Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
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Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O mundo da fantasia na criança – Parte I
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros
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O mundo da fantasia na criança – Parte I

 O termo fantasia nas escolas de educação infantil é muito utilizado. Atribui-se a ele a representação do lúdico e dos processos imaginativos na criança. O que vamos ver neste texto, vai um pouquinho além disso.

Falaremos sobre como e para que ocorre o desenvolvimento da fantasia na criança; os amigos imaginários e a fase em que isso acontece; fatores a serem observados, com o que se preocupar e como isso procede nas crianças com deficiência: autismo, deficiência intelectual, por exemplo.

 A Fantasia

A fantasia está presente na vida da criança logo que ela nasce. A partir do momento em que o bebê se relaciona com o mundo externo, dá-se início a esta construção psíquica a partir da figura da mãe: o seu grande “objeto de desejo”.

Para o bebê, não existe separação entre o mundo interno e a realidade, é como se tudo ainda fosse um único corpo – o bebê e sua mãe (princípio do prazer). Através das frustrações que começam a acontecer após o nascimento nas relações estabelecidas com a mãe e o mundo, o bebê passa a utilizar a fantasia como um mecanismo de defesa contra estas sensações ruins, como por exemplo: a ansiedade, a espera para ser alimentado ou acalentado pela mãe, etc.

À medida em que o bebê cresce e se desenvolve, ele começa a se “descolar” da mãe e a perceber a realidade.

Entretanto, é por volta dos 4 e 6 anos de idade, quando a criança está no ápice do desenvolvimento da representação simbólica, que a fantasia é mais evidente.

A dramatização, as brincadeiras lúdicas e de faz-de-conta presentes no dia a dia da criança evidenciam a forte capacidade de trazer à tona o que não é real. Isso é extremamente necessário e importante para o seu desenvolvimento psíquico porque é desta forma que a criança entende a realidade, assimila regras sociais e também desenvolve as suas habilidades para aprender.

Esta faixa-etária, também é muito conhecida por ser a fase do aparecimento dos amigos imaginários. As crianças “criam” amigos imaginários para serem um alicerce nas suas relações com a realidade e uma forma de lidar melhor com ela.

Divertidamente: Bing Bong o amigo Imaginário

Algumas crianças dão vida aos ursos de pelúcia e bonecas; outras fingem ser um super-herói, super-heroína ou outro personagem.

Ou até mesmo cada um tem seu Bing Bong, personagem do filme da Disney Pixar, Divertida Mente. Bing Bong é o amigo imaginário de Riley em sua mente. Ele tem pele de algodão doce e é um híbrido entre um elefante um gato e um golfinho. Riley e tantas outras crianças criam um amigo só seu, dentro da sua cabeça para fazerem o seu jogo simbólico*.

*Jogo simbólico é o termo utilizado por Piaget, para se referir de forma especial às brincadeiras imaginativas da criança.

“A fantasia é o remédio mais saudável para nossa alma“

Priscila Bonvino – arte-educadora

Mais do que entender sobre a criança é preciso entender como estabelecer contato com e ela e propor atividades divertidas que desenvolvem o seu momento na Educação Infantil.

Livros de histórias, poesias e mesmo revistas podem ser prazerosos para mergulhar no mundo do imaginário. Considere, em primeiro lugar, o interesse de cada criança e use a roda de leitura para provocar esses momentos nos seus pequenos.

E não esqueça de fazer os registros eles são fundamentais para  acompanhar o desenvolvimento infantil. Com os registros online é possível compartilhar com  as famílias as informações referente a fantasia e pais e responsáveis podem compreender melhor o trabalho desenvolvido na Escola.

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No próximo post falarei sobre os amigos imaginários em  O mundo da Fantasia na criança II

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
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A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Por que a rotina é essencial na Educação Infantil?

Entender o que vai acontecer durante o dia dá segurança às crianças e ajuda a desenvolver sua autonomia (foto: Young World CLC)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Rotina pedagógica
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Por que a rotina é essencial na Educação Infantil?

Em 2014, fiz um estágio em um jardim de infância Montessori – e, durante aqueles meses, pude entender como a rotina é essencial tanto para o aprendizado quanto para o desenvolvimento da autonomia das crianças. Todos os dias, ao chegar na escola, elas guardavam suas mochilas (que eram instruídas a carregar por conta própria, sem auxílio dos pais ou babás) e iam para a “Sala Grande”. Às oito da manhã, uma das professoras chamava a atenção da criançada com uma música; então, após dois ou três minutos de danças e cantorias, era hora de sentar em círculo e começar a primeira atividade daquela manhã.

