Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

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Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Dia das Crianças está chegando e, com ele, as discussões sobre consumismo e publicidade na infância esquentam. Não é de se espantar – nessa época, as propagandas na TV se multiplicam, lojas de brinquedos lançam suas novidades, e até mesmo redes de restaurantes e marcas de alimentos se associam a personagens queridos.

No Brasil, crianças passam em média 5 horas por dia em frente à televisão, sendo expostas a esse tipo de campanha. O problema é que, quando pequenas, elas não compreendem a diferença entre um anúncio e a realidade (a boneca não voa de verdade, o carro não realiza manobras sozinho) e, portanto, são mais suscetíveis às marcas.

A publicidade relacionada à alimentação também entra em debate: lanches que entregam bonecos e brinquedos como “brinde” não costumam ser os mais saudáveis. Isso em um país em que 15% das crianças já cruzou a linha da obesidade.

Propor um Dia das Crianças mais saudável e com menos consumismo é uma alternativa disponível a pais e escolas que querem transmitir valores sustentáveis: trocar e produzir, brincar e criar experiências ao invés de comprar. A Eduqa.me separou algumas ideias para celebrar a data com consciência na Educação Infantil.

Organize uma gincana ao ar livre

Leve sua turma para o pátio, divida times e lance os desafios. É importante pensar na faixa etária da sua turma antes de definir as brincadeiras: estas são indicadas para crianças de 4 e 5 anos, por exemplo.

Corrida de lata

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

Use duas latas com barbantes para criar os sapatos de lata de cada criança – é necessário ter ao menos dois pares para a corrida. O objetivo da brincadeira é que as crianças subam em seus sapatos de lata e caminhem com ele por um trajeto definido pelo professor. Você pode usar cordas ou fita crepe para traçar o caminho.

Parece fácil, mas não é: só faça essa brincadeira em áreas macias, como um gramado, nunca sobre concreto! Assim, caso as crianças caiam, não haverá acidentes. Também não delimite uma pista de corrida longa demais; sempre leve em conta as habilidades da turma!

Caça ao tesouro

Essa é uma atividade clássica que envolve toda a turma. Esconda pistas pela escola, sejam elas por escrito ou com imagens (caso as crianças ainda não sejam alfabetizadas). Cada pista deve levar os caçadores a um outro lugar, com uma nova pista, até que eles cheguem ao tesouro!

Deixe bem claro para as crianças em quais áreas eles podem procurar pistas para não perturbar outros professores e classes – se a brincadeira for apenas no parquinho, explique isso antes de começarem. Como prêmio, deixe de lado balas e pirulitos e continue com a proposta: que tal colocar o material da próxima brincadeira no baú do tesouro? Ou material de artes para que as crianças façam cartões para os colegas?

Missão impossível

(foto: Tempo Junto)

(foto: Tempo Junto)

Já assistiu a filmes de espiões em que eles precisam desviar lasers para entrar em um museu ou mansão? Esse é o espírito da brincadeira, mas os lasers serão tiras de papel crepom (barbante também pode ser usado, mas a vantagem do crepom é que ele se rasga facilmente, sem machucar as crianças caso elas tropecem).

Monte o desafio em um corredor ou quadra de esportes, adaptando o nível de dificuldade de acordo com a idade das crianças. O objetivo é atravessar os lasers sem encostar nos fios até chegar do outro lado!

Acerte o alvo

Pendure um bambolê em um galho de árvore, muro ou parede e dê bolinhas às crianças (essas de plástico, comuns em piscinas de bolinhas, ou outras opções de bolas pequenas e macias, que não machuquem). A brincadeira consiste em acertar o alvo: a bolinha deve atravessar o bambolê.

Essas são apenas algumas possibilidades para a gincana na Educação Infantil. Confira os sites Tempo Junto e Massacuca para mais ideias e inspirações.

Faça uma feira de trocas

O Dia das Crianças é uma oportunidade para conversar com sua turma de Educação Infantil sobre consumo consciente: quando é preciso comprar algo novo e quando podemos encontrar outras soluções? O que eu tenho é valioso para alguém? Alguém tem – e não usa mais – o que eu gostaria de ter? Por que não trocar?

