Atividade: Escute o Sino

Fonte: Google

Atividades/Registros
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Atividade: Escute o Sino

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Atividades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Com as crianças em silêncio, toque um sino e peça a elas para ouvirem atentamente a produção do som. Diga-lhes para permanecerem em silêncio e levantarem as mãos quando já não ouvirem mais. Em seguida, peça que continuem em silêncio durante alguns segundos (20s /30s) e prestem muita atenção aos outros sons que ouvem depois que o sino parou (barulho de carro, obra, vozes do corredor, etc).

Por fim, sentados em círculo, peça às crianças para dizerem todos os sons que notaram naquele minuto.

Registre!

  • Como está a atenção da sua turma?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Amigos da Respiração

Fonte: Jornal Metrópoli

Atividades/Registros/Práticas inovadoras
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Atividade: Amigos da Respiração

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Habilidades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Dê um amigo de respiração (bicho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo) para cada criança. Fale para as crianças deitarem no chão, colocando o brinquedo em suas barrigas.

Diga-lhes para respirarem em silêncio (contando vagarosamente de 1 a 3 para inspirar e o mesmo para expirar).

Durante a respiração peçam para observarem como o seu amigo da respiração se move para cima e para baixo. Deixe-as fazendo isso por 1 minuto.

Além de estimular a capacidade de atenção, essa atividade auxilia crianças “agitadas”.

Registre!

  • Respire fundo e registre!
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais
Atividades/Projeto/Registros
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Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais

Fonte: Google

O grande desafio que os professores enfrentam

Em todas as etapas da escolarização, é um desafio para os professores agir em relação às dificuldades e facilidades identificadas em relação a cada um dos estudantes. Nas turmas de Educação Infantil, por exemplo há grande variedade de estratégias que podem ser utilizadas, mas, na maioria das vezes, o conteúdo principal é trabalhado com todo o grupo, como se todos aprendessem da mesma forma, ou no mesmo ritmo. Para vencer esse desafio, a educadora Anne Baldisseri, em sua vivência na direção de escolas internacionais, deu início a uma experiência denominada Flag Time – Hora do Desafio®. Durante a proposta, “as crianças trabalham em uma tarefa escolhida pelo professor de acordo com suas necessidades acadêmicas, pontos fortes e interesses. Uma pequena bandeira (origem do nome Flag Time) com o nome da criança indica a atividade ou qual será o seu desafio do dia.”, conta Anne.

A educadora explica que o Flag Time fornece aos professores e alunos uma oportunidade diária de ensino-aprendizagem especializado. Trata-se de um curto e rico momento, quando cada criança trabalhará em uma tarefa meticulosamente planejada pelo professor. Agrupamentos de aprendizagem são cuidadosamente determinados a partir da avaliação formativa, levando-se em conta todos os aspectos da aprendizagem, como cognitivo, emocional, social, etc.

Esses grupos variam a cada aula em sua composição à medida da necessidade educacional dos alunos. Flag Time também gera uma oportunidade estruturada para que professores avaliem seus alunos, coletando dados e interferindo a partir deles.

Para o Flag Time você precisa de 6 etapas:

1. Avaliação: identificando os interesses dos estudantes, seus pontos fortes e suas necessidades acadêmicas.

2. Direcionamento e agrupamento: organizando atividades que estejam adequadas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando uma pequena bandeira com o nome ou a fotografia do aluno, dependendo da faixa etária, para que este possa identificar a atividade produzida e escolhida especificamente para ele. Agrupá-los estrategicamente, de modo que todos sejam devidamente desafiados, mas ao ponto de serem capazes de executar e finalizar a atividade com sucesso.

3. Instruções e Comandos: descrevendo as atividades de cada um dos agrupamentos de aprendizagem  e explicando em relação à gestão do tempo.

4. Aprendizagem por meio de Flag Time: encorajando os alunos a identificarem suas bandeiras e iniciarem as atividades, sendo acompanhados, sempre que necessário, pelo professor. É essencial que o professor registre os resultados em uma planilha, para que possa personalizar a e oferecer novas oportunidades em aulas seguintes.

5. Monitoramento e Reflexão diários: ao término, sistematizar e retomar os aspectos importantes relativos à rotina da atividade executada durante o Flag Time. Cada aluno deve explicar suas reflexões para o professor ou para um colega.

