4 atitudes que diminuem a autoestima da criança

Fonte: Parenting IK

Relatórios/Socioemocional
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4 atitudes que diminuem a autoestima da criança

No post anterior falamos sobre 5 dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil. Hoje vamos falar sobre o que NÃO fazer para detonar a autoestima das crianças.

Certos comportamentos minam a construção da autoestima infantil – e, portanto, devem ser evitados pelos pais e professores.

As atitudes moldam mais do que palavras então vamos ficar ligados em 4 atitudes comuns que minam a construção da autoestima da criança.

#1 Comparar a criança com irmãos ou colegas

Mesmo que a intenção seja boa, a comparação deve ser sempre com ela própria, com sua evolução. Criar paralelos do tipo “sua irmã já sabia fazer isso com a sua idade” gera pressão e disputas entre as crianças. Não crie expectativas além da capacidade de cada criança e entenda que seus ritmos são diferentes;

#2 Relembrar erros constantemente

Não use as falhas de seu aluno contra ele. Aponte os erros no momento em que ocorreram, mas, depois, permita que ele tente de novo sem pré-julgamentos. Assim, ele não se sente inseguro ou como se nunca pudesse acertar;

#3 Elogiar exageradamente ou fingir que a criança nunca erra

Ou a criança viverá em uma ilusão, acreditando que é mais especial que seus colegas e deve ser sempre agradada, ou ela perceberá a mentira (e, com isso, pode perder a confiança no adulto em questão);

#4 Ignorar pequenas conquistas

Comemore vitórias ao longo do caminho, ainda que não pareçam grande coisa. Não é preciso que a criança chegue sempre em primeiro lugar ou vença todos os jogos. Elogie quando ela aprender a amarrar os cadarços, cantar no palco com a turma, lembrar-se sozinha de fazer as tarefas de casa. Essas atitudes vão apoiar a criança a buscar sucessos maiores.

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5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

social momys

Registros/Socioemocional
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5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

A autoestima é um sentimento de importância com relação a si mesmo. Ela é afetada tanto por conquistas e fracassos pessoais quanto pelos relacionamentos que envolvem a pessoa desde a infância. É também a sensação de capacidade, a noção de que se é capaz de superar desafios – e de que seu valor não diminui diante de um resultado negativo, por exemplo.

Quem possui uma boa autoestima é mais confiante, consegue tomar decisões e resolver problemas mais facilmente e acredita que seus objetivos serão alcançados mesmo quando encontra obstáculos.

Por outro lado, a baixa autoestima pode gerar angústia, desânimo, dor ou vergonha – ela leva a criança ou adulto a se sentir desvalorizado. Um sinal comum é a comparação constante com os demais: as outras pessoas sempre são vistas como melhores, bem sucedidas, mais bonitas, mais inteligentes. Eventualmente, quem sofre com baixa autoestima pode não ter objetivos e se encontrar incapaz de atingir qualquer meta que se proponha.

Crianças com uma autoestima saudável são mais dispostas a enfrentar desafios – afinal, não se sentem diminuídas por um fracasso e se sentem compelidas a continuar tentando. Foto: Lands O Moms

Como cultivar a autoestima na Educação Infantil

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Há uma série de atitudes diárias que promovem a autoestima saudável entre as crianças. Elas devem ser praticadas tanto por pais quanto por professores.

#1 Estabelecer comunicação

Deixar a criança ter voz, opinar e ajudar na tomada de decisões gera confiança e mostra que ela é levada em conta;

#2 Não menosprezar preocupações

O que parece bobagem a um adulto pode ser um medo real da criança. Ouça suas preocupações e ajude a resolvê-las, não apenas descarte o assunto;

#3 Elogie e critique ações pontuais

Não se engane: crianças reconhecem elogios vazios. Quando for elogiar, seja específico, fale de seu esforço e dedicação, boa educação ou gentileza, por exemplo. O mesmo vale para críticas. Evite dirigir o comentário negativo à criança, e sim ao comportamento errado (a diferença entre “você precisa arrumar os brinquedos porque outros colegas vão usá-los também” e “você é muito bagunceiro, nunca me escuta” é a mesma entre “não gostei dessa atitude” e “não gosto de você”);

#4 Mostre as consequências de suas escolhas

É fundamental que as crianças entendam desde cedo que suas ações terão consequências boas ou ruins. Quando ela errar, deixe claro que terá chance de acertar na próxima oportunidade;

#5 Reserve um tempo para ela

Isso faz com que ela se sinta especial. Seja em casa ou na escola, tenha momentos em que ela é o foco, em que você não vai atender o celular ou desviar sua atenção;

Ajude a encontrar soluções – dessa forma, a criança se sente cada vez mais capaz de lidar com imprevistos. Não resolva por ela, oferecendo respostas prontas. Ao invés disso, proponha questões: o que você gostaria de fazer? Por que quer fazer isso? Como acha que pode fazer isso?

Deixe que elas ofereçam ajuda – assim, elas sentem que têm algo de positivo para oferecer ao mundo.

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O que é o desenvolvimento motor?
Relatórios/Movimento
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O que é o desenvolvimento motor?

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas
crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos interrelacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar.
A interação destes aspectos influência na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.
Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão.
Assim, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação, enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais.
Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o curso normal do desenvolvimento motor, os quais podem ser de ordem biológica ou ambiental.

O que pode atrapalhar o desenvolvimento motor?

O baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontados pela literatura científica como elementos que podem atrapalhar o curso normal do desenvolvimento, de modo geral e, em particular, do desenvolvimento motor.
Em função disso, crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, poder também ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.
Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

A função motora

Fonte: apostila PPI

 

No início da vida, muito das ações motoras dos bebês são reflexas, logo, involuntárias. Em função disso, antes de descrever mais detalhadamente as aquisições motoras relacionadas a cada faixa etária, faremos alguns comentários sobre os principais reflexos presentes no início da vida, bem como descreveremos, brevemente, cada um deles.

Fonte: PPI

No início da vida, a presença, intensidade e simetria de alguns reflexos são comumente usadas para investigar a integridade do sistema nervoso central e identificar problemas de desenvolvimento neurológico e motor.
Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida pode também indicar algum problema no desenvolvimento neurológico e deve ser visto com cautela.
 Alguns dos reflexos que mencionaremos no próximo post, como o de sucção, preensão palmar, plantar e o da marcha serão, com o tempo, substituídos por atividades voluntárias, outros, como o de Moro simplesmente desaparecerão.

Gostou? Então fique ligado para o próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Físico, intelectual e social nas crianças de 0 a 5 anos

Fonte: trening even barne

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Físico, intelectual e social nas crianças de 0 a 5 anos

No post anterior falamos sobre os marcos do desenvolvimento infantil de 0 a 3 anos.

Leia matéria completa AQUI.

Hoje vamos analisar esses marcos do desenvolvimento e observaremos as grandes e rápidas mudanças que ocorrem no primeiro ano de vida do bebê/criança 0- 5 anos.

Percebemos que, nos segundo e no terceiro anos de vida, se, por um lado, as mudanças motoras se apresentam de forma relativamente mais lenta (passando por um processo de maior aperfeiçoamento), as mudanças socioafetivas e intelectuais/cognitivas avançam com maior intensidade.

Por todos esses detalhes, precisamos estar atentos para compreender o processo de desenvolvimento nas suas diferentes fases. Para tanto, contudo, devemos levar sempre em conta que cada bebê/criança é um indivíduo único, e que as diferenças individuais precisam ser respeita- das para a avaliação correta do desenvolvimento em cada uma das suas respectivas etapas.

Veja os quadros abaixo:

0 aos 6 meses

Como muitos fatores interferem e interagem com o desenvolvimento, o olhar de avaliação deve ser criterioso. Devemos levar em conta o processo maturacional (amadurecimento) de cada fase e de cada criança, tomando o cuidado de perceber se as fases do desenvolvimento es- tão progredindo em sequência e adequadamen- te, independentemente da idade.

6 aos 12 meses

Para cada item do desenvolvimento que se possa considerar como atraso, há muitas técnicas e muitas intervenções possíveis para a estimulação adequada. Muitas vezes, apenas uma correção da postura pode desencadear o adequado processo de desenvolvimento – do contrário, uma eventual não correção postural pode gerar um atraso nesse processo. Quem cuida precisa estar ciente das possibilidades de fazer ajustes.

12 a 24

Um item de grande importância para esta avaliação, e para aperfeiçoar o olhar na hora de observar um bebê/criança, é o tônus muscular (quando a musculatura está pronta, em parcial contração, para receber o es mulo e atuar).

Se na nossa observação percebemos que o tônus está muito aumentado ou muito diminuído, precisamos acionar um sinal de alerta importante, pois isto poderá indicar que há alguma dificuldade no processo de desenvolvimento. Muitas vezes esta dificuldade pode ser corrigida por meio de simples trocas posturais, capazes de fazer a retomada do processo sequencial previsto.

Fiquem atentos ao sinais de alertas!

3 aos 4 anos

4 aos 5 anos

 Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

Fonte: Ludovica

Desenvolvimento Infantil/Semanários
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Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

O processo de desenvolvimento humano é contínuo e a capacidade maturacional (de amadurecer) é individual. Mas, a despeito das particularidades de cada indivíduo, podemos estabelecer alguns marcos gerais (e comuns a todas as pessoas) importantes neste processo, principalmente na primeira fase do desenvolvimento, que vai de 0 aos 3 anos de vida (36 meses).

O desenvolvimento do bebê tem duas importantes leis de progressão a partir do eixo central do corpo:

Fonte: apostila PPI

Entendendo que o desenvolvimento segue esta progressão, devemos ter cuidado ao exigir da criança ações que a sua maturação cerebral ainda não permite, como, por exemplo, oferecer-lhe brinquedos para manipular antes dela ter sustentado o pescoço ou colocá-la em pé antes dela ter controle dos quadris.

Com a expectativa de gerar um desenvolvimento mais rápido nas crianças, muitas vezes seus cuidadores desenvolvem ações que pulam etapas e não respeitam o desenvolvimento natural e essas leis de progressão; exigindo da musculatura infantil uma adequação imprópria para a fase da vida em que a criança se encontra.

Para que isso não ocorra, é importante observar e perceber que o bebê já nasce com alguns reflexos – que são reações involuntárias em resposta a um es mulo externo e consistem nas primeiras formas do movimento humano. Os reflexos servem como fonte primária de informações que se armazenam no córtex (porção do cérebro) em desenvolvimento.

Fonte: PPI

Esses reflexos, por si só, vão nos apresentando os caminhos do desenvolvimento. Vejamos quais são e como ocorrem alguns desses reflexos no desenvolvimento do bebê:

Reflexos primitivos:

São aqueles relacionados à sobrevivência, com funções de busca de ali- mentação e de proteção.

Reflexos primitivos posturais:

São os precursores (iniciadores) dos movimentos voluntários. Alguns destes reflexos, como o da sucção, da preensão palmar, plantar e o da marcha, serão substituídos por atividades voluntárias. Outros, como o de Moro, simplesmente desaparecerão. Os reflexos serão apresentados quando formos estudar sobre “desenvolvimento motor”.

“Nos primeiros meses de vida, a presença, a intensidade e a simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do cérebro. A presença deles indica que o cérebro está se desenvolvendo e trabalhando corretamente, e também ajuda a detectar anormalidades como as alterações músculo-esqueléticas congênitas ou as lesões no cérebro. Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos, no segundo semestre de vida, também indica anormalidades no desenvolvimento.”

Fisioterapeu co.blogspot.com.br/2010/05/ reflexos-primi vos.html

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Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Fonte: Revista Parque Sonoro

Desenvolvimento Infantil/Música e artes
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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Tenho o costume de adorar uma boa prosa.
Gosto mesmo de tomar um café, prosear e buscar entender sobre as organizações, as motivações e como, de onde ou de quem nasce um projeto.
Ontem estava visitando uma Creche em São Paulo e, durante o papo, que a propósito estava interessantíssimo, a Coordenadora pedagógica me falou sobre o Parque Sonoro.

Você já ouviu falar nesse parque?

Pra mim aquilo tudo era novidade e, naturalmente, fiquei curiosa e desejando saber mais e mais “conte-me tudo, prof”!

Tudo bem que o nome por si só já diz tudo: PARQUE SONORO. Tá, é um parque com sons, certo?

Mas de onde vem? Por que surgiu? Por que não é comum ver esse parque nas Escolas ?
Consegui ganhar a atenção da coordenadora e ela me conduziu até sua sala para começar a esclarecer toda essa história de parque e som.

O Parque Sonoro

Sentei na sua frente, como uma mãe que espera a informação de um filho, e ela seguiu abrindo seu armário e tirando de lá uma revista intitulada “Parques Sonoros da Educação Infantil Paulistana”
A coordenadora me contou que esse era um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME), que foi criado pela Divisão de Educação Infantil e que a proposta chegara a ela por meio dessa revista, mas que apesar da revista trazer concepções e proposta de como trabalhar a percepção sonora, pela falta de tempo e mãos, estava sendo um pouco complexo colocá-lo em prática.

O Objetivo

A revista tem como objetivo auxiliar educadores nas reflexões e discussões sobre o movimento musical no currículo e nas propostas pedagógicas.
Veja trechos da carta que a Ana Estela Haddad aos educadores:
O Parque Sonoro é uma ideia motivadora, um pretexto que possibilita a investigação acerca dos sons, a abertura para o novo. A relação da criança com o objeto, transformação do objeto em instrumento, interagindo, atuando e imaginando – a exploração sonora, rítmica e melódica.
Para participar, devemos reeducar antes a nós mesmos, que vivemos em um mundo sonoro, mas raramente paramos para ouvir os sons que nos cercam.
Cabe à professora observar e oferecer à criança “um encorajamento delicadamente equilibrado”, apoio para enriquecer sua experiência.
 
“Meu filho mudou lá em casa… tudo é som!” (mãe de um aluno da Educação Infantil)
“Agora eu sou uma banda”, (Clara, 5 anos)
“Quando a contação de história começava, os pequenos pegavam os brinquedos sonoros para que esses objetos fizessem parte da história. A hora da história ganhou mais vida, mais alegria.” (Professora)
Busquei mais informações e encontrei esse vídeo  que explana um pouco sobre como os parques estimulam o aprendizado.

Agora que você, assim como eu, sabe tudo sobre o parque sonoro, que tal se inspirar e colocar esse projeto em prática na sua escola também?

O parque sonoro é uma ideia interessantíssima e proporciona aos alunos aprendizado por meio de sons e aos educadores uma reflexão sobre a prática, mas para que isso aconteça é preciso planejar.

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos.

Legal, não é?

Então vem bater panela e experimentar essa maravilha.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Inteligência Emocional na Escola

Fonte: Escola da inteligencia

Semanários/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Inteligência Emocional na Escola

Não sei você, mas sempre que vejo uma situação caótica em sala de aula me pergunto o que ocasionou esse momento de ebulição.

Por que alguns alunos são mais compreensivos que outros? Por que alguns professores tem maior domínio da classe que outros? Por que o diálogo com o Diretor as vezes é tão difícil? Por que é tão divertido fazer planejamento com a professora do Maternal II?

Inteligência Emocional

Fonte: Google

A inteligência emocional é um conceito da psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. O modo como nós, professores e adultos, gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos pequenos é o que vai predeterminar como nos comunicamos e como definimos o sucesso e qualidade de vida dentro e fora da sala de aula.

“Todo aprendizado tem uma base emocional”. Platão.

Platão com suas sábias palavras nos faz refletir que o modo como interagimos com as nossas emoções e os nosso pensamentos vai influenciar diretamente no processo ensino-aprendizagem e como trabalhamos o como trabalhar o afeto na educação infantil.
Isso mesmo! Platão, Paulo Freire e vários outros tantos pensadores pregam o incansável culto a inteligência emocional e não é nada a toa. Afinal de contas são as emoções movem o mundo.
Já parou pra pensar que não existe um só momento em nosso dia que deixamos de sentir?
Claro que as vezes, muitas vezes,  fica difícil identificar qual é o sentimento que tá ali pulsando naquele momento, mas sabemos que ele existe e está ali e, e o mais importante de tudo: nos faz SENTIR!

Identificando as emoções

Fonte: Google

Quando pergunto para algum professor como ele se sente as respostas geralmente são vagas ou apenas indicam que estão bem ou estão mal.
E aí eu fico pensando com meus botões, meus botões de carne e osso… “Há tantos sentimentos por aí, não é verdade? Por que não exploramos outros?”
Parece algo muito simples, mas precisa ser praticado para fazer sentido.
Veja os 4 passos:
#1 Identifique o sentimento.
Pergunte: Como estou me sentindo?Alegre? Frustrado? Confuso? Ansioso?
#2 Reconheça o sentimento e se permita sentir.
#3 Identifique o que provocou esse sentimento. “De onde essa necessidade surgiu?#4 Aprenda a lidar com suas as emoções.

O Atlas das Emoções

O Atlas das Emoções é um projeto encomendado pelo líder budista, Dalai lama ao psicólogo americano Ekman.  Baseado em várias pesquisas, Ekman concluiu que existe cinco amplas categorias de emoções – raiva, medo, nojo, tristeza e alegria e que cada um dessas categorias tem subdivisões e são disparadas por alguns gatilhos.

Mapa das Emoções - Divulgação

Mapa das Emoções (Divulgação).

Clique na Imagem para ver o mapa. Caso queira traduzir do inglês para o português você pode clicar no botão Traduzir no canto superior da página no seu navegador Google ou Digitar Atlas das emoções no Google e quando aparecer na busca clique em Traduzir antes de direcionar para a página.

Refletir para Educar

No mundo cada vez mais tecnológico, as habilidades socioemocionais tornam-se cada vez mais imprescindíveis nas nossas vidas e nas Escolas.
No vídeo abaixo há o resumo do livro Inteligência Emocional do autor Daniel Goleman.

Desenvolver as habilidades socioemocionais em nossas salas de aula permite que as crianças reconheçam suas próprias emoções e a maneira mais adequada de lidar com elas.
Consequentemente a criança se concentra mais no aprendizado, se interessa mais pelas brincadeiras e interage melhor com seus colegas em classe e com as pessoas que circundam sua vida.

Que tal aproveitar para criar atividades socioemocionais que favorecem o aprendizado ?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

O que NÃO escrever no relatório de avaliação
Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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O que NÃO escrever no relatório de avaliação

Agora que você está na reta final do ano e precisa fazer um monte de relatórios individuais, preparamos aqui algumas dicas e truques para ajudá-lo a garantir que o seu relatório será o mais efetivo possível.

relatório é um documento muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.

Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é muito comum, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

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Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

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A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

o professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

E registre! Sempre e com frequência. Assim fica cada vez mais fácil organizar tudo e não perder nenhum detalhe.

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

Na Eduqa.me você consegue ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.  Aprovar ou não um semanário… e também dar devolutivas para seus professores possibilitando a qualificação de um processo decisório, reduzindo-se as incertezas e os riscos.

Uma vez tendo-se definição e compreensão real dos fatos, haverá maior probabilidade de sucesso nas matrículas da sua Instituição e também nas reuniões com os pais.

Afinal,  dados são reais e ele podem ser comparados medidos, analisados, discutidos; enfim, é algo possível para pautar ou definir o que fazer na sua Escola.

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Concatenamos todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Na Eduqa.me é possível responder isso em poucos minutos e suas decisões podem ser pautadas mediante a realidade da sua Escola e não em suposições. Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

 

Leia mais em Gestão baseada em dados.

Referência

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

Semanários
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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

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A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

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A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

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Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

7 atividades para acalmar, criar vínculo e exercitar a concentração das crianças
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Rotina pedagógica/Semanários
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7 atividades para acalmar, criar vínculo e exercitar a concentração das crianças

Todas as crianças, independente de apresentarem necessidades educativas especiais (NEE) ou não, precisam sentir-se seguras, confiantes e concentradas para que a aprendizagem aconteça. Assim, segue uma sessão com 7 atividades que te ajudarão a criar vínculos, acalmar e exercitar a concentração das crianças em sala de aula.

CRIAR VÍNCULOS

CRIAR VÍNCULOS

Aprender requer confiança e segurança! (foto: getty images)

Aprender requer confiança e segurança!

O professor desempenha um papel muito importante além de ensinar os conteúdos. É nele que o aluno investe a maior parte da sua confiança. O professor é quem acolhe o aluno nos seus primeiros desafios na escola, como o medo e a insegurança no período de adaptação; é ele quem faz a gestão do grupo em sala; enfim, é a partir da construção de um vínculo saudável entre professor-aluno que a aprendizagem vai se desenvolver de forma segura e com mais confiança, motivando sempre a criança a demonstrar o que sabe sem medo ou vergonha de errar. Veja algumas atividades que podem ajudar nesta questão:

1. ESTEJA JUNTO COM OS ALUNOS:  Estar próximo dos alunos é uma boa maneira de criar vínculos, e na educação infantil, a melhor forma de fazer isso é brincar ou jogar com as crianças. Tente brincar com todos os alunos individualmente, mesmo que isto te custe um tempo, é um tempo que vale a pena investir.  As brincadeiras de faz de conta e os jogos de tabuleiro ou da memória são boas opções. No caso de crianças com NEE como o autismo, observe a atividade que ela gosta de fazer e faça junto e não tente guiar ou direcionar, apenas siga a criança.

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2. ATIVIDADES COM DESENHOS: Crianças geralmente adoram desenhar, por isso, pedir que elas façam um desenho daquilo que mais gostam é um bom exercício. As crianças podem desenhar coisas que gostem de brincar, de comer, de fazer, enfim, deixe-as livres para realmente expressar esta particularidade. Os desenhos podem acontecer de formas diferentes, ou seja, se você tiver um aluno que não sabe usar ainda os traçados para se expressar, solicite que ele recorte de uma revista imagens que represente a solicitação da tarefa. Após todos terem terminado os seus desenhos, faça uma roda de conversa para falarem a respeito disso. Surpreenda as crianças com um desenho seu também! Será muito interessante para elas saberem do que o professor mais gosta. Isso aproxima o professor do aluno e permite com que todos se respeitem e se conheçam melhor.

ACALMAR A CRIANÇA

acalmar criança

Aprender precisa ser divertido, mas necessita de tranquilidade e organização!

Aprender precisa ser divertido, mas necessita de tranquilidade e organização!

Quando me refiro a organização não estou a falar apenas do ambiente de aprendizagem, mas também de uma organização interna do próprio aluno. Há crianças que são agitadas por terem de fato um quadro de TDAH; mas, há crianças que são agitadas por viverem em ambientes desorganizados, imprevisíveis e sem rotina; ou ainda, crianças que se atrasam para chegar a aula e não conseguiram tomar café da manhã. Enfim; por mais diferentes que sejam os motivos e independente de suas causas, esta agitação interna não permite que a criança se acalme para prestar atenção no professor e nas atividades que deverá executar. Assim, o professor tem mais um desafio em sala de aula que é tentar acalmar seus alunos, para que assim possam entrar em contato com as propostas de aprendizagem de forma mais tranquila e divertida. Dicas de atividades para acalmar os alunos:

3. TÉCNICAS DE RELAXAMENTO COM MÚSICA: incentivar a criatividade das crianças é uma tarefa constante dos educadores. Você sabia que atividades de relaxamento são ótimos recursos para isso? Antes de iniciar suas atividades, escolha um tema que combine com a sua turma e defina uma música (músicas com sons da natureza, músicas instrumentais clássicas ou até de melodias conhecidas pelas crianças, mas que sejam apenas tocadas e não cantadas, para não interferir na atenção).

Explique para os alunos que farão uma viagem, e para isso devem ficar com os olhos fechados. Se possível, diminua a luminosidade da sala, e se tiver lenços ou vendas utilize nas crianças já que elas comumente possuem dificuldades para fechar os olhos por conta própria. Quando tudo estiver preparado, solte a música de fundo e inicie bem calmamente uma história. 10 ou 15 minutos, se conseguir, são suficientes para acalmar a turma.

Antes de iniciar a sua história, faça um aquecimento, peça para que eles pensem nas partes de seu corpo:  onde está a sua cabeça, olhos, orelhas, boca até chegar aos dedinhos dos pés, sem mexer ou tocar, apenas devem mentalizar o que o professor disser. Inicie a história e sempre use falas para que eles consigam se transportar para o mundo da imaginação. Exemplo: […] agora começou a chover e vocês entraram num castelo […] pensem no que tinha dentro deste castelo?  Lá estava bem quente e aconchegante…

Outra dica: dependendo da sua disponibilidade de tempo e de materiais, combine elementos sensoriais ao longo da história. Use texturas, aromas e a sua criatividade.

4. ARGILA, MASSA DE MODELAR OU MASSA CASEIRA: as atividades de modelagem são geralmente, atividades que promovem a descontração e o relaxamento; por isso, nas intervenções psicopedagógicas são bastante usadas com crianças muito agitadas ou mesmo agressivas.

A modelagem favorece o jogo simbólico, pois as crianças dão significados às formas que constroem e podem modifica-las ao tempo que quiserem. A argila e as massas de modelar proporcionam um contato ativo com os sentidos, desenvolvendo a coordenação e a percepção; questões extremamente importantes para o desenvolvimento. Proponha o uso das massas ou argila de forma criativa. Desenhe com macarrão, use lantejoulas ou outros objetos decorativos para enfeitar suas peças. Aproveite a combinação das massas com elementos da natureza (galhos, pedrinhas, folhas). Utilize carimbos. Se quiser, também pode colocar uma música de fundo para inspirar as crianças. Crie e invente!

EXERCITAR A CONCENTRAÇÃO

CONCENTRAcao

Para aprender é preciso atenção e concentração. (foto: google)

Para aprender é preciso atenção e concentração.

Atenção e concentração são duas funções cognitivas que caminham juntas para o sucesso da aprendizagem das crianças.

Sabe-se que o quão mais pequenina for a criança, maior serão as estratégias usadas para conseguir um bom nível de atenção e concentração. Crianças costumam ser muito curiosas e gostam de explorar várias coisas ao mesmo tempo, por isso, exercitar a concentração desde cedo (respeitando o desenvolvimento de cada uma) ajuda no enfrentamento das futuras exigências pedagógicas que elas serão submetidas, como a aprendizagem da leitura e escrita, por exemplo. Veja alguns exemplos de atividades que apoiam o treino da concentração:

5. JOGOS NO COMPUTADOR: Jogos no computador que trabalham com a memória, o pareamento e a seriação auxiliam no exercício da atenção e da concentração dos alunos. O estímulo com as cores, figuras e sons, são desafios positivos para este treino, mas devem ser usados na medida certa dependendo da forma que cada criança aprende. Clique aqui para baixar um jogo em power point, ele só vai funcionar se você tem o power point instalado no seu computador.

6. FAÇA EXERCÍCIOS COMBINADOS: O contorno do Corpo, das mãos, de outros Objetos e também complementar partes que faltam numa figura. Exercícios como estes que envolvem o corpo e a coordenação viso motora de forma ativa no processo de aprendizagem são muito importantes para o treino da atenção e concentração, pois quando não estão bem desenvolvidos podem ser aspectos causadores da desatenção na criança. O movimento de transcrever coisas que estão na lousa para o caderno, no período de alfabetização, é um exemplo recorrente dos problemas enfrentados pelas crianças nesta fase, já que a inabilidade viso motora causa desatenção. 

7. JOGOS DE TABULEIRO COMO O CARA A CARA: Os jogos e as brincadeiras são tão importantes e necessários para as crianças, como o trabalho é para um adulto, por isso, brincar e jogar são primordiais para o desenvolvimento do aprender de modo global. O jogo cara a cara ou advinha quem é?, em especial, é um excelente material para exercitar a concentração. Ele exige que os jogadores observem detalhes dos rostos dos personagens como cor de cabelo, olhos, acessórios, entre outras particularidades. É preciso também, fazer perguntas, e a concentração é primordial para quem deseja vencer, ou seja, fazer as perguntas adequadas e não repetitivas. Experimente este jogo é muito divertido e aprimora a atenção e concentração.


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

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