Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

Fonte: Mãe me quer

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
0 Comments

Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

No post anterior falamos sobre o desenvolvimento do 0 aos 3 anos, sobre a arquitetura do cérebro e qual o impacto das experiências vividas nessa idade. Hoje vamos apresentar o que pode ser feito para promover o desenvolvimento ideal dessa criança.

Para que o cérebro da criança se desenvolva com qualidade, ela precisa de três tipos de experiências ou vivências básicas e integradas: as sensoriais, as emocionais e as motoras. São esses tipos de experiências que darão os “insumos” que o cérebro precisa para se adaptar ao ambiente. Além disto, para a promoção desse desenvolvimento, uma boa qualidade de sono e uma alimentação adequada também são essenciais (falaremos sobre isto mais adiante).

O cérebro precisa dos estiímulos sensoriais, porque tudo chega a ele através dos sentidos. Portanto, para desenvolver o cérebro é fundamental estimular os sentidos (tato, olfato, audição, paladar e visão) através do componente emocional. Isso porque o vínculo afetivo é essencial tanto para motivar a criança em sua adaptação ao novo ambiente, quanto para promover a sua estruturação e a organização neurológica.

Sabemos, por exemplo, que a criança que não forma um vínculo emocional, ou uma relação de apego segura com a sua mãe, ou com o seu cuidador principal, na primeira infância, posteriormente pode encontrar muitas dificuldades para se adaptar aos ambientes e condições desafiadoras que lhe forem apresentadas. O afeto do seu cuidador é a primeira condição para que a criança se desenvolva bem. A falta de afeto nos primeiros anos deixa marcas definitivas no desenvolvimento humano.

Leia mais em: Como trabalhar afeto na Educação Infantil.

Além desses componentes sensório-emocionais (e a eles integrado), a criança precisa do movimento, não só para aprender a utilizar o corpo, mas também para ativar e desenvolver regiões neurológicas especializadas.

Quais são os fatores que podem vir a prejudicar este desenvolvimento?

Fonte: PPI

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

Fonte: Toda criança pode aprender

Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
0 Comments

Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

O desenvolvimento infantil, em específico, significa todo o processo de mudanças que leva a criança a alcançar uma maior complexidade nos seus movimentos, pensamentos, emoções e relações com o mundo e com as outras pessoas. É, portanto, o ponto de par da para nosso desenvolvimento como seres humanos.

A primeira infância, em especial os 3 primeiros anos de vida (chamados de primeiríssima infância), são o período em que a arquitetura do cérebro começa a se formar. As experiências vividas pela criança nesse período têm um impacto importante e duradouro no seu desenvolvimento, podendo formar uma base cerebral forte ou frágil para a aprendizagem, o comportamento e a saúde, ao longo da vida.

Os fatores genéticos contribuem no caminho do desenvolvimento, mas as experiências (principalmente as experiências do 0 aos 3 anos de vida) podem moldar a expressão dos genes.

As nossas experiências podem modificar alguns traços comportamentais herdados geneticamente e, vale ressaltar que, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe, já estamos passando por experiências. Neste período intrauterino, tudo o que a nossa mãe consome, sente ou vive, chega até nós, e pode vir a promover modificações no nosso processo de desenvolvimento cerebral.

Até mesmo no momento do nascimento, a facilidade ou a dificuldade com que nascemos ou começamos a respirar, ou mesmo a e ciência ou não do nosso serviço de saúde, também podem afetar significativamente o processo de desenvolvimento do nosso cérebro.

Apesar da arquitetura do cérebro de cada um de nós continuar sofrendo modificações durante toda a vida, em função das nossas vivências, é na primeiríssima infância que acontecem as experiências mais marcantes que podem ou não dificultar o desenvolvimento do cérebro. Na medida em que ficamos mais velhos é mais difícil modifificar a arquitetura do cérebro.

Portanto, o que acontece na infância deixa, efetivamente, marcas para toda a vida.

Assim sendo, vivenciar experiências positivas na primeira infância influencia na formação de uma estrutura e de uma arquitetura cerebral mais apta para nos fazer superar dificuldades. Essas experiências positivas e a consequente melhor estruturação cerebral, preparam a criança para ter maior sucesso na alfabetização, para desenvolver mais habilidades ao longo da vida, para ser mais saudável e mais madura emocionalmente, etc.

