7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Fonte: Criança em questão

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
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7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Toda atividade humana organizada possui algum grau de direção e seletividade. O caráter direcional e a seletividade dos processos mentais, base sobre a qual se organizam, é denominada atenção. A atenção é o mecanismo pelo qual nos preparamos para processar estímulos, enfocar o que vamos processar, determinar quanto será processado e decidir se demandam uma ação. Os mecanismos da atenção têm sido apontados como relevantes na execução de diversas tarefas (perceptivas, motoras, cognitivas), sendo determinantes na seletividade do processamento da informação.

Objetivos:

  • Apresentar estratégias para facilitar a capacidade de atenção da criança.
  • As ilustrações abaixo são dicas de como evitar situações que podem impactar na capacidade de atenção da criança.

#Dica 1 Mude de ambiente

Não exigir um tempo prolongado de permanência na mesma posição. Alternar as atividades com posição sentada, no chão e em pé ou fazer mudança de  ambiente (pátio, parque, sala, etc.)

Fonte: apostila PPI

# Dica 2: Cadeiras posicionadas corretamente

Cadeiras voltadas em direção à fonte de informação e atividades em círculos.

# Dica 3: Evite sala com muitos estímulos

#Dica 4: Tenha um objetivo claro

Atividades como filmes e história devem ser escolhidas com um objetivo claro para despertar o interesse das crianças.

# Dica 5: Abuse da Ludicidade

Atividades lúdicas (jogos, desenhos, brincadeiras, etc) desenvolvem a capacidade de atenção, além de outras funções.

#Dica 6: Instruções curtas

Evitar instruções muito longas e utilizar atividades mais breves, de no máximo 30 minutos, são mais adequadas para crianças de Educação Infantil.

#Dica 7: Planeje

O planejamento das atividades deve considerar o tempo que a criança poderá manter a sua atenção nela.

 

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Fonte: UOL

Rotina pedagógica/Semanários/Práticas inovadoras
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Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Professores perdem equivalente dois meses de aula com tarefas administrativas!

Ficou chocada com os números?

Eu também fiquei quando li essa matéria em 2011. Esse número alarmante foi o resultado de uma pesquisa feita pelo banco mundial.  O levantamento feito em 3 estados brasileiros (Rio, Minas e Pernambuco) e mostrou o tempo que os professores gastam com atividades não pedagógicas.

Uau! 2 meses de aula é bastante coisa, né?

O que são atividades não pedagógicas?

Apagar o quadro, organizar a sala, entregar folhas, deslocar de um lado para o outro, fazer semanário, corrigir atividade, entregar material, procurar atividade, criar excel, fazer a chamada e por aí vai…

Você já parou para se perguntar quanto você gasta fazendo isso?

Como nós, professores, não temos o hábito de mensurar as horas, as atividades e os registros… boa parte do trabalho e do tempo vai se escorrendo e a gente nem percebe.

Quer ver? Se eu te perguntar:

  • Quantas atividades você fez ano passado na sua sala de aula?
  • Quantas horas de brincadeira você teve no pátio?
  • Quantos livros você leu na roda de leitura?
  • Qual foi a área de aprendizagem que você mais estimulou nos primeiros 3 meses de 2017?

Não se sinta mal se você não consegui responder todas essas perguntas, aposto que boa parte dos seus colegas também não.

Semanário na era Digital

O semanário é a bússola norteadora do professor. Esse documento deve ser feito por semana e preenchido cada dia da semana, por isso o nome semanário, e é parte das responsabilidades profissionais do professor.

Imagina você chegar em sala de aula e não ter a mínima ideia de quais são os objetivos de aprendizagem naquele dia. Meio maluco, né?

Agora imagina você perder menos de  2 meses com essas tarefas administrativas e ainda poder guardar e catalogar suas atividades para compartilhar com outros professores para que eles percam menos tempo com essas tarefinhas chatas e consigam focar no que eles realmente gostam de fazer: lecionar!

Elaborei duas dicas simples para te ajudar a gastar menos tempo com tarefas administrativas e potencializar sua sala de aula com uma pedagogia mais coerente e com dados para provar isso.

