Atividade: Escute o Sino

Fonte: Google

Atividades/Registros
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Atividade: Escute o Sino

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Atividades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Com as crianças em silêncio, toque um sino e peça a elas para ouvirem atentamente a produção do som. Diga-lhes para permanecerem em silêncio e levantarem as mãos quando já não ouvirem mais. Em seguida, peça que continuem em silêncio durante alguns segundos (20s /30s) e prestem muita atenção aos outros sons que ouvem depois que o sino parou (barulho de carro, obra, vozes do corredor, etc).

Por fim, sentados em círculo, peça às crianças para dizerem todos os sons que notaram naquele minuto.

Registre!

  • Como está a atenção da sua turma?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Amigos da Respiração

Fonte: Jornal Metrópoli

Atividades/Registros/Práticas inovadoras
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Atividade: Amigos da Respiração

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Habilidades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Dê um amigo de respiração (bicho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo) para cada criança. Fale para as crianças deitarem no chão, colocando o brinquedo em suas barrigas.

Diga-lhes para respirarem em silêncio (contando vagarosamente de 1 a 3 para inspirar e o mesmo para expirar).

Durante a respiração peçam para observarem como o seu amigo da respiração se move para cima e para baixo. Deixe-as fazendo isso por 1 minuto.

Além de estimular a capacidade de atenção, essa atividade auxilia crianças “agitadas”.

Registre!

  • Respire fundo e registre!
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças
Registros/Desenvolvimento cognitivo
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4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças

No post anterior falei sobre o papel da curiosidade na aprendizagem e como essa palavrinha é um “material escolar” imprescindível na Escola.
Toda curiosidade brota de uma boa pergunta, não é verdade? Uma boa pergunta se transforma em uma ferramenta mega poderosa que é capaz de transformar e ativar processos de raciocínio no ser humano.
Por este motivo é  super importante que o professor saiba formular, com intenção, perguntas que norteiam um pensamento eficiente. A boa pergunta deve direcionar a observação, provocar a análise, incentivar a comparação e propor uma elucidação a fim de que o curioso possa chegar, por si só, a uma ou mais conclusões.

1 – Faça as perguntas certas

Segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a curiosidade prepara o cérebro para o aprendizado.
Ao provocar a curiosidade deixamos o cérebro aquecido para o novo. É como se toda nossa cachola ficasse em estado de alerta a fim de entender o porquês das coisas. Automaticamente fazemos conexões com coisas que aconteceram e as perguntas vão surgindo buscando novas respostas e brotando novas perguntas, legal, não é?

Por isso, minha sugestão é que você comece o jogo do curioso fazendo perguntas provocadoras, tais quais:

  • O que é isso?
  • Para que serve isso?
  • Por que se faz isso?
  • Quem inventou isso?

Essas são perguntas básicas que podem ser feitas pelo professor cada vez que surgir algo novo. Provocar as crianças com  essas perguntas é uma maneira inteligente de provocar conexões e os olhares e, pode apostar, que as respostas começarão a aparecer.

2 – Saiba ouvir

Professor, é preciso estar atento à resposta dada pela criança para saber reconhecer se deve ser feita outra pergunta para direcionar essa criança ou se a resposta já se encontra ali, logo adiante do caminho da aprendizagem. Pode ser também que a resposta surja no contexto criado pela sala ou que nem apareça naquele dia ou ano.

Sugiro que você controle a respiração e a ansiedade para ouvir todos os questionamentos das crianças e para que elas tenham a chance de desenvolver o pensamento crítico e reflexivo.

Escutamos muitas respostas inusitadas, criativas e surpreendentes não é mesmo? As respostas ou perguntas das crianças são muito relevantes e nos servem também como material para refletir nossa prática pedagógica.

Além de saber ouvir precisamos anotar o que quer que entendamos que tenha sido relevante para aquela criança! Mas como fazer anotações em meio 25 alunos, no parquinho da escola em um momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de aventuras e aprendizados?

