4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças
Registros/Desenvolvimento cognitivo
0 Comments

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças

No post anterior falei sobre o papel da curiosidade na aprendizagem e como essa palavrinha é um “material escolar” imprescindível na Escola.
Toda curiosidade brota de uma boa pergunta, não é verdade? Uma boa pergunta se transforma em uma ferramenta mega poderosa que é capaz de transformar e ativar processos de raciocínio no ser humano.
Por este motivo é  super importante que o professor saiba formular, com intenção, perguntas que norteiam um pensamento eficiente. A boa pergunta deve direcionar a observação, provocar a análise, incentivar a comparação e propor uma elucidação a fim de que o curioso possa chegar, por si só, a uma ou mais conclusões.

1 – Faça as perguntas certas

Segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a curiosidade prepara o cérebro para o aprendizado.
Ao provocar a curiosidade deixamos o cérebro aquecido para o novo. É como se toda nossa cachola ficasse em estado de alerta a fim de entender o porquês das coisas. Automaticamente fazemos conexões com coisas que aconteceram e as perguntas vão surgindo buscando novas respostas e brotando novas perguntas, legal, não é?

Por isso, minha sugestão é que você comece o jogo do curioso fazendo perguntas provocadoras, tais quais:

  • O que é isso?
  • Para que serve isso?
  • Por que se faz isso?
  • Quem inventou isso?

Essas são perguntas básicas que podem ser feitas pelo professor cada vez que surgir algo novo. Provocar as crianças com  essas perguntas é uma maneira inteligente de provocar conexões e os olhares e, pode apostar, que as respostas começarão a aparecer.

2 – Saiba ouvir

Professor, é preciso estar atento à resposta dada pela criança para saber reconhecer se deve ser feita outra pergunta para direcionar essa criança ou se a resposta já se encontra ali, logo adiante do caminho da aprendizagem. Pode ser também que a resposta surja no contexto criado pela sala ou que nem apareça naquele dia ou ano.

Sugiro que você controle a respiração e a ansiedade para ouvir todos os questionamentos das crianças e para que elas tenham a chance de desenvolver o pensamento crítico e reflexivo.

Escutamos muitas respostas inusitadas, criativas e surpreendentes não é mesmo? As respostas ou perguntas das crianças são muito relevantes e nos servem também como material para refletir nossa prática pedagógica.

Além de saber ouvir precisamos anotar o que quer que entendamos que tenha sido relevante para aquela criança! Mas como fazer anotações em meio 25 alunos, no parquinho da escola em um momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de aventuras e aprendizados?

Quando faço as anotações crio um monte de papel, rascunhos e escrevo tão rápido que acabo nem entendendo depois, ou não lembro o contexto e por aí vai…

Por conta disso comecei a usar a Eduqa.me e fazer registro ficou uma tarefa super tranquila. Desde então nunca mais deixei escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança e a Eduqa.me passou a me ajudar no planejamento, nos registros e a preservar esses momentos únicos em sala de aula.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, consigo fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

3 – Não entregue tudo pronto

Por muito tempo o professor foi detentor do conhecimento. Lembra que era de praxe o professor chegar em sala despejando seu conhecimento como uma verdade acabada e sólida?
Pois é, mas hoje, no mundo beta em que vivemos, o que sabemos é que nada sabemos e que tudo é mutável e que mais importante que as respostas são  as interrogações para que a curiosidade seja brotada na cabecinha da criançada.

Aprendemos que a nossa sala de aula é uma grande laboratório e como tal deve ser um espaço para desbravar novos conhecimentos nos objetos; nas rodas de leituras; nas pessoas; na natureza; nas revistas e no nosso melhor amigo google.

4 – Além dos muros da Escola

Curioso que é curioso leva a curiosidade pra onde vai. Tanto da casa para a escola, quanto da escola para a casa e isso vai desde valores a conceitos.

Pais e Escolas devem ser parceria e não devem deixar a criança sem respostas. Pior coisa para um curioso é não ter onde buscar seus questionamentos. É preciso ajudar essa criança a fazer assimilações e pontes para o aprendizado.

E o professor curioso? Ah, esse entra na Eduqa.me para começar a fazer seus semanários na plataforma. Seja curioso, acessa e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
0 Comments

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
0 Comments

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos
Atividades/Matemática/Relatórios
0 Comments

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos

Na Educação Infantil, as crianças estão começando a desenvolver seu pensamento abstrato – apenas entre os seis ou sete anos de idade é que a maioria compreende não apenas objetos concretos, mas começa a fazer sentido de símbolos ou ideias. Portanto, o ensino da matemática nessa fase precisa ser palpável, visível para as crianças.

Atividades com peças para agrupar, formas geométricas, blocos que se encaixam são ideais para trabalhar noções de espaço, tamanho e quantidade. Acima de tudo, esses exercícios são essenciais para que a turma desenvolva as habilidades necessárias para, no futuro, realizar operações mais complexas, como cálculos e equações.

É importante deixar que os pequenos repitam essas atividades quantas vezes acharem preciso. É o desinteresse deles que vai mostrar ao professor que aquela brincadeira já está fácil demais e que a criança pode passar para um próximo aprendizado. Enquanto ela volta para o mesmo jogo de novo e de novo, ele ainda representa um desafio – dê o tempo para que seja superado!

