Dia internacional da pessoa com deficiência
Relatórios/Formação/Práticas inovadoras
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Dia internacional da pessoa com deficiência

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Todas as datas comemorativas existem para nos lembrar de algo importante, e o dia internacional da pessoa com deficiência, não poderia ser diferente.

O dia 03/12 foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1998, com o intuito de proporcionar a população maior conhecimento, compreensão e conscientização sobre o que é a deficiência, sua dignidade, direitos, deveres e bem-estar.

É só nos aproximarmos um pouco e saberemos que a vida das pessoas com deficiência, muitas vezes, torna-se difícil pela falta de informação da população em geral.

Com quantas pessoas com deficiência você estudou na sua escola? E no trabalho, com quantas se relacionou? No clube? Na vida?

A geração mais nova tem conseguido se relacionar com as pessoas com deficiência, entretanto, muitos sujeitos entre 35 e 40 anos não tiveram esta chance, já que na altura, a maior parte destas pessoas não saiam de casa.

Quantas coisas deixamos de aprender e de vivenciar por conta disso?

Infelizmente, muito do que não foi vivido, transformou-se e transforma-se em preconceito e outras barreiras atitudinais.

Esta data não pode passar despercebida, principalmente nas escolas, que são espaços da prática da cidadania e de compromisso com a informação, conhecimento e solidariedade.

dia da deficiencia fisica

Muitos pais ainda têm medo da convivência de seus filhos sem deficiência com crianças com deficiência, assim como muitos outros mitos. Por que não aproveitar esta grande oportunidade para falar de inclusão e dos benefícios da diversidade na sua escola?

Promova um debate sobre estes assuntos, faça uma dinâmica ou mesmo vá às ruas e diga às pessoas que a diferença é o que nos move.

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo e prof. º na Universidade de Coimbra – Portugal diz que “temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.”

Reflita, pense e mude!

Para quem se interessar pela proposta e quiser fazer uma dinâmica com os pais ou com os professores, deixarei uma dica muito interessante. Encontre mais dicas no livro “E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Luciana Fernandes Duque. São Paulo: LURA Editorial, 2015

Dinâmica dos rótulos

Assunto: preconceito, grupo, atitudes de julgamento sem conhecer o outro.

Materiais: fita adesiva e pedaços de papel escritos com rótulos e papéis sociais. Exemplo: Professor, Médico, Advogado, Deficiente, Autista, Pai, Mãe, Gordo, Negro, Inteligente, entre outros.

Participantes: indicado para turmas numerosas, podendo ser aplicada em grupos de no mínimo 10 pessoas.

Etapas:

a) O facilitador deve pedir para que o grupo faça um círculo.

b) Sem que as próprias pessoas vejam, os rótulos e papéis sociais devem ser colados nas costas de cada participante.

c) Feito isso, solicita-se que caminhem e formem grupos “escolhendo” quem fará parte do seu grupo e quem ficará de fora!

d) Incentive a escolha perguntando: “Quem está dentro? Quem faz parte?  Quem está fora?”

e) Após os grupos serem formados, revele o papel de cada um e perceba a reação das pessoas. Possivelmente nesta hora as pessoas que foram excluídas ou mesmo as muito disputadas, se surpreenderão com seus papéis.

f) Faça uma grande discussão e pergunte como aqueles que foram excluídos se sentiram? Solicite o depoimento das pessoas.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos em sala.

Registre! Só assim é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra
Registros/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade
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Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra

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Angélica Dass criou o Humanae, projeto que cria reflexões sobre a cor da pele das pessoas a partir dos códigos que essa cor pode representar.

No post de hoje, elaborei uma lista de materiais que falam sobre o preconceito racial e, também,  vou falar sobre a polêmica gerada pelo tom de pele e compartilhar uma experiência do seio da minha família.

As vezes é preciso levantar alguns temas e refletir sobre eles de maneira crítica. Dia da consciência negra chegando e a pergunta ainda paira no ar é:

Por que ainda existe tanto preconceito em nossa sociedade?

A resposta eu ainda não sei, mas ando tentando desvendá-la.

Decidi abrir essa história com vocês porque acredito que o diálogo é o primeiro passo. Como de costume, liguei para minha irmã e durante um papo corriqueiro ela me contou que minha sobrinha estava sofrendo preconceito na Escola.