Combine com os pais e a coordenação com antecedência para organizar uma Feira de Trocas na escola. É simples: cada criança escolhe, com ajuda dos pais, um brinquedo ou jogo que não utilize mais e o leva para a aula. As crianças podem expor o que trouxeram e cada uma vai escolher algo novo da pilha.

O professor também pode escolher um modelo de “amigo-secreto”, em que as crianças sorteiam o nome de um coleguinha para quem dar seu brinquedo; isso pode evitar conflitos caso várias crianças queiram a mesma coisa. Algumas escolas já realizaram a experiência – e há até sites que ajudam a planejar o encontro!

Pense ainda em fazer uma feira literária, em que as crianças trocam livros infantis ou gibis – além de divertido, incentiva a leitura!

Monte uma oficina de brinquedos

Que tal ensinar às crianças a fazer pipas, estilingues, bilboquês ou pandeiros? Escolha brinquedos simples, que você, seus pais ou avós costumavam ter quando eram pequenos!

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Porém, lembre-se de pedir que as famílias contribuam apenas com materiais que já teriam em casa – de nada vale trabalhar o material reciclável obrigando os pais a consumir algo extra, que não faz parte da rotina da casa. Se cada criança contribuir com o que puder (garrafas pet, caixas de cereal, latinhas, copinhos de plástico, etc.), vocês com certeza terão opções divertidas do que construir!

Se a escolha for construir instrumentos musicais, junte a turma para fazer uma banda ao fim da aula. Toque músicas infantis e deixe que as crianças acompanhem o som com suas produções.

Crie um mural sobre infância

Pegue lápis de cor, canetinhas, pincéis, tinta, esponjas, recortes de revistas, cola colorida, purpurina, bolas de algodão… A imaginação é o limite. Estenda uma folha grande de papel craft no centro da sala de aula para que as crianças possam se sentar em volta e desenhar.

A proposta é que o professor dê um tema, que pode ser simplesmente “o que é ser criança” ou “qual sua brincadeira favorita” até um projeto mais longo, como, por exemplo, “como vivem as crianças do mundo”, em que a turma possa conhecer os hábitos da infância em outras culturas. Tudo isso será colocado no painel de acordo com a interpretação da turma – a obra final pode ser exposta no corredor da escola ou encontro de pais!

Faça massinha de modelar

(foto: Blog Elian)

(foto: Blog Elian)

As crianças adoram atividades em que podem colocar a mão na massa – e essa é bem literal. Coloque 1 xícara de água, 2 de farinha, meia xícara de sal e 1 colher de óleo em uma bacia grande e deixe que a turma misture a meleca até ganhar consistência.

Crie estações espalhando várias bacias pelo chão para que todas as crianças consigam se aproximar e participar. Cada estação pode ganhar uma cor de tinta guache para misturar à massa, fazendo massinha de modelar colorida. Depois, é só dividir e deixar que cada um crie o que quiser!

Vá passear

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

Passeios escolares precisam ser planejados com antecedência – o transporte e a alimentação, o número de professores para cuidar das crianças e a autorização dos pais são tópicos que devem estar muito bem resolvidos antes de a turma sair da sala de aula. Mas, superada a burocracia, não faltam lugares interessantes para as crianças conhecerem.

Considere passar o Dia das Crianças da sua turma no zoológico, jardim botânico, museus, planetários, teatros, bibliotecas, parques, corpo de bombeiros, aquário, etc., etc., etc. Ou, ainda, organize uma visita a um orfanato ou hospital infantil para que elas possam compartilhar seu tempo e doar roupas, alimentos, livros e brinquedos para crianças em necessidade: às vezes, só a companhia já um presente imenso. Já a sua turma vai ter uma grande lição de cidadania.

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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades/Linguagem/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Relatórios
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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013 para identificar os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática de crianças entre 8 e 9 anos. Segundo o documento básico, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o objetivo é “concorrer para a melhoria da qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional”.

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Porém, esta avaliação está reforçando uma visão que já existe em muitas escolas de educação infantil. Em entrevista para a Revista Educação, a professora Sandra Zákia Sousa, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), argumentou que a ANA faz com que os professores de Educação Infantil antecipem os processos de alfabetização e letramento, pulando etapas importantes no desenvolvimento da criança, como coordenação motora e capacidade de raciocínio e concentração. Na mesma reportagem, Luiz Carlos de Freitas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defende que essa avaliação deveria acontecer somente a partir do final do Ensino Fundamental.

