OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Fonte: Disney Babel

Rotina pedagógica
0 Comments

OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A principal prática do professor em sala é registrar. Mas para que ele faça essa prática há um trabalho imenso por trás.

Previa da sala de aula

Anteriormente é preciso que ele faça o planejamento. Crie ou se inspire em atividades com objetivos e estratégias para desenvolver as ações educativas dentro da Escola.

A documentação pedagógica, neste contexto, configura-se a estratégia de investigação que dá voz à infância. Possibilita a visualização dos processos de construção da aprendizagem, das experiências individuais e de grupo, por meio da observação e registros constantes da prática em sala de aula.

A atividade de documentar as ações educativas dá suporte e organiza a prática, de modo a suprir as necessidades do professor de tornar possível o diálogo entre a teoria e a prática, humanizar a aprendizagem, compreender melhor a cultura da infância, tornando o conhecimento significativo para os alunos.

A documentação pedagógica é elaborada das informações registradas com intuito de instigar e provocar o educador. Fotos, filmes, gravações, desenhos… Conteúdos que tornam evidente a aprendizagem.

Mas, como pensar esse documento?

 

Como comunicar? Para quem comunicar? Como estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática? Como pode favorecer a aprendizagem da criança e a organização do ensino?

Essas e outras perguntas você deve se fazer antes de anotar por anotar.

Tudo que for escrito, registrado, catalogado, deve ter um porque.

Para te ajudar nessa tarefa a Eduqa.me criou ou área de planejamento que te pergunta passo a passo as informações da sua aula.

Veja na imagem abaixo:

Ao preencher essas informações você já está planejando e organizando seu pensamento.

Depois de criar a aula é hora de ir para a sala de aula e observar.

Veja como fica sua atividade na linha do tempo e como e como, com apenas um clique, você adiciona o registro:

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Fonte: Standard Forsuccess

Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Em posts anteriores, trabalhamos assuntos e tópicos importantes para a prática do professor.

Falamos sobre a importância da observação, do registro, da reflexão e em alguns momentos abordamos a avaliação, mas não com a atenção que se deve.

Em todos os segmentos que compõem a escola, a avaliação se faz presente. É a partir dela que as transformações dentro da Instituição acontece de maneira a garantir uma aprendizagem cada vez mais significativa.

Leia mais em: 5 Passos para uma avaliação formativa de qualidade.

Toda avaliação deve considerar o processo de ensino e aprendizagem ocorrido, as estratégias e as situações utilizadas em sala de aula para contemplar tal processo.

A Prática Avaliativa

A organização de uma reunião de pais, relatórios e portfólios, são importantes ferramentas avaliativas, que vão além da preocupação com pauta e produção de texto.

Educadores, crianças e familiares são fundamentais para que a escola seja transformada numa comunidade de aprendizagem onde todos pensam, planejam, avaliam suas ações e seus trabalhos.

Portfólios, dossiês, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem à organização de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o educador, as próprias crianças e as famílias para poder ter uma visão evolutiva do processo e da evolução da criança.

O mais importante no processo de avaliação é o registro, pois é por meio dele que o educador coleta informações dia após dia. Essa constância do registro possibilita ao professor e ao aluno uma panorâmica dos passos percorridos na construção da aprendizagem.

A forma de registrar diariamente o caminhar da criança tem como objetivo mostrar a importância da aula planejada e das atividades escolhidas.

Não importa a ferramenta que você escolhe para fazer o registro, o que importa mesmo é que esse procedimento seja feito pautado no desenvolvimento holístico da criança.

Quando o registro é feito com esse olhar ficar fácil identificar qual aluno está com desempenho defasado, qual aluno precisa ser mais estimulado e qual precisa de atenção especial para desenvolver suas dificuldades.

Como vocês podem ver, é a partir de uma documentação pedagógica bem feita e uma prática refletida na criança e não em processos administrativos que as soluções ou sugestões sobre o processo de aprendizagem farão sentido.

Como fazer bom uso dessa prática?

O educador que tiver cadencia e coerência nos registros pedagógicos terá claro que a avaliação será para melhorar e propiciar avanços no trabalho e no desenvolvimento infantil e não apenas para cumprir protocolos burocráticos.

