Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais
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Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais

Fonte: Google

O grande desafio que os professores enfrentam

Em todas as etapas da escolarização, é um desafio para os professores agir em relação às dificuldades e facilidades identificadas em relação a cada um dos estudantes. Nas turmas de Educação Infantil, por exemplo há grande variedade de estratégias que podem ser utilizadas, mas, na maioria das vezes, o conteúdo principal é trabalhado com todo o grupo, como se todos aprendessem da mesma forma, ou no mesmo ritmo. Para vencer esse desafio, a educadora Anne Baldisseri, em sua vivência na direção de escolas internacionais, deu início a uma experiência denominada Flag Time – Hora do Desafio®. Durante a proposta, “as crianças trabalham em uma tarefa escolhida pelo professor de acordo com suas necessidades acadêmicas, pontos fortes e interesses. Uma pequena bandeira (origem do nome Flag Time) com o nome da criança indica a atividade ou qual será o seu desafio do dia.”, conta Anne.

A educadora explica que o Flag Time fornece aos professores e alunos uma oportunidade diária de ensino-aprendizagem especializado. Trata-se de um curto e rico momento, quando cada criança trabalhará em uma tarefa meticulosamente planejada pelo professor. Agrupamentos de aprendizagem são cuidadosamente determinados a partir da avaliação formativa, levando-se em conta todos os aspectos da aprendizagem, como cognitivo, emocional, social, etc.

Esses grupos variam a cada aula em sua composição à medida da necessidade educacional dos alunos. Flag Time também gera uma oportunidade estruturada para que professores avaliem seus alunos, coletando dados e interferindo a partir deles.

Para o Flag Time você precisa de 6 etapas:

1. Avaliação: identificando os interesses dos estudantes, seus pontos fortes e suas necessidades acadêmicas.

2. Direcionamento e agrupamento: organizando atividades que estejam adequadas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando uma pequena bandeira com o nome ou a fotografia do aluno, dependendo da faixa etária, para que este possa identificar a atividade produzida e escolhida especificamente para ele. Agrupá-los estrategicamente, de modo que todos sejam devidamente desafiados, mas ao ponto de serem capazes de executar e finalizar a atividade com sucesso.

3. Instruções e Comandos: descrevendo as atividades de cada um dos agrupamentos de aprendizagem  e explicando em relação à gestão do tempo.

4. Aprendizagem por meio de Flag Time: encorajando os alunos a identificarem suas bandeiras e iniciarem as atividades, sendo acompanhados, sempre que necessário, pelo professor. É essencial que o professor registre os resultados em uma planilha, para que possa personalizar a e oferecer novas oportunidades em aulas seguintes.

5. Monitoramento e Reflexão diários: ao término, sistematizar e retomar os aspectos importantes relativos à rotina da atividade executada durante o Flag Time. Cada aluno deve explicar suas reflexões para o professor ou para um colega.

6. Potfólio de aprendizagem individual semanal: convidar os alunos a escolherem uma das atividades concluídas na semana, por exemplo, a que mais gostaram, a mais interessante, etc. Pedir que escrevam um pequeno comentário sobre ela. Colar uma foto referente a atividade seguida do comentário do aluno, dependendo da faixa etária, pode ser interessante.

Competências específicas, Plano de tarefa, interesses e pontos fortes dos alunos

Anne reforça que essa abordagem difere de outros modos de instrução diferenciada em três aspectos significativos. Primeiramente, centra-se nas competências específicas que precisam ser corrigidas ou ampliadas, ao invés de versões mais fáceis ou mais difíceis de uma mesma tarefa. Em segundo lugar, o plano de cada tarefa possibilita que o aluno exercite a autonomia e a auto-regulação, ao realizar a auto-avaliação ao término do processo. O terceiro aspecto é que os interesses e os pontos fortes dos alunos são projetados para a tarefa de aprendizagem, favorecendo um maior engajamento.

Quando pensamos no uso de recursos digitais, em um modelo como o Flag Time é possível identificar momentos em que as tecnologias digitais podem ser inseridas no processo. Ao registrar as necessidades e as facilidades dos estudantes, podem ser propostas atividades utilizando-se recursos digitais que estejam mais adequados àquele momento do processo.

Para a seleção dos recursos digitais, é essencial pensarmos no papel de curadoria do professor. Não é qualquer recurso digital que vai atender aos objetivos de aprendizagem de cada aluno porém, ao exercitar a curadoria, o educador vai elaborando um acervo de recursos que podem ser utilizados sempre que necessário. Outra questão importante: alguns alunos podem ter uma proposta digital enquanto outros têm atividades que não envolvem tecnologias digitais, estimulando momentos de interação com os pares e colaboração na resolução de problemas, por exemplo. As aproximações do modelo Flag Time com a abordagem do Ensino Híbrido são inúmeras, além de ser considerado uma proposta que motiva os estudantes das séries iniciais.