Vamos lá?

#Dica 1 : Escrever para o outro

A primeira coisa que você tem que ter em mente quando for planejar a sua aula e sua semana é que a informação precisa estar transparente o suficiente para que qualquer pessoa que não te conheça entenda as suas propostas pedagógicas.

Por isso é importantíssimo que você faça o exercício de escrever para o outro de maneira simples, objetiva e compreensiva.

Até aqui tudo isso que estou falando se adapta a um planejamento comum, sem muitas novidades, certo? Sua professora fazia assim e provavelmente a professora da sua professora também.

Agora o exercício que eu proponho a você é simples e muito prático.

#Dica 2: Tecnologia é parça!

Muitos professores  elaboram suas aulas de maneira bem digital e acredito que você que está lendo isso agora também deve fazer isso. Porém é preciso usar uma ferramenta para compartilhar o conteúdo, um site para busca a atividade, um programa para editar o semanário bem bonitinho e por aí vai…

Agora imagina se tivesse tudo que você precisa para elaborar sua aula em um único lugar? Consegue imaginar quanto tempo você economizaria com isso?

É exatamente isso que a Eduqa.me propõe aos professores.

Criar um semanário de forma simples, direta, com pesquisa de atividades já prontas no baú de atividades e com espaço customizado para seu modelo pedagógico e para seus alunos.

Na Eduqa.me você pode fazer um plano de aula em minutos e, quando for para a sala de aula, poderá tomar decisões pedagógicas a respeito do que ensinou de forma simples e direta. Fazendo isso, naturalmente, os portfólios e relatórios são gerados e tanto para o professor quanto para a coordenação é possível verificar tempo gasto, com o que e o impacto nas crianças.

Que tal economizar 2 meses perdidos com tarefas que realmente importam?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Não há mais como fugir: professores unidos e conectados

Fonte: Incrível club

Semanários
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Não há mais como fugir: professores unidos e conectados

Os tempos mudaram. Os alunos mudaram! A sala de aula mudou! Mas, e a educação?

Ninguém discorda que temos alunos conectados e o que podemos pensar é: por que isso impacta tanto a nossa sala de aula?

Ora, com o mundo globalizado e os alunos tendo acesso a todo e qualquer conteúdo é muito natural  que haja uma relação diferente com os conteúdos, com o tempo e com os outros.

Pensar isso, de uma certa forma tira um fardo enorme de nossas costas, não é verdade?

Mas ao mesmo tempo não nos deixa tranquilos e paralizados, pois sabemos que temos muito para aprender, sabemos portanto, que estamos sempre conectados e aprendendo.

Educação: aquilo que nos une

Procuramos aprender com os outros nas redes sociais, nos grupos de whatsapp, nos grupos fechados do facebook, nas apostilas antigas, nas bibliotecas, na sala dos professores, na Eduqa.me, nas prosas com os colegas de trabalho, como com os próprios alunos, com pais, com a direção, no google, no pinterest, no portal do professor… e por aí vai! Essa lista é infinita…

Vivemos consumindo conteúdo e buscando aperfeiçoamento na nossa ação reflexiva sobre ensinar. E que ótimo, pois ela está sempre ali acontecendo. É no gerúndio e continua. Nunca para!

E agora, mais do que nunca, conseguimos compreender o nosso papel enquanto professor.

A propósito, vocês sabem o que a palavra professor significa?

Professor” tem origem no Latim, vem de PROFESSUS que significa “pessoa que declara em público” ou “aquele que afirmou publicamente”. Esta palavra, por sua vez, é derivada do verbo PROFITARE. Este significa “afirmar/declarar publicamente” e é comporto de PRO, “à frente” e FATERI, “reconhecer”.

http://origemdapalavra.com.br/

E como manda a definição, precisamos estar sempre à frente desse mundo beta. Nos, professores, estamos entendendo que esse processo é cada vez mais orgânico. E cada vez mais empresas, startups e pessoas tentam oferecer soluções para auxiliar o professor nessa árdua tarefa de ficar ligadaço no mundo moderno.

