Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?
Rotina pedagógica
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Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?

Adaptar, adequar, diversificar, flexibilizar o currículo e as atividades são ações presentes no discurso educacional, e será discutido agora o que significam estes termos e como utilizá-los na prática. A aprendizagem e o currículo estão intimamente ligados, já que é no currículo que se encontra a seleção de conteúdos, objetivos, e toda orientação necessária aos professores sobre o que ensinar, para quê, quando e como avaliar.

Eis o princípio de tudo: o currículo.

O projeto político pedagógico também é importante e deve ser modificado para atender às necessidades dos alunos; entretanto, não será feito aqui, uma definição de currículo e de projeto político pedagógico, uma vez que estas concepções são bem complexas e estão ligadas a fatores filosóficos, políticos, sociais e culturais. Será feita apenas uma explanação da relevância destes documentos para a aprendizagem na perspectiva da educação inclusiva, com ênfase nas adaptações curriculares e conceitos adjacentes.

Uma escola que “deseja” ser para todos deve ter, como princípio, um currículo ativo, dinâmico “para que se permita ajustar o fazer pedagógico, às necessidades dos alunos” (BRASIL, 1998, p.31). O projeto político pedagógico necessita, como referência, da definição de uma prática que oriente a operacionalização do currículo como algo que proporcione o desenvolvimento e a aprendizagem de todos os alunos, considerando (BRASIL, 1998):

A diversificação e flexibilização do processo de ensino-aprendizagem

Identificar as necessidades dos alunos para a definição de recursos e meios favoráveis.•

Currículo heterogêneo aberto à diversidade; • Possibilidade de incluir profissionais especializados e serviços de apoio para favorecer o processo educacional. (BRASIL, 1998).

Esta concepção dinâmica coloca em evidência a adequação curricular como algo que viabiliza a educação inclusiva para assim “não se fixar no que de especial possa ter a educação dos alunos, mas flexibilizar a prática educacional para atender a todos e propiciar seu progresso em função de suas possibilidades e diferenças individuais” (BRASIL, 1998, p.32).

Pretende-se que os alunos com deficiência/dificuldades possam avançar em relação aos conteúdos e a escola é o espaço sistemático, formal e planejado para que isso aconteça.

Adaptação curricular

A adaptação curricular, com toda certeza, é a boa nova (que na verdade não é tão nova assim) para que a aprendizagem destes alunos se efetive. A adaptação curricular procura estabelecer uma relação harmônica entre as necessidades apresentadas pelos alunos e o currículo, aproximando-os, tornando o currículo dinâmico, ativo, flexível, ampliável e alterável; e não algo novo, apenas modificável, em transformação.

“As adaptações curriculares constituem pois, possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às particularidades dos alunos com necessidades educativas especiais” . (BRASIL, 1998, p.33)

As adaptações curriculares podem ser de grande porte e de pequeno porte (BRASIL, 1998). Adaptações de grande porte são de natureza política, administrativa, financeira. Por exemplo: a adaptação do ambiente físico; mobiliário específico; equipamentos e recursos materiais específicos; capacitação continuada dos professores e demais profissionais da Educação. As adaptações de pequeno porte, também conhecidas como adaptações não significativas, podem ser realizadas pelos professores, de forma que promovam o acesso dos alunos às atividades. E é desse tipo de adaptação que se evidenciou até então. Não depende da autorização ou da ação de instâncias superiores, nas áreas políticas, administrativas e/ou técnicas. Está ao alcance do professor. Elas podem ser (BRASIL, 1998):

 

ORGANIZATIVAS – tem caráter facilitador da aprendizagem: • Tipo de agrupamento para a realização de atividades; • Disposição física de mobiliários, materiais didáticos, espaços disponíveis para trabalhos diversos; • Organização de períodos – Tempo diversificado para o desenvolvimento dos diferentes elementos do currículo.

