OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Fonte: Disney Babel

Rotina pedagógica
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OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A principal prática do professor em sala é registrar. Mas para que ele faça essa prática há um trabalho imenso por trás.

Previa da sala de aula

Anteriormente é preciso que ele faça o planejamento. Crie ou se inspire em atividades com objetivos e estratégias para desenvolver as ações educativas dentro da Escola.

A documentação pedagógica, neste contexto, configura-se a estratégia de investigação que dá voz à infância. Possibilita a visualização dos processos de construção da aprendizagem, das experiências individuais e de grupo, por meio da observação e registros constantes da prática em sala de aula.

A atividade de documentar as ações educativas dá suporte e organiza a prática, de modo a suprir as necessidades do professor de tornar possível o diálogo entre a teoria e a prática, humanizar a aprendizagem, compreender melhor a cultura da infância, tornando o conhecimento significativo para os alunos.

A documentação pedagógica é elaborada das informações registradas com intuito de instigar e provocar o educador. Fotos, filmes, gravações, desenhos… Conteúdos que tornam evidente a aprendizagem.

Mas, como pensar esse documento?

 

Como comunicar? Para quem comunicar? Como estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática? Como pode favorecer a aprendizagem da criança e a organização do ensino?

Essas e outras perguntas você deve se fazer antes de anotar por anotar.

Tudo que for escrito, registrado, catalogado, deve ter um porque.

Para te ajudar nessa tarefa a Eduqa.me criou ou área de planejamento que te pergunta passo a passo as informações da sua aula.

Veja na imagem abaixo:

Ao preencher essas informações você já está planejando e organizando seu pensamento.

Depois de criar a aula é hora de ir para a sala de aula e observar.

Veja como fica sua atividade na linha do tempo e como e como, com apenas um clique, você adiciona o registro:

Gostou?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Fonte: Standard Forsuccess

Relatórios/Rotina pedagógica
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FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Em posts anteriores, trabalhamos assuntos e tópicos importantes para a prática do professor.

Falamos sobre a importância da observação, do registro, da reflexão e em alguns momentos abordamos a avaliação, mas não com a atenção que se deve.

Em todos os segmentos que compõem a escola, a avaliação se faz presente. É a partir dela que as transformações dentro da Instituição acontece de maneira a garantir uma aprendizagem cada vez mais significativa.

Leia mais em: 5 Passos para uma avaliação formativa de qualidade.

Toda avaliação deve considerar o processo de ensino e aprendizagem ocorrido, as estratégias e as situações utilizadas em sala de aula para contemplar tal processo.

A Prática Avaliativa

A organização de uma reunião de pais, relatórios e portfólios, são importantes ferramentas avaliativas, que vão além da preocupação com pauta e produção de texto.

Educadores, crianças e familiares são fundamentais para que a escola seja transformada numa comunidade de aprendizagem onde todos pensam, planejam, avaliam suas ações e seus trabalhos.

Portfólios, dossiês, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem à organização de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o educador, as próprias crianças e as famílias para poder ter uma visão evolutiva do processo e da evolução da criança.

O mais importante no processo de avaliação é o registro, pois é por meio dele que o educador coleta informações dia após dia. Essa constância do registro possibilita ao professor e ao aluno uma panorâmica dos passos percorridos na construção da aprendizagem.

A forma de registrar diariamente o caminhar da criança tem como objetivo mostrar a importância da aula planejada e das atividades escolhidas.

Não importa a ferramenta que você escolhe para fazer o registro, o que importa mesmo é que esse procedimento seja feito pautado no desenvolvimento holístico da criança.

Quando o registro é feito com esse olhar ficar fácil identificar qual aluno está com desempenho defasado, qual aluno precisa ser mais estimulado e qual precisa de atenção especial para desenvolver suas dificuldades.

Como vocês podem ver, é a partir de uma documentação pedagógica bem feita e uma prática refletida na criança e não em processos administrativos que as soluções ou sugestões sobre o processo de aprendizagem farão sentido.

Como fazer bom uso dessa prática?

O educador que tiver cadencia e coerência nos registros pedagógicos terá claro que a avaliação será para melhorar e propiciar avanços no trabalho e no desenvolvimento infantil e não apenas para cumprir protocolos burocráticos.

