O sono dos 3 aos 6 anos

Fonte: alto astral

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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O sono dos 3 aos 6 anos

Já reparou que passamos aproximadamente um terço de suas vidas dormindo? Quando criança o sono é ainda mais importante pois ele é essencial para o desenvolvimento infantil.

Para dormir bem devemos oferecer um ambiente acolhedor para que a criança aprenda a dormir o mais precocemente possível, porque dormir é um aprendizado. Um ambiente livre de ruídos e luzes costuma propiciar bons momentos de sono.

O recém-nascido exposto à televisão, normalmente é mais irritadiço e tem o sono muito mais leve. Desde cedo devemos oferecer à criança a noção de ritmo e de rotina. Isto a ajudará na tarefa de aprender a dormir.

À medida que a criança cresce, ela vai ficando mais resistente e começa a travar uma luta contra o sono. A soneca da tarde já não é mais vista pela criança como necessária, mas como uma perda de tempo, pois pode significar a interrupção de uma brincadeira.

No entanto, entre os 3 e os 5 anos, a criança ainda necessita de uma soneca, que acontece, normalmente, no período da tarde. Aos 6 anos, muitos não sentem mais a necessidade da soneca e, normalmente, nesta etapa do desenvolvimento, o ciclo de sono noturno já corresponde a um período de 10 a 11 horas ininterruptas.

É importante destacar que, cada vez mais os estudos na área do sono vêm mostrando que a privação do sono pode gerar grandes consequências importantes para o indivíduo, como por exemplo, o atraso no crescimento, a obesidade e a irritabilidade.

Olhar atento para o sono da criança

Esta atenção deve se estender, inclusive às instituições de educação (creches e escolas de educação infantil), afinal, muitas crianças iniciam sua vida escolar com 3 anos de idade (ou menos), e deve ficar estabelecido, em cada instituição, uma rotina que inclua a hora do descanso. O importante é que todas tirem uma soneca.

Algumas instituições têm salas próprias para a hora do descanso, com, por exemplo, um colchonete para cada criança. Isto é o ideal e um grande facilitador do sono, pois o ambiente estimula a criança a dormir. A criança que se familiariza com a rotina do momento do descanso, tem seu sono mais tranquilo.

Outro fator que pode facilitar esta rotina na escola é o conhecimento acerca dos hábitos de sono da criança em casa. Estas informações podem ser colhidas, por professores e gestores educacionais, quando da chegada da criança à escola, com a ajuda dos pais ou dos responsáveis pela criança.

5 Dicas para facilitar o sono na Escola

Para facilitar esse momento de descanso na escola, o educador pode criar algumas rotinas que levem a criança a ser menos resistente ao sono, como, por exemplo:

  • Contar histórias.
  • Deixar que a criança manuseie livros.
  • Colocar uma música suave.
  • Convidar todas as crianças para a soneca.
  • Proporcionar brincadeiras mais calmas

Gostou? Então fique ligado para o próximo post.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Fonte: Revista Parque Sonoro

Desenvolvimento Infantil/Música e artes
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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Tenho o costume de adorar uma boa prosa.
Gosto mesmo de tomar um café, prosear e buscar entender sobre as organizações, as motivações e como, de onde ou de quem nasce um projeto.
Ontem estava visitando uma Creche em São Paulo e, durante o papo, que a propósito estava interessantíssimo, a Coordenadora pedagógica me falou sobre o Parque Sonoro.

Você já ouviu falar nesse parque?

Pra mim aquilo tudo era novidade e, naturalmente, fiquei curiosa e desejando saber mais e mais “conte-me tudo, prof”!

Tudo bem que o nome por si só já diz tudo: PARQUE SONORO. Tá, é um parque com sons, certo?

Mas de onde vem? Por que surgiu? Por que não é comum ver esse parque nas Escolas ?
Consegui ganhar a atenção da coordenadora e ela me conduziu até sua sala para começar a esclarecer toda essa história de parque e som.