Figuras com blocos

(foto: Soldaeira)

(foto: Soldaeira)

Os únicos materiais que essa atividade pede são blocos de madeira (ou peças de Lego) e cartões com figuras aonde encaixá-los. Os cartões podem ser feitos em uma cartolina, mas você também pode fazer o download de modelos prontos aqui. Caso opte por fazer os desenhos você mesma, lembre-se de usar as peças como medida para garantir que elas se encaixem! Use várias combinações possíveis, mais simples e mais elaboradas, para tornar o jogo interessante.

Além de exercitar noções de tamanho e espaço, posicionar os blocos dentro das linhas corretas ajuda o desenvolvimento da motricidade fina, a destreza com as pontas dos dedos.

Com crianças mais velhas, entre 4 e 6 anos, também é possível trazer novo vocabulário e comparar as figuras planas (quadrado, triângulo, círculo, etc.) com os sólidos geométricos (cubo, pirâmide, esfera, etc.). Para enfatizar as diferenças entre as formas, passe o dedo por cada um dos lados da peça, contando cada um deles: “um, dois, três, quatro lados… É um? Quadrado. E todos os lados são quadrados, olhe só! Então, isso aqui é um cubo”. Incentive a turma a fazer o mesmo por conta própria durante a atividade.

Quebra-cabeça de palitos de picolé

(foto: Powerfull Mothering)

(foto: Powerfull Mothering)

Perfeita para crianças que ainda estão aprendendo a contar e a relacionar a quantidade ao símbolo numérico. A primeira parte da atividade consiste em dar um jogo de dez palitos a cada criança para que elas façam seus desenhos – cole os palitos no topo e na base com fita adesiva para que eles fiquem imóveis durante a pintura, e também para ter aonde escrever os número quando a tinta secar.

Na aula seguinte, remova a fita adesiva e escreva os números de um a dez, em ordem crescente, na base ou no topo de todos os palitos e separe-os. Cada criança terá seu quebra-cabeça para colocar em ordem.

É importante que elas comecem com seus próprios desenhos, porque já uma familiaridade com a imagem (mesmo não se lembrando de todos os números, elas tendem a reconhecer a ordem correta). Quando essa etapa perder a graça, proponha que elas troquem seus jogos entre si.

Mostre a elas como jogar: escolhendo um palito por vez, identificando o número e contando o número de peças. Ao terminar, conte os palitos um por um e confira se a ordem falada está de acordo com os números escritos. Ajude as crianças a repetir o processo por conta própria na hora de jogar.

Números de massinha

(foto: Life Over Cs)

(foto: Life Over Cs)

Mais uma vez, só o que é preciso é imprimir (ou desenhar) os cartões com a imagem de uma árvore e o número a ser preenchido. Na foto acima, também há uma tabela no fim da página, em que as crianças poderiam contar novamente o número de bolinhas utilizadas – mas essa é uma escolha do professor, assim como escrever os números por extenso, caso as crianças estejam em fase de alfabetização.

A árvore pode ser substituída por um ninho (com o número de ovos correspondente), o miolo de uma flor (com o número de pétalas), uma nuvem (com o número de gotas de chuva), uma joaninha (com o número de pintinhas pretas) e assim por diante. É recomendável proteger os cartões com papel contact transparente para que eles possam ser reaproveitados em várias brincadeiras.

Ao jogar, mostre aos pequenos uma ordem a seguir: encontrar o número impresso, falar o número em voz alta, contar o número de bolinhas feitas com massa de modelas, repetir os números novamente ao colocar cada bolinha na árvore. A repetição é essencial nessa idade. Após a demonstração, peça para que eles continuem seguindo esses passos por conta própria.

Trilha de números

(foto: PBS)

(foto: PBS)

Com uma fita adesiva, marque linhas retas no chão, uma mais longa do que a outra. A primeira linha, a mais curta de todas, irá só até o número 1. A segunda, com duas marcas, até o número 2. A terceira, com três marcas, até o 3 e assim por diante. Tente deixar as marcas a uma mesma distância uma da outra (você pode pedir para uma das crianças dar passos e medir o espaço de cada passada. Assim, será mais fácil para elas contarem os números até o final). Ao fim de cada linha, coloque um prato descartável (ou um pedaço de papel) com o número correspondente escrito.

No chão, diante das linhas, distribua cartões com números escritos ou quantidades representadas – vale até mesmo usar cartas de baralho! Deixe todas elas viradas para baixo. O objetivo é que cada criança escolha uma carta, veja o número ou quantidade anotado e escolha a linha correspondente. Então, ela vai contar seus passos até chegar ao fim da trilha: o número de passos deve ser o mesmo que o número da sua carta. Quando chegar ao fim, a carta vai ser colocada no prato descartável.

Para que a brincadeira continue, use várias cartas com cada número.

Amarelinha das formas

atividades-matematica-5

(foto: Housing a Forest)

Essa brincadeira pode ser um pouco mais trabalhosa, mas é diversão garantida. Recorte cinco ou seis formas diferentes em cartolinas coloridas: círculos verdes, quadrados roxos, estrelas amarelas e assim por diante. Use fita adesiva para colá-las no chão da sala de aula ou do pátio, criando um grande tapete de formas.