Para explorar ainda mais esse assunto selecionamos alguns materiais para que você baixe e faça bom uso dessas práticas.

Como preparar roteiros e pautas?

Leia mais em: 7 Dicas para organizar seus roteiros sem perder tempo

O que avaliar e de que maneira? 

Baixe nosso ebook em: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos. Legal, não é?

Agora que você já leu todo esse material sobre avaliação, que tal se inspirar e compartilhar as ferramentas que vocês mais usam para avaliação?

Escreva um email para deborahcalacia@eduqa.me.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais
Atividades/Projeto/Registros
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Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais

Fonte: Google

O grande desafio que os professores enfrentam

Em todas as etapas da escolarização, é um desafio para os professores agir em relação às dificuldades e facilidades identificadas em relação a cada um dos estudantes. Nas turmas de Educação Infantil, por exemplo há grande variedade de estratégias que podem ser utilizadas, mas, na maioria das vezes, o conteúdo principal é trabalhado com todo o grupo, como se todos aprendessem da mesma forma, ou no mesmo ritmo. Para vencer esse desafio, a educadora Anne Baldisseri, em sua vivência na direção de escolas internacionais, deu início a uma experiência denominada Flag Time – Hora do Desafio®. Durante a proposta, “as crianças trabalham em uma tarefa escolhida pelo professor de acordo com suas necessidades acadêmicas, pontos fortes e interesses. Uma pequena bandeira (origem do nome Flag Time) com o nome da criança indica a atividade ou qual será o seu desafio do dia.”, conta Anne.

A educadora explica que o Flag Time fornece aos professores e alunos uma oportunidade diária de ensino-aprendizagem especializado. Trata-se de um curto e rico momento, quando cada criança trabalhará em uma tarefa meticulosamente planejada pelo professor. Agrupamentos de aprendizagem são cuidadosamente determinados a partir da avaliação formativa, levando-se em conta todos os aspectos da aprendizagem, como cognitivo, emocional, social, etc.

Esses grupos variam a cada aula em sua composição à medida da necessidade educacional dos alunos. Flag Time também gera uma oportunidade estruturada para que professores avaliem seus alunos, coletando dados e interferindo a partir deles.

Para o Flag Time você precisa de 6 etapas:

1. Avaliação: identificando os interesses dos estudantes, seus pontos fortes e suas necessidades acadêmicas.

2. Direcionamento e agrupamento: organizando atividades que estejam adequadas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando uma pequena bandeira com o nome ou a fotografia do aluno, dependendo da faixa etária, para que este possa identificar a atividade produzida e escolhida especificamente para ele. Agrupá-los estrategicamente, de modo que todos sejam devidamente desafiados, mas ao ponto de serem capazes de executar e finalizar a atividade com sucesso.

3. Instruções e Comandos: descrevendo as atividades de cada um dos agrupamentos de aprendizagem  e explicando em relação à gestão do tempo.

4. Aprendizagem por meio de Flag Time: encorajando os alunos a identificarem suas bandeiras e iniciarem as atividades, sendo acompanhados, sempre que necessário, pelo professor. É essencial que o professor registre os resultados em uma planilha, para que possa personalizar a e oferecer novas oportunidades em aulas seguintes.

5. Monitoramento e Reflexão diários: ao término, sistematizar e retomar os aspectos importantes relativos à rotina da atividade executada durante o Flag Time. Cada aluno deve explicar suas reflexões para o professor ou para um colega.

6. Potfólio de aprendizagem individual semanal: convidar os alunos a escolherem uma das atividades concluídas na semana, por exemplo, a que mais gostaram, a mais interessante, etc. Pedir que escrevam um pequeno comentário sobre ela. Colar uma foto referente a atividade seguida do comentário do aluno, dependendo da faixa etária, pode ser interessante.

Competências específicas, Plano de tarefa, interesses e pontos fortes dos alunos

Anne reforça que essa abordagem difere de outros modos de instrução diferenciada em três aspectos significativos. Primeiramente, centra-se nas competências específicas que precisam ser corrigidas ou ampliadas, ao invés de versões mais fáceis ou mais difíceis de uma mesma tarefa. Em segundo lugar, o plano de cada tarefa possibilita que o aluno exercite a autonomia e a auto-regulação, ao realizar a auto-avaliação ao término do processo. O terceiro aspecto é que os interesses e os pontos fortes dos alunos são projetados para a tarefa de aprendizagem, favorecendo um maior engajamento.

