Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

Fonte: apostila PPI

Atividades/Registros
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Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas.

Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos.

Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas

Os ambientes fechados devem ter estimulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

Além de tudo isso, brincar é bom demais, não é mesmo? Há algo mais agradável do que o sorriso de prazer de uma criança que está se divertindo?

 

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

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E o que é ser criança hoje?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Identidade e autonomia
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E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais. Dessa maneira fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro e de fácil acesso.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Personalização do Ensino na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica/Identidade e autonomia/Socioemocional
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Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

Dia do inventor
Registros/Rotina pedagógica
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Dia do inventor

inventora

Você sabia que hoje, 04/11, comemoramos o dia do inventor? Pois é, este dia foi criado por um homem, também inventor, é claro! O grande inventor do dia dos inventores é o inventivo Gerhard Muthenthaler de Berlim.

Gerhard acreditava que comemorando este dia incentivaria as pessoas a criarem coisas e, sobretudo, lembrarem de todos os inventores, sejam eles renomados ou não. O intuito era valorizar aqueles que trabalham duro para facilitar a vida das pessoas com as suas ideias.

O que seria de nós sem a roda, sem a lâmpada ou mesmo sem uma caneta?

Inventar, criar, descobrir, imaginar, inovar…  ai que bom seria se as pessoas pudessem explorar a sua capacidade de inventar coisas! Com certeza ideias fantásticas seriam colocadas em prática.

E ao pensar nisso, não poderia deixar de refletir acerca do papel dos educadores, e aí me refiro aos pais e aos profissionais da área educação. Os educadores devem inquietar-se com o quanto incentivam e proporcionam que as crianças criem e inventem coisas.

Às vezes queremos dar soluções para tudo e isso acaba por impedir a capacidade da criança em resolver problemas e por consequência inventar vários tipos de soluções.

Sem contar que as crianças têm uma rotina tão cheia de atividades direcionadas, que mal conseguem assimilar uma nova informação que adquiriram.

Com isso, a dificuldade em ficar “sem fazer nada” aumenta, e é uma pena, já que este tempo do ócio é o que todos nós precisamos para criar, recriar ou inventar coisas. Que seja um jogo, um desenho ou uma brincadeira, o tempo do ócio é mais do que necessário!

Contudo, o mais curioso e instigante é que alguém já pensou e se preocupou em despertar nas crianças o interesse pela ciência e pela invenção de forma didática e divertida.

Fundada por um jovem de 25 anos, a Science4you é uma empresa 100% portuguesa, nascida e criada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e que desenvolve brinquedos educativos na área da química, física, biologia, astronomia, entre outras.

O negócio é tão inovador e cresceu tanto que já tem representações na Espanha, Brasil, Angola e Finlândia e está atualmente em processo de expansão para outros países.

Estes brinquedos científicos são ótimos aliados para pais e principalmente para os professores já que potencializam muitos dos conteúdos curriculares abordados nas escolas de uma forma lúdica e cooperativa.

Fazer erupções num vulcão, criar as suas próprias gomas e balas, construir o seu próprio sistema solar são algumas das ideias que possibilitam na criança a capacidade de entender o mundo da melhor forma que há… experimentando!

E então… já inventou o que hoje?

101 invenções que mudaram o mundo

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Por que as crianças sentem medo?
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Por que as crianças sentem medo?

Medo? Quem nunca sentiu medo de alguma coisa?

Eu já! E você?

O medo faz parte da natureza humana e é um sentimento muito comum nas crianças.

É normal, que desde os primeiros meses de vida, as crianças sintam medo; já que sofrem por terem de entender o que é o mundo lá fora sem ter os pais o tempo todo por perto.

Nem todos os medos das crianças estão ligados à realidade, entretanto, grande parte deles surgem para que possam explicá-la.

O Que é o medo?

O medo é uma sensação que ativa os sinais de alerta do nosso corpo, diante de uma situação de perigo ou algo que nos deixa nervosos, aflitos. A intensidade destes medos e a forma de lidar com eles varia de acordo com a maneira com que os adultos ensinam as crianças a vencê-los.

Ter medo é muito importante para o processo de desenvolvimento infantil, pois quem tem medo aprende a ter coragem, a superar o nervosismo e também a se proteger.

Quais são os medos mais comuns?

1º ano de vida: ficar longe dos pais, pessoas estranhas, ruídos, quedas.

2 anos: animais, banho.

3 anos: dormir sozinho, medo do escuro, monstros, fantasmas.

5 anos: divórcio dos pais, medo de se perderem.