Lilian Bacich é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Mestre em Educação pela PUC/SP. Atuou por mais de 20 anos na Educação Básica e, atualmente, é Consultora de Metodologias Ativas pela Tríade Educacional, além de estar envolvida com as ações relacionadas ao projeto Ensino Híbrido. Co-organizadora do livro e Coordenadora do Curso online “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”. Contato: bacichlilian@gmail.com

A escrita dessa coluna foi feita em parceria com:

Anne Taffin d’Heursel Baldisseri, doutora em zoologia, atualmente faz parte de um grupo de pesquisas na UNIFESP, onde pretende completar seu Pós-doutorado sobre bilinguismo, leitura e motivação. Anne foi diretora da Educação Infantil na St. Paul’s School e hoje é ‘Head of Primary Division’ na Avenues: The World School. Anne ministra cursos sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Contato: annebaldisseri@gmail.com.


Faça os registros dos pontos fortes e das necessidades de criança!

Esses registros serão fundamentais para a preparação da atividade do dia seguinte! Fazer anotações em meio a 25 alunos, na sala de aula naquele momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de desafios e aprendizados?  Muitos professores anotam no caderno, mas mesmo fazendo as notações no papel fica bem difícil fazer a gestão e organização dessas notas e ainda lembrar o contexto em outro momento e por aí vai…

Na Eduqa.me além de resolver esse problema você nunca mais deixará escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança pois a Eduqa.me te ajudará a preservar cada momentinho de um jeito bem simples, bonito e organizado.

Veja o exemplo abaixo:

A atividade Flag Time encontra-se no Baú de Atividade Eduqa.me!

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Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Especial | Roteiro de sondagem PRONTO!

Roteiro de Sondagem

Materiais para Download/Relatórios/Práticas inovadoras
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Especial | Roteiro de sondagem PRONTO!

modelo de sondagem

Roteiro de sondagem prontinho para ser usado na sala de aula.

Há algum tempo atrás escrevi sobre a sondagem e como ela ajuda o professor no mapeamento dos seus alunos em sala.

Como muitos professores pediram mais detalhes sobre o processo decidi trazer algumas considerações finais sobre as sondagens:

– As sondagens podem ser um bom recurso de comunicação entre os profissionais. O professor atual da criança pode interagir com o professor do ano seguinte para partilharem informações relevantes sobre a aprendizagem da mesma.

– Se a criança mudar de escola a sondagem torna-se um documento que pode acompanhar o dossiê do aluno, assim como as suas demais avaliações.

– A sondagem não precisa ser sempre escrita, como já sugerido acima. Pense em situações práticas.

– Podem ser realizadas individualmente ou no coletivo. Dependerá dos seus objetivos, da forma que organizar a sondagem e principalmente das necessidades das crianças.

– Se a sondagem for para o grande grupo, circule pela sala para observar tudo o que se passa.

– Não faça anotações nas produções das crianças. Tenha a sua própria folha de registro para anotar o máximo de informações possíveis: o que eles falam, sentem, como se comportam e reagem aos desafios.

– Você pode utilizar como sondagem, o seu próprio roteiro de observação, construído com base nos objetivos a serem alcançados pelo grupo.

Caso queira um modelo pronto para usar em sala de aula basta clicar aqui e preencher os dados para ter  acesso a um modelo Eduqa.me.

Roteiro de Sondagem

Roteiro de Sondagem

– Planeje sempre o uso das sondagens no seu dia a dia em sala de aula.

Bom trabalho!

Como falar para o aluno aprender?

Schoolgirl stay near school blackboard. Close up.

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Rotina pedagógica/Semanários
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Como falar para o aluno aprender?

Por que alguns alunos aprendem e outros não?

Você com certeza já parou para se perguntar isso…

E bem difícil dar uma resposta concreta sobre esse questionamento, mas nada impede a nossa tentativa de  investigar o problema e buscar respostas que contribuem para que o aluno não aprenda.

Muitas vezes, essas justificativas encontram-se ancoradas no outro, e pouco em nós mesmos. Isso não acontece por mal ou por falta de experiência, mas por dificuldade em nos colocarmos como “parte do problema”.

Pensamos: será que é dislexia ou deficit de atenção? Ao invés de: será que é o método que aplico ou minha intervenção prática?

Com essa pequena polêmica, não se quer encontrar culpados, mas sim, lançar a reflexão sobre o quanto fazemos parte, em algumas situações, da produção de obstáculos na aprendizagem dos alunos pela forma na qual falamos.

Como falar para o aluno aprender?

Esse também é título de um livro muito interessante, rico em estratégias e que eu recomendo para você professor, mergulhar neste mundo da comunicação. As autoras Adele Faber, Elaine Mazlish com Lisa Nyberg e Rosalyn Templeton trazem contribuições acerca de uma comunicação eficiente, de uma fala construtiva, clara, direta e mais do que tudo, respeitosa nas relações de ensino-aprendizagem.