Quando pensamos no uso de recursos digitais, em um modelo como o Flag Time é possível identificar momentos em que as tecnologias digitais podem ser inseridas no processo. Ao registrar as necessidades e as facilidades dos estudantes, podem ser propostas atividades utilizando-se recursos digitais que estejam mais adequados àquele momento do processo.

Para a seleção dos recursos digitais, é essencial pensarmos no papel de curadoria do professor. Não é qualquer recurso digital que vai atender aos objetivos de aprendizagem de cada aluno porém, ao exercitar a curadoria, o educador vai elaborando um acervo de recursos que podem ser utilizados sempre que necessário. Outra questão importante: alguns alunos podem ter uma proposta digital enquanto outros têm atividades que não envolvem tecnologias digitais, estimulando momentos de interação com os pares e colaboração na resolução de problemas, por exemplo. As aproximações do modelo Flag Time com a abordagem do Ensino Híbrido são inúmeras, além de ser considerado uma proposta que motiva os estudantes das séries iniciais.

Lilian Bacich é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Mestre em Educação pela PUC/SP. Atuou por mais de 20 anos na Educação Básica e, atualmente, é Consultora de Metodologias Ativas pela Tríade Educacional, além de estar envolvida com as ações relacionadas ao projeto Ensino Híbrido. Co-organizadora do livro e Coordenadora do Curso online “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”. Contato: bacichlilian@gmail.com

A escrita dessa coluna foi feita em parceria com:

Anne Taffin d’Heursel Baldisseri, doutora em zoologia, atualmente faz parte de um grupo de pesquisas na UNIFESP, onde pretende completar seu Pós-doutorado sobre bilinguismo, leitura e motivação. Anne foi diretora da Educação Infantil na St. Paul’s School e hoje é ‘Head of Primary Division’ na Avenues: The World School. Anne ministra cursos sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Contato: annebaldisseri@gmail.com.


Faça os registros dos pontos fortes e das necessidades de criança!

Esses registros serão fundamentais para a preparação da atividade do dia seguinte! Fazer anotações em meio a 25 alunos, na sala de aula naquele momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de desafios e aprendizados?  Muitos professores anotam no caderno, mas mesmo fazendo as notações no papel fica bem difícil fazer a gestão e organização dessas notas e ainda lembrar o contexto em outro momento e por aí vai…

Na Eduqa.me além de resolver esse problema você nunca mais deixará escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança pois a Eduqa.me te ajudará a preservar cada momentinho de um jeito bem simples, bonito e organizado.

Veja o exemplo abaixo:

A atividade Flag Time encontra-se no Baú de Atividade Eduqa.me!

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Descubra o segredo para montar  um portfólio incrível
Relatórios/Rotina pedagógica
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Descubra o segredo para montar um portfólio incrível

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O portfólio é um instrumento muito utilizado para organizar trabalhos dos alunos na educação infantil. Você sabe como montar um portfólio incrível? Nós da Eduqa.me vamos te ajudar com dicas muito importantes e alguns esclarecimentos que farão muita diferença no seu trabalho do dia a dia.

A palavra portfólio vem do inglês e significa “pasta para guardar documentos”. O portfólio é um dossier ou um conjunto de trabalhos de um determinado profissional, mas quando utilizado na escola, torna-se um conjunto de itens que irá descrever, ao longo de um determinado período de tempo, o desenvolvimento da criança.

Exemplos de documentação pedagógica

Exemplos de documentação pedagógica

Existem alguns tipos de portfólio, veja:

– Portfólio particular –  são registros escritos a respeito dos alunos: históricos médicos, telefone dos pais, registros sistemáticos, registros de casos ou entrevista com os pais (geralmente é utilizado de forma confidencial).

– Portfólio de aprendizagem –  é a coleção da criança com anotações, rascunhos e esboços preliminares de projetos, amostras de trabalhos recentes e o diário de aprendizagem da criança.  

– Portfólio demonstrativo – trabalhos que demonstram avanços importantes ou problemas persistentes.     Oferecem pistas para novos projetos e pode acompanhar a criança desde a pré escola até o ensino fundamental. São usados como referência na comunicação inicial com as crianças e as suas  famílias, ao designar projetos individuais ou de pequenos grupos, etc.