As crianças montavam o calendário (um enorme cartaz de EVA em formato de trenzinho com espaço para o dia, mês, ano e dia da semana) e conferiam como estava o clima lá fora. Isso enquanto revisavam os meses do ano e os dias da semana através de cantigas. Enfim, era hora de conversar sobre o tópico da semana, que podia ser alimentação saudável, um festival que estivesse acontecendo na cidade ou mesmo algo sugerido pelos alunos, como “aviões”. Nesse momento, eles podiam levantar a mão para falar, contar suas histórias e fazer perguntas, o que gerava uma interação muito rica entre crianças de 2 a 7 anos. Finalmente, todos eram dispensados para ir, junto aos seus professores, realizar as atividades pertinentes a cada classe.

Essa rotina pode não ser a mesma realizada na sua escola – e nem as rotinas escolares na Educação Infantil deveriam ser todas iguais. Se as crianças rezam, cantam, conversam ou escutam uma história deve ser definido por cada equipe pedagógica. O importante é que haja uma rotina, uma ordem a ser seguida.

Entender o que vai acontecer durante o dia dá segurança às crianças e ajuda a desenvolver sua autonomia (foto: Young World CLC)

Entender o que vai acontecer durante o dia dá segurança às crianças e ajuda a desenvolver sua autonomia (foto: Young World CLC)

Por que a rotina é importante?

A rotina proporciona uma sensação de segurança. Mesmo em casa, a criança exposta a uma rotina fica mais tranquila porque sabe o que acontecerá em seguida. Na escola, um ambiente em que ela naturalmente se sente menos protegida, que costuma ser o primeiro local de socialização fora da família, isso é ainda mais urgente.

Quando sua turma entende que, após a hora da história, todos irão cochilar e que, depois do cochilo, chega o momento de usar os lápis de cor, a ansiedade diminui. Ela se sente no controle da situação. Cultive essa noção de segurança repetindo comportamentos e expressões sempre nos mesmos momentos – como sempre começar o dia dizendo “Bom dia, amiguinho, como vai?” ou ir ao banheiro após falar “Hora de lavar as mãos com bastante sabão”, fazendo o gesto de esfregar as mãos uma na outra.

Como consequência, a rotina ajuda no desenvolvimento da autonomia das crianças na Educação Infantil. Afinal, elas passam a conhecer os espaços, trajetos e atividades realizadas, sentindo-se mais confortáveis em agir com independência: guardando brinquedos ou materiais na prateleira, porque eles sempre estão lá, ou buscando a lancheira após entregar o desenho para a professora, já que elas sempre vão para o refeitório após a aula de artes.

Conforme a classe for se familiarizando com essa organização, o professor deve dar mais espaço para a autonomia, deixando, por exemplo, que as próprias crianças organizem uma fila ou escovem os dentes sem ajuda.

Todos os momentos devem ser programados?

De certa forma, sim. Isso não significa, porém, que os professores e funcionários precisem controlar tudo o que as crianças fazem durante o período escolar, mas sim que devem ter locais e atividades planejados para cada momento.

Pense no seguinte: em uma turma de Educação Infantil com 20 crianças, nem todas sentirão sono na mesma hora. Caso uma ou duas se recusem a dormir, o professor não pode ser pego de surpresa – o ideal é ter uma área com livros e gibis, brinquedos ou outros materiais que elas possam utilizar até que o resto da turma acorde. Você não precisa elaborar uma atividade orientada, apenas providenciar a supervisão adequada tanto dos que estão tirando uma soneca quanto dos que estão brincando.

Uma boa programação deve incluir um momento de chegada, com boas vindas às crianças (como a construção do calendário que vimos acima), atividades dirigidas (aquelas que têm maior orientação do professor, com objetivos de aprendizado definidos previamente), atividades livres (mas sempre em um espaço delimitado e com supervisão) e momentos de cuidado pessoal (fazer o lanche, lavar as mãos e escovar os dentes, colocar os sapatos antes de ir para casa, etc.) e encerramento.

