Atividade: Emoções na Tela

Fonte: Maternidade Simples

Atividades/Registros/Socioemocional
0 Comments

Atividade: Emoções na Tela

Objetivo

  • Pensar sobre as emoções
  • Ilustrar as principais emoções existentes por meio de exibição de vídeos e filmes.
  • Identificar e discutir sobre as emoções dos personagens.

Material

Vídeos do Youtube e filmes como:

Filme: O Bom Dinossauro

Filme: Zootopia

Filme: Cada um na sua casa

Filme: Festa no Céu

Filme: Irmão Urso

Filme: O Lorax – em busca da Trúfula Perdida

Filme: Divertidamente

Filme: Up Altas Aventuras

Você pode ver mais filmes em: 5 Filmes Encantadores para Educação Infantil 

Sugestões de Perguntas para Direcionar a Discussão após o Filme

  • O que vocês acham que o personagem X sentiu?
  • Vocês se lembram de alguma situação em que se sentiu como o personagem? Conte-nos como foi.
  • O que vocês poderiam fazer para ajudá-lo se fosse seu amigo?

Dicas: podem ser feitas algumas perguntas antes de começar a reproduzir o filme, para direcionar o olhar da criança para alguns aspectos. Como se fosse um “assistir dirigido”.

Lembre-se de documentar as sessões de cinema e as atividades realizadas em sala!

Como alguns desses projetos não usam folhas de atividade que podem ser enviadas para os pais, utilize fotos e vídeos para capturar o desenvolvimento das crianças em cada etapa. Essas imagens também servem para facilitar a escrita de seus relatórios (clique aqui para dicas de como usar tecnologia para criar registros mais ricos). Tem mais sugestões de filmes para a Educação Infantil? Conte para a Eduqa.me nos comentários!

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Personalização do Ensino na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica/Identidade e autonomia/Socioemocional
0 Comments

Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
1 Comment

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Habilidades sociais na Educação Infantil importam mais que notas altas, diz pesquisa

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
1 Comment

Habilidades sociais na Educação Infantil importam mais que notas altas, diz pesquisa

Pesquisadores estudaram o comportamento de crianças pré-escolares e as procuraram 19 anos depois. Aqui está o que eles descobriram.

Todo pai quer ver seus filhos tirando boas notas na escola – mas, agora, nós sabemos que o sucesso social é tão importante quanto elas. Desde cedo, somos levados a acreditar que os resultados de nossas provas são a chave para tudo: ir para a faculdade, conseguir um emprego e encontrar aquele caminho de felicidade e prosperidade para toda a vida.

Esse conceito pode causar muito estresse.

Contudo, um novo estudo (leia a pesquisa completa aqui, em inglês) mostra que, quando crianças aprendem a interagir efetivamente com seus pares e controlar suas emoções, isso tem um impacto enorme em suas vidas adultas. E, ainda segundo a pesquisa, os alunos deveriam gastar mais tempo desenvolvendo essas habilidades na escola.

Pesquisadores mediram as habilidades sociais de 800 crianças em idade pré-escolar em 1991. Duas décadas depois, eles as procuraram para verificar como elas tinham se saído.

Os professores desses alunos os avaliaram com a chamada Escala de Competência Social (ou Social Competence Scale), classificando sentenças como “A criança é boa em entender os sentimentos alheios” com as alternativas “Nem um pouco/Um pouco/Moderadamente bem/Bem/Muito bem”.

A equipe usou essas respostas para atribuir a cada criança uma nota em competência social, e, então, guardaram esses resultados por cerca de 19 anos – ou até cada uma das crianças completar 25 anos. À essa altura, eles já haviam reunido uma série de informações básicas e criado estatísticas para analisar se a desenvoltura social na primeira infância possuía mesmo algum valor que poderia ser previsto.

