Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

Fonte: apostila PPI

Desenvolvimento Infantil/Registros
0 Comments

Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

O que é crescimento?

O crescimento são as mudanças de tamanho, forma e características do corpo, as quais acontecem desde o momento que começamos a nos formar na barriga da nossa mãe.

Ao chegarmos ao final da adolescência ou a meados da segunda década de vida, percebemos certo estabelecimento nas modificações corporais (como no nosso tamanho, por exemplo). Contudo, vale salientar que, por sermos seres em constante mudança, nossas características fisiológicas mudam ao longo de todo o ciclo vital.

As mudanças no processo de crescimento humano podem ser observadas, medidas e qualificadas e, por isto, são chamadas de mudanças quantitativas.

O que é Desenvolvimento?

Já quando nos referimos ao desenvolvimento humano, incluímos tanto as mudanças quantitativas quanto as qualitativas (não mensuráveis), as quais estão relacionadas às várias etapas pelas quais passamos ao longo de todo o nosso ciclo de vida.

Se as mudanças quantitativas se referem aos aspectos físicos do crescimento, as qualitativas dizem respeito às mudanças cognitivas (relativas às nossas capacidades mentais) e socioemocionais (nossos relacionamentos com nós mesmos e com os outros), desde o momento em que a pessoa se forma na barriga da sua mãe até a sua morte. Essas mudanças acontecem de maneira ordenada, são comuns à maioria das pessoas, e servem para nos tornar competentes para responder às nossas necessidades e às do nosso meio. É a isto que chamamos de desenvolvimento humano!

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

Crianças da Escola Municipal São José dos Índios, durante atividades de educação em saúde do programa ‘Visa nas Escolas’. Foto: Julyane Galvão

Projeto/Desenvolvimento cognitivo
0 Comments

A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

No nosso país, infelizmente, ainda é tímido o movimento de políticas públicas em prol de melhorias na área da educação. Observa-se, também, que faltam propostas de novas ações com sólida e reconhecida base científica, as quais possam ser mensuradas e replicadas para as diferentes populações país afora, promovendo melhorias para um número maior de alunos

PPI – Projeto Pela Primeira Infância

O Projeto Pela Infância tem por objetivo integrar os conhecimentos das neurociências com os da educação, para que a troca de experiências possa contribuir para o desenvolvimento de práticas para a primeira infância, além de disseminar esses conhecimentos para beneficiar o maior número possível de crianças.

Visando esta integração de conhecimentos, o projeto tem como base um modelo de intervenção precoce. Os modelos internacionais de intervenção precoce na primeira infância têm demonstrado que há uma melhor eficácia nos contextos nos quais têm sido implementados. A Resposta à Intervenção (do inglês “Response to Intervention”), também conhecida pela sigla RTI, é um modelo amplamente conhecido atualmente na educação em diversos países e, ainda que de forma muito restrita, vem sendo também testado no Brasil.

Que modelo é esse?

O modelo do RTI visa prevenir e remediar as dificuldades de aprendizagem, baseado na implementação de um sistema integrado de detecção precoce e de níveis progressivos de apoio à criança.

A intervenção precoce, portanto, visa prevenir ou mitigar a ocorrência de problemas escolares, usando um modelo de intervenções empiricamente validadas que permitem:

  • A identificação precoce de crianças que apresentam problemas acadêmicos e comportamentais;
  • O monitoramento do progresso de crianças em risco para desenvolver dificuldades nessas áreas;
  • A oferta de intervenções cada vez mais intensivas na própria escola, baseadas no progresso da resposta, a qual é monitorada constantemente.

O modelo para a educação infantil, tem sido denominado de K-RTI, e específica as necessidades desta faixa etária. Desta maneira, as adaptações e a implementação do modelo RTI para a educação infantil deve considerar:

O RTI reforça os resultados e não os déficits dos alunos.

  • A visão holística do desenvolvimento da criança (cognitivo, comunicativo, sócioemocional, motor e de linguagem);
  • A importância da intervenção precoce para aumentar as oportunidades da criança, principalmente as carentes de experiências ambientais;
  • A importância de fornecer suporte em um ambiente natural;
  • A necessidade de monitoramento numa perspectiva multidimensional da criança, que possa ao mesmo tempo identificar as potencialidades e as necessidades.

Qual é a proposta do Projeto Pela Primeira Infância?

Em 2012, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) lançaram um Edital para Chamada de Propostas para selecionar pesquisas na área do desenvolvimento infantil, em particular na primeira infância.

Entre os projetos aprovados nessa chamada, estava este, implementado  pela Universidade Federal de São Paulo, na época intulado “Desenvolvimento de um Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo, com base nas Neurociências, para Profissionais da Educação Infantil na Cidade de São Paulo”, utilizando o modelo da Resposta à Intervenção (RTI) como fundamentação teórica e prática.

