Atividade: Escute o Sino

Fonte: Google

Atividades/Registros
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Atividade: Escute o Sino

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Atividades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Com as crianças em silêncio, toque um sino e peça a elas para ouvirem atentamente a produção do som. Diga-lhes para permanecerem em silêncio e levantarem as mãos quando já não ouvirem mais. Em seguida, peça que continuem em silêncio durante alguns segundos (20s /30s) e prestem muita atenção aos outros sons que ouvem depois que o sino parou (barulho de carro, obra, vozes do corredor, etc).

Por fim, sentados em círculo, peça às crianças para dizerem todos os sons que notaram naquele minuto.

Registre!

  • Como está a atenção da sua turma?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Amigos da Respiração

Fonte: Jornal Metrópoli

Atividades/Registros/Práticas inovadoras
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Atividade: Amigos da Respiração

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Habilidades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Dê um amigo de respiração (bicho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo) para cada criança. Fale para as crianças deitarem no chão, colocando o brinquedo em suas barrigas.

Diga-lhes para respirarem em silêncio (contando vagarosamente de 1 a 3 para inspirar e o mesmo para expirar).

Durante a respiração peçam para observarem como o seu amigo da respiração se move para cima e para baixo. Deixe-as fazendo isso por 1 minuto.

Além de estimular a capacidade de atenção, essa atividade auxilia crianças “agitadas”.

Registre!

  • Respire fundo e registre!
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem

O déficit de atenção é um distúrbio neurobiológico que afeta o funcionamento do cérebro em áreas que comandam, por exemplo, a capacidade de planejamento de tarefas e a memória de trabalho, causando sintomas como desatenção, agitação (hiperatividade) e impulsividade.

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição de saúde que afeta em maior prevalência crianças em idade escolar menores de 12 anos de idade e se manifesta em taxas mais altas entre meninos. Entretanto, hoje, falaremos apenas dos sintomas que se referem ao déficit de atenção.

Os problemas de aprendizagem têm sido combatidos de forma muito errônea em algumas situações, alimentando os seguintes comportamentos:

  • Medicalização exagerada como “resolução” dos problemas que envolvem o aprender;
  • Diagnósticos sem fundamento: crianças com rótulos de doenças e distúrbios que não possuem;
  • Bullying: criação de papéis indevidos  (“o lerdinho, o bobo, no mundo da lua”, entre outros).

Através de conhecimento e atitudes responsáveis é possível minimizar essas ocorrências que, por consequência, prejudicam a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Assim, é preciso entender como os sintomas de déficit de atenção se manifestam.

Crianças COM diagnóstico de déficit de atenção apresentam os comportamentos abaixo:

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista - como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade - é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista – como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade – é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

  • Freqüentemente deixam de prestar atenção a detalhes;
  • Cometem erros por descuido;
  • Dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • Parecem não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • Não seguem instruções;
  • Não fazem tarefas escolares ou tarefas domésticas;
  • Apresentam desorganização e tarefas incompletas;
  • Interrompem conversas e brincadeiras;
  • Não se envolvem em tarefas de esforço mental;
  • Distraem-se por estímulos externos à tarefa ( ruídos, conversas…);
  • Esquecem trabalhos e/ou objetos pessoais;
  • Perdem coisas (livros, lápis e etc).

Ou seja: a criança possui fatores neurobiológicos que interferem no funcionamento da aprendizagem, o que se caracteriza por déficit de atenção.

Contudo, é curioso pensar em onde traçar a linha que separa crianças diagnosticadas com o déficit de atenção e crianças sem o diagnóstico, mas que possuem sintomas muito semelhantes. Veja alguns fatores que podem produzir dificuldades na atenção sem que isso signifique um transtorno de aprendizado:

Fatores sociais e afetivos que interferem na aprendizagem:

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança - mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança – mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

  • Crianças com agendas de “executivos” vivem cansadas, desatentas, sonolentas e sem vontade de aprender;
  • Famílias em conflito, em separação ou passando por mudanças profundas, como o nascimento de um irmão, podem ocasionar na criança a dificuldade em manter a atenção, em escutar o que lhe dizem ou mesmo fazer com que cometa erros por descuido;
  • Morte na família pode “desligar” a criança do mundo real;
  • Crianças que não dormem direito, seja por dificuldades particulares, seja por falta de rotina, podem esquecer trabalhos escolares, objetos pessoais e não se envolver em atividades de esforço mental (já que estão cansadas);
  • Crianças que trabalham ou não se alimentam de forma adequada possivelmente terão a atenção e a concentração comprometidas;
  • Salas de aula e materiais escolares com muito estímulo visual podem atrapalhar a atenção. Exemplos: lápis de escrever com ponteira de bichinho ou personagem de preferência da criança, borracha com formato de um desenho preferido. Vale lembrar que este item está ligado aos exageros e em como cada criança poderá reagir a eles;
  • A criança quer expressar seus sentimentos, mas não sabe como, então, deixa de fazer os trabalhos escolares, esquece ou perde coisas propositalmente;
  • Interrompem conversas e brincadeiras, pois querem ser ouvidos ou chamar a atenção de alguém.

