Dia do Diretor de Escola

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Dia do Diretor de Escola

 

Líder, chefe, maestro ou “coração” da escola como eu prefiro dizer, são alguns dos nomes dados ao diretor de escola.

Encarregado de cuidar da administração escolar, dos alunos, pais, professores e da comunidade, o diretor torna-se cada vez mais, um profissional essencial na construção de um ambiente educacional saudável e funcional.  O alargamento das funções deste gestor pedagógico traz bastante visibilidade ao cargo, e o diretor passa então, a ser uma figura central de representação da escola tanto de forma interna como externa.

A complexidade desta função e as competências exigidas são muitas e vão para além do conhecimento, sendo a experiência, dedicação e sensibilidade, fatores primordiais para o cargo.

Não é fácil ser diretor, entre uma escola organizada e a aprendizagem dos alunos existe um vasto caminho a percorrer, cheio de desafios, muito trabalho e sempre em equipe.

Um diretor de escola precisa ser um líder e o líder jamais anda solitário.  Todos os profissionais da escola devem estar envolvidos para garantir o bom andamento do trabalho pedagógico, desde o porteiro, a cozinheiro, o professor, até os pais e se for possível ir além, a comunidade do entorno escolar.

 O envolvimento só acontece quando cada parte de um todo percebe a sua importância no processo.

Assim, farei uma analogia com o corpo humano, sendo o diretor o nosso coração.

O coração é um dos órgãos mais importantes, pois bombeia o sangue para todas as partes do corpo. O Sangue funciona como um combustível que transporta tudo que o nosso corpo necessita para se manter saudável.

Se pensarmos no diretor como o coração da escola é mais ou menos isso, ou seja, o diretor é um dos profissionais mais importantes, ele trabalha em equipe, por isso, através dos seus colaboradores partilha o seu conhecimento, e depois supervisiona, administra, delega funções, acompanha, apoia, acolhe, corrige, chama a atenção quando preciso e se preocupa com o bom funcionamento da escola.

Com o objetivo de transformar e formar espaços educativos organizados, com qualidade no ensino-aprendizagem e nas relações com a comunidade, o diretor pode oferecer um ótimo combustível que é a motivação que todos tanto precisam para tornar a escola um cenário favorável para a aprendizagem e desenvolvimento de todos.

Hoje, nós da Eduqa.me, desejamos um Feliz dia a todos os Diretores de Escola.

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Carreira/Formação/Registros/Rotina pedagógica
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O coordenador virou o faz-tudo da escola?

“Existem dois tipos de coordenador: o maestro, que conduz e forma os professores, ou o bombeiro, que passa o dia correndo e apagando incêndios”. Ouvi a frase há algumas semanas durante uma aula da pós-graduação, justamente em um módulo sobre o papel da coordenação na nova configuração da escola. Surpresa: mesmo entre educadores, não houve consenso.

A maioria dos coordenadores são antigos professores que se destacaram em sala de aula e foram convidados a ocupar o cargo – sem que, contudo, recebessem uma formação específica para essa nova tarefa. Cursos de pedagogia abordam muito superficialmente as atribuições desse profissional, portanto, cabe a ele ir atrás de cursos, livros, debates e informação para melhorar sua prática. Afinal, por mais que a experiência em sala seja importante para compreender a rotina da equipe que se quer orientar, há outras competências que se fazem necessárias: a liderança, por exemplo, assim como a gestão de tempo e de pessoas.

Outro percalço é o fato de que, mesmo dentro das escolas, as funções do coordenador ainda se confundem. Quando há a figura de um orientador pedagógico, é possível dividir esforços: o coordenador é encarregado de tudo o que concerne o aprendizado das crianças, o pedagógico, mas cabe ao orientador lidar com relacionamentos familiares e questões socioemocionais dos estudantes. Infelizmente, em um grande número de escolas, um único profissional acumula os dois trabalhos (além de vários outros desafios diários que não estavam nos seus planos).

Então, o que NÃO É função do coordenador?

  • Ser o inspetor – supervisionar a entrada e saída das crianças diariamente ou garantir o uso do uniforme escolar não são tarefas do coordenador pedagógico (ainda que 72% dos coordenadores entrevistados pela Fundação Victor Civita para a pesquisa ‘O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições’ as façam). Verificar se as salas de aula estão limpas e organizadas tampouco deveria estar na sua lista de afazeres (são 55% os que o fazem), nem cuidar da quantidade de material didático ou estado de conservação da escola (35%). No caso da supervisão dos alunos, o mais indicado seria designar outro profissional qualificado para o trabalho. Já se preocupar com a infra-estrutura e recursos da escola cabe ao diretor e ao vice.
  • Tarefas administrativas – organizar tabelas de horários, preencher ou conferir listas de chamadas, arquivar documentos, escrever atas são parte do dia a dia de 22% dos coordenadores, apesar de pertencerem aos deveres da secretaria. Caso a papelada esteja saindo do controle, é hora de pensar sobre os sistemas utilizados pela escola: a que serve tanta burocracia? Há formas de minimizar esses processos e, assim, economizar tempo? Além da Eduqa.me, com foco em documentação pedagógica, outros sites e ferramentas podem tornar essa missão mais fácil.
A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

  • Substituir professores em sala – idealmente, a escola possui uma lista de professores substitutos que estejam aptos a assumir em caso de imprevistos. Um banco de atividades também pode (e deve) ser criado em parceria com os docentes, para que as substituições sejam rápidas e não prejudiquem a turma. Ainda assim, 19% dos coordenadores entrevistados responderam que substituem colegas faltosos uma ou mais vezes por semana.
  • Eventos e parcerias – 18% dos profissionais disse acreditar ser papel do coordenador se envolver ativamente em festas juninas, apresentações das crianças ou gincanas que acontecem na escola. Na verdade, a responsabilidade da coordenação aqui é orientar, não executar. Ou seja: não é preciso virar noites recortando e colando cartazes, mas sim organizar a equipe e distribuir tarefas. Quando excursões escolares estão programadas, os professores responsáveis pelo passeio podem trabalhar em parceria com a secretaria para agendar datas e enviar comunicados aos pais.