Para explorar ainda mais esse assunto selecionamos alguns materiais para que você baixe e faça bom uso dessas práticas.

Como preparar roteiros e pautas?

Leia mais em: 7 Dicas para organizar seus roteiros sem perder tempo

O que avaliar e de que maneira? 

Baixe nosso ebook em: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos. Legal, não é?

Agora que você já leu todo esse material sobre avaliação, que tal se inspirar e compartilhar as ferramentas que vocês mais usam para avaliação?

Escreva um email para deborahcalacia@eduqa.me.

Clique aqui e teste grátis!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças
Registros/Desenvolvimento cognitivo
0 Comments

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças

No post anterior falei sobre o papel da curiosidade na aprendizagem e como essa palavrinha é um “material escolar” imprescindível na Escola.
Toda curiosidade brota de uma boa pergunta, não é verdade? Uma boa pergunta se transforma em uma ferramenta mega poderosa que é capaz de transformar e ativar processos de raciocínio no ser humano.
Por este motivo é  super importante que o professor saiba formular, com intenção, perguntas que norteiam um pensamento eficiente. A boa pergunta deve direcionar a observação, provocar a análise, incentivar a comparação e propor uma elucidação a fim de que o curioso possa chegar, por si só, a uma ou mais conclusões.

1 – Faça as perguntas certas

Segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a curiosidade prepara o cérebro para o aprendizado.
Ao provocar a curiosidade deixamos o cérebro aquecido para o novo. É como se toda nossa cachola ficasse em estado de alerta a fim de entender o porquês das coisas. Automaticamente fazemos conexões com coisas que aconteceram e as perguntas vão surgindo buscando novas respostas e brotando novas perguntas, legal, não é?

Por isso, minha sugestão é que você comece o jogo do curioso fazendo perguntas provocadoras, tais quais:

  • O que é isso?
  • Para que serve isso?
  • Por que se faz isso?
  • Quem inventou isso?

Essas são perguntas básicas que podem ser feitas pelo professor cada vez que surgir algo novo. Provocar as crianças com  essas perguntas é uma maneira inteligente de provocar conexões e os olhares e, pode apostar, que as respostas começarão a aparecer.

2 – Saiba ouvir

Professor, é preciso estar atento à resposta dada pela criança para saber reconhecer se deve ser feita outra pergunta para direcionar essa criança ou se a resposta já se encontra ali, logo adiante do caminho da aprendizagem. Pode ser também que a resposta surja no contexto criado pela sala ou que nem apareça naquele dia ou ano.

Sugiro que você controle a respiração e a ansiedade para ouvir todos os questionamentos das crianças e para que elas tenham a chance de desenvolver o pensamento crítico e reflexivo.

Escutamos muitas respostas inusitadas, criativas e surpreendentes não é mesmo? As respostas ou perguntas das crianças são muito relevantes e nos servem também como material para refletir nossa prática pedagógica.

Além de saber ouvir precisamos anotar o que quer que entendamos que tenha sido relevante para aquela criança! Mas como fazer anotações em meio 25 alunos, no parquinho da escola em um momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de aventuras e aprendizados?

Quando faço as anotações crio um monte de papel, rascunhos e escrevo tão rápido que acabo nem entendendo depois, ou não lembro o contexto e por aí vai…

Por conta disso comecei a usar a Eduqa.me e fazer registro ficou uma tarefa super tranquila. Desde então nunca mais deixei escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança e a Eduqa.me passou a me ajudar no planejamento, nos registros e a preservar esses momentos únicos em sala de aula.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, consigo fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

3 – Não entregue tudo pronto

Por muito tempo o professor foi detentor do conhecimento. Lembra que era de praxe o professor chegar em sala despejando seu conhecimento como uma verdade acabada e sólida?
Pois é, mas hoje, no mundo beta em que vivemos, o que sabemos é que nada sabemos e que tudo é mutável e que mais importante que as respostas são  as interrogações para que a curiosidade seja brotada na cabecinha da criançada.

Aprendemos que a nossa sala de aula é uma grande laboratório e como tal deve ser um espaço para desbravar novos conhecimentos nos objetos; nas rodas de leituras; nas pessoas; na natureza; nas revistas e no nosso melhor amigo google.

