Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
0 Comments

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O que eu fiz por mim nestas férias?

professoras

Registros/Práticas inovadoras
0 Comments

O que eu fiz por mim nestas férias?

As férias são sempre um bom momento para relaxar, refletir e para renovar os sonhos e os desejos. Literalmente tirar férias significa parar; sair da rotina, do ciclo que nos faz ficar exclusivamente focados no que acontece ao nosso redor.

Como foram suas férias? 

O professor é muito tendenciosos a focar nos outros, ou seja, ele está sempre tão preocupado com os alunos, os pais, os coordenadores, os diretores e as outras tarefas do cotidiano escolar que acaba por distanciar de si mesmo.

Isso, sem falar naqueles professor que são pais ou principalmente mães, aí é que podemos dizer que ele perde aos poucos o contato com o seu eu interior e vai desligando-se de si mesmo cada vez mais.

Isso parece um exagero, não é? Mas a rotina é tão sorrateira e silenciosa, que quando nos damos conta, passaram-se anos e não fizemos nada por nós mesmos.

Os alunos evoluem, os filhos crescem, o tempo passa e às vezes a frustração vem a tona e o sentimento de ingratidão também. Ingratidão a quem? Aos alunos que se formaram? Aos filhos que cresceram? Ou a nós mesmos, que deixamos escapar a vida?

Para que isso não aconteça ou para que você possa mudar este cenário, comece já a pensar em você! Pensar em si mesmo não é ser egoísta, mas se amar para amar o outro, conhecer-se para conhecer o outro, saber do seu melhor, para dar o melhor para o outro.

Por isso, pare e pense o quanto é importante ajudar os outros, mas sem esquecer-se do principal, que é VOCÊ!!!

O que você fez por você?

Faça uma autorreflexão, exercite a observação e contemple a si mesmo. Mexa o corpo, a mente, a alma, faça o que mais gosta ou não faça nada, mas seja você! Decida, escolha, fale, não cale, seja você!

Renove as energias e as esperanças e nunca se esqueça que o melhor investimento que podemos fazer na vida além de amar o outro é amar a nós mesmos!

Fica aqui a indicação do belíssimo poema de Fernando Pessoa sobre a “Liberdade”. Liberte-se hoje mesmo.

O que você fez por você nessas férias?! Deixa a sua criança interior se libertar ; )

 

Liberdade

Ai que prazer 

Não cumprir um dever, 

Ter um livro para ler 

E não fazer! 

Ler é maçada, 

Estudar é nada. 

Sol doira 

Sem literatura 

O rio corre, bem ou mal, 

Sem edição original. 

E a brisa, essa, 

De tão naturalmente matinal, 

Como o tempo não tem pressa… 

Livros são papéis pintados com tinta. 

Estudar é uma coisa em que está indistinta 

A distinção entre nada e coisa nenhuma. 

Quanto é melhor, quanto há bruma, 

Esperar por D.Sebastião, 

Quer venha ou não! 

Grande é a poesia, a bondade e as danças… 

Mas o melhor do mundo são as crianças, 

Flores, música, o luar, e o sol, que peca 

Só quando, em vez de criar, seca. 

Mais que isto 

É Jesus Cristo, 

Que não sabia nada de finanças 

Nem consta que tivesse biblioteca… 

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
0 Comments

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
1 Comment

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
0 Comments

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

pescaria-eduqa-me

Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

tiro-ao-alvo-eduqa-me

Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Relatórios/Práticas inovadoras
0 Comments

Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Crianças e jovens nascidos a partir do fim da década de 90 e início dos anos 2000 são considerados “nativos digitais”. Eles já vieram ao mundo com acesso à internet – e isso influencia seu aprendizado, sua linguagem e seu comportamento de formas que ainda estão sendo estudadas. O nome de nativos é dado em oposição a todos aqueles que nasceram antes da disseminação de computadores, tablets e smartphones: quem foi criado com a tecnologia analógica e precisou aprender e se adaptar às novas formas de trabalho. Estes são os “imigrantes digitais”.

A ruptura em sala de aula acontece, em parte, porque a grande maioria dos professores é um imigrante, enquanto os alunos são nativos. É como se fossem de países diferentes e falassem em idiomas diferentes, um sendo obrigado a se ajustar às expectativas do outro. Quando um professor impede que as crianças usem celulares para pesquisa, insistindo em pesadas enciclopédias para a realização da tarefa, está ignorando o contexto em que esses estudantes foram criados: para eles, os livros técnicos não fazem sentido quando sabem que a informação está a dois cliques (ou um comando de voz) de distância.

