4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

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Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

Fonte: Google

A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

Fonte: Google

Fonte: Google

A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

Fonte: Google

Fonte: Google

Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

Legal, né?

Então que tal clicar AQUI e começar a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me? Tenha mais facilidade e dê visibilidade ao trabalho que faz em sala para que a coordenação pedagógica tome decisões pautadas em dados e fatos.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

3 passos para usar tecnologia com segurança na Educação Infantil

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

Relatórios/Rotina pedagógica
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3 passos para usar tecnologia com segurança na Educação Infantil

As crianças estão cada vez mais inseridas no universo tecnológico e têm, desde cedo, facilidade para manusear celulares, tablets e computadores. Nesse contexto, um conceito importante de ser trabalhado é o de cidadania digital, que nas palavras do pesquisador Miki Ribble, é o “uso responsável e apropriado da tecnologia.”

Para Juliano Kimura, fundador do Social Brunch, iniciativa para organizar a vlogosfera e blogosfera brasileira, muitas pessoas ainda não tiveram as orientações básicas para o uso da internet. “Escolas de outros países há anos já possuem uma matéria chamada ‘Netiqueta’, que ensina as crianças o que devem e não devem fazer nas redes sociais. Sem essa orientação, os brasileiros ainda usam apenas o bom senso.” Dessa forma, o que publicar ou não acaba partindo das noções de viabilidade e exposição que cada pessoa tem.

Quando o usuário é uma criança, é muito importante que haja o acompanhamento dos pais e professores desde a Educação Infantil no uso da Internet, para que eles possam distinguir situações seguras e contextos de riscos e para que os recursos tecnológicos sejam mais bem aproveitados. De forma simplificada, os adultos devem mostrar que, assim como há limites na vida real, eles também deve existir nos ambientes virtuais.

A seguir trazemos algumas dicas de como viabilizar o uso responsável da tecnologia e desenvolver a cidadania digital, tanto em casa quanto na escola.

Conteúdos de acesso

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

Dentre os tópicos a serem avaliados, está a decisão sobre os tipos de conteúdo aos quais a criança poderá ter acesso. Nas escolas infantis e em casa, o mais importante é que a tecnologia esteja voltada para o aprendizado, a partir do estímulo a jogos educativos.

A proposta ludopedagógica contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da coordenação motora, além do contato com outros idiomas. É importante que haja diálogo e supervisão dos adultos para que as crianças tenham foco e não acessem na internet páginas inapropriadas para sua idade.

Segurança digital

Além disso, é necessário avaliar quais conteúdos pessoais estão sendo acessados pelas outras pessoas. Muitos pais permitem que os filhos tenham perfis em redes sociais desde cedo, o que pode trazer em problemas, já que, na maioria das vezes, as crianças não têm noção sobre como a exposição pode trazer perigos.

Dessa forma, adultos devem acompanhar o uso da web e orientar os pequenos sobre a pegada digital, para que as informações pessoais e fotos das crianças estejam direcionadas para amigos e familiares e não sejam vistas por estranhos. Ensinar como lidar com a abordagem de estranhos (romper a conversa e contar imediatamente aos pais) evita problemas futuros relacionados à invasão de privacidade da família e à pedofilia.

Tempo de navegação

Computadores e tablets não podem ser sempre a resposta para o "tédio" das crianças. O melhor é definir um limite diário e incentivar outras brincadeiras e atividades (foto: Homeschool Academy

Computadores e tablets não podem ser sempre a resposta para o “tédio” das crianças. O melhor é definir um limite diário e incentivar outras brincadeiras e atividades (foto: Homeschool Academy)

Além do bom uso, pais e professores devem estabelecer limite de tempo em que as crianças poderão usar os aparelhos eletrônicos. Pelo fato de os equipamentos serem interativos e despertarem a curiosidade, as crianças tendem a passar horas conectadas, deixando de lado os espaços de convivência e os deveres de casa. Por isso, é válido que os adultos estimulem a alfabetização digital, ou seja, a capacidade de saber como e quando usar a tecnologia.

A partir dessas três diretrizes, a proposta é desenvolver a cidadania digital com as novas gerações para que elas cresçam sabendo usar a tecnologia de maneira equilibrada e segura.

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Fonte: PlayTable

Como pensar a brincadeira para o aprendizado infantil?

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Como pensar a brincadeira para o aprendizado infantil?