O letramento precoce tem sido tema de diversos debates e motivou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) em fevereiro deste ano, que decidiu que crianças menores de 6 anos não podem ser matriculadas no Ensino Fundamental, ainda que tenham capacidade intelectual comprovada por avaliação psicopedagógica. A posição em relação ao tema tem influenciado os diversos formatos de escolas de Educação Infantil: enquanto há escolas infantis que antecipam lições ligadas à leitura, à escrita e à matemática na fase do antigo “pré-primário”, há instituições cuja linha pedagógica defende que a criança precisa priorizar o desenvolvimento de outras habilidades antes de se alfabetizar.

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Esse argumento tem embasamento teórico em filósofos como o austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), um dos introdutores da pedagogia Waldorf, que defende que crianças com até 7 anos de idade devem se preocupar somente em brincar.  Ao participar de jogos e atividades lúdicas, os pequenos desenvolvem a confiança em seu corpo e em suas potencialidades, o que é essencial para encarar a maior parte das atividades da vida, além das habilidades físicas e motoras, que são fundamentais para o desenvolvimento neurológico e sensorial. Se essa fase for vivida de maneira adequada, meninos e meninas terão maior domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, capacidade para se adaptar às situações.

Na mesma linha, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky defendia que a alfabetização fosse um processo gradual estimulado desde a primeira infância, mas sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhassem ou forçassem as etapas de desenvolvimento.

Ao estimular precocemente a leitura e a escrita, a criança pode sofrer problemas como deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse.

Por isso, a educação infantil deve se preocupar em proporcionar atividades condizentes com a fase de desenvolvimento da criança e respeitar as necessidades dessa etapa da vida, que é, sobretudo, brincar. Forçar o avanço na alfabetização antes do tempo pode criar traumas e dificuldades maiores no futuro.

Leia sobre Personalização do Ensino na Educação Infantil e entenda mais sobre o assunto.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples, individual e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

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4 atividades para explorar a natureza na Educação Infantil

Fonte: Timberland

Atividades/Natureza e Sociedade/Registros
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4 atividades para explorar a natureza na Educação Infantil

A primavera chegou – e, com ela, dezenas de cartazes de flores e borboletas espalhados por pré-escolas. A criação desses painéis temáticos pode ajudar a desenvolver uma série de habilidades: desde o novo vocabulário, relacionado à natureza, passando pela coordenação motora ao pintar, recortar e colar, até o contato com a arte. Pode, é claro, se forem mesmo as crianças a fazer o trabalho.

Infelizmente, é frequente ver professores realizando quase toda a atividade, seja por questão de tempo ou estética. É claro que um cartaz com passarinhos desenhados por alunos de 3 anos pode não ser tão bonito quanto um feito por adultos – mas o que as crianças estão realmente aprendendo quando tudo o que precisam fazer é passar um pouco de tinta na palma da mão e esperar que o professor mostre exatamente aonde carimbar? Elas não estão exercitando sua criatividade, linguagem, raciocínio ou motricidade.

É sempre mais rico planejar atividades que realmente envolvam as crianças no processo e permitam que elas descubram algo novo. Exibir uma linda pintura na reunião de pais e professores não deve estar no topo da lista de prioridades: é uma consequência e nem sempre será alcançada, porque a tentativa e a falha são parte do aprendizado. É essa honestidade que permite que o professor observe a evolução real de cada um na turma e, a partir daí, saiba como intervir para que as crianças se desenvolvam plenamente.

Portanto, use a chegada da primavera como inspiração para suas aulas, mas opte por atividades “mão na massa”. A Eduqa.me separou quatro ideias criativas e fáceis de fazer para aproveitar o tempo bom na Educação Infantil.

1- Construa um Ninho

 

Peça ajuda às crianças para reunir o material: em casa ou no pátio da escola, elas podem recolher o que usarão para montar seus ninhos (foto: Youth in Arts)

Peça ajuda às crianças para reunir o material: em casa ou no pátio da escola, elas podem recolher o que usarão para montar seus ninhos (foto: Youth in Arts)

Essa atividade pode ser somente uma etapa de um projeto maior: observar e desenhar pássaros, conhecer as partes do corpo e os sons que produzem, entender que existem animais ovíparos, do que se alimentam e de que precisam para sobreviver. É importante que as crianças compreendam que cada ser vivo tem necessidades diferentes.