O que eles descobriram:

Boas notas são relevantes - mas como a criança atingiu a nota (esforço, estudo, concentração) é mais importante (foto: Huffpost)

Boas notas são relevantes – mas como a criança atingiu a nota (esforço, estudo, concentração) é mais importante (foto: Huffpost)

Boas notas em provas? Elas importam, mas não pelas razões em que acreditamos.

A crença tradicional afirma que, se uma criança conquista boas notas em avaliações, ela deve ser muito inteligente. Certo? Afinal, há uma relação comprovada entre ter notas altas no Ensino Médio e receber um salário maior como profissional.

Porém, o que o resultado da prova não explicita é o quanto a criança trabalhou por ele: quantas vezes estudou com um colega para solucionar um problema, quantas vezes foi ao professor para pedir ajuda ou resistiu à vontade de assistir TV para se preparar para a escola. Os pesquisadores por trás do estudo afirmaram que “sucesso na escola envolve ambas as inteligências emocional e cognitiva, porque as interações, a atenção e a força de vontade afetam a disposição para aprender”.

Em outras palavras, enquanto algumas poucas crianças talvez sejam simplesmente brilhantes, a maioria necessita de mais do que apenas inteligência para alcançar o sucesso. Talvez a escola deva se preocupar mais em desenvolver os aspectos sociais do aprendizado.

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Habilidades como dividir e cooperar são vantajosas na vida adulta.

Nós sabemos que é preciso olhar além de notas em provas obrigatórias para compreender quais crianças estão no caminho certo. Por esse motivo, a equipe se voltou completamente para aquela Escala de Competência Social. As conclusões não foram tão surpreendentes: crianças que se relacionavam bem com os colegas, lidavam melhor com emoções e eram capazes de resolver problemas com facilidade apresentaram mais sucesso no futuro.

Realmente inesperada foi a força dessa correlação: o aumento de um único ponto na avaliação de Competência Social mostrou que a criança teria 54% mais chance de conquistar um diploma de Ensino Médio. Ela também teria duas vezes mais probabilidade de se formar na faculdade e 46% mais chance de possuir um emprego estável aos 25 anos.

Crianças que estavam constantemente quebrando e roubando brinquedos ou tendo crises de raiva mostraram maior predisposição a desrespeitar leis e se envolver com substâncias ilícitas. Ainda assim, o estudo não pôde atestar com certeza se habilidades sociais mais ou menos apuradas podem causar diretamente qualquer desses problemas.

Comportamentos podem ser aprendidos ou superados – o que significa que nunca é tarde para mudar.

Os pesquisadores denominaram comportamentos como a cooperação e a generosidade “maleáveis”, ou mutáveis. Embora haja diferenças físicas em nossos cérebros (que tornam o aprendizado mais fácil para algumas pessoas do que outras) qualquer criança ou adulto pode praticar como resolver impasses com seus pares.

Além disso, para muitos alunos, esses comportamentos são herdados dos pais e outros adultos relevantes com quem eles convivam. Quanto mais você for capaz de demonstrar traços positivos como acolhimento e empatia, melhor seus filhos vão se desenvolver – e isso inclui atitudes simples, como parar de gritar no trânsito, por exemplo.

É possível ensinar crianças e adultos a lidar tranquilamente com suas emoções - essas habilidades são maleáveis (foto: Mind Shift)

É possível ensinar crianças e adultos a lidar tranquilamente com suas emoções – essas habilidades são maleáveis (foto: Mind Shift)

Mas o que isso significa?

Os próprios pesquisadores admitem que o estudo tem suas falhas: ainda que eles tenha se esforçado para controlar fatores externos, sua base se apoia no julgamento dos professores pré-escolares, e em como eles analisaram o desempenho social de sua turma.

Ainda assim, a pesquisa de 19 anos mostra claramente que o comportamento social importa desde a infância. Como essas habilidades podem ser aprendidas, devem ser trabalhadas como forma de prevenção e intervenção.