O professor será substituído pela tecnologia?

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

CLARO QUE NÃO. Assim mesmo, em maiúsculas. Como disse o professor Paulo Blikstein, da escola de educação da Universidade Stanford, em uma entrevista à Revista Educação, isso seria equivalente a “querer substituir o médico na sala de cirurgia”. Afinal, o professor possui, sim, um conhecimento científico maior que as crianças e, em vários momentos, faz sentido que ele exponha informações.

Contudo, é preciso alternar essa prática com diferentes dinâmicas, espaços colaborativos, pesquisa, debate e projetos interdisciplinares, que deem voz a todos os indivíduos em sala. As consideradas “aulas tradicionais” não precisam ser extintas, mas sim ocupar momentos pertinentes.

Qual o papel do professor nesse cenário?

Cada vez mais pesquisadores apontam o professor como um orientador e mediador que observa, identifica as necessidades das crianças e oferece ferramentas para o aprendizado de cada uma. Ele ajuda a construir aprendizados diversos e, conforme as crianças crescem e desenvolvem autonomia, vai permitindo que elas ajam com mais independência dentro da escola: selecionando temas, sugerindo projetos ou formas de pesquisa, organizando suas equipes de trabalho.

A atuação desse educador pode ser dividida em quatro frentes:

  • Orientar os processos intelectuais (conhecimento cognitivo) – ajudar as crianças a selecionar informações relevantes e confiáveis, transformá-las em mensagens significativas e relacionadas à realidade dos alunos, elaborar questões que levem à interpretação e compreensão dos temas, incentivar a autoavaliação.
  • Orientar o desenvolvimento emocional e social – proporcionar um equilíbrio entre trabalhos individuais e de equipe, criar situações de interação entre as crianças, mediar conflitos apresentando formas saudáveis de resolver problemas, estimular canais de expressão (que incluem a tecnologia digital e analógica), cultivar a empatia e motivar a turma.
  • Orientar o senso ético – assumir e vivenciar valores construtivos, individual e socialmente, transmitir noções de colaboração, integração, liberdade.

Como e quando inserir a tecnologia digital na escola?

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

A pergunta deve ser sempre: qual a melhor maneira de se transmitir esse ensinamento? Não necessariamente uma tela de computador será a melhor saída – e transferir um livro didático para uma apresentação de PowerPoint não representa inovação alguma. O suporte não é o importante, mas sim o conteúdo. É responsabilidade do educador refletir sobre o currículo e identificar em quais situações a tecnologia vai realmente influenciar o aprendizado das crianças.

Beth Almeida, especialista em Novas Tecnologias na Educação, disse à Revista Educar para Crescer: “Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade – qual foi a sua contribuição? O que não poderia ser feito sem tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo”.

Esses são os pontos fortes de se trabalhar com tecnologia em sala de aula:

  • Trabalhos colaborativos – várias plataformas permitem que os estudantes construam projetos em conjunto ou criem espaços para discussão de ideias;
  • Conexão com o “mundo real” – a internet permite que uma tarefa escolar se transforme em um projeto real, que pode ser colocado em prática e atingir a comunidade;
  • Comunicação – da mesma forma, a internet é uma ferramenta incrível para conectar jovens com outras pessoas que possam acrescentar ao seu conhecimento: pesquisadores, professores, profissionais do mercado de trabalho, crianças e adolescentes de outras partes do mundo, etc., sempre com a supervisão de um adulto;
  • Interdisciplinaridade – ao invés de isolar a tecnologia em uma aula de informática, ela deve ser usada como instrumento de aprendizado em todas as disciplinas;
  • Protagonismo – um mesmo ponto de partida pode levar crianças com olhares distintos por caminhos e projetos completamente diferentes. Trabalhar com o apoio da internet permite essa diversidade.

A inserção da tecnologia na escola deve ajudar a equipe pedagógica, as famílias e os alunos a atuar em conjunto, gerando um ambiente mais democrático e integrado.

Por que a tecnologia não funciona na minha escola?