Nós, da Eduqa.me, nascemos de uma necessidade de dentro da sala de aula e continuamos levantando para fora da sala de aula a bandeira  da inovação e de um ensino cada vez mais lógico e menos burocrático e, claro, divulgando e disseminando as ideias que valem a pena divulgar.

Dessa forma, especificamente nós, que fazemos a Eduqa.me, sabemos bem que para promover a aprendizagem significativa dos alunos, é fundamental desenvolver-se continuamente.

Fonte: canal tech

Usar e experimentar ferramentas, encarar novos desafios, se inscrever em cursos e navegar em cursos e conteúdos nunca antes vistos nos faz assumir o grande desafio de sermos melhores a cada dia, a cada aula.

E isso é olhar para a nossa própria historia, nossa própria trajetória profissional e encarar que falhamos e que acertamos e que, durante esse processo, aprendemos! E mais importante de tudo isso: nos ensinamos!

Por isso fica o meu convite para que você experimente a nossa ferramenta.

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Clica AQUI, faça o trial e me envie suas percepções.

Tenho certeza que eu, a Eduqa.me e você vamos trocar percepções valiosas. Afinal de contas estamos todos conectados na grande tarefa de Educar.

Gostou?

Então não deixa de acompanhar nossa página no facebook e compartilhar as matérias que você mais gostou.

Tenho certeza que temos muito a trocar.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

O que é e para que serve o semanário?

Fonte: Professional Learning

Registros/Rotina pedagógica
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O que é e para que serve o semanário?

A gente fala tanto desse nome. É semanário pra lá! É semanário para acolá! É semanário após semana…

E a pergunta fica ali; bem guardadinha na gaveta.

O que é e para que serve um semanário?

Muitas vezes dialogamos com o outro partindo pelo pressuposto que ele, o professor, já saiba todos os conceitos. Mas sabemos como isso pode causar uma super falha na comunicação, não é mesmo?

Me lembro que antigamente era feio o professor falar que não sabia algo e em alguns casos esse não saber até colocava em risco a carreira do professor. E o professor sofria quando era pego de surpresa por uma pergunta ou um tema que ele não dominava. 

Quanto bobeira, não é? Também acho. Ainda bem que hoje a gente não pensa assim! Já foi esse  tempo de professor detentor de conteúdo. Professor não é esse sabichão todo não e faço grifo para o Escritor mara Guimarães Rosa:

Fonte: Google

Obrigada pelo apoio, Guima! É, sou tão fã dele que o chamo assim pra demonstrar nossa intimidade para vocês, meu leitores. rs

Mas voltemos ao assunto do semanário. O que essa palavrinha SEMANÁRIO significa?

A própria palavra já dá uma super pista. Costumo brincar que semanário é como se fosse um diário da sua semana.

Se você achou a minha explicação muito simplória e gostaria de ter uma mais rebuscada não tem problema. Acabei fazendo um recorte do dicionário etimológico. A propósito, você sabe o que é dicionário etimológico?

Dicionário etimológico é um dicionário que vai mapear as origem das palavras usadas na língua portuguesa.Isso mesmo! Esse dicionário vai falar um pouquinho da história da nossa língua e ele é bastante usado por linguistas para pesquisas e explicações sobre a origem das palavras e para maior entendimento sobre as mudanças da nossa língua no decorrer dos anos.

Mas preste bastante atenção!

Etimologias não são definições, são explicações sobre como nossas palavras surgiram e o que significavam.

Fonte: www.dicio.com.br

Para que serve o semanário?

O semanário serve para se organizar, para refletir e para registrar as atividades feitas naquela semana. O professor se apoia nesse documento para análise das atividades cotidianas do processo ensino-aprendizagem e da própria implicação pessoal da tarefa de educar.

O registro semanal é um valioso instrumento para sistematizar a prática em sala de aula.  Ao observar e registrar, o professor aprende a interpretar a realidade, interagir com ela e permitir o mesmo do seu aluno.

No final das contas o grande objetivo do semanário é traçar formas de intervenção, eficientes e transformadoras e, consequentemente, provocar no professor constantes reflexão sobre a sua prática educativa.

