Como anda a criatividade dos seus alunos?

Fonte: criartiva

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
0 Comments

Como anda a criatividade dos seus alunos?

brinquedo de sucata

O que é criatividade?

Criatividade vem do latim creare, que indica a capacidade de criar, inventar ou produzir algo novo.

A criatividade pode ser aplicada em qualquer situação, seja na vida adulta ou na vida da criança, e por falar nisso, como anda a criatividade dos seus alunos?

Esta é uma pergunta que dificilmente fazemos, mas talvez hoje, por ser o dia da criatividade, pudéssemos pensar um pouco mais sobre a importância desta habilidade tão necessária às pessoas e principalmente para aqueles das gerações mais novas.

Digo gerações mais novas, pois todos nós sabemos o quanto as coisas mudaram com o passar dos tempos e com a evolução do mundo. Hoje, com o excesso de brincadeiras por meios informatizados, muitas crianças não conseguem criar novas formas de se divertirem e ficam dependentes de certos cenários eletrônicos e até os reproduzem ao brincar.

Encontrar soluções diferentes e originais face às novas situações que nos são impostas todos os dias é a forma que temos de expressar a nossa criatividade. Será que a escola proporciona e contribui para o pensamento criativo da criança? ou ainda está a mecanizar estes pensamentos?

Autoria de pensamento

Já falamos em um texto anterior, que tratava da autoria de pensamento, o quanto é importante que o professor estimule a criatividade na criança. Quando o professor pede para que o seu aluno faça o desenho de uma flor, por exemplo, e permite que ela crie, invente, brinque e resgate através daquele papel, toda a sua experiência com flores; ele possibilita a criança a autoria de pensar e criar, ser autor de si mesmo.

brinquedos sucata

É necessário problematizar a prática pedagógica e perceber se estamos a dar voz ao que os alunos pensam ou se estamos apenas transmitindo conhecimentos para que eles reproduzam.

Toda a educação de uma criança vai refletir na sua vida enquanto adulto, se nós educadores conseguirmos provocar o pensamento crítico, criativo e instigar a capacidade de se relacionarem respeitosamente uns com os outros, possivelmente estaremos, a longo prazo, contribuindo com a formação de adultos mais responsáveis, autoconfiantes e preparados para enfrentar as adversidades da vida.

Conte para nós como você estimula a criatividade dos seus alunos.

Boa reflexão!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Carreira/Formação/Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

O coordenador virou o faz-tudo da escola?

“Existem dois tipos de coordenador: o maestro, que conduz e forma os professores, ou o bombeiro, que passa o dia correndo e apagando incêndios”. Ouvi a frase há algumas semanas durante uma aula da pós-graduação, justamente em um módulo sobre o papel da coordenação na nova configuração da escola. Surpresa: mesmo entre educadores, não houve consenso.

A maioria dos coordenadores são antigos professores que se destacaram em sala de aula e foram convidados a ocupar o cargo – sem que, contudo, recebessem uma formação específica para essa nova tarefa. Cursos de pedagogia abordam muito superficialmente as atribuições desse profissional, portanto, cabe a ele ir atrás de cursos, livros, debates e informação para melhorar sua prática. Afinal, por mais que a experiência em sala seja importante para compreender a rotina da equipe que se quer orientar, há outras competências que se fazem necessárias: a liderança, por exemplo, assim como a gestão de tempo e de pessoas.

Outro percalço é o fato de que, mesmo dentro das escolas, as funções do coordenador ainda se confundem. Quando há a figura de um orientador pedagógico, é possível dividir esforços: o coordenador é encarregado de tudo o que concerne o aprendizado das crianças, o pedagógico, mas cabe ao orientador lidar com relacionamentos familiares e questões socioemocionais dos estudantes. Infelizmente, em um grande número de escolas, um único profissional acumula os dois trabalhos (além de vários outros desafios diários que não estavam nos seus planos).