O portfólio pode ser dividido por disciplina ou por projetos, pode também ser da escola, individual de cada professor, um para cada aluno ou ainda agrupar estas maneiras organização.

Registro inteligente feito na Eduqa.me

Mas por que usar o portfólio?

Porque melhora a possibilidade do professor suprir as necessidades individuais de cada criança; estimula a reflexão e a auto-avaliação; une e envolve a família no processo de aprendizagem da criança; representa o desenvolvimento infantil nos domínios sócio-emocional, físico e nas áreas acadêmicas; possibilita a criança a pensar para além da sala de aula; propicia uma avaliação que envolve a reflexão de todos os envolvidos, inclusive das próprias crianças, fazendo com que a avaliação não aconteça apenas ao final, mas que considere todo o desenvolvimento e a participação durante o processo de aquisição de conhecimento.

Para estruturar um portfólio você deve fazer o registro de cada etapa de um projeto ou atividade escolar incluindo objetivo, desenvolvimento e metodologia de trabalho, além de incorporar as produções dos alunos.

Os registros mais adequados para se utilizar num portfólio são:

  •  Amostras de trabalho – interessantes para a educação infantil (trabalhos espontâneos, atividades artísticas, ditados, amostras diversas de escrita: assinaturas, cartas, legendas, diários, histórias, rascunhos de escrita).
  •  Produtos de avaliação de desempenho – avaliações autênticas  e alternativas.
  •  Fotografias – tirar fotos o tempo todo e registrar as cenas detalhadamente. Mostre as fotos para as crianças e as questione também.
  •  Diários de aprendizagem – é um registro contínuo, escrito pela criança e pelo professor de novas descobertas e de novos entendimentos.
  •  Registros escritos – uma possibilidade são as entrevistas.
  •  Registros sistemáticos ou  *descrição diária – registrar regularmente observações de uma única criança para documentar mudanças no seu comportamento e nos seus interesses com o passar do tempo (muito interessante para utilizar com crianças que apresentam alguma deficiência).
  •  Registros de casos – eventos importantes para o desenvolvimento de determinadas crianças, escrever narrativas breves e claras desses eventos.
  •  Relatos narrativos – são resumos abrangentes das experiências de aprendizagem da criança, refletindo a perspectiva do professor e os demais registros que tiver (também é bastante utilizado para crianças com deficiência).
  •      Gravações de áudio e vídeo.

Ao término do processo, o portfólio estará pronto e as experiências poderão ser difundidas também para fora da escola.

eduqa.me é uma ferramenta que vai te ajudar a criar portfólios incríveis, além disso, possibilita a compartilhar informações com os pais e  entre os próprios profissionais da escola, o que melhora a comunicação, o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Bibliografia

Manual de portfólio: um guia passo a passo para o professor. Shores, Elizabeth /Grace , Cathy.Editora: artmed, 2001.

Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação
Materiais para Download/Rotina pedagógica
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Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação

 

PORTFÓLIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Chegou a hora de fazer o portfólio das crianças! Mas como organizar todas as informações? Fazer o portfólio não se trata apenas de reunir todas as atividades e produções do aluno, é um trabalho cuidadoso que deve mostrar a trajetória detalhada da evolução das crianças em sala. Dependendo da escola, ele é analisado bimestral, trimestral ou semestralmente, para a avaliação formativa da criança.

Descubra o segredo para montar um portfólio incrível.

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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Foto: Google (reprodução)

Registros/Rotina pedagógica
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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Ao visitar escolas de educação infantil e conversar com professores e coordenadores, notamos uma queixa surgindo com certa frequência – a dificuldade em preencher registros. Dispensadas ao patamar de tarefa burocrática, essas anotações deveriam, na realidade, servir como ferramenta pedagógica, auxiliando educadores na reflexão de suas atividades e do desenvolvimento das crianças.

Um registro se torna o suporte que o professor precisa para tomar decisões quanto às suas turmas, para traduzir o aprendizado aos pais de seus alunos e, eventualmente, para redigir os relatórios semestrais (ou trimestrais, em algumas escolas), que apresentam as conclusões do trabalho em sala de aula. Para cumprir essas funções, contudo, o registro deve ser bem estruturado. 