Peça para que todas as crianças fiquem do mesmo lado do tapete. O jogo consiste em atravessá-lo pisando em apenas uma cor ou forma geométrica. Outros desafios possíveis são: pedir para uma criança guiar outra, dizendo cores e formas para que a colega consiga chegar ao outro lado; trabalhar conceitos de esquerda ou direita dando orientações como “pule na estrela à direita”; fazer um jogo de Twist, em que as crianças precisam colocar pés e mãos na forma sorteada sem cair (o bumbum não pode tocar o chão!); lançar desafios como “você precisa atravessar pisando em quatro círculos” ou “encontre uma figura de três lados”.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Atividades sensoriais: na Educação Infantil, experimentar é aprender

Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

Atividades/Movimento/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
2 Comments

Atividades sensoriais: na Educação Infantil, experimentar é aprender

Ensinar e aprender explorando os cinco sentidos não é difícil. Ensinar alguma coisa está, na grande maioria das vezes, ligado à estimulação dos sistemas visuais e auditivos, já que nós somos seres muito audiovisuais.

Não é difícil, mas é raro encontrar atividades que estimulem os sentidos. Este fato pode ser justificado historicamente, pelas teorias tradicionais de educação que colocam o professor numa posição de eterno orador e, o aluno, de eterno ouvinte. Papéis que, ao longo da evolução das práticas educativas, foram se modificando, mas que ainda permanecem enraizadas em certas posturas sem nos darmos conta disso.

Jogos, brincadeiras e outras atividades sensoriais estimulam a inteligência, ajudam na criatividade e permitem que os alunos aprendam mais e melhor. Isso ocorre pois o cérebro tem a oportunidade de acionar diferentes canais para a entrada de conhecimento, contemplando todos os estilos de aprendizagem.

Leia mais sobre quais os estilos de aprendizagem e como identificá-los clicando aqui.

Os sentidos já são desenvolvidos desde a vida intrauterina. O mundo que nos cerca é cheio de informações que chegam até nós através do tato, olfato, visão, audição, gustação, movimentos e posições do corpo.

Fazer uso de todos os sentidos - tato, olfato, paladar, etc. - garante um aprendizado mais completo e duradouro (foto: Learning 4 Kids)

Fazer uso de todos os sentidos – tato, olfato, paladar, etc. – garante um aprendizado mais completo e duradouro (foto: Learning 4 Kids)

Quais os sistemas sensoriais que devem ser observados?

  • Sistema táctil: é o responsável por tudo aquilo que está em contato com a pele. Exemplo: toque (reconhecer um objeto no escuro), preensão, temperatura (sensação de quente e frio), textura (áspero e macio);
  • Sistema auditivo: habilidade de reconhecer sons, discriminar, transformar e reagir a sons;

Esse conteúdo é restrito para assinantes!
Faça sua assinatura aqui e tenha acesso livre.

[ms-protect-content id=”6785″] [ms-protect-content id=”6759″]

 

 

 

  • Sistema oral/gustativo: é o paladar e tudo que é relativo aos estímulos dentro da boca. Exemplo: experimentar sabores doces, salgados, ácidos, azedos ou experimentar alimentos de diferentes consistências;
  • Sistema olfativo: é o cheiro, processamento e discriminação de odores;
  • Sistema visual: todas as habilidades relativas à visão;
  • Sistema vestibular: localizado no ouvido, está relacionado ao movimento e equilíbrio, além de coordenar movimentos, como a conexão entre olho e mão e os dois lados do corpo (coordenação bilateral);
  • Sistema proprioceptivo: relacionado à posição do nosso corpo no espaço, a noções de peso, pressão, alongamento e mudança de posição. É o corpo como um todo, tanto em situações estáticas quanto em situações dinâmicas. É devido a este sistema que conseguimos, por exemplo, escrever sem termos que olhar para cada movimento da nossa mão.

Assim, quando tudo está a funcionar bem, o nosso cérebro organiza as informações recebidas do ambiente através do corpo para reproduzir uma resposta adequada a cada estímulo. A este processo, dá-se o nome de integração sensorial.

Cada pessoa tem uma preferência sensorial (sentidos mais desenvolvidos do que outros), entretanto, é válido oferecer diferentes oportunidades para que os alunos vivenciem os vários sistemas sensoriais e tenha experiências para aprender com todos eles. Que tal olharmos de maneira diferente para os materiais e objetos do dia a dia e proporcionarmos novas oportunidades de aprendizagem para os nossos alunos?

Cada criança terá uma preferência sensorial, ou sentidos que se desenvolvem mais e mais rapidamente que os outros. Cabe ao professor identificá-los e explorar suas possibilidades de aprendizado (foto: SSC Music)

Cada criança terá uma preferência sensorial, ou sentidos que se desenvolvem mais e mais rapidamente que os outros. Cabe ao professor identificá-los e explorar suas possibilidades de aprendizado (foto: SSC Music)

Quais atividades estimulam os sentidos?

Movimentos, texturas, aromas, sabores, são informações que podem ser muito bem integradas ao que ouvimos e vemos, para enriquecermos ainda mais a capacidade de discriminação e aprendizagem do cérebro. Veja algumas sugestões:

  • Modifique o ambiente! Coloque música, altere a luminosidade, use lanternas para contar uma história;
  • Manipule diferentes texturas. Utilize bacias para colocar materiais como areia, pedras, gel de cabelo, creme corporal, farinha, grãos, etc. Incentive a criança a brincar. Uma possibilidade é usar essas texturas para criar cenários e objetos que se relacionem com os conteúdos trabalhados em classe, como animais, meios de transporte, entre outros. Ainda pode ser sugerida uma escavação para encontrar letras dentro das bacias e, com elas, formar palavras, ou fazer uma caça às texturas no pátio, buscando elementos da natureza;
  • Livros com figuras grandes são boas opções. Há livros interativos, com fantoches, texturas ou figuras adesivas para complementar a leitura;
  • Traga papéis de cores e espessuras diferentes, assim como materiais variados para a pintura. Use misturas de cores, tintas caseiras ou comestíveis. Descubra mais atividades de artes criativas aqui;
  • Massinha de modelar tem diversas possibilidades. Você pode convidar as crianças a criar animais e objetos, ou usá-la para contornar letras e números;
  • Grave sons da natureza, de animais e da própria criança falando e reserve um momento para a escuta;
Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