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Está achando a teoria maravilhosa, mas nunca observou esses resultados na sua rotina? Você não é o único. Apesar de estarmos vivendo um boom de tecnologia educacional (com games educativos, plataformas adaptativas e ensino à distância), o maior desafio para que esses modelos funcionem é a formação dos professores. Em segundo lugar, vem a infraestrutura inadequada das escolas, embora o primeiro fator seja o mais grave: professores capacitados conseguem superar um ambiente despreparado e sugerir soluções inovadoras; já a melhor estrutura possível não vai fazer a menor diferença se não for bem utilizada.

Para Paulo Blikstein, para cada R$1 gasto em equipamento, seriam necessários R$9 em formação. Com esse aprendizado, os professores seriam capazes de potencializar suas ações – não seriam substituídos, mas, sim, teriam recursos para impactar mais crianças de maneira mais eficaz. Isso já começa a ser feito através de:

  • Tecnologias maker, ou “mão na massa”, que funcionam como laboratórios de informática que estimulam a experimentação dos alunos;
  • Softwares de simulação e games educativos;
  • Ferramentas de pesquisa online e mapeamento de informações;
  • Robótica e programação;
  • Laboratórios de ciências computadorizados.

Onde buscar essas capacitações?

As próprias escolas, os diretores e coordenadores pedagógicos, deveriam incentivar a equipe a procurar qualificação em tecnologias educacionais. Mesmo que esse não seja o caso, há muito que o professor pode buscar por conta própria para enriquecer sua prática e compreender o universo das crianças.

Cursos de tecnologia educacional

  • Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação é um curso desenvolvido pela Fundação Lemann e o Instituto Península com a proposta de apresentar aos educadores formas de integrar as tecnologias digitais ao seu currículo escolar. Há várias possibilidades de acessar o conteúdo: como curso aberto, online e gratuito, como curso online com certificação (mais longo que o gratuito) ou em conjunto com outros módulos de extensão. Saiba mais aqui.
  • Novas tecnologias para a aprendizagem: Ensino Médio e Fundamental é um curso online desenvolvido pelo Instituto Phorte em parceria com a Unesco. Os módulos são: aspectos filosóficos, didática aplicada, novas plataformas e políticas educacionais. Saiba mais aqui.
  • Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) é oferecido pelo MEC para professores e gestores da rede pública. O educador pode escolher diversos cursos que têm entre 40 e 60h de duração. Saiba mais aqui.
  • Escola Digital, criada pelo Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, disponibiliza um curso online e gratuito em três módulos: Tecnologia Digital, Plataforma Escola Digital e Planejando com o uso de objetos digitais de aprendizado e ferramentas. A plataforma também oferece matéria gratuito para ser usado em sala de aula – são mais de 4 mil vídeos, animações, jogos, infográficos e planos de aula digitais. Saiba mais aqui.
O professor pode - e deve - buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

O professor pode – e deve – buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

Livros sobre tecnologia na educação (recomendados pelo Portal do Professor)

  • Educação e Novas Tecnologias Glaucia da Silva Brito, Ivonélia da Purificação – Editora Ibpex – Brasil – 2008 – 2ª edição.
  • Multimídia Digital na Escola Elenice Larroza Andersen (Org.) – Editora Paulinas – Brasil – 2013 – 1ª edição.
  • Novas tecnologias e mediação pedagógica José Manuel Moran et al – Editora Papirus – Brasil – 2013 – 21ª edição.
  • Eles Sabem (Quase) TudoBetina Von Staa – Editora Melo – Brasil – 2011 – 1ª edição
  • Computadores em Sala de AulaCarme Barba, Sebastià Capella (Org.) – Editora Penso – Brasil – 2012 – 1ª edição
  • Educação com Tecnologia – Texto, Hipertexto e Leitura Mary Rangel – Editora Wak – Brasil – 2012 – 1ª edição

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Revista Educação

Educar para Crescer

Portal Brasil

Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso

Desafios da Educação

Por que as crianças brigam?

Sibling, brother and sister fighting pulling each other faces

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
0 Comments

Por que as crianças brigam?

As crianças estão brincando juntas, até que acontece – uma pega o brinquedo da outra, todas querem ser o mesmo personagem no faz-de-conta, alguém é excluído do grupo e o conflito é instaurado. Nesse momento, o professor deve ter bem claro o modo como quer resolver o impasse: ele se intromete, dá uma bronca e exige desculpas ou deixa que as crianças resolvam suas diferenças por conta própria?