O Parque Sonoro

Sentei na sua frente, como uma mãe que espera a informação de um filho, e ela seguiu abrindo seu armário e tirando de lá uma revista intitulada “Parques Sonoros da Educação Infantil Paulistana”
A coordenadora me contou que esse era um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME), que foi criado pela Divisão de Educação Infantil e que a proposta chegara a ela por meio dessa revista, mas que apesar da revista trazer concepções e proposta de como trabalhar a percepção sonora, pela falta de tempo e mãos, estava sendo um pouco complexo colocá-lo em prática.

O Objetivo

A revista tem como objetivo auxiliar educadores nas reflexões e discussões sobre o movimento musical no currículo e nas propostas pedagógicas.
Veja trechos da carta que a Ana Estela Haddad aos educadores:
O Parque Sonoro é uma ideia motivadora, um pretexto que possibilita a investigação acerca dos sons, a abertura para o novo. A relação da criança com o objeto, transformação do objeto em instrumento, interagindo, atuando e imaginando – a exploração sonora, rítmica e melódica.
Para participar, devemos reeducar antes a nós mesmos, que vivemos em um mundo sonoro, mas raramente paramos para ouvir os sons que nos cercam.
Cabe à professora observar e oferecer à criança “um encorajamento delicadamente equilibrado”, apoio para enriquecer sua experiência.
 
“Meu filho mudou lá em casa… tudo é som!” (mãe de um aluno da Educação Infantil)
“Agora eu sou uma banda”, (Clara, 5 anos)
“Quando a contação de história começava, os pequenos pegavam os brinquedos sonoros para que esses objetos fizessem parte da história. A hora da história ganhou mais vida, mais alegria.” (Professora)
Busquei mais informações e encontrei esse vídeo  que explana um pouco sobre como os parques estimulam o aprendizado.

Agora que você, assim como eu, sabe tudo sobre o parque sonoro, que tal se inspirar e colocar esse projeto em prática na sua escola também?

O parque sonoro é uma ideia interessantíssima e proporciona aos alunos aprendizado por meio de sons e aos educadores uma reflexão sobre a prática, mas para que isso aconteça é preciso planejar.

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos.

Legal, não é?

Então vem bater panela e experimentar essa maravilha.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros/Rotina pedagógica
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. No painel do coordenador é possível olhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende
Carreira/Registros
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6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende

A imagem que a maioria das pessoas tem dos professores de Educação Infantil, provavelmente é bem diferente da realidade.

Nem todo mundo é  a professora Helena. Nós, professores, também erramos, somos feitos de carne e osso e muitas vezes nos irritamos com o barulho ensurdecedor das dezenas de crianças gritando e falando ao mesmo tempo e da rotina estressante, daquela bagunça da sala de aula e também podemos não nos identificar o coordenador pedagógico ou diretor da escola.

Enfim, somos humanos, mas.. acima de tudo isso nos divertimos, muito, durante o trabalho e passamos semanas planejando uma atividade e dando amor, afeto e muitos abraços nos pequenos. Independente de dias bons ou ruins o importante é que NUNCA desistimos.

Somos todos iguais!

Mesmo com diferentes tipos de professoras e professores, idades e estilos há algumas coisas que nunca mudam e para mostrar que TODO professor de Educação Infantil é igual, separei uma listinha com situações que só quem tem uma sala de aula entende.

É impossível não se identificar!

 #1- A escola não termina quando toca o sino

Isso mesmo. Segundo pesquisa do Banco Mundial gastamos, praticamente, dois meses com tarefas administrativas.

#2- Domingo é dia útil

Ora, mas é claro.. como estamos em sala de segunda a sexta, o planejamento e o semanário sempre ficam para o Domingo.

Que tal aproveitar o seu domingo para curtir com sua família? Tenho uma dica incrível para você economizar tempo. Na Eduqa.me é possível fazer um planejamento de forma bem simples e fácil. Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil.

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#3-Férias duas vezes ao ano

E quando a gente acha que a sanidade mental está correndo risco… ufa! Férias \0/ Oxigenamos a nossa cabeça, relaxamos e curtimos a família.

#4- Vivemos gliterizados e purpurinados mesmo quando não é carnaval

Mais que gliter e pupurina…vivemos fantasiados de índio, bruxas, coelhinhos, vovós, mamães e até de árvore se for preciso. E que nunca nos falte cola, tesoura e cartolina.