Então, o que NÃO É função do coordenador?

  • Ser o inspetor – supervisionar a entrada e saída das crianças diariamente ou garantir o uso do uniforme escolar não são tarefas do coordenador pedagógico (ainda que 72% dos coordenadores entrevistados pela Fundação Victor Civita para a pesquisa ‘O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições’ as façam). Verificar se as salas de aula estão limpas e organizadas tampouco deveria estar na sua lista de afazeres (são 55% os que o fazem), nem cuidar da quantidade de material didático ou estado de conservação da escola (35%). No caso da supervisão dos alunos, o mais indicado seria designar outro profissional qualificado para o trabalho. Já se preocupar com a infra-estrutura e recursos da escola cabe ao diretor e ao vice.
  • Tarefas administrativas – organizar tabelas de horários, preencher ou conferir listas de chamadas, arquivar documentos, escrever atas são parte do dia a dia de 22% dos coordenadores, apesar de pertencerem aos deveres da secretaria. Caso a papelada esteja saindo do controle, é hora de pensar sobre os sistemas utilizados pela escola: a que serve tanta burocracia? Há formas de minimizar esses processos e, assim, economizar tempo? Além da Eduqa.me, com foco em documentação pedagógica, outros sites e ferramentas podem tornar essa missão mais fácil.
A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

  • Substituir professores em sala – idealmente, a escola possui uma lista de professores substitutos que estejam aptos a assumir em caso de imprevistos. Um banco de atividades também pode (e deve) ser criado em parceria com os docentes, para que as substituições sejam rápidas e não prejudiquem a turma. Ainda assim, 19% dos coordenadores entrevistados responderam que substituem colegas faltosos uma ou mais vezes por semana.
  • Eventos e parcerias – 18% dos profissionais disse acreditar ser papel do coordenador se envolver ativamente em festas juninas, apresentações das crianças ou gincanas que acontecem na escola. Na verdade, a responsabilidade da coordenação aqui é orientar, não executar. Ou seja: não é preciso virar noites recortando e colando cartazes, mas sim organizar a equipe e distribuir tarefas. Quando excursões escolares estão programadas, os professores responsáveis pelo passeio podem trabalhar em parceria com a secretaria para agendar datas e enviar comunicados aos pais.

E o que É, MESMO, responsabilidade do coordenador?

Um profissional na coordenação precisa assumir três papéis:

  • Formar – identificar as necessidades de formação dos professores de acordo com o currículo da escola e a realidade dos alunos. A partir disso, dar as condições necessárias e orientar os professores para que eles se aprofundem em suas respectivas áreas de conhecimento. Ou seja: um bom coordenador não precisa ser um grande entendedor de química, física ou língua inglesa, por exemplo, para formar os professores dessas disciplinas; mas deve, sim, ser capaz de contribuir quanto às didáticas, estratégias e metodologias empregadas em sala.
  • Articular – promover diálogos entre professores e, em conjunto, colocar em prática o projeto pedagógico e relacionar o currículo da escola com a realidade da comunidade em que está inserida. Aqui, é essencial desenvolver a escuta e possibilitar o trabalho em equipe, inclusive na orientação de projetos interdisciplinares. Garantir o bom entrosamento do grupo e estimular a união são igualmente relevantes: é preciso dedicar-se aos relacionamentos diretor-coordenador, coordenador-professor, professor-professor.
  • Transformar – questionar, provocar, promover a reflexão. Ao invés de tentar colocar tudo sob suas asas, um bom coordenador deve ajudar os professores a pensarem questões de suas salas de aulas mais a fundo, desenvolvendo um olhar crítico e sendo capazes de resolver problemas por conta própria. Esse exercício não só gera uma equipe mais preparada e segura como permite que o coordenador tenha mais tempo para destinar a outras tarefas que não “apagar incêndios”.
Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

Os três principais papéis do coordenador pedagógico são: o de articulador, formador e transformador (foto: Talking Taylor Schools)

É claro que não existe uma receita de bolo que, seguida passo a passo, tenha garantia de sucesso. Um modelo de coordenação bem sucedido em uma escola não necessariamente atenderá às demandas de outra. Com isso em mente, sempre é preciso levar em conta o repertório de experiências, cultura e informação dos professores, suas formas de comunicação e suas limitações.