7 anos: perda/morte dos pais, rejeição social.

9 anos: situações novas, adoção.

12 anos: ladrões, rejeição de um grupo da escola ou de outro ambiente social.

Pais e professores, o que fazer?

pais acalentando a criança

Acolher e escutar são sempre a melhor solução, já que a criança precisa do adulto para superar os desafios trazidos com o medo.

1 – Compreender o medo sem julgar a criança e considerar o sentimento dela como algo sem importância.

2 – Ouvir a criança e nunca subestimar o seu medo. Exemplo: ao invés de dizer: “não tenha medo do cão”, diga: “eu estou aqui e posso te pegar no colo se quiser … podemos enfrentar isso juntos”.

3 – Não incutir medo nas crianças. Exemplo: se não obedecer vou te levar no médico para tomar injeção.

4 – Nunca os obrigue a enfrentar o medo sozinhos.

5 – Não dê tanta importância aos medos e não os valorize demais. É importante se preocupar caso a intensidade dos medos seja algo relevante.

6 – Jamais use o medo da criança como ameaça para ela. Jamais! Exemplo: se você não comer vou te colocar no quarto escuro.

7 – Leia histórias e aproveite o lúdico para falar sobre os medos da criança.

Acolher e escutar são sempre a melhor solução, já que a criança precisa do adulto para superar os desafios trazidos com o medo.

Veja essa atividade que preparei para você no Baú de Atividades Eduqa.me

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Veja agora a sugestão de alguns livros, filmes e desenhos animados que organizamos para te ajudar a trabalhar de forma mais lúdica com os medos das crianças.

#Fica a Dica

Capa Gildo.inddTítulo: Gildo

Autor: Silvana Rando

Ilustração: Silvana Rando

Editora: Brinque-Book

Prêmios: Prêmio Jabuti 2011 – Melhor Ilustração de livro infantil e juvenil

Prêmio Revista Crescer – 30 melhores livros infantis do ano 2011

Ele se diverte em situações que deixariam muita gente com frio na barriga, mas tem uma coisa que o deixa com medo: bexigas. Sempre que é convidado para algum aniversário, ele faz o maior drama.

o-escuro-companhia-das-letrasTítulo: O Escuro

Autor: Lemony Snicket

Ilustrações: Jon Klassen

Editora: Companhia das Letras

Luca era um garotinho que tinha medo do escuro. Até que em uma certa noite, o escuro entra no seu quarto e convida-o para ir até o porão.

Série Os Medos que Tenho

Autor: Ruth Rocha e Dora Lorch

Ilustração:: Walter Ono

Editora: Salamandra

Livro digital: sim

Em parceria com a psicóloga Dora Lorch, a escritora Ruth Rocha escreveu esta ótima série de quatro livros, em que os medos infantis se tornam ricas situações de aprendizagem.

chapeuzinho-amarelo-jose-olympioTítulo: Chapeuzinho Amarelo

Autor: Chico Buarque

Ilustrações: Ziraldo

Editora: José Olympio

Prêmios: Prêmio Jabuti de Ilustração: Infantil (1998)

Seleção: Selo Altamente Recomendável FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil)

Neste clássico da literatura infantil brasileira, o leitor conhece uma menina que morre de medo do medo.

Filmes:

  1. Divertida Mente.
  2. Monstros S/A.
  3. E.T O Extraterrestre.
  4. Malévola.
  5. Hotel Transilvânia.
  6. Frankenweenie

Desenhos animados:

  1. O Gasparzinho
  2. He Man
  3. Scooby Doo

E você? Lembra de mais algum filme ou desenho animado para aumentarmos a nossa lista de sugestões?

Compartilhe com a gente como você ajuda a criança a enfrentar o medo.

Boa leitura!

A chave sempre será o professor, nunca se esqueça disso!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

O mundo da fantasia na criança – Parte II
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros
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O mundo da fantasia na criança – Parte II

Pra que servem os amigos imaginários?

imaginação

No post anterior abordei o tema “O Mundo da fantasia na criança” de uma forma mais teórica. Uma breve explicação de como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança.

Agora vamos entender um pouquinho mais, na prática, pra que serve os amigos imaginários e como pais e professores podem entender melhor e lidar com esse momento da criança.