#5- Amamos papelaria

Como não amar?! Essa paixão é antiga e vem desde o papel de cartas.

Quem lembra?

#6- Falamos pausadamente e cantarolando “O Feliiiiiipeeeeeee, eu  já falei com você…não pedi para sentar?”

Quem nunca? Parece que quando mudamos o tom de voz e fazemos a canção a criançada escuta. Será que é impressão minha?

Esses foram alguns dos itens que consegui me lembrar, mas há muitos outros sobre nossa classe, não é verdade?

Que tal compartilhar os seus?

Referências:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/06/professores-perdem-equivalente-2-meses-de-aulas-com-tarefas-administrativas.html

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Carreira/Formação/Registros/Rotina pedagógica
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O coordenador virou o faz-tudo da escola?

“Existem dois tipos de coordenador: o maestro, que conduz e forma os professores, ou o bombeiro, que passa o dia correndo e apagando incêndios”. Ouvi a frase há algumas semanas durante uma aula da pós-graduação, justamente em um módulo sobre o papel da coordenação na nova configuração da escola. Surpresa: mesmo entre educadores, não houve consenso.

A maioria dos coordenadores são antigos professores que se destacaram em sala de aula e foram convidados a ocupar o cargo – sem que, contudo, recebessem uma formação específica para essa nova tarefa. Cursos de pedagogia abordam muito superficialmente as atribuições desse profissional, portanto, cabe a ele ir atrás de cursos, livros, debates e informação para melhorar sua prática. Afinal, por mais que a experiência em sala seja importante para compreender a rotina da equipe que se quer orientar, há outras competências que se fazem necessárias: a liderança, por exemplo, assim como a gestão de tempo e de pessoas.

Outro percalço é o fato de que, mesmo dentro das escolas, as funções do coordenador ainda se confundem. Quando há a figura de um orientador pedagógico, é possível dividir esforços: o coordenador é encarregado de tudo o que concerne o aprendizado das crianças, o pedagógico, mas cabe ao orientador lidar com relacionamentos familiares e questões socioemocionais dos estudantes. Infelizmente, em um grande número de escolas, um único profissional acumula os dois trabalhos (além de vários outros desafios diários que não estavam nos seus planos).

Então, o que NÃO É função do coordenador?

  • Ser o inspetor – supervisionar a entrada e saída das crianças diariamente ou garantir o uso do uniforme escolar não são tarefas do coordenador pedagógico (ainda que 72% dos coordenadores entrevistados pela Fundação Victor Civita para a pesquisa ‘O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições’ as façam). Verificar se as salas de aula estão limpas e organizadas tampouco deveria estar na sua lista de afazeres (são 55% os que o fazem), nem cuidar da quantidade de material didático ou estado de conservação da escola (35%). No caso da supervisão dos alunos, o mais indicado seria designar outro profissional qualificado para o trabalho. Já se preocupar com a infra-estrutura e recursos da escola cabe ao diretor e ao vice.
  • Tarefas administrativas – organizar tabelas de horários, preencher ou conferir listas de chamadas, arquivar documentos, escrever atas são parte do dia a dia de 22% dos coordenadores, apesar de pertencerem aos deveres da secretaria. Caso a papelada esteja saindo do controle, é hora de pensar sobre os sistemas utilizados pela escola: a que serve tanta burocracia? Há formas de minimizar esses processos e, assim, economizar tempo? Além da Eduqa.me, com foco em documentação pedagógica, outros sites e ferramentas podem tornar essa missão mais fácil.
A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

  • Substituir professores em sala – idealmente, a escola possui uma lista de professores substitutos que estejam aptos a assumir em caso de imprevistos. Um banco de atividades também pode (e deve) ser criado em parceria com os docentes, para que as substituições sejam rápidas e não prejudiquem a turma. Ainda assim, 19% dos coordenadores entrevistados responderam que substituem colegas faltosos uma ou mais vezes por semana.
  • Eventos e parcerias – 18% dos profissionais disse acreditar ser papel do coordenador se envolver ativamente em festas juninas, apresentações das crianças ou gincanas que acontecem na escola. Na verdade, a responsabilidade da coordenação aqui é orientar, não executar. Ou seja: não é preciso virar noites recortando e colando cartazes, mas sim organizar a equipe e distribuir tarefas. Quando excursões escolares estão programadas, os professores responsáveis pelo passeio podem trabalhar em parceria com a secretaria para agendar datas e enviar comunicados aos pais.