É importante que a turma entenda que não precisa chorar para sair do playground, porque vai voltar no dia seguinte, que não precisa ter medo ao ser deixado na escola, porque os pais sempre a buscam ao fim da rotina, e assim por diante.

Repetir os mesmos movimentos ou expressões é uma forma de garantir a rotina na Educação Infantil (foto: Especially for Children)

Repetir os mesmos movimentos ou expressões é uma forma de garantir a rotina na Educação Infantil (foto: Especially for Children)

Será que a minha rotina é adequada? 

A rotina da Educação Infantil será estabelecida pela escola a partir das necessidades das crianças:

  • As necessidades biológicas – o descanso, a alimentação e a higiene, a faixa etária;
  • As necessidades psicológicas – o ritmo e o tempo de aprendizado de cada criança nas diversas tarefas realizadas;
  • As necessidades sociais – a cultura e estilo de vida daquela comunidade ou daquela escola.

Lembre-se de que o foco da organização devem ser as crianças. Não faz sentido, por exemplo, jantar às 15h para liberar a equipe da cozinha, se os pais só buscarão os filhos às 17h ou 18h.

Os tempos entre uma atividade e outra também devem ser observados. O ideal é que haja poucos momentos de transição, em que os pequenos não têm nada para fazer – assim como no caso da soneca, isso se resolve com a criação de espaços lúdicos em que eles possam brincar enquanto não são atendidos. Um rodízio de turmas (para que a fila na porta do refeitório não seja quilométrica ou um pátio pequeno fique lotado além da capacidade) também pode facilitar esse trabalho.

Acima de tudo, reparar no que as crianças já conseguem realizar sozinhas vai ajudar muito na definição da rotina. Em que elas realmente precisam de ajuda? Uma classe de 2 anos exige mais auxílio – e, logo, muito mais tempo – do que uma outra, de 5 anos. É natural que o professor vá assumindo gradualmente o papel de observador e facilitador conforme as crianças crescem e já não requerem tanta intervenção.

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Leia mais:

Brasil Escola

Portal Educação

Gestão Escolar

Guia do Bebê

5 atitudes positivas para garantir uma reunião de pais e professores de sucesso

Sempre há algo de positivo a ser dito sobre qualquer criança. Procure essa informação e use-a para abrir a reunião (foto: Daily Genius)

Carreira/Formação/Registros
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5 atitudes positivas para garantir uma reunião de pais e professores de sucesso

Este artigo é uma tradução de “Tips for Parent Teacher Conferencing”, do Edutopia (clique aqui para ler o original).

Todo outono, eu compareço a uma reunião de pais e professores pelo meu filho. Também gasto um tempo considerável treinando professores e os preparando para essas reuniões com os pais. Tendo essas duas perspectivas opostas sobre o tema, imaginei que poderia dividir algumas reflexões que farão com que o encontro seja significativo e recompensador para todos os envolvidos.

Sempre há algo de positivo a ser dito sobre qualquer criança. Procure essa informação e use-a para abrir a reunião (foto: Daily Genius)

Sempre há algo de positivo a ser dito sobre qualquer criança. Procure essa informação e use-a para abrir a reunião (foto: Daily Genius)

Aproxime-se dos pais com notícias positivas 

Os pais das crianças são seus amigos – eles querem ser parceiros no trabalho. Eles também querem ver seus filhos serem bem sucedidos acima de qualquer outra coisa.

Reuniões com pais podem até ser uma oportunidade para que você confirme suas crenças sobre como o aluno é educado em casa e reflita sobre elas; mas, ainda que você tenha dúvidas quanto aos métodos deles, deixe-as de lado. Faça com que todos os pais se sintam bem-vindos e os acolha como fortes aliados para trabalhar com a criança.

Prepare-se, prepare-se, prepare-se

Qual sua meta ou objetivo para esse tempo passado com os pais? O que exatamente você espera comunicar? Quais resultados você gostaria que a reunião trouxesse?

Aqui está um exemplo: Meu objetivo na reunião da Maria é que a mãe dela perceba o desenvolvimento que ela apresentou na escrita durante o semestre, além de determinar algumas formas para que ela seja mais organizada. Também quero ouvir a perspectiva da mãe quanto aos desafios sociais que Maria está enfrentando.