5 funções importantes dos amigos imaginários

  1. Para a criança entender os seus próprios sentimentos; poder brigar e dar vez ao que ela gostaria de dizer aos outros.
  2. Apoiar na comunicação.
  3. Ganhar autoestima, segurança e confiança em si mesmo, arriscando-se e expondo-se mais através do amigo invisível.
  4. Compreender uma situação de conflito que esteja vivendo, como por exemplo: a chegada de um irmão, a separação dos pais, etc.
  5. Para testar os limites em relação aos pais, fazem com que o amigo imaginário leve a culpa por coisas erradas que fez e espera uma reação tolerante dos pais sobre ela mesma.

Geralmente, estes amigos invisíveis são inofensivos e não há com o que se preocupar. Da mesma maneira que eles chegam na vida da criança, também desaparecem, já que o objetivo principal de existirem é para ajudar a criança a lidar melhor com a sua própria realidade.

Mas, é preciso prestar atenção com alguns pontos, pois esses sim não são saudáveis.

 Atenção!

  • Com a intensidade da brincadeira: o amigo imaginário não pode afastar a criança da sua vida social.
  • O isolamento: a criança não pode se afastar de outros colegas e isolar-se com o amigo imaginário. Ela não pode “preferir” isolar-se com o amigo invisível ao invés de estar com outras crianças ou mesmo interagir com os seus brinquedos.
  • Não pode ser dominada: a criança não pode ser dominada pelo amigo invisível, ou seja, ao demonstrar falas e comportamentos que indiquem que a criança não está mais no comando da brincadeira, é importante buscar uma ajuda mais específica.
  • Pais e Professores: tomem cuidado com atitudes que reforcem exageradamente a presença do amigo imaginário. Não as lembre de chamar o amigo para jantar, dormir, tomar banho, aprender. Respeite a presença deste “novo membro da família” e acolha, mas não reforce a sua existência; isso é com as crianças e não com os adultos.
  • Para os responsáveis pela criança cabe sempre a observação atenta e cuidadosa sobre qualquer comportamento que não pareça adequado e, sendo assim, buscar orientação.

menina atenção

Hora de dar Tchau

As crianças acabam se despedindo dos amigos imaginários por volta dos 7 ou 8 anos, pois esse é o período em que a criança atinge e completa a sua maturação neurofisiológica.

Nesta idade, a criança tem capacidades psíquicas, cognitivas e sociais de encontrar outros caminhos para lidar com a sua realidade. Ela estará menos egocêntrica, mais suscetível às interações sociais e as leis morais, ou seja, tem um domínio mais ampliado do mundo e o interesse por diferentes atividades multiplicam-se. Começa uma nova fase que é um dos melhores momentos para a aquisição da aprendizagem formal.

Quando aparecem os amigos imaginários para crianças com deficiências?

No caso das crianças com deficiência intelectual* a idade do aparecimento dos amigos imaginários pode acontecer mais tarde, devido ao atraso que possuem no desenvolvimento biopsicossocial se comparadas às crianças sem deficiência.

Entretanto, isto não é uma regra! Dependerá das condições socioculturais em que a criança está inserida, ou seja, o meio em que ela vive, a estimulação social em que é submetida, como por exemplo se convive com crianças da mesma idade ou não e etc. O importante é que todas as considerações feitas aqui são válidas da mesma forma para as crianças com DID.

O que merece um pouco mais de atenção é o jogo simbólico, que pode e deve ser estimulado por pais e professores.

Muitas crianças com deficiências NÃO SABEM BRINCAR! Parece um pouco estranho isso, mas se observarmos mais atentamente, nem sempre que uma criança está manuseando um brinquedo, está de fato a interagir com ele. Às vezes é apenas um objeto para estimulação oral, como nos bebês. Em situações deste tipo a presença de um adulto de referência e de crianças da mesma idade tornam-se primordiais para esta aprendizagem.

Para as crianças com autismo, este processo é mais complexo, pois há uma redução importante da capacidade imaginativa nestas crianças. Esta habilidade é o que permite a criança criar, inventar, dramatizar e brincar de faz de conta.

Contudo, o principal para entendermos a questão da fantasia na criança com autismo é o fato dos grandes problemas que ela tem com a interação social e a realidade. Se a criança com autismo vive o drama e a perturbação de não “sair de si mesma”, para explorar o mundo externo, consequentemente não fará a construção da fantasia da mesma forma que as crianças fora desta condição fazem. Como a criança autista, pouco tem acesso “ao nosso mundo”, desenvolve um mundo a parte, como se ela criasse um muro contra os medos e frustrações que existem dentro dela mesma e não na sua relação com a realidade. Por isso, não é comum criarem amigos imaginários, já que a conexão com a realidade é prejudicada.