Quando faço as anotações crio um monte de papel, rascunhos e escrevo tão rápido que acabo nem entendendo depois, ou não lembro o contexto e por aí vai…

Por conta disso comecei a usar a Eduqa.me e fazer registro ficou uma tarefa super tranquila. Desde então nunca mais deixei escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança e a Eduqa.me passou a me ajudar no planejamento, nos registros e a preservar esses momentos únicos em sala de aula.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, consigo fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

3 – Não entregue tudo pronto

Por muito tempo o professor foi detentor do conhecimento. Lembra que era de praxe o professor chegar em sala despejando seu conhecimento como uma verdade acabada e sólida?
Pois é, mas hoje, no mundo beta em que vivemos, o que sabemos é que nada sabemos e que tudo é mutável e que mais importante que as respostas são  as interrogações para que a curiosidade seja brotada na cabecinha da criançada.

Aprendemos que a nossa sala de aula é uma grande laboratório e como tal deve ser um espaço para desbravar novos conhecimentos nos objetos; nas rodas de leituras; nas pessoas; na natureza; nas revistas e no nosso melhor amigo google.

4 – Além dos muros da Escola

Curioso que é curioso leva a curiosidade pra onde vai. Tanto da casa para a escola, quanto da escola para a casa e isso vai desde valores a conceitos.

Pais e Escolas devem ser parceria e não devem deixar a criança sem respostas. Pior coisa para um curioso é não ter onde buscar seus questionamentos. É preciso ajudar essa criança a fazer assimilações e pontes para o aprendizado.

E o professor curioso? Ah, esse entra na Eduqa.me para começar a fazer seus semanários na plataforma. Seja curioso, acessa e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Registros/Rotina pedagógica/Práticas inovadoras
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Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

O que você vai aprender com esse caso?

Se você é professora, coordenadora ou diretor em alguma escola de educação infantil e fundamental, recomendo muito que preste atenção neste artigo. Vamos mostrar como um de nossos clientes, o Centro Educacional Jardim Encantado, trabalhou junto com a Eduqa.me para resolver os problemas na árdua tarefa de organizar e gerenciar os semanários, registros e relatórios escolares, bem como construir um acervo de atividades acessíveis promovendo troca e colaboração entre os professores. Também vamos mostrar como a escola se tornou ágil na comunicação entre coordenadores pedagógicos e professores.

A Escola

O Jardim encantado é uma Escola de Educação Infantil e Berçário que fica no Paraná em uma cidade chamada Meridianeira. A Escola adotou a Eduqa.me no começo do ano e no primeiro mês, teste,  foi um processo de adaptação e reconhecimento dos professores. Como os professores usaram e acharam fácil, o Diretor assinou a Eduqa.me e começou o trabalho. Primeiramente a implementação foi feita com professores e em seguida foi expandindo para a família. Hoje os professores fazem todos os seus semanários na Eduqa.me e também os registros de atividades de cada classe e das crianças, assim a família também faz acompanhamento das atividades que seus filhos fazem na escola. Desde fotos, questionários e anotações pertinentes a cada criança. Como o Jardim Encantado é uma escola aberta às devolutivas, a plataforma também tem contribuído muito nesse aspecto, pois a família chega hoje na Escola desejando obter informações dos seus filhos e o Diretor acessa o sistema e já tem uma resposta pronta, sem ter que chamar o professor na sua sala de aula.

#Na Prática

Os professores acessam a Eduqa.me e criam uma rotina de atividade para desenvolver as crianças semanalmente, isto é, o semanário. Assim a coordenação e a direção ficam cientes do semanário imediatamente. Além desse compartilhamento, tanto o professor, quanto o coordenador, podem fazer comentários nas atividades do semanário, com isso agilizam a troca de informação e esclarecimento de dúvidas. Uma vez que existe essa transparência a responsabilidade passa a ser de todos os atores da Escola. Desta maneira a direção passa a ser responsável e a ter mais propriedade para dialogar direto com a família sem ter que chamar o professor na sua sala de aula. 