A conclusão é que a escola precisa fazer mais do que apenas despejar conteúdo sobre as crianças – mas sim investir em ensiná-las a se relacionar umas com as outras e a lidar com seus sentimentos. Ignorar habilidades sociais pode ter implicações graves por toda a vida.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Esse artigo é uma tradução de “Researchers studied kindergartener’s behavior and followed up 19 years later. Here are the findings” do Upworthy. Leia o original aqui.

5 filmes encantadores para Educação Infantil
Atividades/Identidade e autonomia/Socioemocional
1 Comment

5 filmes encantadores para Educação Infantil

Perto do início das férias de julho, uma avalanche de filmes infantis costuma entrar em cartaz, como uma opção de entretenimento para o mês de frio. Mas o cinema não precisa ser apenas  diversão – vários longas trazem mensagens verdadeiras e temas que podem ser discutidos em sala de aula. E isso não significa que eles deixem de ser engraçados ou prazerosos para as crianças.

Há diversas listas de filmes a serem trabalhados com o Ensino Fundamental e Médio; contudo, não se encontram tantas opções para os alunos menores. Se a duração da história for um empecilho para sua classe, experimente pausar a animação em certos momentos. O que foi assistido até então pode ser debatido e a atividade pode continuar por vários dias, transformando-se em um projeto de longa duração.

Planeje ainda exercícios pós-filme que enfatizem o aprendizado adquirido. A Eduqa.me preparou uma lista de sugestões para você experimentar!

fantastica-fabrica-chocolates

#1 A Fantástica Fábrica de Chocolates

Por que assistir: As crianças que são aceitas para visitar a fábrica apresentam personalidades bem diferentes – a menina mimada, o guloso, a competitiva e o agressivo (um menino viciado em jogos eletrônicos). Isso abre portas para falar sobre o comportamento das crianças e as atitudes mesquinhas que devem ser evitadas.

Quando pausar: Ao longo da história, cada uma das crianças mal educadas se mete em um problema causado por suas próprias ações. O filme pode ser assistido, pela primeira vez, até que todos os personagens sejam apresentados e, depois, sempre que um deles desaparecer da Fábrica. Isso permite que as crianças falem especificamente sobre cada um dos comportamentos do filme e sugiram opções de como os personagens poderiam ter resolvido a situação.

Projetos: Coloque em foco a diferença entre Charlie (o menino bonzinho que, no fim, herda a Fábrica de Chocolates para sua família) e os outros visitantes, que pensaram apenas em seu próprio benefício. Organize um dia de troca em sala, em que cada aluno pode levar um brinquedo para trocar, ou mesmo um piquenique em que a turma poderá compartilhar os lanches. Se houver possibilidade, por que não levar a classe até a cozinha e preparar uma das delícias do filme? Mas peça que elas preparem a guloseima para um amigo, e não para si mesmos (garanta que todos ganhem um pedaço no momento da entrega).

ponyo

Esse conteúdo é restrito para assinantes!
Faça sua assinatura aqui e tenha acesso livre.

[ms-protect-content id=”6785″] [ms-protect-content id=”6759″]

 

 

 

 

 

#2 Ponyo – Uma amizade que veio do mar

Por que assistir: O singelo filme japonês conta a história de um menino que, um dia, encontra um peixinho dourado na praia. O peixe é na verdade uma princesa que fugiu de seu lar no oceano e quer muito virar humana. A partir de então, o menino a protege e a ajuda a realizar seu sonho.

Quando pausar: Há três momentos da história que podem ser discutidos separadamente. Assista o longa até o garotinho, Sosuke, levar Ponyo para sua casa e cuidar dela, aproveitando para mencionar a importância de se ajudar quem precisa, mesmo que não sejamos capazes de entendê-los completamente. Use outra sessão para mostrar a jornada dos amigos para encontrar a mãe de Sosuke e salvar o peixinho e, uma última, para as cenas finais, quando a princesinha é levada para baixo d’água e precisa decidir ficar ou ser transformada em humana.

