Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
0 Comments

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

pescaria-eduqa-me

Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

tiro-ao-alvo-eduqa-me

Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Carreira/Formação/Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

“Existem dois tipos de coordenador: o maestro, que conduz e forma os professores, ou o bombeiro, que passa o dia correndo e apagando incêndios”. Ouvi a frase há algumas semanas durante uma aula da pós-graduação, justamente em um módulo sobre o papel da coordenação na nova configuração da escola. Surpresa: mesmo entre educadores, não houve consenso.

A maioria dos coordenadores são antigos professores que se destacaram em sala de aula e foram convidados a ocupar o cargo – sem que, contudo, recebessem uma formação específica para essa nova tarefa. Cursos de pedagogia abordam muito superficialmente as atribuições desse profissional, portanto, cabe a ele ir atrás de cursos, livros, debates e informação para melhorar sua prática. Afinal, por mais que a experiência em sala seja importante para compreender a rotina da equipe que se quer orientar, há outras competências que se fazem necessárias: a liderança, por exemplo, assim como a gestão de tempo e de pessoas.

Outro percalço é o fato de que, mesmo dentro das escolas, as funções do coordenador ainda se confundem. Quando há a figura de um orientador pedagógico, é possível dividir esforços: o coordenador é encarregado de tudo o que concerne o aprendizado das crianças, o pedagógico, mas cabe ao orientador lidar com relacionamentos familiares e questões socioemocionais dos estudantes. Infelizmente, em um grande número de escolas, um único profissional acumula os dois trabalhos (além de vários outros desafios diários que não estavam nos seus planos).

Então, o que NÃO É função do coordenador?

  • Ser o inspetor – supervisionar a entrada e saída das crianças diariamente ou garantir o uso do uniforme escolar não são tarefas do coordenador pedagógico (ainda que 72% dos coordenadores entrevistados pela Fundação Victor Civita para a pesquisa ‘O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições’ as façam). Verificar se as salas de aula estão limpas e organizadas tampouco deveria estar na sua lista de afazeres (são 55% os que o fazem), nem cuidar da quantidade de material didático ou estado de conservação da escola (35%). No caso da supervisão dos alunos, o mais indicado seria designar outro profissional qualificado para o trabalho. Já se preocupar com a infra-estrutura e recursos da escola cabe ao diretor e ao vice.
  • Tarefas administrativas – organizar tabelas de horários, preencher ou conferir listas de chamadas, arquivar documentos, escrever atas são parte do dia a dia de 22% dos coordenadores, apesar de pertencerem aos deveres da secretaria. Caso a papelada esteja saindo do controle, é hora de pensar sobre os sistemas utilizados pela escola: a que serve tanta burocracia? Há formas de minimizar esses processos e, assim, economizar tempo? Além da Eduqa.me, com foco em documentação pedagógica, outros sites e ferramentas podem tornar essa missão mais fácil.
A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

  • Substituir professores em sala – idealmente, a escola possui uma lista de professores substitutos que estejam aptos a assumir em caso de imprevistos. Um banco de atividades também pode (e deve) ser criado em parceria com os docentes, para que as substituições sejam rápidas e não prejudiquem a turma. Ainda assim, 19% dos coordenadores entrevistados responderam que substituem colegas faltosos uma ou mais vezes por semana.
  • Eventos e parcerias – 18% dos profissionais disse acreditar ser papel do coordenador se envolver ativamente em festas juninas, apresentações das crianças ou gincanas que acontecem na escola. Na verdade, a responsabilidade da coordenação aqui é orientar, não executar. Ou seja: não é preciso virar noites recortando e colando cartazes, mas sim organizar a equipe e distribuir tarefas. Quando excursões escolares estão programadas, os professores responsáveis pelo passeio podem trabalhar em parceria com a secretaria para agendar datas e enviar comunicados aos pais.

E o que É, MESMO, responsabilidade do coordenador?

Um profissional na coordenação precisa assumir três papéis:

  • Formar – identificar as necessidades de formação dos professores de acordo com o currículo da escola e a realidade dos alunos. A partir disso, dar as condições necessárias e orientar os professores para que eles se aprofundem em suas respectivas áreas de conhecimento. Ou seja: um bom coordenador não precisa ser um grande entendedor de química, física ou língua inglesa, por exemplo, para formar os professores dessas disciplinas; mas deve, sim, ser capaz de contribuir quanto às didáticas, estratégias e metodologias empregadas em sala.
  • Articular – promover diálogos entre professores e, em conjunto, colocar em prática o projeto pedagógico e relacionar o currículo da escola com a realidade da comunidade em que está inserida. Aqui, é essencial desenvolver a escuta e possibilitar o trabalho em equipe, inclusive na orientação de projetos interdisciplinares. Garantir o bom entrosamento do grupo e estimular a união são igualmente relevantes: é preciso dedicar-se aos relacionamentos diretor-coordenador, coordenador-professor, professor-professor.
  • Transformar – questionar, provocar, promover a reflexão. Ao invés de tentar colocar tudo sob suas asas, um bom coordenador deve ajudar os professores a pensarem questões de suas salas de aulas mais a fundo, desenvolvendo um olhar crítico e sendo capazes de resolver problemas por conta própria. Esse exercício não só gera uma equipe mais preparada e segura como permite que o coordenador tenha mais tempo para destinar a outras tarefas que não “apagar incêndios”.
Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

É claro que não existe uma receita de bolo que, seguida passo a passo, tenha garantia de sucesso. Um modelo de coordenação bem sucedido em uma escola não necessariamente atenderá às demandas de outra. Com isso em mente, sempre é preciso levar em conta o repertório de experiências, cultura e informação dos professores, suas formas de comunicação e suas limitações.

Sendo assim, estas são, de fato, algumas das tarefas que pertencem ao coordenador:

  • Conhecer as práticas pedagógicas de cada professor – assistir às aulas dos colegas deve ser uma atividade bem planejada e intencional: o que se busca observar? Se o coordenador traz somente críticas, ele está perdendo seu papel de formador. Pelo contrário, ele deve usar esse momento para conhecer melhor o professor e descobrir como orientá-lo, sem forçar suas próprias opiniões sobre como conduzir a classe.
  • Planejar e conduzir reuniões pedagógicas coletivas, por área e série e individuais – é preciso planejar com antecedência para que cada um desses encontros seja significativo e produtivo. Há questões que exigem a presença de todos os docentes; outras, seriam melhor trabalhadas dentro de determinada série ou área de conhecimento. Existe também a necessidade de se prestar atendimento individual a cada professor; nesse momento, são compartilhados feedback (após acompanhar seu trabalho em sala de aula), estratégias de ensino e reflexões sobre a turma.
  • Acompanhar o desempenho da escola em avaliações internas e externas – o aprendizado das crianças é responsabilidade do coordenador, portanto, é preciso estar atento ao desenvolvimento da classe como um todo e atento a sinais de dificuldade. Conhecer a classificação da escola em índices nacionais, como o Ideb ou a Provinha Brasil, também é essencial. Através dessas informações, o profissional pode identificar falhas, sucessos e reorientar a equipe.
  • Estudar muito – uma parcela do tempo do coordenador precisa estar reservada para sua atualização. O que está acontecendo no universo da educação? Quais boas práticas receberam destaque, quais tecnologias surgiram e podem facilitar seu trabalho, quais autores e pesquisadores vão de encontro à proposta da sua escola e irão contribuir com sua formação? Valorizar a atualização profissional é benéfico de todas as formas, afinal, estabelece também um exemplo dentro da escola, em que toda a equipe se sente estimulada a aprender.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar (2)

Blog QEdu

Revista Educação

Explorando sons com água na Educação Infantil

Fonte: Midiorama

Atividades/Música e artes/Registros
0 Comments

Explorando sons com água na Educação Infantil

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

Estímulos musicais na primeira infância são chave para estimular a linguagem, o ritmo, a capacidade de concentração e o raciocínio. Crianças com uma iniciação musical tendem, inclusive, a apresentar um aprendizado maior em outras áreas, como a matemática – afinal, os exercícios ativam partes do cérebro que não são desenvolvidas por outras formas de comunicação, como a oral ou escrita.

Acompanhar os sons com movimentos, pulando e dançando, ou criá-los com variados instrumentos, também são caminhos para se explorar a motricidade, a expressão e a criatividade.

Atividades Musicais

Agora, imagine unir uma atividade de música com brincadeiras na água. A combinação é garantia de interesse por parte das crianças e ideal para dias de calor.

Com uma bacia cheia d’água no pátio, a turma pode explorar os diferentes barulhos produzidos pelos materiais – secos, submersos, contendo diferentes quantidades de água. A meta não é necessariamente fazer uma canção ou apresentação, mas, sim, descobrir as várias formas de se criar sons. Usando somente objetos comuns, ainda é possível identificar:

  • Ritmo;
  • Padrões;
  • Tempos;
  • Afinação;
  • Timbre.

Material

Quase tudo pode ser encaixado na atividade, mas estes são alguns dos materiais que geram sons interessantes:

(foto: Child's Music Play)

(foto: Child’s Play Music)

  • Tigelas de aço inoxidável e de alumínio de diversos tamanhos;
  • Tampas de panelas de diversos tamanhos;
  • Colheres de pau ou plástico, chopsticks (palitos de comida japonesa), e outros instrumentos que sirvam para a percussão;
  • Um pedaço curto de mangueira (para que as crianças possam soprar), canudinhos;
  • Garrafas plásticas ;
  • Canos de PVC de diversos tamanhos;
  • Baldes e pequenos recipientes de plástico (potes e fôrmas usados na praia, por exemplo);
  • Uma garrafa spray.

Não introduza todos os objetos ao mesmo tempo – pelo contrário, deixe que elas explorem um por vez e pelo tempo que quiserem. Com a lista acima, o professor pode organizar mais de uma sessão de música com água, dependendo do interesse das crianças.

Hora de explorar

No vídeo abaixo, o professor australiano Alec Duncan mostra como cada peça pode ser trabalhada. Apesar de as legendas não estarem disponíveis, a gravação é fácil de compreender apenas observando os movimentos.

Contudo, essas são orientações para os professores e as crianças não precisam decorar todos os passos. Aliás, o mais interessante é que os adultos apenas ofereçam os materiais, a princípio, e deem espaço para que elas os explorem da forma como quiserem – ou seja, com o mínimo de orientação possível. As crianças aprendem mais e melhor com a mão na massa, brincando livremente.

Portanto, prepare o ambiente, introduza diferentes objetos e afaste-se, supervisionando a atividade. Faça perguntas como “de que outro jeito nós podemos usar as tampas de panela para fazer barulho?” e “o que será que acontece quando assopramos a água pelo canudo?” para incentivar a curiosidade natural da turma.

Conforme as crianças forem fazendo novas descobertas, narre o que está acontecendo: “vejam, a tigela produz um som mais grave quando colocamos água dentro dela”! Além disso, esteja preparado para responder perguntas sobre o porquê de os barulhos mudarem.

Mas por que os sons mudam na água?

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

  • Por que o som fica mais grave quando mergulhamos tampas ou tigelas na água? Porque a água é bem mais densa que o ar – e, portanto, mais difícil de mover. Assim, a água é mais resistente às vibrações que criam o som. Quanto mais rápidas as vibrações, mais agudo é o som; quando mais lentas as vibrações, mais grave é o som.
  • Por que consigo sons diferentes soprando pelo gargalo de uma garrafa com diferentes quantidades de água? Novamente, depende da quantidade de ar disponível dentro da garrafa. Aonde há mais ar (e menos água), o som sairá mais grave.
  • Por que minha voz muda quando eu canto através do canudo ou da mangueira dentro da água? Primeiro, porque o som da voz é sobreposto pelas bolhas. Outro motivo é que a água funciona como um filtro que remove as frequências mais altas da voz, tornando o som abafado. Como as bolhas não são uniformes, todas do mesmo tamanho, esse filtro muda o tempo todo – fazendo com que o tom da canção também oscile.
  • Por que eu produzo música quando bato um cano de PVC contra a água? Isso ocorre quando um dos lados do cano é fechado pela água, enviando uma onda de choque pelas paredes do cano. Essa onda faz o ar vibrar, produzindo música.

Sugira experimentos

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Nesse momento, o professor vai apresentar às crianças possibilidades que elas não consideraram durante suas brincadeiras ou coordenar os sons que elas já geraram para criar padrões que possam ser repetidos. O essencial é levar em conta o interesse natural da turma e partir daí, em vez de anular a curiosidade para seguir uma atividade planejada.

Para crianças com menos de três anos, alguns materiais, como canos e canudos, podem ser difíceis de manusear; para elas, prefira gastar mais tempo com tigelas e tampas de panela, que exigem apenas a percussão. A partir dos quatro anos, instrumentos de sopro serão aprendidos (mas ainda requerem bastante prática). Essas são algumas atividades que o professor pode propor:

  • Repetir padrões, como “tigela grande, tigela média, tigela pequena”;
  • Introduzir conceitos como “rápido e devagar”, “grave e agudo”, “alto e baixo”;
  • Usar um mesmo instrumento para produzir sons diferentes;
  • Descrever os movimentos e sons para aumentar o vocabulário e convidar as crianças a fazer o mesmo;
  • Fazer perguntas para promover o debate e a reflexão sobre a música e os sons.

 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Fonte:

Child’s Play Music

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos
Atividades/Matemática/Relatórios
0 Comments

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos

Na Educação Infantil, as crianças estão começando a desenvolver seu pensamento abstrato – apenas entre os seis ou sete anos de idade é que a maioria compreende não apenas objetos concretos, mas começa a fazer sentido de símbolos ou ideias. Portanto, o ensino da matemática nessa fase precisa ser palpável, visível para as crianças.

Atividades com peças para agrupar, formas geométricas, blocos que se encaixam são ideais para trabalhar noções de espaço, tamanho e quantidade. Acima de tudo, esses exercícios são essenciais para que a turma desenvolva as habilidades necessárias para, no futuro, realizar operações mais complexas, como cálculos e equações.

É importante deixar que os pequenos repitam essas atividades quantas vezes acharem preciso. É o desinteresse deles que vai mostrar ao professor que aquela brincadeira já está fácil demais e que a criança pode passar para um próximo aprendizado. Enquanto ela volta para o mesmo jogo de novo e de novo, ele ainda representa um desafio – dê o tempo para que seja superado!

Figuras com blocos

(foto: Soldaeira)

(foto: Soldaeira)

Os únicos materiais que essa atividade pede são blocos de madeira (ou peças de Lego) e cartões com figuras aonde encaixá-los. Os cartões podem ser feitos em uma cartolina, mas você também pode fazer o download de modelos prontos aqui. Caso opte por fazer os desenhos você mesma, lembre-se de usar as peças como medida para garantir que elas se encaixem! Use várias combinações possíveis, mais simples e mais elaboradas, para tornar o jogo interessante.

Além de exercitar noções de tamanho e espaço, posicionar os blocos dentro das linhas corretas ajuda o desenvolvimento da motricidade fina, a destreza com as pontas dos dedos.

Com crianças mais velhas, entre 4 e 6 anos, também é possível trazer novo vocabulário e comparar as figuras planas (quadrado, triângulo, círculo, etc.) com os sólidos geométricos (cubo, pirâmide, esfera, etc.). Para enfatizar as diferenças entre as formas, passe o dedo por cada um dos lados da peça, contando cada um deles: “um, dois, três, quatro lados… É um? Quadrado. E todos os lados são quadrados, olhe só! Então, isso aqui é um cubo”. Incentive a turma a fazer o mesmo por conta própria durante a atividade.

Quebra-cabeça de palitos de picolé

(foto: Powerfull Mothering)

(foto: Powerfull Mothering)

Perfeita para crianças que ainda estão aprendendo a contar e a relacionar a quantidade ao símbolo numérico. A primeira parte da atividade consiste em dar um jogo de dez palitos a cada criança para que elas façam seus desenhos – cole os palitos no topo e na base com fita adesiva para que eles fiquem imóveis durante a pintura, e também para ter aonde escrever os número quando a tinta secar.

Na aula seguinte, remova a fita adesiva e escreva os números de um a dez, em ordem crescente, na base ou no topo de todos os palitos e separe-os. Cada criança terá seu quebra-cabeça para colocar em ordem.

É importante que elas comecem com seus próprios desenhos, porque já uma familiaridade com a imagem (mesmo não se lembrando de todos os números, elas tendem a reconhecer a ordem correta). Quando essa etapa perder a graça, proponha que elas troquem seus jogos entre si.

Mostre a elas como jogar: escolhendo um palito por vez, identificando o número e contando o número de peças. Ao terminar, conte os palitos um por um e confira se a ordem falada está de acordo com os números escritos. Ajude as crianças a repetir o processo por conta própria na hora de jogar.

Números de massinha

(foto: Life Over Cs)

(foto: Life Over Cs)

Mais uma vez, só o que é preciso é imprimir (ou desenhar) os cartões com a imagem de uma árvore e o número a ser preenchido. Na foto acima, também há uma tabela no fim da página, em que as crianças poderiam contar novamente o número de bolinhas utilizadas – mas essa é uma escolha do professor, assim como escrever os números por extenso, caso as crianças estejam em fase de alfabetização.

A árvore pode ser substituída por um ninho (com o número de ovos correspondente), o miolo de uma flor (com o número de pétalas), uma nuvem (com o número de gotas de chuva), uma joaninha (com o número de pintinhas pretas) e assim por diante. É recomendável proteger os cartões com papel contact transparente para que eles possam ser reaproveitados em várias brincadeiras.

Ao jogar, mostre aos pequenos uma ordem a seguir: encontrar o número impresso, falar o número em voz alta, contar o número de bolinhas feitas com massa de modelas, repetir os números novamente ao colocar cada bolinha na árvore. A repetição é essencial nessa idade. Após a demonstração, peça para que eles continuem seguindo esses passos por conta própria.

Trilha de números

(foto: PBS)

(foto: PBS)

Com uma fita adesiva, marque linhas retas no chão, uma mais longa do que a outra. A primeira linha, a mais curta de todas, irá só até o número 1. A segunda, com duas marcas, até o número 2. A terceira, com três marcas, até o 3 e assim por diante. Tente deixar as marcas a uma mesma distância uma da outra (você pode pedir para uma das crianças dar passos e medir o espaço de cada passada. Assim, será mais fácil para elas contarem os números até o final). Ao fim de cada linha, coloque um prato descartável (ou um pedaço de papel) com o número correspondente escrito.

No chão, diante das linhas, distribua cartões com números escritos ou quantidades representadas – vale até mesmo usar cartas de baralho! Deixe todas elas viradas para baixo. O objetivo é que cada criança escolha uma carta, veja o número ou quantidade anotado e escolha a linha correspondente. Então, ela vai contar seus passos até chegar ao fim da trilha: o número de passos deve ser o mesmo que o número da sua carta. Quando chegar ao fim, a carta vai ser colocada no prato descartável.

Para que a brincadeira continue, use várias cartas com cada número.

Amarelinha das formas

atividades-matematica-5

(foto: Housing a Forest)

Essa brincadeira pode ser um pouco mais trabalhosa, mas é diversão garantida. Recorte cinco ou seis formas diferentes em cartolinas coloridas: círculos verdes, quadrados roxos, estrelas amarelas e assim por diante. Use fita adesiva para colá-las no chão da sala de aula ou do pátio, criando um grande tapete de formas.

Peça para que todas as crianças fiquem do mesmo lado do tapete. O jogo consiste em atravessá-lo pisando em apenas uma cor ou forma geométrica. Outros desafios possíveis são: pedir para uma criança guiar outra, dizendo cores e formas para que a colega consiga chegar ao outro lado; trabalhar conceitos de esquerda ou direita dando orientações como “pule na estrela à direita”; fazer um jogo de Twist, em que as crianças precisam colocar pés e mãos na forma sorteada sem cair (o bumbum não pode tocar o chão!); lançar desafios como “você precisa atravessar pisando em quatro círculos” ou “encontre uma figura de três lados”.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Com dezembro chegando, a maioria das creches e pré-escolas passa por uma experiência semelhante (além do fato de estarem todas elaborando lindas lembrancinhas para o Natal, é claro): é hora de preparar as crianças para o período de férias e, depois, a mudança de turma ou mesmo de escola. Tanto a professora quanto a família devem apoiar os pequenos nessa transição.

Mudança de turma na mesma escola

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Mesmo quando as crianças permanecem na mesma escola, o fato de ter uma nova professora e novos colegas pode gerar ansiedade e insegurança. A primeira coisa a fazer é explicar com clareza o que vai acontecer: o tempo que passarão afastados da instituição, durante as férias, e seu retorno, no ano seguinte.

Não adianta esconder ou adiar o assunto, mas sim ser honesto com as crianças sobre os colegas que ela vai encontrar. Normalmente, as turmas não são completamente desfeitas, mas é recomendado trocar alguns alunos de sala e acolher novas crianças, justamente para que todas aprendam a acolher novos relacionamentos e fortifiquem seu processo de socialização. Portanto, não apenas tranquilize os pequenos dizendo que seus antigos amigos continuarão lá, mas, sim, que eles conhecerão outras pessoas e farão novos amigos. Enfatize a mudança como algo positivo, não assustador.

Aproveite os eventos de fim de ano da escola para introduzir outros professores e funcionários à sua turma com naturalidade. A socialização com toda a equipe, não apenas com uma professora, facilita a transição dentro de uma mesma escola. Quando as crianças se sentem confortáveis naquele espaço e desenvolvem sua autonomia ao longo do ano (indo ao banheiro sozinhas ou guardando seus materiais, por exemplo), também se sentem mais preparadas e confiantes em seu retorno.

Além disso, organize momentos para que a classe converse sobre o fim deste ano e início do próximo. Deixe que as crianças façam perguntas ou troquem experiências e garanta a elas que todas estão crescendo e, por isso, prontas para a nova etapa. Elas ficarão orgulhosas por serem vistas como “grandes”, aumentando a sensação de segurança. Também as lembre de que todos os funcionários e suas famílias sempre estarão a disposição quando elas experimentarem qualquer problema ou desconforto e incentive o diálogo.

Mudança de escola

Assim que a família avisar definitivamente sobre a mudança, oriente-a a levar a criança para conhecer a nova escola (se possível, mais de uma vez, para que ela comece a se habituar com o novo ambiente e as pessoas que farão parte de sua rotina no ano seguinte).

Em sala, nunca condene a decisão dos pais. Fale da nova escola sob uma luz positiva e transmita confiança na escolha da família, para tranquilizar o aluno. Enumere as coisas boas que ele vai experimentar: novos amigos, uma sala de aula bonita, uma professora querida, etc. – contudo, prepare o terreno para inseguranças. É importante que a criança não se sinta culpada por sentir medo ou tristeza, então, garanta que esses sentimentos são normais e que ela pode conversar sobre eles sempre que quiser.

Por fim, deixe bem claro que ela não vai perder seus antigos amigos e tente programar, em parceria com a família, encontros entre os colegas fora do horário da escola.

Começo do Fundamental

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Ao fim da Educação Infantil, as crianças já são um pouco mais velhas e mais preparadas para lidar com mudanças. O conselho inicial permanece: mostrar a elas como estão crescendo e, com essa idade, vão poder aprender mais e ter experiências que os pequenos ainda não podem. Não assuste a turma falando constantemente de provas e regras (“vocês não vão mais poder ficar brincando o tempo todo”), o que pode levá-las a temer a transição. Ao invés disso, apresente as novidades de maneira positiva – muitas ficarão animadas, por exemplo, com a ideia de ler e escrever por conta própria!

Os horários serão diferentes no Ensino Fundamental e as crianças devem ser avisadas sobre isso. Explique que haverá o momento de estudar e de brincar, que elas terão mais liberdade na hora do recreio e que poderão conhecer crianças mais velhas. Se a escola aplicar provas desde o primeiro ano (hoje, muitas adiam essas avaliações formais para o segundo ou mesmo terceiro ano do Fundamental), evite termos como notas ou reprovação. Prefira se referir à prova como apenas outra atividade.

Caso o próximo nível seja na mesma escola, programe visitas da turma às salas ou ao pátio dos mais velhos. Essas excursões podem acontecer uma vez por semana até o encerramento das aulas, para que as crianças conheçam os futuros professores e funcionários, se acostumem com o espaço e tenham os primeiros contatos com os alunos maiores.

Os pais devem ajudar

Nas reuniões com a família, explique a importância de os pais estarem seguros com essa nova fase. Peça que eles não criem grandes expectativas ou dúvidas para as crianças, dizendo que o próximo ano será mais difícil ou cansativo, que ela será avaliada ou que certos comportamentos “de criancinha” ou “de bebê” não devem continuar.

Também deixe claro que comparações com outros alunos são prejudiciais. Cada criança vai se desenvolver de acordo com o próprio ritmo, portanto, não adianta que a família entre em pânico caso o filho ou a filha demore um pouco mais que os colegas para ler, escrever ou fazer operações matemáticas. Prepare-os para essa realidade e enfatize que, apesar de as crianças estarem em alfabetização, elas não vão começar a escrever redações só porque foram matriculadas no Ensino Fundamental.

A família ainda pode ajudar a preparar a criança emocionalmente organizando hábitos saudáveis em casa – ainda na Educação Infantil, ela pode ser responsável por cuidar e guardar seus materiais escolares, lembrar do dever de casa e fazê-lo sem ninguém mandar (embora os pais devam sempre conferir as tarefas no fim do dia).

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Guia Infantil UOL

Educar para Crescer

Guia do Bebê

4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador
Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador

Escolher uma escola para os filhos envolve muitas preocupações dos pais, e, entre os fatores levados em consideração para essa tomada de decisão, estão o espaço físico, a segurança, a equipe docente responsável, e, claro, a proposta de ensino. Por isso, um plano pedagógico inovador tem grande potencial para chamar atenção para sua instituição.

Para a pedagoga e assistente social Rosana Buriham, uma boa proposta pedagógica é aquela que leva a criança a aprender como aprender, ou seja, em que a própria criança constrói o seu conhecimento. Ela acredita que é importante buscar o equilíbrio, dosar a duração de atividades individuais e interativas, criar exercícios interessantes e desafiadores que envolvam e estimulem um amplo aprendizado, e sugere que os professores sigam algumas diretrizes para elaborar suas aulas:

Incluir atividades lúdicas que despertem aprendizados sobre atividades do dia a dia

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

A pedagoga ressalta que a motivação é um dos fatores essenciais para o aprendizado, por isso, os professores devem criar atividades que engajem a participação dos alunos. Ela sugere que, depois de ler uma história ou assistir a um filme sobre alimentação, como o Ratatoille (Walt Diney Pictures, 2007),  por exemplo, a criança pode ser caracterizada de chef de cozinha e aprender a fazer a limpeza de frutas e verduras.

Essa atividade faz com que a criança assuma o papel de cozinheiro, aprenda aspectos que serão úteis para o dia a dia e ganhe noções de responsabilidade. Os alunos mais velhos já podem ter tarefas mais complexas e, com a supervisão de um adulto, podem ficar responsáveis por fazer uma salada de frutas.

A partir dessa experiência, os professores podem abordar assuntos relacionados à grade curricular, como língua portuguesa e matemática, por exemplo, assim como trabalhar a importância de termos uma alimentação saudável, hábitos de higiene com os alimentos e ainda a valorização das pessoas que preparam nossa comida.

Outro bom exemplo disso é o projeto Melancimática, que trabalha conceitos da matemática, como peso e noções de fração, usando uma melancia. Foi idealizado pela professora Maria Salete Altieri Pollezi da Escola Básica Municipal Anita Garibaldi, de Blumenau, com orientação do professor Jovino Luiz Aragão, coordenador da Secretaria Municipal de Educação, também de Blumenau.

Adotar ambientes diferenciados para as aulas

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Hoje, as crianças estão cada vez mais envolvidas com os aparelhos eletrônicos, como televisão, tablete ou computador. Apesar de a tecnologia conseguir manter a atenção do aluno por um bom tempo e ser um elemento chave para essa geração, Rosana Buriham ressalta que é necessário controlar o tempo que a criança gasta envolvida com os jogos eletrônicos. Para ela, um plano pedagógico inovador para a escola é aquele que adota, sim, novas tecnologias, mas que também faz com que a criança tenha diferentes oportunidades de aprendizado. “É super válido que haja um laboratório de informática na escola, assim como é necessário estimular as atividades ao ar livre, o contato com a natureza”, ressalta a pedagoga.

Estimular exercícios individuais e em grupo

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt's Growing Kids)

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt’s Growing Kids)

Outra perspectiva de um plano pedagógico inovador é a dosagem entre exercícios individuais e em grupo. Para a pedagoga, é importante que a criança seja estimulada a enfrentar desafios individuais. Já em outros momentos, são recomendadas as atividades que levem à socialização, ao diálogo e à colaboração entre os alunos.

Buscar autoconhecimento e construção de valores

Uma diretriz que muitas escolas estão adotando é desenvolver atividades para a construção de valores éticos. Dessa forma, a escola assume a postura de trabalhar não apenas para a formação acadêmica dos alunos, mas também assume o seu papel social de contribuir para que as crianças reflitam sobre o mundo em que vivem.

Nessa perspectiva, são recomendadas as dinâmicas de grupo, para que cada uma delas se confronte com problemas e contribua com soluções. “É preciso levar em consideração que cada pessoa carrega consigo um contexto histórico e familiar, uma condição socioeconômica. Então, torna-se fundamental que os professores tenham maturidade e jogo de cintura para trabalhar com o confronto de realidades das crianças”, ressalta Rosana.

A partir dessas quatro perspectivas trazidas, é possível montar um plano pedagógico inovador que pode chamar atenção para a sua escola.

Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Fonte: PlayTable

Por que as crianças brigam?

Sibling, brother and sister fighting pulling each other faces

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
0 Comments

Por que as crianças brigam?

As crianças estão brincando juntas, até que acontece – uma pega o brinquedo da outra, todas querem ser o mesmo personagem no faz-de-conta, alguém é excluído do grupo e o conflito é instaurado. Nesse momento, o professor deve ter bem claro o modo como quer resolver o impasse: ele se intromete, dá uma bronca e exige desculpas ou deixa que as crianças resolvam suas diferenças por conta própria?

Por que as crianças brigam?

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Para tomar essa decisão, é preciso entender por que as crianças brigam. Será que elas simplesmente são agressivas, mimadas ou egoístas? É claro que não – elas estão, porém, passando por uma etapa crítica do desenvolvimento social, abandonando aos poucos o autocentrismo (quando ainda não conseguem se colocar no lugar do outro ou compreender outros pontos de vista que não o delas mesmas).

A escola tem um papel essencial nesse crescimento, oferecendo o primeiro ambiente em que os pequenos precisam dividir… Absolutamente tudo. A atenção, o afeto, o espaço, os brinquedos, que, em casa, estão sempre à disposição, agora são comunitários. E isso não é uma mudança fácil de se aceitar. Dessa adaptação, surgem os momentos de agressividade.

Leia mais: Habilidades socioemocionais são mais importantes que notas altas.

Primeiro, porque as crianças querem testar sua autoridade, seu poder. Dar ordens aos colegas, aos irmãos menores e outras crianças é uma forma de testar seus limites e descobrir o quanto suas vontades valem. Conflitos ocorrem quando duas ou mais crianças estão tentando definir seus limites e impor suas opiniões.

Em seguida, vem o fato de que, na Primeira Infância, a linguagem e seus significados ainda estão sendo construídos. Ou seja, empurrar, morder ou bater não são sinais de maldade, mas sim de que a criança ainda não aprendeu outras formas de resolução de problemas. O mesmo vale para choros e acessos de raiva (que vão continuar ocorrendo, caso ela perceba que surtem efeito).

Essas são razões perfeitamente normais e saudáveis para brigas infantis, que fazem parte do processo de desenvolvimento de empatia e da compreensão de regras sociais.  Existem, contudo, sinais que o professor pode observar quando a violência é excessiva.

O que causa problemas socioemocionais?

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Sempre é indicado manter um olhar atento para perceber comportamentos fora do normal. Pesquisas mostram que entre 5 e 10% das crianças enfrentam dificuldades crônicas de relacionamento com seus pares, dentre elas a rejeição ou hostilização. Se não houver intervenção, elas podem causar queda no desempenho acadêmico, problemas de adaptação na adolescência, evasão escolar e mesmo uma probabilidade mais altas de envolvimento com drogas ilícitas ou criminalidade. A saúde é prejudicada: problemas socioemocionais precoces estão relacionados a doenças como depressão e ansiedade.

Identificar crianças que estejam enfrentando dificuldades de relacionamento exige um olhar apurado não só para o comportamento que ela apresenta na escola, mas para suas relações familiares e socioeconômicas, sua saúde, seus potenciais e dificuldades intelectuais.

  • #1 Comportamento:

Quando momentos de agressividade foram muito frequentes, algo pode estar errado. Crianças muito isoladas ou extremamente tímidas também devem ser acompanhadas. Isso porque as falhas na comunicação fazem com que elas sejam mais facilmente excluídas pelos colegas.

  • #2 Saúde:

Para crianças com deficiências físicas, intelectuais ou emocionais, relacionar-se com o resto da turma é um desafio.

  • #3 Família:

As crianças aprendem com os comportamentos que vivenciam. Como os pais ou parentes resolvem conflitos em casa? Como é o ambiente em que ela vive? Será que ela se sente segura? Procure saber quais são os hábitos da criança em casa – exposição a filmes, vídeos e jogos violentos, por exemplo não são indicados na Primeira Infância (quando ainda não se faz distinção do real e do fictício) e podem trazer à tona comportamentos agressivos.

  • #4 Situação econômica:

A situação econômica precária pode influenciar o desenvolvimento da criança, que necessita de um ambiente seguro e acolhedor. Novamente, a sensação de segurança é fundamental, mas também a nutrição, a higiene e o bem-estar.

Prevenir e intervir

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Há duas formas de trabalhar as habilidades de socialização das crianças: através da prevenção e da intervenção. Elas vão se desenrolar ao mesmo tempo, ou seja, não são excludentes.

A prevenção diz respeito a promover as competências necessárias para a solução de conflitos através de brincadeiras, atividades lúdicas e de grupo, antes que um desentendimento aconteça. É quando as crianças aprendem, sob supervisão e com situações planejadas, a reconhecer sentimentos, a dividir, a ceder ou insistir.

Quer aprender a fazer Máscaras de Sentimentos? Clique aqui!

Já a intervenção, por outro lado, vai ocorrer quando crianças ou grupos em particular estiverem com problemas de relacionamento. Nesses casos, são abordados os comportamentos específicos daqueles alunos em uma conversa (sempre privadas, não em frente ao resto da turma ou de maneira que possa humilhá-los). O professor pode sugerir alternativas, apresentar estratégias para lidar com as emoções, fazer perguntas para entender as origens do problema ou convidar a família para que ajam em conjunto.

Confira 5 atitudes positivas para uma reunião de pais e professores de sucesso!

A psicóloga Fernanda Furia, fundadora do Playground Inovação, em Florianópolis, acredita que envolver as crianças no debate seja uma alternativa saudável. Por meio de questionamentos, o professor pode levantar temas de discussão, mas é importante deixar que elas se expressem e expliquem o que causou a mágoa ou irritação. Essas opiniões podem inclusive ser o ponto de partida para projetos com toda a turma.

Você pode assistir ao bate-papo entre a psicóloga e as professoras da Wish School no vídeo abaixo. No último sábado (07/11), as convidadas discutiram dificuldades socioemocionais na escola e responderam perguntas de outros professores:

Dicas para cultivar o bom relacionamento na rotina

Ser constante faz toda a diferença – de nada adianta uma longa palestra sobre tratar bem os colegas se, durante o resto da aula, o professor se exalta ou permite os comportamentos que havia desencorajado. Quando uma regra é dada, ela precisa ser cumprida por todos (inclusive os adultos)!

  • Seja o exemplo:

Pais, professores e familiares devem exibir o comportamento que querem que as crianças repitam. Caso as crianças sejam ensinadas a não dizer palavrões, não gritar ou não agredir fisicamente o colega, os adultos precisam fazer o mesmo.

  • Estabeleça regras com a turma:

Pergunte o que as crianças acham que deveria se tornar uma regra de convivência e o porquê. Explique também as regras que você está impondo, para que todos entendam sua necessidade. Você pode dar uma olhadinha nesse atividade para se inspirar!

  • Trabalhe o vocabulário:

Ajude-as a perceber as emoções dos colegas usando descrições como “Ele está chorando porque está triste” ou “ela está franzindo o rosto porque está irritada”. Também faça perguntas para que as crianças tentem colocar em palavras o que sentem. Pergunte “por que você fez isso?”, “como você se sentiu?” e “o que gostaria que seu colega tivesse feito?”.

  • Ofereça escolhas:

Principalmente para as crianças menores, é importante dizer de que maneiras elas podem agir dando instruções claras. Com um ou dois anos, elas ainda não conseguem separar emoções e costumam ser levados por suas próprias cenas de raiva ou choro. Diga: “você chorou e isso não fez o Lucas devolver o brinquedo. Você pode se acalmar e dividir o brinquedo ou pode escolher outra coisa para fazer”. Isso as ajuda a parar, recuperar a calma e superar o problema.

  • Não resolva tudo sozinho:

Ao invés disso, oriente as crianças para que elas mesmas encontrem soluções para seu conflitos. Quando elas acharem uma resposta, ofereça elogios e reconhecimento pelo bom comportamento.

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção na palavras (foto: Huffington Post)

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção nas palavras (foto: Huffington Post)

  • Saiba que palavras podem ser tão ruins quanto agressões físicas: adultos tendem a se mobilizar mais quando duas crianças brigam fisicamente do que quando o conflito é verbal. Isso é um erro – frequentemente, excluir alguém do grupo, dar apelidos ou fazer comentários humilhantes é mais prejudicial ao desenvolvimento da criança, e tem um efeito direto na autoestima. Não dispense essas ocorrências como “coisa de menina”, o que normaliza a atitude negativa.
  • Organize os espaços para incentivar atividades em equipe: repare se a sala de aula permite que as crianças trabalhem juntas. Escolha brinquedos e jogos que envolvam cooperação e diálogo.
  • Mantenha a calma: lembre-se de que nem toda briga é o fim do mundo. Não exagere. As crianças vão reagir de acordo com a reação dos adultos; ou seja, se você transformar um pequeno conflito em algo feio, grave ou perigoso, é assim que elas vão encará-lo. Reflita sobre a gravidade da situação e deixe que pequenos incidentes sejam logo esquecidos.

Gostou?

Que tal então entender mais sobre os sentimentos e autoavaliação?

Nossa dica é que você faça a avaliação formativa e experimente registrar tudo para refletir.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

PBS

Enciclopédia sobre Desenvolvimento na Primeira Infância

Guia Infantil

Parenting Exchange

A sua escola investe na formação cultural dos educadores?

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo - Museu da Língua Portuguesa)

Carreira/Formação/Semanários
0 Comments

A sua escola investe na formação cultural dos educadores?

A bagagem cultural do professor não é (ou não deveria ser) uma questão pessoal, que só diz respeito ao lazer, fora do horário de trabalho. Pesquisadores e docentes já comprovaram que, quanto maior o repertório, melhor a prática em sala de aula – e em qualquer área de conhecimento, não apenas as mais lúdicas, como artes.

Conhecer diferentes representações artísticas e manifestações culturais expande a realidade do professor. A partir delas, é possível estabelecer diálogos, propor novas práticas com as crianças, quebrar preconceitos e inserir experiências lúdicas em qualquer temática, tornando o aprendizado mais próximo dos alunos.

Afinal, a premissa é bastante simples: ninguém consegue ensinar aquilo que não conhece. Como cultivar hábitos de leitura, visitas a museus, cinema ou teatro, se o próprio educador não vive esse discurso?

Infelizmente, a falha surge desde o currículo universitário, que prioriza o conteúdo pragmático. São raras as universidades que trazem no planejamento, intencionalmente e ao longo de todo o curso, o estímulo à formação cultural. Um desses poucos exemplos é a UFRJ, aonde os estudantes de pedagogia devem ir a um evento cultural por mês (que pode ser desde um balé até um show popular) e, ao fim, registrar suas impressões da atividade.

A própria escola pode intervir para capacitar os profissionais, contemplando todos os funcionários. Encontros que promovem a discussão e convivência do grupo – incluindo professores, merendeiros, coordenadores, auxiliares de limpeza, estagiários – facilitam o diálogo dentro da escola e o sentimento de valorização da equipe.

Ter o primeiro contato com a cultura formal muitas vezes funciona como despertar para que cada um busque aumentar seu próprio repertório fora da escola. O importante é que todos sejam incluídos e tenham momentos para refletir sobre a experiência, para que ela se reverta em qualidade de vida e de trabalho.

Traga a cultura para a escola

Leve cultura para dentro da escola: planeje oficinas, filmes ou palestras entre os funcionários para dar espaço à criatividade e ao diálogo (foto: Art and Reiki)

Leve cultura para dentro da escola: planeje oficinas, filmes ou palestras entre os funcionários para dar espaço à criatividade e ao debate (foto: Art and Reiki)

Uma alternativa que não pesa no bolso da escola é promover encontros em seu próprio espaço: palestras, sessões de cinema e pequenas apresentações musicais, por exemplo, podem acontecer no pátio, no ginásio ou em uma sala de aula. Projetos da comunidade ou mesmo empresas privadas podem ser contatadas para participar, arcando com parte dos gastos.

Outra possibilidade é organizar oficinas, tanto com convidados especiais (artistas, músicos, escritores, atores) quanto com os próprios membros da equipe da escola, que podem se oferecer para compartilhar algo com os colegas. A gestão deve abrir esse canal de comunicação e incentivar a participação dos funcionários.

Excursões com a turma

Algumas escolas já incluem outros funcionários nos passeios da escola. É claro que não é possível levar grandes grupos de uma vez, mas, criando um rodízio, a participação de todos é garantida sem que os serviços de limpeza, cozinha ou segurança sejam interrompidos. Que tal disponibilizar uma lista para que cada profissional assinale em quais passeios está mais interessado? Além do horário de trabalho e das excursões, a vontade de ir pode ser outro critério na elaboração do cronograma.

A vantagem desse modelo é que, além de apresentar peças teatrais, exposições em museus ou galerias para quem tem poucas oportunidades de aproveitá-los, fortifica-se o vínculo entre a equipe e as crianças. Um dia de cultura ou entretenimento permite que eles passem mais tempo juntos, troquem ideias e conheçam outras perspectivas.

Só para gente grande

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo - Museu da Língua Portuguesa)

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo – Museu da Língua Portuguesa)

Uma vez por semestre ou por ano, conforme a agenda da escola permitir, organize uma saída apenas para os adultos. Reúna diretores e coordenadores, professores e demais funcionários em um final de semana com destino a um evento cultural na cidade.

Antes de sair, organize um momento de encontro para que todos troquem expectativas, informações e curiosidades sobre o que vão assistir. O mesmo pode ser repetido ao fim da experiência, para incentivar o diálogo entre profissionais que, rotineiramente, não trabalham juntos ou têm pouco tempo para conversar. Ainda que alguns pareçam tímidos no começo, faça perguntas a pessoas específicas para que elas ganhem confiança ao participar ativamente do debate. Garanta um ambiente acolhedor e informal, justamente para que a equipe se conheça melhor.

Compartilhem sugestões

Sugira que os funcionários mantenham um caderno cultural – um diário em que podem colar os bilhetes de entrada ou fotos de suas programações culturais, escrever suas impressões ou dar dicas de livros e filmes.

Esse caderno pode ser mantido ao longo de todo o ano letivo ou ser usado apenas nas férias, por exemplo. Se essa for a opção, realize uma dinâmica com o material assim que as aulas voltarem: que tal criar murais, trocar cadernos ou cada um contar qual foi a experiência mais marcante?

Clube do livro

Literatura deve ter um momento na rotina! Ler livros exercita a empatia e o conhecimento, dentre vários outros benefícios (foto: Gwen Hernandez)

Literatura deve ter um momento na rotina! Ler livros exercita a empatia e o conhecimento, dentre vários outros benefícios (foto: Gwen Hernandez)

Infelizmente, pesquisas já mostraram que menos de 50% dos professores brasileiros de Educação Básica têm a leitura de livros como hábito. Ler textos não relacionados à profissão é essencial para a formação do professor, e traz benefícios não só para sua prática pedagógica como para sua vida pessoal. Quem lê literatura desenvolve mais empatia, têm uma mente mais aberta a novas ideias, mais capacidade de concentração e melhor vocabulário, dentre várias outras vantagens.

Além disso, é claro, é preciso um professor leitor para criar novos leitores. As crianças têm chances maiores de se apaixonar pela leitura quando influenciadas positivamente pelos professores!

Sendo assim, proponha reservar uma ou duas horas de hora-atividade para a leitura de literatura. A equipe pode selecionar, mensal ou bimestralmente, um livro em comum, que todos possam terminar e discutir. Outra sugestão: por que cada funcionário não fica responsável por trazer um livro diferente e eles vão trocando de mãos ao longo do ano, até que todos tenham acesso a cada um deles?

Colocando em prática

  • Várias cidades possuem leis que dão descontos a educadores: 20% em livrarias, meia-entrada em cinemas e teatros, etc.. Basta informar-se no site da sua prefeitura.
  • Mesmo que não haja descontos, muitos centros culturais, museus, cinemas e teatros liberam um dia de entrada gratuita ou meia-entrada para todos. Ligue para esses locais para descobrir quando a visita é mais barata.
  • Empresas privadas podem ser parceiras na hora de conseguir ingressos ou transporte mais em conta. A secretaria do município e outros órgãos da prefeitura podem oferecer possibilidades de transporte para a escola.
  • Siga sites de agenda cultural da sua cidade, como a Agenda Cultural Catraca Livre, por exemplo. Além de saber tudo o que está acontecendo, eventos gratuitos sempre são divulgados.
  • Crie um mural ou caixa de sugestões para que os funcionários digam o que gostariam de conhecer e tente colocar pelo menos algumas ideias em prática todo ano.

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar

Gazeta do Povo

Revista Educação

Como lidar com imprevistos na Educação Infantil?

(Lifetime Moms)

Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

Como lidar com imprevistos na Educação Infantil?

Hoje, eu encontrei um artigo fantástico que gostaria de dividir com vocês! Ele está no site Edutopia e fala sobre um problema raramente mencionado, mas frequente, da Educação Infantil – como administrar uma turma de crianças constantemente:

  • pedindo para ir ao banheiro,
  • com um machucado,
  • com um lápis a ser apontado,
  • denunciando um coleguinha que o “machucou” ou
  • todas as alternativas acima.

Após alguns anos em sala de aula, eu posso confirmar que a dificuldade é real. Com tempo e experiência, cada professor desenvolve suas próprias estratégias para lidar com ela, é claro. Ainda assim, as dicas do autor teriam me poupado alguns dilemas na época – e, provavelmente, serão úteis para qualquer educador que está começando na profissão!

As perguntas

“Minha cabeça está doendo, posso ir à enfermaria?”

“Você pode apontar o meu lápis?”

“Posso ir ao banheiro?”

“Posso tomar água?”

“Já terminei! O que eu faço agora?”

“Preciso de um band-aid.”

Essas perguntas podem parecer triviais à primeira vista, mas as respostas para elas exigem reflexão, além de decisões imediatas que podem confundir um professor novato. Eu vejo isso o tempo todo: o professor se dedica aos planos de aula, organização ou avaliações e, naturalmente, vai encontrando um bom ritmo de trabalho. Entretanto, quando uma criança pede por um band-aid, ele hesita. Não tem certeza. Ele tem certeza, sim, sobre suas instruções, sobre as atividades do dia. Mas um band-aid? Não sabe ao certo.

Por quê? Bem, eu não tenho todas as respostas, mas consegui reunir uma lista bastante flexível de técnicas que já usei para contornar essas perguntas fora de hora – sem criar regras autoritárias que façam a escola se assemelhar à uma prisão.

Ir ou não para a enfermaria

(Lifetime Moms)

(Lifetime Moms)

Decidir se uma criança de fato precisa ir para a enfermaria é mais árduo do que se pensa. Obviamente, você não quer negar cuidados médicos a nenhum de seus alunos quando eles os necessitam; porém, ao mesmo tempo, você quer ensiná-los a superar pequenos tropeções. E, enquanto você está ponderando sobre quem precisa de ajuda de verdade e quem apenas quer atenção, outra criança surge, aproveitando a oportunidade de dar uma volta (e interrompendo seus pensamentos).

Nesse momento, o que você faz? Aqui estão alguns critérios para distinguir seus pequenos pacientes:

Sangue

  • Arranhão sangrando? Uma ida ao banheiro para lavar o machucado e um band-aid para cobri-lo.
  • Nenhum sangue ou sangue seco? Não precisa de band-aid, apenas uma ida… De volta para o seu lugar.
  • Cortes com papel? Não precisa de band-aid (ainda que eles doam, mesmo) e pode voltar para o seu lugar.
  • Machucado cicatrizando (com a “casquinha”)? Dê um band-aid. Se você não o der, as crianças tendem a ficar puxando e cutucando a ferida até volte a sangrar. Engula seu orgulho e busque o curativo.

Vômito

  • A criança está pálida e com dor de estômago? Envie-a para a enfermaria com um coleguinha para acompanhar. Se estiver ao seu alcance, providencie também um balde ou sacola para evitar “acidentes” pelo caminho.
  • Dor de estômago imediatamente antes ou depois da refeição – e nenhum outro sintoma? “Você só está com fome” ou “Você correu muito de barriga cheia, já vai passar”. Pronto.
  • Dor de estômago longe dos horários de refeição, mas a criança parece saudável? Mantenha o balde por perto. Em dez anos, eu nunca vi uma criança de fato vomitar no balde em sala de aula.

Dor

  • Dor no pescoço? Vá direto para a enfermaria. Dor no pescoço pode ser um sinal de meningite ou de uma concussão.
  • Dor de cabeça? Espere um pouco e me avise se piorar. Caso a criança pareça doente e reclame novamente, deixe-a ir para a enfermaria.
  • Dor nos pés, nas pernas ou nos braços? “Não vão doer se você ficar parado”.

Ocorreu um acidente mais sério? Saiba como agir.

Terminei! O que eu faço agora?

(foto: The Conversation)

(foto: The Conversation)

Que pergunta temida, especialmente por novos professores que estão ocupados manejando quatro ou cinco aulas por dia! Caso não esteja preparado para essa pergunta simples, mas tão complexa, você provavelmente vai enfrentar caos e mau comportamento.

Sei o que você está pensando – só entregue outra folha de atividades. No entanto, além de minimizar o uso de papel, é importante que as crianças tenham uma escolha. Escolha = autonomia = aprendizado eficiente. No início do ano, introduza à turma algumas opções para quando alguém terminar o exercício mais cedo. Elas devem ser atividades silenciosas (enfatize que aquilo não é tempo livre ou recreio). Elas podem escolher um tema para explorar enquanto seus colegas concluem a primeira atividade. Essa é uma experiência enriquecedora para as crianças e funciona de acordo com os interesses delas. A ideia é simples:

  1. Terminar o trabalho.
  2. Escolha:
  • Ler (qualquer livro de sua escolha). Folhear um livro ou gibi também pode ser oferecido às crianças ainda não alfabetizadas;
  • Desenhar (com materiais fáceis de acessar, guardar e limpar – nada de tinta, por exemplo);
  • Um jogo eletrônico educativo, caso sua sala de aula tenha um computador ou tablet;
  • Um jogo individual (construir com blocos, encaixar peças, quebra-cabeças, etc.);
  • Escrever uma história.

Pronto! Após um mês de prática, a pergunta “o que eu faço agora” vai desaparecer e as crianças vão começar a se organizar por conta própria.

O lápis sem ponta

(foto: Just a Night Owl)

(foto: Just a Night Owl)

Crianças na Educação Infantil querem apontar os lápis o tempo todo. Quando você está falando, ensinando, tentando ler uma história. Quando deveriam estar escrevendo ou quando só querem uma desculpa para levantar. O apontador atrai os pequenos como uma lâmpada atrai insetos. Se você tem um apontador para todas as crianças, guardado pelo professor, ou se elas caminham constantemente até a lixeira, a sua aula será interrompida.

Alguns professores tentam designar um horário específico em que toda a turma possa apontar seus lápis: no início da aula, antes do lanche, etc.. Infelizmente, esse modelo é dificílimo de ser implementado, porque sempre há exceções. As pontas dos lápis quebram (muitas vezes, propositadamente, convenhamos) e as crianças não podem ser paradas. O professor deve aceitar essa epidemia – sempre sendo firme, justo e de acordo com as regras.

Avise a classe que todos podem apontar os lápis sempre que precisarem, mas:

  • Não podem apontar o lápis a não ser que a ponta esteja totalmente quebrada. Não só um pouco gasta ou “esquisita”. Vocês só podem usar o apontador quando a ponta anterior houver desaparecido!
  • Vocês não podem quebrar as pontas intencionalmente – e quem o fizer, sinto muito, vai ficar sem lápis.
  • Não podem se levantar quando alguém estiver falando, ensinando ou lendo em voz alta.

Entendido? Depois disso, pense em permitir que as crianças usem outros materiais, como canetas – que dispensam apontadores!

No mais, lembre-se de confiar nos seus instintos sempre que novas perguntas surgirem (porque elas vão surgir). E sempre ajude os professores a sua volta a desenvolver essas habilidades cotidianas compartilhando o que você faz, com sucesso, em sua sala de aula. Quais as suas ideias?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Materiais para download - horizontal

Esse artigo é uma tradução do texto “Classroom-Management Strategies for Elementary Teachers”, do Edutopia. Clique aqui para ler o original.