RELATIVAS AOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS •-Priorização de áreas e conteúdos que garantam aprendizagens posteriores; • Conteúdos levando em consideração o grau de complexidade (do menor para o maior); • Reforço da aprendizagem e a retomada de conteúdos; • Eliminação de conteúdos menos relevantes, secundários.

ADEQUAÇÕES AVALIATIVAS– Visam atender às peculiaridades dos alunos.

É através da adaptação de currículo que se planeja toda a trajetória pedagógica dos alunos com necessidades educativas especiais. O que o aluno deve aprender, como, quando, as estratégias para o aprendizado e as formas de avaliação. Tudo isso deve ser precedido por uma sondagem prévia, que objetiva o conhecimento sobre o aluno que necessita de tais adaptações.

Não se deve prever as adaptações associando-as às deficiências. É preciso conhecer o aluno, saber do que ele gosta e não gosta, como já foi dito; saber sobre a sua compreensão de leitura e escrita, suas habilidades e dificuldades, para aí sim, tendo como base o currículo regular traçar as adequações.

Não se pode ter como pressuposto a eliminação ou anulação de um conteúdo, por conta de uma dificuldade apresentada. A diversificação do currículo, que será tratada ainda neste capítulo, deve acontecer em casos extremos, onde existir esta exigência. A demanda deve vir por parte do aluno, e não das dificuldades enfrentadas pelo professor.

Uma criança com síndrome de down, que não sabe fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, têm condições de aprender a calcular troco numa compra. (NOVA ESCOLA, CASAGRANDE, 2009, p.27). Isso é adaptar.

O desafio está em oferecer caminhos, acesso, dar meios para os estudantes fazerem parte, serem sujeitos da sua aprendizagem, para que assim as aulas tenha sentido.

Numa aula sobre o planisfério e mapa do Brasil, por exemplo, se os livros didáticos adotados pela série se tornam um pouco abstratos para a dificuldade apresentada por um determinado aluno, é possível tornar o conteúdo mais concreto e aproximá-lo através de um quebra-cabeça, ou mesmo de um quadro para montar e organizar os continentes.

As adaptações e as diversificações curriculares contam também com diferentes tipos de sistemas de apoio que viabilizam a sua eficácia. Estes sistemas de apoio podem se estabelecer como grandes recursos e estratégias para o desenvolvimento das pessoas com necessidades pedagógicas diferenciadas, assim como o aprimoramento da autonomia, produtividade, inclusão e a funcionalidade na escola (BRASIL, 1998).

Alguns elementos de apoio que merecem ser citados:

• As pessoas (familiares, o psicopedagogo, o professor titular, professor tutor e outros); • Recursos técnicos e tecnológicos; • Recursos físicos, materiais e ambientais. (BRASIL, 1998).

Procurar novas formas de ensinar um conteúdo, tentando acessar os estilos de aprendizagem, deve fazer parte do planejamento e das intenções do professor. Pensar no espaço, nos conteúdos, no tempo, e nos recursos torna-se primordial para o trabalho de adaptação. Teberosky (2003, p.184) sugere “algumas possíveis variações para uma mesma atividade”. Algumas delas são:

• Materiais: investir em diferentes tipos de materiais e recursos, como lápis, caneta, computador, lousa, papéis diferentes, texturas e etc.; •

Tipo de atividade linguístico-cognitiva: escutar, ler, escrever, ditar, copiar, gravar;

Modalidade: oral (apresentação clássica, teatro, musical, jogral) e escrito (cartaz, colagens, etc.); • Duração e frequência: atividade curta, longa, 1 vez por semana, 3 vezes por semana; • Alguma restrição explícita: sem erros, com pontuação, com letra “caprichada”, colorido, com desenhos. (TEBEROSKI, 2003).

Para adaptar o planejamento de um jeito ainda mais fácil e prático use a plataforma Eduqa.me.

Seus semanários, registros e relatórios ficarão online e prontos para ser compartilhado com professores da sua Escola ou de todo  Brasil.