Então, prepare o material. Carregue anotações, atividades e amostras de trabalho – porém, planeje com antecedência quais quer compartilhar. Não sente-se diante dos pais com uma pasta imensa, transbordando de exercícios. Selecione, com post-its, os itens mais relevantes, que demonstram melhor o crescimento da criança, e escreva suas próprias reflexões para acompanhá-los.

Procure a solução em conjunto

Seja específico ao pedir mudanças. Dizer aos pais que “o Pedro é muito distraído” é inútil. O que o pai ou a mãe (que não estão sentados ao lado da criança o dia inteiro) podem fazer com essa informação? Como podem ajudar o filho ou o professor?

Seja qual for o apoio solicitado aos pais, ele deve ser algo dentro das capacidades deles. Pedir que “falem com o Pedro para que se concentre mais nas aulas” é possível, mas os pais podem falar e falar e, ainda assim, os resultados serão limitados.

O professor poderia dizer: Eu estou preocupada porque seu filho costuma se distrair ao trabalhar individualmente na minha aula. Isso é o que eu estou fazendo para ajudá-lo… Vocês percebem esse comportamento em casa? Têm outras ideias que podemos tentar? O que acham que pode ser feito em casa?

Sempre tenha a evolução da criança em foco. Qualquer comportamento pode mudar caso encontre as condições adequadas. Portanto, se quiser ver mudanças ou tiver preocupações quanto a um aluno, prepare-se para oferecer soluções práticas e específicas àquele problema.

Sempre há algo de positivo a ser dito sobre qualquer criança. Procure essa informação e use-a para abrir a reunião (foto: Skimon)

Dê sugestões práticas para corrigir problemas ou mudar comportamentos. Trabalhe em conjunto com os pais para atingir um objetivo (foto: Skimon)

Use a oportunidade para aprender

O que pode ser perguntado aos pais que vá ajudar o professor a lidar melhor com as crianças? O que você gostaria de saber sobre elas?

Caso essa seja a primeira vez em que você se senta com os pais, essa é a chance de ouvi-los. Você pode descobrir qual a perspectiva deles quanto à experiência escolar dos filhos, o que eles gostam de fazer fora da escola ou as preocupações que têm com relação à criança. Pense com antecedência no que gostaria de perguntar.

Mostre que se importa

Para os pais, a reunião pode ser maravilhosa ou terrível. Como mãe, já me vi sentada diante de professores cujos sentimentos eu não conseguia identificar – e, por isso, perguntei-me se eles se importavam realmente com meu filho, tanto como ser humano quanto como aluno. Por outro lado, também encontrei professores que me fizeram querer pular e abraçá-los, porque a preocupação e envolvimento deles era evidente.

Não subestime o poder de ser positivo e procure orientar toda a reunião com esse tom. Seja específico ao compartilhar informações positivas – conte histórias da sala de aula e apresente atividades. Mostre que está realmente satisfeito com esses resultados (os pais perceberão elogios vazios!).

E lembre-se de que sempre, sempre há algo bom e digno de elogio na trajetória de qualquer criança. Faz parte do trabalho do professor encontrá-lo e dividi-lo com os pais.

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Este artigo é uma tradução de “Tips for Parent Teacher Conferencing”, do Edutopia (clique aqui para ler o original).

Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

Fonte: Dica de mãe

Materiais para Download/Rotina pedagógica
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Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

A tecnologia pode ser sua aliada na hora de guardar, organizar e acessar suas fotos – e, sim, nós sabemos que são muitas. Mas elas também são registros essenciais para avaliar o aprendizado das crianças e, portanto, devem ser mantidas com cuidado.

Quer conhecer duas alternativas para colocar suas centenas de fotos em um lugar seguro, sem desperdiçar seu tempo? Nós reunimos dicas no novo ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos!

TESTE 18

Nele, você confere:

  • Por que usar fotos na Educação Infantil?

Entenda qual a importância desses registros para a avaliação de aprendizado das crianças.

  • As dificuldades de organização – sim, tudo pode virar uma bagunça!

Mas nós ajudamos a organizar seu material de forma simples e em pouco tempo.

  • Ferramentas online

Confira dois sites que vão facilitar sua vida – e as dicas para usá-los bem!

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

Registros/Rotina pedagógica
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5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

Criar uma linha do tempo com as atividades produzidas pelas crianças ao longo do ano (ou de um período mais breve, como um trimestre ou semestre), serve a várias utilidades.