Lance as perguntas à classe: para que servem os ninhos dos pássaros? Do que vocês acham que eles são feitos? Como os pássaros conseguem esses materiais? Caso encontre um ninho no pátio da escola, você pode levar as crianças até ele para que o observem melhor. Mas nada de arrancá-lo da árvore! Sempre enfatize o respeito e cuidado pela natureza e pelos animais – melhor deixá-los livres em seu próprio ambiente. Outra possibilidade é levar livros ou fotos de diferentes pássaros da região e seus ninhos, para que percebam as características de cada um.

Após essa discussão em grupo, proponha que as crianças reúnam o material que vão usar para construir seus ninhos. Isso pode ser feito em casa, como tarefa, ou explorando o terreno da escola: busquem fios de lã, barbante, serragem, tiras de papel, tecido, pequenos galhos, folhas, musgo, grama, penas, etc.. Só o que precisa ser providenciado com antecedência é cola e pratinhos de plástico, do tipo de festa de aniversário, aonde elas possam construir seus ninhos.

Os bonequinhos de pássaros podem ser substituídos por recortes de revista ou desenhos das crianças (foto: Duva Preschool Crafts)

Os bonequinhos de pássaros podem ser substituídos por recortes de revista ou desenhos das crianças (foto: Duva Preschool Crafts)

Quer tornar a brincadeira mais desafiadora para crianças maiores? Sugira que elas usem apenas dois dedos para construir seu ninho. Afinal, como os pássaros o fazem usando só o bico? Utensílios como pinças ou chopsticks (palitos japoneses) também são divertidos e exigem uma motricidade fina mais refinada.

Por fim, sugira que os ninhos sejam colocados do lado de fora, no chão, nas árvores ou em arbustos – talvez um passarinho venha mesmo visitar!

 

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2- Flores Coloridas

Esse experimento é ideal para discutir o funcionamento das plantas na Educação Infantil. A ideia de que a flor está absorvendo água do solo e que essa água é então distribuída pelas folhas e pétalas pode soar meio abstrata para os pequenos; com algumas gotas de corante, porém, todo o processo fica visível!

Mais uma vez, a atividade pode servir a um projeto maior: identificar as partes das plantas, reconhecer diferentes flores e árvores, descobrir de que elas precisam para viver, quais os benefícios para nossa saúde e o meio ambiente.

O experimento é bastante rápido: em menos de uma hora, as flores estarão coloridas (foto: Growing a Jeweled Rose)

O experimento é bastante rápido: em menos de uma hora, as flores estarão coloridas (foto: Growing a Jeweled Rose)

Para o experimento, você vai precisar de corante, anilina ou tinta aquarela diluída em água. Além disso, peça para cada criança colher uma flor branca (que tal fazer uma pequena horta ou jardim com a sua classe como parte do projeto? Assim, você estimula a sustentabilidade e consciência ambiental). Deixe que elas mesmas pinguem a tinta na água e coloquem suas flores no copo. Com turmas mais velhas, experimente dividir o caule em dois e tentar duas cores ao mesmo tempo!

É recomendado começar essa atividade no início da aula: pode levar cerca de uma hora para as pétalas serem totalmente coloridas, então, as crianças podem verificar suas flores no intervalo ou no final do dia.

3- Descubra a Direção do Vento

Essa biruta adaptada é fácil de fazer e divertidíssima para uma tarde ao ar livre (foto: Doc Momma)

Essa biruta adaptada é fácil de fazer e divertidíssima para uma tarde ao ar livre (foto: Doc Momma)

Bastam tiras de tecido ou papel crepom para produzir uma biruta de vento (também chamado de cone de vento), que mostra a direção para onde o vento está soprando. Essa atividade pode ser inserida em um projeto sobre os estados físicos da matéria (sólido, líquido e gasoso), os elementos da natureza (terra, água, vento) ou mesmo uma aula sobre meios de transporte, já que a biruta era usada na decolagem e aterrissagem de aviões, para indicar as melhores condições de voo.