6. Potfólio de aprendizagem individual semanal: convidar os alunos a escolherem uma das atividades concluídas na semana, por exemplo, a que mais gostaram, a mais interessante, etc. Pedir que escrevam um pequeno comentário sobre ela. Colar uma foto referente a atividade seguida do comentário do aluno, dependendo da faixa etária, pode ser interessante.

Competências específicas, Plano de tarefa, interesses e pontos fortes dos alunos

Anne reforça que essa abordagem difere de outros modos de instrução diferenciada em três aspectos significativos. Primeiramente, centra-se nas competências específicas que precisam ser corrigidas ou ampliadas, ao invés de versões mais fáceis ou mais difíceis de uma mesma tarefa. Em segundo lugar, o plano de cada tarefa possibilita que o aluno exercite a autonomia e a auto-regulação, ao realizar a auto-avaliação ao término do processo. O terceiro aspecto é que os interesses e os pontos fortes dos alunos são projetados para a tarefa de aprendizagem, favorecendo um maior engajamento.

Quando pensamos no uso de recursos digitais, em um modelo como o Flag Time é possível identificar momentos em que as tecnologias digitais podem ser inseridas no processo. Ao registrar as necessidades e as facilidades dos estudantes, podem ser propostas atividades utilizando-se recursos digitais que estejam mais adequados àquele momento do processo.

Para a seleção dos recursos digitais, é essencial pensarmos no papel de curadoria do professor. Não é qualquer recurso digital que vai atender aos objetivos de aprendizagem de cada aluno porém, ao exercitar a curadoria, o educador vai elaborando um acervo de recursos que podem ser utilizados sempre que necessário. Outra questão importante: alguns alunos podem ter uma proposta digital enquanto outros têm atividades que não envolvem tecnologias digitais, estimulando momentos de interação com os pares e colaboração na resolução de problemas, por exemplo. As aproximações do modelo Flag Time com a abordagem do Ensino Híbrido são inúmeras, além de ser considerado uma proposta que motiva os estudantes das séries iniciais.

Lilian Bacich é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Mestre em Educação pela PUC/SP. Atuou por mais de 20 anos na Educação Básica e, atualmente, é Consultora de Metodologias Ativas pela Tríade Educacional, além de estar envolvida com as ações relacionadas ao projeto Ensino Híbrido. Co-organizadora do livro e Coordenadora do Curso online “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”. Contato: bacichlilian@gmail.com

A escrita dessa coluna foi feita em parceria com:

Anne Taffin d’Heursel Baldisseri, doutora em zoologia, atualmente faz parte de um grupo de pesquisas na UNIFESP, onde pretende completar seu Pós-doutorado sobre bilinguismo, leitura e motivação. Anne foi diretora da Educação Infantil na St. Paul’s School e hoje é ‘Head of Primary Division’ na Avenues: The World School. Anne ministra cursos sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Contato: annebaldisseri@gmail.com.


Faça os registros dos pontos fortes e das necessidades de criança!

Esses registros serão fundamentais para a preparação da atividade do dia seguinte! Fazer anotações em meio a 25 alunos, na sala de aula naquele momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de desafios e aprendizados?  Muitos professores anotam no caderno, mas mesmo fazendo as notações no papel fica bem difícil fazer a gestão e organização dessas notas e ainda lembrar o contexto em outro momento e por aí vai…

Na Eduqa.me além de resolver esse problema você nunca mais deixará escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança pois a Eduqa.me te ajudará a preservar cada momentinho de um jeito bem simples, bonito e organizado.

Veja o exemplo abaixo:

A atividade Flag Time encontra-se no Baú de Atividade Eduqa.me!

Faça o teste agora por 30 dias sem custo da plataforma Eduqa.me

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças
Registros/Desenvolvimento cognitivo
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4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças

No post anterior falei sobre o papel da curiosidade na aprendizagem e como essa palavrinha é um “material escolar” imprescindível na Escola.
Toda curiosidade brota de uma boa pergunta, não é verdade? Uma boa pergunta se transforma em uma ferramenta mega poderosa que é capaz de transformar e ativar processos de raciocínio no ser humano.
Por este motivo é  super importante que o professor saiba formular, com intenção, perguntas que norteiam um pensamento eficiente. A boa pergunta deve direcionar a observação, provocar a análise, incentivar a comparação e propor uma elucidação a fim de que o curioso possa chegar, por si só, a uma ou mais conclusões.

