7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Fonte: Criança em questão

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
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7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Toda atividade humana organizada possui algum grau de direção e seletividade. O caráter direcional e a seletividade dos processos mentais, base sobre a qual se organizam, é denominada atenção. A atenção é o mecanismo pelo qual nos preparamos para processar estímulos, enfocar o que vamos processar, determinar quanto será processado e decidir se demandam uma ação. Os mecanismos da atenção têm sido apontados como relevantes na execução de diversas tarefas (perceptivas, motoras, cognitivas), sendo determinantes na seletividade do processamento da informação.

Objetivos:

  • Apresentar estratégias para facilitar a capacidade de atenção da criança.
  • As ilustrações abaixo são dicas de como evitar situações que podem impactar na capacidade de atenção da criança.

#Dica 1 Mude de ambiente

Não exigir um tempo prolongado de permanência na mesma posição. Alternar as atividades com posição sentada, no chão e em pé ou fazer mudança de  ambiente (pátio, parque, sala, etc.)

Fonte: apostila PPI

# Dica 2: Cadeiras posicionadas corretamente

Cadeiras voltadas em direção à fonte de informação e atividades em círculos.

# Dica 3: Evite sala com muitos estímulos

#Dica 4: Tenha um objetivo claro

Atividades como filmes e história devem ser escolhidas com um objetivo claro para despertar o interesse das crianças.

# Dica 5: Abuse da Ludicidade

Atividades lúdicas (jogos, desenhos, brincadeiras, etc) desenvolvem a capacidade de atenção, além de outras funções.

#Dica 6: Instruções curtas

Evitar instruções muito longas e utilizar atividades mais breves, de no máximo 30 minutos, são mais adequadas para crianças de Educação Infantil.

#Dica 7: Planeje

O planejamento das atividades deve considerar o tempo que a criança poderá manter a sua atenção nela.

 

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

social momys

Registros/Socioemocional
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5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

A autoestima é um sentimento de importância com relação a si mesmo. Ela é afetada tanto por conquistas e fracassos pessoais quanto pelos relacionamentos que envolvem a pessoa desde a infância. É também a sensação de capacidade, a noção de que se é capaz de superar desafios – e de que seu valor não diminui diante de um resultado negativo, por exemplo.

Quem possui uma boa autoestima é mais confiante, consegue tomar decisões e resolver problemas mais facilmente e acredita que seus objetivos serão alcançados mesmo quando encontra obstáculos.

Por outro lado, a baixa autoestima pode gerar angústia, desânimo, dor ou vergonha – ela leva a criança ou adulto a se sentir desvalorizado. Um sinal comum é a comparação constante com os demais: as outras pessoas sempre são vistas como melhores, bem sucedidas, mais bonitas, mais inteligentes. Eventualmente, quem sofre com baixa autoestima pode não ter objetivos e se encontrar incapaz de atingir qualquer meta que se proponha.

Crianças com uma autoestima saudável são mais dispostas a enfrentar desafios – afinal, não se sentem diminuídas por um fracasso e se sentem compelidas a continuar tentando. Foto: Lands O Moms

Como cultivar a autoestima na Educação Infantil

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Há uma série de atitudes diárias que promovem a autoestima saudável entre as crianças. Elas devem ser praticadas tanto por pais quanto por professores.

#1 Estabelecer comunicação

Deixar a criança ter voz, opinar e ajudar na tomada de decisões gera confiança e mostra que ela é levada em conta;

#2 Não menosprezar preocupações

O que parece bobagem a um adulto pode ser um medo real da criança. Ouça suas preocupações e ajude a resolvê-las, não apenas descarte o assunto;

#3 Elogie e critique ações pontuais

Não se engane: crianças reconhecem elogios vazios. Quando for elogiar, seja específico, fale de seu esforço e dedicação, boa educação ou gentileza, por exemplo. O mesmo vale para críticas. Evite dirigir o comentário negativo à criança, e sim ao comportamento errado (a diferença entre “você precisa arrumar os brinquedos porque outros colegas vão usá-los também” e “você é muito bagunceiro, nunca me escuta” é a mesma entre “não gostei dessa atitude” e “não gosto de você”);

#4 Mostre as consequências de suas escolhas

É fundamental que as crianças entendam desde cedo que suas ações terão consequências boas ou ruins. Quando ela errar, deixe claro que terá chance de acertar na próxima oportunidade;

#5 Reserve um tempo para ela

Isso faz com que ela se sinta especial. Seja em casa ou na escola, tenha momentos em que ela é o foco, em que você não vai atender o celular ou desviar sua atenção;

Ajude a encontrar soluções – dessa forma, a criança se sente cada vez mais capaz de lidar com imprevistos. Não resolva por ela, oferecendo respostas prontas. Ao invés disso, proponha questões: o que você gostaria de fazer? Por que quer fazer isso? Como acha que pode fazer isso?