“Não tem a necessidade de fazer a pergunta: – vou perguntar para o professor para saber o que está acontecendo, eu simplesmente acesso e pronto. A resposta está ali, pronta. É legal porque ajudando os professores nesse processo as coisas ficam mais fáceis para todos e a Escola tem mais fluidez.”

Alexandre – Diretor do Centro Educacional Jardim Encantado

Hoje a Escola conta com 47 crianças cadastradas na plataforma, 4 professores docentes, 1 coordenador pedagógico e 1 Diretor. A escola usa a Eduqa.me há 4 meses e já tem catalogado em seu baú de atividades mais de 900 atividades mapeadas em 14 áreas do conhecimento.

Números do colégio Jardim Encantado

Números do colégio Jardim Encantado

 

Toda essa informação gerada pela escola antes era perdida pois não havia a possibilidade de resgatá-las para discutir e reorientar as práticas pedagógicas. Além disso, muitas anotações importantes sobre as crianças não eram feitas pois caiam no esquecimento. Agora coordenador e diretor podem fazer diversas buscas sobre uma série de informações pedagógicas na plataforma. Como por exemplo buscar as atividades de linguagem feitas nos últimos 3 meses, visualizar de maneira clara as atividades com os registros em fotos e vídeos, resgatar essas atividades para possíveis relatórios, replicar, co-criar, repensar e decidir o que muda ou não para os próximos meses. Agora o colégio também conta com um acervo de todas as suas atividades feitas. Todas com fácil acesso e salvas em  um local seguro prontas para serem reaproveitadas com apenas um clique.

O Desafio

O principal desafio do Jardim Encantado era:

Organizar e gerenciar a documentação pedagógica.

Como resolver esses dois problemas sem tomar mais tempo da coordenação e dos professores, em um dia a dia tão corrido como o escolar? Com a documentação em ordem seria possível balizar qual área do conhecimento estava defasada e a partir dessa constatação gerar um plano de ação para as atividades certas para o  desenvolvimento infantil de cada classe. 

Apesar da Escola já fazer a documentação usual com planilhas, cadernos e documentos impressos, os semanários eram sempre o grande ponto de atenção, pois na maioria das vezes a rotina da Educação Infantil era puxada e a rotina consumia a maior parte do tempo dos professores.

A Solução

Obviamente que a  qualidade do ensino depende de muitos fatores, em graus diferentes, mas a solução que a Eduqa.me propõe é fazer toda a documentação pedagógica com uma única ferramenta que é acessível do celular, tablet ou computador.

Semanário:

Para o semanário o professor planeja e a coordenação acompanha em tempo real o planejamento de todas as turmas. Sem envio de e-mails e vários outros documentos. Hoje as devolutivas são feitas no própria plataforma, facilitando o diálogo, a busca e a organização.

Registros:

A escola optou por registrar por texto, foto e vídeo. Desta maneira os registros ficam mais completos e ricos e é possível saber o universo das atividades lecionadas, qual área do conhecimento está sendo mais estimulada e quais são os pontos de atenção das demais áreas e, principalmente, das crianças.

Escrever sobre a prática faz pensar e refletir cada decisão tomada, permitindo aprimorar o trabalho diário da sala de aula e adequá-lo com frequência às necessidades dos alunos e trocar os aprendizados com outros professores passa a ser consequência. A Eduqa.me permite que essa tarefa seja feita de forma simples.

Anotações individuais:

Um dos recursos mais importantes da Eduqa.me, aqui na mesma hora que o professor faz um registro para toda a classe ele consegue fazer anotações individuais de cada criança, ou seja, o professor pode anotar uma fala, um comportamento e essa anotação vai direto para o perfil da criança ajudando a compor seu portfólio online.