Projetos: Há inúmeras possibilidades – as imagens do fundo do mar podem ser o gancho para uma aula sobre a vida marinha. A transformação de Ponyo em menina pode virar uma atividade que desperte a criatividade e a imaginação (qual animal você gostaria de se tornar e por quê?), feita em forma de livro ilustrado pelas crianças. Use também várias rodas de conversa durante a exibição do filme, abordando tópicos como fugir de casa e encontrar lugares e pessoas com que nos sentimos bem; isso pode gerar uma visão melhor da vida familiar de seus alunos.

wall-e

#3 Wall-E

Por que assistir: Para falar sobre cuidado com o meio ambiente, a necessidade de se preservar a natureza e ter uma vida saudável. O filme é quase que totalmente mudo, mas emocionante, e as crianças vão se envolver com o robozinho Wall-e, deixado sozinho no planeta Terra.

Quando pausar: Assista ao início do filme, quando toda a poluição e o lixo são mostrados pela primeira vez, até que Wall-e encontre Eva (uma robô mais moderna que vem inspecionar a vida no planeta). Pergunte sobre os motivos de a Terra estar assim, e por que ninguém mais vive lá. Depois, assista ao relacionamento entre os dois robôs – ele está mais feliz ou triste por ter companhia? Qual a importância de se ter amigos e também de passar momentos sozinho? Pause mais uma vez após Wall-e ver os humanos em sua nave (hora de falar sobre alimentação saudável, exercício e tempo gasto com eletrônicos) e, então, assista ao fim da história.

Projetos: Logicamente, a história pede por uma conversa sobre preservação da natureza. Proponha que as crianças plantem uma sementinha (pode ser uma horta ou um canteiro de flores) no pátio da escola – e voltem semanalmente para regá-las e cuidar de seu crescimento, praticando a responsabilidade.

ponte-para-terabitia

#4 Ponte para Terabítia

Por que assistir: O filme mostra um menino de cidade pequena, Jess, que sofre bullying na escola e não se sente confortável para conversar com a família. É ideal para lançar essa discussão em sala, identificando desde cedo os sinais da agressão e frisando a importância de se falar com um adulto a respeito.

Quando pausar: Quando Leslie chega à escola e tenta fazer amizade com Jess, mas ele reluta em aceitá-la. Por que ele faz isso? Ele tem amigos na escola? Como as pessoas o estão tratando? Você gostaria de ser tratado assim? Pause novamente quando uma das meninas que implica com Jess chora e eles descobrem que ela tem problemas em casa – hora de falar do ciclo da violência, que leva as pessoas a fazerem coisas ruins, mesmo que, no fundo, elas queiram ser boas. O fim do filme é triste, mas mostra como uma pessoa pode mudar a vida das outras em torno dela com suas atitudes.

Projetos: Tratar as dinâmicas do bullying fica mais fácil através da ficção. Pequenas peças de teatro (ou role play) dão espaço às crianças para se expressar sem medo de serem julgadas. Ajude-as a elaborar histórias curtas e sugerir soluções para resolver os problemas criados.

divertida-mente

#5 Divertidamente

Por que assistir: Além de ser novidade (o filme acabou de entrar em cartaz), a nova animação da Pixar é encantadora até para os adultos, e trata dos sentimentos de forma muito madura. A história se passa dentro da cabeça de Riley, uma menina de 11 anos, mostrando como as emoções dela controlam suas ações e lembranças. Cada emoção é representada por um personagem: a Alegria, a Tristeza, o Medo, a Raiva e o Nojinho.

Quando pausar: Durante uma discussão, a Alegria e a Tristeza são jogadas para fora do cérebro de Riley – mas, antes disso, podemos ver como a cabeça dela funciona, e como os sentimentos vão dando cores aos acontecimentos da vida dela. Aproveite para pedir às crianças que contem lembranças felizes, bravas ou tristes e expliquem porque se sentiram assim. Ao longo do filme, quando Alegria e Tristeza estão tentando encontrar seu caminho de volta, falem sobre como as outras emoções são importantes na vida de Riley. Como seria estar alegre a todo momento? É bom sentirmos outras coisas, às vezes desagradáveis? Por quê?