  • Para começar, é um ótimo artifício em reuniões entre pais e professores, em que o educador consegue mostrar com linearidade a evolução da turma.
  • Também pode ser uma oportunidade de os próprios alunos reconhecerem seu aprendizado, caso a opção seja fazer a linha do tempo manualmente, em um cartaz ou varal.
  • Por fim, possibilita que o professor avalie plenamente o desenvolvimento de cada criança, considerando todas as etapas do seu crescimento.

Trabalho manual

Caso opte por fabricar uma linha do tempo à moda antiga, é interessante pedir que as crianças participem do processo – tanto para visualizarem sua evolução durante aquele período quanto para aliviar a carga de trabalho do professor. A linha do tempo pode ser feita ao longo do semestre: basta reservar uma parede da sala para a atividade. Cubra-a com cartolina ou papel pardo e desenhe, de antemão, uma linha que vá de ponta à ponta, além de divisões (linhas verticais) para separar dias ou semanas.

Faça um acordo com as crianças sobre como será feita a atualização da linha do tempo. Por exemplo, a cada semana, uma delas pode ser responsável por colar algo no cartaz, enquanto o professor ajuda a escrever o acontecimento. No vídeo abaixo, o professor de jardim de infância americano Steve Brostowitz dá algumas sugestões para a linha do tempo feita em sala de aula. O vídeo está em inglês, mas é possível colocar legendas:

O projeto também pode ser feito ao final do ano ou semestre. Nesse caso, organize as fotos ou produções das crianças previamente, na ordem em que ocorreram. Oriente-as a colar as imagens em folhas de papel individuais e a decorar seus cartazes como quiserem. Dessa maneira, elas próprias poderão selecionar os trabalhos que acharam mais importantes e que receberão destaque em suas linhas do tempo – refletindo sobre a construção do aprendizado.

Essas são algumas alternativas para expor a linha do tempo em sala de aula:

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Pinterest)

(foto: Pinterest)

Linha do tempo online

O professor que irá montar a linha do tempo sozinho fará melhor uso de um site para ajudá-lo. Há várias opções que podem ser usadas gratuitamente, embora algumas só estejam disponíveis em inglês (ainda assim, escolhemos plataformas bastante autoexplicativas!).

Timetoast

O Timetoast pode ser acessado gratuitamente através de email ou mesmo com sua conta do Facebook. Ele permite a criação e o compartilhamento de linhas do tempo sobre qualquer tema, além de permitir o upload de fotos, vídeos e documentos do seu computador.

Observe o exemplo de linha do tempo do filme Up – Altas Aventuras:

(foto: Timetoast)

(foto: Timetoast)

Ao clicar em um dos acontecimentos registrados, você consegue ler o texto completo e visualizar a imagem em tamanho maior:

Captura de Tela 2015-08-21 às 10.44.26

(foto: Timetoast)

Dipity

O Dipity é uma plataforma semelhante, mas pensada com foco em educação! Alunos mais velhos, do Ensino Fundamental ou Médio, podem usá-la em trabalho escolares e apresentações para a classe – mas, no caso da Educação Infantil, permanece útil para o professor documentar as atividades realizadas.

Além da barra cronológica, os fatos também podem ser organizados em livro digital, lista ou mapa (e ele identifica sua localização através do Google Maps – ideal para passeios e excursões escolares!).

Essa é uma linha do tempo do canal Disney Channel no Dipity:

(foto: Dipity)

(foto: Dipity)

Eduqa.me

Se você acompanha o blog, já conhece um pouco da Eduqa.me. A plataforma é exclusiva para professores de Educação Infantil, e conta com áreas de registro de atividades, perfil de turma e criança, avaliação e relatório de aprendizado. Ela é indicada pela praticidade: o professor não precisa editar a linha do tempo, apenas preencher o campo de data junto com a descrição do exercício. Com isso, a atividade será colocada automaticamente em uma linha do tempo, que pode ser visualizada na página da classe e de todas as crianças participantes.

O educador ainda pode acrescentar fotos, vídeos e documentos às atividades. Elas não aparecem na linha do tempo principal, mas são acessadas ao clicar em um dos quadros.

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essa é a linha do tempo no perfil de um aluno. Ela apresenta todas as atividades das quais ele participou:

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essas atividades são enviadas semanalmente ao email do professor, em um documento com fotos. Ele pode ser compartilhado com a coordenação da escola ou mesmo com os pais das crianças que tenham interesse em acompanhar a rotina da classe!