1 – Faça as perguntas certas

Segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a curiosidade prepara o cérebro para o aprendizado.
Ao provocar a curiosidade deixamos o cérebro aquecido para o novo. É como se toda nossa cachola ficasse em estado de alerta a fim de entender o porquês das coisas. Automaticamente fazemos conexões com coisas que aconteceram e as perguntas vão surgindo buscando novas respostas e brotando novas perguntas, legal, não é?

Por isso, minha sugestão é que você comece o jogo do curioso fazendo perguntas provocadoras, tais quais:

  • O que é isso?
  • Para que serve isso?
  • Por que se faz isso?
  • Quem inventou isso?

Essas são perguntas básicas que podem ser feitas pelo professor cada vez que surgir algo novo. Provocar as crianças com  essas perguntas é uma maneira inteligente de provocar conexões e os olhares e, pode apostar, que as respostas começarão a aparecer.

2 – Saiba ouvir

Professor, é preciso estar atento à resposta dada pela criança para saber reconhecer se deve ser feita outra pergunta para direcionar essa criança ou se a resposta já se encontra ali, logo adiante do caminho da aprendizagem. Pode ser também que a resposta surja no contexto criado pela sala ou que nem apareça naquele dia ou ano.

Sugiro que você controle a respiração e a ansiedade para ouvir todos os questionamentos das crianças e para que elas tenham a chance de desenvolver o pensamento crítico e reflexivo.

Escutamos muitas respostas inusitadas, criativas e surpreendentes não é mesmo? As respostas ou perguntas das crianças são muito relevantes e nos servem também como material para refletir nossa prática pedagógica.

Além de saber ouvir precisamos anotar o que quer que entendamos que tenha sido relevante para aquela criança! Mas como fazer anotações em meio 25 alunos, no parquinho da escola em um momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de aventuras e aprendizados?

Quando faço as anotações crio um monte de papel, rascunhos e escrevo tão rápido que acabo nem entendendo depois, ou não lembro o contexto e por aí vai…

Por conta disso comecei a usar a Eduqa.me e fazer registro ficou uma tarefa super tranquila. Desde então nunca mais deixei escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança e a Eduqa.me passou a me ajudar no planejamento, nos registros e a preservar esses momentos únicos em sala de aula.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, consigo fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

3 – Não entregue tudo pronto

Por muito tempo o professor foi detentor do conhecimento. Lembra que era de praxe o professor chegar em sala despejando seu conhecimento como uma verdade acabada e sólida?
Pois é, mas hoje, no mundo beta em que vivemos, o que sabemos é que nada sabemos e que tudo é mutável e que mais importante que as respostas são  as interrogações para que a curiosidade seja brotada na cabecinha da criançada.

Aprendemos que a nossa sala de aula é uma grande laboratório e como tal deve ser um espaço para desbravar novos conhecimentos nos objetos; nas rodas de leituras; nas pessoas; na natureza; nas revistas e no nosso melhor amigo google.

4 – Além dos muros da Escola

Curioso que é curioso leva a curiosidade pra onde vai. Tanto da casa para a escola, quanto da escola para a casa e isso vai desde valores a conceitos.

Pais e Escolas devem ser parceria e não devem deixar a criança sem respostas. Pior coisa para um curioso é não ter onde buscar seus questionamentos. É preciso ajudar essa criança a fazer assimilações e pontes para o aprendizado.

E o professor curioso? Ah, esse entra na Eduqa.me para começar a fazer seus semanários na plataforma. Seja curioso, acessa e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem

O déficit de atenção é um distúrbio neurobiológico que afeta o funcionamento do cérebro em áreas que comandam, por exemplo, a capacidade de planejamento de tarefas e a memória de trabalho, causando sintomas como desatenção, agitação (hiperatividade) e impulsividade.

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição de saúde que afeta em maior prevalência crianças em idade escolar menores de 12 anos de idade e se manifesta em taxas mais altas entre meninos. Entretanto, hoje, falaremos apenas dos sintomas que se referem ao déficit de atenção.

Os problemas de aprendizagem têm sido combatidos de forma muito errônea em algumas situações, alimentando os seguintes comportamentos:

  • Medicalização exagerada como “resolução” dos problemas que envolvem o aprender;
  • Diagnósticos sem fundamento: crianças com rótulos de doenças e distúrbios que não possuem;
  • Bullying: criação de papéis indevidos  (“o lerdinho, o bobo, no mundo da lua”, entre outros).

Através de conhecimento e atitudes responsáveis é possível minimizar essas ocorrências que, por consequência, prejudicam a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Assim, é preciso entender como os sintomas de déficit de atenção se manifestam.

Crianças COM diagnóstico de déficit de atenção apresentam os comportamentos abaixo:

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista - como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade - é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista – como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade – é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

  • Freqüentemente deixam de prestar atenção a detalhes;
  • Cometem erros por descuido;
  • Dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • Parecem não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • Não seguem instruções;
  • Não fazem tarefas escolares ou tarefas domésticas;
  • Apresentam desorganização e tarefas incompletas;
  • Interrompem conversas e brincadeiras;
  • Não se envolvem em tarefas de esforço mental;
  • Distraem-se por estímulos externos à tarefa ( ruídos, conversas…);
  • Esquecem trabalhos e/ou objetos pessoais;
  • Perdem coisas (livros, lápis e etc).

Ou seja: a criança possui fatores neurobiológicos que interferem no funcionamento da aprendizagem, o que se caracteriza por déficit de atenção.

Contudo, é curioso pensar em onde traçar a linha que separa crianças diagnosticadas com o déficit de atenção e crianças sem o diagnóstico, mas que possuem sintomas muito semelhantes. Veja alguns fatores que podem produzir dificuldades na atenção sem que isso signifique um transtorno de aprendizado:

Fatores sociais e afetivos que interferem na aprendizagem:

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança - mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança – mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

  • Crianças com agendas de “executivos” vivem cansadas, desatentas, sonolentas e sem vontade de aprender;
  • Famílias em conflito, em separação ou passando por mudanças profundas, como o nascimento de um irmão, podem ocasionar na criança a dificuldade em manter a atenção, em escutar o que lhe dizem ou mesmo fazer com que cometa erros por descuido;
  • Morte na família pode “desligar” a criança do mundo real;
  • Crianças que não dormem direito, seja por dificuldades particulares, seja por falta de rotina, podem esquecer trabalhos escolares, objetos pessoais e não se envolver em atividades de esforço mental (já que estão cansadas);
  • Crianças que trabalham ou não se alimentam de forma adequada possivelmente terão a atenção e a concentração comprometidas;
  • Salas de aula e materiais escolares com muito estímulo visual podem atrapalhar a atenção. Exemplos: lápis de escrever com ponteira de bichinho ou personagem de preferência da criança, borracha com formato de um desenho preferido. Vale lembrar que este item está ligado aos exageros e em como cada criança poderá reagir a eles;
  • A criança quer expressar seus sentimentos, mas não sabe como, então, deixa de fazer os trabalhos escolares, esquece ou perde coisas propositalmente;
  • Interrompem conversas e brincadeiras, pois querem ser ouvidos ou chamar a atenção de alguém.

Nesse caso, a criança exibe sintomas de desatenção sem alteração biológica.

Quando encaminhar uma criança com suspeita déficit de atenção para um psicopedagogo?

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

Se a criança demonstrar seis ou mais dos sintomas listados, o professor deve formalizar um encaminhamento para um psicopedagogo, para que este atue em parceria com outros profissionais (incluindo o próprio professor) na busca pelo diagnóstico preciso. O psicopedagogo ainda pode realizar intervenções para minimizar os sintomas da desatenção e melhorar a aprendizagem da criança. Além disso, os sintomas devem ser observáveis em mais de um contexto (casa, escola, parques, etc).

As dificuldades de uma criança com este distúrbio já aparecem antes mesmo do ingresso à escola, mas ficam, de fato, evidentes quando as crianças experimentam o espaço escolar, devido às exigências cognitivas e atividades dirigidas que lhes são propostas.

Qualquer criança pode apresentar sintomas de desatenção ainda que não tenha o distúrbio. O próprio comportamento dos adultos cultiva certas atitudes infantis: como as pessoas estão cada vez mais apressadas, sem tempo, ansiosas, isso se reflete de alguma forma nas crianças. Por isso, lembre-se que é importante:

Conhecer cada aluno – Fazer parcerias com as famílias – Ter conhecimento sobre problemas que envolvem a aprendizagem.

O diagnóstico de déficit de atenção é feito por um profissional da área médica, com conhecimentos pediátricos de avaliação psicossocial e saúde mental, como, por exemplo, um médico neurologista ou psiquiatra. O professor também é uma figura primordial desde o momento inicial de investigação, até o processo de confirmação do diagnóstico de déficit de atenção, já que um professor com um olhar atento apoia o diagnóstico precoce, contribuindo com o desenvolvimento da criança, extinguindo ou reduzindo incidências de bullying e diagnóstico sem fundamento.

Como facilitar a aprendizagem de crianças com déficit de atenção?

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas ("anda logo", "fica quieto", etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas (“anda logo”, “fica quieto”, etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Se o seu aluno apresenta déficit de atenção ou mesmo características do distúrbio devido a questões socioafetivas, anote algumas estratégias que lhe poderão ser muito úteis:

1. Crianças com déficit de atenção necessitam da repetição de exercícios, de instruções e também de um tempo maior para reter e processar uma nova informação. Assim, é possível melhorar a capacidade de trabalho da memória.

2. Outra sugestão para aumentar o tempo de atenção e concentração é estruturar uma gama de atividades diferentes com um mesmo objetivo para serem exploradas durante o período escolar. Exemplo: iniciar uma atividade de escrita sobre um determinado conteúdo, depois, utilizar o material concreto sobre o mesmo assunto, ler um livro, introduzir um jogo e atividades no computador ou tablet. Com esta estratégia, a criança em questão é chamada para reiniciar de forma constante o seu processo de atenção e concentração, podendo colaborar para o exercício, estruturação e aprimoramento de tais funções.

3. Dê uma ocupação ou função à criança: ajudar a distribuir uma tarefa para a turma, recolher materiais, buscar um brinquedo que será usado em aula, entre outros.

4. Modifique seus métodos e materiais de trabalho, introduzindo novidades e objetos concretos para melhorar a atenção.

5. Reorganize o ambiente: modifique as carteiras de lugar, faça novos agrupamentos entres os alunos e até sugira grupos de estudos.

6. Tempo para as tarefas: como já foi dito, pode ser dado um tempo maior do que aos demais colegas para a execução das tarefas, ou ainda um tempo menor, mas com variedade de tarefas. É preciso conhecer como cada criança reage melhor e definir o tempo que se adequa às necessidades dela.

7. O mesmo vale para avaliações: elas podem ser feitas de forma oral ou escrita, considerando um tempo maior ou menor para a sua execução, dependendo de cada caso. A quantidade de atividades (muitas atividades curtas ou poucas atividades longas) também deve ser estabelecida de acordo com cada caso específico.

8. Crie rotinas para avisar sobre o limite de tempo. Por exemplo, bata um sino ou apite, quando faltar 5 minutos para o término da atividade. Sinalize sempre o que está acontecendo.

9. Dê pequenos intervalos de descanso a cada 40 minutos de trabalho em que as crianças possam ir ao banheiro, tomar água, movimentar-se.

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

10. Use estímulos visuais associados aos auditivos (músicas, vídeos, gravar a voz da criança). Computadores e retroprojetores são bons recursos, use-os quando estiverem disponíveis. Desenhe bastante, use figuras e gráficos.

11. Use calendários em classe e estimule a utilização das agendas pessoais. Avise, quando possível, sobre mudanças na rotina.

12. Use um pouco de arte dramática. Utilize gestos, demonstre o que explicar, ande pela sala, cubra um objeto para, depois, revelá-lo, faça surpresas.

13. Seja sempre que possível motivador. Não utilize frases como: “o tempo está acabando; vai logo!; ande rápido!; ainda não terminou?”.

14. Ao introduzir uma pergunta, use cartões com respostas prontas para que o aluno possa organizar o pensamento. Isso vale também para organização de textos já conhecidos.

15. Prepare atividades com palavras-chave ou banco de palavras para completar um conceito, deixando lacunas no texto para serem preenchidas.

16. Jogos como o Lince são excelentes para aprimorar a atenção. Construa outros tipos de Lince com os temas que lhe forem úteis.

Conheça aplicativos que podem motivar crianças com déficit de atenção

Alguns apps servem como ferramenta para motivarmos e estimularmos as crianças com déficit de atenção em seus estudos. Veja alguns deles:

  • MatrixMatch 2: O objetivo é ordenar e relacionar, numa grande matriz, as formas e linhas que, unidas, dão origem a novas figuras (gratuito);
  • Match it up 3: trabalha a relação entre determinados pares de objetos, animais, ferramentas, meios de transporte e muito mais (gratuito);
  • Series 1: ensina a criança a organizar os objetos por forma, cor, tamanho e quantidade. O jogo desenvolve conceitos matemáticos primários como tamanho e quantidade, habilidades de percepção visual (gratuito);
  • My Mosaic: um jogo que ajuda no desenvolvimento de habilidades nas áreas da percepção visual e coordenação de olho e mão (gratuito).
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.