O Baú de Atividades:

Outro recurso de muito destaque é o Baú de atividades, nele ficam armazenadas todas as atividades que o professor planeja. O Baú também permite que o professor compartilhe suas atividades planejadas com professores de todo o Brasil ou busque novidades de outros professores para a aula da semana. O professor pode criar, pesquisar, co-criar e compartilhar suas atividades. Agora o Jardim Encantado conta com um báu de fácil acesso com mais de 550 atividades até o momento, essas atividades podem ser usadas na própria escola e, até mesmo, se compartilhadas no baú público, podem ser copiadas por qualquer professor do Brasil.

Afinal de contas educação sem troca, não é educação.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

O ócio criativo

Fonte: alto astral

Registros/Rotina pedagógica
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O ócio criativo

“Ai se eu pudesse comprar um pouquinho de criatividade… seria ótimo!”

Quem nunca pensou nisso? Com certeza este já foi o desejo de muitos, inclusive em ser o dono desta loja de preciosidades.

Parece que chega um período do ano ou mesmo em determinadas situações onde nos é exigido uma intervenção mais complexa no trabalho, por exemplo, que nos falta a criatividade.

O livro “O ócio criativo” de Doménico de Masi é uma boa leitura para quem quer refletir e se inspirar em busca da criatividade.

Embora tenha um início bastante técnico, o livro passa a mensagem de que para se conseguir criar, seria ideal que fizéssemos pouca ou nenhuma distinção entre o trabalho e o tempo livre.

A proposta é divertir-se o máximo possível no trabalho e aproveitar o tempo livre fugindo daquela ideia cristalizada trazida por Ford e Taylor sobre o trabalho mecânico e com hora para começar e acabar.

De Masi fala em humanizar o trabalho e não o mecanizar. Empresas mais criativas e produtivas permitem que as pessoas possam trabalhar em casa, mas é claro que isso não se aplica a todas as profissões. O professor necessita estar num ambiente mais estruturado de trabalho, mas nem por isso, deve estar engessado a ele.

Sabe-se que a teoria é muito mais bonita do que a prática, mas não custa nada tentar. Tentar transformar aquilo que é monótono em algo novo, ou seja, transformar, inovar os recursos que temos.

A criatividade é a palavra-chave para um bom trabalho na escola e o professor a cada dia é desafiado a inovar, inventar e agir frente a questões instigantes.

criatividade

O ócio criativo é o trabalho mental que acontece até quando não estamos fazendo nada, parados. É o pensar sem regras, sem a pressão e o tempo do relógio.

“Ociar” não é apenas ficar de pernas para cima sem fazer nada, é a inovação, ousadia de agir. É a qualidade de vida ou pelo menos a busca constante por ela.

Referência:

O ócio criativo. Domenico de Masi. Brasil: Editora Sextante, 2000.

Quer ter mais tempo para o ócio criativo?

Experimente a Eduqa.me!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Por que escolhi ser professor?
Carreira/Formação/Registros
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Por que escolhi ser professor?

Você já se perguntou o que é ser professor?

Muitas vezes, se escuta que ser professor é gostar de criança, é ter paciência, saber desenhar, ter letra bonita, gostar de ler e estudar.

Mas será que isso é suficiente?

NÃO! Ser professor ultrapassa as barreiras do ter ou gostar, é preciso diferentes construções internas; é preciso “SER”.

Os valores, os desejos, a esperança, os anseios, as motivações, a persistência, o respeito, o saber, a honestidade, a perseverança e o comprometimento com o ensinar é que farão a diferença no ato de ser e se constituir professor, e essas habilidades são aprendidas nas complexas relações com o ensino aprendizagem, ou seja, entre o professor e o aluno.

A complexidade em ser professor começa com o processo de escolha da profissão. Muitas pessoas, quando decidem lecionar, não levam em conta o que é ser professor, baseiam-se em preceitos superficiais, como gostar de criança, por exemplo.