Você já organizou uma linha do tempo de sua turma? Como foi a experiência? Conte para a gente nos comentários.

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Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Registros/Rotina pedagógica
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Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Esta semana, encontrei o depoimento de uma professora de Educação Infantil em que ela se queixava da dificuldade em organizar seus registros – segundo ela, ela reunia mais de cem fotos da turma por mês. Ao final de um ano letivo, ela teria superado o número de mil fotografias! E, é claro, todas elas são registros valiosos, especialmente lidando com uma faixa etária que ainda não escreve ou realiza provas como método de avaliação.

Por outro lado, os inconvenientes são muitos: desde ocupar exaustivamente a memória do seu computador até organizar pastas para encontrar facilmente o que procura. Isso sem falar em mobilidade – raramente os professores trabalham com um único aparelho; o mais usual é que o computador de casa e da escola sejam utilizados, assim como tablets ou celulares. Aí, haja paciência para transferir arquivos de um para o outro sem se perder na bagunça.

Soa familiar?

Organizar suas fotos online pode ser a solução de seus problemas, além de ser bem mais simples do que a maioria dos educadores espera. Confira as vantagens de guardar seus registros em duas plataformas simples que vão transformar sua rotina.

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Existem soluções simples para organizar as fotos – e qualquer outro material – do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Gostou?

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Dropbox

O Dropbox é um site de armazenamento que vem sendo amplamente usado por professores de vários países, inclusive como forma de receber trabalhos dos alunos. Ainda que esse não seja o caso para a Educação Infantil, há várias possibilidades de organização e compartilhamento.

A primeira coisa que você precisa saber é: você pode usar a plataforma online, com apenas email e senha para acessar sua conta gratuitamente, ou fazer o download do Dropbox em todos os seus dispositivos. Assim, você pode:

Subir arquivos e criar pastas

Ao invés de ocupar espaço na memória do seu computador, transfira seus documentos para o Dropbox e divida-os em pastas e subpastas de acordo com mês e área de conhecimento. Por exemplo:

JULHO > MÚSICA E ARTES > INSTRUMENTOS COM MATERIAL RECICLÁVEL

Dessa forma, encontrar conteúdos semanas após a atividade continua fácil e intuitivo. Além disso, salvar os registros na rede previne que o professor perca tudo caso tenha qualquer problema técnico ou estrague seu computador.

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Compartilhar material

Outra funcionalidade útil para educadores é a possibilidade de compartilhar. Basta clicar no arquivo que você quer mostrar para sua equipe e clicar em “compartilhar”. Ao incluir o email de seus colegas, eles terão acesso apenas àquele conteúdo e podem fazer alterações ou deixar comentários.

Essa é inclusive uma alternativa para entrar em contato com os pais de seus alunos sem precisar dedicar tempo extra a impressões e envelopes – por que não enviar para eles um resumo da semana (que você provavelmente já fez, de qualquer forma, para a coordenação) através do Dropbox? Ou mesmo dividir fotos e vídeos de momentos especiais em sala de aula?

Não se preocupe: ao compartilhar uma foto ou texto, os outros documentos permanecem particulares.

Ter mobilidade

Como professor de Educação Infantil, você provavelmente precisa imprimir atividades ao menos algumas vezes por semana. Isso exige ou um pendrive ou a chateação de enviar a si mesmo os exercícios por email, até encontrar uma impressora na escola.

Nesse ponto, fazer o download do Dropbox é ainda mais indicado. A pasta Dropbox ficará em seu computador assim como qualquer outra (Meus Documentos ou Minhas fotos, por exemplo), com a diferença de que o que for colocado ali aparecerá em todos os seus dispositivos. Ou seja, ao invés de salvar um plano de aula na Área de Trabalho, você realiza os mesmos passos para salvá-lo na pasta Dropbox – e, apenas com essa pequena mudança de coordenadas, pode acessar o arquivo em seu celular, tablet, laptop ou computador da escola.