E o que É, MESMO, responsabilidade do coordenador?

Um profissional na coordenação precisa assumir três papéis:

  • Formar – identificar as necessidades de formação dos professores de acordo com o currículo da escola e a realidade dos alunos. A partir disso, dar as condições necessárias e orientar os professores para que eles se aprofundem em suas respectivas áreas de conhecimento. Ou seja: um bom coordenador não precisa ser um grande entendedor de química, física ou língua inglesa, por exemplo, para formar os professores dessas disciplinas; mas deve, sim, ser capaz de contribuir quanto às didáticas, estratégias e metodologias empregadas em sala.
  • Articular – promover diálogos entre professores e, em conjunto, colocar em prática o projeto pedagógico e relacionar o currículo da escola com a realidade da comunidade em que está inserida. Aqui, é essencial desenvolver a escuta e possibilitar o trabalho em equipe, inclusive na orientação de projetos interdisciplinares. Garantir o bom entrosamento do grupo e estimular a união são igualmente relevantes: é preciso dedicar-se aos relacionamentos diretor-coordenador, coordenador-professor, professor-professor.
  • Transformar – questionar, provocar, promover a reflexão. Ao invés de tentar colocar tudo sob suas asas, um bom coordenador deve ajudar os professores a pensarem questões de suas salas de aulas mais a fundo, desenvolvendo um olhar crítico e sendo capazes de resolver problemas por conta própria. Esse exercício não só gera uma equipe mais preparada e segura como permite que o coordenador tenha mais tempo para destinar a outras tarefas que não “apagar incêndios”.
Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

É claro que não existe uma receita de bolo que, seguida passo a passo, tenha garantia de sucesso. Um modelo de coordenação bem sucedido em uma escola não necessariamente atenderá às demandas de outra. Com isso em mente, sempre é preciso levar em conta o repertório de experiências, cultura e informação dos professores, suas formas de comunicação e suas limitações.

Sendo assim, estas são, de fato, algumas das tarefas que pertencem ao coordenador:

  • Conhecer as práticas pedagógicas de cada professor – assistir às aulas dos colegas deve ser uma atividade bem planejada e intencional: o que se busca observar? Se o coordenador traz somente críticas, ele está perdendo seu papel de formador. Pelo contrário, ele deve usar esse momento para conhecer melhor o professor e descobrir como orientá-lo, sem forçar suas próprias opiniões sobre como conduzir a classe.
  • Planejar e conduzir reuniões pedagógicas coletivas, por área e série e individuais – é preciso planejar com antecedência para que cada um desses encontros seja significativo e produtivo. Há questões que exigem a presença de todos os docentes; outras, seriam melhor trabalhadas dentro de determinada série ou área de conhecimento. Existe também a necessidade de se prestar atendimento individual a cada professor; nesse momento, são compartilhados feedback (após acompanhar seu trabalho em sala de aula), estratégias de ensino e reflexões sobre a turma.
  • Acompanhar o desempenho da escola em avaliações internas e externas – o aprendizado das crianças é responsabilidade do coordenador, portanto, é preciso estar atento ao desenvolvimento da classe como um todo e atento a sinais de dificuldade. Conhecer a classificação da escola em índices nacionais, como o Ideb ou a Provinha Brasil, também é essencial. Através dessas informações, o profissional pode identificar falhas, sucessos e reorientar a equipe.
  • Estudar muito – uma parcela do tempo do coordenador precisa estar reservada para sua atualização. O que está acontecendo no universo da educação? Quais boas práticas receberam destaque, quais tecnologias surgiram e podem facilitar seu trabalho, quais autores e pesquisadores vão de encontro à proposta da sua escola e irão contribuir com sua formação? Valorizar a atualização profissional é benéfico de todas as formas, afinal, estabelece também um exemplo dentro da escola, em que toda a equipe se sente estimulada a aprender.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar (2)