Nesse caso, a criança exibe sintomas de desatenção sem alteração biológica.

Quando encaminhar uma criança com suspeita déficit de atenção para um psicopedagogo?

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

Se a criança demonstrar seis ou mais dos sintomas listados, o professor deve formalizar um encaminhamento para um psicopedagogo, para que este atue em parceria com outros profissionais (incluindo o próprio professor) na busca pelo diagnóstico preciso. O psicopedagogo ainda pode realizar intervenções para minimizar os sintomas da desatenção e melhorar a aprendizagem da criança. Além disso, os sintomas devem ser observáveis em mais de um contexto (casa, escola, parques, etc).

As dificuldades de uma criança com este distúrbio já aparecem antes mesmo do ingresso à escola, mas ficam, de fato, evidentes quando as crianças experimentam o espaço escolar, devido às exigências cognitivas e atividades dirigidas que lhes são propostas.

Qualquer criança pode apresentar sintomas de desatenção ainda que não tenha o distúrbio. O próprio comportamento dos adultos cultiva certas atitudes infantis: como as pessoas estão cada vez mais apressadas, sem tempo, ansiosas, isso se reflete de alguma forma nas crianças. Por isso, lembre-se que é importante:

Conhecer cada aluno – Fazer parcerias com as famílias – Ter conhecimento sobre problemas que envolvem a aprendizagem.

O diagnóstico de déficit de atenção é feito por um profissional da área médica, com conhecimentos pediátricos de avaliação psicossocial e saúde mental, como, por exemplo, um médico neurologista ou psiquiatra. O professor também é uma figura primordial desde o momento inicial de investigação, até o processo de confirmação do diagnóstico de déficit de atenção, já que um professor com um olhar atento apoia o diagnóstico precoce, contribuindo com o desenvolvimento da criança, extinguindo ou reduzindo incidências de bullying e diagnóstico sem fundamento.

Como facilitar a aprendizagem de crianças com déficit de atenção?

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas ("anda logo", "fica quieto", etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas (“anda logo”, “fica quieto”, etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Se o seu aluno apresenta déficit de atenção ou mesmo características do distúrbio devido a questões socioafetivas, anote algumas estratégias que lhe poderão ser muito úteis:

1. Crianças com déficit de atenção necessitam da repetição de exercícios, de instruções e também de um tempo maior para reter e processar uma nova informação. Assim, é possível melhorar a capacidade de trabalho da memória.

2. Outra sugestão para aumentar o tempo de atenção e concentração é estruturar uma gama de atividades diferentes com um mesmo objetivo para serem exploradas durante o período escolar. Exemplo: iniciar uma atividade de escrita sobre um determinado conteúdo, depois, utilizar o material concreto sobre o mesmo assunto, ler um livro, introduzir um jogo e atividades no computador ou tablet. Com esta estratégia, a criança em questão é chamada para reiniciar de forma constante o seu processo de atenção e concentração, podendo colaborar para o exercício, estruturação e aprimoramento de tais funções.

3. Dê uma ocupação ou função à criança: ajudar a distribuir uma tarefa para a turma, recolher materiais, buscar um brinquedo que será usado em aula, entre outros.

4. Modifique seus métodos e materiais de trabalho, introduzindo novidades e objetos concretos para melhorar a atenção.

5. Reorganize o ambiente: modifique as carteiras de lugar, faça novos agrupamentos entres os alunos e até sugira grupos de estudos.

6. Tempo para as tarefas: como já foi dito, pode ser dado um tempo maior do que aos demais colegas para a execução das tarefas, ou ainda um tempo menor, mas com variedade de tarefas. É preciso conhecer como cada criança reage melhor e definir o tempo que se adequa às necessidades dela.

7. O mesmo vale para avaliações: elas podem ser feitas de forma oral ou escrita, considerando um tempo maior ou menor para a sua execução, dependendo de cada caso. A quantidade de atividades (muitas atividades curtas ou poucas atividades longas) também deve ser estabelecida de acordo com cada caso específico.

8. Crie rotinas para avisar sobre o limite de tempo. Por exemplo, bata um sino ou apite, quando faltar 5 minutos para o término da atividade. Sinalize sempre o que está acontecendo.

9. Dê pequenos intervalos de descanso a cada 40 minutos de trabalho em que as crianças possam ir ao banheiro, tomar água, movimentar-se.