Isso é importante, mas não basta! Um professor precisa estudar muito e durante toda a sua carreira, deve se envolver com questões sociais e políticas do país e, mais do que isso, ser um especialista em relações humanas!

A escolha da profissão é uma decisão tomada pelo professor; imagina-se que ninguém o obrigou a fazer isso. Sempre foram de conhecimento público as dificuldades com o educar de modo geral. Então, por que esta escolha?

Responda isso você! Reflita sobre o seu real papel no ato de ensinar, pois ele vai além dos conteúdos programáticos.

professor

É necessário situar o professor naquilo que transcende a sua formação, pois “aprendemos disciplinas sobre que conhecimento da natureza e da sociedade ensinar e com que metodologias, porém não entra nos currículos de formação como ensinar-aprender a sermos humanos” (ARROYO, 2000, p.55), principalmente numa época onde o desrespeito, o bullying e o preconceito se sobressaem tanto.

O professor desempenha um papel tão importante na vida dos alunos, que é incalculável o seu valor. Não importa o quão avançada esteja a tecnologia, o professor nunca será substituído, “já que mais importante do que o conteúdo ensinado é o modo relacional que se vai imprimindo na subjetividade do aprendente”. (FERNÁNDEZ, 2001, p.29).

Ser professor vai muito mais além do que se imaginava, não é?

Reflita sempre sobre a sua escolha.

Sugestão de Leitura: Livro – A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. Luciana Fernandes Duque. Lura Editorial: São Paulo, 2015.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem
Semanários/Movimento/Música e artes/Socioemocional
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O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem

Quem já ouviu ou leu a seguinte frase: “Quem dança é mais feliz”??

Pois é a mais pura verdade. A dança tem uma grande contribuição no desenvolvimento cognitivo do ser humano, trazendo uma carga de sociabilidade e relacionamento enquanto pessoa no meio ambiente. Isso é muito importante quando aplicado como ferramenta da educação.

Agora vamos parar para pensar o papel da dança #NaEscola. 

Independente de ser uma instituição pública ou privada, sabe-se que muitas Escolas, contam com metodologias de ensino inovadoras, recursos e tecnologias acessíveis às crianças, projetos pedagógicos com bases internacionais de modelos produtivos em educação, enfim, a Escola evoluiu.

Mas, quando o assunto é o corpo e o movimento dentro da sala de aula, a modernidade volta à moda antiga.

É muito mais confortável para o professor quando as crianças estão imóveis e em silêncio, produzindo algo que ele supostamente acredita ser o conhecimento.

Ao falar de um corpo em movimento, automaticamente os professores de educação física são acionados. Afinal, lugar de bagunça é na quadra. Professores de educação física, não se zanguem, mas por muitos anos trabalhei com vocês e sei que a educação física é uma das disciplinas mais fantásticas e completas para o desenvolvimento da criança. Digo isso, sobre a bagunça, pois é o que muitos dos outros professores acham, por serem tomados por uma ignorância que não os permite ver o corpo como peça chave para o aprender. Por isso, nunca permita que uma criança fique sem as aulas de educação física “como um castigo” por ela não ter feito uma tarefa de matemática, por exemplo. A educação física é tão necessária quanto a matemática, e cada conflito deve ser resolvido dentro dos respectivos espaços; mas isso é outro assunto.

Voltando para o corpo, embora na educação infantil o movimento seja valorizado, há muitas práticas que colaboram com a importante crítica feita por Henri Wallon, psicólogo francês, ainda na transição do século XIX para o século XX: “Para a escola, a aprendizagem deve ser baseada naquilo que é imóvel. O movimento é visto como algo que atrapalha!”.