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Revista Educação

Relacionamentos tóxicos entre professores: como você pode mudar sua equipe

Parece clichê, mas as atitudes de cada um fazem diferença no relacionamento da equipe. Mesmo ao sentir que alguns não estão cooperando, mantenha uma postura profissional (foto: District Administration)

Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Relacionamentos tóxicos entre professores: como você pode mudar sua equipe

Equipes de educadores com relacionamentos tóxicos surgem por uma variedade de motivos: normalmente, com base na paranoia, medo e frustração que envolvem a educação pública – mas precisamos lutar contra essa negatividade. Afinal, ela apenas prejudica professores e alunos.

Não se sente acolhido?

Eu ensinei e fiz treinamentos em escolas aonde a animosidade entre professores era palpável. Indivíduos que, em outras situações, era ótimos professores se recusavam a ajudar uns aos outros ou a colaborar devido a rumores, ofensas ou julgamentos pessoais. Com egoísmo, esses educadores guardavam para si suas melhores lições e estratégias, convencidos de que seus colegas não mereciam se beneficiar delas.

Não há vencedores quando professores competem. Nós sofremos pela falta de apoio da equipe. Perdemos o respeito de nossos diretores, que têm de lidar com problemas maiores. Decepcionamos pais e membros da comunidade, que esperam (com razão) profissionalismo de quem ensina suas crianças. E, acima de tudo, os alunos são privados de um ambiente de ensino coeso e com alto padrão de comportamento.

Portanto, como fazer com que professores trabalhem juntos quando eles não se sentem queridos? Como colaborar com pessoas de quem jamais seríamos amigas em nossa vida pessoal? É realmente necessário se sentir amado em seu local de trabalho ou é possível cooperar com eficiência sem isso?

Prevenir que equipes tóxicas se desenvolvam requer planejamento cuidadoso já no começo do ano letivo, além de acompanhamento e ações consistentes ao longo do ano. Contudo, se você se encontrar em meio a uma equipe tóxica durante o semestre, há passos que podem ser tomados para alterar esse percurso e manter o profissionalismo do time.

Incentivar os professores a expor suas ideias e tomar responsabilidades na escola estimulam o ambiente de colaboração (foto: The Right Brain Initiative)

Incentivar os professores a expor ideias e tomar responsabilidades na escola estimula o ambiente de colaboração (foto: The Right Brain Initiative)

Prevenção: como evitar relacionamentos tóxicos

#1. Defina regras

Estabeleça uma lista de normas e expectativas para o comportamento da equipe logo no início do ano. Ao começar cada reunião, revise os tópicos com convicção.

#2. Revise e altere

Deixe que as regras sejam revistas e mesmo modificadas de tempos em tempos (um trimestre ou semestre, por exemplo). Isso cria a oportunidade de discussão e permite que cada membro do time se sinta ouvido.

#3. Atribua responsabilidades

Definam papéis para cada profissional, que devem ser mantidos até a próxima revisão. Eles podem incluir: alguém que se encarregue de marcar as reuniões da equipe, outro que cuidará dos materiais extras da escola (mantendo uma lista de itens e anotando qual professor os utilizará em cada horário), um que deva manter a comunicação entre a administração da escola e a equipe pedagógica, ou ainda um responsável por trazer lanches.

#4. Divida suas ideias

Cada membro do time (ou mesmo duplas e trios, caso o grupo seja muito extenso) deve se comprometer a trazer suas próprias sugestões de pauta no começo de cada reunião. Eles também serão responsáveis por apresentá-las.

#5. Crie laços

Comece as reuniões falando de algo positivo – anote em sua agenda se for necessário. Compartilhe os melhores momentos de sua semana, aquela situação engraçada com uma das criança, uma lição que teve ótimos resultados, etc.. Lembre-se de celebrar os sucessos individuais e do grupo a cada encontro. Ensinar é desafiador e, muitas vezes, o foco cai facilmente nos aspectos negativos; porém, esforce-se para exibir o lado bom.