  • Faça caixas sensoriais ou caixas de surpresa: dentro de uma caixa, coloque objetos relacionados a qualquer tema (sólidos geométricos, materiais escolares, brinquedos que remetam a animais ou meios de transporte, etc.) para que as crianças adivinhem o que são apenas com o tato;
  • Explore garrafas sensoriais – veja como fazer uma clicando aqui;
  • Estenda plástico bolha no chão para que as crianças engatinhem ou caminhem sobre ele, estimulando a coordenação motora;
  • Integre novas tecnologias, como tablets, iPads e videogames (como o Kinect, por exemplo). Esses recursos podem ser utilizados em espaços educativos já que, além de trazerem jogos visuais e auditivos, relacionam o movimento do corpo com comandos para as atividades, o que é bastante positivo;
  • Use a criatividade: vão aprender sobre animais marinhos? Use cubos de gelo, gelo colorido ou raspado. Em cada temática, pense em como incluir experiências práticas e que alimentem todos os sentidos das crianças.
(foto: Terra Nova Nature School)

Perceba como as crianças reagem às explorações dos sentidos – caso alguma delas apresente desconforto ou medo, ofereça alternativas que a deixem mais segura ou procure ajuda de um profissional de saúde (foto: Terra Nova Nature School)

O que fazer caso a criança apresente um déficit de aprendizado?

Contudo, há pessoas que possuem déficits nos sistemas sensoriais. Estes problemas podem causar inúmeras complicações no processo de aprendizagem, que vão da falta de atenção e concentração até a baixa confiança em si mesmo. Fique atento se o seu aluno apresentar:

  • Hipersensibilidade a movimentos, sons, odores e ambientes diferentes;
  • Hipersensibilidade ao manipular materiais como cola, areia, tinta ou até mesmo comida, utilizando sempre a ponta dos dedos;
  • Medo ao realizar experiências que envolvam os sistemas sensoriais já citados;
  • Medo de altura e falta de equilíbrio;
  • Coordenação motora empobrecida: dificuldade em correr ou pular, problemas com a escrita e com a preensão do lápis;
  • Problemas com situações de desafio.

Para amenizar estas dificuldades, o professor pode verificar se a quantidade de estímulos trabalhados não está em demasia, já que muita informação sensorial ao mesmo tempo pode estressar e até desorganizar a aprendizagem da criança. Outro ponto importante é não “forçar” a realização de uma atividade na qual o aluno demonstra medo ou outra reação incomum. Permita que ele escolha os materiais que o deixam mais seguro, sendo sempre bastante acolhedor.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Caso perceba que essas situações ocorrem com muita frequência é necessário buscar uma equipe multidisciplinar para a realização de um diagnóstico preciso.

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Fontes:

Portal de ajudas técnicas. Recursos pedagógicos adaptados. Ministério da Educação. Brasília, 2002

Dicas de atividades sensoriais

Fundación Procivismo y Desarrollo Social. Integración Sensorial. Autora: Ayola Cuesta Palacios, CD Hilton Perkins, 2001. Tradução português: Shirley Rodrigues Maria, 2006.

Meu Pequeno Autista

[/ms-protect-content]

 

INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades
Atividades/Identidade e autonomia/Linguagem/Matemática/Movimento/Música e artes/Natureza e Sociedade/Materiais para Download/Rotina pedagógica
0 Comments

INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades

TESTE 20

O tempo do professor é curto e, sem tempo para pesquisar e se renovar, muitos reclamam de repetir sempre as mesmas atividades. Mas a falta de tempo não precisa ser um problema. Não sabe aonde procurar? A Eduqa.me selecionou 7 sites com um acervo riquíssimo de atividades, planos de aula, inspirações, vídeos e jogos para todas as idades – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Salve esses endereços nos seus Favoritos e encontre rapidamente uma nova ideia para cada aula!

Todos os conteúdos da Eduqa.me são gratuitos. Para fazer o download, clique na imagem acima ou no link abaixo. Você poderá acessar o infográfico sempre que quiser!

BAIXAR INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar atividades!

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Antes de ler e escrever, há muito o que fazer

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância - as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
2 Comments

Antes de ler e escrever, há muito o que fazer

Há muito para fazer e descobrir antes de ler, escrever e somar, considera Rita Castanheira Alves, psicóloga clínica especializada na área infantil e juvenil e de aconselhamento parental, autora de um projeto que está no site www.psicologadosmiudos.com, e que acaba de lançar o livro “A Psicóloga dos Miúdos”. Antes de entrar no 1.º ciclo, há competências a desenvolver e a estimular nas crianças. “Nos jardins de infância, seguem-se diretrizes e planos normativos, mas há muito espaço para abordagens e perspetivas diferentes. Em casa, há pais que estimulam desde cedo umas competências em detrimento de outras”. Há muito para descobrir desde a nascença até à matrícula no 1.º ciclo. “Dar os primeiros passos no desafio de descobrir quem é, no aprender a ser pessoa, a distinguir-se dos outros, a criar uma individualidade, a sentir-se gostada e a saber gostar”, especifica.