Deixe que elas ofereçam ajuda – assim, elas sentem que têm algo de positivo para oferecer ao mundo.

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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros/Rotina pedagógica
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. No painel do coordenador é possível olhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

COMO SILENCIAR UMA SALA DE AULA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
Atividades/Registros/Rotina pedagógica
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COMO SILENCIAR UMA SALA DE AULA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

Administrar o comportamento dos alunos em sala de aula deixa qualquer professor de educação infantil sugado. Haja energia para atender aos chamados e a excitação dos pequenos. Nesse momento muitos professores que amam a profissão desejam do fundo dos seus corações largar tudo e ir embora, não é verdade?

Essa história é conhecida e o discurso cristalizado que alguns professores recorrem para obter silêncio sem sucesso também.

Eu não quero ouvir um pio!

Shiiiiii, silêncio! Quando um burro fala o outro abaixa a orelha.

Cala a boca, gente!

Pessoal, assim eu não consigo falar!

Hey, prestem atenção!

E por aí vai… há quem bate no quadro; há quem apaga a luz; há quem puxa um por um e tenta organiza a fila ou a aula; há aqueles que gritam loucamente e se descabelam e, claro, há aqueles que já tentaram todas essas alternativas e chegaram a conclusão de que a resposta certa é nenhuma das alternativas anteriores. Mas, há também aqueles professores que erraram bastante e com as tentativas diárias acabaram desenvolvendo algumas técnicas para silenciar a sala de aula.

No post anterior falamos sobre a Habilidade de atenção e porque seu aluno não presta atenção. Hoje vamos conversar sobre como lidar com com esses alunos na prática.

Como prender a atenção das crianças sem gritar?

Bom, conversando com alguns professores eles me contaram algumas dicas para prender a atenção das crianças durante a aula e vou contar para vocês.

Vale lembrar que o professor deve levar em consideração que cada sala é uma sala e que algumas crianças são mais ativas que outras e comparar as salas e as crianças pode não ser uma boa alternativa, uma vez que dar “atenção a mais” para uma criança do que a outra, não quer dizer torná-la o alvo das atenções e sim conseguir acalma-la utilizando técnicas que são simples e que valorizam a conexão entre os alunos e os professores.

Dica #1:Use e abuse da comunicação não verbal.

Fonte: Secretaria Municipal de Educação/ Prefeitura de São Paulo Educação.

No momento em que a sala parecer o caos não adianta falar alto ou gritar para sobressair ao barulho da sala.  Implorar a atenção dos alunos só vai te colocar no lugar de alguém que não tem domínio da situação- definitivamente essa não é a melhor estratégia. O professor saindo do controle vai deixar as crianças ainda mais excitadas e o ambiente vai borbulhar estresse.

Minha dica é que nesse momento você respire fundo, e lide com seus sentimentos sem elevar o tom de voz. Seja o exemplo, se queres o silêncio dê o exemplo.

A comunicação não verbal e a comunicação não violenta pode te ajudar bastante nessa tarefa.

Dica #2: Estabeleça conexão e explique a brincadeira de forma rápida e prática.

Afeto e empatia nessa hora é fundamental. Sabemos que o tempo de foco nosso e das crianças está cada vez mais curto. Podemos identificar as crianças que estão um pouco dispersas para repetir uma frase que falamos, ou fazerem buscar a atenção dela questionando sobre o que ela acha que ira acontecer em determinada situação da aula.

Falar olhando para ela durante algum tempo – isso demonstra atenção e conexão. Com essa técnica, a criança tende a seguir o gesto e prestar mais atenção no professor.

Fonte: Blog Ricardo Banana.
Esse é o aluno Pedro Henrique Pereira de Lima, de 5 anos e que estuda no CMEI Hildete Lustosa.