Parece clichê, mas as atitudes de cada um fazem diferença no relacionamento da equipe. Mesmo ao sentir que alguns não estão cooperando, mantenha uma postura profissional (foto: District Administration)

Parece clichê, mas as atitudes de cada um fazem diferença no relacionamento da equipe. Mesmo ao sentir que alguns não estão cooperando, mantenha uma postura profissional (foto: District Administration)

Intervenção: como mudar o relacionamento tóxico de uma equipe

#1. Não se isente de responsabilidade

Ao mudar a si mesmo, você vai mudar o seu time. Caso perceba que está rodeado por uma equipe tóxica (ainda que você não seja o chefe ou encarregado dela) é possível tomar atitudes pessoais para melhorá-la.

#2. Evite fofocas

Fofocar faz com que você pareça pouco profissional, além de intensificar o ciclo de negatividade – tampouco resolve qualquer problema.

#3. Busque ajuda

Procure seu chefe, departamento, administração ou coordenação e peça orientação – eles podem ser capazes de mediar conflitos, sugerir alternativas, transformar seu modelo de trabalho e ajudar sua equipe a voltar para o caminho correto.

#4. Considere alternativas

Caso seu time realmente não consiga cooperar cara a cara, devido a problemas pessoais ou de personalidade, considere pedir autorização para organizar reuniões virtuais. Elas podem ser feitas por e-mail, sites como o Google Docs ou aplicativos como o Asana. Assim, os professores podem escrever suas respostas de acordo com o tópico e compartilhar documentos de aula. Apesar de não ser o ideal, essa saída garante que a comunicação e colaboração sejam mantidas até certo ponto.

#5. Seja o exemplo

Contribua profissionalmente de forma que o faça se sentir orgulhoso do próprio trabalho. Mantenha sua dignidade e, mesmo sentindo que outros não estão fazendo a parte deles, não aja impulsivamente. Seja um bom exemplo para seus alunos, outros professores e coordenadores. Claro, é mais fácil falar do que fazer – mas pode salvar sua equipe sua reputação.

Melhore o ambiente escolar

Por fim, importante ressaltar o essencial: há uma vasta pesquisa indicando que, quando professores se preocupam mais com suas práticas pedagógicas, estratégias de ensino, análise de dados e reflexão, seus alunos aprendem mais, a atmosfera da escola melhora e a satisfação dos empregados cresce.

Quando professores colaboram uns com os outros, todos vencem.

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Esse texto é tradução do artigo “When teachers compete, no one wins”, do Edutopia. Confira o original aqui.

5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

Foto: Google (reprodução)

Relatórios/Rotina pedagógica
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5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

A avaliação na Educação Infantil possui algumas particularidades – dentre elas, a ausência de notas e a política de não reprovação. Empregar conceitos e comentários descritivos na hora de avaliar, ao invés de pontuar as tarefas realizadas, faz com que os educadores deem mais relevância aos processos de aprendizado e a evolução das crianças do que aos resultados finais obtidos.

Atividade: A bandeja de seres vivos

Fonte: Pinterest

Atividades/Natureza e Sociedade/Registros
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Atividade: A bandeja de seres vivos

Lecionar ao ar livre pode trazer mais benéficos do que você imagina. Sabemos que hoje, infelizmente, as crianças não são deixadas ao ar livre para experimentar o seu movimento e o movimento da natureza que vai se apresentando e fazendo a criança perceber seu próprio ritmo e tempo.

Essa ausência da natureza faz  com que percebemos como esse contato direto, criança e natureza, impacta no desenvolvimento infantil, não é verdade? Para que ainda haja espaço na Escola para essa troca e pertencimento vamos esbanjar ideias.

Já que Maomé não vai a montanha, vamos levar a Montanha até Maomé 😉

Os espaços da Escola e a criança

Lições envolvendo natureza costumam ser um sucesso entre as crianças – especialmente se a escola oferecer um espaço aberto, ideal para experiências práticas. O aprendizado sempre será mais profundo quanto maiores forem as possibilidades de elas verem, tocarem, experimentarem o que estão estudando.