Sendo assim, estas são, de fato, algumas das tarefas que pertencem ao coordenador:

  • Conhecer as práticas pedagógicas de cada professor – assistir às aulas dos colegas deve ser uma atividade bem planejada e intencional: o que se busca observar? Se o coordenador traz somente críticas, ele está perdendo seu papel de formador. Pelo contrário, ele deve usar esse momento para conhecer melhor o professor e descobrir como orientá-lo, sem forçar suas próprias opiniões sobre como conduzir a classe.
  • Planejar e conduzir reuniões pedagógicas coletivas, por área e série e individuais – é preciso planejar com antecedência para que cada um desses encontros seja significativo e produtivo. Há questões que exigem a presença de todos os docentes; outras, seriam melhor trabalhadas dentro de determinada série ou área de conhecimento. Existe também a necessidade de se prestar atendimento individual a cada professor; nesse momento, são compartilhados feedback (após acompanhar seu trabalho em sala de aula), estratégias de ensino e reflexões sobre a turma.
  • Acompanhar o desempenho da escola em avaliações internas e externas – o aprendizado das crianças é responsabilidade do coordenador, portanto, é preciso estar atento ao desenvolvimento da classe como um todo e atento a sinais de dificuldade. Conhecer a classificação da escola em índices nacionais, como o Ideb ou a Provinha Brasil, também é essencial. Através dessas informações, o profissional pode identificar falhas, sucessos e reorientar a equipe.
  • Estudar muito – uma parcela do tempo do coordenador precisa estar reservada para sua atualização. O que está acontecendo no universo da educação? Quais boas práticas receberam destaque, quais tecnologias surgiram e podem facilitar seu trabalho, quais autores e pesquisadores vão de encontro à proposta da sua escola e irão contribuir com sua formação? Valorizar a atualização profissional é benéfico de todas as formas, afinal, estabelece também um exemplo dentro da escola, em que toda a equipe se sente estimulada a aprender.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar (2)

Blog QEdu

Revista Educação

Professor, qual a diferença entre “ver” e “olhar”?

Estudar e conhecer metodologias não faz um professor. Empatia é fundamental (foto: The Pixel Project)

Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

Professor, qual a diferença entre “ver” e “olhar”?

Fevereiro é um mês de recomeços dentro da escola. Para o professor, além do planejamento das aulas, esse também é o momento ideal para revisar e refletir sobre as práticas do ano anterior – e o que se pretende mudar no próximo período letivo. 

A psicopedagoga Luciana Fernandes Duque, que colabora mensalmente com o Na Escola, inaugura 2016 com um texto sobre a diferença entre o “ver” e o “olhar”. Qual dos dois você exercita ao observar sua classe? Sua resposta faz toda a diferença: Afinal, um olhar atento e empático pode contribuir profundamente para o desenvolvimento das crianças e com sua realização profissional.

Em meio à rotina corrida, o professor consegue olhar para cada aluno individualmente? (foto: Framepool)

Em meio à rotina corrida, o professor consegue olhar para cada aluno individualmente? (foto: Framepool)

Meu primeiro texto do ano propõe o pensar sobre o “ver” e o “olhar”. A princípio, as pessoas acreditam que essas palavras sejam sinônimas, mas, ao nos aproximarmos do que cada uma delas nos diz, as diferenças são notáveis.

É interessante pensar que o “ver” e o “olhar” se completam, já que, para olhar, antes, é preciso ver. Contudo, há pessoas que, por exemplo, “veem com as mãos” ou “olham com o coração” – o que é justamente sobre o que se trata essa reflexão: Encontrar uma forma diferente de olhar.