Falar sobre “a importância do brincar na Educação Infantil” já se tornou lugar comum. A brincadeira é, de fato, a maior forma de aprendizado para crianças entre os zero e seis anos – seja através da imitação e repetição, ou da construção e exercício de imaginação e raciocínio. A complexidade dos jogos vai aumentando conforme a idade. “Porém, não basta deixar que o improviso dê o tom”, diz a reportagem do Gente que Educa, “ao contrário, somente um planejamento detalhado da rotina fará com que a Educação Infantil atinja os seus objetivos”.

Nesta semana, em entrevista para o Na Escola, a educadora e pesquisadora Gisela Wajskop (uma das autoras do Referencial Curricular Nacional de Ed. Infantil), enfatizou a mesma necessidade: “Eu vejo que as capacitações de educadores estão cada vez mais pragmáticas: vamos fazer roda, bater palmas e cantar. Mas falta a reflexão – o aprendizado só ocorre se o professor tiver uma intencionalidade e souber aonde que chegar com essas crianças”.

Embora as instruções sejam claras, o caminho para realizá-las pode ser desafiador. Como colocar em prática esse cuidado pedagógico diante das brincadeiras? O Na Escola reuniu alguns ensinamentos para facilitar o planejamento dos professores na hora de propor brincadeiras em sala de aula.

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Brincar com Lego ou blocos de montar ajuda a desenvolver a motricidade e a imaginação (foto: Google)

Para que serve essa brincadeira?

Cada jogo será apropriado para uma faixa etária, assim como cada um irá trabalhar habilidades diferentes. No documento Fundamentos do Desenvolvimento Infantil, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, eles são separados em três categorias:

  • Jogos de exercício – para crianças até dois anos, que ainda não desenvolveram a linguagem. Elas aprendem através da experiência dos cinco sentidos, repetições e muito movimento.
  • Jogos de construção – elas começam a desenvolver o raciocínio e a criatividade, e, a partir de agora, têm um objetivo por trás das brincadeiras. Começam a pesquisar, questionar e criar seus conceitos mais complexos de mundo (a fase dos por quês).
  • Jogos simbólicos – com a linguagem mais desenvolvida, é a hora de aproveitar ao máximo a imaginação. As crianças relacionam a brincadeira com a realidade, fingem ser personagens e inventam histórias para experimentar o mundo.

Portanto, dependendo da idade das crianças em sua classe, aqui estão algumas brincadeiras que podem ser sugeridas, e suas intencionalidades:

  • Tambores, chocalhos e instrumentos musicais de percussão – trabalham a motricidade (ritmo) e a percepção auditiva;
  • Brincar de bola – desenvolve a coordenação motora e a convivência em grupo;
  • Construir com blocos – também melhora a motricidade e estimula o pensamento simbólico (já que as crianças vão planejar construir uma casa, ou castelo, ou ponte, etc.);
  • Brincar de boneca – estimula a imaginação, compreensão de papéis no mundo real (relação entre os pais e a criança) e ajuda a espelhar sentimentos;
  • Dominós e jogos de memória – preparam para a matemática e a alfabetização, crianças começam a diferenciar figuras visuais e auditivas.
Novos ambientes dão às crianças a chance de explorar e adquirir novas experiências - não impeça o aprendizado com uma vigilância exagerada (foto: Google)

Novos ambientes dão às crianças a chance de explorar e adquirir novas experiências – não impeça o aprendizado com uma vigilância exagerada (foto: Google)

O espaço e os materiais para brincar

Dependendo do desenvolvimento da turma, ela pode ser exposta a diferentes ambientes para explorar, conhecer e ampliar seu universo. Mas a escolha desses locais deve ser cuidadosa. De acordo com Fundamentos do Desenvolvimento Infantil, “a organização dos espaços, a escolha e distribuição dos materiais nos mesmos e a seleção de atividades adequadas, são fundamentais”.

Essa organização vai desde as cores das paredes (que devem ser claras e inspirar tranquilidade nas salas dos bebês, por exemplo), até a altura apropriada dos móveis, para que as crianças possam acessar os materiais sozinhas.
Os brinquedos escolhidos devem levar em consideração as habilidades das crianças – elas já conseguem ou estão em fase de aprender a manusear esses materiais? E quanto à música? Selecionei músicas que elas compreendam, mas que também lhes ensine novos vocabulários e estimule suas imaginações? Há espelhos, para que elas se identifiquem e explorem seus corpos e movimentos?

