7 formas de estimular a criatividade na infância

A criatividade não está ligada apenas a atividades artísticas. O pensamento criativo ajuda na ciência, matemática e desenvolvimento social (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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7 formas de estimular a criatividade na infância

Muitas pessoas assumem que a criatividade é um talento inato, que as crianças simplesmente têm ou não têm: assim como nem todas as pessoas são igualmente inteligentes, tampouco são igualmente criativas. Entretanto, na verdade, a criatividade é mais uma habilidade do que um talento imutável, e pode ser desenvolvida com a ajuda de pais e professores.

A criatividade é parte do caminho para o sucesso em praticamente qualquer empreitada e, por isso, um elemento chave para uma vida feliz e saudável – portanto, uma habilidade que precisa ser praticada com as crianças. Criatividade não se limita à expressão artística e musical; ela é essencial para a ciência, a matemática e mesmo para a inteligência social e emocional. Indivíduos criativos são mais flexíveis e demonstram facilidade ao resolver problemas, o que os torna mais aptos a se ajustar, por exemplo, a novas tecnologias, e a lidar com mudanças – assim como a aproveitar ao máximo novas oportunidades!

A criatividade não está ligada apenas a atividades artísticas. O pensamento criativo ajuda na ciência, matemática e desenvolvimento social (foto: Google)

A criatividade não está ligada apenas a atividades artísticas. O pensamento criativo ajuda na ciência, matemática e desenvolvimento social (foto: Google)

Muitos pesquisadores acreditam que nós mudamos a experiência da infância tão profundamente que impedimos o desenvolvimento da criatividade. Empresas de brinquedos e entretenimento alimentam os pequenos com um número sem fim de personagens pré-fabricados, imagens, peças e roteiros que fazem com que a criança deixe a imaginação de lado. Elas não precisam mais imaginar que um cabo de vassoura é uma espada: eles podem brincar de Star Wars com um sabre de luz igual ao dos filmes, vestidos em fantasias específicas para cada papel que estão interpretando.

Aqui estão algumas ideias para cultivar a criatividade nas crianças (seja como família ou na escola):

#1 Disponha os recursos necessários para a expressão criativa

O recurso essencial, aqui, é o tempo. As crianças precisam de muito tempo para brincadeiras desestruturadas, lúdicas e criativas. Permita que elas brinquem sem o direcionamento dos adultos e sem influência de produtos comerciais.

O espaço também é um recurso valioso. A não ser que você não ligue para a bagunça em qualquer lugar da casa (o que, provavelmente, não é o caso), dê a elas um local específico aonde possam bagunçar, explorar fantasias ou construir com Lego – leia mais sobre 12 atividades criativas com Lego.

Da próxima vez que alguém pedir sugestões de presente para seus filhos, peça coisas como material artístico, câmeras baratas, peças de roupa para fantasias, blocos para montar. Organize esse conteúdo em caixas ou prateleiras baixas, que possam ser manuseadas por crianças pequenas sem ajuda.

Defina espaços onde as crianças podem brincar e se expressar livremente - quando elas estiverem lá, tente não se importar muito com a bagunça (foto: Google)

Defina espaços onde as crianças podem brincar e se expressar livremente – quando elas estiverem lá, tente não se importar muito com a bagunça (foto: Google)

#2 Torne sua casa (ou sala de aula) um lugar de cultivo à criatividade

Além do espaço adequado, você precisa de uma atmosfera criativa. Peça sugestões e ideias às crianças sempre que possível, e resista ao impulso de avaliá-las. Ao planejar um passeio, por exemplo, instigue-as a listar coisas que nunca tenham feito antes e que gostariam de fazer. Não corte imediatamente as ideias impossíveis de se realizar, nem decida quais são as melhores. O foco da atividade é o processo de gerar novas ideias.

Encoraje os pequenos a cometer erros e falhar. Crianças com medo de errar ou de serem julgadas vão podando seu pensamento criativo. Compartilhe com eles erros que você mesmo cometeu recentemente para que vejam que não há problema em estar enganado. Rir de si mesmo após um escorregão é um hábito saudável.

Por outro lado, celebre inovação e criatividade. Cubra as paredes com arte e outras evidências de expressão criativa. Conte às crianças sobre seus artistas favoritos, músicos e cientistas de que goste. Divida histórias sobre arquitetura, fotografia ou novas bandas que você descobriu. Abrace novas tecnologias e redes sociais para que elas aprendam a ver a mudança como empolgante, e não assustadora.

#3 Permita que as crianças tenham autonomia e liberdade para explorar ideias e tomar decisões

Pare de viver com medo de que as crianças sejam sequestradas ou não entrem na melhor universidade do país. Estatisticamente, as chances de que seus filhos sejam sequestrados é mínima – e a vida de ninguém é mais feliz apenas por ter frequentado uma universidade de ponta.

Limites muito rígidos (como obrigar um aluno de 3 anos a colorir dentro das linhas o tempo todo) podem reduzir a flexibilidade de pensamento. Ao invés de mostrar à turma como montar um modelo, deixe que ela descubra como executar a tarefa da melhor maneira.

Proponha diálogos, peça opiniões e realmente escute o que as crianças têm a dizer (foto: Google)

Proponha diálogos, peça opiniões e realmente escute o que as crianças têm a dizer (foto: Google)

#4 Encoraje a leitura por prazer e a participação em atividades artísticas

Limite o tempo da televisão. Desligue os aparelhos eletrônicos mais cedo para criar momentos para a criatividade. Elaborem e ensaiem peças de teatro, aprendam a desenhar ou leiam todos os livros de uma coleção divertida.

#5 Aceite que as crianças tenham opiniões divergentes

Deixe-as discordar de você. Estimule a busca por novos caminhos para atingir uma solução, ou várias soluções para um mesmo problema. Quando elas resolverem um desafio, peça que o façam novamente, mas de outra maneira.

#6 Não ofereça prêmios

Esse tipo de incentivo interfere no processo, reduzindo a qualidade das respostas das crianças e sua originalidade. Deixe que os pequenos gastem mais tempo e dominem atividades criativas pelas quais eles realmente se interessam, ao invés de tentar atraí-los com recompensas. Ao invés de comprar um sorvete para a criança por praticar o piano, permita que ela escolha uma tarefa de que goste mais: sentar-se para desenhar, por exemplo, ou entrar em uma aula de ciências na escola.

#7 Valorize o processo e não o produto final

Faça isso mudando o tom da conversa com seus filhos ou alunos. Não pergunte imediatamente pelas notas no boletim – questione-os sobre a atividade. Eles se divertiram? De que mais gostaram durante o exercício? Já terminaram ou ainda há algo por fazer? Como planejam fazer isso?

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(Esse texto é uma tradução do artigo “7 Ways to Foster Creativity in your Kids”, do Greater Good. Leia o original aqui).