Ver está ligado às habilidades fisiológicas da visão.

Olhar está ligado às habilidades sensitivas, afetivas e sociais.

O ver é rápido, ágil, desatento. Já o olhar é devagar, profundo, reflexivo e até empático.

Quantas vezes em nosso cotidiano olhamos para os nossos alunos, suas famílias e, principalmente, para nós mesmos? Se estamos sempre com pressa, atrasados, atarefados, acabamos tendo pouco tempo para essa pausa. Resumindo: Vemos muita coisa, mas olhamos para poucas.

É preciso despertar para o que realmente importa. Claro, há uma série de âmbitos importantes na sua vida, e nem todos dizem respeito à sala de aula: Família, saúde, amizades, valores. Nesse texto, porém, o foco é o próprio professor.

Estudar e conhecer metodologias não faz um professor. Empatia é fundamental (foto: The Pixel Project)

Estudar e conhecer metodologias não faz um professor. Empatia é fundamental (foto: The Pixel Project)

Não basta cumprir uma lista de pré-requisitos: Gostar de crianças, ter paciência, ler e estudar muito. Ser professor ultrapassa as barreiras do ter ou do gostar. São necessárias diferentes construções internas, é preciso ser. Muitas pessoas, quando escolhem a profissão de docente, não levam em conta o que é ser professor, baseando-se apenas em preceitos superficiais, mas deixando de analisar a complexidade do papel de educar.

Ser professor está, além de em realizar as tarefas que já conhecemos, em ser um especialista em relações humanas. É mais do que o conteúdo programático ou método de ensino, é saber olhar para os alunos e para as relações estabelecidas através do processo de ensino-aprendizagem. Como digo no meu livro A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno:

“A rotina faz parte do dia-a-dia em sala de aula, mas a monotonia não! […] transforme momentos simples em grandiosos,  pequenas atividades em grandes eventos simbólicos, tendo a atenção e o olhar para o outro como um princípio”.

Portanto, o professor deve se reconhecer como protagonista fundamental da educação e praticar o que tem de melhor: o olhar para o aluno e para si mesmo. Para isso, é preciso um despertar: “Não sei como preparar o educador. Talvez porque isso não seja nem necessário, nem possível… É necessário acordá-lo […], pois eles não se extinguiram […] Basta que os chamemos de seu sono, por um ato de amor e coragem… e talvez acordados, repetirão o milagre da instauração de novos mundos”. Essa é a mensagem da contracapa do livro Conversas com quem gosta de ensinar, de Rubem Alves.

Não são críticas ou verdades absolutas, mais, sim, chamados. Chamados para o princípio. Chamados para que você relembre: Por que começou essa jornada? Ter essa missão clara auxilia o professor em sua rotina. Somente assim ele consegue desempenhar o papel que lhe cabe, importante tanto na vida dos alunos quanto para a sociedade. Quando o professor é capaz de perceber, conviver, incluir, seu valor é incalculável.

O olhar é também prender a atenção, pensar sobre o outro e valorizá-lo. Pratique-o. Afinal, fazer a diferença positivamente na vida de alguém, através da profissão que se escolheu, torna o trabalho ainda mais prazeroso. Boa reflexão!

Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

4 problemas de saúde mais comuns ao professor

Sentir-se desmotivado, irritado ou cansado demais pode ser sinal da Síndrome de Burnout (foto: Flanders Today)

Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

4 problemas de saúde mais comuns ao professor

Falar muito alto, virar noites debruçado sobre planejamentos e atividades, sentar por muitas horas seguidas ou dar colo às crianças que precisam de conforto… A rotina do professor é recompensadora, mas também expõe o profissional a diversos problemas de saúde. Pesquisas mostram que 20% dos educadores brasileiros já pediu afastamento por licença médica. Quando isso ocorre, o professor costuma ficar até três meses fora da sala de aula – uma ruptura que prejudica não só a administração da escola como o desenvolvimento das crianças.