Não se pretende, que após esta leitura, o professor se torne “bonzinho”, mas que ele possa exercer a sua autoridade com assertividade, além de reforçar o direito de se proteger de agressões num clima de harmonia, respeito e confiança para o aprendizado acontecer.

Para refletir…

como fazer para o aluno aprender?

– Acolher ao invés de julgar;

– Valorizar o positivo e não o negativo;

– Preferir o equilíbrio do que o desequilíbrio nas relações de aprendizagem;

– Não subestimar o poder das nossas palavras;

– Aproximar e não afastar;

– Unir e não separar;

– Construir e não destruir…

Veja estes exemplos:

Estes são apenas alguns princípios que podem ser colocados em prática. Vamos todos repensar o nosso papel nestas relações de ensinar-aprender.

O Instituto ABCD tem um curso chamado TODOS APRENDEM.

No vídeo abaixo há uma explicação e as várias razões pelas quais uma criança não aprende, apontando os sinais que diferenciam as dificuldades escolares dos transtornos de aprendizagem.

Referência:

Como falar para o aluno aprender? Adele Faber, Elaine Mazlish com Lisa Nyberg e Rosalyn Templeton. São Paulo: Summus Editorial, 2005.

Instituto ABCD

Experimente a Eduqa.me e gaste menos tempo com tarefas administrativas.

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O que eu fiz por mim nestas férias?

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Registros/Práticas inovadoras
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O que eu fiz por mim nestas férias?

As férias são sempre um bom momento para relaxar, refletir e para renovar os sonhos e os desejos. Literalmente tirar férias significa parar; sair da rotina, do ciclo que nos faz ficar exclusivamente focados no que acontece ao nosso redor.

Como foram suas férias? 

O professor é muito tendenciosos a focar nos outros, ou seja, ele está sempre tão preocupado com os alunos, os pais, os coordenadores, os diretores e as outras tarefas do cotidiano escolar que acaba por distanciar de si mesmo.

Isso, sem falar naqueles professor que são pais ou principalmente mães, aí é que podemos dizer que ele perde aos poucos o contato com o seu eu interior e vai desligando-se de si mesmo cada vez mais.

Isso parece um exagero, não é? Mas a rotina é tão sorrateira e silenciosa, que quando nos damos conta, passaram-se anos e não fizemos nada por nós mesmos.

Os alunos evoluem, os filhos crescem, o tempo passa e às vezes a frustração vem a tona e o sentimento de ingratidão também. Ingratidão a quem? Aos alunos que se formaram? Aos filhos que cresceram? Ou a nós mesmos, que deixamos escapar a vida?

Para que isso não aconteça ou para que você possa mudar este cenário, comece já a pensar em você! Pensar em si mesmo não é ser egoísta, mas se amar para amar o outro, conhecer-se para conhecer o outro, saber do seu melhor, para dar o melhor para o outro.

Por isso, pare e pense o quanto é importante ajudar os outros, mas sem esquecer-se do principal, que é VOCÊ!!!

O que você fez por você?

Faça uma autorreflexão, exercite a observação e contemple a si mesmo. Mexa o corpo, a mente, a alma, faça o que mais gosta ou não faça nada, mas seja você! Decida, escolha, fale, não cale, seja você!

Renove as energias e as esperanças e nunca se esqueça que o melhor investimento que podemos fazer na vida além de amar o outro é amar a nós mesmos!

Fica aqui a indicação do belíssimo poema de Fernando Pessoa sobre a “Liberdade”. Liberte-se hoje mesmo.

O que você fez por você nessas férias?! Deixa a sua criança interior se libertar ; )

 

Liberdade

Ai que prazer 

Não cumprir um dever, 

Ter um livro para ler 

E não fazer! 

Ler é maçada, 

Estudar é nada. 

Sol doira 

Sem literatura 

O rio corre, bem ou mal, 

Sem edição original. 

E a brisa, essa, 

De tão naturalmente matinal, 

Como o tempo não tem pressa… 

Livros são papéis pintados com tinta. 

Estudar é uma coisa em que está indistinta 

A distinção entre nada e coisa nenhuma. 

Quanto é melhor, quanto há bruma, 

Esperar por D.Sebastião, 

Quer venha ou não! 

Grande é a poesia, a bondade e as danças… 

Mas o melhor do mundo são as crianças, 

Flores, música, o luar, e o sol, que peca 

Só quando, em vez de criar, seca. 

Mais que isto 

É Jesus Cristo, 

Que não sabia nada de finanças 

Nem consta que tivesse biblioteca… 

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
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Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

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Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

Fonte: Google

A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

Fonte: Google

Fonte: Google

A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

Fonte: Google

Fonte: Google

Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.