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Eduqa.me

A Eduqa.me tem o diferencial de ser uma plataforma pensada exclusivamente para o professor de Educação Infantil. Portanto, além de armazenar fotos e arquivos, ela os organiza automaticamente para que o professor visualize o desenvolvimento de cada turma. A plataforma permite que o professor:

Separe fotos por área de conhecimento

Ao cadastrar cada atividade, o professor seleciona quais áreas de conhecimento estava desenvolvendo. É possível ainda marcar mais de uma área quando a dinâmica estimular diferentes aprendizados para as crianças. Por exemplo:

FAZENDO CONTAS COM CAIXINHAS DE FÓSFORO > MATEMÁTICA e MOTRICIDADE

Nessa mesma tela, há espaço para descrever a atividade e fazer o upload de fotos ou vídeos. Assim, sempre que o professor quiser conferir o que foi feito com a classe apenas em matemática, basta selecionar essa área de conhecimento na lista e todos os exercícios relacionados vão aparecer imediatamente. No caso do exemplo acima, a atividade “Fazendo contas com caixinhas de fósforos” apareceria tanto na seção “Matemática” quanto na “Motricidade”.

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

Crie linhas do tempo

Outra facilidade ao usar a Eduqa.me é ver seus registros organizados em ordem cronológica. Ao adicionar uma atividade e inserir a data, ela aparece automaticamente na página da turma e de todas as crianças que participaram dela.

Esta é uma outra forma de organização: por data. Escolhendo um período, o professor vê tudo o que foi realizado nesse espaço de tempo – e, clicando em uma das atividades, acessa as fotos e vídeos respectivos.

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico - basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico – basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

Gere relatórios

As fotos lançadas na plataforma são reunidas ao fim de cada semana em um relatório automático que o professor recebe por email. Como um semanário online, esse documento é enviado para o professor e pode ser salvo em seu computador ou compartilhado com coordenadores e pais, melhorando a comunicação da equipe.

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Assim como o Dropbox, a Eduqa.me dá mobilidade ao professor. O que está guardado na plataforma pode ser acessado de qualquer computador, tablet ou celular, com apenas o login e senha. Isso garante a segurança dos documentos, além de agilizar o trabalho – afinal, tudo está reunido em um só lugar.

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Semanários
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3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Comemorações de dia dos pais, dia das mães.. e aí bugou?!

Com as novas atualizações de família como que a Escola fica? Está cada dia mais comum os alunos venham de diversas situações além do tradicional pai-e-mãe-casados.

Com certeza turmas de Educação Infantil em toda parte passaram as últimas semanas colorindo cartões, carimbando mãos e pés com tinta guache e assinando seus nomes em letrinhas tortas para homenageá-los ou homenageá-las.

Não que os presentes não sejam válidos – mas por que não aproveitar a data para trazer conteúdo às crianças, discutindo os vários modelos familiares existentes?

Como o número de divórcios no país já ultrapassa os 243 mil por ano (IBGE, 2010), e, dentre eles, 43% envolve filhos menores de idade, é de se esperar que sua classe seja composta por crianças que vivem apenas com um dos pais – ou em novos núcleos familiares, como pai e madrasta ou mãe e padrasto (sem contar os meios-irmãos de casamentos anteriores!). Casais homoafetivos, por sua vez, conquistaram direitos nos últimos anos, inclusive (ainda que com alguns obstáculos por superar) o da adoção. Isso resulta em cerca de 60 mil casais gays em união estável; destes, 20% declararam ter filhos no último censo.

E agora?

Lidar com essas mudanças em sala de aula é desafiador, mas extremamente necessário. Engana-se quem pensa que o assunto é complexo demais para os pequenos: a primeira infância é, justamente, quando os conceitos de certo e errado estão se formando e, portanto, a idade perfeita para apresentar estilos de vida distintos com uma conotação respeitosa e positiva. Iluminar realidades sem estranhamento, como mais uma alternativa, é um passo importante para criar crianças livres de preconceito, já que elas tendem a aceitar bem as diferenças.

Faça uso de atividades em grupo e que incentivem o diálogo tanto em casa quanto entre colegas para abordar o tema. A Eduqa.me reuniu uma série de atividades sugeridas pelo MEC para trabalhar organizações familiares.

A árvore da família

A partir dos 3 anos: Pedir que as crianças tragam fotografias de seus familiares mais próximos dá início à discussão coletiva. Peça que cada um converse com seus pais ou responsáveis e saiba contar, em sala, algo sobre os membros da famílias (os adultos podem escrever a história ou curiosidade no verso da imagem, como apoio – dessa forma, o professor saberá quais perguntas fazer para estimular a fala dos alunos).