Ações pedagógicas importantes

  1. A primeira delas é o planejamento. Escolher o tema e as atividades que serão usadas na semana.
  2. A segunda é a construção do semanário. Preencher cada atividade planejada dentro do horário e garantir que os materiais necessários para aquela atividade estejam prontos para o uso e para a faixa etária.
  3. A terceira é a validação dos responsáveis pela organização, direção e avaliação das atividades envolvidas na aprendizagem.

Permitir a reflexão constante, a construção das habilidades e competências e a interação destas com o cotidiano dos alunos.

O planejamento e o semanário devem levar em consideração objetivos, conteúdos e estratégias, além das necessidades individuais/coletivas e características de faixa etária.

Gostou dessa explicação?

Então fique ligado que teremos muito mais na Academia do semanário.

Enquanto isso, que tal experimentar  fazer seu semanário na Plataforma Eduqa.me?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Eduqa.me + Colégio OPET

Fonte: Eduqa.me

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Eduqa.me + Colégio OPET

Buscando um método que valorize mais o aprendizado no ritmo de cada estudante, o professor Azeitona foi visitar a Feira de Educação Bett Brasil 2017.

Foi conhecendo banca por banca que observou que ainda não tinha encontrado o que procurava. Cansado de tanto andar, decidiu sentar na praça de alimentação para descansar um pouco e foi aí, nesse intervalo, exatamente nesse momento que o Felipe estava na arena apresentando a Eduqa.me.

“Andei a feira inteira e só vi material educacional e sistemas de ensino. Vim pra entender mais sobre a aprendizagem e como posso auxiliar meus professores a entender o que é preciso fazer para garantir que cada vez mais estamos dando o conteúdo certo para a criança certa. “

A Coordenadora Santina, que também conheceu a Eduqa.me  na feira, ficou encantada com o fato de receber e enviar semanários em um único local!

“É sério que dá pra fazer isso? Nosso, só de pensar que não preciso mais fazer aquelas mil trocas de e-mail, anexos, recados, documentos no word e excel já sinto que as minhas reuniões serão muito mais pedagógicas”.

Foi com essa lembrança e com esse discurso que o professor Azeitona apresentou a Eduqa.me para os professores do Colégio OPET em Curitiba.

Ouvir o professor Azeitona falar assim e observar que em cada frase nascia a curiosidade nos rostos dos professores foi suficiente para perceber que tinha valido a a pena ter feito aquela viagem. Lentamente fui me lembrando do dia da Feira, da empolgação daquele encontro e sobre como as decisões foram tomadas com o Coordenação pedagógica e como tudo tem se desenrolado desde então.

A negociação

O professor Azeitona, responsável pela gestão da aprendizagem de todo o colégio, e a diretora Edna concluíram que a plataforma seria uma ótima aquisição, mas antes de fecharmos negócio era preciso conversar com a coordenação Pedagógica.

Na semana seguinte, apresentamos a plataforma via Skype à coordenadora Edna que, rapidamente, entendeu a proposta e achou bem pertinente.

“Adorei, quero a Eduqa.me agora na minha escola, mas faço uma gestão participativa, não posso levar nada para escola sem aprovar com a coordenação. Vamos agendar uma reunião com todos.”

Mais uma vez percebemos como a Escola tem mudado e como a opinião de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem é importante.

Para qualquer startup isso poderia ser um empecilho, mas como fazemos algo de professor para professor já sabíamos a resposta. SIM!

O Treinamento

Preparamos uma treinamento especial para o dia da implantação e foi com a cabeça cheia de ideias que saímos de São Paulo com destino a Curitiba.

Verificamos a agenda, o espaço do treinamento, os professores que estariam presentes, os cadastros e a apresentação.

Nosso pensamento estava em aproveitar cada segundo com os professores e aprender sobre como podemos cada vez mais entregar uma Eduqa.me que faz sentido. Por isso, pedimos para que o treinamento fosse feito em um laboratório com internet wi-fi, pois queríamos muito que essa fosse uma verdadeira simulação do que o professor vai incorporar na sua rotina.

A agenda

A agenda foi amplamente discutida e co-criada. Queríamos um momento leve, gostoso e informativo.