Se a turma já for conhecida e você já tiver tido a chance de identificar alguns alunos que são ponto focal a grande dica e trazer essa criança para participar ativamente do processo. Convida-las para desempenhar o papel de ajudantes do dia normalmente costuma funcionar.

Dica #3: O jogo do silêncio

Faça duas plaquinhas. Uma placa de um ouvido e uma placa de uma boca e dê a eles no início da aula.

Espere que a sala acalme e quando tiver silêncio explique a regra dos jogo.

Os alunos deverão ficar em silêncio pelo máximo de tempo possível até que você termine de dar as regras do jogo. Se quiser, faça uma introdução falando que você também terá as plaquinhas e que quando desejar falar vai levantar a plaquinha da boca e então todos os outros alunos deverão levantar a plaquinha do ouvido.

Diga que você gostaria que eles ficassem em silêncio pois em alguns momentos na sala de aula será necessário ordem e cooperação e adicione algum pequeno prêmio/ recompensa para estimular a gamificação.

Valendo….

Dica #4: Torne a sala uma unidade.

Cada sala de aula é um mundo e nesse mundo há crianças de todos os tipos e energias distintas. Como todo e qualquer grupo é preciso tentar conectar essas crianças que estão em energias e momentos diferentes a se sentirem pertencentes a um grupo, uma unidade.

Algumas escolas usam a ciranda, outras a yoga, a música e por aí vai.

O site Música plena tem algumas atividades de música que vai te ajudar com essa tarefa.

Veja abaixo:

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Fonte: Música Plena

O Educador pergunta para as crianças: Quais os sons que podemos produzir com o corpo?

É normal que muitas crianças se sintam bloqueadas mentalmente, pois nunca tiveram esta experiência. Então diante de uma situação dessa, o educador pode estimular, por exemplo: Quais sons podemos produzir com as mãos? ou Quais sons podemos produzir com a boca? Etc…

É importante dar muita ênfase a tudo que as crianças porventura venha a se manifestar, pois esta atitude incentiva os outros a se soltar para a atividade.

Anote cada som que as crianças produziram por elas mesmas.

Depois deste primeiro momento, o educador irá apresentar diversas possibilidades sonoras produzidas pelo corpo, onde as crianças irão imitar todos eles. Isto fará com que elas se abram cada vez mais para mais possibilidades.

a) SONS COM AS MÃOS:

  • Golpear uma mão com a outra em forma de concha, que produzirá um som mais grave;
  • Agora com as mãos planas e os dedos esticados, que produzirá um som mais agudo;
  • Outros: mãos na barriga, mãos no peito, mãos nas coxas, mãos no rosto, mãos na boca.

b) SONS COM OS DEDOS:

  • Estalar os dedos. (Algumas crianças não conseguirão fazer este exercício, mais é importante mostrar)
  • Dedos contra dedos. (por exemplo: junte dois dedos de uma mão contra dois da outra mão)

c) SONS DA BOCA:

  • Estalar a língua;
  • Barulho do beijo;
  • Imitar o som do vento;
  • Imitar o som da chuva;
  • Bater os dentes;

d) SONS COM OS PÉS:

  • Pé com pé;
  • Pés no chão;

Essas são algumas das técnicas selecionei para você e se souber de mais alguma pode comentar!Segredos do adsense

Além dessas técnicas, acreditamos também que professor deve gastar seu tempo com tarefas cada vez mais pedagógicas, pois é a partir dessa perspectiva que a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. E é por isso que gastar tempo com registros no papel já não faz mais sentido.

Aqui na Eduqa.me e possível fazer o planejamento, os registros e portfólios digitais, além de criar e consumir atividades feita por professores de todo Brasil. Já imaginou quanto tempo você vai economizar durante todo o ano?

Tudo que é bom deve ser compartilhado.

Experimente a Eduqa.me e perceba como a fazer essas atividades administrativas se torna simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Como entender a necessidade do aluno?
Relatórios/Rotina pedagógica
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Como entender a necessidade do aluno?

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O cotidiano de uma escola é muito dinâmico, intenso e único!

Quem é professor sabe que ao colocar os pés dentro da sua sala de aula é como se entrasse em um novo mundo, e ali, envolve-se com o grupo de alunos, suas famílias, com o cumprimento do currículo, reuniões, entre outras tarefas.