Por que as crianças brigam?

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Crianças não usam a violência física por maldade, mas sim porque ainda estão aprendendo a se expressar de outras formas (foto: The Intelligent Nest)

Para tomar essa decisão, é preciso entender por que as crianças brigam. Será que elas simplesmente são agressivas, mimadas ou egoístas? É claro que não – elas estão, porém, passando por uma etapa crítica do desenvolvimento social, abandonando aos poucos o autocentrismo (quando ainda não conseguem se colocar no lugar do outro ou compreender outros pontos de vista que não o delas mesmas).

A escola tem um papel essencial nesse crescimento, oferecendo o primeiro ambiente em que os pequenos precisam dividir… Absolutamente tudo. A atenção, o afeto, o espaço, os brinquedos, que, em casa, estão sempre à disposição, agora são comunitários. E isso não é uma mudança fácil de se aceitar. Dessa adaptação, surgem os momentos de agressividade.

Leia mais: Habilidades socioemocionais são mais importantes que notas altas.

Primeiro, porque as crianças querem testar sua autoridade, seu poder. Dar ordens aos colegas, aos irmãos menores e outras crianças é uma forma de testar seus limites e descobrir o quanto suas vontades valem. Conflitos ocorrem quando duas ou mais crianças estão tentando definir seus limites e impor suas opiniões.

Em seguida, vem o fato de que, na Primeira Infância, a linguagem e seus significados ainda estão sendo construídos. Ou seja, empurrar, morder ou bater não são sinais de maldade, mas sim de que a criança ainda não aprendeu outras formas de resolução de problemas. O mesmo vale para choros e acessos de raiva (que vão continuar ocorrendo, caso ela perceba que surtem efeito).

Essas são razões perfeitamente normais e saudáveis para brigas infantis, que fazem parte do processo de desenvolvimento de empatia e da compreensão de regras sociais.  Existem, contudo, sinais que o professor pode observar quando a violência é excessiva.

O que causa problemas socioemocionais?

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Nenhuma criança vai atravessar a infância sem pequenos conflitos que a ajudam a crescer. Mas, quando as agressões se tornam muito frequentes, pode haver algo errado (foto: Stanford)

Sempre é indicado manter um olhar atento para perceber comportamentos fora do normal. Pesquisas mostram que entre 5 e 10% das crianças enfrentam dificuldades crônicas de relacionamento com seus pares, dentre elas a rejeição ou hostilização. Se não houver intervenção, elas podem causar queda no desempenho acadêmico, problemas de adaptação na adolescência, evasão escolar e mesmo uma probabilidade mais altas de envolvimento com drogas ilícitas ou criminalidade. A saúde é prejudicada: problemas socioemocionais precoces estão relacionados a doenças como depressão e ansiedade.

Identificar crianças que estejam enfrentando dificuldades de relacionamento exige um olhar apurado não só para o comportamento que ela apresenta na escola, mas para suas relações familiares e socioeconômicas, sua saúde, seus potenciais e dificuldades intelectuais.

  • #1 Comportamento:

Quando momentos de agressividade foram muito frequentes, algo pode estar errado. Crianças muito isoladas ou extremamente tímidas também devem ser acompanhadas. Isso porque as falhas na comunicação fazem com que elas sejam mais facilmente excluídas pelos colegas.

  • #2 Saúde:

Para crianças com deficiências físicas, intelectuais ou emocionais, relacionar-se com o resto da turma é um desafio.

  • #3 Família:

As crianças aprendem com os comportamentos que vivenciam. Como os pais ou parentes resolvem conflitos em casa? Como é o ambiente em que ela vive? Será que ela se sente segura? Procure saber quais são os hábitos da criança em casa – exposição a filmes, vídeos e jogos violentos, por exemplo não são indicados na Primeira Infância (quando ainda não se faz distinção do real e do fictício) e podem trazer à tona comportamentos agressivos.

  • #4 Situação econômica:

A situação econômica precária pode influenciar o desenvolvimento da criança, que necessita de um ambiente seguro e acolhedor. Novamente, a sensação de segurança é fundamental, mas também a nutrição, a higiene e o bem-estar.

Prevenir e intervir

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Ao invés de resolver o problema e punir as crianças, o professor precisa de tempo para fazer perguntas, conversar e orientá-las para que consigam encontrar uma solução (foto: High Scope)

Há duas formas de trabalhar as habilidades de socialização das crianças: através da prevenção e da intervenção. Elas vão se desenrolar ao mesmo tempo, ou seja, não são excludentes.