Deixe que as crianças apanhem um galho ou graveto no pátio da escola, ou usem palitos de picolé como base para as birutas. Além de papel ou tecido, elas podem sugerir outros materiais: barbantes, penas, fitas coloridas, sacolas plásticas. Explore essa criatividade: mesmo no caso de elas escolherem materiais pesados demais, que não se movam com o vento, permita que elas mesmas façam essa descoberta, comparando-os com outros mais leves.

Depois, basta ir para fora e brincar com o vento. Outro modo de descobrir a direção do vento é bastante simples: lamber a ponta do dedo (aumentando a sensibilidade) e erguê-lo para cima, para sentir a brisa.

Materiais diferentes irão voar mais ou menos dependendo do peso. Destaque essa diferença para que as crianças percebam objetos leves e pesados (foto: St. Vincent's Preschool)

Materiais diferentes irão voar mais ou menos dependendo do peso. Destaque essa diferença para que as crianças percebam objetos leves e pesados (foto: St. Vincent’s Preschool)

4- Caça aos Insetos

Apetrechos como a lupa vão tornar a caça aos insetos ainda mais divertida para a Educação Infantil (foto: Sun and Earth)

Apetrechos como a lupa vão tornar a caça aos insetos ainda mais divertida para a Educação Infantil (foto: Sun and Earth)

Para essa atividade, vale a regra de não machucar ou matar os animais – o objetivo é observá-los e conhecê-los melhor. Proponha uma exploração nos terrenos da escola, em que as crianças devem encontrar insetos e aprender sobre eles. Pode ser parte de um projetos sobre seres vivos, ou especificamente sobre insetos, e iniciar uma discussão a respeito de diferentes espécies, partes do corpo, quais animais voam ou rastejam, de que se alimentam, se são ou não perigosos.

Dê a cada criança uma folha de papel ou caderno de desenho e peça que elas levem suas canetinhas ou lápis de cor. Outros apetrechos, como lupas ou redes de pegar borboletas, podem tornar a brincadeira ainda mais interessantes. O objetivo é que cada criança encontre alguns insetos diferentes e faça o registro desenhando suas descobertas. Reserve um bom tempo para a atividade e encoraje-as a prestar atenção em todos os detalhes!

Você pode estabelecer uma meta com a turma quanto ao número de insetos ou deixar o tempo livre para que elas desenhem os que mais interessarem (foto: Coudal)

Você pode estabelecer uma meta com a turma quanto ao número de insetos ou deixar o tempo livre para que elas desenhem os que mais interessarem (foto: Coudal)

Em sala, peça que elas compartilhem seus achados e exponham seus desenhos para a classe, explicando os insetos que viram. Caso elas tenham interesse, proponha uma pesquisa mais aprofundada sobre os preferidos da turma.

Que tal aproveitar para criar atividades sobre natureza?

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Autismo: desafios e possibilidades na Educação Infantil

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades - mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
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Autismo: desafios e possibilidades na Educação Infantil

por Luciana Fernandes 

Cada vez mais, a comunidade científica nos presenteia com novas descobertas sobre o autismo. Sabe-se, porém, que ao se tratar de diversidade humana, e, neste caso, do autismo, os desafios são muitos; desafios instigantes que nos levam para o caminho das possibilidades.

Numa era em que algumas escolas querem “retroceder”, posicionando-se contra a obrigatoriedade de alunos com deficiência nos espaços escolares, é preciso evoluir. E só é possível evoluir quando se está disposto a aprender mais e mais sobre o tema.

Muitas dúvidas cercam esta temática, vamos esclarecer algumas delas para que o professor possa se sentir confiante em sua prática pedagógica. Começaremos por pensar em como o professor pode atuar ou se relacionar com um aluno que tem autismo. Entretanto, o que segue abaixo está longe de uma receita ou de um passo a passo, já que estamos falando de pessoas: o que funciona para uma pode não dar certo para outra.

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades - mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades – mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

Como tratar meu aluno com autismo?