Para nós, mais importante que aprender a usar a plataforma era perceber qual valor estamos entregando. Foi nesse sentido que criamos algo assim:

  • 13h00: Papo quebra gelo,
  • 14h00: Dinâmica pedagógica
  • 15h00: Intervalo
  • 16h00: Atividade mão na massa na plataforma Eduqa.me
  • 18h00: Papo reflexivo

Navegando nesses horários e na internet que desenrolamos aquela sexta cheia de aprendizado e ideias de melhoria para o nossa plataforma. Durante a atividade mão na massa cada professor tinha levado seu planejamento no papel e a atividade era bem simples:

Usar o planejamento offline e transformá-lo em online.  Foi inserindo atividade na Eduqa.me que pudemos proporcionar uma experiência na prática.

Os professores foram entendendo e achando utilizar uma plataforma digital que é fácil pesquisar e editar uma atividade. Que inserir as fotos, os vídeos e o textos era uma tarefa simples e economizava o tempo de produção dos portfólios.

Percebemos como estamos no caminho certo e com apresentar o conteúdo a todos os professores faz a diferença. Assim, em se falando em documentação pedagógica, não temos receio algum de dizer que somos especialistas. Estamos aqui para ajudar todos os professores a tirar dúvidas e realizar atividades para compreensão dos alunos.

Dessa forma, a criança pode aprender em seu próprio ritmo, com atenção mais individualizada do professor.

Gostou? Quer fazer um treinamento Eduqa.me na sua Escola também?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: Fernanda Sanches

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TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Falar do professor de educação infantil é quase falar de um ator do teatro gestual.

Já reparou como um professor se utiliza do corpo e do movimento para contar uma história?

Na hora de fazer uma roda de leitura ele precisa projetar sua voz, criar uma linguagem corporal e interpretar vozes e personagens de um livro como se estivesse diante de uma plateia inteira no teatro. Só que o grau de dificuldade é maior, pois esses expectadores ainda não sabem fazer o silêncio e nem prestar bastante atenção.

O professor cria a dramaturgia através do corpo das personagens, através do planejamento e dos registros. Ele é o diretor, o cenográfo e também o ator que está sempre buscando ilustrar intenções e situações.

A arte de improvisar

Ah, e o improviso! Claro que esse é peça fundamental.

A partir de improvisações teatrais e gestuais, os professores vão, progressivamente, escrevendo a história das crianças e educando. E essa educação nos permite, enquanto crianças, escolher imagens e movimentos que estabelecem relações como o espaço, com o outro e com os objetos, e nos ajudam a manipular corpos e cores e é assim que surge o aprendizado.

Mas peraí, na faculdade de pedagogia a gente não estuda nenhuma dessas técnicas teatrais, não é? E é por isso que as vezes sentimos dificuldade na hora de fazer a roda de leitura e contar aquela história. A garganta dói, as crianças não param quietas e você fica se perguntando porque quando tem aniversário e a contadora de história aparece e encanta aquelas crianças todas?

Parece magia, não é? Foi por isso que fomos conversar com quem mais entende do assunto: uma atriz e professora!

A Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação e fez para a Eduqa.me uma intervenção na Bett 2017.

A Fernanda fazendo uma intervenção na Feira Bett Brasil Educar 2017. Ela estava interpretando uma cigana que lia o futuro pedagógico dos gestores e professores que transitavam pela feira.

Fernanda, conta pra gente! Como o professor pode utilizar essas técnicas para aprimorar seu trabalho em sala de aula?

4 técnicas que são fundamentais para o professor usar como ferramenta em sala de aula

O instrumento de trabalho do ator é composto por seu corpo, sua voz e suas emoções, e para manter esse complexo instrumento sempre expressivo é fundamental que ele pratique exercícios que aprimorem sua expressidade, sua potência vocal, sua consciência corporal e sua mente saudável.

O trabalho do professor não é diferente do ator pois ele também usa seu corpo e voz para ensinar e sua expressividade para se comunicar da melhor maneira possível com seus alunos; especialmente os professores de educação infantil, visto que a criança aprende muito mais quando o professor usa de saberes sensorial, afetivo e emocional nas suas aulas.