Dar conta de resolver todas estas questões, podem provocar no professor um tipo de comportamento que o faz ter um olhar homogêneo para os seus alunos, e aí está o problema que o impede de entender, em alguns casos, a necessidade de cada aluno, pois a forma como o professor vê o seu grupo, interfere diretamente em suas atuações.

Sabemos que é mais fácil trabalhar com um grupo homogêneo do que com turmas heterogêneas. Preparamos as mesmas atividades para todos e não termos que nos preocupar com aqueles que aprendem de maneiras diferentes. Mas será que isso é verdade?

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Não…. Isto, não é verdade; criamos uma falsa ideia de que todos são iguais e nos iludimos por achar que todos os alunos aprendem do mesmo jeito. Independente da ausência de diferenças significativas, as turmas sempre serão heterogêneas, por isso, para se entender melhor a necessidade dos seus alunos, comecem por desconstruir a ideia de homogeneidade e:

– Aproxime-se de cada aluno e não tenha pressa para isso, pois este é um trabalho que exige muita dedicação, tempo e planejamento.

– Conheça a realidade das famílias.

– Não julgue o aluno pelo comportamento que ele mostra em sala de aula. Há muita história por traz disso e nem sempre um aluno que responde mal a um professor é uma criança mal-educada pelos pais.

– Pense em estratégias que facilite o seu trabalho. A Eduqa.me oferece uma série de recursos para isso (formas de organizar o seu semanário, portfólio, entre outras técnicas).

– Realize sondagens e veja como está a aprendizagem do seu aluno e quais são as necessidades dele. Isso aprimora a sua atuação prática e otimiza o tempo (conheça uma sondagem sugerida pela Eduqa.me).

Não é fácil saber do que os nossos alunos necessitam e, dar respostas eficazes a estas necessidades, nem sempre é tão simples. Cada criança requer um olhar único e ao máximo possível precisamos tentar transformar vidas através da educação, afinal, ser professor requer além de muito estudo, conhecimento e experiência, uma força interna em ACREDITAR que as pessoas podem mudar a partir do exemplo que praticamos e ensinamos.

Isso é educação, isso é escola, isso é ser professor!!!

eduqa.me é uma ferramenta que vai te ajudar a criar portfólios incríveis, além disso, possibilita a compartilhar informações com os pais e  entre os próprios profissionais da escola, o que melhora a comunicação, o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica
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Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil

Escolas diferentes seguem currículos diferentes: enquanto algumas enfatizam o ensino de idiomas e conhecimentos cognitivos, outras optam por desenvolver competências sociais; umas empregam atividades lúdicas, outras prezam pelo contato com a natureza e criam consciência ecológica ou apostam na tecnologia. Qualquer que seja o método aplicado, há espaço para sequências didáticas no planejamento.

Sequências didáticas são um conjunto de aulas pensadas para ensinar um conteúdo de forma acumulativa. Ao longo dos dias (ou mesmo semanas, para projetos mais extensos), as crianças vão construindo o conhecimento, sempre passando de desafios mais simples para mais complexos.

Como escolher o tema da minha sequência didática?

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Qualquer assunto pode dar origem a uma sequência didática. Para começar, é bom se perguntar o que você pretende que as crianças aprendam sobre determinado tema. Qual o propósito desse conteúdo? É fazer com que a turma aprenda a ler? Que se familiarize com a cultura e tradições da região? Que entenda a importância da alimentação saudável? Que desenvolva certos movimentos?

Deixe dois pontos bem claros – qual o conteúdo e qual o objetivo da sequência. O conteúdo é aquilo que será ensinado, o objetivo, o que você espera que a classe aprenda.

O próximo passo é observar o que as crianças já sabem sobre esse tema, qual o repertório que trazem de outras vivências. Essa sondagem pode ser realizada de várias maneiras (como simplesmente perguntar a elas sobre o assunto), mas a mais esclarecedora é, com certeza, colocá-las em contato com o tema na prática. Se a sequência didática for abordar insetos, por exemplo, livros, revistas, bichinhos de plástico ou quebra-cabeças podem ser distribuídos, enquanto o professor caminha pela sala e repara em como as crianças interagem com eles ou sobre o que conversam entre si.

A partir desses questionamentos, o professor será capaz de traçar uma sequência de atividades. As atividades são como ferramentas escolhidas cuidadosamente para proporcionar experiências significativas à turma, nas quais ela vai adquirir as habilidades e aprendizados necessários – ou seja, a escolha está longe de ser aleatória!