Assuntos de toda a vida e mais além

Rita Castanheira Alves considera que é tempo de desenvolver competências as quais chama de “assuntos de toda a vida e mais além”, ou seja, capacidades e aprendizagens que serão a base para a vida real, no mundo, com os outros e consigo mesmo. “Esta fase é essencial para os pais e educadores ‘trabalharem’, de forma natural, no dia a dia, em brincadeiras e nas rotinas com a criança, a tolerância, a frustração, a autoestima, a autoconfiança, a persistência, a solidariedade, a partilha, os limites e o saber errar.

Sem nunca esquecer a literacia emocional, dando-lhes a possibilidade de conseguir identificar em si ou nos outros, expressar e regular as emoções – competência transversal para todas as aprendizagens que se seguem, seja na educação formal ou na vida além escola”, refere.

Na primeira infância, é essencial cultivar as "habilidade para a vida", ou socioemocionais: perseverar, conviver em grupo, lidar com emoções (foto: Smart Start of Meck)

Na primeira infância, é essencial cultivar as “habilidades para a vida”, ou socioemocionais: perseverar, conviver em grupo, lidar com emoções (foto: Smart Start of Meck)

Desafios

Antes de se sentar na cadeira da escola, a criança dá os primeiros passos na autonomia e independência para que, desde cedo e de forma natural, se sinta segura, capaz de gerir os desafios que surgirão a qualquer momento. Na escola, também. “Uma criança feliz, tranquila, competente pessoal, social e emocionalmente terá maior probabilidade de ter sucesso acadêmico e estar preparada para os desafios mais formais da educação, porque serão também crianças mais motivadas intrinsecamente”.

Nesta fase, é importante criar desafios e situações adequados às características e fases de crescimento da criança para desenvolverem a sua capacidade de resolução de problemas. “A criança deve saber que pode ser difícil, mas que é possível tentar e, no meio disso, os adultos precisam ajudá-la a saber errar – até porque na escola ela irá errar para aprender. Como tal, saber acima de tudo errar, confrontar-se com o erro e com a nova tentativa e saber que isso faz parte da aprendizagem de todos nós, até dos pais”. Para a psicóloga, faz parte da educação “ajudar a criança a arriscar, a compreender os riscos e a tomar decisões com os riscos que tem, seja numa simples escolha de duas hipóteses de brincadeira”.

Nos primeiros anos de vida, é fundamental experimentar, desenvolver competências artísticas e a agilidade motora. É tempo de se conectar com outras crianças, jovens e adultos, desenvolver a socialização, saber estar e partilhar, ouvir e conversar. É tempo de brincar com meninos e com meninas, com bonecas, carrinhos, animais ou quebra-cabeças. “Nesta fase, a brincadeira com a criança é o maior motor de desenvolvimento de todas estas capacidades essenciais para o que se segue”. A brincadeira é um meio para tornar as aprendizagens naturais, descontraídas, fáceis, e eficazes, e ainda criar vínculos afetivos com a criança.

Se a criatividade e imaginação forem estimuladas, o interesse pela leitura, escrita e matemática vão surgir naturalmente (foto: Feel Good Health)

Se a criatividade e imaginação forem estimuladas, o interesse pela leitura, escrita e matemática vão surgir naturalmente (foto: Feel Good Health)

A criatividade e a imaginação também têm um papel importante. “Ajudar a criar e a imaginar, seja por histórias, teatros caseiros, brincadeiras de tapete ou músicas é fundamental para a preparação da criança para a fase das aprendizagens escolares. Na fase pré-escolar, a criatividade de todas as formas é um grande recurso e um ingrediente que se pode usar bastante, a par com a curiosidade”. Para isso, ajuda-se a olhar para o que a rodeia, estimula-se o questionamento, responde-se quando pergunta, pergunta-se também, procuram-se respostas.

Saber escrever o nome, decorar letras, contar até 20 sem enganos poderá vir noutro tempo, quando o 1.º ciclo chegar. Rita Castanheira Alves considera que há muito para se fazer antes disso. “Com o foco e investimento nestas competências pessoais, sociais e emocionais, gradualmente e antes do 1.º ciclo, a vontade da criança em saber o seu nome, em aprender a contar e a mostrar sinais de que está preparada para a aprendizagem escolar aparecerá espontaneamente. Vale a pena tentar”, diz.

Brincar é como respirar

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância - as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância – as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Até aos 6 anos, a criança se encontra numa fase de acelerado desenvolvimento em vários níveis: físico, motor, social, cognitivo, emocional e linguístico. Desenvolvimento e aprendizagem andam de mãos dadas. As relações e interações que os  pequenos estabelecem entre si e com os adultos, as experiências proporcionam novas aprendizagens, tudo isso contribui para o desenvolvimento.

Para Cristina Parente, professora auxiliar do Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Didática e Supervisão, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, é importante apreender quem é a criança. A criança quer conhecer e compreender o mundo que a rodeia, tem saberes e experiências e, por isso, faz perguntas e envolve-se em projetos para encontrar respostas para as suas curiosidades. A criança coloca desafios aos pais, à creche, ao jardim de infância, à comunidade. “Esta compreensão desafia os pais e os educadores a proporcionar as melhores oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, desde cedo, às crianças, tendo como referência a necessidade de educar cada um até ao limite das suas possibilidades, procurando, ao mesmo tempo, conseguir a integração de todos”.

