As neurociências na sala de aula

Fonte: apostila PPI

Registros/Desenvolvimento cognitivo
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As neurociências na sala de aula

Nos últimos 10 anos, nas diversas partes do mundo, as pesquisas sobre o cérebro oferecem contribuições de grande relevância para o refinamento dos modelos de desenvolvimento e das teorias de aprendizagem.

Com isto, as práticas pedagógicas, no âmbito da Educação, podem avançar ainda mais, a partir dos avanços científicos que advém das neurociências.

Na Escola

Uma das principais funções da educação infantil consiste em favorecer um desenvolvimento saudável da criança durante a primeira infância.

Como mencionado anteriormente, entendemos que todos os domínios do desenvolvimento (cognitivo, afetivo, físico e socioafetivo) estão inter-relacionados e naturalmente envolvidos nas atividades cotidianas no ambiente da creche e da pré-escola.

Leia: Neurociência e a Educação 

Diante disso, entendemos que conhecer os processos de desenvolvimento (inclusive cerebral) poderá contribuir para uma maior compreensão a cerca dos perfis de aprendizagem das crianças, e consequentemente uma melhor atuação do profissional que atua com esse grupo de crianças.

Outro fator importante é que, sabendo que a criança é um ser único, temos na sala de aula uma diversidade de perfis a serem valorizados e as neurociências nos ajudam a entender como isto pode ser feito.

Registros pedagógicos

Reconhecer suas áreas de maior habilidade, bem como compensar e reduzir o impacto de áreas de maior dificuldade é de extrema importância. Por exemplo, desde os primeiros anos podemos observar como o bebê interage, se apresenta interesse pelo outro, se manifesta intenção de comunicação, etc.

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Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Por que anotar?

Estas observações nos ajudam a compreender melhor sobre o amadurecimento de suas habilidades sociais, sua linguagem e permitem observarmos diferentes aspectos do seu desenvolvimento.

Por exemplo, quando estamos diante de uma criança com algum problema de desenvolvimento, como no caso de uma criança com a Síndrome de Down, as neurociências nos ajudam a melhor entender o perfil do aluno com aquela condição.

Personalização

Por mais que a síndrome tenha características próprias, sabemos que cada indivíduo se desenvolve de uma maneira. Portanto, conhecer os pontos de fragilidade do perfil cognitivo bem como os aspectos do desenvolvimento que se constituem como pontos fortes daquela criança poderá contribuir tanto para conhecer qual o impacto dos déficits naquela criança, bem como ao propormos estratégias que podem ser mais efetivas para a sua aprendizagem.

E o mais fascinante é que com este raciocínio, assistimos não só a quem tem demandas específicas, mas sim a todos. Com isto, agimos precocemente para minimizar ou compensar aspectos que merecem maior atenção e prevenimos o aumento de tais dificuldades.

Desta maneira, o desenvolvimento cognitivo, aliado ao desenvolvimento cerebral (sempre com a influência dos fatores ambientais) nos dá a noção das possibilidades e das limitações da criança na fase do desenvolvimento pela qual está passando.

Aliamos, assim, os mecanismos cerebrais necessários para a aprendizagem.

Por essas e outras razões é que as neurociências da educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente as outras áreas do saber como a psicologia do desenvolvimento e a educação, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

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Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Na prática: para que servem meus registros pedagógicos?

Fonte: Background UNA

Registros/Rotina pedagógica
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Na prática: para que servem meus registros pedagógicos?

Toda a documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

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A partir dessas evidências, o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Há muito acontecendo na sua sala de aula... Então selecione o que registrar e investigue aquele tema a fundo (foto: WV Gazette Mail)

Há muito acontecendo na sua sala de aula… Então selecione o que registrar e investigue aquele tema a fundo (foto: WV Gazette Mail)

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

Os registros devem mostrar as conquistas, os próximos passos e as dificuldades de cada criança, assim como da turma (foto: Bare Feet on the Dashboard)

Os registros devem mostrar as conquistas, os próximos passos e as dificuldades de cada criança, assim como da turma (foto: Bare Feet on the Dashboard)

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação (foto: A Fine, Fine School)

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação (foto: A Fine, Fine School)

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Leia mais:

Tempo de Creche

Nova Escola

Brasil Escola

Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil
Materiais para Download/Relatórios/Rotina pedagógica
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Ebook: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

TESTE 16

Com diversos formatos de registro, do texto ao vídeo, o professor precisa selecionar as melhores amostras para perceber corretamente o desenvolvimento de cada criança. Essa não é uma tarefa simples! Quem acumula atividades de mais de uma turma tende a apressar a tarefa e, por consequência, nem sempre opta pelos registros mais úteis. Mostrar trabalhos “bonitos” para os pais, ao fim do semestre, é outra preocupação que fica no caminho de um trabalho bem feito.