Os registros das suas atividades de forma rica, com fotos e vídeo e com muito mais indícios para um relatório completíssimo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Estas são apenas algumas variações que podem ser pensadas e organizadas, conforme a realidade de cada grupo. Professor, leia todos os dias para seus alunos textos diferentes, de formas diferentes; procure novos instrumentos e distintas ferramentas de ensino.

Boa aula!

Leia mais em:

Duque, Luciana Fernandes      E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Lura Editorial. São Caetano do Sul: 2015. ISBN:  978-85-917779-2-1

  1. Inclusão Escolar  2. Adaptação de Currículo.  3. Aprendizagem. I. Título.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!
Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras/Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras
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E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!

E agora? O que fazer? Como ensinar?

Para responder a estas perguntas, antes de mais nada é indispensável, despir-se de toda e qualquer ideia que leve à crença de que existe uma receita pronta, um único método ou um único caminho. Isso não existe, justamente por se tratar de pessoas. “Um modelo ou uma prática que funcione em uma sala de aula não necessariamente servirá para uma outra” (STAINBACK, 2006, p.9), o que torna o professor um profissional ativo e dinâmico.

Nada está pronto ou acabado. Obviamente que ao se trilhar os caminhos para o ensino na diversidade, as experiências de sucesso e insucesso serão guias, mas não verdades absolutas. E é aí que está a riqueza e o passo à frente que precisa ser dado!

Ainda assim, novamente, professores ao ensinar alunos com deficiência/dificuldades, a conquista por habilidades como a leitura e a escrita, esquecem-se de que “[…] existe um foco maior que nos ajudará a dominar estas habilidades como meio de aprendizagem e não como fim” (STAINBACK, 2006, p.9).

Além dos professores, os pais também precisam entender a leitura e escrita como meios de aprendizagem, para os quais os professores se empenham além de compreenderem as necessidades enfrentadas pelos filhos, oferecendo apoio. Uma sugestão sobre como ensinar trazida por Glat et al (2007), está nas parcerias entre os alunos e na importância do professor como mediador dos processos de aprendizagem.

Poderia se estabelecer em atividades de leitura e escrita, por exemplo, situações em que o trabalho fosse realizado de forma que os alunos mais adiantados pudessem apoiar os alunos com dificuldades e não o realizar por eles; fazendo com que estes alunos também possam, em algum momento, tornarem-se mediadores na relação ensino-aprendizagem, o que é significativo e proveitoso para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

Na educação inclusiva é imprescindível compreender que:

“Como professores estamos sendo chamados a mudar nosso estilo de ensino” (STAINBACK, 2006, p. 10),

Para justamente atender às necessidades particulares dos alunos e serem capazes de estabelecer relações de mediação entre todos, alunos e professores.

Contudo professor, como já foi dito, não desconsidere o seu saber, como se nada do que aprendeu e acumulou durante a sua constituição na profissão fosse importante, pois tudo que você sabe é valioso.

O que se deve fazer é CONHECER O SEU ALUNADO, para traçar um perfil sobre como ele é, do que gosta, as dificuldades, os potenciais, para posteriormente se fazer um plano de trabalho. Tudo começa com o planejamento, traçando metas e estratégias, para depois se pensar como deverá acontecer o ensino.

E para fazer esses planejamentos focando em seu aluno especial traçando as estratégias e buscando novas perspectivas para trabalhar a prática educativa e reflexiva nada melhor que a Eduqa.me.

Sim, nos temos muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso, nunca se esqueça de registrar como esse aluno tem se comportado em sala e durante as atividades.

É a partir dos registros que é possível compartilhar com pais e terapeutas o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais efetivo na próxima vez. As fotos e os vídeos também vão colaborar para entender como este aluno está progredindo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros

O ensinar precisa estar permeado de criatividade e muitas tentativas até o “acerto”. Conheça, vivencie, experimente o novo, somente desta forma saberá o que fazer e como ensinar!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
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5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

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Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

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Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.