Desenvolvimento e as novas tecnologias na sala de aula

Fonte: Vix

Desenvolvimento Infantil/Semanários
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Desenvolvimento e as novas tecnologias na sala de aula

Nascer no século XXI é estar completamente inserido na “cultura digital”, da qual hoje não é mais possível ficarmos de fora.

Seja adulto ou criança, todos os dias estamos inseridos em ambientes com portas automáticas, escadas rolantes, bilhetes eletrônicos, cartões magnéticos, eletrodomésticos “inteligentes”, smartphones e tablets e aplicativos multivariados que possibilitam uma infinidade de ações.

Nativos digitais

Fonte: sosiei wordpress

A criança de hoje é um “nativo digital” porque nasceu nesse contexto tecnológico completamente disponível para ser utilizado por eles e com eles. Desde muito pequenos são convidados a usar a tecnologia para criar, explorar, construir, entreter-se, expressar-se e se comunicar com os outros.

Será que todas essas inovações não alteram a nossa forma de olhar e viver neste mundo? Alteram sim!

Interferem na nossa percepção do meio, na nossa maneira de dialogar, interagir, se relacionar e estudar… Ou seja, influenciam e alteram a nossa maneira de fazer nossas atividades diárias.

Na infância, desde muito cedo também é marcante a presença do mundo digital. São inúmeros os benefícios de viver nessa era.

A tecnologia é uma ferramenta poderosíssima que pode estar a serviço tanto de favorecer, como de prejudicar o desenvolvimento de nossas crianças. O seu uso adequado pode ampliar a nossa capacidade de interação, de ação e de realização. Por meio dos jogos digitais, por exemplo, as crianças podem ampliar a sua capacidade intelectual, de resolução de problemas, de comunicação e mesmo a capacidade de interação social.

Imigrantes Digitais

Fonte: Fabiana Menezes

E para você, professor, como a tecnologia pode te ajudar?

Sabe aquela curtida no perfil da professora infantil no instagram ou aquele grupo do facebook de ideias criativas que você acompanha ou até mesmo aquela busca no pinterest ou no google para reciclar suas ideias para a o projeto da semana que vem?

Então, o que percebemos é que devido ao avanço das tecnologias, os professores estão o tempo todo consumindo e buscando novas formas de ensinar. E essa é uma tendência que a sala de aula proporciona pois quando usamos a tecnologia e o que consumimos dela percebemos como as crianças prestam mais atenção e interagem melhor com as propostas, não é mesmo?

 Além disso, a internet tem uma grande quantidade de conteúdos que podem servir como fonte de inspiração para as aulas, introduzindo maneiras inovadoras de ensinar e é por isso que você precisa começar a organizar toda essa informação na Eduqa.me.

Comece hoje mesmo a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

E o que é ser criança hoje?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Identidade e autonomia
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E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais. Dessa maneira fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro e de fácil acesso.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.