Por isso a necessidade de termos um olhar mais cuidadoso e especial sobre esta fase da vida.

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Como o professor pode ajudar crianças tímidas?

Fonte: Baby center

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios
1 Comment

Como o professor pode ajudar crianças tímidas?

Toda sala de aula conta com um punhado de crianças agitadas, algumas desobedientes, que apresentam relutância em seguir as regras. Toda sala contém, também, outras crianças, essas pertencentes a um segundo grupo, o dos “quietinhos”. Os quietinhos falam menos e em voz mais baixa, obedecem sem pestanejar e costumam ser elogiados nas reuniões com os pais.

Muito bom, certo? Dentre eles, porém, é possível que haja crianças com sérios problemas relacionados à timidez e que podem acabar negligenciadas. Afinal, quem demanda mais atenção do professor? Normalmente, os bagunceiros recebem intervenções frequentes, em detrimento daqueles que “não dão trabalho”.

O que é a timidez – e como identificá-la?

Rear view of a child wearing a hooded top, sitting on his own in a playground.

A timidez é um traço de personalidade, não uma doença – ela só requer atenção extra quando é fonte de sofrimento para a criança (foto: Huffpost)

A timidez é um traço de personalidade como qualquer outro e, em doses moderadas, não prejudica o desenvolvimento da criança nem é considerada doença. É o caso de crianças que possuem amigos e conseguem se adaptar ao ambiente escolar (ou festas infantis, eventos familiares, etc.), mesmo sendo discretas, retraídas.

Já quando a introspecção traz sofrimento para a criança, é necessário observar e intervir. Esses são sinais aos quais se deve ficar atento:

  • Ela evita passeios, excursões e outras situações de interação social que deveriam ser prazerosas?
  • Procura se manter isolada e brinca sozinha constantemente?
  • Sai correndo ou esconde-se diante de estranhos ou grandes grupos de pessoas?
  • Tem baixo rendimento escolar por não conseguir interagir com colegas ou professores (realizar atividades em grupo, participar de rodas de conversa)?

Crianças tímidas têm baixa autoestima e acreditam que estão sendo avaliadas o tempo todo. Seu medo é de não atingir as expectativas dos colegas, por isso, elas se preocupam excessivamente com o que dizer, como agir, o que vestir, como se comportar.

Quando se sentem expostas, essas crianças apresentam alguns sintomas:

  • Suor;
  • Palmas das mãos geladas;
  • Frio na barriga ou enjoo;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Gagueira ou inabilidade de falar;
  • Angústia e nervosismo.

O que causa (ou agrava) a timidez?

Pais superprotetores são um dos fatores que causam a timidez excessiva e a insegurança (foto: Baby Center)

Pais superprotetores são um dos fatores que causam a timidez excessiva e a insegurança (foto: Baby Center)

A princípio, a timidez, assim como a extroversão, é um traço genético – mas o ambiente tem um papel relevante em apaziguá-la ou estimulá-la. O meio familiar influencia muito no comportamento da criança: pais tímidos, que evitam situações sociais ou são pouco comunicativos, transmitem essa inibição para os filhos (além de proporcionarem menos oportunidades para que eles a superem, afinal, também querem evitar grandes grupos).

O mesmo acontece quando a família age de forma superprotetora, privando a criança de experiências e relacionamentos externos. Adultos que agem como se o mundo fosse um perigo constante para a criança acabam deixando-a insegura e retraída.

Ambientes agressivos ou instáveis também pode ocasionar uma timidez excessiva.

Como o professor pode ajudar?

Descubra quais os interesses da criança tímida e tente inseri-los em sala de aula, para que ela queira participar (foto: Baby State Parent)

Descubra quais os interesses da criança tímida e tente inseri-los em sala de aula para que ela queira participar (foto: Baby State Parent)

Em primeiro lugar, é importante que o professor não exponha a criança a situações que causem constrangimento para ela. Obrigar uma criança tímida a escrever no quadro-negro ou ler um texto, sozinha, diante dos colegas, pode ser traumático.

O acompanhamento deve ser feito gradualmente, inserindo-a em contextos amigáveis em que ela se sinta segura para colaborar.

