptar-se à escola está intimamente relacionado a forma em que ela é acolhida. Readaptar e acolher ajuda a construir um ambiente saudável para que os pequenos se sintam felizes, seguros e dispostos a aprender.

Vale a pena observar e registrar como a criança tem se sentido durante as aulas. Uma anotação específica da criança, uma fala, um comportamento diferente que você percebeu. Você também pode inserir fotos e vídeos para tornar o registro ainda mais rico.

Registros de atividades na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

 

 Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola
Registros/Semanários/Linguagem/Socioemocional
0 Comments

Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola

– Não seja assim!
– Não chore!
– Deixe de birras!
– Cala a boca e presta atenção!
– Senta lá!
– Vou deixar você de castigo! Pare com isso!
– Eu vou arrancar a sua língua!
– Você é surdo? Já falei um milhão de vezes pra não fazer isso.


O que tem de tão familiar nessas frases?
Todas essas frases foram tiradas do contexto da sala de aula.  Elas são tão comuns que parece que já ouvimos isso em algum momento da nossa vida ou, quem sabe, até pronunciamos de vez em quando.
Elas parecem desconsiderar completamente a violência que estão por trás de cada palavra e também o efeito que terão sobre a criança que está ouvindo.
Costumamos pensar que a violência está intimamente ligada com alguma agressão física, mas peraí, se fizermos um micro esforço lembraremos de situações que são super violentas lexicamente ¹ falando.
Muitas vezes a comunicação pode ser uma das piores violências, pois ela pode marcar eternamente a vida de uma criança. 
Dito isso, quero compartilhar com vocês sobre o conceito de uma Comunicação aposta a essa:  a Comunicação NÃO Violenta!
A Comunicação não Violente (CNV), foi criada pelo americano Marshall Rosenberg, e é um método simples de comunicação.
Uma comunicação que é clara, empática e que almeja encontrar um jeito para que todas as pessoas falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo.
É uma comunicação útil para resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo. Baseada na ideia de que todos os seres humanos têm a capacidade da compaixão e a capacidade de escutar verdadeiramente o outro a CNV cria  uma cultura de expressão que resolva os conflitos, ao invés de criá-los.

cnvPodemos dividir o processo da CNV em 4 componentes:

  1. Observação: Observamos as ações concretas que nos afetam. Sem julgamentos e sem juízo de valores. Apenas uma declaração do que estamos observando que pode (ou não) ter nos agradado;
  2. Sentimento: Identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos. Ou seja, nos perguntamos: ” como me sinto diante disso? Frustrado? Alegre? Magoado?Irritado? dentre outros…
  3. Necessidades: Informamos para o outro as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que identificamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as minhas necessidades, desejos ou valores que guiam meus sentimentos?
  4. Pedido: Pedimos para que algumas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

#NaEscola

bons professoresO que vimos nas frases acima são exemplos que tentam limar, corrigir o errado e indicar o correto. Apontar o bom e o mau e abafar o aluno e torná-lo cada vez mais passivo e ouvinte.
Pois, afinal de contas, o professor é uma grande autoridade e ele, enquanto mestre e detentor do conhecimento, deve criar condições favoráveis para que cada criança desenvolva sua capacidade de conservar sua integridade pessoal e, por isso, o mestre tenta moldar as crianças.
Caso alguma dessas crianças não se encaixe nesses padrões os educadores investem em técnicas punitivas. É assim que a Escola tem conduzido seus ensinamentos por séculos, não é mesmo?
As perguntas que pairam no ar são:
Nesse contexto há espaço para a empatia?

É nesse modelo educacional que devemos investir ?

O Professor Afetuoso


Como dito no post “Como trabalhar afeto na Educação Infantil” o afeto tem um papel fundamental na aprendizagem.
A relação de qualidade entre o professor e o aluno depende mais de “como” e ” a quem” se ensina, do que o ” o que se ensina”. Para que o professor se torne eficaz na sua tarefa de ensinar é preciso criar um vínculo com o aluno: uma ligação. Essa ponte com o aluno e construída, na maioria das vezes, com a comunicação.

O professor que domina a competência de comunicação, além de afetuoso, têm  ferramentas muito significativas nas mãos.

professor afetuoso
– Respeito pelos interesses dos alunos
– Educa com afeto
– Liberdade para aprender
– Ambiente agradável em sala
– Construção do conhecimento
– Autonomia na aprendizagem


A proposta da Comunicação Não Violenta é sair da lógica do culpado, da punição, do certo e do errado e desconstruir comportamentos pré-estabelecidos. Quebrar todos os paradigmas e apresentar um novo jeito de se comunicar.
O ato de se comunicar é, por si só, uma necessidade fundamental para a qualidade da existência do indivíduo. A CNV nos instrumentaliza para responder essa necessidade e esinar como construir e melhorar a nossa relação com o outro.
Aqui fiz apenas uma resumo sobre o que é e como podemos começar a exercitar dentro de nós mesmo e dentro da Escola.
Se você gostou do conceito e quer entender um pouco mais sobre a comunicação não-violenta deixo algumas sugestões para que você aprofunde no tema e se envolva com esse jeito empático de lidar com os conflitos internos e externos.
Proponho que experimente esse exercício abaixo e percebam a diferença que a CNV faz nas nossas vidas.

“Vejo que ____. Estou me sentindo ____ por precisar de ____. Você gostaria de ___?”. Ou “Vejo que ____. Você está se sentindo ____ por precisar de ____?”, seguido de “Resolveríamos sua necessidade se eu ____?” ou uma declaração de seu próprio sentimento e necessidade seguido por um pedido.


Com o tempo, podemos perceber mais abertura, mais ternura nas relações e as pessoas se sentiram a vontade para se abrir e se expressar diante dos outros, pois o ambiente será de pura confiança e respeito.

Lexicalmente ¹ : Relacionado com a palavra.

Agora que você já está sabendo tudo de Comunicação Não Violenta, que tal aproveitar para fazer relatórios usando essa nova habilidade? Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Sugestão de leitura:
Livro “Comunicção Não-Violenta” de Marshall Rosenberg

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 


Educação de gênero: por um ensino sem “coisa de menino” e “coisa de menina”

Mesmo em áreas com predominância feminina, como saúde e educação, a remuneração das mulheres ainda é inferior a dos homens (foto: Google)

Carreira/Práticas inovadoras/Registros
7 Comments

Educação de gênero: por um ensino sem “coisa de menino” e “coisa de menina”

“A escola tem que acreditar que pode ser parceira da família. Você não vence o preconceito de uma hora pra outra”.

(Eleutéria Amora da Silva – Casa da Mulher Trabalhadora para o portal Terra)