Além do carácter de desabafo e vínculo afetivo, falamos da importância do empoderamento e buscamos maneiras de como poderíamos incentivá-la e prepará-la para lidar com isso. Juntas pensamos em projetos, ações e maneiras de abordar esse tema com a Escola e, posteriormente, pensei e repensei sobre o tema e as Escolas que já lecionei e visitei e pude perceber como esse tema ainda é minimamente explorado nas salas de aula.

Não posso negar que algumas escolas preparam projetos sobre diversidade e teatros com temas que trabalham o preconceito racial e as implicações que ele tem na vida das pessoas, mas na maioria dos casos esse é assunto que é visitado apenas em novembro, no dia dia consciência negra.

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Será que é suficiente?

Trazer a tona esse assunto tão delicado que é o racismo e compartilhar uma história pessoal é meu jeito de dizer que, não, ainda não está tudo bem, mas a Educação é o caminho para isso.

Minha sobrinha contou que na escola alguns coleguinhas estavam falando que ser marrom é feio, que cabelo ¨peludo¨ é feio, e que pessoas negras parecem que tem a pele suja.

Naturalmente ela começou a se questionar sobre seu tom de pele e trouxe a insatisfação em formato de diálogo.

“Mamãe, eu queria tanto ser rosa claro como você!”

“Querida, por que você está falando isso? Sua cor é tão linda!”

“Ah mamãe, ouvi os colegas dizendo que ser marrom claro e marrom escuro é feio. É cor de sujeira.”

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“Filha, ser marrom, rosa claro, rosa escuro, branco e amarelo ou qualquer outra cor do lápis de cor não significava ser feio e que a beleza está justamente em enxergar como essas pessoas se sentem e respeitar as outras pessoas a sua volta”

Em seguida começamos a pensar sobre projetos, livros, músicas e  dicas de conteúdos infantis que trabalhassem o tema racismo.

Fizemos uma curadoria e em uma reunião com a Escola, minha irmã compartilhou todo o ocorrido e sugestões de como trabalhar o tema. Em seguida escreveu um email que compartilho aqui com vocês alguns trechos.

Oi Diretora! Tudo bem?

….

E obrigada por me ajudar, junto com a coordenadora da escola, na difícil, porém gratificante tarefa de educar meus filhos.

Sempre que levo uma questão, vocês trabalham de imediato em cima do assunto e logo vejo os resultados, super positivos, diga-se de passagem, se refletindo em casa.

Como no caso do…

Tenho algumas observações para acrescentar à nossa conversa de ontem:

1 – Outras mães de coleguinhas da minha filha, uma da mesma turma e outro da turma de outra professora, me disseram que seus filhos também já sofreram preconceito racial em sala de aula.

Como te disse ontem, achei meio cedo para essas crianças terem atitudes racistas e discriminatórias, mas é a realidade e nós, pais em conjunto com a escola, devemos  ensiná-las a respeitar as diferenças.

2 – Achei excelente a ideia de trabalhar  o tema Diversidade em sala de aula, mas acho que deve ser levado para casa também. O que você pensa sobre isso?

As vezes fazer uma atividade e convidar os pais, por exemplo: uma peça teatral; palestra só para os pais ensinando como lidar com o tema em casa;

Tarefas de casa abordando o assunto para ser realizada com os pais;

Montar um mural com fotos de diferentes povos pelo mundo destacando as diferenças, principalmente de cor,  entre eles, e outro mural com as cores dos brasileiros – tudo  com a ajuda dos pequenos, claro… etc.)

Não sou pedagoga nem quero interferir muito no projeto de vocês, mas queria te passar algumas ideias que tive com a minha irmã, e que, se você julgar interessante pode ser útil compartilhar e usar na Escola.

3 – Também te disse ontem que pesquisei sobre o assunto e achei vários livros interessantes para a faixa etária deles. Separei alguns, segue a lista:

Tem bastante obras sobre o tema de discriminação racial, mas também sobre outros tipos de preconceitos.

Alguns eu já achei na internet (download) outros vou comprando em sites.

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Enfim, espero que possamos trabalhar juntas contra esse grande mal que é  o preconceito.

Conte comigo sempre que precisar.

Abraços,

Família e Escola juntas trabalhando a consciência negra e desenvolvendo a inquietação e o olhar crítico que se faz necessário dentro do nosso lar, na escola, nas ruas e nossos corações.