Antes de expor um novo ambiente (o parque, a piscina ou a caixa de areia, por exemplo), reflita se eles estão preparados para serem explorados livremente pelas crianças. Elas devem estar seguras, é claro, mas o ideal é que possam circular com o máximo de liberdade possível, apenas com a supervisão dos professores, para que tenham novas experiências e aprendizados. Meça os riscos com bom senso: ralar um joelho faz parte desta etapa de descobertas – cair da janela, não. Não seja exagerado na vigilância.

As crianças vão persistir em uma atividade enquanto ela ainda apresentar dificuldades - lembre-se de sempre fornecer novos desafios para manter o interesse (foto: Google)

As crianças vão persistir em uma atividade enquanto ela ainda apresentar dificuldades – lembre-se de sempre fornecer novos desafios para manter o interesse (foto: Google)

Registros e avaliações

Os registros são tão relevantes durante as brincadeiras quanto em qualquer outro momento de sala de aula. Use-os para comparar a evolução das crianças em diferentes momentos, fazendo anotações detalhadas, sempre que puder, sobre seu comportamento, interesse e desenvoltura.

Usualmente, uma criança vai permanecer interessada em uma brincadeira por tanto tempo quanto ela ainda for desafiadora para ela. Ou seja, se um de seus alunos continua retornando ao mesmo jogo, é provável que ele ainda esteja tentando dominar alguma habilidade – é mais saudável deixar que ele complete a tarefa em sua própria velocidade, ao invés de interromper o processo colocando-o em uma outra atividade “porque o tempo acabou”.

Isso é parte de respeitar o ritmo de aprendizado de cada criança – e, afinal, quando aquele exercício se tornar fácil para ela, ela irá, naturalmente, buscar o próximo, que ofereça alguma novidade.

Que tal aproveitar para pensar em uma nova maneira de fazer seu planejamento e registros ? Isso vai te ajudar  a pensar mais e melhor no processo ensino-aprendizagem do seus alunos.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Leia mais:

Gente que Educa

O lúdico: jogos, brinquedos e brincadeiras na construção do processo de aprendizagem infantil

Fundamentos do Desenvolvimento Infantil

Atividade: Do maior para o menor

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Atividades/Matemática/Registros
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Atividade: Do maior para o menor

Antes de começar a empregar números e realizar operações matemáticas, as noções de tamanho e quantidade já são discerníveis pelas crianças. Repare como, durante brincadeiras, elas dão sinais de distinguir objetos grandes dos pequenos; ou usam esses adjetivos para caracterizar algo ou alguém durante uma história.

Se esses comportamentos foram observados, significa que as crianças estão aprendendo matemática. E, quanto mais essa matéria for relacionada ao mundo palpável, mais fácil será compreendê-la – e depois evoluir, naturalmente, para noções mais abstratas.

Quase tudo pode ser transformado em uma prática matemática: contar os carros passando durante uma viagem de carro, empilhar blocos e peças de Lego, separar materiais de tamanhos ou formas distintos.

Use a criatividade para escolher apetrechos variados, que tornem as atividades divertidas!

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Área de conhecimento

Matemática.

Faixa etária

Em torno dos 3 e 4 anos de idade.

Material

Tente reunir “grupos” de brinquedos diferentes:

  • Bolas de vários tamanhos: de ping-pong, de tênis, de vôlei, de basquete, de praia;
  • Ursinhos de pelúcia de vários tamanhos;
  • Blocos de montar de vários tamanhos;
  • Carrinhos de vários tamanhos.
  • Frutas e vegetais de vários tamanhos: uva, ameixa, maçã, melão, abóbora.

Isso não só deixa a brincadeira mais interessante como também incentiva a repetição (as crianças terão que organizar do maior para o menor não uma só vez, mas quatro ou cinco, para arrumar cada grupo), fixando o aprendizado. 

Preparação

Divida a sala em estações – as estações podem ser as mesas das crianças ou os cantos da sala de aula. O importante é separar os grupos de objetos: ursos com ursos, blocos com blocos, e assim por diante. Eles não devem estar organizados por tamanho, mas sortidos aleatoriamente.