Wallon foi o primeiro teórico da Psicologia Genética a considerar não só o corpo da criança, mas também suas emoções como aspectos fundamentais para a aprendizagem. Sistematizou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam entre si: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu. A base teórica deste autor chama a atenção para olhar a criança como um todo, um ser que é completo e não dividido por partes.

criança dançando

Ainda para Wallon o MOVIMENTO é o primeiro sinal de vida psíquica na criança. Antes mesmo de falar, ela apropria-se do seu corpo para mostrar o que quer com gestos ou outros movimentos que ilustram o que ela esta pensando naquele momento. 

Veja se você se identifica com as falas abaixo:

-Professor: Não é para tirar o brinquedo da mão do seu amigo.

– Aluno: eu só queria ver.

-Professor: Eu não te pedi para fazer o desenho por ele, mas para mostrar o seu.

-Aluno: mas é isso que estou fazendo.

As crianças pequenas tem uma dificuldade muito grande de comunicar o que pensam de uma forma diferente do gesto. Para explicar este fenômeno, Wallon diz que o  ato mental se desenvolve a partir do ato motor, isto é, gestos. A criança não consegue ver o brinquedo com os olhos, é preciso tocar para ver. A criança não consegue mostrar o seu desenho para aquele amigo que ainda não sabe desenhar,  é preciso fazer por ele.

O toque, o gesto, os movimentos e todo o afeto presente nestas relações de aprendizagem devem ser permitidos e viabilizados dentro de sala de aula.

A escola ao manter a criança imobilizada numa carteira, o que  representa a disciplina,  limita fatores  importantes para o desenvolvimento completo da pessoa, como por exemplo, a impossibilidade da articulação entre a  emoção e a inteligência.

Algumas vezes, a escola limita certas posturas corporais e gestos dos alunos, pois encara o movimento como algo que atrapalha e que não pode estar presente dentro da sala de aula, já que aprender é baseado naquilo que é imóvel, segundo a crítica feita por Henri Wallon.

A escola apela para o uso exclusivo do cérebro e isso precisa ser erradicado de vez. Não podemos nos contentar com crianças de braços atados em si mesmas como se fossem contentores dos seus próprios corpos.

A inteligência não se desprende do movimento. Quando mexemos as mãos para falar em público, quando a criança levanta da carteira ou mesmo quando copia as coisas da lousa em pé, é uma forma de libertar o movimento para que se possa pensar e se comunicar bem.

Infelizmente, muitas crianças tem sido rotuladas inadequadamente como hiperativas ou com déficits de atenção por conta da falta de formação e conhecimento da importância do movimento para a aprendizagem.

O movimento tem um papel muito significativo para todas as fases do desenvolvimento humano, mas principalmente para as crianças em idade pré-escolar que é onde tudo começa.

Vamos afastar as carteiras e deixar o movimento entrar em nossas classes?

crianças dançando

Se conseguirmos proporcionar um bom começo, ou seja, inserir a criança num mundo de aprendizagens significativas, as experiências posteriores terão chances de sucesso também.

Falar de aprendizagem significativa é falar de um aprender que foi registrado pelo corpo.  O corpo é o gravador das nossas experiências com o mundo, ele acumula estas experiências e é capaz de revivê-las a qualquer momento dependendo das situações que for exposto.

O corpo tem um papel fundamental para aprender, pois do princípio ao fim a aprendizagem passa pelo corpo. É o tal gravador que já falamos. Entretanto, vale ressaltar que não é importante apenas que o seu aluno faça bem as letras ou os números, mas que sinta prazer nas respostas que dá, pois isso é corporizar o conhecimento.

Existem muitas formas de possibilitar isso. A psicomotricidade, a dança, a música e as brincadeiras em si, são excelentes recursos adorados pelos pequenos.  A dança por exemplo é a livre expressão da criança; é a oportunidade de encontrar em si mesma as respostas para a construção de um ser humano mais seguro, autoconfiante e com uma excelente imagem de si mesmo. Colabora com a melhoria da criatividade, imaginação, autonomia e socialização.