E o que É, MESMO, responsabilidade do coordenador?

Um profissional na coordenação precisa assumir três papéis:

  • Formar – identificar as necessidades de formação dos professores de acordo com o currículo da escola e a realidade dos alunos. A partir disso, dar as condições necessárias e orientar os professores para que eles se aprofundem em suas respectivas áreas de conhecimento. Ou seja: um bom coordenador não precisa ser um grande entendedor de química, física ou língua inglesa, por exemplo, para formar os professores dessas disciplinas; mas deve, sim, ser capaz de contribuir quanto às didáticas, estratégias e metodologias empregadas em sala.
  • Articular – promover diálogos entre professores e, em conjunto, colocar em prática o projeto pedagógico e relacionar o currículo da escola com a realidade da comunidade em que está inserida. Aqui, é essencial desenvolver a escuta e possibilitar o trabalho em equipe, inclusive na orientação de projetos interdisciplinares. Garantir o bom entrosamento do grupo e estimular a união são igualmente relevantes: é preciso dedicar-se aos relacionamentos diretor-coordenador, coordenador-professor, professor-professor.
  • Transformar – questionar, provocar, promover a reflexão. Ao invés de tentar colocar tudo sob suas asas, um bom coordenador deve ajudar os professores a pensarem questões de suas salas de aulas mais a fundo, desenvolvendo um olhar crítico e sendo capazes de resolver problemas por conta própria. Esse exercício não só gera uma equipe mais preparada e segura como permite que o coordenador tenha mais tempo para destinar a outras tarefas que não “apagar incêndios”.
Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

É claro que não existe uma receita de bolo que, seguida passo a passo, tenha garantia de sucesso. Um modelo de coordenação bem sucedido em uma escola não necessariamente atenderá às demandas de outra. Com isso em mente, sempre é preciso levar em conta o repertório de experiências, cultura e informação dos professores, suas formas de comunicação e suas limitações.

Sendo assim, estas são, de fato, algumas das tarefas que pertencem ao coordenador:

  • Conhecer as práticas pedagógicas de cada professor – assistir às aulas dos colegas deve ser uma atividade bem planejada e intencional: o que se busca observar? Se o coordenador traz somente críticas, ele está perdendo seu papel de formador. Pelo contrário, ele deve usar esse momento para conhecer melhor o professor e descobrir como orientá-lo, sem forçar suas próprias opiniões sobre como conduzir a classe.
  • Planejar e conduzir reuniões pedagógicas coletivas, por área e série e individuais – é preciso planejar com antecedência para que cada um desses encontros seja significativo e produtivo. Há questões que exigem a presença de todos os docentes; outras, seriam melhor trabalhadas dentro de determinada série ou área de conhecimento. Existe também a necessidade de se prestar atendimento individual a cada professor; nesse momento, são compartilhados feedback (após acompanhar seu trabalho em sala de aula), estratégias de ensino e reflexões sobre a turma.
  • Acompanhar o desempenho da escola em avaliações internas e externas – o aprendizado das crianças é responsabilidade do coordenador, portanto, é preciso estar atento ao desenvolvimento da classe como um todo e atento a sinais de dificuldade. Conhecer a classificação da escola em índices nacionais, como o Ideb ou a Provinha Brasil, também é essencial. Através dessas informações, o profissional pode identificar falhas, sucessos e reorientar a equipe.
  • Estudar muito – uma parcela do tempo do coordenador precisa estar reservada para sua atualização. O que está acontecendo no universo da educação? Quais boas práticas receberam destaque, quais tecnologias surgiram e podem facilitar seu trabalho, quais autores e pesquisadores vão de encontro à proposta da sua escola e irão contribuir com sua formação? Valorizar a atualização profissional é benéfico de todas as formas, afinal, estabelece também um exemplo dentro da escola, em que toda a equipe se sente estimulada a aprender.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar (2)

Blog QEdu

Revista Educação

Atividade: Caixa de Prendedores

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Matemática/Relatórios
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Atividade: Caixa de Prendedores

Certas atividades são tão simples que, talvez justamente por isso, não ocorram a muitos professores. Quando eu assisti, pela primeira vez, crianças de dois anos entretidas com prendedores de roupa, fiquei surpresa com a obviedade do exercício. Imaginava que seria uma proposta chata, mas, para os pequenos, é muito desafiadora – e, portanto, envolvente até que eles sejam capazes de executá-la com facilidade.

Atividade: Jogo da pescaria

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Movimento/Relatórios
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Atividade: Jogo da pescaria

Esta é uma atividade ideal para dias quentes, especialmente se as crianças têm acesso ao pátio, caixa de areia ou gramado. Mexer com água sempre é interessante para os pequenos, então reserve um bom tempo para realizá-la e antecipe certa bagunça – a água provavelmente vai derramar, eles ficarão molhados, mas tudo faz parte da experiência.