  • O aluno com autismo deve ser tratado da mesma maneira que as outras crianças, sem privilégios e com atenção e respeito às suas necessidades;
  • A criança com autismo precisa de rotina e costuma se incomodar com mudanças inesperadas, por isso, informe-a quando possível sobre as alterações ocorridas. Use uma agenda ou um quadro de avisos;
  • Identifique o que causa desconforto no seu aluno com autismo. Por exemplo, se a criança não gosta de um brinquedo, leve-a para escolher outro;
  • Descubra o que faz a criança perder o controle emocional (bater, morder, gritar). Quando episódios deste tipo acontecerem, não tente impedir: preocupe-se em acalmar o aluno mantendo-o seguro e livre de perigos. Não grite ou repreenda o aluno no meio de uma crise; essas atitudes não vão resultar em nada;
  • Muita informação ou estímulo verbal pode ser ruim. Introduza estímulos visuais;
  • A frustração não deve ser evitada, mas mediada. Por isso, sempre que for oportuno, elogie!
Trabalhar com a comunicação através de imagens é um ponto comum na maioria dos métodos. O livro de figuras, por exemplo, permite que a criança se expresse (foto: Special Led Classroom)

Trabalhar com a comunicação através de imagens é um ponto comum na maioria dos métodos. O livro de figuras, por exemplo, permite que a criança se expresse (foto: Special Led Classroom)

Também há aplicativos criados para facilitar a comunicação entre a criança autista e os adultos ao seu redor (foto: YouTube)

Também há aplicativos criados para facilitar a comunicação entre a criança autista e os adultos ao seu redor (foto: YouTube)

Quais os métodos de ensino mais recomendados?

Outra questão muito recorrente é sobre os métodos e atividades pedagógicas adequados às crianças com autismo. Abaixo estão as metodologias mais utilizadas:

  • ABA (Applied Behavior Analysis – Análise do Comportamento Aplicado): É baseada na teoria comportamentalista. Para diminuir os comportamentos indesejados, é adotado o sistema de recompensas (conhecido como reforço positivo). Contudo, há muitas críticas a este sistema no âmbito educacional. Vale pensar em alternar outras estratégias;
  • TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped – Tratamento e Ensino de Crianças Autistas e outras Dificuldades de Comunicação Relacionadas): Apesar de também ser pautado na teoria comportamentalista no ambiente pedagógico, o TEACCH traz cuidados mais específicos em relação à organização visual e estrutura do local. O ambiente deve ser organizado através de rotinas em murais, sem estímulos que possam distrair a criança (barulho, janela, brinquedos à vista, coisas penduradas nas paredes como cartazes e outros objetos). O método fornece técnicas de organização, repetição e treinamento (auxiliares no processo de alfabetização) e pode ser utilizado em casa ou na escola;
  • PECS (Picture Exchange Communication System): É um sistema de comunicação alternativa para aqueles que não falam, possibilitando uma interação através de figuras. Com as figuras, a criança com autismo pode se comunicar e expressar seus desejos.

Há outros métodos a atuação com o autismo, que, apesar de menos conhecidos, apresentam resultados positivos:

Um dos métodos enfatiza que o professor deve ficar no nível da criança, estreitando o contato entre os dois (foto: Purdue Edu)

Um dos métodos enfatiza que o professor deve ficar no nível da criança, estreitando o contato entre os dois (foto: Purdue Edu)

  • Método Floortime (na tradução literal, “tempo no chão”, ou hora de ficar no chão): O foco é o adulto “ir para o chão”, e, assim, interagir com a criança no seu nível;
  • Método Son-rise: Além de também defender um ambiente com menos distrações, esse modelo prioriza o relacionamento interpessoal para aumentar o contato visual, comunicação e atenção. Trabalhando com motivação ao invés de repetição para garantir o aprendizado, o Son-rise tem sido bastante disseminado na Europa e América entre pais e terapeutas;
  • Método Montessoriano: É indicado por ser uma abordagem que propõe o desenvolvimento do sujeito em sua totalidade, além das questões cognitivas. Pode ser bem aproveitado pela riqueza de materiais para exploração.

É importante ressaltar que não existe um único método mais eficaz: o melhor método é sempre aquele que funciona!

O que considerar na hora da preparação das atividades?

  • Estimular os 5 sentidos, principalmente a visão. A informação visual deve vir antes da informação verbal;
  • Valorizar e ressignificar os movimentos repetitivos: alguns professores optam por juntar-se às crianças nesses rituais, mostrando compreensão e criando um vínculo afetivo mais próximo;
  • Trabalhar com exercícios de repetição de conteúdo;
  • Apostar em materiais concretos ou figuras de referência para a criança como a sua própria foto, a foto dos familiares, amigos, etc.;
  • Proporcionar atividades de organização e pareamento de objetos;
  • Adaptar seu tempo: é importante dosar o tempo das atividades para priorizar a atenção e qualidade da aprendizagem. O tempo de planejamento também é outro – prepare objetivos pedagógicos de curto prazo;
  • Usar fichas ou cartões para memorizar ou ensinar conceitos;

Para compreender essas dicas na prática, faça download das atividades que preparei pra você clicando aqui. São oito sugestões de exercícios perfeitos para uma sala de aula de Educação Infantil.

Acima de tudo, não desista dos seus objetivos! Tudo que você faz por um aluno, por mais que pareça ineficaz, deixará uma marca positiva no desenvolvimento de cada um deles.

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Para saber mais sobre o autismo

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Além da comunidade virtual, a marca És Super quer mostrar às crianças que elas são valorizadas pelos adultos (foto: És Super/Sentido de Si)

Carreira/Práticas inovadoras/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Por que algumas crianças persistem em uma atividade e outras desistem após poucas tentativas? O que leva algumas à experimentar novidades tranquilamente e, outras, a temer mudanças? O desenvolvimento da autoestima infantil tem tudo a ver com essas situações – e, aliás, muitas outras: ter uma autoestima saudável permite que as crianças peçam e ofereçam ajuda quando necessário, deem valor às suas opiniões e vontades e mesmo compreendam a necessidade do esforço para atingir um objetivo.

Com tudo isso, a importância de cultivar a autoestima na infância fica explícita. Por isso, gostamos tanto de conhecer o projeto Sentido de Si, que está promovendo justamente o bem estar e a saúde mental com foco na autoestima, em Portugal. A professora Susana Fernandes, diretora da iniciativa, descobriu a Eduqa.me, começou a usar o site e, na semana passada, conversou conosco sobre como estimular esses valores positivos nas crianças.

És Super

Esse é o nome do programa, dentro do projeto Sentido de Si, que trabalha especificamente com crianças e jovens (há outros, voltados a adultos e idosos). Ele segue dois caminhos: o primeiro é a criação de uma comunidade online, a Comunidade És Super, que conecta pessoas, ONGs e empresas de todo o país que, de alguma forma, dediquem-se à saúde mental infantil.

“Por ser um projeto com pouco tempo de existência, sozinhos, nós ainda não conseguimos atender toda essa população”, explica Susana. “Então, o que fazemos é reunir outras entidades e projetos que já façam esse trabalho em comunidades locais e os levamos para todo o país”.

Essas organizações podem agir diretamente com as crianças ou oferecer capacitações para os adultos que convivem com elas: pais, familiares, professores e diretores. Quem participa da comunidade recebe um cartão És Super, que facilita o acesso a esses serviços, seja através de pesquisa no site, descontos ou eventos especiais.

Outra vertente do projeto é a marca de produtos És Super, que vende roupas com mensagens positivas para as crianças. O objetivo é que elas se tornem uma comunicação espontânea entre adultos e crianças, demonstrando o carinho e a valorização entre eles com a entrega do presente. Susana narra a história de um menino que recebeu uma camiseta com os dizeres “És super corajoso” da professora. Ele havia chamado a atenção dela por estar sofrendo bullying na escola – um colega o empurrava e pregava peças todos os dias.

No dia em que vestiu a camiseta, ele contou à professora que fora empurrado outra vez, mas, quando viu seu reflexo e leu a frase de apoio, lembrou do que a professora tinha dito: que o achava corajoso. E teve mesmo coragem de enfrentar o outro aluno. “Ele virou para o menino e disse ‘você não pode mais fazer isso. Não é gentil'”, conta Susana, “e isso mostra o efeito de um simples objeto, algo que parece tão superficial, de mudar a imagem que alguém tem de si mesmo”.

 

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

Gostou?

Então não deixe de ler mais sobre autoestima em nosso blog.