  • #1 Fortaleça o laço entre o professor e a criança tímida:

Converse com ela em particular para descobrir seus interesses e incentivar o diálogo. Ela precisa de ajuda para aprender a se expressar, portanto, demonstre interesse, elogie e faça perguntas. Em sala de aula, o aluno inibido pode se sentar perto do professor, para que consiga falar sem precisar gritar ou se levantar (e, consequentemente, sem atrair muita atenção para si).

  • #2 Ensine sobre convivência e interação social 

Projetos que trabalhem o respeito, a colaboração e o diálogo vão criar um ambiente seguro na escola. Comece do básico, praticando pequenos gestos que gostaria de inserir na rotina – olhar nos olhos do outro ao falar, sorrir, pedir “por favor” e “com licença”, agradecer, oferecer ajuda aos colegas e professores.

  • #3 Crie situações de trabalho em pequenos grupos

Organize a turma em duplas ou trios para criar situações de interação entre as crianças. O mais indicado é que o professor defina os grupos com antecedência, assim, não há risco de uma criança não ser escolhida pelos seus pares.

Colocar duas crianças tímidas juntas pode ser uma forma não ameaçadora de começar, afinal, nenhuma das duas terá todo o protagonismo durante a atividade. Contudo, uma criança tímida e outra, extrovertida, com certeza também vão se beneficiar muito do relacionamento (nesse caso, procure pensar em assuntos que interessam ao tímido, para que ele sinta que pode contribuir com a equipe).

  • #4 Descubra os interesses da criança tímida e explore-os em sala 

Ela gosta de insetos? Aviões? Construir castelos com blocos de montar? Pintura com tinta guache? Falar sobre dinossauros? Encontre tópicos que sejam do interesse da criança tímida para que ela tenha um incentivo a mais para participar da aula.

  • #5 Faça combinados

Quando a criança não quiser participar de uma atividade, tente chegar a um meio termo. Talvez ela não esteja preparada para cantar no palco em uma apresentação, mas será que não gostaria de tocar um pandeiro para acompanhar a canção? Ler para os colegas, em pé, em frente à classe, não pode ser substituído por ler apenas algumas linhas sem se levantar?

  • #6 Oriente a família da criança

Se for o caso, marque reuniões com os pais e ajude-os a traçar um plano para superar a timidez. Encoraje-os a participar de eventos da escola (como festa junina ou apresentação de Natal) e sugira que convidem alguns coleguinhas do filho para brincar nos finais de semana.

Os primeiros encontros podem ser breves, de apenas algumas horas – assistir a um desenho animado, cozinhar algo gostoso, passar a tarde na piscina, ir ao parque – e uma só criança pode ser convidada. Mais adiante, eles podem experimentar visitas mais longas, como dormir na casa do amigo ou viajar por alguns dias.

Outras atividades, como teatro, coral, dança e esportes em equipe também são excelentes para fortalecer os vínculos entre as crianças e cultivar a autoestima da criança tímida.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

SOS Professor

Educar para Crescer

Revista Crescer

Guia Infantil

 

Por que as crianças brigam?

Sibling, brother and sister fighting pulling each other faces

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
0 Comments

Por que as crianças brigam?

As crianças estão brincando juntas, até que acontece – uma pega o brinquedo da outra, todas querem ser o mesmo personagem no faz-de-conta, alguém é excluído do grupo e o conflito é instaurado. Nesse momento, o professor deve ter bem claro o modo como quer resolver o impasse: ele se intromete, dá uma bronca e exige desculpas ou deixa que as crianças resolvam suas diferenças por conta própria?

Por que as crianças brigam?

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Para tomar essa decisão, é preciso entender por que as crianças brigam. Será que elas simplesmente são agressivas, mimadas ou egoístas? É claro que não – elas estão, porém, passando por uma etapa crítica do desenvolvimento social, abandonando aos poucos o autocentrismo (quando ainda não conseguem se colocar no lugar do outro ou compreender outros pontos de vista que não o delas mesmas).