4 – Além dos muros da Escola

Curioso que é curioso leva a curiosidade pra onde vai. Tanto da casa para a escola, quanto da escola para a casa e isso vai desde valores a conceitos.

Pais e Escolas devem ser parceria e não devem deixar a criança sem respostas. Pior coisa para um curioso é não ter onde buscar seus questionamentos. É preciso ajudar essa criança a fazer assimilações e pontes para o aprendizado.

E o professor curioso? Ah, esse entra na Eduqa.me para começar a fazer seus semanários na plataforma. Seja curioso, acessa e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
0 Comments

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
0 Comments

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

pescaria-eduqa-me

Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

tiro-ao-alvo-eduqa-me

Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O que o professor espera da coordenação?
Carreira/Formação/Materiais para Download/Rotina pedagógica
0 Comments

O que o professor espera da coordenação?

Ao assumir o posto, o coordenador logo percebe que é complicado lidar com as pessoas, respeitar as diferentes opiniões e sugerir mudanças sem ser mandão.
A Eduqa.me perguntou e os professores responderam: o que eles gostariam que seus coordenadores fizessem?

Confira dicas para melhorar 4 habilidades essenciais:

  • Comunicação: assuntos pessoais e amizades na escola,
  • Presença: o quanto o coordenador deve estar em sala de aula,
  • Reconhecimento: porque elogios fazem a diferença,
  • Inovação: você tem medo de aceitar novas ideias?
Assista ao vídeo e descubra como melhorar a comunicação entre educadores e melhorar o trabalho da escola!

O que o professor espera da coordenação?

Postado por Eduqa.me on Sábado, 18 de julho de 2015

Deixe sua opinião: como é na sua escola? Você concorda com o vídeo?
 Materiais para download - horizontal
Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação
Materiais para Download/Rotina pedagógica
0 Comments

Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação

 

PORTFÓLIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Chegou a hora de fazer o portfólio das crianças! Mas como organizar todas as informações? Fazer o portfólio não se trata apenas de reunir todas as atividades e produções do aluno, é um trabalho cuidadoso que deve mostrar a trajetória detalhada da evolução das crianças em sala. Dependendo da escola, ele é analisado bimestral, trimestral ou semestralmente, para a avaliação formativa da criança.

Descubra o segredo para montar um portfólio incrível.

Para ajudar você com essa tarefa criamos um ebook com informações valiosas para a criação, organização e avaliação, clique aqui e baixe agora é grátis!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

 

Adaptação na Educação Infantil: quando a criança não quer ficar na escola

Conheça bem a criança, sua personalidade e preferências, para criar um vínculo verdadeiro com ela (foto: Google)

Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional
0 Comments

Adaptação na Educação Infantil: quando a criança não quer ficar na escola

O início do período letivo ou a transferência de uma criança entre escolas pode ser uma fase estressante, tanto para os pequenos quanto para os adultos envolvidos. Na Educação Infantil, cenas de choro e ataques de raiva são comuns nos primeiros dias de aula – porém, a expectativa é que os alunos já estejam adaptados após cerca de 2 semanas.

Não foi o caso? O tempo passou e a criança continua relutando ao ir para a escola? Cabe aos pais e professores fazer com que essa transição decorra tranquilamente.

Conheça bem a criança, sua personalidade e preferências, para criar um vínculo verdadeiro com ela (foto: Google)

Conheça bem a criança, sua personalidade e preferências, para criar um vínculo verdadeiro com ela (foto: Google)

Conheça bem a criança

Principalmente se essa for a primeira vez que seu aluno deixa a proteção dos pais, a ânsia por ir embora pode ser justamente medo de ficar com desconhecidos. O professor precisa se aproximar, ser afetuoso e respeitar a criança, ganhando sua confiança.

Chamar a criança pelo nome e conhecer alguns de seus interesses ajudam. Isso pode ser conversado com os pais ou responsáveis antes mesmo de o aluno começar a frequentar a escola (ou assim que o problema se manifestar). De que tipo de brinquedos ela gosta? É extrovertida, sociável, ou mais tímida? Gosta de ser beijada e abraçada ou prefere menos contato? Dessa forma, o professor evita ser invasivo e tem grandes chances de acompanhar o ritmo do aluno.