A criança cresce, aprende, desenvolve-se através de interações que estabelece com as pessoas que a amam, que cuidam dela, que lhe dão segurança, que estão atentas às suas características e que a desafiam. “De fato, o processo de educação da criança ocorre entre os contextos de educação não formal e os contextos de educação formal, entre os quais se destacam a família e os centros de educação de infância”, refere Cristina Parente.

“Naturalmente, a criança constrói muitas aprendizagens e se desenvolve nos contextos da educação informal através dos processos de socialização nas relações intrafamiliares e extrafamiliares. Mas este tipo de resposta, por si só, parece não ser suficiente, tendo em conta as muitas solicitações das famílias e os limitados apoios na sociedade atual urbanizada, globalizada e multicultural. O contexto da educação de infância emerge como uma alternativa mais consistente e integrada para, em colaboração com as famílias, responder ao desafio da educação das crianças pequenas”, sublinha a professora do Instituto da Criança da Universidade do Minho.

Segundo Maria José Araújo, professora da Escola Superior de Educação do Porto, nos primeiros anos de vida, e não só, é importante brincar e criar condições para que as crianças brinquem. “Brincar é muito importante em todas as fases da vida, mas nesta fase é fundamental. Para a criança é como respirar”, garante. A socialização também tem uma palavra a dizer. “É com o grupo de pares, com outras crianças que criam e recriam as culturas da infância”. “É fundamental conversar com os filhos e garantir uma instituição de pré-escolar que valorize o brincar e o diálogo”, sublinha.

É através de atividades lúdicas e jogos que as crianças aprendem a seguir regras e respeitar o outro (foto: Washington Post)

É através de atividades lúdicas e jogos que as crianças aprendem a seguir regras e respeitar o outro (foto: Washington Post)

Os pais devem, na sua opinião, saber respeitar os tempos e os ritmos das crianças e compreender que brincar garante equilíbrio e bem-estar. Há um erro que convém evitar: há pais e encarregados de educação que procuram no pré-escolar conteúdos do primeiro ano do 1.º ciclo. “A escola é muito importante e é por isso mesmo que, antes de entrar para o 1.º ciclo do Ensino Básico, mas também durante, o mais importante é criar condições para que as crianças brinquem”.

É preciso, sublinha, valorizar as brincadeiras das crianças como elementos essenciais de relação com a natureza e com a cultura do mundo adulto. Ao longo da vida, elas precisam de atividades equilibradas. “As crianças aprendem regras de cooperação e respeito brincando. É essencial que os educadores compreendam isso e valorizem”. Brincar é, afinal de contas, um direito. “O brincar e as brincadeiras, enquanto manifestações coletivas, ajudam a criança a desenvolver relações sociais com o seu grupo de pares e com os adultos, apelando à memória coletiva”, realça Maria José Araújo.

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

Gostou? Então fique ligado!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Fonte: Educare

5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Atividades/Música e artes/Relatórios
0 Comments

5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Por que ensinamos arte na Educação Infantil? Ao contrário da escrita e da matemática, as aulas de artes não têm uma aplicação objetiva na vida da criança – nem pais nem professores esperam que elas se tornem artistas quando adultas. Ainda assim, a pintura, o desenho e os trabalhos manuais são parte relevante do currículo infantil, inclusive destacado como uma das áreas de conhecimento do Referencial Curricular Nacional.

A pergunta não é retórica, nem uma forma fácil de começar o texto. É preciso ter bem claro qual o objetivo de se ensinar algo, porque é esse objetivo que vai ajudar o professor a traçar seu plano de aula. Por que você ensina arte à sua turma de 3, 4, 5 anos?

É comum que atividades artísticas sejam usadas com preparação para a escrita: o foco não é a arte em si, mas a motricidade fina, a destreza dos dedos para que, mais adiante, a criança consiga criar letras e números. Suas atividades de artes têm essa meta? Pense bem: as crianças são instruídas a copiar, traçar linhas retas, seguir pontilhados, pintar dentro das linhas de um desenho já preparado com antecedência, copiar modelos prontos? Esses exercícios são úteis para que elas sejam alfabetizadas – mas não as estão educando em artes.

Quando sua classe aprende a reproduzir imagens prontas, ela entende a mensagem de que há um certo e um errado no processo criativo, de que há obras de arte boas ou ruins de acordo com uma pequena lista de regras. Ninguém aprende, porém, quais as diferentes técnicas possíveis, a interpretação de acontecimentos ou sentimentos em imagens, a exploração da criatividade ou os vários espaços em que a arte pode se manifestar.

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Isso significa que as crianças devem ficar soltas para brincar com tinta sem qualquer orientação? Também não – mas estamos chegando mais perto. Sem o professor como guia, é muito provável que a turma vá apenas reproduzir o que já vê em outras fontes: na televisão, nos brinquedos ou na publicidade. É preciso que elas tenham possibilidade de criar o que quiserem, mas sempre estimuladas a conhecer novas perspectivas e novos materiais, sempre encontrando novas formas de expressão.

Esse é o objetivo de ensinar arte às crianças: desenvolver o autoconhecimento, o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade, habilidades que serão valiosas durante toda a vida adulta.

Para isso, o professor deve investir na sua própria formação; afinal, é a visão do professor que irá influenciar a visão da turma. É importante interagir com espaços culturais como museus, galerias, teatros, cinemas e praças para encontrar novos conteúdos e selecionar o que é interessante para cada faixa etária. Assim como os planejamentos de Natureza ou Matemática são pensados linearmente, com atividades articuladas entre si, o plano de Artes também deve considerar o desenvolvimento gradual das crianças e introduzir novos desafios com intencionalidade.