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A discussões sobre questões relativas à identidade, representação e a relação entre o que somos e como somos e o que vemos, e como nos vemos e somos vistos. Por isso, faço menção a um recorte particular, aposto que cada um aqui, negro ou não já vivenciou situação parecida.

Ampliar essa reflexão e valorizar a importância de respeitar a diversidade é papel da Escola, dos pais e de qualquer cidadão de bem, negro ou não.

Chega de racismo!

Mais Referências:

A beleza da pele humana em todas as cores TED

Manifesto crespo

Livros infantis para estimular a boa consciência negra18 livros infantis com meninas negras como protagonistas

Cansada de ler sobre garotos, menina reúne 4.000 livros com garotas negras
Racismo: as marcas da exclusão
INCLUSÃO: AFIRMANDO A IDENTIDADE DA CRIANÇA NEGRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Conte para gente como você trabalha esse tema na sua Escola.

Boa reflexão!

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Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como anda a criatividade dos seus alunos?

Fonte: criartiva

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
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Como anda a criatividade dos seus alunos?

brinquedo de sucata

O que é criatividade?

Criatividade vem do latim creare, que indica a capacidade de criar, inventar ou produzir algo novo.

A criatividade pode ser aplicada em qualquer situação, seja na vida adulta ou na vida da criança, e por falar nisso, como anda a criatividade dos seus alunos?

Esta é uma pergunta que dificilmente fazemos, mas talvez hoje, por ser o dia da criatividade, pudéssemos pensar um pouco mais sobre a importância desta habilidade tão necessária às pessoas e principalmente para aqueles das gerações mais novas.

Digo gerações mais novas, pois todos nós sabemos o quanto as coisas mudaram com o passar dos tempos e com a evolução do mundo. Hoje, com o excesso de brincadeiras por meios informatizados, muitas crianças não conseguem criar novas formas de se divertirem e ficam dependentes de certos cenários eletrônicos e até os reproduzem ao brincar.

Encontrar soluções diferentes e originais face às novas situações que nos são impostas todos os dias é a forma que temos de expressar a nossa criatividade. Será que a escola proporciona e contribui para o pensamento criativo da criança? ou ainda está a mecanizar estes pensamentos?

Autoria de pensamento

Já falamos em um texto anterior, que tratava da autoria de pensamento, o quanto é importante que o professor estimule a criatividade na criança. Quando o professor pede para que o seu aluno faça o desenho de uma flor, por exemplo, e permite que ela crie, invente, brinque e resgate através daquele papel, toda a sua experiência com flores; ele possibilita a criança a autoria de pensar e criar, ser autor de si mesmo.

brinquedos sucata

É necessário problematizar a prática pedagógica e perceber se estamos a dar voz ao que os alunos pensam ou se estamos apenas transmitindo conhecimentos para que eles reproduzam.

Toda a educação de uma criança vai refletir na sua vida enquanto adulto, se nós educadores conseguirmos provocar o pensamento crítico, criativo e instigar a capacidade de se relacionarem respeitosamente uns com os outros, possivelmente estaremos, a longo prazo, contribuindo com a formação de adultos mais responsáveis, autoconfiantes e preparados para enfrentar as adversidades da vida.

Conte para nós como você estimula a criatividade dos seus alunos.

Boa reflexão!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Patriotismo na Educação Infantil

Se a letra do hino ainda for muito difícil para os pequeninos trabalhe apenas com a melodia. Promova debates e pergunte se eles sabem o que é ser um presidente e o que ele faz; como as eleições aconteceram recentemente proporcione vivências sobre este assunto para as crianças.

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Patriotismo na Educação Infantil

15 de Novembro: Proclamação da República!

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Feriado 15 de novembro passou e com ele uma série de atividades para ensinar aos pequenos a história do nosso país. Mas você, professor, já parou para pensar que muito mais do que comemorar uma data, fazer pinturas ou mesmo desenhos sobre o assunto, o bom mesmo seria transmitir para as crianças a noção de patriotismo?

Pois é, e este é um desafio em dobro, sabe por quê?

Porque o próprio adulto, muitas vezes não é patriota.

Independente da política e dos problemas do país, o brasileiro, diferente de outros povos, não valoriza os fatos históricos, acontecimentos e a sua própria cultura.