Ainda que essas tarefas sejam inerentes à função, há cuidados que podem ser tomados para prevenir o surgimento de doenças, tanto físicas quanto psicológicas. Veja como evitar as mais comuns aos professores: distúrbios vocais, dores nas costas, esgotamento mental ou físico e problemas respiratórios.

Distúrbios vocais

Você fala o dia todo – algumas vezes, grita para chamar a atenção das crianças. Precisa se sobrepor ao barulho da turma e do ambiente. Por isso, mais da metade dos professores se queixa de rouquidão, perda de voz, tosse, soprosidade ou outros sintomas relacionados durante a carreira. Esses sinais podem levar a diagnósticos mais sérios, como nódulos nas cordas vocais.

O primeiro passo para evitar lesões é manter uma alimentação saudável e beber água com frequência – comidas mais pesadas e gordurosas podem causar refluxo, o que também danifica a garganta. Fumo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas devem ser evitados. Já outros alimentos, como a maçã, são extremamente benéficos por “limpar” as cordas vocais.

Há ainda formas de prevenção que visam diminuir o tempo e a intensidade da fala do professor: fechar janelas e portas que estejam abertas sem necessidade, por exemplo, é algo simples e que vai bloquear o ruído dentro da sala de aula. Dinâmicas de grupo em que as crianças falem, discutam entre si ou realizem outras atividades (como assistir a um vídeo ou desenhar) devem ser intercaladas à rotina da classe para que o professor tenha algum tempo de recuperação. Evite ainda falar de costas para a turma – o que obriga a aumentar o volume – ou enquanto escreve no quadro, já que aspirar o pó de giz prejudica o sistema respiratório.

Além disso, há exercícios de aquecimento vocal que podem ser feitos todas as manhãs: alongamento do pescoço, vibração dos lábios e da língua (fazendo o som de “brrrrrrr”) e sequências de respiração profunda são passos básicos, mas outros exercícios específicos podem ser prescritos por um fonoaudiólogo.

Dores nas costas

Tempo demais na mesma posição - seja sentado em frente ao computador, no chão ou escrevendo no quadro - acabam por causar problemas na coluna (foto: Body Balance, Spinal Care)

Tempo demais na mesma posição – seja sentado em frente ao computador, no chão ou escrevendo no quadro – acabam por causar problemas na coluna (foto: Body Balance, Spinal Care)

Entre professores de Educação Infantil, o mais comum é o surgimento de problemas por se agachar com frequência e segurar as crianças no colo. Passar muito tempo sentado na posição de índio (pernas cruzadas no chão) ou em pé são outras fontes de transtornos. As dores na região lombar, na coluna cervical, no ombro, no punho e no cotovelo são as que mais acometem professores.

Você não vai parar de interagir com as crianças ou segurá-las quando preciso, certo? Porém, é possível fazer isso de forma a agredir menos a coluna. Ao se agachar e levantar uma criança, mantenha sempre os pés afastados, os joelhos flexionados e a coluna reta, sem colocar o peso nas costas. Quando se trabalha em pé por muito tempo, a dica é dividir o peso do corpo em ambas as pernas e contrair o abdômen, protegendo a região lombar. Já para quem escreve no quadro constantemente, atenção: é importante que a mão não ultrapasse a altura dos ombros, para que eles não sejam sobrecarregados.

Escolher o calçado ideal ajuda a diminuir os impactos: chinelos e rasteiras não têm amortecimento – tênis são a escolha ideal, além de mais confortáveis para longas jornadas de trabalho. Fazer séries rápidas de alongamento entre as aulas é recomendado e, caso haja tempo livre, o professor deve considerar realizar alguma atividade física durante a semana. Caminhadas, musculação, ioga, natação ou pilates auxiliam na postura corporal.