A prevenção diz respeito a promover as competências necessárias para a solução de conflitos através de brincadeiras, atividades lúdicas e de grupo, antes que um desentendimento aconteça. É quando as crianças aprendem, sob supervisão e com situações planejadas, a reconhecer sentimentos, a dividir, a ceder ou insistir.

Quer aprender a fazer Máscaras de Sentimentos? Clique aqui!

Já a intervenção, por outro lado, vai ocorrer quando crianças ou grupos em particular estiverem com problemas de relacionamento. Nesses casos, são abordados os comportamentos específicos daqueles alunos em uma conversa (sempre privadas, não em frente ao resto da turma ou de maneira que possa humilhá-los). O professor pode sugerir alternativas, apresentar estratégias para lidar com as emoções, fazer perguntas para entender as origens do problema ou convidar a família para que ajam em conjunto.

Confira 5 atitudes positivas para uma reunião de pais e professores de sucesso!

A psicóloga Fernanda Furia, fundadora do Playground Inovação, em Florianópolis, acredita que envolver as crianças no debate seja uma alternativa saudável. Por meio de questionamentos, o professor pode levantar temas de discussão, mas é importante deixar que elas se expressem e expliquem o que causou a mágoa ou irritação. Essas opiniões podem inclusive ser o ponto de partida para projetos com toda a turma.

Você pode assistir ao bate-papo entre a psicóloga e as professoras da Wish School no vídeo abaixo. No último sábado (07/11), as convidadas discutiram dificuldades socioemocionais na escola e responderam perguntas de outros professores:

Dicas para cultivar o bom relacionamento na rotina

Ser constante faz toda a diferença – de nada adianta uma longa palestra sobre tratar bem os colegas se, durante o resto da aula, o professor se exalta ou permite os comportamentos que havia desencorajado. Quando uma regra é dada, ela precisa ser cumprida por todos (inclusive os adultos)!

  • Seja o exemplo:

Pais, professores e familiares devem exibir o comportamento que querem que as crianças repitam. Caso as crianças sejam ensinadas a não dizer palavrões, não gritar ou não agredir fisicamente o colega, os adultos precisam fazer o mesmo.

  • Estabeleça regras com a turma:

Pergunte o que as crianças acham que deveria se tornar uma regra de convivência e o porquê. Explique também as regras que você está impondo, para que todos entendam sua necessidade. Você pode dar uma olhadinha nesse atividade para se inspirar!

  • Trabalhe o vocabulário:

Ajude-as a perceber as emoções dos colegas usando descrições como “Ele está chorando porque está triste” ou “ela está franzindo o rosto porque está irritada”. Também faça perguntas para que as crianças tentem colocar em palavras o que sentem. Pergunte “por que você fez isso?”, “como você se sentiu?” e “o que gostaria que seu colega tivesse feito?”.

  • Ofereça escolhas:

Principalmente para as crianças menores, é importante dizer de que maneiras elas podem agir dando instruções claras. Com um ou dois anos, elas ainda não conseguem separar emoções e costumam ser levados por suas próprias cenas de raiva ou choro. Diga: “você chorou e isso não fez o Lucas devolver o brinquedo. Você pode se acalmar e dividir o brinquedo ou pode escolher outra coisa para fazer”. Isso as ajuda a parar, recuperar a calma e superar o problema.

  • Não resolva tudo sozinho:

Ao invés disso, oriente as crianças para que elas mesmas encontrem soluções para seu conflitos. Quando elas acharem uma resposta, ofereça elogios e reconhecimento pelo bom comportamento.

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção na palavras (foto: Huffington Post)

Não é somente a agressão física que pode prejudicar o desenvolvimento saudável: preste atenção nas palavras (foto: Huffington Post)

  • Saiba que palavras podem ser tão ruins quanto agressões físicas: adultos tendem a se mobilizar mais quando duas crianças brigam fisicamente do que quando o conflito é verbal. Isso é um erro – frequentemente, excluir alguém do grupo, dar apelidos ou fazer comentários humilhantes é mais prejudicial ao desenvolvimento da criança, e tem um efeito direto na autoestima. Não dispense essas ocorrências como “coisa de menina”, o que normaliza a atitude negativa.
  • Organize os espaços para incentivar atividades em equipe: repare se a sala de aula permite que as crianças trabalhem juntas. Escolha brinquedos e jogos que envolvam cooperação e diálogo.
  • Mantenha a calma: lembre-se de que nem toda briga é o fim do mundo. Não exagere. As crianças vão reagir de acordo com a reação dos adultos; ou seja, se você transformar um pequeno conflito em algo feio, grave ou perigoso, é assim que elas vão encará-lo. Reflita sobre a gravidade da situação e deixe que pequenos incidentes sejam logo esquecidos.