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Motricidade: mini golfe com papelão

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Atividades/Movimento
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Motricidade: mini golfe com papelão

A partir dos 2 anos de idade, as crianças começam a desenvolver mais ativamente a motricidade fina (uso das mãos e pontas dos dedos com destreza e controle). Aqui no Na Escola, nós já sugerimos algumas atividades que podem ser feitas para estimulá-las durante esta etapa.

Esse aprendizado irá se estender até o fim da Educação Infantil; portanto, é útil ao professor ter um vasto portfólio de jogos e brincadeiras que possa empregar para refinar a coordenação motora.

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Área de conhecimento

Motricidade fina.

Faixa etária

A partir dos 2 anos de idade e por tanto tempo quanto a atividade ainda for desafiadora.

Material

  • Uma caixa de papelão,
  • Revistas velhas OU massinha de modelar OU bolinhas de gude, ping pong, golfe, etc..

Preparação

Escolha a maior caixa de papelão que houver disponível e recorte buracos em um dos lados (eles devem partir da borda da caixa – que ficará encostada no chão – formando “portas” por onde as bolinhas deverão passar). Faça entradas de tamanhos diferentes, começando por uma abertura maior até a menor de todas, na outra extremidade.

Atividade

Em sala, defina um local para o jogo e posicione a caixa, de modo que as crianças tenham espaço livre para se movimentar. Mostre a elas como fazer bolinhas amassando páginas de revista (ou com a massa de modelar) e, então, mire em um dos buracos na caixa, como em um jogo de golfe. O objetivo é que a bola entre na caixa.

Auxilie os alunos na hora de fazer suas próprias bolinhas. Ainda que eles não acertem o alvo com frequência (como provavelmente irá acontecer), esses movimentos de amassar, segurar, mirar e rolar exigem grande concentração para os pequenos e os fazem desenvolver o controle sobre o próprio corpo. Eles devem controlar a força que utilizam, o movimento dos dedos ao manusear o papel ou a massinha, a firmeza dos dedos para não derrubar a bola.

Deixe que eles brinquem pelo tempo que quiserem, lembrando de elogiar e comemorar não apenas quando uma bolinha atravessar o buraco da caixa, mas também sempre que as crianças conseguirem executar partes do processo por conta própria. Quando conseguirem fazer com que a bola entre no recorte maior, sugira que eles mirem nas menores, sempre tornando o jogo desafiador.

Variações

  • Motricidade (atirar): ao invés de deslizar a bolinha pelo chão, use uma caixa aberta virada para cima e mostre à turma como atirar para fazer “cestas”, como no basquete. Esse movimento exige muito de crianças pequenas, que terão dificuldade em jogar a bola para cima e para frente simultaneamente. Com crianças mais velhas, use caixas menores ou o fundo de garrafas plásticas (PET), para tornar o jogo mais difícil.

Para avaliar

  • As crianças entenderam o objetivo da atividade e tentaram atingir o alvo?
  • Conseguiram realizar os movimentos de amassar folhas de revista ou massinha de modelar, até que elas ficassem arredondadas?
  • Conseguiram segurar e manusear suas bolinhas sem derrubá-las, utilizando uma mão só?
  • Dedicaram-se a mirar no alvo e tentaram controlar o corpo para atingi-lo?
  • Realizaram o movimento de rolar a bolinha pelo chão (ou de atirá-la para cima, na variação) corretamente?
  • Acertaram o alvo ou chegaram perto de fazê-lo alguma vez?

Registre!

Na hora de fotografar, use o zoom para fazer um recorte mais específico das crianças. Fotografe principalmente suas mãos para observar como elas lidam com o material do jogo.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças estavam envolvidas na atividade, foram participativas e tentaram acertar?
  • Como lidaram os erros? Você as incentivou a continuar tentando mesmo após errarem o alvo? Como foi seu relacionamento com a turma?
  • Ajudaram os colegas e torceram para que os outros acertassem?
  • Trabalharam mais individualmente ou em grupo? Foram competitivos?
  • Aprenderam e praticaram o controle sobre o corpo, concentrando-se nas tarefas propostas e corrigindo erros entre uma partida e outra?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Como você lidou com eles e o que poderia ser feito de outra forma?
  • Foram capazes de realizar a atividade com base em seus conhecimentos anteriores?
  • Quais foram as maiores dificuldades e como essas habilidades podem ser mais praticadas nas próximas aulas?

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