Para Professores e Pais atuarem de forma colaborativa e desafiadora, nestes casos, precisam ao máximo estimular  a criança com autismo a sentir-se mais autoconfiante e segura, para assim, poder “sair de si mesma” e interagir com o mundo de uma forma mais ativa.

*Atualmente usa-se o termo dificuldades intelectuais e desenvolvimentais {DID} para se referir as deficiências de ordem cognitiva.

E não esqueça de fazer os registros sobre os amigos imaginários e sobre as crianças.

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Na última série do ” O mundo da fantasia na criança Parte III” preparei uma lista de desenhos e filmes para abordar o tema.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O mundo da fantasia na criança – Parte I
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros
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O mundo da fantasia na criança – Parte I

 O termo fantasia nas escolas de educação infantil é muito utilizado. Atribui-se a ele a representação do lúdico e dos processos imaginativos na criança. O que vamos ver neste texto, vai um pouquinho além disso.

Falaremos sobre como e para que ocorre o desenvolvimento da fantasia na criança; os amigos imaginários e a fase em que isso acontece; fatores a serem observados, com o que se preocupar e como isso procede nas crianças com deficiência: autismo, deficiência intelectual, por exemplo.

 A Fantasia

A fantasia está presente na vida da criança logo que ela nasce. A partir do momento em que o bebê se relaciona com o mundo externo, dá-se início a esta construção psíquica a partir da figura da mãe: o seu grande “objeto de desejo”.

Para o bebê, não existe separação entre o mundo interno e a realidade, é como se tudo ainda fosse um único corpo – o bebê e sua mãe (princípio do prazer). Através das frustrações que começam a acontecer após o nascimento nas relações estabelecidas com a mãe e o mundo, o bebê passa a utilizar a fantasia como um mecanismo de defesa contra estas sensações ruins, como por exemplo: a ansiedade, a espera para ser alimentado ou acalentado pela mãe, etc.

À medida em que o bebê cresce e se desenvolve, ele começa a se “descolar” da mãe e a perceber a realidade.

Entretanto, é por volta dos 4 e 6 anos de idade, quando a criança está no ápice do desenvolvimento da representação simbólica, que a fantasia é mais evidente.

A dramatização, as brincadeiras lúdicas e de faz-de-conta presentes no dia a dia da criança evidenciam a forte capacidade de trazer à tona o que não é real. Isso é extremamente necessário e importante para o seu desenvolvimento psíquico porque é desta forma que a criança entende a realidade, assimila regras sociais e também desenvolve as suas habilidades para aprender.

Esta faixa-etária, também é muito conhecida por ser a fase do aparecimento dos amigos imaginários. As crianças “criam” amigos imaginários para serem um alicerce nas suas relações com a realidade e uma forma de lidar melhor com ela.

Divertidamente: Bing Bong o amigo Imaginário

Algumas crianças dão vida aos ursos de pelúcia e bonecas; outras fingem ser um super-herói, super-heroína ou outro personagem.

Ou até mesmo cada um tem seu Bing Bong, personagem do filme da Disney Pixar, Divertida Mente. Bing Bong é o amigo imaginário de Riley em sua mente. Ele tem pele de algodão doce e é um híbrido entre um elefante um gato e um golfinho. Riley e tantas outras crianças criam um amigo só seu, dentro da sua cabeça para fazerem o seu jogo simbólico*.

*Jogo simbólico é o termo utilizado por Piaget, para se referir de forma especial às brincadeiras imaginativas da criança.

“A fantasia é o remédio mais saudável para nossa alma“

Priscila Bonvino – arte-educadora

Mais do que entender sobre a criança é preciso entender como estabelecer contato com e ela e propor atividades divertidas que desenvolvem o seu momento na Educação Infantil.

Livros de histórias, poesias e mesmo revistas podem ser prazerosos para mergulhar no mundo do imaginário. Considere, em primeiro lugar, o interesse de cada criança e use a roda de leitura para provocar esses momentos nos seus pequenos.

E não esqueça de fazer os registros eles são fundamentais para  acompanhar o desenvolvimento infantil. Com os registros online é possível compartilhar com  as famílias as informações referente a fantasia e pais e responsáveis podem compreender melhor o trabalho desenvolvido na Escola.

Teste a Eduqa.me! Me diga o que acha ? Clique aqui para ver como funciona essa plataforma que está ajudando tantos professores, não custa nada testar! Nada mesmo! É grátis por 30 dias!

No próximo post falarei sobre os amigos imaginários em  O mundo da Fantasia na criança II

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.