A Matemática na Educação Infantil
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
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Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O mundo da fantasia na criança – Parte II
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros
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O mundo da fantasia na criança – Parte II

Pra que servem os amigos imaginários?

imaginação

No post anterior abordei o tema “O Mundo da fantasia na criança” de uma forma mais teórica. Uma breve explicação de como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança.

Agora vamos entender um pouquinho mais, na prática, pra que serve os amigos imaginários e como pais e professores podem entender melhor e lidar com esse momento da criança.

5 funções importantes dos amigos imaginários

  1. Para a criança entender os seus próprios sentimentos; poder brigar e dar vez ao que ela gostaria de dizer aos outros.
  2. Apoiar na comunicação.
  3. Ganhar autoestima, segurança e confiança em si mesmo, arriscando-se e expondo-se mais através do amigo invisível.
  4. Compreender uma situação de conflito que esteja vivendo, como por exemplo: a chegada de um irmão, a separação dos pais, etc.
  5. Para testar os limites em relação aos pais, fazem com que o amigo imaginário leve a culpa por coisas erradas que fez e espera uma reação tolerante dos pais sobre ela mesma.

Geralmente, estes amigos invisíveis são inofensivos e não há com o que se preocupar. Da mesma maneira que eles chegam na vida da criança, também desaparecem, já que o objetivo principal de existirem é para ajudar a criança a lidar melhor com a sua própria realidade.

Mas, é preciso prestar atenção com alguns pontos, pois esses sim não são saudáveis.

 Atenção!

  • Com a intensidade da brincadeira: o amigo imaginário não pode afastar a criança da sua vida social.
  • O isolamento: a criança não pode se afastar de outros colegas e isolar-se com o amigo imaginário. Ela não pode “preferir” isolar-se com o amigo invisível ao invés de estar com outras crianças ou mesmo interagir com os seus brinquedos.
  • Não pode ser dominada: a criança não pode ser dominada pelo amigo invisível, ou seja, ao demonstrar falas e comportamentos que indiquem que a criança não está mais no comando da brincadeira, é importante buscar uma ajuda mais específica.
  • Pais e Professores: tomem cuidado com atitudes que reforcem exageradamente a presença do amigo imaginário. Não as lembre de chamar o amigo para jantar, dormir, tomar banho, aprender. Respeite a presença deste “novo membro da família” e acolha, mas não reforce a sua existência; isso é com as crianças e não com os adultos.
  • Para os responsáveis pela criança cabe sempre a observação atenta e cuidadosa sobre qualquer comportamento que não pareça adequado e, sendo assim, buscar orientação.

menina atenção

Hora de dar Tchau

As crianças acabam se despedindo dos amigos imaginários por volta dos 7 ou 8 anos, pois esse é o período em que a criança atinge e completa a sua maturação neurofisiológica.

Nesta idade, a criança tem capacidades psíquicas, cognitivas e sociais de encontrar outros caminhos para lidar com a sua realidade. Ela estará menos egocêntrica, mais suscetível às interações sociais e as leis morais, ou seja, tem um domínio mais ampliado do mundo e o interesse por diferentes atividades multiplicam-se. Começa uma nova fase que é um dos melhores momentos para a aquisição da aprendizagem formal.

Quando aparecem os amigos imaginários para crianças com deficiências?

No caso das crianças com deficiência intelectual* a idade do aparecimento dos amigos imaginários pode acontecer mais tarde, devido ao atraso que possuem no desenvolvimento biopsicossocial se comparadas às crianças sem deficiência.

Entretanto, isto não é uma regra! Dependerá das condições socioculturais em que a criança está inserida, ou seja, o meio em que ela vive, a estimulação social em que é submetida, como por exemplo se convive com crianças da mesma idade ou não e etc. O importante é que todas as considerações feitas aqui são válidas da mesma forma para as crianças com DID.

O que merece um pouco mais de atenção é o jogo simbólico, que pode e deve ser estimulado por pais e professores.