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

10. Use estímulos visuais associados aos auditivos (músicas, vídeos, gravar a voz da criança). Computadores e retroprojetores são bons recursos, use-os quando estiverem disponíveis. Desenhe bastante, use figuras e gráficos.

11. Use calendários em classe e estimule a utilização das agendas pessoais. Avise, quando possível, sobre mudanças na rotina.

12. Use um pouco de arte dramática. Utilize gestos, demonstre o que explicar, ande pela sala, cubra um objeto para, depois, revelá-lo, faça surpresas.

13. Seja sempre que possível motivador. Não utilize frases como: “o tempo está acabando; vai logo!; ande rápido!; ainda não terminou?”.

14. Ao introduzir uma pergunta, use cartões com respostas prontas para que o aluno possa organizar o pensamento. Isso vale também para organização de textos já conhecidos.

15. Prepare atividades com palavras-chave ou banco de palavras para completar um conceito, deixando lacunas no texto para serem preenchidas.

16. Jogos como o Lince são excelentes para aprimorar a atenção. Construa outros tipos de Lince com os temas que lhe forem úteis.

Conheça aplicativos que podem motivar crianças com déficit de atenção

Alguns apps servem como ferramenta para motivarmos e estimularmos as crianças com déficit de atenção em seus estudos. Veja alguns deles:

  • MatrixMatch 2: O objetivo é ordenar e relacionar, numa grande matriz, as formas e linhas que, unidas, dão origem a novas figuras (gratuito);
  • Match it up 3: trabalha a relação entre determinados pares de objetos, animais, ferramentas, meios de transporte e muito mais (gratuito);
  • Series 1: ensina a criança a organizar os objetos por forma, cor, tamanho e quantidade. O jogo desenvolve conceitos matemáticos primários como tamanho e quantidade, habilidades de percepção visual (gratuito);
  • My Mosaic: um jogo que ajuda no desenvolvimento de habilidades nas áreas da percepção visual e coordenação de olho e mão (gratuito).
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

12 jeitos divertidos de usar Lego em sala de aula

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

Atividades/Desenvolvimento Infantil/Registros
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12 jeitos divertidos de usar Lego em sala de aula

Blocos de Lego são brinquedos. São itens que as crianças costumam procurar voluntariamente e ficam animadas ao receber como presente, debaixo da árvore de Natal. Esse é apenas um dos motivos que o torna tão útil aos professores. Aulas ensinadas através do Lego não são vistas como tarefas escolares tediosas – pelo contrário, os alunos pensam que estão saindo no lucro! Vão mesmo deixar que eles brinquem de Lego em sala de aula?

A ideia de que crianças podem aprender por meio de brincadeiras não é nova nem controversa. Muitas pesquisas já concluíram – e muitos professores já repararam – que diversão e aprendizado não precisam ser mutuamente exclusivos. Inclusive, os resultados tendem a ser melhores para todos se forem trabalhados juntos.

Sendo assim, usar blocos de Lego como parte de seu plano de aula pode ajudar a explicar conceitos (que, de outra forma, seriam considerados chatos pelos alunos) de maneira leve e divertida. Muitos educadores já estão colocando essas ideias em prática com muito sucesso. Aqui vão algumas sugestões para começar.

USANDO LEGO PARA ENSINAR MATEMÁTICA VISUALMENTE

Muitas crianças aprendem melhor através da habilidade visual (em inglês, “visual learners”) e conseguirão compreender conceitos matemáticos mais facilmente se puderem vê-los de maneira atrativa. Lego pode ajudar com isso.

(foto: Lego Education)

(foto: Lego Education)

  1. Blocos de Lego para contar e medir

Entre as crianças menores, peças de Lego são úteis para ensinar números e matemática básica. Conecte vários blocos e peça que os alunos os contem, um por vez. Torne a atividade mais interativa propondo que eles meçam objetos dentro da sala de aula (ou, ainda, meçam eles mesmos! O seu braço tem o comprimento de quantos blocos de Lego? E suas pernas?). Se você escrever os números em algumas das peças, como na imagem acima, você ainda pode ajudá-los a aprender os numerais.

  1. Para visualizar aritmética e multiplicação

Como blocos de Lego têm tamanhos diferentes e uma variedade de peças que se encaixam em cada um deles, o professor pode usá-los para demonstrar problemas de aritmética.

Uma peça quadrada com quatro botões de encaixe ajuda a entender o que 2×2 significa. Ao conectar esse quadrado a um retângulo de oito botões, as crianças podem descobrir qual o resultado de 4+8. Colocando blocos diferentes lado a lado, é possível mostrar como frações funcionam – esse é 1/2 deste, que é 1/4 deste outro.

  1. Para mostrar padrões e simetria

Por possuírem diferentes cores e permitirem a construção de praticamente qualquer forma, Lego é a ferramenta perfeita para desafiar as crianças a criar padrões de simetria.