Lembre-se de agir com tranquilidade – não esqueça de que essas reações da criança são normais, então, nada de desespero. Isso fará com que sua turma se sinta ainda mais instável, já que o professor é a figura de autoridade dentro da escola.

Torne a escola um ambiente seguro e amigável

Não deixe que a escola pareça um espaço hostil para a criança. Afinal, é ali que ela passará várias horas do seu dia; portanto, precisa conhecê-lo bem. Mostre cada área da sala de aula (onde eles penduram as mochilas e lancheiras? Onde podem brincar? Onde vão colorir e fazer trabalhos?). Incentive a criança para que ela participe ativamente desses espaços, e aponte como seus colegas também estão ali, realizando as mesmas ações.

Introduza ainda o restante da escola. O aluno deve se sentir confiante ao se locomover por ela, sabendo onde cada coisa está. Onde fica a cozinha, o refeitório, o playground, a secretaria? Quem trabalha lá, com quem ele pode conversar? Apresente os funcionários e inicie diálogos para que a criança se sinta confortável com eles.

Um pedacinho de casa

Se abandonar a casa ainda está difícil demais, sugira à criança trazer um brinquedo favorito para acompanhá-la. Um boneco, bicho de pelúcia, jogo ou livro que costume usar em casa, com os pais, é uma forma de trazer segurança a ela nesse novo ambiente. Outros objetos pessoais podem cumprir o mesmo papel.

Em sala, ajude o aluno a mostrar o objeto escolhido aos seus colegas, contando o que é, se possui nome, por que gosta dele e por que o trouxe (caso a criança ainda não tenha desenvolvido tão bem as habilidades de linguagem, converse previamente com a família para conhecer o objeto e auxilie-a na apresentação). A dinâmica criará um reconhecimento entre os colegas e pode ser ótima para iniciar perguntas e convívio com a turma.

Não iluda: deixe bem claro por quanto tempo ela ficará lá e quais atividades irão fazer. Mas lembre-a de que os pais virão buscá-la no fim (foto: Google)

Não iluda: deixe bem claro por quanto tempo ela ficará lá e quais atividades irão fazer. Mas lembre-a de que os pais virão buscá-la no fim (foto: Google)

Não crie expectativas irreais

Conversando com a criança, evite falar da escola como se fosse um lugar “perfeito”, só de brincadeiras e sem regras. Seja honesto e conte que irão estudar, aprender coisas novas, brincar e comer junto com a classe. Porém, explique também que há regras de convivência que devem ser respeitadas – não permita tudo por estar com pena ou para evitar incômodos.

Você pode estar contornando um acesso de birra, agora, mas trará dificuldades para a educação da classe a longo prazo; ao perceber que os limites são muito flexíveis, é normal que a criança comece a testá-los. Portanto, seja claro desde o princípio.

Parceria com os pais

Muitas vezes, a reação da criança é reflexo do comportamento da família. Em mais de 50% das situações, os motivos do medo e da raiva infantil são causados pela insegurança dos pais. Descubra se esse é o caso e converse com os responsáveis, mostrando que seus filhos estão sendo bem cuidados. Eles devem conhecer a escola, desde o espaço físico até a metodologia e os profissionais que lá atuam.

Ensine-os a desenvolver uma postura segura com a criança ao falar sobre a escola e ao trazê-la diariamente. É comum que os pais tenha um sentimento de culpa ao deixar os filhos com outra pessoa, porém, isso não deve transparecer. Abraços e beijos demais, prolongados, na porta da escola, mostram que os pais estão incertos, que também não querem largá-lo lá – e os pequenos percebem e se aproveitam disso, fazendo ainda mais drama. Também oriente-os a não dar meia volta repetidas vezes, ao ouvir a criança choramingar na hora da partida (ainda que isso parta o coração deles, recorde-os de que é para o melhor!).

Encoraje-os a ter conversas francas com os filhos, explicando que irão à escola todos os dias, o que eles vão aprender, quanto tempo devem ficar por lá e frisando que sempre irão buscá-los ao fim do período. Aconselhe os pais a não usar chantagens e barganhas para comprar o bom comportamento: nada de doces e presentes para descer do carro e ir para a sala. Não aumente as chances de a criança fazer birra esperando por uma recompensa. Contudo, eles devem elogiá-la e se mostrar animados ao buscá-la, no fim do dia, explicitando como estão orgulhosos por ela ter ficado bem por conta própria!