Esgotamento mental ou físico (Síndrome de Burnout)

A Síndrome de Burnout é a fadiga causada não só pelo estresse comum a qualquer trabalho – que diz respeito a prazos e exigências – mas também ao envolvimento emocional do profissional. Por isso, é observada principalmente em médicos e professores. Os sintomas são estresse, insatisfação com seu próprio trabalho, dores de cabeça e pelo corpo, irritabilidade, exaustão, perda de empatia, entusiasmo e otimismo… E até mesmo a vontade de desistir da carreira.

Parte do cuidado para evitar esse esgotamento deve partir da escola, com condições adequadas de trabalho e momentos de descanso suficientes (nada de trabalhar o fim de semana inteiro e esquecer de dormir!). Preocupações com salário, ambientes hostis ou perigosos, é claro, tampouco ajudam. Entretanto, o próprio professor pode prestar atenção à sua rotina fora da sala de aula e insistir em hábitos saudáveis: uma boa noite de sono, para um adulto, deve contar com cerca de oito horas ininterruptas.

Manter hobbies pessoais, como ler ou ouvir música, são ótimos para relaxar após dias difíceis e prevenir problemas psicológicos.

Sentir-se desmotivado, irritado ou cansado demais pode ser sinal da Síndrome de Burnout (foto: Flanders Today)

Sentir-se desmotivado, irritado ou cansado demais pode ser sinal da Síndrome de Burnout (foto: Flanders Today)

Problemas respiratórios

Em alguns estudos, os problemas respiratórios aparecem como segunda causa mais frequente de afastamento do professor. As doenças vão desde gripe, resfriado, rinite, bronquite, asma, laringite, sinusite até tuberculose e pneumonia. Apesar de serem mais recorrentes no inverno, o professor deve ficar atento a elas por passar muitas horas dentro de ambientes fechados e, ainda por cima, com grandes grupos de crianças, que costumam ser portadoras destes vírus e bactérias.

A limpeza é fundamental: arejar espaços (deixando as janelas abertas quando a turma sair da sala, por exemplo, para o ar circular), retirar o pó, lavar as mãos (as suas e as das crianças) ao terminar atividades ao ar livre e antes das refeições são atitudes simples que fazem a diferença. Uma criança veio para a aula gripada? Evite manter a boca e o nariz muito próximos do rosto da criança, para evitar a contaminação direta, e garanta a higienização do aluno com lenços de papel, água e sabonete ou álcool gel.

Caso sintomas persistam por mais de uma semana, um ciclo normal de gripe, é indicado que o professor procure um médico especialista.

Saúde na tela

Quer saber mais? Uma série de vídeos do canal Anísio Teixeira, no YouTube, traz sintomas e cuidados para os problemas de saúde mais comuns ao professor em vídeos curtos, com menos de um minuto. Confira:

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

Gostou? Então fique ligado!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Profissão Mestre

Psicologado

Portal do Professor

Minha Vida

Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Foto: Google (reprodução)

Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Ao visitar escolas de educação infantil e conversar com professores e coordenadores, notamos uma queixa surgindo com certa frequência – a dificuldade em preencher registros. Dispensadas ao patamar de tarefa burocrática, essas anotações deveriam, na realidade, servir como ferramenta pedagógica, auxiliando educadores na reflexão de suas atividades e do desenvolvimento das crianças.

Um registro se torna o suporte que o professor precisa para tomar decisões quanto às suas turmas, para traduzir o aprendizado aos pais de seus alunos e, eventualmente, para redigir os relatórios semestrais (ou trimestrais, em algumas escolas), que apresentam as conclusões do trabalho em sala de aula. Para cumprir essas funções, contudo, o registro deve ser bem estruturado. 

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que estou registrando?

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos: na rotina, nas atividades ou nas crianças.