Esse aprimoramento da expressividade, inspirado em técnicas teatrais, jogos colaborativos, e vivências com a dança, eu ensino de forma totalmente prática em meus workshops de comunicação.

Leia mais sobre Dançoterapia na Educação Infantil

Exercícios que funcionam com mais os diversificados públicos e são fundamentais para instrumentalizar o comunicador, o professor e toda pessoa que queira se comunicar de forma mais profunda e eficiente com seu público.

Dito isso, aqui vou explorar os quatro exercícios que costumo passar de “lição de casa” para meus alunos e tenho certeza que vai ajudar bastante os professores na hora de se comunicar com os seus alunos!

#1 Perca o automatismo

Uma das coisas mais importantes para uma boa comunicação é saber estar presente. Estar completamente presente no momento em que estamos diante de uma platéia faz toda diferença para atrair a atenção do público e colocar claramente nossas idéias.

O excesso de automatismo em nosso dia a dia, faz com que não prestemos atenção em nossas ações cotidianas e isso vai minando a capacidade de desenvolver o nosso estado de Presença. Uma das histórias mais famosas entre os atores é a de um grande cineasta, que quando queria escolher um ator para o seu filme pedia apenas um único teste: Que o ator bebesse um copo de água. O ator que conseguisse executar essa simples ação com a concentração e atenção total ao ponto de fazê-lo acreditar que ele estava realmente com sede era o escolhido pelo diretor.

Legal, né? Para desenvolver a habilidade de estar presente e perder o automatismo, eu sugiro que você faça o seguinte exercício:

Durante um dia inteiro, escolha três ações habituais do seu dia a dia e as faça de modo totalmente consciente e lenta, prestando atenção a cada gesto que você usa para tal ato, sem deixar a mente divagar para nenhum outro assunto. Para ajudar você pode narrá-los mentalmente. Quais ações? Beber água, escovar os dentes, abrir e fechar a porta, vestir-se.

O exercício parece simples mas sua mente tentará diversas vezes pensar em outro assunto mais “importante”: a conta para pagar, a reunião que virá, etc. Volte a sua atenção quantas vezes for necessário para cumprir essa tarefa.

Com o hábito de desautomatizar suas ações cotidianas, você terá maior domínio de sua presença ao se comunicar com o seus alunos.

#2 Escute o seu corpo

Uma das preocupações que costuma surgir quando estamos diante do público se resume nessa pergunta: “Onde coloco a minha mão?” Essa pergunta que se repete internamente dentro de nós demonstra o estado de ansiedade que ficamos quando estamos inseguros diante de uma platéia.

A insegurança faz a gente se sentir desajustado ao nosso próprio corpo e com isso começamos a usar inconscientemente nossos vícios e muletas corporais, como mexer as pernas, andar pra lá e pra cá, gesticular sem motivo, criar tensão no pescoço, etc… A falta de consciência corporal causa cansaço excessivo, porque acabamos sobrecarregando partes do nosso corpo que poderiam estar relaxadas, mesmo estando ativas.

Esse exercício de consciência corporal pode ser feito em qualquer ocasião em que você está esperando; na fila de banco, dentro do ônibus, dirigindo no trânsito…

Visualize cada parte de seu corpo, de forma tridimensional, do osso até a pele, começando pelos pés e indo até à cabeça. Simplesmente visualize-se internamente. Quando a gente coloca nossa atenção em cada parte de nosso corpo, essa atenção faz uma espécie de massagem imaginária e tira a tensão que possa estar em algumas partes do corpo ao passo que traz à atividade outras que ficam completamente esquecidas. Nesse “raio-x” imaginário você pode descobrir, por exemplo, que sempre se apóia na mesma perna quando está em pé, prejudicando um lado do quadril, que costuma deixar um ombro mais alto que outro por causa da bolsa, que sua má postura pode estar machucando sua lombar, etc…

Além de relaxar e gerar concentração, esse exercício faz com que você comece a detectar os sinais de desconforto que seu corpo te mostra todo dia, mas que na correria você acaba não os escutando.

#3 Conheça sua voz

A Expressão vocal é uma das maiores características do ser humano e provavelmente a mais usada, imagina para você que é professor?!