Muitas crianças com deficiências NÃO SABEM BRINCAR! Parece um pouco estranho isso, mas se observarmos mais atentamente, nem sempre que uma criança está manuseando um brinquedo, está de fato a interagir com ele. Às vezes é apenas um objeto para estimulação oral, como nos bebês. Em situações deste tipo a presença de um adulto de referência e de crianças da mesma idade tornam-se primordiais para esta aprendizagem.

Para as crianças com autismo, este processo é mais complexo, pois há uma redução importante da capacidade imaginativa nestas crianças. Esta habilidade é o que permite a criança criar, inventar, dramatizar e brincar de faz de conta.

Contudo, o principal para entendermos a questão da fantasia na criança com autismo é o fato dos grandes problemas que ela tem com a interação social e a realidade. Se a criança com autismo vive o drama e a perturbação de não “sair de si mesma”, para explorar o mundo externo, consequentemente não fará a construção da fantasia da mesma forma que as crianças fora desta condição fazem. Como a criança autista, pouco tem acesso “ao nosso mundo”, desenvolve um mundo a parte, como se ela criasse um muro contra os medos e frustrações que existem dentro dela mesma e não na sua relação com a realidade. Por isso, não é comum criarem amigos imaginários, já que a conexão com a realidade é prejudicada.

Para Professores e Pais atuarem de forma colaborativa e desafiadora, nestes casos, precisam ao máximo estimular  a criança com autismo a sentir-se mais autoconfiante e segura, para assim, poder “sair de si mesma” e interagir com o mundo de uma forma mais ativa.

*Atualmente usa-se o termo dificuldades intelectuais e desenvolvimentais {DID} para se referir as deficiências de ordem cognitiva.

E não esqueça de fazer os registros sobre os amigos imaginários e sobre as crianças.

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Faça anotações individuais de maneira simples e prática. Experimente a Eduqa.me e veja como os professores estão diminuindo seu tempo com tarefas administrativas.

Na última série do ” O mundo da fantasia na criança Parte III” preparei uma lista de desenhos e filmes para abordar o tema.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
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Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
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5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

pescaria-eduqa-me

Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

tiro-ao-alvo-eduqa-me

Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como pais e professores podem facilitar a adaptação escolar?

Mother with daughter (8-10) looking at one another

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional
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Como pais e professores podem facilitar a adaptação escolar?

O ingresso na escola é considerado um dos marcos mais significativos de separação entre as crianças e seus pais. É o espaço onde elas vão se confrontar, conhecer e vivenciar situações, valores e culturas diferentes daquelas em que foram criadas.

A adaptação ao meio escolar é um processo que deve ser tratado com muito cuidado, responsabilidade, confiança e amor. Além disso, vale lembrar que o sucesso da criança nessa fase dependerá muito mais dos adultos envolvidos (pais e professores) do que da própria criança.

É natural que a criança sinta medo do abandono – por isso, o choro é comum nos primeiros meses de experiência. Isso não significa que a escola ou a família estejam fazendo mal à criança, apenas que ela está aprendendo como lidar com novos desafios.

O processo de adaptação pode se manifestar de formas diferentes, dependendo das características individuais e do contexto de cada criança. Porém, ainda que haja crianças mais apegadas aos pais e, outras, claramente extrovertidas e com facilidade de interação, todas, sem exceção, precisam se sentir acolhidas, respeitadas e seguras – não só para que a sua aprendizagem corra bem, mas para que seu desenvolvimento psicossocial seja saudável.

Os pais precisam confiar na escola e ser incluídos no processo de adaptação (foto: Kinderlime)

Os pais precisam confiar na escola e ser incluídos no processo de adaptação (foto: Kinderlime)

Pontos de reflexão para o professor:

  • Prepare bem o ambiente para receber os alunos. Pense num espaço sem muitos estímulos, a priori, já que o objetivo é acalmar a criança e fazê-la sentir-se bem, não confusa e agitada.
  • Apresente as pessoas da escola, o espaço físico e os materiais/jogos/brinquedos.
  • Acalme-se, professor! A única coisa com que você precisa se preocupar neste momento é estabelecer um vínculo de confiança com as crianças. Não idealize um primeiro dia perfeito ou fique frustrado com imprevistos.
  • Nunca coloque um aluno numa situação de conflito; ajude-o e medie situações-problema.
  • Faça um esforço para conhecer todos os seus alunos, e os respectivos pais, pelos nomes. Isso faz diferença, mostrando que cada um é único. Assim que possível, descubra do que seus alunos gostam e interaja com as famílias.
  • Respeite os comportamentos adversos da criança, amparando-a e protejendo-a. Tente ressignificar a agressividade dela oferecendo opções para a mudança de comportamento.
  • Ofereça momentos de atenção individual a criança, mas, gradualmente e com paciência, ensine também que a escola é um espaço coletivo.
  • Entenda que essa fase também não é fácil para os pais, já que, agora, eles passam a partilhar a educação dos filhos para além do núcleo familiar. Eles precisam se sentir confiantes quanto aos métodos da escola – portanto, dedique-se a explicar sua rotina e tirar dúvidas.

As dicas acima são válidas para todo início de ano letivo, mesmo para aquelas crianças que não são novas na escola.

Conversar com a criança antes e durante o processo de adaptação é importante - mas os pais precisam ser honestos e praticar a escuta (foto: Huffington Post)

Conversar com a criança antes e durante o processo de adaptação é importante – mas os pais precisam ser honestos e praticar a escuta (foto: Huffington Post)

Pontos de reflexão para a família:

  • Passe confiança à criança, deixando-a segura de que você vai voltar para buscá-la na escola. Assegura-a de que a ama e do quanto ela é importante para a família.
  • Fale sobre a escola e das coisas que ela irá fazer lá com entusiasmo, mas não crie ilusões dizendo que tudo será da forma como ela deseja. Explique que é um local coletivo e que haverá outras crianças com quem brincar e dividir a atenção.
  • Participe do processo de adaptação do seu filho, sem pressa de que ele acabe logo. Respeite as orientações da escola e busque compreender a estratégia dos professores para que ajam em conjunto.
  • Busque não se atrasar nem na hora da entrada e nem na hora de buscar a criança. Isso fortalece a confiança dela nos pais e diminui qualquer desconforto como a ansiedade.
  • Converse sobre como foi o dia da criança, pergunte e deixe-a falar em seu ritmo. Não responda por ela ou dê opções de resposta – pois, assim, não será um diálogo (por exemplo, ao invés de perguntar “Você comeu arroz? Carne? E batata?”, deixe em aberto: “O que você comeu na escola hoje?”).
  • Explique mudanças de rotina à criança honestamente, mesmo ela sendo pequena – mas, é claro, com uma linguagem adequada para cada faixa etária. As crianças percebem quando os pais mentem e isso costuma afetar a confiança e respeito que têm por eles.

Lembre-se sempre que as crianças, apesar de pequenas, merecem ser escutadas e acolhidas em suas necessidades como qualquer sujeito. Elas são indivíduos completos, com opiniões, preferências e emoções que não devem ser descartadas como menos importantes devido à idade. Estar em um  ambiente seguro irá possibilitar o desenvolvimento pleno de suas habilidades emocionais, sociais e cognitivas.

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Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Dá para adaptar a abordagem Reggio Emilia na sua sala de aula?

Fonte: che-fare

Carreira/Práticas inovadoras/Semanários
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Dá para adaptar a abordagem Reggio Emilia na sua sala de aula?

Imagine só: oito crianças entram em uma sala de artes recheada de todo tipo de material artístico. Elas escolhem seus lugares nas mesas designadas e, felizes, ajudam uma à outra a vestir o avental. Não encostam em nada. Um aluno repara em um espelho sobre a mesa e deduz – “ah, vamos fazer autorretratos, hoje?”. Então, cada um se senta e trabalha com canetas marca texto e tinta acrílica sem sujar as roupas.

É o sonho de todo professor, certo?

Bem, na verdade, eu presenciei exatamente essa cena alguns meses atrás. Contudo, talvez você não acredite quanto contar aonde ela aconteceu. Não foi em uma classe de Ensino Médio, nem mesmo de Fundamental. A aula ocorreu em uma pré-escola.

Dizer que me senti surpresa é um eufemismo. Fiquei boquiaberta. Chocada!