Gostou?

Que tal então entender mais sobre os sentimentos e autoavaliação?

Nossa dica é que você faça a avaliação formativa e experimente registrar tudo para refletir.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Faça avaliação formativa na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

PBS

Enciclopédia sobre Desenvolvimento na Primeira Infância

Guia Infantil

Parenting Exchange

A sua escola investe na formação cultural dos educadores?

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo - Museu da Língua Portuguesa)

Carreira/Formação/Semanários
0 Comments

A sua escola investe na formação cultural dos educadores?

A bagagem cultural do professor não é (ou não deveria ser) uma questão pessoal, que só diz respeito ao lazer, fora do horário de trabalho. Pesquisadores e docentes já comprovaram que, quanto maior o repertório, melhor a prática em sala de aula – e em qualquer área de conhecimento, não apenas as mais lúdicas, como artes.

Conhecer diferentes representações artísticas e manifestações culturais expande a realidade do professor. A partir delas, é possível estabelecer diálogos, propor novas práticas com as crianças, quebrar preconceitos e inserir experiências lúdicas em qualquer temática, tornando o aprendizado mais próximo dos alunos.

Afinal, a premissa é bastante simples: ninguém consegue ensinar aquilo que não conhece. Como cultivar hábitos de leitura, visitas a museus, cinema ou teatro, se o próprio educador não vive esse discurso?

Infelizmente, a falha surge desde o currículo universitário, que prioriza o conteúdo pragmático. São raras as universidades que trazem no planejamento, intencionalmente e ao longo de todo o curso, o estímulo à formação cultural. Um desses poucos exemplos é a UFRJ, aonde os estudantes de pedagogia devem ir a um evento cultural por mês (que pode ser desde um balé até um show popular) e, ao fim, registrar suas impressões da atividade.

A própria escola pode intervir para capacitar os profissionais, contemplando todos os funcionários. Encontros que promovem a discussão e convivência do grupo – incluindo professores, merendeiros, coordenadores, auxiliares de limpeza, estagiários – facilitam o diálogo dentro da escola e o sentimento de valorização da equipe.

Ter o primeiro contato com a cultura formal muitas vezes funciona como despertar para que cada um busque aumentar seu próprio repertório fora da escola. O importante é que todos sejam incluídos e tenham momentos para refletir sobre a experiência, para que ela se reverta em qualidade de vida e de trabalho.

Traga a cultura para a escola

Leve cultura para dentro da escola: planeje oficinas, filmes ou palestras entre os funcionários para dar espaço à criatividade e ao diálogo (foto: Art and Reiki)

Leve cultura para dentro da escola: planeje oficinas, filmes ou palestras entre os funcionários para dar espaço à criatividade e ao debate (foto: Art and Reiki)

Uma alternativa que não pesa no bolso da escola é promover encontros em seu próprio espaço: palestras, sessões de cinema e pequenas apresentações musicais, por exemplo, podem acontecer no pátio, no ginásio ou em uma sala de aula. Projetos da comunidade ou mesmo empresas privadas podem ser contatadas para participar, arcando com parte dos gastos.

Outra possibilidade é organizar oficinas, tanto com convidados especiais (artistas, músicos, escritores, atores) quanto com os próprios membros da equipe da escola, que podem se oferecer para compartilhar algo com os colegas. A gestão deve abrir esse canal de comunicação e incentivar a participação dos funcionários.

Excursões com a turma

Algumas escolas já incluem outros funcionários nos passeios da escola. É claro que não é possível levar grandes grupos de uma vez, mas, criando um rodízio, a participação de todos é garantida sem que os serviços de limpeza, cozinha ou segurança sejam interrompidos. Que tal disponibilizar uma lista para que cada profissional assinale em quais passeios está mais interessado? Além do horário de trabalho e das excursões, a vontade de ir pode ser outro critério na elaboração do cronograma.