Nós falamos o tempo todo, em diversas ocasiões e com propósitos diferentes, mas poucos de nós conhecem realmente a própria voz. E muitos dos que a conhecem não gostam ou tem vergonha de se escutar.

Porque temos dificuldade de encarar uma das coisas que mais demonstra nossa identidade, que é a nossa voz? E como podemos melhorá-la, caso ela não nos agrade? O primeiro passo para toda a mudança é o reconhecimento.

Para conhecer sua voz, esse simples exercício pode ajudar:

Escolha um dia em que você esteja sozinho e com tempo, pegue o gravador do seu celular e grave sua voz por meia hora. De diversas formas diferentes: Fale com sua voz usual, fale em tons mais graves, em tons mais agudos, de forma corriqueira, formal, lendo um artigo em voz alta, brincando com vozes de personagens, de criança, etc… Após gravar por um bom tempo, respire fundo e comece a escutá-la. Você terá muitas reações no começo: vontade de parar, vontade de rir, vergonha, estranhamento, surpresa. Continue.

Ao final da gravação você estará mais acostumado a ela, e poderá avaliar que tipo de sensação você sentiu ao escutar sua voz e qual das “versões” de si mesmo você gostou, qual te incomodou e porquê. É um ótimo trabalho de reflexão que pode ser aprofundado na prática em aulas de teatro e comunicação.

#4 Zere a mente através da respiração consciente

A melhor coisa que existe em nosso corpo é a capacidade de respirar. A respiração consciente coloca tudo no lugar, de emoções a pensamentos.

A boa respiração oxigena o cérebro e ele funciona infinitamente melhor. Muitas pessoas confundem uma respiração consciente com uma respiração exagerada, intensa, peitoral, o que causa um efeito completamente inverso, gerando ainda mais ansiedade. A respiração consciente é lenta, sutil, diafragmática e todos nós nascemos aprendendo a fazê-la, basta olhar como os bebês respiram que você verá como fazer. Uma das vantagens da respiração consciente é usá-la para entrar em um estado de “zerar a mente”, que é uma técnica fantástica para quem lida com diversos públicos e se utiliza bastante de memorização durante um único dia, como acontece com o professor.

O ator, exatamente antes de entrar em cena, precisa criar esse estado de zerar a mente mesmo que ele tenha um monólogo inteiro para falar, pois se ele ficar querendo relembrar todo seu texto antes de entrar em cena, sua mente ficará confusa e ele fracassará. Esse estado de Estaca Zero trazido pela respiração lhe traz uma extrema confiança no seu potencial e gera uma maior escuta e troca entre ator e platéia, professor e alunos .

Para aprender a zerar a mente através da respiração, proponho esse exercício:

Imediatamente antes de entrar para dar aula, pare tudo que está fazendo por apenas dois minutos. Mantenha-se confortavelmente sentado em uma cadeira ou em pé, com a postura ereta e respire profundamente. Inspire pelo nariz lentamente. Segure por um segundo a respiração e expire lentamente pela boca.

Sinta bem os seus pés no chão, como uma âncora e o topo da cabeça voltado para o alto, como uma flecha. Esqueça as suas certezas, teorias, argumentos e anseios. Faça sua mente ficar absolutamente zerada durante esses minutos e concentre-se apenas em sua respiração. Faça esse exercício três vezes seguidas. Depois simplesmente continue seu trabalho e observe se houve alguma mudança no seu modo de agir e reagir durante a aula.

A experiência de voltar à estaca zero traz jovialidade ao ato de ensinar e maior prazer em executar trabalhos de rotina, tornando cada dia de trabalho um novo dia, como se fosse a primeira vez, assim como os atores fazem quando estão com uma peça em cartaz!

Essas foram algumas dicas que eu pratico cotidianamente em minha vida profissional. Elas exemplificam bem como as técnicas teatrais podem te ajudar a se expressar melhor. Adoraria receber o feedback de quem se interessou e agora que você já sabe essas técnicas de teatro, que tal fazer seu planejamento de roda de leitura na Eduqa.me? Tenho certeza que você vai adorar se inspirar nas técnicas de voz e de corpo e que muitas ideias boas surgirão daí.