Cada atividade, cada experimento, jogo ou brincadeira deve acrescentar algo ao desenvolvimento das crianças, para que elas consigam evoluir. É como criar um passo a passo – de quais conhecimentos elas precisam para passar de uma atividade para a seguinte?

Trabalhe a interdisciplinaridade

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Sequências didáticas são uma oportunidade para se trabalhar um mesmo conteúdo sob diversos olhares. Ainda usando o exemplo do tema “insetos”, imagine que a turma está abordando um tema de Natureza e Sociedade, mas também irá desenvolver novo vocabulário, quando aprender nomes de animais, suas partes, o que comem, etc.; motricidade, ao desenhá-los, procurar por insetos no pátio, construir um inseto com massa de modelar ou argila, criar um formigueiro em um aquário; matemática, identificando o número de pernas, asas, antenas; e assim por diante.

Busque não dividir as aulas por disciplina, fragmentando o conteúdo (não anuncie, por exemplo, “agora, vamos aprender matemática”). Apenas relacione os aprendizados como partes de um todo. Isso leva as crianças a perceberem o assunto mais amplamente, através de múltiplas linguagens.

Outra vantagem é valorizar os potenciais de cada aluno, já que a sequência permite que eles sejam expostos a diferentes formas de trabalho em que podem se sobressair.

Na Educação Infantil, algumas etapas devem estar presentes na sequência didática:

  • #Dica 1 Explorar as habilidades socioemocionais:

São atividades que permitem que as crianças identifiquem sentimentos, emoções e organizações sociais. O foco é o autoconhecimento e a socialização e interação com os colegas.

  • #Dica 2 Explorar os sentidos:

Nessas atividades, o foco é a descoberta da visão, audição, tato, olfato e paladar.

  • #Dica 3 Explorar linguagens:

Aqui, entram as atividades em que a turma trabalha a linguagem oral e escrita, a música, o desenho e outras mídias (como vídeos, jogos online, etc.).

  • #Dica 4 Explorar conceitos matemáticos:

Ocorre quando são apresentadas noções de maior e menor, perto ou longe, formas geométricas, números, somas ou subtrações.

  • #Dica 5 Explorar conteúdos específicos:

Finalmente, há espaço para o aprendizado de temas específicos como natureza, literatura ou arte, entre outros.

Durante a sequência, garanta que haja um equilíbrio entre atividades individuais, em duplas e coletivas. Cada uma delas vai gerar interações e aprendizado distintos. Enquanto um exercício individual foca nos conhecimentos adquiridos por cada criança e exige mais concentração, duplas são excelentes para que cada um exponha pontos de vista e, juntas, elas discutam hipóteses. Já grandes grupos proporcionam trabalho em equipe, respeito às regras e troca de aprendizados.

Quanto tempo reservar para uma sequência didática?

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Essa resposta depende não do número de atividades, mas da complexidade do que você espera que as crianças aprendam. Enquanto algumas brincadeiras e dinâmicas podem ser concluídas em poucos minutos, outras levarão aulas inteiras para serem completas. Alternar atividades longas com outras, mais breves, é uma boa forma de garantir o interesse.

Além disso, leve em consideração como cada criança aprende e o tempo que costumam levar para finalizar cada tipo de exercício. Pense ainda em como serão feitas as avaliações e o acompanhamento do aprendizado durante a sequência didática: em quais circunstâncias os alunos mostrarão o que sabem? Eles vão montar um portfólio, fazer uma prova, apresentar algo para os colegas, participar de uma gincana?

Por fim, reserve sempre algumas aulas livres ao fim da sequência, para o caso de atrasos ou mudanças de percurso. Afinal, é comum que algumas das hipóteses do professor não se confirmem em sala de aula e as crianças apresentem mais interesse em um assunto que não estava previsto ou mais dificuldade em uma etapa que você julgou que seria fácil. Sinta-se livre para ir adaptando o projeto ao longo do caminho, adotando estratégias diferentes para que a turma atinja os resultados desejados.

Se uma atividade não está funcionando, substitua-a por outra! Se uma curiosidade veio à tona, explore-a. Porém, mantenha sempre em mente aqueles objetivos traçados no início da sequência didática.

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