É possível orientar seus registros desde o início do ano para realizar uma avaliação de qualidade! Para ajudar, a Eduqa.me reuniu o que todo professor de Educação Infantil precisa saber sobre o assunto:

  • Como fazer bons registros, pensando no objetivo e ferramentas,
  • A seleção: quais são os registros que realmente mostram a evolução das crianças?
  • Comparando momentos: atividades, citações, fotos e vídeos.
  • Como criar uma linha do tempo para visualizar o desenvolvimento ainda melhor!

Tudo isso com fotos e exemplos para facilitar o trabalho pedagógico. Baixe agora, gratuitamente, clicando em: Como comparar registros para entender a evolução das crianças!

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Como comparar registros para entender a evolução das crianças
Registros/Relatórios/Rotina pedagógica/Semanários
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Como comparar registros para entender a evolução das crianças

Os registros pedagógicos são uma ferramenta metodológica do professor de Educação Infantil – mas não funcionam por si sós. Eles devem vir acompanhados do planejamento, da observação e reflexão. Juntos, formam um ciclo que dá foco ao trabalho do pedagogo: registrar-refletir-reorientar-registrar. Sem ele, há o risco de se inserir atividades aleatoriamente, sem suprir as necessidades de aprendizado das crianças e sem reciclar sua atuação em sala de aula.

Objetivo

Registrar em grandes quantidades, porém, não é necessariamente a melhor forma de ter um conteúdo rico. É mais importante que se registre com um objetivo. O que eu quero mostrar com esse registro em particular? Para quem estou fazendo esse registro? Aqui estão algumas opções:

  • Para o próprio professor – como você mesmo será o leitor, enfatize suas práticas pedagógicas e ações para com a classe. Isso permite que você analise seu próprio trabalho à distância, sem a emoção do momento.
  • Para a coordenação ou para os pais – escrevendo para terceiros, é relevante divulgar o trabalho sendo realizado na escola, evidenciando momentos marcantes de aprendizado. Contudo, lembre-se de que a linguagem e os instrumentos utilizados (textos, fotos, citações dos alunos, etc.) podem ser distintos para cada um, ainda que o assunto seja o mesmo.
  • Para a criança – algumas escolas permitem que as crianças participem da reflexão sobre seus registros, exibindo produções de vários momentos e ajudando-as a visualizar a própria evolução. Os testemunhos e opiniões delas sobre as evidências também serão inseridos nos registros, além de gerarem uma sensação produtiva de controle sobre seu aprendizado.

Da mesma forma, o professor deve saber de antemão o que pretende registrar naquele dia. Vai observar primordialmente o desenvolvimento em matemática ou geografia? O comportamento ou o trabalho em equipe? A motricidade?

Uma vez que esse objetivo foi traçado, ele pode selecionar suas armas: vai usar papel e caneta para anotar o que lhe chamar a atenção, por exemplo, ou vai filmar a atividade? Cada dinâmica pode ser melhor documentada com uma mídia apropriada – a Eduqa.me separou algumas dicas para usar tecnologia para criar registros mais completos.

Esse material será revisitado de tempos em tempos e vai contribuir para a elaboração de documentos como o portfólios individuais, relatórios de aprendizado e semanários.

Leia mais: Portfólio na Educação Infantil 

Seleção

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança - portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança – portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Após o trabalho de campo ser concluído, o desafio do professor para a ser escolher as melhores amostrar que representem a realidade da sala de aula. A armadilha nessa etapa costuma ser deixar os registros mais bonitos de lado e optar por aqueles que transmitem mais informações sobre os alunos.

Estes são alguns materiais que, apesar de fofos, não traduzem realmente o desenvolvimento de habilidades: fotos posadas das crianças, tiradas antes ou depois da atividade/passeio; trabalhos manuais “pré-fabricados” pelo professor (normalmente, para datas especiais, como Dia das Mães).

Para tornar a seleção eficiente, lembre-se de seus objetivos, definidos antes mesmo de registrar. Eles são o fio condutor do trabalho, e devem guiá-lo do início ao fim.