Um padrão pode ser simplesmente a alternância entre duas cores, como verde-vermelho-verde-vermelho, e assim por diante. Mas você pode sugerir padrões mais complicados – que representem sequências matemáticas ou formas geométricas.

USANDO LEGO PARA CRIAR E ILUSTRAR HISTÓRIAS

  1. Peças de Lego para contar momentos históricos

Aulas de história podem ser dadas somente através de livros, ou elas podem se tornar um exercício de imaginação. O que você acha que as pessoas que estavam lá sentiram? As crianças que construírem modelos de, por exemplo, um labirinto da mitologia grega ou um foguete que levou o homem à lua estarão mais engajadas em seu aprendizado do que estariam se simplesmente lessem a matéria.

  1. Para inspirar novas histórias

É provável que seus alunos já façam isso espontaneamente quando brincam de Lego em casa (especialmente após assistirem ao filme Lego Movie). Na escola, o professor pode encorajar a turma a criar narrativas em grupo ou a compartilhar suas próprias histórias com os colegas com ajuda dos blocos de montar. Adicione desafios: por que não um jogo em que uma das criança começa a história com suas peças de Lego e, em seguida, outra deve continuar a cena, e assim por diante?

  1. Combine Lego com outras mídias para um projeto

Cenários criados com Lego podem servir como inspiração para desenvolver narrativas. A classe pode definir alguns personagens e apetrechos para montar uma cena – uma princesa e um pirata lutando em um navio, por exemplo. A partir desse incidente emocionante, incentive-os a continuar o faz-de-conta e transformá-lo em um livro, um vídeo ou uma série de posts em um blog.

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

USANDO LEGO PARA PRATICAR A ESCRITA

  1. Forme letras com peças de Lego

A escrita com papel e lápis pode ser muito exigente para crianças pequenas. Por que não alterná-la com exercícios como esse? Escreva uma letra no quadro e convide a classe a copiá-la com seus blocos de montar (você também pode imprimir um modelo aqui e deixar que a turma construa sobre ele).

  1. Cole letras em cada bloco para criar palavras

Avançando no aprendizado da escrita, imprima e cole as letras do alfabeto em cada peça de Lego, para que os alunos possam praticar colocando-as juntas em várias ordens. Assim, eles descobrem novas palavras e exercitam a soletração.

  1. Cole palavras para criar frases

A evolução óbvia do exercício anterior. Imprima e cole palavras completas em cada bloco para treinar a construção de sentenças e transforme a escrita em um jogo tátil.

USANDO LEGO PARA EXERCITAR O RACIOCÍNIO

  1. Desenvolva sistemas de classificação

Conte às crianças como cientistas classificam coisas como plantas, animais ou elementos, mas que as categorias podem ser mais complexas do que imaginam! Eles precisam decidir a partir de quais características fazer a seleção.

Se o professor sugerir que a turma classifique suas peças de Lego, elas serão desafiadas da mesma forma. Eles as dividirão por cor, forma ou tamanho? Que nomes darão para cada grupo? Alunos diferentes podem elaborar sistemas totalmente diferentes.

Portanto, essa é uma lição valiosa sobre procurar por padrões e qual a lógica por trás dos sistemas taxonômicos. As crianças devem deixar a aula com uma compreensão mais profunda sobre as várias maneiras como o mundo pode ser ordenado.

Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)

Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)

  1. Para pensar nos desafios da cidade

Desafie a classe a construir uma cidade com o Lego – esse não é apenas um jogo divertido de imaginação, mas também gera um entendimento do mundo ao redor e um novo olhar sobre a cidade que veem todos os dias.

Deixe bem claro que a tarefa não é só construir casinhas. Eles podem pensar em tudo do que a cidade precisa e o que seus residentes vão querer. Ajude-os a definir espaços para as estradas, árvores, calçadas e todos esses elementos que fazem parte do planejamento urbano, e em que eles provavelmente não reparam em seu dia-a-dia. Mostre como foi importante que alguém tenha planejado e construído essas estruturas!

A atividade não somente dará uma nova perspectiva às crianças, como irá ajudá-las a ver o mundo como um constante exercício de solução de problemas – que eles estão aptos a resolver.

  1. Introdução a códigos

Ao elaborar códigos no computador, cada comando é crucial. Trabalhe a habilidade de dar instruções clara e corretamente com um jogo: as crianças precisam escrever ou falar comandos para que o colega construa os formatos de Lego que elas têm em mente. Isso deixa claro o valor de cada pequeno detalhe na execução do projeto – uma lição que pode ser usada tanto em computação quanto no mundo real.

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(Este texto é uma tradução do artigo “12 Unexpected Ways to Use LEGO in the Classroom”, do Edudemic. Clique aqui para conferir o original!)