Últimos recursos

Se a convivência não melhorar, converse com família e coordenação e sugira a estadia de um dos pais na escola por um tempo mais longo. Esse recurso, comum nos primeiros anos de Educação Infantil, pode ser estendido se houver real necessidade.

Tracem um plano de algumas semanas, diminuindo o período dos pais em sala de aula (por exemplo, nos primeiros dias, eles ficam por duas horas, depois, uma e meia, depois, uma hora e assim por diante). Instrua-os a serem discretos e não se interporem ao andamento usual da classe. Forneça um canto da sala aonde eles possam se sentar e observar, fornecendo conforto à criança. Entretanto, não permita que a criança passe a aula inteira no colo dos pais! Ela deve saber que eles estão ali para apoiá-la, mas participar das atividades com o grupo e com a professora.

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Leia mais

Educar para Crescer

Guia Infantil

Revista Crescer

 

Como pensar a brincadeira para o aprendizado infantil?

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

Como pensar a brincadeira para o aprendizado infantil?

Falar sobre “a importância do brincar na Educação Infantil” já se tornou lugar comum. A brincadeira é, de fato, a maior forma de aprendizado para crianças entre os zero e seis anos – seja através da imitação e repetição, ou da construção e exercício de imaginação e raciocínio. A complexidade dos jogos vai aumentando conforme a idade. “Porém, não basta deixar que o improviso dê o tom”, diz a reportagem do Gente que Educa, “ao contrário, somente um planejamento detalhado da rotina fará com que a Educação Infantil atinja os seus objetivos”.

Nesta semana, em entrevista para o Na Escola, a educadora e pesquisadora Gisela Wajskop (uma das autoras do Referencial Curricular Nacional de Ed. Infantil), enfatizou a mesma necessidade: “Eu vejo que as capacitações de educadores estão cada vez mais pragmáticas: vamos fazer roda, bater palmas e cantar. Mas falta a reflexão – o aprendizado só ocorre se o professor tiver uma intencionalidade e souber aonde que chegar com essas crianças”.

Embora as instruções sejam claras, o caminho para realizá-las pode ser desafiador. Como colocar em prática esse cuidado pedagógico diante das brincadeiras? O Na Escola reuniu alguns ensinamentos para facilitar o planejamento dos professores na hora de propor brincadeiras em sala de aula.

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Para que serve essa brincadeira?

Cada jogo será apropriado para uma faixa etária, assim como cada um irá trabalhar habilidades diferentes. No documento Fundamentos do Desenvolvimento Infantil, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, eles são separados em três categorias:

  • Jogos de exercício – para crianças até dois anos, que ainda não desenvolveram a linguagem. Elas aprendem através da experiência dos cinco sentidos, repetições e muito movimento.
  • Jogos de construção – elas começam a desenvolver o raciocínio e a criatividade, e, a partir de agora, têm um objetivo por trás das brincadeiras. Começam a pesquisar, questionar e criar seus conceitos mais complexos de mundo (a fase dos por quês).
  • Jogos simbólicos – com a linguagem mais desenvolvida, é a hora de aproveitar ao máximo a imaginação. As crianças relacionam a brincadeira com a realidade, fingem ser personagens e inventam histórias para experimentar o mundo.

Portanto, dependendo da idade das crianças em sua classe, aqui estão algumas brincadeiras que podem ser sugeridas, e suas intencionalidades:

  • Tambores, chocalhos e instrumentos musicais de percussão – trabalham a motricidade (ritmo) e a percepção auditiva;
  • Brincar de bola – desenvolve a coordenação motora e a convivência em grupo;
  • Construir com blocos – também melhora a motricidade e estimula o pensamento simbólico (já que as crianças vão planejar construir uma casa, ou castelo, ou ponte, etc.);
  • Brincar de boneca – estimula a imaginação, compreensão de papéis no mundo real (relação entre os pais e a criança) e ajuda a espelhar sentimentos;
  • Dominós e jogos de memória – preparam para a matemática e a alfabetização, crianças começam a diferenciar figuras visuais e auditivas.
Novos ambientes dão às crianças a chance de explorar e adquirir novas experiências - não impeça o aprendizado com uma vigilância exagerada (foto: Google)