Para se inspirar, confira 5 ideias criativas para fazer arte na Educação Infantil.

 

Esse conteúdo é restrito para assinantes!
Faça sua assinatura aqui e tenha acesso livre.

 

[ms-protect-content id=”6785″] [ms-protect-content id=”6759″]

Explorando texturas 

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Atividades com texturas são ideais para crianças de até 3 anos, quando o aprendizado está muito relacionado ao tato. Apenas tome cuidado com as turmas mais novas, para que elas não coloquem materiais perigosos na boca (para essa faixa etária, uma dica é usar tinta caseira, não tóxica, que não causa problemas caso seja ingerida).

Mesmo com crianças mais velhas, a brincadeira ainda desperta interesse, basta oferecer mais opções de texturas a serem manuseadas. Algumas possibilidades são:

  • Papéis de vários tipos: crepom, cartolina, lenço, celofane,
  • Tecidos: camurça, couro e mesmo retalhos de roupas velhas ou toalhas,
  • Recortes de revistas e jornais,
  • Lixas mais ou menos ásperas,
  • Serragem, grama, folhas diversas, palha,
  • Sobras de lápis ou giz de cera apontados.

O professor pode, por exemplo, deixar que as crianças explorem texturas na sala de aula ou no pátio e, então, reproduzam as mais interessantes em suas obras de arte. Incentive a curiosidade e a descoberta com perguntas e orientação – mostre a elas como, por exemplo, passar a mão por uma superfície e fechar os olhos para sentir. Também estimule o vocabulário apropriado: liso, áspero, macio, seco, úmido, etc..

Autorretrato

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

Apesar de dar algum trabalho, essa é uma atividade maravilhosa para estimular o autoconhecimento. É preciso que as crianças tragam uma foto impressa de si mesmas com antecedência – e o professor precisa providenciar transparências, sobre as quais elas irão desenhar.

Depois disso, não há segredo: use uma fita adesiva para colar a foto e a transparência na mesa e disponibilize materiais de pintura. Tinta guache, cola colorida, canetas marca-texto e glitter são algumas opções que podem ser usadas para que as crianças façam seu autorretrato.

Quando as pinturas secarem, outra ideia divertida para a exposição é usar caixas vazias de brinquedo (ou qualquer outra caixa em que a frente é de plástico) como moldura, com a foto original no interior da caixa e a pintura, na frente. Veja o exemplo abaixo:

Carimbos variados 

Outra alternativa para explorar o ambiente e experimentar métodos artísticos é buscar por materiais para fazer carimbos e utensílios de pintura:

  • Talheres de plástico,
  • Rolos de papel higiênico,
  • Botões,
  • Tampinhas de garrafa,
  • Rolhas,
  • Esponjas de cozinha, de banho, de palha de aço (Bombril),
  • Algodão,
  • Plástico bolha.
Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Mais uma vez, enfatizamos: cuidado com objetos pequenos que podem ser engolidos pelas crianças!

Estenda uma folha grande de papel craft ou cartolina branca no chão e despeje as tintas coloridas em pratos rasos de plástico, tigelas ou bacias em que a turma consiga mergulhar os objetos. Então, deixe que experimente cada um deles.

Uma dinâmica bastante rica é sugerir temas abstratos: como elas pintariam sentimentos como alegria, raiva ou medo? Como pintariam o que estão sentindo hoje? Como pintariam a sensação de voar ou mergulhar?

Crianças mais velhas, em torno dos 6 ou 7 anos, podem relutar bastante para trabalhar com ideias tão abertas caso não tenham esse tipo de experiência com frequência – as menores, por outro lado, costumam abraçar a proposta sem questionamentos. Se isso acontecer, frise que não há certo ou errado e que eles podem pintar conforme se sentirem. Evite comentários como “que lindo” e opte por perguntar o que está sendo representado.

Pintura ao ar livre

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

Há uma calçada ou muro que pode ser usado na sua escola? Leve as crianças para ilustrá-los – além de tentar a pintura em uma posição diferente, em outra textura, elas também têm a oportunidade de expor um trabalho para as outras turmas. É uma oportunidade de falar sobre as mais variadas formas de exposição de artes, desde um teto todo decorado como o da Capela Sistina até as paredes grafitadas da cidade.

O giz de quadro é perfeito para essa atividade, e o efeito é ainda melhor molhando a ponta do giz antes de desenhar. O professor pode levar potinhos pequenos (como os de iogurte ou forminhas de gelo, por exemplo) com água para ajudar na pintura: colocando o giz ali por um ou dois minutos, ele absorve a água, criando cores mais vibrantes e um toque mais macio.


Uma peque dica que pode te ajudar muito!

Desenvolver essas atividades pode proporcionar momentos incríveis com as crianças, você não pode deixar de registrar as falas, comportamentos e os momentos de interação entre os pequenos! Faça isso com anotações, fotos e até vídeos! Eu sei que pode dar um grande trabalho mas é justamente nesse ponto que você está enganada, use a Eduqa.me para registrar esses momentos!

É muito simples, você pode organizar todos os registros de maneira rica em um único lugar, depois de tudo organizado você consegue consultar com poucos cliques! Quer ver? Basta clicar aqui e acessar! Veja esse exemplo:

Que tal aproveitar para criar atividades que favorecem o aprendizado ?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.