Explique para as crianças que vocês precisam arrumar os brinquedos do maior para o menor, começando com o bem pequenininho, até o muito grande. Use uma das estações como exemplo: pegue o menor objeto e compare-o com os outros com gestos bem amplos, para que as crianças notem a ação. Faça isso colocando a peça ao lado das outras, uma por uma, até “concluir” que ela é mesmo a menor. Você pode fazer perguntas para que a turma ajude, dizendo qual é maior ou menor, grande ou pequena. Repita a comparação com todos os brinquedos dessa estação, até que ela esteja completamente organizada do menor para o maior.

Atividade

Agora, é a vez das crianças. Divida-as entre as estações e deixe que elas arrumem os brinquedos na ordem correta. Caso veja que um dos objetos está na posição errada, faça perguntas, apontando os tamanhos e deixando que a turma perceba o erro.

Quando as filas estiverem prontas, continue praticando as noções de tamanho. Aponte para duas peças e inquira: “esse é maior do que esse?”, “qual dos dois é o menor?”, “esse carrinho é grande ou pequeno”?, “qual o maior de todos?”. Depois, volte a desorganizar as fileiras para que as crianças mudem de estação e repitam a atividade com novos brinquedos.

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

Para avaliar

Essa é uma atividade que possibilita que as próprias crianças reparem nos erros, já que a diferença de tamanho é bem perceptível, e elas mesmas também apliquem as correções. Ainda assim, cabe ao professor enfatizar essas diferenças, para que elas sejam cada vez mais óbvias à turma. Avalie:

  • As crianças conseguem distinguir tamanhos diferentes?
  • Entendem os conceitos de “grande” e “pequeno”?
  • Sabem apontar quais objetos são grandes e quais são pequenos?
  • Conseguem organizar os brinquedos do maior para o menor?
  • Identificam o maior de todos e o menor de todos?
  • Fazem comparações do tipo “esse é duas vezes maior do que aquele” ou “cabem quatro desses blocos dentro deste outro”?

Registre!

  • A turma compreendeu a aula e conseguiu realizar a atividade proposta? Demonstraram interesse pelos brinquedos escolhidos e souberam manuseá-los?
  • E quanto ao entendimento das regras da atividade? Mantiveram cada grupo de objetos na estação correta? Organizaram as fileiras conforme foi mostrado pela professora?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Elas usaram o vocabulário (grande, pequeno, maior, menor) relevante à essa aula? Souberam aplicá-lo corretamente? Fizeram comparações entre a lição e a vida privada (contando histórias sobre o que têm em casa ou o que viram em passeios)?
  • Tire fotos das crianças trabalhando nas estações e, se possível, anote assim que puder o que você pôde observar naquelas imagens e do que se recorda sobre o desenvolvimento de cada uma.
  • Faça uma atividade (em uma folha branca ou impressa) posterior ao trabalho, em que as crianças exercitem as mesmas habilidades – como, por exemplo, colar alguns recortes do maior para o menor, ou selecionar, dentre três figuras, qual a maior ou menor. Guarde esta atividade no portfólio das crianças.

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Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!

Atividade: A bandeja de seres vivos

Fonte: Pinterest

Atividades/Natureza e Sociedade/Registros
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Atividade: A bandeja de seres vivos

Lecionar ao ar livre pode trazer mais benéficos do que você imagina. Sabemos que hoje, infelizmente, as crianças não são deixadas ao ar livre para experimentar o seu movimento e o movimento da natureza que vai se apresentando e fazendo a criança perceber seu próprio ritmo e tempo.

Essa ausência da natureza faz  com que percebemos como esse contato direto, criança e natureza, impacta no desenvolvimento infantil, não é verdade? Para que ainda haja espaço na Escola para essa troca e pertencimento vamos esbanjar ideias.

Já que Maomé não vai a montanha, vamos levar a Montanha até Maomé 😉

Os espaços da Escola e a criança

Lições envolvendo natureza costumam ser um sucesso entre as crianças – especialmente se a escola oferecer um espaço aberto, ideal para experiências práticas. O aprendizado sempre será mais profundo quanto maiores forem as possibilidades de elas verem, tocarem, experimentarem o que estão estudando.

Porém, boa parte das Escolas tem esse espaço muito limitado. A ideia para essas escolas mais urbanoides é a criação das bandejas de seres vivos, que pode ser feita facilmente com X objetos com figuras reais ou figuras de plástico (animais, plantas, pessoas) que representem as criaturas vivas.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

Área de Conhecimento

Natureza e sociedade.