A escola tem um papel essencial nesse crescimento, oferecendo o primeiro ambiente em que os pequenos precisam dividir… Absolutamente tudo. A atenção, o afeto, o espaço, os brinquedos, que, em casa, estão sempre à disposição, agora são comunitários. E isso não é uma mudança fácil de se aceitar. Dessa adaptação, surgem os momentos de agressividade.

Leia mais: Habilidades socioemocionais são mais importantes que notas altas.

Primeiro, porque as crianças querem testar sua autoridade, seu poder. Dar ordens aos colegas, aos irmãos menores e outras crianças é uma forma de testar seus limites e descobrir o quanto suas vontades valem. Conflitos ocorrem quando duas ou mais crianças estão tentando definir seus limites e impor suas opiniões.

Em seguida, vem o fato de que, na Primeira Infância, a linguagem e seus significados ainda estão sendo construídos. Ou seja, empurrar, morder ou bater não são sinais de maldade, mas sim de que a criança ainda não aprendeu outras formas de resolução de problemas. O mesmo vale para choros e acessos de raiva (que vão continuar ocorrendo, caso ela perceba que surtem efeito).

Essas são razões perfeitamente normais e saudáveis para brigas infantis, que fazem parte do processo de desenvolvimento de empatia e da compreensão de regras sociais.  Existem, contudo, sinais que o professor pode observar quando a violência é excessiva.

O que causa problemas socioemocionais?

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Sempre é indicado manter um olhar atento para perceber comportamentos fora do normal. Pesquisas mostram que entre 5 e 10% das crianças enfrentam dificuldades crônicas de relacionamento com seus pares, dentre elas a rejeição ou hostilização. Se não houver intervenção, elas podem causar queda no desempenho acadêmico, problemas de adaptação na adolescência, evasão escolar e mesmo uma probabilidade mais altas de envolvimento com drogas ilícitas ou criminalidade. A saúde é prejudicada: problemas socioemocionais precoces estão relacionados a doenças como depressão e ansiedade.

Identificar crianças que estejam enfrentando dificuldades de relacionamento exige um olhar apurado não só para o comportamento que ela apresenta na escola, mas para suas relações familiares e socioeconômicas, sua saúde, seus potenciais e dificuldades intelectuais.

  • #1 Comportamento:

Quando momentos de agressividade foram muito frequentes, algo pode estar errado. Crianças muito isoladas ou extremamente tímidas também devem ser acompanhadas. Isso porque as falhas na comunicação fazem com que elas sejam mais facilmente excluídas pelos colegas.

  • #2 Saúde:

Para crianças com deficiências físicas, intelectuais ou emocionais, relacionar-se com o resto da turma é um desafio.

  • #3 Família:

As crianças aprendem com os comportamentos que vivenciam. Como os pais ou parentes resolvem conflitos em casa? Como é o ambiente em que ela vive? Será que ela se sente segura? Procure saber quais são os hábitos da criança em casa – exposição a filmes, vídeos e jogos violentos, por exemplo não são indicados na Primeira Infância (quando ainda não se faz distinção do real e do fictício) e podem trazer à tona comportamentos agressivos.

  • #4 Situação econômica:

A situação econômica precária pode influenciar o desenvolvimento da criança, que necessita de um ambiente seguro e acolhedor. Novamente, a sensação de segurança é fundamental, mas também a nutrição, a higiene e o bem-estar.

Prevenir e intervir

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Há duas formas de trabalhar as habilidades de socialização das crianças: através da prevenção e da intervenção. Elas vão se desenrolar ao mesmo tempo, ou seja, não são excludentes.

A prevenção diz respeito a promover as competências necessárias para a solução de conflitos através de brincadeiras, atividades lúdicas e de grupo, antes que um desentendimento aconteça. É quando as crianças aprendem, sob supervisão e com situações planejadas, a reconhecer sentimentos, a dividir, a ceder ou insistir.

Quer aprender a fazer Máscaras de Sentimentos? Clique aqui!

Já a intervenção, por outro lado, vai ocorrer quando crianças ou grupos em particular estiverem com problemas de relacionamento. Nesses casos, são abordados os comportamentos específicos daqueles alunos em uma conversa (sempre privadas, não em frente ao resto da turma ou de maneira que possa humilhá-los). O professor pode sugerir alternativas, apresentar estratégias para lidar com as emoções, fazer perguntas para entender as origens do problema ou convidar a família para que ajam em conjunto.