Comparando e evidenciando a evolução

evolucao-registros

Observe algumas possibilidades de registro, abaixo, e maneiras de compará-las para expressar o percurso de cada criança:

  • Fotos – procure usar fotos que reproduzam ações, ao invés daquelas mais esteticamente agradáveis. Ou seja: a fotos tremida de uma criança correndo pode dizer mais sobre ela (que estava agitada, que participou ou não do exercício, como se relacionou com os colegas) do que outra, estática. Tenha fotos com enquadramento fechado (usando o zoom) para mostrar mãos, pés ou rosto, de acordo com a atividade sendo realizada. Isso permite enxergar a destreza dos movimentos e expressões de concentração ou falta de interesse. Ao comparar duas fotos, garanta que elas estejam exibindo momentos semelhantes, em que você é capaz de ressaltar certas habilidades em comum.
  • Citações das crianças – anotar falas que ocorrem espontaneamente durante a aula destaca as necessidades e pontos de vista dos pequenos. Não só isso, aproveite essa forma de registro para observar a articulação da criança, sua capacidade de organizar pensamentos e contar histórias curtas ou longas, responder perguntas sem fugir ao tema, praticar novo vocabulário. Frases engraçadinhas e elogios podem dar leveza ao seu documento, contudo, preste atenção, novamente, ao conteúdo. Rodas de conversa, usuais em pré-escolas, são um ótimo momento para recolher essas amostras: há temas em pauta e a classe discute sobre eles. Experimente retomar assuntos depois de alguns meses e repare nas diferenças de discurso.
  • Educa.me – Na Eduqa.me é possível fazer anotações em textos, vídeos e imagens. A escolha da forma de registro fica a seu critério e com apenas um clique você consegue lincar esse registro com a devida aula.

 

  • Produções – atividades feitas totalmente (ou o máximo possível) pelas crianças são a melhor alternativa. Não mascare os erros, eles são parte essencial do processo de aprendizado. Ao invés disso, coloque lado a lado duas ou mais produções em que esse erro é trabalhado e corrigido. Por exemplo: em uma folha de papel, o aluno escreveu seu nome, mas errou a ordem das letras. Já na produção seguinte, as letras estão em ordem correta, mas, algumas, espelhadas. Ao fim do semestre, ele conseguiu escrever seu nome perfeitamente. O mesmo vale para atividades em outras áreas de conhecimento, é claro.
  • Vídeos e gravações – ideais para observar a dinâmica da sala de aula e prestar atenção nas movimentações que escaparam ao professor durante a lição. Afinal, é impossível vigiar cuidadosamente vinte crianças ao mesmo tempo, certo? Utilize vídeos sempre que possível para mostrar a evolução no relacionamento e comportamento da classe. Gravações, por outro lado, são melhor empregadas individualmente: para registrar o início da leitura, o ritmo em uma aula de música ou uma contação de história.
  • Textos do professor – Não esqueça de suas próprias anotações a respeito daquele período. Insira legendas não só para explicar o que está registrado (as imagens devem ser autoexplicativas), mas para desenvolver suas ideias a respeito. O desenvolvimento foi dentro do esperado? Por quê? Em quais atividades a criança se sobressaiu? Qual foi sua principal dificuldade? O que ela deve praticar a seguir?

Linha do tempo

Organize seu material e linhas do tempo para visualizar ainda melhor o processo de aprendizado. Elas podem ser montadas em cartolinas ou varais de fotos, especialmente para reuniões com pais ou coordenação – ou ainda para as próprias crianças, no encerramento de um período.

Na Eduqa.me, as linhas do tempo são geradas automaticamente para a turma e para cada criança, de acordo com os registros do professor.

A princípio, você pode ver a produção geral, com todas as atividades listadas em ordem cronológica. Ao clicar em uma atividade, todos os detalhes aparecem, inclusive mídias cadastradas, como fotos e vídeos.

Você pode ainda fazer comentários específicos na página de cada aluno, para abordar com mais detalhes seu desenvolvimento. Assim, o relatório final será personalizado, tanto quanto o feito à mão!

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 Leia mais:

Nova Escola

A documentação pedagógica na Educação Infantil: traçando caminhos, construindo possibilidades (artigo)

O que o coordenador espera do seu semanário – e 3 erros que você não deve cometer!

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

Rotina pedagógica/Semanários
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O que o coordenador espera do seu semanário – e 3 erros que você não deve cometer!

Na última quarta-feira (17), a Eduqa.me lançou uma pergunta aos coordenadores: O que você gostaria que todos os educadores fizessem nos semanários da sua escola? Com mais de trinta respostas nesse pouco tempo, conseguimos reunir um compilado de dicas para ajudar o professor de Educação Infantil a atingir as expectativas da coordenação.

Uma queixa frequente foi a falta de conhecimento do que é um semanário e qual sua função. O semanário pode ser feito em dois momentos: como planejamento da semana a seguir e como reflexão da semana que se encerra.

No primeiro caso, é fundamental encaixar atividades lúdicas e de acordo com a faixa etária e desenvolvimento das crianças. Além de descrições objetivas, como o material necessário e o tempo de duração de cada exercício, é interessante anotar ressalvas de acordo com os alunos: será que todos são capazes, neste momento, de acompanhar a atividade? Se a resposta for negativa, prepare também as alterações que pretende fazer para incluir toda a classe igualmente. Preocupe-se ainda com o perfil de cada grupo. Turmas agitadas e enérgicas podem precisar de mais ênfase em atividades com regras e combinados, por exemplo, enquanto outra, de viés mais introvertido, irá se beneficiar com dinâmicas de socialização.