Faixa etária

Em torno dos 3 anos de idade a criança já está familiarizada com animais (sejam eles reais ou de pelúcia) e provavelmente consegue identificar vários deles. Ela também entende, apesar de provavelmente não conseguir expressar, que uma mesa, uma pedra ou um sapato não são coisas vivas. Esse é o momento ideal para expandir seus conhecimentos, porque ela já é capaz de ouvir e compreender explicações um pouco mais extensas.

 Material

  • Duas bandejas de plástico ou outro material leve (para evitar acidentes) e, de preferência, de cores contrastantes,
  • Animais, plantas e pessoas de plástico, todos em tamanhos pequenos, que caibam na bandeja,
  • Objetos inanimados: pedrinhas, uma bolinha de gude, um envelope ou carta de baralho, frascos ou talheres, tecidos ou almofadinhas, etc..

 Preparação

Mostre às crianças o conteúdo da primeira bandeja, que contém seres vivos. Permita que elas peguem as figuras nas mãos e observem por algum tempo, passando adiante para os amigos. Diga a elas claramente que aquelas são coisas vivas, ou seja, elas nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem.

Instigue-as: será que conseguem pensar em outras criaturas vivas? Quais animais elas conhecem? Os animais são seres vivos! E os irmãos, primos, tias? Também! E quanto às flores e plantas (esse conceito pode ser um pouco mais complexo para que elas identifiquem imediatamente, mas conte à turma que, sim, flores e plantas também são seres vivos e precisam de ar, luz e água para viver).

Explique existem algumas coisas de que todos os seres vivos precisam para a sobrevivência. Elas sabem quais são? Deixe que elas palpitem, e enfatize as respostas: ar, água e alimento.

 Atividade

Agora, traga as duas bandejas para a frente da classe, retirando, um por um, os objetos dentro de cada uma. Segure o objeto no alto e diga seu nome para que todas as crianças possam ver e ouvir – faça isso primeiro com todo o conteúdo de uma bandeja, depois com a outra.

Com todos os materiais espalhados pelo chão, faça o caminho inverso – mas, dessa vez, apenas questione e deixe que as crianças respondam a qual grupo eles pertencem. Por exemplo, segure um porquinho e pergunte: o porco precisa comer? Ele precisa de água? Ele nasce, cresce e morre? Então, o porco é um ser vivo ou um objeto? Faça o mesmo com os objetos inanimados.

O objetivo é que elas consigam concluir sozinhas a qual categoria cada um pertence. Coloque cada peça na bandeja equivalente.

Foto: Google (reprodução)

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 Variações

  • Natureza e sociedade: Hora de explorar! Após a atividade acima, convide as crianças para o pátio, o parque ou os jardins e peça para que elas mesmas encontrem seres vivos e objetos inanimados. Acompanhe-as, apontando para pequenas descobertas e orientando a classificação. Ajude-as a encontrar pedrinhas, folhas, flores, insetos, areia. Caso não haja esse espaço disponível na escola, esconda outros materiais dentro da sala de aula e faça uma caçada aos objetos sem sair do prédio.

Gostou dessa atividade? Acesse o nosso Baú de atividades e copie no seu planejamento com apenas um clique.

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 Para avaliar

  • As crianças conseguem citar nomes de animais com que já estão familiarizadas?
  • Percebem que há diferença entre um animal, por exemplo, e um objeto inanimado?
  • Compreendem que objetos inanimados não sentem, crescem ou se alimentam?
  • Compreendem que seres vivos nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem?
  • Sabem distinguir seres vivos de objetos inanimados?
  • Após a explicação, são capazes de apontar novos seres vivos e novos objetos inanimados, classificando-os corretamente?

Quer saber mais ? Leia 4 Atividades para Explorar a natureza na Educação Infantil.

Para ideias de atividades e compartilhamentos de boas práticas, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Atividade: Caixa de Prendedores

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Atividades/Matemática/Relatórios
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Atividade: Caixa de Prendedores

Certas atividades são tão simples que, talvez justamente por isso, não ocorram a muitos professores. Quando eu assisti, pela primeira vez, crianças de dois anos entretidas com prendedores de roupa, fiquei surpresa com a obviedade do exercício. Imaginava que seria uma proposta chata, mas, para os pequenos, é muito desafiadora – e, portanto, envolvente até que eles sejam capazes de executá-la com facilidade.