  • Registros com foco na rotina: mostram uma imagem geral da sala de aula naquele dia – quem estava presente e quem faltou, quem chorou, quem se alimentou ou se recusou a comer, problemas de comportamento, etc.. É interessante acrescentar ainda notas sobre dúvidas ou curiosidades que surgiram durante a aula, perguntas dos alunos ou conteúdos a pesquisar. Isso mantém o professor conectado ao interesses da classe, e mostra que ele está disposto a estimular seus interesses.

 

  • Registros de atividades: descrevem um exercício feito com as crianças. Devem incluir o objetivo da atividade, quais os materiais empregados (desde objetos até as músicas cantadas), quais ações os alunos deveriam realizar e o que realizaram, de fato. Explique como eles se organizaram, o que produziram e o que aprenderam enquanto produziam. Lance perguntas: a classe fez silêncio e se dedicou à proposta? Fugiram ao tema? Por quê (e para qual assunto)? As questões levantadas por eles foram pertinentes?

 

  • Registros sobre as crianças: eles pontuam o  comportamento e desenvolvimento de cada criança individualmente, e podem trazer considerações não só sobre o aprendizado cognitivo, mas, também, o emocional – e como ele está interferindo, positiva ou negativamente, no desenvolvimento. Algumas escolas fazem esse acompanhamento através de tabelas com listas de objetivos. Essa é uma forma visualmente simples, mas garanta que haja, complementarmente, espaço para comentários.

Todos esses formatos de registro são válidos e costumam ser feitos simultaneamente, já que têm diferentes propósitos. Registros da rotina, por exemplo, são os mais comuns e, por vezes, obrigatórios, porque expõem o cuidado diário da escola com as crianças. Uma série de registros individuais, porém, é mais útil e mais interessante em uma reunião entre pais e professor do que uma descrição do todo.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que é relevante anotar?

O registro deve abranger os seguintes tópicos:

  • Processo de aprendizagem das crianças;
  • O trabalho do professor;
  • Portfólio e impressões da atividade;
  • Reflexão e planejamento futuro.

A trajetória das crianças não é feita só de sucessos, e os registros devem ser fiéis a isso. Valorize os processos: escreva sobre as tentativas e descobertas, não apenas resultados. Anote, inclusive, falhas e dificuldades ainda não superadas, pois isso é o que vai ajudar a discernir os próximos passos para aquela turma. Considere se eles se mostraram interessados e participaram, se conseguiram compreender orientações e se adquiriram algum novo conhecimento.

Registre também o próprio trabalho: qual foi a atuação do professor em sala, de que forma isso estimulou as crianças, como trabalhou problemas de relacionamento ou de aprendizagem. Dessa forma, além de criar um retrato das habilidades e desafios das crianças, os educadores são capazes de se autoavaliar e, se preciso, redefinir suas ações. Seja honesto, nem todas as aulas fluem tranquilamente. Houve imprevistos ao usar material de apoio? Algum acontecimento em que não soube como agir? Decisões que poderiam ser repensadas? A crítica momentânea ajuda a traçar um caminho mais consistente nas próximas aulas.

Inclua a produção das crianças – tanto os originais, no caso de pinturas ou colagens, quanto fotos das atividades. Apesar de esses resultados estarem claros agora, imagine tentar se lembrar do trabalho de cada uma daqui há um mês. As imagens facilitam esse acesso adiante. Outra ideia é anotar algumas falas das crianças que despertaram atenção. Elas são, afinal, o centro do registro.

Por fim, reserve algumas linhas para planejamento. Será que as atividades merecem continuação? Quais competências podem ser exercitadas a partir daí? Quais mudanças beneficiariam o processo de aprendizagem?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Torne seus registros ainda mais rápidos e completos com ajuda da Eduqa.me. Adicione atividades à linha do tempo da turma, faça comentários sobre o comportamento e aprendizado das crianças e avalie o desenvolvimento delas de maneira formativa. Poste fotos e vídeos para acompanhar os relatos, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! 

Acesse a Eduqa.me e experimente os registros online em sua escola!

Leia mais (bibliografia):