Projetos: Use máscaras de sentimentos para ajudar as crianças a visualizar suas emoções – como o meu rosto se parece quando fico zangado? E feliz? Você pode aprender a fazer as máscaras aqui. Providencie também um espelho onde a turma possa fazer caretas e expressar sentimentos, analisando seus próprios traços e os de seus amigos, exercitando o autoconhecimento.

Lembre-se de documentar as sessões de cinema e as atividades realizadas em sala! Como alguns desses projetos não usam folhas de atividade que podem ser enviadas para os pais, utilize fotos e vídeos para capturar o desenvolvimento das crianças em cada etapa. Essas imagens também servem para facilitar a escrita de seus relatórios (clique aqui para dicas de como usar tecnologia para criar registros mais ricos). Tem mais sugestões de filmes para a Educação Infantil? Conte para a Eduqa.me nos comentários!

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

 

[/ms-protect-content]

 

Você rotula as crianças em sala?

Lembre-se de que crianças diferentes aprendem de formas diferentes. Quando um aluno não está acompanhando o ritmo da turma, pense em outras formas de ensinar antes de taxá-lo de "fracassado" (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros
0 Comments

Você rotula as crianças em sala?

Você rotula as crianças em sua sala de aula? Basta pensar um pouco sobre seu comportamento para com os alunos para descobrir – tente se lembrar: com que frequência a classe escuta que “a Gabi é comportada”, “o Matheus nunca faz tarefa” ou “a Juju é bagunceira”?

Esse tipo de sentença cria um estigma em torno da criança e pode desestimular seu desenvolvimento escolar e pessoal. Isso porque, especialmente na primeira infância, os pequenos ainda estão em processo de construção de caráter e personalidade. Ou seja, eles não sabem quem são e, por isso, irão facilmente se agarrar a qualquer definição oferecida. Afinal, é mais seguro repetir um comportamento, ainda que desagradável, do que viver com insegurança.

Portanto, ao ouvir de uma figura relevante – pais ou professores –que é inteligente ou irresponsável, a criança passa inconscientemente a repetir esses padrões. Isso impede que ela explore diferentes posturas e atitudes e, por consequência, construa uma imagem positiva e independente de si.

Esse tipo de comportamento costuma ser involuntário, com o professor sequer ciente da mensagem que está transmitindo para a turma. Mas é hora de prestar atenção. Confira uma lista de ações que devem ser evitadas em sala de aula.

Crianças reproduzem os comportamentos atribuídos a elas. Se você disser que "Maria é bagunceira", as chances de que ela continue se comportando mal aumentam (foto: Google)

Crianças reproduzem os comportamentos atribuídos a elas. Se você disser que “Maria é bagunceira”, as chances de que ela continue se comportando mal aumentam (foto: Google)

Apelidos

Para você, pode ser apenas uma forma engraçadinha de tratar a criança, mas apelidos baseados em comportamentos ou características físicas são uma maneira de diagnosticá-la perante o resto da classe. As crianças já inventam nomes umas para as outras espontaneamente – se isso for facilitado pelo professor, o peso aumenta ainda mais.

Se o apelido em questão vem de casa (“ele é desligado como o pai”, “ela não aprende nada”), aproveite o espaço da escola para desconstruí-lo. Não assuma que o veredicto da família está correto antes de fazer um esforço genuíno para conhecer a criança. Atente-se às causas desse rótulo para, então, combatê-lo, transformando a aula em uma oportunidade para que a criança descubra novas formas de expressão.