Novos ambientes dão às crianças a chance de explorar e adquirir novas experiências – não impeça o aprendizado com uma vigilância exagerada (foto: Google)

O espaço e os materiais para brincar

Dependendo do desenvolvimento da turma, ela pode ser exposta a diferentes ambientes para explorar, conhecer e ampliar seu universo. Mas a escolha desses locais deve ser cuidadosa. De acordo com Fundamentos do Desenvolvimento Infantil, “a organização dos espaços, a escolha e distribuição dos materiais nos mesmos e a seleção de atividades adequadas, são fundamentais”.

Essa organização vai desde as cores das paredes (que devem ser claras e inspirar tranquilidade nas salas dos bebês, por exemplo), até a altura apropriada dos móveis, para que as crianças possam acessar os materiais sozinhas.
Os brinquedos escolhidos devem levar em consideração as habilidades das crianças – elas já conseguem ou estão em fase de aprender a manusear esses materiais? E quanto à música? Selecionei músicas que elas compreendam, mas que também lhes ensine novos vocabulários e estimule suas imaginações? Há espelhos, para que elas se identifiquem e explorem seus corpos e movimentos?

Antes de expor um novo ambiente (o parque, a piscina ou a caixa de areia, por exemplo), reflita se eles estão preparados para serem explorados livremente pelas crianças. Elas devem estar seguras, é claro, mas o ideal é que possam circular com o máximo de liberdade possível, apenas com a supervisão dos professores, para que tenham novas experiências e aprendizados. Meça os riscos com bom senso: ralar um joelho faz parte desta etapa de descobertas – cair da janela, não. Não seja exagerado na vigilância.

As crianças vão persistir em uma atividade enquanto ela ainda apresentar dificuldades - lembre-se de sempre fornecer novos desafios para manter o interesse (foto: Google)

As crianças vão persistir em uma atividade enquanto ela ainda apresentar dificuldades – lembre-se de sempre fornecer novos desafios para manter o interesse (foto: Google)

Registros e avaliações

Os registros são tão relevantes durante as brincadeiras quanto em qualquer outro momento de sala de aula. Use-os para comparar a evolução das crianças em diferentes momentos, fazendo anotações detalhadas, sempre que puder, sobre seu comportamento, interesse e desenvoltura.

Usualmente, uma criança vai permanecer interessada em uma brincadeira por tanto tempo quanto ela ainda for desafiadora para ela. Ou seja, se um de seus alunos continua retornando ao mesmo jogo, é provável que ele ainda esteja tentando dominar alguma habilidade – é mais saudável deixar que ele complete a tarefa em sua própria velocidade, ao invés de interromper o processo colocando-o em uma outra atividade “porque o tempo acabou”.

Isso é parte de respeitar o ritmo de aprendizado de cada criança – e, afinal, quando aquele exercício se tornar fácil para ela, ela irá, naturalmente, buscar o próximo, que ofereça alguma novidade.

Que tal aproveitar para pensar em uma nova maneira de fazer seu planejamento e registros ? Isso vai te ajudar  a pensar mais e melhor no processo ensino-aprendizagem do seus alunos.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Gente que Educa

O lúdico: jogos, brinquedos e brincadeiras na construção do processo de aprendizagem infantil

Fundamentos do Desenvolvimento Infantil

Atividade: Do maior para o menor

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Atividades/Matemática/Registros
0 Comments

Atividade: Do maior para o menor

Antes de começar a empregar números e realizar operações matemáticas, as noções de tamanho e quantidade já são discerníveis pelas crianças. Repare como, durante brincadeiras, elas dão sinais de distinguir objetos grandes dos pequenos; ou usam esses adjetivos para caracterizar algo ou alguém durante uma história.

Se esses comportamentos foram observados, significa que as crianças estão aprendendo matemática. E, quanto mais essa matéria for relacionada ao mundo palpável, mais fácil será compreendê-la – e depois evoluir, naturalmente, para noções mais abstratas.

Quase tudo pode ser transformado em uma prática matemática: contar os carros passando durante uma viagem de carro, empilhar blocos e peças de Lego, separar materiais de tamanhos ou formas distintos.