Enquanto a classe se apresenta, explique que cada um tem sua família e que cada família tem particularidades. Aponte como alguns moram com os avós, só com a mãe ou com dois pais, sempre com naturalidade. Incentive mesmo aqueles que não tenham trazido o material a falar, citando quem compõe sua família, com quem moram, se têm irmãos.

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

A partir dos 4 anos: Ao terminar a roda de conversa, as crianças vão criar sua árvore genealógica, que pode ser montada com fotos ou desenhos. É recomendável levar sua própria árvore genealógica pronta ou montá-la diante deles – com um molde já completo, compreenderão a tarefa mais facilmente.

Veja essa atividade no Baú de Atividades Eduqa.me

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Rodas de leitura

Entre 0 e 3 anos: O Livro da Família, de Todd Parr, traz ilustrações coloridas e frases curtas para introduzir as diferenças entre famílias. Elas vão desde “algumas famílias gostam de se lavar… Outras de se sujar”, mostrando um grupo de porquinhos na lama, até outras, mais explícitas, como a que diz “Algumas famílias têm duas mães ou dois pais… Algumas, têm só pai ou só mãe”. A história é uma graça e estabelece desde cedo que o que importa é o carinho entre as pessoas.

(foto: Editora Saraiva)

(foto: Editora Saraiva)

Até os 6 anos: Outra opção é O Grande e Maravilhoso Livro das Famílias, de Mary Hoffman e Ros Asquith que, inclusive, faz parte dos livros destinados ao PNAIC (Programa Nacional para a Alfabetização na Idade Certa). O livro pode ser lido para as crianças mais novas (afinal, também é composto, no geral, por sentenças breves), ou lido pelas que estão em fase de alfabetização, pois apresenta letras grandes e muitas imagens explicativas.

Dos 4 aos 6 anos: De Miriam Leitão, Flávia e o Bolo de Chocolate é uma opção lúdica e sensível de introduzir a ideia de adoção entre os pequenos. O livro – como indicado pelo título – trabalha questões raciais com muita leveza ao mostrar uma menina sempre questionada por ter a pele tão diferente da de sua mãe. Aliás, no Portal da Adoção há uma lista imensa de livros para abordar a temática, todo com conteúdo específico para essa faixa etária. Vale a pena conferir!

(foto: Editora Rocco)

(foto: Editora Rocco)

Liste algumas questões a serem lançadas após o momento de leitura. Quem tem família que mora longe? Quem mora com muita gente da família? Quem tem muitos irmãos e irmãs? Quem é filho único? As pessoas em sua casa são todas parecidas com você? Em quais aspectos? Pergunte se eles observaram famílias parecidas ou opostas à sua entre os colegas. Por quê? O que elas têm em comum e o que é diferente? Destaque que nenhuma delas é melhor ou pior.

Música

Entre 5 e 6 anos: Reúna as crianças para ouvir a canção “Eu”, do grupo Palavra Cantada. A letra narra como os bisavós do personagem se conheceram e, a partir daí, conta a história de toda a família – sempre lembrando, no refrão, que, sem aqueles acontecimentos, “eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó…” e assim por diante.

Pergunte o que acharam da música e qual foi a história que acabaram de ouvir. Ressalte como cada membro da família veio de uma cidade diferente e tinha trabalhos e costumes distintos, mas, ainda assim, formaram uma família.

Mas atenção – antes de pedir que cada criança interrogue os pais sobre como se conheceram, garanta que não haja situações complicadas que possam constrangê-las (como casos fora do casamento, por exemplo). Uma alternativa mais segura é que a turma pergunte aos pais ou responsáveis de onde seus antepassados vieram e, de preferência, identifique esses locais no mapa. Também podem reparar em costumes que ainda tenham por causa dessa história: como beber chimarrão ou comer determinados doces, celebrar festas diferentes, etc.. Na aula seguinte, eles podem mostrar para a classe suas descobertas.

Acima de tudo, respeite a privacidade das crianças. Caso alguma delas já tenha experimentado uma situação de preconceito, como deboche dos colegas, xingamentos ou isolamento, ela tenderá a ficar calada e dividir pouco com a turma. Procure campos mais neutros para estimular a conversa diante a classe e aguarde para se aprofundar no assunto a sós.

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