Tratamento diferenciado

Esperar sempre o melhor de um aluno e o pior de outro é garantia de fracasso para ambos os lados. Aquele que é visto constantemente como um sucesso tende a parar de se desafiar e testar novas atividades, com medo de falhar e perder sua imagem positiva. Enquanto isso, os que são tratados com descaso ou irritação antes mesmo de abrirem a boca, com base em conflitos anteriores, perdem a autoestima e confiança em suas habilidades.

Pelo contrário, o professor deve se esforçar por manter uma mente limpa a cada novo dia de aula, sem carregar ofensas e frustrações das lições anteriores – sim, é difícil! Procure valorizar o desenvolvimento individual, no ritmo de cada criança, sempre salientando suas conquistas. Busque elogios pertinentes, tendo em mente que há formas distintas de aprender e se relacionar, e encare as dificuldades de aprendizado como uma dessas particularidades – seu aluno não consegue aprender da forma como está sendo ensinado, porém isso não significa que seja incapaz de aprender através de outros métodos. Cabe aos adultos em torno dele ter dedicação para descobrir quais são eles.

Usar “ser” ao invés de “estar”

Relatórios e avaliações estão recheados desses julgamentos. Muitos professores recorrem a estereótipos para preencher lacunas em seus registros. Com turmas grandes e heterogêneas, nem sempre é possível fazer um acompanhamento próximo de cada criança, necessário para diagnosticar a origem de suas atitudes – daí o grande número de conclusões precipitadas nesses documentos.

Alegar que o aluno “é problemático” é diferente de explicar que ele “teve dificuldade na aprendizagem de matemática no último bimestre”. Substitua o verbo ser (determinante), pelo estar (pontual e mutável).

É usual que comportamentos agressivos, agitados, introspectivos sejam gerados pelo ambiente externo. Eles são formas de comunicação as quais às crianças recorrem quando não são capazes de lidar com a situação, e não um traço definitivo de sua personalidade.

Lembre-se de que crianças diferentes aprendem de formas diferentes. Quando um aluno não está acompanhando o ritmo da turma, pense em outras formas de ensinar antes de taxá-lo de "fracassado" (foto: Google)

Lembre-se de que crianças diferentes aprendem de formas diferentes. Quando um aluno não está acompanhando o ritmo da turma, pense em outras formas de ensinar antes de taxá-lo de “fracassado” (foto: Google)

Então, TUDO é rotular?

Não. Identificar diferenças entre as crianças é saudável e pode ser um gatilho para trabalhar a inclusão na escola. Apontar diversas maneiras de realizar uma tarefa abre os olhos dos pequenos às suas alternativas. Entretanto, isso deve ser feito com ênfase no positivo, deixando as críticas e repreensões para momentos particulares entre professor e aluno, ao invés de em público, diante dos colegas.

Isso é particularmente desafiador para o educador quando a criança em questão o desafia, questiona sua autoridade e desperta a insegurança com relação ao seu trabalho. Nessas situações, rotular parece uma saída fácil para “colocar o aluno em seu devido lugar”, erguendo o professor automaticamente a uma posição de respeito.

Afinal, rótulos são justamente usados como proteção contra o desconhecido – não somente na escola, mas em toda a sociedade. É mais simples encontrar uma categoria onde encaixar pessoas e ações de acordo com nossos próprios padrões do que conhecê-los a fundo antes de qualquer julgamento. É necessário de afastar dessas predefinições para de fato compreender o que está por trás da diversidade.

Em sala, isso se traduz em oferecer liberdade para o crescimento e para a mudança. Em não presumir que uma criança vá sempre agir de tal forma porque o fez uma vez. E, principalmente, em valorizar pontos fortes e encontrar maneiras de ensinar que desenvolvam ao máximo o potencial de cada um.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Educar para crescer

Pais e filhos

Criança em foco

Desenvolvimento infantil

4 dicas para lidar com crianças difíceis

Crianças agressivas ou defensivas costumam estar encobrindo alguma insegurança (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
0 Comments

4 dicas para lidar com crianças difíceis

Este texto é uma tradução do artigo “Fresh starts for hard-to-like students”, do Edutopia. Clique aqui para conferir o original!