Espaços negativos 

O professor pode escolher várias atividades para trabalhar a ideia de espaços negativos – quando você pinta em torno da imagem que quer representar. Para as crianças de até 3 anos, é indicado começar com propostas que exijam menos coordenação motora, como pintar em torno da própria mão ou da mão de um colega. Veja o resultado abaixo:

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Após o conceito estar mais claro, é hora da experimentação! Uma ideia é usar fita adesiva para criar desenhos em espaço negativo: as crianças podem espalhar a tinta em torno da figura de um objeto ou animal (uma casinha, um sol, um cachorro criado com fita), ou dividir a página em formas geométricas e colorir cada área de uma cor diferente.

Elas ainda podem ser convidadas a buscar outros materiais para suas obras de arte: folhas e flores prensadas funcionam bem para essa atividade.

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

Leia mais:

Portal Cultura Infância

Portal Educação

 

[/ms-protect-content]

Como elaborar um planejamento com foco nas crianças

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários/Formação
0 Comments

Como elaborar um planejamento com foco nas crianças

Todo professor se propõe a planejar o seu dia, as suas atividades – mas como fazê-lo quando este planejamento não se refere apenas a ele mesmo, mas a todas as crianças que estão, por boa parte do dia, sob sua responsabilidade? Cada uma tem uma vontade, um desejo e está em um estado de busca. Quando a proposta é fazer um planejamento que parte destas vontades, desejos e buscas, o educador muitas vezes sente como se estivesse tentando planejar o imprevisível.

Como escolher o que entra no planejamento?

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

O professor que tem a preocupação em orientar sua turma tem que estabelecer um ponto de partida. Se as singularidades de suas crianças são importantes, ótimo: esse ponto de partida já esta estabelecido.

São elas. Tudo começa com observar e escutar sua turma e o que brota nos momentos da rotina: as ações mais procuradas, os interesses, as demandas, as pesquisas e descobertas, os assuntos que estão bombando entre as crianças.

Leia mais sobre esse tema no nosso post Personalização do Ensino na Educação Infantil.

O olhar do professor ao observar seu grupo não é um olhar à toa, à espera de que algo chame sua atenção para, só depois, despertar interesse. É um olhar intencional, preparado. Juntamente com a observação está a pauta do olhar, ou o motivo do olhar, elaborada pelo professor para orientá-lo naquilo em que vai prestar atenção. Afinal, as crianças são muitas e vários são os interesses.

A elaboração da pauta do olhar está intimamente ligada ao planejamento do professor, ao seu modo de trabalhar.  Um jeito possível de trabalhar com a (in)formação começa por perguntar. É provocar o olhar e a escuta para ativar a percepção e despertar a curiosidade.

  • O que as crianças fazem com maior frequência? (que movimentos corporais fazem com maior prazer, em quais encontram dificuldades?)
  • Quais os brinquedos e brincadeiras são mais solicitados?
  • Como elas se articularam? Quem brincou com quem? Quem não quis brincar?

Além disso, é preciso deixar espaço para olhar o olhar individual.

  • Quais as crianças serão observadas com maior atenção neste dia ou durante esta atividade? Quais os seus interesses? Estão buscando um desafio?

Um cuidado especial pode ser garantir um olhar para o uso dos espaços e dos materiais utilizados.

  • Como foi o envolvimento e a participação das crianças nestes espaços (parque, refeitório, quadra, área externa, sala de referência) e quais os materiais explorados?
  • Eles preferem os materiais não estruturados?

A partir das respostas a estas e outras perguntas pertinentes à sua turma, você terá anotações e informações importantes para ampliar os desafios oferecidos para as crianças. Estas respostas são alguns elementos deste seu planejamento.

Quais outras fontes de informação você possui?

Observe quais os brinquedos, livros e outros materiais mais procurados pelas crianças. Qual o motivo desse interesse? Que desafios e possibilidades eles representam? (foto: The Guardian)

Observe quais os brinquedos, livros e outros materiais mais procurados pelas crianças. Qual o motivo desse interesse? Que desafios e possibilidades eles representam? (foto: The Guardian)

Você fez o registro das propostas anteriores neste ou em outros espaços da creche. Você tem uma fonte preciosa de informações e anotações sobre as pesquisas, descobertas, interesses e hábitos de cada um de sua turma. Alguém vai sempre para o mesmo brinquedo? Você já se perguntou o porquê? Há crianças que nunca usam algum brinquedo ou realizam alguma atividade? Novamente, você sabe por quê?

É claro que ninguém tem memória para guardar tudo o que vê e vivencia nas 10 horas da rotina, multiplicadas pelas 20 ou mais crianças da turma! Por isso a importância dos registros de acordo com a realidade da turma. Os registros contém tudo aquilo que o educador percebe – anotações, fotos, caderno de registros, produções dos alunos. Eles revelam as descobertas, as dificuldades, as conquistas e as possibilidades de cada criança e do grupo, e são sua matéria-prima para o próximo planejamento.

O que essas informações significam?

Com as respostas relacionadas às questões sobre os interesses atuais das crianças, mais os registros das atividades anteriores, mais os desafios identificados, você se pergunta: quais os encaminhamentos que essas informações indicam?

Sua resposta está em refletir e avaliar sobre quais dificuldades foram identificadas no grupo ou em uma criança e, a seguir, quais ajustes deverão ser feitos no tempo e na estrutura das respostas. E aí, bingo! Chegamos ao planejamento interessante, estimulador, adequado e repleto de possibilidades e brincadeiras. Não tem como dar errado!

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Fonte: Tempo de Creche