Quando se estuda as competências do professor para ensinar no século XXI, Pilippe Perrenoud, encontramos a necessidade de serem criativos, se comunicarem melhor, saber ouvir, saber usar novas tecnologias, ter um pensamento crítico, ser colaborativo e etc. Mas, é impossível colocar estes princípios em prática quando se desconsidera o valor do corpo em sala de aula.

Vamos promover o movimento em sala? Preparei uma atividade bem divertida para você e seus alunos e deixei no Baú de Atividades Eduqa.me.

Olha só: 

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Sugestão de leitura:

  • Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Isabel Galvão. Ed. Vozes, 1995.

A importância do Movimento no desenvolvimento psicológico da criança in Psicologia e educação da infância – antologia. Henri Wallon. Ed. Estampa.

  • DANTAS, Heloysa. A infância da razão. Uma introdução à psicologia da inteligência de Henri Wallon. São Paulo, Manole, 1990
  • GALVÃO, Izabel. Uma reflexão sobre o pensamento pedagógico de Henri Wallon. In: Cadernos Idéias, construtivismo em revista. São Paulo, F.D.E., 1993.WALLON, Henri. Psicologia. Maria José Soraia Weber e Jaqueline Nadel Brulfert (org.). São Paulo, Ática, 1986.
  • Philippe Perrenoud e Monica Gather Thurler. As competÊncias para ensinar no século XXI: formação dos professores e o desafio da avaliação. Editora Penso, 2002.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
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A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
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Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil
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Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil

Escolas diferentes seguem currículos diferentes: enquanto algumas enfatizam o ensino de idiomas e conhecimentos cognitivos, outras optam por desenvolver competências sociais; umas empregam atividades lúdicas, outras prezam pelo contato com a natureza e criam consciência ecológica ou apostam na tecnologia. Qualquer que seja o método aplicado, há espaço para sequências didáticas no planejamento.

Sequências didáticas são um conjunto de aulas pensadas para ensinar um conteúdo de forma acumulativa. Ao longo dos dias (ou mesmo semanas, para projetos mais extensos), as crianças vão construindo o conhecimento, sempre passando de desafios mais simples para mais complexos.

Como escolher o tema da minha sequência didática?

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Qualquer assunto pode dar origem a uma sequência didática. Para começar, é bom se perguntar o que você pretende que as crianças aprendam sobre determinado tema. Qual o propósito desse conteúdo? É fazer com que a turma aprenda a ler? Que se familiarize com a cultura e tradições da região? Que entenda a importância da alimentação saudável? Que desenvolva certos movimentos?

Deixe dois pontos bem claros – qual o conteúdo e qual o objetivo da sequência. O conteúdo é aquilo que será ensinado, o objetivo, o que você espera que a classe aprenda.

O próximo passo é observar o que as crianças já sabem sobre esse tema, qual o repertório que trazem de outras vivências. Essa sondagem pode ser realizada de várias maneiras (como simplesmente perguntar a elas sobre o assunto), mas a mais esclarecedora é, com certeza, colocá-las em contato com o tema na prática. Se a sequência didática for abordar insetos, por exemplo, livros, revistas, bichinhos de plástico ou quebra-cabeças podem ser distribuídos, enquanto o professor caminha pela sala e repara em como as crianças interagem com eles ou sobre o que conversam entre si.

A partir desses questionamentos, o professor será capaz de traçar uma sequência de atividades. As atividades são como ferramentas escolhidas cuidadosamente para proporcionar experiências significativas à turma, nas quais ela vai adquirir as habilidades e aprendizados necessários – ou seja, a escolha está longe de ser aleatória!

Cada atividade, cada experimento, jogo ou brincadeira deve acrescentar algo ao desenvolvimento das crianças, para que elas consigam evoluir. É como criar um passo a passo – de quais conhecimentos elas precisam para passar de uma atividade para a seguinte?