Porém, boa parte das Escolas tem esse espaço muito limitado. A ideia para essas escolas mais urbanoides é a criação das bandejas de seres vivos, que pode ser feita facilmente com X objetos com figuras reais ou figuras de plástico (animais, plantas, pessoas) que representem as criaturas vivas.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

Área de Conhecimento

Natureza e sociedade.

Faixa etária

Em torno dos 3 anos de idade a criança já está familiarizada com animais (sejam eles reais ou de pelúcia) e provavelmente consegue identificar vários deles. Ela também entende, apesar de provavelmente não conseguir expressar, que uma mesa, uma pedra ou um sapato não são coisas vivas. Esse é o momento ideal para expandir seus conhecimentos, porque ela já é capaz de ouvir e compreender explicações um pouco mais extensas.

 Material

  • Duas bandejas de plástico ou outro material leve (para evitar acidentes) e, de preferência, de cores contrastantes,
  • Animais, plantas e pessoas de plástico, todos em tamanhos pequenos, que caibam na bandeja,
  • Objetos inanimados: pedrinhas, uma bolinha de gude, um envelope ou carta de baralho, frascos ou talheres, tecidos ou almofadinhas, etc..

 Preparação

Mostre às crianças o conteúdo da primeira bandeja, que contém seres vivos. Permita que elas peguem as figuras nas mãos e observem por algum tempo, passando adiante para os amigos. Diga a elas claramente que aquelas são coisas vivas, ou seja, elas nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem.

Instigue-as: será que conseguem pensar em outras criaturas vivas? Quais animais elas conhecem? Os animais são seres vivos! E os irmãos, primos, tias? Também! E quanto às flores e plantas (esse conceito pode ser um pouco mais complexo para que elas identifiquem imediatamente, mas conte à turma que, sim, flores e plantas também são seres vivos e precisam de ar, luz e água para viver).

Explique existem algumas coisas de que todos os seres vivos precisam para a sobrevivência. Elas sabem quais são? Deixe que elas palpitem, e enfatize as respostas: ar, água e alimento.

 Atividade

Agora, traga as duas bandejas para a frente da classe, retirando, um por um, os objetos dentro de cada uma. Segure o objeto no alto e diga seu nome para que todas as crianças possam ver e ouvir – faça isso primeiro com todo o conteúdo de uma bandeja, depois com a outra.

Com todos os materiais espalhados pelo chão, faça o caminho inverso – mas, dessa vez, apenas questione e deixe que as crianças respondam a qual grupo eles pertencem. Por exemplo, segure um porquinho e pergunte: o porco precisa comer? Ele precisa de água? Ele nasce, cresce e morre? Então, o porco é um ser vivo ou um objeto? Faça o mesmo com os objetos inanimados.

O objetivo é que elas consigam concluir sozinhas a qual categoria cada um pertence. Coloque cada peça na bandeja equivalente.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

 Variações

  • Natureza e sociedade: Hora de explorar! Após a atividade acima, convide as crianças para o pátio, o parque ou os jardins e peça para que elas mesmas encontrem seres vivos e objetos inanimados. Acompanhe-as, apontando para pequenas descobertas e orientando a classificação. Ajude-as a encontrar pedrinhas, folhas, flores, insetos, areia. Caso não haja esse espaço disponível na escola, esconda outros materiais dentro da sala de aula e faça uma caçada aos objetos sem sair do prédio.

Gostou dessa atividade? Acesse o nosso Baú de atividades e copie no seu planejamento com apenas um clique.

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 Para avaliar

  • As crianças conseguem citar nomes de animais com que já estão familiarizadas?
  • Percebem que há diferença entre um animal, por exemplo, e um objeto inanimado?
  • Compreendem que objetos inanimados não sentem, crescem ou se alimentam?
  • Compreendem que seres vivos nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem?
  • Sabem distinguir seres vivos de objetos inanimados?
  • Após a explicação, são capazes de apontar novos seres vivos e novos objetos inanimados, classificando-os corretamente?

Quer saber mais ? Leia 4 Atividades para Explorar a natureza na Educação Infantil.