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que estou registrando?

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos: na rotina, nas atividades ou nas crianças.

  • Registros com foco na rotina: mostram uma imagem geral da sala de aula naquele dia – quem estava presente e quem faltou, quem chorou, quem se alimentou ou se recusou a comer, problemas de comportamento, etc.. É interessante acrescentar ainda notas sobre dúvidas ou curiosidades que surgiram durante a aula, perguntas dos alunos ou conteúdos a pesquisar. Isso mantém o professor conectado ao interesses da classe, e mostra que ele está disposto a estimular seus interesses.

 

  • Registros de atividades: descrevem um exercício feito com as crianças. Devem incluir o objetivo da atividade, quais os materiais empregados (desde objetos até as músicas cantadas), quais ações os alunos deveriam realizar e o que realizaram, de fato. Explique como eles se organizaram, o que produziram e o que aprenderam enquanto produziam. Lance perguntas: a classe fez silêncio e se dedicou à proposta? Fugiram ao tema? Por quê (e para qual assunto)? As questões levantadas por eles foram pertinentes?

 

  • Registros sobre as crianças: eles pontuam o  comportamento e desenvolvimento de cada criança individualmente, e podem trazer considerações não só sobre o aprendizado cognitivo, mas, também, o emocional – e como ele está interferindo, positiva ou negativamente, no desenvolvimento. Algumas escolas fazem esse acompanhamento através de tabelas com listas de objetivos. Essa é uma forma visualmente simples, mas garanta que haja, complementarmente, espaço para comentários.

Todos esses formatos de registro são válidos e costumam ser feitos simultaneamente, já que têm diferentes propósitos. Registros da rotina, por exemplo, são os mais comuns e, por vezes, obrigatórios, porque expõem o cuidado diário da escola com as crianças. Uma série de registros individuais, porém, é mais útil e mais interessante em uma reunião entre pais e professor do que uma descrição do todo.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que é relevante anotar?

O registro deve abranger os seguintes tópicos:

  • Processo de aprendizagem das crianças;
  • O trabalho do professor;
  • Portfólio e impressões da atividade;
  • Reflexão e planejamento futuro.

A trajetória das crianças não é feita só de sucessos, e os registros devem ser fiéis a isso. Valorize os processos: escreva sobre as tentativas e descobertas, não apenas resultados. Anote, inclusive, falhas e dificuldades ainda não superadas, pois isso é o que vai ajudar a discernir os próximos passos para aquela turma. Considere se eles se mostraram interessados e participaram, se conseguiram compreender orientações e se adquiriram algum novo conhecimento.

Registre também o próprio trabalho: qual foi a atuação do professor em sala, de que forma isso estimulou as crianças, como trabalhou problemas de relacionamento ou de aprendizagem. Dessa forma, além de criar um retrato das habilidades e desafios das crianças, os educadores são capazes de se autoavaliar e, se preciso, redefinir suas ações. Seja honesto, nem todas as aulas fluem tranquilamente. Houve imprevistos ao usar material de apoio? Algum acontecimento em que não soube como agir? Decisões que poderiam ser repensadas? A crítica momentânea ajuda a traçar um caminho mais consistente nas próximas aulas.

Inclua a produção das crianças – tanto os originais, no caso de pinturas ou colagens, quanto fotos das atividades. Apesar de esses resultados estarem claros agora, imagine tentar se lembrar do trabalho de cada uma daqui há um mês. As imagens facilitam esse acesso adiante. Outra ideia é anotar algumas falas das crianças que despertaram atenção. Elas são, afinal, o centro do registro.

Por fim, reserve algumas linhas para planejamento. Será que as atividades merecem continuação? Quais competências podem ser exercitadas a partir daí? Quais mudanças beneficiariam o processo de aprendizagem?

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Torne seus registros ainda mais rápidos e completos com ajuda da Eduqa.me. Adicione atividades à linha do tempo da turma, faça comentários sobre o comportamento e aprendizado das crianças e avalie o desenvolvimento delas de maneira formativa. Poste fotos e vídeos para acompanhar os relatos, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! 

Acesse a Eduqa.me e experimente os registros online em sua escola!

Leia mais (bibliografia):