Trabalhe a interdisciplinaridade

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Sequências didáticas são uma oportunidade para se trabalhar um mesmo conteúdo sob diversos olhares. Ainda usando o exemplo do tema “insetos”, imagine que a turma está abordando um tema de Natureza e Sociedade, mas também irá desenvolver novo vocabulário, quando aprender nomes de animais, suas partes, o que comem, etc.; motricidade, ao desenhá-los, procurar por insetos no pátio, construir um inseto com massa de modelar ou argila, criar um formigueiro em um aquário; matemática, identificando o número de pernas, asas, antenas; e assim por diante.

Busque não dividir as aulas por disciplina, fragmentando o conteúdo (não anuncie, por exemplo, “agora, vamos aprender matemática”). Apenas relacione os aprendizados como partes de um todo. Isso leva as crianças a perceberem o assunto mais amplamente, através de múltiplas linguagens.

Outra vantagem é valorizar os potenciais de cada aluno, já que a sequência permite que eles sejam expostos a diferentes formas de trabalho em que podem se sobressair.

Na Educação Infantil, algumas etapas devem estar presentes na sequência didática:

  • #Dica 1 Explorar as habilidades socioemocionais:

São atividades que permitem que as crianças identifiquem sentimentos, emoções e organizações sociais. O foco é o autoconhecimento e a socialização e interação com os colegas.

  • #Dica 2 Explorar os sentidos:

Nessas atividades, o foco é a descoberta da visão, audição, tato, olfato e paladar.

  • #Dica 3 Explorar linguagens:

Aqui, entram as atividades em que a turma trabalha a linguagem oral e escrita, a música, o desenho e outras mídias (como vídeos, jogos online, etc.).

  • #Dica 4 Explorar conceitos matemáticos:

Ocorre quando são apresentadas noções de maior e menor, perto ou longe, formas geométricas, números, somas ou subtrações.

  • #Dica 5 Explorar conteúdos específicos:

Finalmente, há espaço para o aprendizado de temas específicos como natureza, literatura ou arte, entre outros.

Durante a sequência, garanta que haja um equilíbrio entre atividades individuais, em duplas e coletivas. Cada uma delas vai gerar interações e aprendizado distintos. Enquanto um exercício individual foca nos conhecimentos adquiridos por cada criança e exige mais concentração, duplas são excelentes para que cada um exponha pontos de vista e, juntas, elas discutam hipóteses. Já grandes grupos proporcionam trabalho em equipe, respeito às regras e troca de aprendizados.

Quanto tempo reservar para uma sequência didática?

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Essa resposta depende não do número de atividades, mas da complexidade do que você espera que as crianças aprendam. Enquanto algumas brincadeiras e dinâmicas podem ser concluídas em poucos minutos, outras levarão aulas inteiras para serem completas. Alternar atividades longas com outras, mais breves, é uma boa forma de garantir o interesse.

Além disso, leve em consideração como cada criança aprende e o tempo que costumam levar para finalizar cada tipo de exercício. Pense ainda em como serão feitas as avaliações e o acompanhamento do aprendizado durante a sequência didática: em quais circunstâncias os alunos mostrarão o que sabem? Eles vão montar um portfólio, fazer uma prova, apresentar algo para os colegas, participar de uma gincana?

Por fim, reserve sempre algumas aulas livres ao fim da sequência, para o caso de atrasos ou mudanças de percurso. Afinal, é comum que algumas das hipóteses do professor não se confirmem em sala de aula e as crianças apresentem mais interesse em um assunto que não estava previsto ou mais dificuldade em uma etapa que você julgou que seria fácil. Sinta-se livre para ir adaptando o projeto ao longo do caminho, adotando estratégias diferentes para que a turma atinja os resultados desejados.

Se uma atividade não está funcionando, substitua-a por outra! Se uma curiosidade veio à tona, explore-a. Porém, mantenha sempre em mente aqueles objetivos traçados no início da sequência didática.

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