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Atividade: Nossas Regras

Fonte: Books

Atividades/Identidade e autonomia/Relatórios
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Atividade: Nossas Regras

Existe diferença entre obedecer e aprender. Quando uma criança faz o que o professor manda por medo de punição, ela não compreendeu realmente a regra – muito provavelmente, ela somente a cumprirá enquanto estiver sendo vigiada. Por outro lado, quando uma criança de fato entende os motivos por trás de um pedido, ela será capaz, dali em diante, de tomar decisões acertadas com relação a esse assunto.

A transição entre esses dois comportamentos só começa a se desenvolver quando os adultos estão dispostos a conversar com os pequenos. Embora seja muito mais rápido anunciar ordens (a curto prazo, logicamente), é proveitoso desperdiçar alguns minutos a mais para discutir as razões e as consequências dos nossos atos. É o que propões uma atividade típica do Red Balloon – um método de ensino de inglês, focado em crianças e adolescentes, que vem se expandindo no Brasil.

Em todos os níveis, as turmas participam de uma dinâmica chamada “We Rule” (“Nós mandamos”, ou ainda “nossas regras” em uma tradução não literal), em que os exercitam sua compreensão de regras através de um jogo e, a seguir, sentam-se juntos para escrever quais deveriam ser, na opinião delas, as regras da sala.

Para saber mais sobre o Red Balloon, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

Área de Conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 2 anos – com variações na complexidade das regras conforme a idade das crianças, é claro.

Material

  • Canetinhas coloridas ou lápis de cor;
  • Uma cartolina grande de qualquer cor clara, fácil de ler. 

Preparação

Leve a classe para um local confortável – a biblioteca, pátio ou sala de artes, por exemplo. Qualquer ambiente que a escola forneça onde as crianças se sinta à vontade – e peça para elas sentem em um círculo. Guie uma conversa sobre regras: por que precisamos delas? Quais regras vocês seguem em casa? Você acha que determinada regra é importante? Por quê? O que acontece se vocês não seguirem essa regra? Estimule a participação e elogie aqueles que se manifestaram, como reforço positivo.

Aproveite para inserir em seu próprio discurso que as regras são necessárias tanto em casa quanto na escola para garantir a convivência feliz de todos, e que toda regra existe por um motivo.

Atividade

Após as crianças terem discutido o assunto por tempo suficiente, proponha a atividade: elas devem sugerir regras para a turma seguir quando na escola. Dê uma sugestão – por exemplo, “eu acho que todos deveriam pedir por favor quando querem pegar o material do colega. O que vocês acham?”. Deixe que elas opinem, mas vá mediando o debate para evitar brigas e dar a todas chances de falar. Sempre que a turma concordar com uma regra, peça para quem deu a sugestão escrevê-la na cartolina (ou escreva, caso os alunos ainda não sejam alfabetizados, e convide-os para desenhar a cena).

Esforce-se para não ser peremptório, mesmo se eles fizerem provocações (do tipo “eu acho que todo mundo devia gritar na sala e bater nos outros!”, ditos para chamar atenção e desestabilizar a dinâmica). Aproveite a oportunidade para questionar o porquê de essa não ser uma boa regra de convivência.

Ao fim da elaboração das regras, leia o documento em voz alta, ou peça para as crianças lerem. Pergunte se todas estão de acordo e, enfim, peça para que escolham uma canetinha e assinem a cartolina. Caso demonstrem interesse, as crianças também podem decorar a página com desenhos. Cole o cartaz dentro da sala de aula, e recorra a ele sempre que alguma regra for descumprida.

Para avaliar

Trabalhar as regras é ideal para conhecer melhor as crianças e desvendar um pouco de suas famílias e sua educação em casa. Preste atenção em alunos que ficam na defensiva ou ironizam a atividade – apesar de não ser uma prova absoluta, isso pode indicar conflitos fora da escola. No mais, avalie:

  • As crianças conseguem expressar ideias claramente?
  • Sabem esperar por sua vez de falar?
  • Entendem o conceito de regras e sua necessidade?
  • São capazes de citar regras que seguem em outros ambientes?
  • São capazes de sugerir regras novas?
  • Mostram-se envolvidas na atividade?
  • (Nas próximas aulas) Lembram-se e seguem as regras estipuladas?

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Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.