Atividade: Mesa dos Sentidos

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Atividades/Identidade e autonomia/Registros
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Atividade: Mesa dos Sentidos

Dos 2 até os 5 anos de idade as crianças estão no que é conhecido, dentro do método construtivista, como estágio pré-operacional e “egocêntrico”. Pré-operacional porque elas passam a usar linguagem e símbolos para representar o que conhecem – e egocêntricas não por serem egoístas ou más, mas simplesmente porque não conseguem compreender o ponto de vista de outros.

Ou seja, durante essa idade, os pequenos aprendem aquilo que eles mesmos experimentam. Daí o interesse desperto pelos seus cinco sentidos e o que cada um deles é capaz de perceber.

Para saber mais sobre o construtivismo e os períodos da infância, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

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Área de Conhecimento

A atividade Mesa dos Sentidos trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos – mas fica a cargo do professor encaixá-la em uma aula de ciências, por exemplo, ou usá-la como um exercício de Identidade e Autonomia.

Faixa Etária

A partir dos 2-3 anos de idade (embora turmas de 2 anos exijam um acompanhamento mais próximo durante a prática).

Material

  • Cinco mesas baixas, para crianças, ou cinco toalhas/tapetes de cores distintas.
  • Objetos que utilizem principalmente o olfato: perfume, álcool, pot-pourri, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o tato: massinha de modelar, blocos de madeira/plástico, argila, lixa, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o paladar: frutas, biscoitos e outros lanches;
  • Objetos que utilizem principalmente a audição: chocalho, pandeiro, sinos, guizos, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente a visão: fotos e pinturas.

       Preparação

       Antes de a aula começar e as crianças chegarem, deixe as estações dos sentidos preparadas em cantos distantes da sala. Conte à turma sobre os cinco sentidos demonstrando cada um deles, e explique que, normalmente, nós usamos mais de um sentido por vez, mas que eles têm mais ou menos importância dependendo da tarefa que estamos realizando (por exemplo: eu posso pegar uma fotografia, mas a visão é o mais importante para reconhecer o que aparece nela; eu posso ver uma fruta, mas é o sabor que vai distingui-la de outras).

Foto: Google (reprodução)

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 Atividade

Leve as crianças de estação em estação e deixe que elas experimentem os objetos. Elas podem tentar usar mais de um sentido, e isso deve ser incentivado. Quando todos tiverem a chance de interagir com aquela estação, pergunte qual o sentido elas acham que foi mais importante ali, de qual elas mais precisaram.

Repita a atividade em todas as cinco estações, e lembre-se de incentivá-las a mexer em tudo. Faça perguntas sobre os objetos e ajude-as a compreender a relação entre as partes do corpo (olhos, nariz, boca, mãos e ouvidos) com as sensações que elas absorvem.

Variações

Depois que elas reconhecerem cada estação facilmente, coloque todos os materiais aleatoriamente no centro da sala. Revise quais são as estações dos sentidos, para que elas saibam para onde levar os objetos (as cores diferentes servem para ajudar a memorizar). Então, peça para que elas, uma por uma, vão até o centro e escolham algum dos objetos. Elas devem testar os sentidos até descobrir qual o mais relevante para percebê-lo e, então, levá-lo até a estação correta. Faça perguntas para guiar a atividade: você consegue sentir o cheiro?

Dá para ouvir alguma coisa?

Para avaliar

Preste atenção em como as crianças participam e realizam a tarefa proposta:

  • Elas estão dispostas a experimentar cada um dos cinco sentidos?
  • Compreendem que existem formas diferentes de perceber cada objeto?
  • Relacionam os sentidos com partes do corpo?
  • Ao perceber um material, sabem qual dos sentidos estão usando?
  • Identificam os nomes dos cinco sentidos e os conectam com as ações?

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Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Música: desenhe esse som

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Atividades/Música e artes/Registros
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Música: desenhe esse som

A sugestão de desenhar o que se está ouvindo pode parecer abstrata demais para crianças pequenas, mas me foi proposta quando eu mesma tinha seis anos. Na época, estudava em uma escola que seguia linhas construtivistas mescladas ao ensino tradicional – como muitas vezes ocorre no Brasil, já que o país exige avaliações padronizadas, limitando a liberdade curricular das escolas.