Use a criatividade para escolher apetrechos variados, que tornem as atividades divertidas!

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Área de conhecimento

Matemática.

Faixa etária

Em torno dos 3 e 4 anos de idade.

Material

Tente reunir “grupos” de brinquedos diferentes:

  • Bolas de vários tamanhos: de ping-pong, de tênis, de vôlei, de basquete, de praia;
  • Ursinhos de pelúcia de vários tamanhos;
  • Blocos de montar de vários tamanhos;
  • Carrinhos de vários tamanhos.
  • Frutas e vegetais de vários tamanhos: uva, ameixa, maçã, melão, abóbora.

Isso não só deixa a brincadeira mais interessante como também incentiva a repetição (as crianças terão que organizar do maior para o menor não uma só vez, mas quatro ou cinco, para arrumar cada grupo), fixando o aprendizado. 

Preparação

Divida a sala em estações – as estações podem ser as mesas das crianças ou os cantos da sala de aula. O importante é separar os grupos de objetos: ursos com ursos, blocos com blocos, e assim por diante. Eles não devem estar organizados por tamanho, mas sortidos aleatoriamente.

Explique para as crianças que vocês precisam arrumar os brinquedos do maior para o menor, começando com o bem pequenininho, até o muito grande. Use uma das estações como exemplo: pegue o menor objeto e compare-o com os outros com gestos bem amplos, para que as crianças notem a ação. Faça isso colocando a peça ao lado das outras, uma por uma, até “concluir” que ela é mesmo a menor. Você pode fazer perguntas para que a turma ajude, dizendo qual é maior ou menor, grande ou pequena. Repita a comparação com todos os brinquedos dessa estação, até que ela esteja completamente organizada do menor para o maior.

Atividade

Agora, é a vez das crianças. Divida-as entre as estações e deixe que elas arrumem os brinquedos na ordem correta. Caso veja que um dos objetos está na posição errada, faça perguntas, apontando os tamanhos e deixando que a turma perceba o erro.

Quando as filas estiverem prontas, continue praticando as noções de tamanho. Aponte para duas peças e inquira: “esse é maior do que esse?”, “qual dos dois é o menor?”, “esse carrinho é grande ou pequeno”?, “qual o maior de todos?”. Depois, volte a desorganizar as fileiras para que as crianças mudem de estação e repitam a atividade com novos brinquedos.

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

Para avaliar

Essa é uma atividade que possibilita que as próprias crianças reparem nos erros, já que a diferença de tamanho é bem perceptível, e elas mesmas também apliquem as correções. Ainda assim, cabe ao professor enfatizar essas diferenças, para que elas sejam cada vez mais óbvias à turma. Avalie:

  • As crianças conseguem distinguir tamanhos diferentes?
  • Entendem os conceitos de “grande” e “pequeno”?
  • Sabem apontar quais objetos são grandes e quais são pequenos?
  • Conseguem organizar os brinquedos do maior para o menor?
  • Identificam o maior de todos e o menor de todos?
  • Fazem comparações do tipo “esse é duas vezes maior do que aquele” ou “cabem quatro desses blocos dentro deste outro”?

Registre!

  • A turma compreendeu a aula e conseguiu realizar a atividade proposta? Demonstraram interesse pelos brinquedos escolhidos e souberam manuseá-los?
  • E quanto ao entendimento das regras da atividade? Mantiveram cada grupo de objetos na estação correta? Organizaram as fileiras conforme foi mostrado pela professora?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Elas usaram o vocabulário (grande, pequeno, maior, menor) relevante à essa aula? Souberam aplicá-lo corretamente? Fizeram comparações entre a lição e a vida privada (contando histórias sobre o que têm em casa ou o que viram em passeios)?
  • Tire fotos das crianças trabalhando nas estações e, se possível, anote assim que puder o que você pôde observar naquelas imagens e do que se recorda sobre o desenvolvimento de cada uma.
  • Faça uma atividade (em uma folha branca ou impressa) posterior ao trabalho, em que as crianças exercitem as mesmas habilidades – como, por exemplo, colar alguns recortes do maior para o menor, ou selecionar, dentre três figuras, qual a maior ou menor. Guarde esta atividade no portfólio das crianças.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!