Fonte: Apostila PPI

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

E o que é ser criança hoje?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Identidade e autonomia
0 Comments

E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais. Dessa maneira fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro e de fácil acesso.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

A criança de ontem
Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
0 Comments

A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas
Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros
0 Comments

Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas

Você lembra das aulas de biologia?

Dentro da Escola quando recebemos algum pequenino com necessidades especiais é importante lembrarmos de alguns conceitos para saber como lidar e quais são as limitações biológicas, cognitivas e afetivas dessa criança. O nosso papo de hoje é justamente sobre isso.

Neste post vamos explicar um pouco sobre a diferença entre doenças genética, metabólicas hereditárias e congênita.

Explicar sobre cada item é importante para que compreendam que doença genética não é sinônimo de hereditariedade.  Estas dúvidas ocorrem porque associamos que todas as doenças genéticas são hereditárias e isso não é verdade.

Mas afinal o que significa Hereditariedade?

É a transmissão de informações genéticas dos pais para os filhos. Quando dizemos que um indivíduo tem uma doença hereditária, não quer dizer, necessariamente, que ele tem o pai ou a mãe com a mesma doença, mas que o seu pai e/ou a sua mãe transmitiram um gene para tal doença e que este gene estava no óvulo e/ou no espermatozoide que deu origem ao filho.

Doenças Genéticas

Quando falamos em doença genética podemos dizer que estas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético, nos genes, que pode ocorrer por diversos fatores durante a gestações, como por exemplo: radiação excessiva, infecções, ingestão de substâncias químicas, dentre outras. Podem também surgir pela primeira vez na família como é o caso da Síndrome de Down.

Fonte: Litera tortura
Criança com Síndrome de Down

Diferentemente da síndrome de Down, existem algumas síndromes que são mais difíceis de serem identificadas geneticamente, por meio de exames específicos. Dizemos que uma síndrome é genética quando podemos identificar, com clareza, a sua origem nos genes. E que é malformativa quando não há esta clareza, quando o que vemos é apenas uma série de anomalias ocorrendo juntas, mas sem uma origem identificável por meio dos exames laboratoriais de que dispomos.

 

 

 

Um exemplo de uma síndrome malformativa muito frequente é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) causada pela exposição do feto ao álcool durante a gestação.

 

 

 

Doenças metabólicas hereditárias

Já as doenças metabólicas hereditárias são causadas por Erros Inatos do Metabolismo (EIM). O termo metabolismo significa o conjunto de transformações que as substâncias que chegam ao organismo sofrem para possibilitar um funcionamento adequado. É o processo que determina quais são as substâncias nutricionais e quais são as substancias tóxicas. Já o termo inato diz respeito ao que nasce com o indivíduo.

Quando uma pessoa apresenta um Erro Inato do Metabolismo, significa que ela nasceu com um defeito no seu sistema metabólico, ou seja, no seu organismo, falta a atividade de uma enzima específica ou há um defeito no transporte de proteínas,  funções que são essenciais para a síntese, a degradação, o armazenamento ou o transporte de determinada substância. Como consequência, há o acúmulo ou a falta desta substância no organismo, provocando, assim, sintomas dos mais variados, dependendo da função afetada e da substância em desequilíbrio.

O metabolismo é um processo extremamente complexo e são inúmeras as possibilidades de erros no seu sistema. Os tipos de doenças, atualmente mais de 500 dessas já identificadas, decorrentes dos erros inatos do metabolismo são denominadas de Doenças Metabólicas Hereditárias (DMH).

Cada doença afeta órgãos e sistemas determinados e, em alguns casos, os sintomas são permanentes e progressivos. Uma Doença Metabólica Hereditária muito comum é a Fenilcetonúria, por isso é importante que os educadores e os cuidadores infantis conheçam esta patologia, devido à sua incidência no Brasil.

Ainda falando de doenças metabólicas, temos as doenças endocrinológicas que são associadas a um mau funcionamento das glândulas endócrinas, como a tireoide, o pâncreas ou a suprarrenal e o  Hipotireoidismo Congênito que ocorre quando a glândula tireoide do recém-nascido não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos (o T3 e o T4), o que resulta em uma redução generalizada dos processos metabólicos, além de eventualmente prejudicar o crescimento físico e o desenvolvimento do cérebro da criança.

Doenças Congênitas

Já as doenças congênitas estão associadas a um evento que aconteceu durante a gestação, que, em geral, é detectável ao nascimento. O agente causador de um traço congênito pode ser uma alteração cromossômica, uma mutação genética (alteração espontânea e permanente na constituição do DNA do feto, que pode ou não ser herdado de geração anterior) ou um fato não genético (causas ambientais que interferiu na formação do feto).

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Quer saber mais sobre este e outros temas relacionados ao desenvolvimento na primeira infância?

Veja nosso post sobre como Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades especiais.

 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância.

Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.