Ainda que alunos difíceis sejam apenas crianças reagindo a emoções que elas próprias não entendem e não conseguem controlar, permanecer calmo e não levar o mau comportamento como uma ofensa pessoal podem ser tarefas árduas para o professor. Meu conselho: é hora de recomeçar do zero.

Crianças agressivas ou defensivas costumam estar encobrindo alguma insegurança (foto: Google)

Crianças agressivas ou defensivas costumam estar encobrindo alguma insegurança (foto: Google)

 

Crianças “duronas” estão, normalmente, encobrindo algum tipo de sofrimento. Elas se defendem dessa dor erguendo paredes de proteção para evitar se sentirem rejeitadas. Entretanto, os esforços dos adultos para penetrar essas paredes costumam ser rejeitados através de linguagem, ações ou gestos ofensivos. Essas crianças são como bebês, incapazes de verbalizar a causa de seu desconforto – e que precisam desesperadamente de paciência, determinação e afeto, de professores ou familiares que se recusem a recuar. Aqui estão algumas formas de se conectar (ou reconectar) com estudantes que se fazem difíceis de gostar.

Expresse gratidão aos seus alunos difíceis

Por semanas seguidas, tente expressar algo de positivo para seus alunos difíceis todos os dias. Por mais desafiador que pareça, garanta que sua primeira interação com eles seja sempre acolhedora. Por exemplo, quando uma criança que chega constantemente atrasada e desinteressada aparecer, evite o impulso de ignorá-la ou repreendê-la. Ao invés disso, faça um comentário feliz por ela ter vindo. Por exemplo: “Eu estava esperando você chegar, que bom que veio! Bem vindo. Nós estamos corrigindo a tarefa de casa”.

Espere até que o resto da turma esteja ausente para então comentar sobre suas preocupações ou estipular consequências pelo mau comportamento. Mas faça-o de modo a demonstrar que se importa com o aluno, perguntando sobre o motivo do atraso, e não com irritação.

Use palavras de encorajamento todos os dias

Palavras de encorajamento mantém as crianças conectadas e motivadas em sala de aula. Abaixo estão dez exemplos. Encontre situações para introduzir ao menos alguns deles diariamente:

  • Isso foi muito bom!
  • Hoje, você se superou ao fazer _____________!
  • Eu fiquei muito impressionada quando você _____________.
  • Foi incrível ver você fazendo _________________.
  • Uau, você se esforçou muito nisso!
  • Você deve se orgulhar disso.
  • Essa tarefa não era fácil, mas você conseguiu.
  • Obrigada por cooperar.
  • Você me deixou muito feliz ao fazer ____________.
  • Parabéns!
Fale com seus alunos difíceis da mesma forma com que conversa com os mais comportados (foto: Google)

Fale com seus alunos difíceis da mesma forma com que conversa com os mais comportados (foto: Google)

 

Aja com seus alunos difíceis como age com seus melhores alunos

Quem é a criança mais comportada e motivada da classe? Quando você pensa nela, quais adjetivos lhe vêm em mente? Quando vocês interagem, quais comentários surgem naturalmente? Quando essa criança comete um erro, qual a sua reação? Por uma semana, tente agir da mesma forma com seus alunos mais difíceis e menos comportados.

Mande anotações positivas aos pais

Prepare um e-mail ou anotação em caderno que registre comportamentos positivos e outras conquistas da criança que você observou recentemente. Mostre o recado a ela antes de enviá-lo.

Mesmo se você não reparou em nenhum comportamento marcante, escreva uma mensagem positiva – como se a atitude que você está esperando já houvesse acontecido. Então, mostre o texto para a criança e pergunte a ela se acha que aquele é um bom momento para mandá-lo aos pais.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal