O ócio criativo

Fonte: alto astral

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O ócio criativo

“Ai se eu pudesse comprar um pouquinho de criatividade… seria ótimo!”

Quem nunca pensou nisso? Com certeza este já foi o desejo de muitos, inclusive em ser o dono desta loja de preciosidades.

Parece que chega um período do ano ou mesmo em determinadas situações onde nos é exigido uma intervenção mais complexa no trabalho, por exemplo, que nos falta a criatividade.

O livro “O ócio criativo” de Doménico de Masi é uma boa leitura para quem quer refletir e se inspirar em busca da criatividade.

Embora tenha um início bastante técnico, o livro passa a mensagem de que para se conseguir criar, seria ideal que fizéssemos pouca ou nenhuma distinção entre o trabalho e o tempo livre.

A proposta é divertir-se o máximo possível no trabalho e aproveitar o tempo livre fugindo daquela ideia cristalizada trazida por Ford e Taylor sobre o trabalho mecânico e com hora para começar e acabar.

De Masi fala em humanizar o trabalho e não o mecanizar. Empresas mais criativas e produtivas permitem que as pessoas possam trabalhar em casa, mas é claro que isso não se aplica a todas as profissões. O professor necessita estar num ambiente mais estruturado de trabalho, mas nem por isso, deve estar engessado a ele.

Sabe-se que a teoria é muito mais bonita do que a prática, mas não custa nada tentar. Tentar transformar aquilo que é monótono em algo novo, ou seja, transformar, inovar os recursos que temos.

A criatividade é a palavra-chave para um bom trabalho na escola e o professor a cada dia é desafiado a inovar, inventar e agir frente a questões instigantes.

criatividade

O ócio criativo é o trabalho mental que acontece até quando não estamos fazendo nada, parados. É o pensar sem regras, sem a pressão e o tempo do relógio.

“Ociar” não é apenas ficar de pernas para cima sem fazer nada, é a inovação, ousadia de agir. É a qualidade de vida ou pelo menos a busca constante por ela.

Referência:

O ócio criativo. Domenico de Masi. Brasil: Editora Sextante, 2000.

Quer ter mais tempo para o ócio criativo?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Por que escolhi ser professor?
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Por que escolhi ser professor?

Você já se perguntou o que é ser professor?

Muitas vezes, se escuta que ser professor é gostar de criança, é ter paciência, saber desenhar, ter letra bonita, gostar de ler e estudar.

Mas será que isso é suficiente?

NÃO! Ser professor ultrapassa as barreiras do ter ou gostar, é preciso diferentes construções internas; é preciso “SER”.

Os valores, os desejos, a esperança, os anseios, as motivações, a persistência, o respeito, o saber, a honestidade, a perseverança e o comprometimento com o ensinar é que farão a diferença no ato de ser e se constituir professor, e essas habilidades são aprendidas nas complexas relações com o ensino aprendizagem, ou seja, entre o professor e o aluno.

A complexidade em ser professor começa com o processo de escolha da profissão. Muitas pessoas, quando decidem lecionar, não levam em conta o que é ser professor, baseiam-se em preceitos superficiais, como gostar de criança, por exemplo.

Isso é importante, mas não basta! Um professor precisa estudar muito e durante toda a sua carreira, deve se envolver com questões sociais e políticas do país e, mais do que isso, ser um especialista em relações humanas!

A escolha da profissão é uma decisão tomada pelo professor; imagina-se que ninguém o obrigou a fazer isso. Sempre foram de conhecimento público as dificuldades com o educar de modo geral. Então, por que esta escolha?

Responda isso você! Reflita sobre o seu real papel no ato de ensinar, pois ele vai além dos conteúdos programáticos.

professor

É necessário situar o professor naquilo que transcende a sua formação, pois “aprendemos disciplinas sobre que conhecimento da natureza e da sociedade ensinar e com que metodologias, porém não entra nos currículos de formação como ensinar-aprender a sermos humanos” (ARROYO, 2000, p.55), principalmente numa época onde o desrespeito, o bullying e o preconceito se sobressaem tanto.

O professor desempenha um papel tão importante na vida dos alunos, que é incalculável o seu valor. Não importa o quão avançada esteja a tecnologia, o professor nunca será substituído, “já que mais importante do que o conteúdo ensinado é o modo relacional que se vai imprimindo na subjetividade do aprendente”. (FERNÁNDEZ, 2001, p.29).

Ser professor vai muito mais além do que se imaginava, não é?

Reflita sempre sobre a sua escolha.

Sugestão de Leitura: Livro – A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. Luciana Fernandes Duque. Lura Editorial: São Paulo, 2015.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola
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Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola

– Não seja assim!
– Não chore!
– Deixe de birras!
– Cala a boca e presta atenção!
– Senta lá!
– Vou deixar você de castigo! Pare com isso!
– Eu vou arrancar a sua língua!
– Você é surdo? Já falei um milhão de vezes pra não fazer isso.


O que tem de tão familiar nessas frases?
Todas essas frases foram tiradas do contexto da sala de aula.  Elas são tão comuns que parece que já ouvimos isso em algum momento da nossa vida ou, quem sabe, até pronunciamos de vez em quando.
Elas parecem desconsiderar completamente a violência que estão por trás de cada palavra e também o efeito que terão sobre a criança que está ouvindo.
Costumamos pensar que a violência está intimamente ligada com alguma agressão física, mas peraí, se fizermos um micro esforço lembraremos de situações que são super violentas lexicamente ¹ falando.
Muitas vezes a comunicação pode ser uma das piores violências, pois ela pode marcar eternamente a vida de uma criança. 
Dito isso, quero compartilhar com vocês sobre o conceito de uma Comunicação aposta a essa:  a Comunicação NÃO Violenta!
A Comunicação não Violente (CNV), foi criada pelo americano Marshall Rosenberg, e é um método simples de comunicação.
Uma comunicação que é clara, empática e que almeja encontrar um jeito para que todas as pessoas falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo.
É uma comunicação útil para resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo. Baseada na ideia de que todos os seres humanos têm a capacidade da compaixão e a capacidade de escutar verdadeiramente o outro a CNV cria  uma cultura de expressão que resolva os conflitos, ao invés de criá-los.

cnvPodemos dividir o processo da CNV em 4 componentes:

  1. Observação: Observamos as ações concretas que nos afetam. Sem julgamentos e sem juízo de valores. Apenas uma declaração do que estamos observando que pode (ou não) ter nos agradado;
  2. Sentimento: Identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos. Ou seja, nos perguntamos: ” como me sinto diante disso? Frustrado? Alegre? Magoado?Irritado? dentre outros…
  3. Necessidades: Informamos para o outro as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que identificamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as minhas necessidades, desejos ou valores que guiam meus sentimentos?
  4. Pedido: Pedimos para que algumas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

#NaEscola

bons professoresO que vimos nas frases acima são exemplos que tentam limar, corrigir o errado e indicar o correto. Apontar o bom e o mau e abafar o aluno e torná-lo cada vez mais passivo e ouvinte.
Pois, afinal de contas, o professor é uma grande autoridade e ele, enquanto mestre e detentor do conhecimento, deve criar condições favoráveis para que cada criança desenvolva sua capacidade de conservar sua integridade pessoal e, por isso, o mestre tenta moldar as crianças.
Caso alguma dessas crianças não se encaixe nesses padrões os educadores investem em técnicas punitivas. É assim que a Escola tem conduzido seus ensinamentos por séculos, não é mesmo?
As perguntas que pairam no ar são:
Nesse contexto há espaço para a empatia?

É nesse modelo educacional que devemos investir ?

O Professor Afetuoso


Como dito no post “Como trabalhar afeto na Educação Infantil” o afeto tem um papel fundamental na aprendizagem.
A relação de qualidade entre o professor e o aluno depende mais de “como” e ” a quem” se ensina, do que o ” o que se ensina”. Para que o professor se torne eficaz na sua tarefa de ensinar é preciso criar um vínculo com o aluno: uma ligação. Essa ponte com o aluno e construída, na maioria das vezes, com a comunicação.

O professor que domina a competência de comunicação, além de afetuoso, têm  ferramentas muito significativas nas mãos.

professor afetuoso
– Respeito pelos interesses dos alunos
– Educa com afeto
– Liberdade para aprender
– Ambiente agradável em sala
– Construção do conhecimento
– Autonomia na aprendizagem


A proposta da Comunicação Não Violenta é sair da lógica do culpado, da punição, do certo e do errado e desconstruir comportamentos pré-estabelecidos. Quebrar todos os paradigmas e apresentar um novo jeito de se comunicar.
O ato de se comunicar é, por si só, uma necessidade fundamental para a qualidade da existência do indivíduo. A CNV nos instrumentaliza para responder essa necessidade e esinar como construir e melhorar a nossa relação com o outro.
Aqui fiz apenas uma resumo sobre o que é e como podemos começar a exercitar dentro de nós mesmo e dentro da Escola.
Se você gostou do conceito e quer entender um pouco mais sobre a comunicação não-violenta deixo algumas sugestões para que você aprofunde no tema e se envolva com esse jeito empático de lidar com os conflitos internos e externos.
Proponho que experimente esse exercício abaixo e percebam a diferença que a CNV faz nas nossas vidas.

“Vejo que ____. Estou me sentindo ____ por precisar de ____. Você gostaria de ___?”. Ou “Vejo que ____. Você está se sentindo ____ por precisar de ____?”, seguido de “Resolveríamos sua necessidade se eu ____?” ou uma declaração de seu próprio sentimento e necessidade seguido por um pedido.


Com o tempo, podemos perceber mais abertura, mais ternura nas relações e as pessoas se sentiram a vontade para se abrir e se expressar diante dos outros, pois o ambiente será de pura confiança e respeito.

Lexicalmente ¹ : Relacionado com a palavra.

Agora que você já está sabendo tudo de Comunicação Não Violenta, que tal aproveitar para fazer relatórios usando essa nova habilidade? Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante!

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Sugestão de leitura:
Livro “Comunicção Não-Violenta” de Marshall Rosenberg

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 


4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

Fonte: Google

A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

Fonte: Google

Fonte: Google

A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

Fonte: Google

Fonte: Google

Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

Legal, né?

Então que tal clicar AQUI e começar a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me? Tenha mais facilidade e dê visibilidade ao trabalho que faz em sala para que a coordenação pedagógica tome decisões pautadas em dados e fatos.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

Fonte: Dica de mãe

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Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

A tecnologia pode ser sua aliada na hora de guardar, organizar e acessar suas fotos – e, sim, nós sabemos que são muitas. Mas elas também são registros essenciais para avaliar o aprendizado das crianças e, portanto, devem ser mantidas com cuidado.

Quer conhecer duas alternativas para colocar suas centenas de fotos em um lugar seguro, sem desperdiçar seu tempo? Nós reunimos dicas no novo ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos!

TESTE 18

Nele, você confere:

  • Por que usar fotos na Educação Infantil?

Entenda qual a importância desses registros para a avaliação de aprendizado das crianças.

  • As dificuldades de organização – sim, tudo pode virar uma bagunça!

Mas nós ajudamos a organizar seu material de forma simples e em pouco tempo.

  • Ferramentas online

Confira dois sites que vão facilitar sua vida – e as dicas para usá-los bem!

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

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Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Esta semana, encontrei o depoimento de uma professora de Educação Infantil em que ela se queixava da dificuldade em organizar seus registros – segundo ela, ela reunia mais de cem fotos da turma por mês. Ao final de um ano letivo, ela teria superado o número de mil fotografias! E, é claro, todas elas são registros valiosos, especialmente lidando com uma faixa etária que ainda não escreve ou realiza provas como método de avaliação.

Por outro lado, os inconvenientes são muitos: desde ocupar exaustivamente a memória do seu computador até organizar pastas para encontrar facilmente o que procura. Isso sem falar em mobilidade – raramente os professores trabalham com um único aparelho; o mais usual é que o computador de casa e da escola sejam utilizados, assim como tablets ou celulares. Aí, haja paciência para transferir arquivos de um para o outro sem se perder na bagunça.

Soa familiar?

Organizar suas fotos online pode ser a solução de seus problemas, além de ser bem mais simples do que a maioria dos educadores espera. Confira as vantagens de guardar seus registros em duas plataformas simples que vão transformar sua rotina.

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Existem soluções simples para organizar as fotos – e qualquer outro material – do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

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Dropbox

O Dropbox é um site de armazenamento que vem sendo amplamente usado por professores de vários países, inclusive como forma de receber trabalhos dos alunos. Ainda que esse não seja o caso para a Educação Infantil, há várias possibilidades de organização e compartilhamento.

A primeira coisa que você precisa saber é: você pode usar a plataforma online, com apenas email e senha para acessar sua conta gratuitamente, ou fazer o download do Dropbox em todos os seus dispositivos. Assim, você pode:

Subir arquivos e criar pastas

Ao invés de ocupar espaço na memória do seu computador, transfira seus documentos para o Dropbox e divida-os em pastas e subpastas de acordo com mês e área de conhecimento. Por exemplo:

JULHO > MÚSICA E ARTES > INSTRUMENTOS COM MATERIAL RECICLÁVEL

Dessa forma, encontrar conteúdos semanas após a atividade continua fácil e intuitivo. Além disso, salvar os registros na rede previne que o professor perca tudo caso tenha qualquer problema técnico ou estrague seu computador.

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Compartilhar material

Outra funcionalidade útil para educadores é a possibilidade de compartilhar. Basta clicar no arquivo que você quer mostrar para sua equipe e clicar em “compartilhar”. Ao incluir o email de seus colegas, eles terão acesso apenas àquele conteúdo e podem fazer alterações ou deixar comentários.

Essa é inclusive uma alternativa para entrar em contato com os pais de seus alunos sem precisar dedicar tempo extra a impressões e envelopes – por que não enviar para eles um resumo da semana (que você provavelmente já fez, de qualquer forma, para a coordenação) através do Dropbox? Ou mesmo dividir fotos e vídeos de momentos especiais em sala de aula?

Não se preocupe: ao compartilhar uma foto ou texto, os outros documentos permanecem particulares.

Ter mobilidade

Como professor de Educação Infantil, você provavelmente precisa imprimir atividades ao menos algumas vezes por semana. Isso exige ou um pendrive ou a chateação de enviar a si mesmo os exercícios por email, até encontrar uma impressora na escola.

Nesse ponto, fazer o download do Dropbox é ainda mais indicado. A pasta Dropbox ficará em seu computador assim como qualquer outra (Meus Documentos ou Minhas fotos, por exemplo), com a diferença de que o que for colocado ali aparecerá em todos os seus dispositivos. Ou seja, ao invés de salvar um plano de aula na Área de Trabalho, você realiza os mesmos passos para salvá-lo na pasta Dropbox – e, apenas com essa pequena mudança de coordenadas, pode acessar o arquivo em seu celular, tablet, laptop ou computador da escola.

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Eduqa.me

A Eduqa.me tem o diferencial de ser uma plataforma pensada exclusivamente para o professor de Educação Infantil. Portanto, além de armazenar fotos e arquivos, ela os organiza automaticamente para que o professor visualize o desenvolvimento de cada turma. A plataforma permite que o professor:

Separe fotos por área de conhecimento

Ao cadastrar cada atividade, o professor seleciona quais áreas de conhecimento estava desenvolvendo. É possível ainda marcar mais de uma área quando a dinâmica estimular diferentes aprendizados para as crianças. Por exemplo:

FAZENDO CONTAS COM CAIXINHAS DE FÓSFORO > MATEMÁTICA e MOTRICIDADE

Nessa mesma tela, há espaço para descrever a atividade e fazer o upload de fotos ou vídeos. Assim, sempre que o professor quiser conferir o que foi feito com a classe apenas em matemática, basta selecionar essa área de conhecimento na lista e todos os exercícios relacionados vão aparecer imediatamente. No caso do exemplo acima, a atividade “Fazendo contas com caixinhas de fósforos” apareceria tanto na seção “Matemática” quanto na “Motricidade”.

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

Crie linhas do tempo

Outra facilidade ao usar a Eduqa.me é ver seus registros organizados em ordem cronológica. Ao adicionar uma atividade e inserir a data, ela aparece automaticamente na página da turma e de todas as crianças que participaram dela.

Esta é uma outra forma de organização: por data. Escolhendo um período, o professor vê tudo o que foi realizado nesse espaço de tempo – e, clicando em uma das atividades, acessa as fotos e vídeos respectivos.

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico - basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico – basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

Gere relatórios

As fotos lançadas na plataforma são reunidas ao fim de cada semana em um relatório automático que o professor recebe por email. Como um semanário online, esse documento é enviado para o professor e pode ser salvo em seu computador ou compartilhado com coordenadores e pais, melhorando a comunicação da equipe.

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Assim como o Dropbox, a Eduqa.me dá mobilidade ao professor. O que está guardado na plataforma pode ser acessado de qualquer computador, tablet ou celular, com apenas o login e senha. Isso garante a segurança dos documentos, além de agilizar o trabalho – afinal, tudo está reunido em um só lugar.

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A diferença entre professor e educador

Fonte: Google

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A diferença entre professor e educador

Há muito romantismo na definição de educador. Se você já leu Conversas com quem gosta de ensinar, de Rubem Alves, sabe do que estou falando. Nele, o autor diferencia professores e educadores da mesma forma que eucaliptos (plantados, enfileirados, comerciais e descartáveis) e jequitibás (belos e raros, que crescem espontaneamente).

Ou seja: professor seria “apenas” uma profissão, algo que se pode aprender a ser com uma série de cursos e treinamentos. Educador, por outro lado, é aquele com vocação, apaixonado pelo que faz.

A opinião não é exclusiva de Rubem Alves. Vários outros autores e pedagogos escreveram sobre o tema para enfatizar essas divergências. O professor despeja informações, enquanto o educador constrói o conhecimento em conjunto com a turma. O professor repete a mesma rotina incansavelmente, já o educador se adapta para acessar cada criança. A função do professor é acadêmica e profissionalizante, o educador, porém, ensina para a vida em sociedade e se preocupa com o desenvolvimento integral do indivíduo.

(foto: Parent Dish)

(foto: Parent Dish)

Grande parte dos professores acredita ser – ou ambiciona ser – um educador, com toda a idolatria acerca do título. Atingir esse objetivo esbarra em contratempos desde o número alto de alunos por classe (como dar foco ao crescimento pessoal de cada criança, quando mal se consegue terminar o conteúdo dentro do prazo?) até falta de estrutura ou suporte de outros agentes: pais, coordenadores e comunidade desinteressados no trabalho escolar são queixa frequente.

Claro, sempre há exceções. Sempre existem exemplos daquele professor que superou todas as adversidades e conseguiu erguer uma aula incrível a partir de pouquíssimos recursos. Seriam apenas esses os verdadeiros educadores?

Assim como nós defendemos a necessidade de um ambiente positivo e estimulante durante a infância, para que as crianças atinjam plenamente seu potencial, a proposta é a mesma para profissionais de educação. Quem é classificado como “somente” professor, por não exibir um envolvimento profundo com os alunos, normalmente reconhece que suas aulas poderiam melhorar – e quer dar aulas melhores, embora não encontre os meios para fazê-lo. Porém, não é justo exigir que a equipe abra mão de todo o resto, vida pessoal no pacote, para se dedicar à escola com exclusividade. Levar tarefas para casa e passar finais de semana trabalhando não são exemplo de dedicação, e sim de mau funcionamento (além de resultarem em problemas graves de saúde).

É preciso um espaço fértil para que cada um se torne o melhor educador que pode ser – afinal, alcançar o topo da pirâmide sem uma base sólida é uma tarefa bastante improvável. E a base é composta justamente pelas necessidades primárias para sobrevivência, pelas condições mínimas de trabalho e remuneração, pelo acesso ao material da aula (sejam livros didáticos, blocos de Lego ou anilina para um experimento na aula de ciências) e, principalmente, por uma rede de apoio ativa.

Um jequitibá sozinho não salva a educação de uma escola, que dirá de um país. Mas, dentro de cada professor frustrado, há a semente de um educador que precisa ser cultivada para crescer.

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Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Registros/Rotina pedagógica
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Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

O planejamento não é unanimidade entre pedagogos. Enquanto alguns não abrem mão de anotar sua rotina em sala de aula detalhadamente, outros defendem que trabalham melhor improvisando, alterando suas atividades de acordo com a resposta da turma. Esses encaram as tabelas e agendas impostas pela escola uma burocracia sem real necessidade.

Embora haja espaço para a criatividade dentro da escola, um mínimo de organização prévia só acrescenta vantagens à rotina do professor – e ao aprendizado infantil, por consequência. Saber qual o objetivo daquela lição e quais os conteúdos atrelados à ela permite que a aula se desenrole sem surpresas. Além disso, um educador que conhece bem seu cronograma e materiais consegue administrar facilmente os improvisos, brincadeiras e curiosidades que surgem durante o ano.

Como fazer um bom planejamento?

Orientar o processo de aprendizagem das crianças é intrínseco ao trabalho do professor de Educação Infantil – isso envolve selecionar conteúdos, elaborar atividades e definir, através de observações e avaliações, o curso a se tomar. Daí a necessidade de um planejamento, que guie as aulas até que essas metas sejam atingidas.

Há dois formatos de planejamento usualmente utilizados: a longo e curto prazo. Um cronograma a longo prazo (o período pode ser de um semestre ou até mesmo de um ano letivo) é menos detalhado, mas aborda os temáticas que serão levadas para a classe em cada área de conhecimento. Até o final de março, por exemplo, a turma terá encerrado o assunto “meios de transporte por terra” e, em abril, falará sobre “meios de transporte pela água” nas aulas de Natureza e Sociedade.

É útil incluir ainda os objetivos de aprendizagem para cada conteúdo, tais quais “saber identificar carros, caminhões, bicicletas, motocicletas como veículos que andam por terra” ou “citar meios de transporte que já utilizaram”. Em qualquer área de conhecimento, defina quais habilidades você espera que os alunos desenvolvam até o fim daquele período. Reconhecer letras do alfabeto, conseguir chutar a bola ou entender expressões básicas em inglês também se encaixam nos objetivos.

Uma terceira coluna deve trazer quais métodos de avaliação serão aplicados – a classe fará um cartaz, construirá carrinhos de sucata, fará uma visita a um museu? Relate brevemente como pretende acompanhar a evolução (por meio de registros no caderno, preenchimento de uma tabela, organização de portfólio).

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Nesse momento, não é necessário detalhar as atividades (algumas, inclusive, podem ser remanejadas ou alteradas durante o percurso), embora sua presença no planejamento ajude a visualizar as aulas com a clareza necessária.

Planos a curto prazo

Enquanto isso, o planejamento semanal também deve ser feito, apenas para contemplar os próximos dias de aula – dessa vez, com muito mais minúcia. É preciso ter em mente o ponto de partida das crianças ao iniciar uma nova atividade, ou o “repertório” que elas trazem, seus conhecimentos anteriores.

Isso é feito através de uma avaliação inicial, que não necessariamente precisa ser aplicada no começo do ano, mas sim no princípio de cada novo assunto. São exercícios simples, rodas de conversa e atividades que podem ser realizadas para perceber o nível da turma quanto àquele tema. Nesse momento, o professor fará o diagnóstico de cada criança, determinando seu estágio de aprendizado e, com isso, poderá planejar as próximas lições dentro de parâmetros reais. Não adianta, por exemplo, introduzir palavras de duas sílabas a crianças que ainda estão aprendendo a reconhecer as letras do alfabeto.

Esse planejamento semanal, ou o semanário, conta com horários, espaços onde as atividades serão realizadas, material necessário e uma breve descrição do que será feito em cada dia (quer saber como fazer um semanário perfeito? Clique aqui para ler mais). Dessa maneira, a coordenação tem uma visão geral do que está ocorrendo na escola e quais materiais devem ser providenciados.

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

A Eduqa.me permite que o professor cadastre todos esses detalhes em uma única página, contando inclusive com espaço para descrição. A atividade fica salva para consultas posteriores e ainda pode ser vista pelo coordenador, diminuindo o tempo de comunicação entre a equipe!

Quando é correto improvisar?

Há situações em que a aula foge do controle do professor: machucados, brigas entre as crianças, distrações (como um coleguinha que voltou de viagem com presentes ou um aniversário). Esses momentos são inevitáveis, e o importante é que o professor mantenha a calma e lide com os imprevistos tranquilamente.

Quando o problema for de comportamento, retire as crianças participantes do ambiente e converse com elas em particular, fazendo-as compreender porque suas atitudes foram repreendidas (leia sobre como lidar com crianças agressivas aqui). Porém, tente interromper o conflito o mais cedo possível, antes que a excitação se espalhe entre os alunos. Ao separar os envolvidos, deixe outro professor ou auxiliar supervisionando as atividades da turma, para que o processo de aprendizado delas não seja interrompido.

Se a situação exigir, peça que eles aguardem a saída dos outros, no fim da aula, para arrumar o que bagunçaram (recolhendo lápis e canetas do chão ou empilhando livros derrubados). Certifique-se de que a tarefa possa ser feita sem perigos para a faixa etária! Do contrário, ainda assim peça que eles esperem e acompanhem a limpeza, para entenderem as consequências de seus atos.

Caso seja tarde demais para conter os ânimos e as crianças estiverem muito agitadas, recorra a atividades calmantes, como música ou artes manuais. Tenha os instrumentos necessários sempre à mão para ocasiões como essa. Trabalhos como esse tranquilizam e mudam a atmosfera da sala de aula. Com tudo sob controle, o professor pode reconsiderar seu planejamento e optar por retornar ao exercício anterior ou alterá-lo para ter melhores resultados.

Cadê o material?

A falta de preparo nunca deve ser motivo de improviso em sala! Saber onde estão guardados cadernos, materiais de pintura, papéis e cartolinas e tudo o mais que pretende utilizar é parte da obrigação do professor.

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Normalmente, professores com mais experiência já conhecem bem a organização da escola. Ainda assim, a orientação é chegar com alguns minutos de antecedência para conferir se está tudo em seu lugar. E se alguém usou, ontem, a última folha de EVA verde de que você precisava? Quinze minutos de folga lhe permitem procurar um substituto ou repensar a atividade.

Aliás, é indicado que o professor tenha sempre um plano B para as aulas, especialmente as que exigem aparelhos eletrônicos (sistema de som, televisão e DVDs, projetores ou internet) que possam falhar na hora da lição. Cheque todos os equipamentos antes de as crianças chegarem.

Conheça bem os livros, apostilas e materiais didáticos usados pela escola – a ideia de que se pode só “ser criativo e improvisar” leva a aulas confusas em que nem as crianças nem o professor entendem bem o que deveria ser aprendido. Estudos já comprovaram que, quanto mais preparado o professor e a aula, mais o aluno aprende.

Tais resultados não significam que o professor deve ficar encaixotado – há espaço para espontaneidade e bom humor em sala de aula. Entretanto, os educadores não devem confiar apenas neles, e sim usá-los para complementar seu entendimento profundo do conteúdo que está sendo discutido. E, é claro: quanto mais experiência o professor tiver, mais confortável e seguro ele se sentirá improvisando.

Tive uma ideia brilhante

Às vezes, com o planejamento pronto, o professor tem uma ideia genial. Pode ter sido algo que um aluno sugeriu ou que ele assistiu em um filme, talvez uma dica online. É possível (e recomendado) alterar o planejamento para incluir essa nova atividade?

Depende. Se o exercício estiver de acordo com o que está sendo visto pela turma naquele momento – ou seja, ela têm o repertório necessário para acompanhá-lo – e se o aprendizado será correspondente ao de uma outra atividade já planejada, pode-se considerar a troca. Outras variáveis são a disponibilidade de recursos e o tempo do cronograma.

Essa é a vantagem de se ter o semanário ao lado de um outro planejamento mais extenso. Ao surgir um novo elemento, remanejar conteúdos sem perder de vista os objetivos de aprendizagem se torna mais fácil. Afinal, o professor e o coordenador veem claramente o que deve ser feito e em quantas aulas deve ser cumprido!

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

O mesmo ocorre quando uma ou mais crianças não estão se desenvolvendo no ritmo esperado. Nunca se deve esperar que todas elas atinjam seus objetivos ao mesmo tempo – porém, observe: se uma ou duas crianças, em particular, estão tendo dificuldade em acompanhar a classe, talvez elas precisem de atenção redobrada e apoio dos pais nas tarefas escolares (leia mais sobre problemas de aprendizado e quando encaminhar para um psicopedagogo). Por outro lado, se a incompreensão do tema for generalizada, é provável que as suas atividades não tenham se adequado ao perfil da turma. Lembre-se que nem sempre o que funciona para uma criança funcionará da mesma forma para todas!

Se a turma não estiver de acordo com o seu cronograma, altere-o para que este respeite a velocidade daquela. De nada adianta acelerar os conteúdos se eles não forem bem absorvidos . Dê uma boa olhada no planejamento semestral ou anual e encontre pontos de mudança, redirecionando as atividades.

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Leia mais:

Educar para Crescer – Planejamento escolar

Educar para Crescer – A arte da improvisação

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SOS Professor

Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil
Materiais para Download/Relatórios/Rotina pedagógica
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Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

TESTE 16

Com diversos formatos de registro, do texto ao vídeo, o professor precisa selecionar as melhores amostras para perceber corretamente o desenvolvimento de cada criança. Essa não é uma tarefa simples! Quem acumula atividades de mais de uma turma tende a apressar a tarefa e, por consequência, nem sempre opta pelos registros mais úteis. Mostrar trabalhos “bonitos” para os pais, ao fim do semestre, é outra preocupação que fica no caminho de um trabalho bem feito.

É possível orientar seus registros desde o início do ano para realizar uma avaliação de qualidade! Para ajudar, a Eduqa.me reuniu o que todo professor de Educação Infantil precisa saber sobre o assunto:

  • Como fazer bons registros, pensando no objetivo e ferramentas,
  • A seleção: quais são os registros que realmente mostram a evolução das crianças?
  • Comparando momentos: atividades, citações, fotos e vídeos.
  • Como criar uma linha do tempo para visualizar o desenvolvimento ainda melhor!

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