Como você com certeza pode deduzir, esta não era uma pré-escola convencional ou uma aula de artes comum. Estava observando um programa chamado Preschool of Arts, localizado em Madison, Wisconsin (Estados Unidos) e inspirado na metodologia Reggio Emilia. O que aprendi pode ajudar qualquer professor a atingir um pouco mais de harmonia em sua sala de artes – por isso, gostaria de dividir algumas observações e lições práticas que podem ser usadas no ensino de bebês a adolescentes.

A escola: espaço de criatividade e empoderamento

Reserve um espaço para conversas e atividades em equipe (foto: The Art of Ed)

Reserve um espaço para conversas e atividades em equipe (foto: The Art of Ed)

Caso não esteja familiarizado com o método Reggio de educação, eu indico que você pesquise mais a respeito. Em suma, as crianças são vistas como participantes capazes em seu próprio aprendizado. Elas são encorajadas a se expressar através de diversas linguagens, incluindo a arte, ao longo do dia.

Embora apenas escolas italianas possam ser escolas Reggio, fica claro que outras instituições se inspiram em seus ensinamentos. Desde cartazes e placas criados pelos estudantes até quadros e esculturas adornando as paredes, toda essa sala de aula parece gritar: “crianças e criatividade são valorizadas aqui!”.

O estúdio de arte e o “terceiro professor”

As crianças têm muitas oportunidades para criar em suas salas de aula regulares, entretanto, o estúdio de artes baseado no Reggio Emilia é um espaço especial que elas visitam uma vez por semana. Em uma escola Reggio, a organização da sala de aula é conhecida como “o terceiro professor”. O termo significa que os materiais e objetos dispostos lá estão organizados intencionalmente. Com frequência, espelhos são incorporados ao local para refletir a luz e estantes de livros são colocadas perto das portas, criando um ambiente confortável.

Espelhos no teto e nas paredes refletem a luz pela sala (foto: The Art of Ed)

Espelhos no teto e nas paredes refletem a luz pela sala (foto: The Art of Ed)

Outras provocações são inseridas a cada dia para estimular a exploração: durante a minha experiência lá, assisti três turmas diferentes usarem o espaço, cada uma com arranjos próprios para trabalhar. Uma delas recebeu os itens abaixo:

Um objeto encoberto estimula a curiosidade e imaginação das crianças (foto: The Art of Ed)

Um objeto encoberto estimula a curiosidade e imaginação das crianças (foto: The Art of Ed)

Achei interessante o fato de um dos objetos sobre a mesa estar coberto. Certamente, as crianças ficaram curiosas para descobrir o que havia embaixo! Repare também nas tintas coloridas prontas para serem usadas.

Adapte sua sala:

  • Pendure um espelho para refletir a luz (ou, como sugeriu uma das crianças, para produzir autorretratos!);
  • Prepare pelo menos um ambiente para trabalhos em equipe;
  • Arrume materiais bonitos, atrativos;
  • Crie uma estante para livros ou desenhos;
  • Pinte uma das paredes de uma cor tranquila.

Materiais: inspiradores, permanentes e de qualidade

Conforme mencionei, um componente chave da metodologia Reggio é a noção de que as crianças são capazes.  Enquanto, para mim, ver uma criança de três anos usar tinta acrílica foi motivo de choque, para a professora, era completamente normal. A turma aprende qual a maneira correta de se manusear cada utensílio e começa a praticar com eles quando todos ainda são muito novos.

Perguntei à Kristin Sobol, uma das especialistas em arte da escola, se algum pai já havia reclamado por causa de roupas manchadas ou estragadas. Ela pensou por alguns segundos e respondeu: “Não. Isso nunca aconteceu comigo!”. Incrível, não?

Como o método foca na construção de uma comunidade, a família é uma parte essencial na educação das crianças. Portanto, os professores preparam os pais para entender essas experiências artísticas como momentos valiosos – assim, a maioria manda uma troca de roupas para os filhos nos dias de estúdio. Tudo depende da comunicação.

Kristin também me disse que, além dos marca textos e da tinta acrílica, os alunos dela geralmente aproveitam outros materiais de alta qualidade como lápis de cor da marca Prismacolor (uma marca de materiais de pintura profissionais). A ideia é que materiais de alta qualidade são mais fáceis de ser utilizados. Se você parar para pensar no assunto, é verdade! Você não preferiria usar tintas cremosas e pincéis macios do que um que arranha o papel ou produz marcas falhas?

Materiais tradicionais misturados a elementos da natureza dão origem a novas descobertas e experiências (foto: The Art of Ed)

Materiais tradicionais misturados a elementos da natureza dão origem a novas descobertas e experiências (foto: The Art of Ed)

Outro aspecto importante é incorporar a natureza ao aprendizado. Esse conceito é levado para a sala de artes, onde há uma variedade de elementos naturais com os quais o grupo pode trabalhar. Perguntei como a professora fazia para que as crianças deixassem os materiais em paz na hora da atividade. “Bem, eles são parte constante do ambiente, então, ninguém presta muita atenção”. Genial.

Este é um exemplo de como a natureza é introduzida à sala de aula. Recentemente, alunos de dois anos criaram seus primeiros autorretratos. Primeiro, eles praticaram desenhar um círculo. Então, adicionaram pedrinhas para representar os olhos. Aqueles prontos para avançar em seus projetos adicionaram ainda cabelos, narizes e bocas.

Adapte sua sala:

  • Introduza materiais permanentes às crianças;
  • Misture elementos naturais com outros, tradicionais, na sala de artes;
  • Promova suas atividades para que a família entenda (e aprove) a bagunça;
  • Invista em pelo menos um material de alta qualidade.
Exemplo de autorretrato feito por crianças de dois anos, utilizando canetinhas e pedras (foto: The Art of Ed)

Exemplo de autorretrato feito por crianças de dois anos, utilizando canetinhas e pedras (foto: The Art of Ed)

O processo: documentar e exibir

A documentação é uma parte imprescindível do método Reggio Emilia. Ao longo da aula de artes, pude observar Kristin tirando fotos e fazendo anotações. Diariamente, elas são compiladas e enviadas aos pais. Imagens e roteiros de discussão também são expostos nos corredores e espaços coletivos – em alturas diferentes para que crianças e adultos possam apreciar o trabalho dos colegas.

Para complementar, as obras são escolhidas para mostrar a evolução. De acordo com a professora, “é comum que as crianças queiram destruir ou encobrir partes da atividade que fizeram no começo do projeto”. Professores Reggio devem pensar sobre quais materiais vão prevenir essa tendência para que seja possível acompanhar o progresso de cada criança. Combinar materiais opacos e transparentes, por exemplo, pode surtir efeito. Que tal alternar tinta óleo com canetinhas coloridas e aquarela, permitindo que professores e estudantes observem o desenvolvimento da atividade?

Outro truque de Kristin é usar transparências sobre o desenho original. Dessa forma, as crianças podem pintar sobre a imagem e, quando a tinta secar, retirar a segunda camada para comparar com a primeira tentativa. Se há caixas de antigas transparências juntando poeira na sua escola, experimente colocá-las em uso nesse projeto.

Trabalhar com transparências permite analisar as várias etapas do projeto e o desenvolvimento da criança (foto: The Art of Ed)

Trabalhar com transparências permite analisar as várias etapas do projeto e o desenvolvimento da criança (foto: The Art of Ed)

Adapte sua sala:

  • Use materiais opacos e transparentes em uma mesma atividade;
  • Faça perguntas às crianças e grave suas respostas;
  • Anote os comentários dos artistas ao lado de suas produções;
  • Pendure obras de arte das crianças dentro da sala de aula;
  • Crie uma página no Facebook, Instagram ou Twitter para a comunidade escolar.

Eu agradeço muito a oportunidade de observar um dia no estúdio de artes – consegui entender como pequenas mudanças em uma escola tradicional podem trazer imensos benefícios.

Agora, tente escolher uma dica desse artigo e colocá-la em prática com sua classe e aproveite para fazer isso coma  Eduqa.me!

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Esse artigo é uma tradução do texto “A surprising in depth look at the Reggio Approach”, do The Art of Ed. Para ler o original, clique aqui.

O que o professor espera da coordenação?
Carreira/Formação/Materiais para Download/Rotina pedagógica
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O que o professor espera da coordenação?

Ao assumir o posto, o coordenador logo percebe que é complicado lidar com as pessoas, respeitar as diferentes opiniões e sugerir mudanças sem ser mandão.
A Eduqa.me perguntou e os professores responderam: o que eles gostariam que seus coordenadores fizessem?

Confira dicas para melhorar 4 habilidades essenciais:

  • Comunicação: assuntos pessoais e amizades na escola,
  • Presença: o quanto o coordenador deve estar em sala de aula,
  • Reconhecimento: porque elogios fazem a diferença,
  • Inovação: você tem medo de aceitar novas ideias?
Assista ao vídeo e descubra como melhorar a comunicação entre educadores e melhorar o trabalho da escola!

O que o professor espera da coordenação?

Postado por Eduqa.me on Sábado, 18 de julho de 2015

Deixe sua opinião: como é na sua escola? Você concorda com o vídeo?
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4 sinais de que seu aluno pode ter dislexia

Por ser um distúrbio de linguagem, a dislexia começa a aparecer durante a alfabetização - mas há sinais observados desde o início da Ed. Infantil (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
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4 sinais de que seu aluno pode ter dislexia

A criança olha para o quadro, mas não consegue compreender o que o professor escreveu ali. Esse pode ser um sintoma de dislexia?

A dislexia é um distúrbio que causa dificuldade na linguagem – e é comumente identificado nos últimos anos da Educação Infantil e início do Fundamental I, quando a turma começa a ser alfabetizada. Enquanto o resto da classe acompanha o letramento, a criança disléxica luta para organizar letras e palavras, realizar leituras ou escrever dentro das linhas. A longo prazo, essa defasagem acaba prejudicando o processo de aprendizado em todas as áreas de conhecimento.

Por ser um distúrbio de linguagem, a dislexia começa a aparecer durante a alfabetização - mas há sinais observados desde o início da Ed. Infantil (foto: Google)

Por ser um distúrbio de linguagem, a dislexia começa a aparecer durante a alfabetização – mas há sinais que podem ser observados desde o início da Ed. Infantil (foto: Google)

Para diagnosticar o problema a tempo, professores de Educação Infantil precisam estar atentos ao desenvolvimento de seus alunos, mantendo contato frequente com as famílias para se inteirar do comportamento em casa e possíveis dificuldades que estejam se manifestando fora da sala de aula. Esses são os sinais que devem ser observados:

Atraso no desenvolvimento motor

Mesmo antes de a alfabetização começar, fique atento aos sintomas. É usual que crianças disléxicas apresentem atraso no desenvolvimento da coordenação motora, demorando para engatinhar, sentar e andar, nos primeiros anos de vida. Mais adiante, elas podem demonstrar dificuldade em brincadeiras comuns da infância: não conseguem chutar ou apanhar uma bola, não se equilibram em um pé só ou não andam de triciclo e bicicleta.

Quando a classe é introduzida a lápis, canetas e giz, ferramentas que exigem certa motricidade fina (destreza com as pontas dos dedos), o problema se torna mais claro. Alunos com dislexia podem não conseguir traçar desenhos fluidos ou reproduzir imagens e letras. Na pré-escola e primeiros anos de Ensino Fundamental, a caligrafia é bastante defeituosa, com escrita irregular.

Confusão entre letras e sílabas

Você enxerga facilmente a diferença entre “h” e “n”? E entre “d” e “b”? Provavelmente, sua resposta foi afirmativa. Se tivesse dislexia, porém, poderia ser bem diferente. Essas crianças apresentam confusão ao se deparar com letras com grafias semelhantes, ou, ainda, que possuam sons parecidos (“d” e “t” ou “c” e “q”, por exemplo).

O mesmo ocorre com sílabas: repare se algum dos alunos inverte sílabas de palavras simples, omite ou adiciona sílabas extras à palavra.

Exercícios de soletração são outra maneira de observar dificuldades de linguagem entre as crianças. Com dislexia, a atividade se torna especialmente desafiadora (e, por vezes, inatingível), e ela tende a embaralhar as letras.

Na primeira infância, o desenvolvimento motor atrasado pode ser sintoma de dislexia: repare em falta de equilíbrio, demora para andar ou engatinhar e dificuldade ao andar de bicicleta (foto: Google)

Na primeira infância, o desenvolvimento motor atrasado pode ser sintoma de dislexia: repare em falta de equilíbrio, demora para andar ou engatinhar e dificuldade ao andar de bicicleta (foto: Google)

Dificuldade de raciocínio e memorização

Nem todo sintoma de dislexia se apresenta por escrito. Indivíduos disléxicos podem não conseguir acompanhar raciocínios longos, como histórias e explicações muito extensas. Que tal usar a roda da história para conferir como está a compreensão da classe? A atividade já é comum na rotina da Educação Infantil – basta que o professor peça, ao fim da leitura do livro, que as crianças contem de que se lembram sobre a narrativa ou digam aos colegas o que aprenderam.

Procure perceber também se algum dos alunos está com problemas para memorizar dias da semana, meses do ano, ver as horas no relógio analógico ou identificar direita e esquerda. Quem sofre com dislexia encontra problemas ao realizar operações matemáticas simples, e frequentemente utiliza os dedos para calcular.

Relutância em ir para a escola

Como consequência dessas deficiências, é natural que a criança disléxica tenha sentimentos conflitantes quanto à escola e desenvolva baixa autoestima. Ela passa a se sentir mal em sala de aula, e pode inventar desculpas para não participar de atividades em grupo ou até mesmo para não comparecer.

Muitas vezes, o comportamento é confundido com distração, preguiça ou desinteresse – como não consegue decifrar os exercícios, o aluno desiste e se isola. Como professor, certifique-se de que, quando isso ocorre, ele de fato entendeu o que se espera dele na atividade, e dê tempo o suficiente para que a complete. Aceite respostas orais ao invés de por escrito, caso ele ainda não seja capaz de redigir, para incentivar a participação. Além disso, não destaque as dificuldades da criança para o resto da turma, sempre dando enfoque aos sucessos e esforços.

Mostre aos pais como ajudar o desenvolvimento da escrita e da leitura em casa, com paciência e engajamento (foto: Google)

Mostre aos pais como ajudar o desenvolvimento da escrita e da leitura em casa, com paciência e engajamento (foto: Google)

O que fazer ?

Um dos sinais acima, isolado, não classifica automaticamente uma criança como disléxica – eles devem apenas servir de base para o encaminhamento a um profissional. Psicólogos ou psicopedagogos devem trabalhar em parceria com a escola e a família para fazer o diagnóstico.

É fundamental que essa descoberta seja feita o mais cedo possível, para que o aluno seja tratado de acordo com suas capacidades, sem sofrer danos à sua confiança e socialização. Evite o preconceito em sala de aula explicando abertamente o que é dislexia – que tal citar pessoas famosas e bem sucedidas que possuíam o distúrbio? – e criando um ambiente em que as diferenças sejam incluídas. Não incentive a pena ou vitimize a criança. Pelo contrário, trabalhe para que ela seja inserida de igual para igual pelos colegas.

Quando o preconceito parte dos pais, que com frequência discordam do tratamento especial oferecido ao filho, convide-os à escola e reforce que as portas estão sempre abertas. Explique que o “tratamento especial” nada mais é do que um caminho para atender às necessidades da criança, e não para injustiçá-la ou diminuí-la. Use exemplos de outros alunos, não disléxicos, mas com suas próprias dificuldades, para ilustrar como cada um deve ser atendido de acordo com suas particularidades para atingir todo seu potencial.

Sugira também atividades de leitura e escrita a serem realizadas em casa – frisando que paciência é essencial. Destaque a diferença entre ler para os filhos e de fato envolvê-los no processo de leitura: indo a livrarias e bibliotecas, escolhendo livros e revistas em conjunto, dando espaço para tentativas e erros da criança, conversando sobre o tema após a história. Se houver abertura por parte da família, ofereça material de leitura para que eles entendam a dislexia e como a doença pode ser superada.

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