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Até a próxima!

Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação. Para conhecer seus trabalhos e workshops visite: fernandasanches.com

6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros/Rotina pedagógica
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. No painel do coordenador é possível olhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

O que NÃO escrever no relatório de avaliação
Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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O que NÃO escrever no relatório de avaliação

Agora que você está na reta final do ano e precisa fazer um monte de relatórios individuais, preparamos aqui algumas dicas e truques para ajudá-lo a garantir que o seu relatório será o mais efetivo possível.

relatório é um documento muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.

Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é muito comum, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

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Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

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A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

o professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

E registre! Sempre e com frequência. Assim fica cada vez mais fácil organizar tudo e não perder nenhum detalhe.

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

Na Eduqa.me você consegue ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.  Aprovar ou não um semanário… e também dar devolutivas para seus professores possibilitando a qualificação de um processo decisório, reduzindo-se as incertezas e os riscos.

Uma vez tendo-se definição e compreensão real dos fatos, haverá maior probabilidade de sucesso nas matrículas da sua Instituição e também nas reuniões com os pais.

Afinal,  dados são reais e ele podem ser comparados medidos, analisados, discutidos; enfim, é algo possível para pautar ou definir o que fazer na sua Escola.

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Concatenamos todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Na Eduqa.me é possível responder isso em poucos minutos e suas decisões podem ser pautadas mediante a realidade da sua Escola e não em suposições. Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

 

Leia mais em Gestão baseada em dados.

Referência

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!
Carreira/Formação/Semanários
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Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!

Olá Professor!

Bem-vindo a mais uma reflexão que envolve a arte de ensinar.

turma antiga

Hoje, convido-o a fazer uma viagem no tempo e resgatar as lembranças do aluno que já foi um dia.

Estamos sempre preocupados em como ensinar, em estudar o desenvolvimento humano e perceber como se dá o processo de ensino-aprendizagem, entretanto, quantas vezes nesta caminhada pela educação, pensamos no aluno que fomos?

Assim, sugere-se que antes de escutar ou ler teorias que falam a respeito de como é um aluno, uma criança ou um adolescente, possamos nos lembrar de como éramos, já que passamos por todas estas fases. Tente resgatar estes momentos!

Quais eram os seus medos, seus anseios? que professores marcaram a sua vida e por que marcaram? O que gostava de ouvir dos seus professores? e o que não gostava? Como você era quando adolescente?

Quantas vezes fazemos isso? Quantas vezes parecemos explorar o universo dos alunos como se nunca estivéssemos lá?

Um dos caminhos para ser um bom professor é fazer reflexões que nos coloquem numa situação de empatia com aquilo que se quer conhecer ou entender melhor.

Muitos colegas que conseguem fazer esta viagem no tempo, ficam surpresos com as próprias atitudes, e é isto mesmo que se quer aqui… surpreender-se, reconhecer e refletir sobre a sua própria postura como professor.

Para compreender a relação professor-aluno temos que pensar sempre nestes papeis e ao máximo possível revisitar estes lugares que já foram vividos por nós.

O significado desta relação que é construída ao longo da vida do aluno e no dia-a-dia do professor é extremamente precioso. O professor desempenha um papel de valor imensurável para um aluno e para a educação como um todo; por isso, é válido entender que, mesmo sem saber, um professor pode ter influenciado um aluno, seja na escolha da profissão, como foi o meu caso, seja para a vida, como pessoa.

alunos em sala

Tenha certeza professor, que ao lecionar você planta muitas sementes de sabedoria, respeito, admiração, entre outras. Mesmo não vendo seu jardim florescer, saiba que conseguiu algumas boas flores, bonitas e exóticas, o suficiente para lhe manter firme, aceso, em sua missão de ensinar.

Obrigada a todos os meus grandes mestres pelos ensinamentos, pelos momentos de diversão e de trabalho que me proporcionaram. Espero que este texto valha como reflexão, inspiração e coragem para que você professor, possa fazer sempre o melhor possível como educador.

Referência Bibliográfica:

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.