A vantagem desse modelo é que, além de apresentar peças teatrais, exposições em museus ou galerias para quem tem poucas oportunidades de aproveitá-los, fortifica-se o vínculo entre a equipe e as crianças. Um dia de cultura ou entretenimento permite que eles passem mais tempo juntos, troquem ideias e conheçam outras perspectivas.

Só para gente grande

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo - Museu da Língua Portuguesa)

Ao menos uma vez por ano, organize um passeio cultural com todos os funcionários. Proponha discussões antes e depois da visita (foto: Vou Contigo – Museu da Língua Portuguesa)

Uma vez por semestre ou por ano, conforme a agenda da escola permitir, organize uma saída apenas para os adultos. Reúna diretores e coordenadores, professores e demais funcionários em um final de semana com destino a um evento cultural na cidade.

Antes de sair, organize um momento de encontro para que todos troquem expectativas, informações e curiosidades sobre o que vão assistir. O mesmo pode ser repetido ao fim da experiência, para incentivar o diálogo entre profissionais que, rotineiramente, não trabalham juntos ou têm pouco tempo para conversar. Ainda que alguns pareçam tímidos no começo, faça perguntas a pessoas específicas para que elas ganhem confiança ao participar ativamente do debate. Garanta um ambiente acolhedor e informal, justamente para que a equipe se conheça melhor.

Compartilhem sugestões

Sugira que os funcionários mantenham um caderno cultural – um diário em que podem colar os bilhetes de entrada ou fotos de suas programações culturais, escrever suas impressões ou dar dicas de livros e filmes.

Esse caderno pode ser mantido ao longo de todo o ano letivo ou ser usado apenas nas férias, por exemplo. Se essa for a opção, realize uma dinâmica com o material assim que as aulas voltarem: que tal criar murais, trocar cadernos ou cada um contar qual foi a experiência mais marcante?

Clube do livro

Literatura deve ter um momento na rotina! Ler livros exercita a empatia e o conhecimento, dentre vários outros benefícios (foto: Gwen Hernandez)

Literatura deve ter um momento na rotina! Ler livros exercita a empatia e o conhecimento, dentre vários outros benefícios (foto: Gwen Hernandez)

Infelizmente, pesquisas já mostraram que menos de 50% dos professores brasileiros de Educação Básica têm a leitura de livros como hábito. Ler textos não relacionados à profissão é essencial para a formação do professor, e traz benefícios não só para sua prática pedagógica como para sua vida pessoal. Quem lê literatura desenvolve mais empatia, têm uma mente mais aberta a novas ideias, mais capacidade de concentração e melhor vocabulário, dentre várias outras vantagens.

Além disso, é claro, é preciso um professor leitor para criar novos leitores. As crianças têm chances maiores de se apaixonar pela leitura quando influenciadas positivamente pelos professores!

Sendo assim, proponha reservar uma ou duas horas de hora-atividade para a leitura de literatura. A equipe pode selecionar, mensal ou bimestralmente, um livro em comum, que todos possam terminar e discutir. Outra sugestão: por que cada funcionário não fica responsável por trazer um livro diferente e eles vão trocando de mãos ao longo do ano, até que todos tenham acesso a cada um deles?

Colocando em prática

  • Várias cidades possuem leis que dão descontos a educadores: 20% em livrarias, meia-entrada em cinemas e teatros, etc.. Basta informar-se no site da sua prefeitura.
  • Mesmo que não haja descontos, muitos centros culturais, museus, cinemas e teatros liberam um dia de entrada gratuita ou meia-entrada para todos. Ligue para esses locais para descobrir quando a visita é mais barata.
  • Empresas privadas podem ser parceiras na hora de conseguir ingressos ou transporte mais em conta. A secretaria do município e outros órgãos da prefeitura podem oferecer possibilidades de transporte para a escola.
  • Siga sites de agenda cultural da sua cidade, como a Agenda Cultural Catraca Livre, por exemplo. Além de saber tudo o que está acontecendo, eventos gratuitos sempre são divulgados.
  • Crie um mural ou caixa de sugestões para que os funcionários digam o que gostariam de conhecer e tente colocar pelo menos algumas ideias em prática todo ano.

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Gestão Escolar

Gazeta do Povo

Revista Educação