Confira 5 atitudes positivas para uma reunião de pais e professores de sucesso!

A psicóloga Fernanda Furia, fundadora do Playground Inovação, em Florianópolis, acredita que envolver as crianças no debate seja uma alternativa saudável. Por meio de questionamentos, o professor pode levantar temas de discussão, mas é importante deixar que elas se expressem e expliquem o que causou a mágoa ou irritação. Essas opiniões podem inclusive ser o ponto de partida para projetos com toda a turma.

Você pode assistir ao bate-papo entre a psicóloga e as professoras da Wish School no vídeo abaixo. No último sábado (07/11), as convidadas discutiram dificuldades socioemocionais na escola e responderam perguntas de outros professores:

Dicas para cultivar o bom relacionamento na rotina

Ser constante faz toda a diferença – de nada adianta uma longa palestra sobre tratar bem os colegas se, durante o resto da aula, o professor se exalta ou permite os comportamentos que havia desencorajado. Quando uma regra é dada, ela precisa ser cumprida por todos (inclusive os adultos)!

  • Seja o exemplo:

Pais, professores e familiares devem exibir o comportamento que querem que as crianças repitam. Caso as crianças sejam ensinadas a não dizer palavrões, não gritar ou não agredir fisicamente o colega, os adultos precisam fazer o mesmo.

  • Estabeleça regras com a turma:

Pergunte o que as crianças acham que deveria se tornar uma regra de convivência e o porquê. Explique também as regras que você está impondo, para que todos entendam sua necessidade. Você pode dar uma olhadinha nesse atividade para se inspirar!

  • Trabalhe o vocabulário:

Ajude-as a perceber as emoções dos colegas usando descrições como “Ele está chorando porque está triste” ou “ela está franzindo o rosto porque está irritada”. Também faça perguntas para que as crianças tentem colocar em palavras o que sentem. Pergunte “por que você fez isso?”, “como você se sentiu?” e “o que gostaria que seu colega tivesse feito?”.

  • Ofereça escolhas:

Principalmente para as crianças menores, é importante dizer de que maneiras elas podem agir dando instruções claras. Com um ou dois anos, elas ainda não conseguem separar emoções e costumam ser levados por suas próprias cenas de raiva ou choro. Diga: “você chorou e isso não fez o Lucas devolver o brinquedo. Você pode se acalmar e dividir o brinquedo ou pode escolher outra coisa para fazer”. Isso as ajuda a parar, recuperar a calma e superar o problema.

  • Não resolva tudo sozinho:

Ao invés disso, oriente as crianças para que elas mesmas encontrem soluções para seu conflitos. Quando elas acharem uma resposta, ofereça elogios e reconhecimento pelo bom comportamento.

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção na palavras (foto: Huffington Post)

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção nas palavras (foto: Huffington Post)

  • Saiba que palavras podem ser tão ruins quanto agressões físicas: adultos tendem a se mobilizar mais quando duas crianças brigam fisicamente do que quando o conflito é verbal. Isso é um erro – frequentemente, excluir alguém do grupo, dar apelidos ou fazer comentários humilhantes é mais prejudicial ao desenvolvimento da criança, e tem um efeito direto na autoestima. Não dispense essas ocorrências como “coisa de menina”, o que normaliza a atitude negativa.
  • Organize os espaços para incentivar atividades em equipe: repare se a sala de aula permite que as crianças trabalhem juntas. Escolha brinquedos e jogos que envolvam cooperação e diálogo.
  • Mantenha a calma: lembre-se de que nem toda briga é o fim do mundo. Não exagere. As crianças vão reagir de acordo com a reação dos adultos; ou seja, se você transformar um pequeno conflito em algo feio, grave ou perigoso, é assim que elas vão encará-lo. Reflita sobre a gravidade da situação e deixe que pequenos incidentes sejam logo esquecidos.

Gostou?

Que tal então entender mais sobre os sentimentos e autoavaliação?

Nossa dica é que você faça a avaliação formativa e experimente registrar tudo para refletir.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

PBS

Enciclopédia sobre Desenvolvimento na Primeira Infância

Guia Infantil

Parenting Exchange