Muitas vezes, há também a falta de conhecimento sobre estas datas cívicas e por consequência, oculta-se o assunto ou trata-o superficialmente e isso vai passando de geração para geração.

Com o objetivo de repensar sobre o patriotismo e ensinar as crianças a valorizarem a cultura do país, podíamos aproveitar esta oportunidade de hoje e começar por pensar que não é só na época de grandes eventos esportivos que o patriotismo deve acontecer.

Podemos desfrutar desta data para explorar junto das crianças a bandeira, símbolos nacionais e também o hino. 

Se a letra do hino ainda for muito difícil para os pequeninos trabalhe apenas com a melodia. Promova debates e pergunte se eles sabem o que é ser um presidente e o que ele faz; como as eleições aconteceram recentemente proporcione vivências sobre este assunto para as crianças.

Se a letra do hino ainda for muito difícil para os pequeninos trabalhe apenas com a melodia.

O patriotismo conquista-se através da educação, acesso à informação, cidadania, respeito ao próximo e ao planeta. Promova debates e pergunte se eles sabem o que é ser um presidente e o que ele faz; como as eleições aconteceram recentemente proporcione vivências sobre este assunto para as crianças.

Em 15 de novembro, comemora-se o dia da “Proclamação da República”, que é uma forma de governo dirigido por um presidente que até hoje é um regime adotado pelo nosso país desde 1889, mas em todos os outros dias devemos comemorar o ser brasileiro crítico e cívico.

Esse brasileiro que é feliz e observa, na imensidão do nosso território nacional, as diferenças de cor, classe e sotaques e gostos e sabe lidar com elas.

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Dia do Diretor de Escola

diretora

Carreira/Semanários
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Dia do Diretor de Escola

 

Líder, chefe, maestro ou “coração” da escola como eu prefiro dizer, são alguns dos nomes dados ao diretor de escola.

Encarregado de cuidar da administração escolar, dos alunos, pais, professores e da comunidade, o diretor torna-se cada vez mais, um profissional essencial na construção de um ambiente educacional saudável e funcional.  O alargamento das funções deste gestor pedagógico traz bastante visibilidade ao cargo, e o diretor passa então, a ser uma figura central de representação da escola tanto de forma interna como externa.

A complexidade desta função e as competências exigidas são muitas e vão para além do conhecimento, sendo a experiência, dedicação e sensibilidade, fatores primordiais para o cargo.

Não é fácil ser diretor, entre uma escola organizada e a aprendizagem dos alunos existe um vasto caminho a percorrer, cheio de desafios, muito trabalho e sempre em equipe.

Um diretor de escola precisa ser um líder e o líder jamais anda solitário.  Todos os profissionais da escola devem estar envolvidos para garantir o bom andamento do trabalho pedagógico, desde o porteiro, a cozinheiro, o professor, até os pais e se for possível ir além, a comunidade do entorno escolar.

 O envolvimento só acontece quando cada parte de um todo percebe a sua importância no processo.

Assim, farei uma analogia com o corpo humano, sendo o diretor o nosso coração.

O coração é um dos órgãos mais importantes, pois bombeia o sangue para todas as partes do corpo. O Sangue funciona como um combustível que transporta tudo que o nosso corpo necessita para se manter saudável.

Se pensarmos no diretor como o coração da escola é mais ou menos isso, ou seja, o diretor é um dos profissionais mais importantes, ele trabalha em equipe, por isso, através dos seus colaboradores partilha o seu conhecimento, e depois supervisiona, administra, delega funções, acompanha, apoia, acolhe, corrige, chama a atenção quando preciso e se preocupa com o bom funcionamento da escola.

Com o objetivo de transformar e formar espaços educativos organizados, com qualidade no ensino-aprendizagem e nas relações com a comunidade, o diretor pode oferecer um ótimo combustível que é a motivação que todos tanto precisam para tornar a escola um cenário favorável para a aprendizagem e desenvolvimento de todos.

Hoje, nós da Eduqa.me, desejamos um Feliz dia a todos os Diretores de Escola.

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Dia do inventor
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Dia do inventor

inventora

Você sabia que hoje, 04/11, comemoramos o dia do inventor? Pois é, este dia foi criado por um homem, também inventor, é claro! O grande inventor do dia dos inventores é o inventivo Gerhard Muthenthaler de Berlim.

Gerhard acreditava que comemorando este dia incentivaria as pessoas a criarem coisas e, sobretudo, lembrarem de todos os inventores, sejam eles renomados ou não. O intuito era valorizar aqueles que trabalham duro para facilitar a vida das pessoas com as suas ideias.

O que seria de nós sem a roda, sem a lâmpada ou mesmo sem uma caneta?

Inventar, criar, descobrir, imaginar, inovar…  ai que bom seria se as pessoas pudessem explorar a sua capacidade de inventar coisas! Com certeza ideias fantásticas seriam colocadas em prática.

E ao pensar nisso, não poderia deixar de refletir acerca do papel dos educadores, e aí me refiro aos pais e aos profissionais da área educação. Os educadores devem inquietar-se com o quanto incentivam e proporcionam que as crianças criem e inventem coisas.

Às vezes queremos dar soluções para tudo e isso acaba por impedir a capacidade da criança em resolver problemas e por consequência inventar vários tipos de soluções.

Sem contar que as crianças têm uma rotina tão cheia de atividades direcionadas, que mal conseguem assimilar uma nova informação que adquiriram.

Com isso, a dificuldade em ficar “sem fazer nada” aumenta, e é uma pena, já que este tempo do ócio é o que todos nós precisamos para criar, recriar ou inventar coisas. Que seja um jogo, um desenho ou uma brincadeira, o tempo do ócio é mais do que necessário!

Contudo, o mais curioso e instigante é que alguém já pensou e se preocupou em despertar nas crianças o interesse pela ciência e pela invenção de forma didática e divertida.

Fundada por um jovem de 25 anos, a Science4you é uma empresa 100% portuguesa, nascida e criada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e que desenvolve brinquedos educativos na área da química, física, biologia, astronomia, entre outras.

O negócio é tão inovador e cresceu tanto que já tem representações na Espanha, Brasil, Angola e Finlândia e está atualmente em processo de expansão para outros países.

Estes brinquedos científicos são ótimos aliados para pais e principalmente para os professores já que potencializam muitos dos conteúdos curriculares abordados nas escolas de uma forma lúdica e cooperativa.

Fazer erupções num vulcão, criar as suas próprias gomas e balas, construir o seu próprio sistema solar são algumas das ideias que possibilitam na criança a capacidade de entender o mundo da melhor forma que há… experimentando!

E então… já inventou o que hoje?

101 invenções que mudaram o mundo

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Dia do Saci ou dia das Bruxas?
Rotina pedagógica
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Dia do Saci ou dia das Bruxas?

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Dia 31 de outubro, dia das Bruxas; ops, espera aí, dia das Bruxas não, dia do Saci! Ou será dos dois?

O popular 31 de outubro não é mais uma exclusividade das Bruxas, oficialmente, desde o ano de 2004, as Bruxas dividem esta data também com o Saci. Isso te parece estranho? Pois é, mas numa data como esta podemos esperar de tudo!

Este fato aconteceu devido a uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que desenvolveu o decreto/lei 11669 de 13/01/2004 com o propósito de valorizar a cultura brasileira e tentar coibir a americanização no país.

 O Halloween não é mais uma comemoração dos variados países de língua inglesa, é uma festa popular no mundo todo onde em alguns lugares as pessoas são mais adeptas do que outras.

A festa comemora uma celebração popular de culto aos mortos, por isso muitas escolas religiosas não aderem a esta brincadeira, ainda mais por anteceder ao dia de todos os santos.

A questão principal é que depois da criação do dia do Saci gerou-se uma certa polêmica entre as escolas que comemoram o Halloween e não comemoram o dia do Saci, e vice e versa, como se tivessem que escolher, para uma ser melhor do que a outra.

Este texto pretende desmistificar isso e partilhar uma ideia de respeito a todas as culturas. Temos muito que valorizar os nossos tesouros nacionais sem deixar de respeitar as culturas de outros lugares e a prática dela.

O saci

O personagem Saci faz parte do Folclore brasileiro, que aliás tem um dia específico há muito tempo, o 22 de agosto.

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O Saci ficou muito conhecido nas histórias do autor Monteiro Lobato, como um menino bastante travesso; mas o Saci, além de sapeca é o guardião dos segredos das florestas. Ele conhece a cura de doenças com medicamentos da natureza, feito com plantas. Diz a lenda que quem entrar na floresta a procura destas ervas e não pedir a permissão do saci-pererê, será assombrado por suas travessuras.

 Não sabemos exatamente a origem do Saci, há indicativos de que ele nasceu dos povos indígenas e era representado por um menino de cor morena, com um rabo; hoje, conhecemos o Saci como um menino negro, com gorro vermelho na cabeça, cachimbo e com apenas uma perna, sempre saltando de um pé só.

A Bruxa

O dia das Bruxas é divertido, o suspense de pensar nos seres assombrosos e criaturas do mal despertam muito interesse nas crianças e elas gostam muito das brincadeiras de se fantasiar e pedir doces.

bruxa

E você, o que acha de tudo isso? Dia do Saci ou dia das Bruxas?  Ou será que podíamos pensar em dia dos personagens assustadores?

Conte-nos a sua opinião!

Boa leitura!

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5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível
Atividades/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível

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Mais do que presentes; o Dia das Crianças é uma data para se divertir junto com os pequenos, não é mesmo?

As interações e as brincadeiras devem ser o centro do planejamento. Para instigar o lúdico e o tom de mágico e especial desse dia proponho começar o projeto semana da criança criando experiências que seu aluno jamais esquecerá.

Procure escolher as atividades que são recheadas de significado e de criatividade.

Para te ajudar nessa tarefa aqui vai 5 dicas para tornar o dia das crianças inesquecível.

1- Fuja da rotina

Isso envolve propor uma brincadeira lúdica para organizar e chamar as crianças para o mesmo momento, a mesma energia. Você pode se utilizar de algumas estratégias para isso:

  • fazer mímica
  • cantar uma música para que as crianças tentem se organizar por si só
  • utilizar fantoches para chamar a atenção de todos até organizar a roda
  • ou até mesmo usar a cantiga de roda para formar um círculo bem bonito

2- Escute as demandas das crianças

Geralmente os professores fazem o planejamento e já trazem um tema pronto para apresentar para os pequenos, mas, como essa é a semana da criança, que tal usar esse momento para o grupo tomar decisões sobre o que e onde brincar?

As crianças vão adorar ter o poder de decisão nas mãos. Escutá-las sobre suas brincadeiras preferidas e como se organizam pode ser fundamental para trabalhar o protagonismo, a escuta, a comunicação não violenta  e a mediação de conflito.

3- Promova experiências sensoriais

Que tal explorar outros sentidos que quase não usamos no dia a dia?

Procurar atividades que trabalham o olfato ou que anulam a visão pode ser uma ótima estratégia para promover uma experiência sensorial diferente.

4– Proponha um desafio 

Essa é uma situação de vivencia em um coletivo que jamais esquecemos e, portanto, precisa preservar um real mistério sobre o dia das crianças. Você vai perceber como elas se sentem envolvidas pelo clima de mistério e como a imaginação voa longe.

Pode ser uma visita especial no final do dia ou até mesmo uma visita no parque ou teatro, o importante é propor o desafio e esperar que eles entrem no clima.

Crianças são ávidas por conhecimento e propor uma meta para que elas tentem desvendar um segredo, por exemplo, pode tornar o dia eletrizante.

5- Crie uma lembrança 

Depois de um dia intenso e cheio de experiências sensoriais, nada mais interessante do que materializar isso em uma lembrancinha para a criança levar para casa e poder contar aos pais um pouquinho de como seu dia foi especial.

Pode ser feito de feltro, cartolina, materiais recicláveis ou até mesmo de papel cartão. Envolver a arte ao final desse dia e deixar a criança fazer e se expressar é um caminho seguro e sensível para que ela coloque para fora como está se sentindo.

Também criei 5 atividades que já trabalham essas dicas e deixei prontinho no Baú de Atividades Eduqa.me!

Para você usá-las basta entrar na Eduqa.me clicando aqui, fazer seu login e copiar essas atividades para o seu planejamento. 

  1. Roda de conversa/ o que é ser criança?
  2. Hora de pintar o 7
  3. Tapete sensorial
  4. Circuito de obstáculos
  5. Faz de conta

O Baú de Atividades Eduqa.me é o lugar que ficam guardadas TODAS as atividades que você cria, caso você queira, pode compartilhar as atividades com os professores da sua Escola ou com TODOS da Eduqa.me. Legal, né?!

Registre!

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Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Entra lá que eu sei que você vai amar!

É isso aí! Semana da criança é só diversão!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.