Quanto mais completo for esse registro, maior a facilidade do coordenador de compreender o cenário de sua sala de aula e identificar pontos de melhoria, seja no comportamento ou no método de ensino. Por isso, planejamentos sequenciais (ou sequências didáticas) são muito valorizados. Eles consistem em prever uma série de aulas em que o mesmo conteúdo será trabalhado, mas com dificuldade crescente. Esse tipo de registro garante continuidade e respeita o ritmo das crianças – contudo, só obtém sucesso se for acompanhado de perto pela equipe da escola e alterado de acordo com a evolução da turma.

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

É aí que entra o segundo modelo de semanário mencionado pelos educadores: um registro feito após as atividades, em que constam os comportamentos mais marcantes observados nas crianças durante a semana e as reflexões do professor quanto ao seu próprio trabalho pedagógico. “O semanário ideal é aquele que é transparente. Em que, ao ler, conseguimos enxergar a turma e sentir suas especificidades”, descreveu um dos coordenadores na pesquisa da Eduqa.me. Eles sugeriram a transcrição de falas dos alunos , o uso de fotos e vídeos para ilustrar momentos de aprendizado e, acima de tudo, a observação cuidadosa do professor, para que seja capaz de analisar o desenvolvimento particular de cada um.

Com tanto o que escrever em tão pouco tempo, é compreensível que o professor cometa deslizes ou não se sinta seguro quanto ao material que está entregando. Aqui estão os erros mais comuns e como evitá-los.

Esquecer informações importantes

Para 73% dos coordenadores participantes, essa é a falha mais grave que pode ocorrer na elaboração do semanário. Para não escorregar, deixe preparada uma lista de tópicos que devem ser abordados, e confira se todos foram contemplados antes de entregar o documento.

  • Quais as atividades realizadas durante aquela semana,
  • Motivo pelos quais você optou por essas atividades (momento de desenvolvimento da turma, objetivo de aprendizagem para a próxima semana),
  • Materiais utilizados e método aplicado (como farei a atividade, em qual espaço, como deve ser a interação com as crianças e entre elas),
  • Comportamento e socialização (destaque atitudes marcantes, fora do esperando: como elas lidaram com o grupo , trabalharam em equipe ou individualmente, houve birra, brigas ou desentendimentos e como você intermediou a situação),
  • Sua própria prática pedagógica (o que funcionou e o que poderia melhorar, ideias para mudanças na semana seguinte, dúvidas que surgiram pelo caminho).

Não descrever suficientemente cada evento também foi citado com frequência. Para 52% dos entrevistados, a falta de tempo dos professores prejudica a qualidade do semanário – eles são obrigados a preenchê-lo com pressa, na tentativa de cumprir os prazos estabelecidos pela escola, e acabam por ignorar etapas ou entregar apenas reflexões rasas.

Erros de redação ou gramática

“Para se ter um bom semanário, é preciso saber escrever bem”, comentou uma coordenadora em nossa enquete. Um bom texto é essencial para que a informação fique clara a terceiros – lembre-se de que quem está lendo suas anotações não estava presente em sala, mas, mesmo assim, deve ser capaz de visualizar a cena.

Melhore a escrita através de exemplos: leia os registros de outros professores, mas também reserve algum tempo para leituras diversas, como livros e revistas – isso aumenta seu vocabulário e torna as descrições mais ricas. Atente-se à pontuação: na dúvida, opte por frases mais curtas, simples e objetivas, ao invés de arriscar-se com vírgulas demais, criando sentenças longas e confusas.

Você ainda pode baixar de graça o ebook Como evitar o pânico da página em branco para reunir mais dicas de como começar a escrever.

Entregar com atraso

A maioria dos entrevistados afirmou não se importar com o dia específico em que o semanário é entregue (normalmente, as escolas optam por segunda ou sexta-feira), desde que ele seja apresentado constantemente, uma vez por semana. Por isso, converse com sua coordenação e combine uma data para fazer essas devolutivas – e siga o acordo dali por diante.

Os semanários servem para que a escola esteja ciente do desenvolvimento das crianças e possa orientar melhor o trabalho do professor, para que ele atinja seus objetivos em sala de aula. Correções, discussões e intervenções por parte do coordenador devem ser feitas para beneficiar tanto o ensino quanto o relacionamento com a classe – portanto, eles não devem se tornar apenas mais um documento jogado na gaveta!

Caso esse retorno não seja um hábito em seu local de trabalho, você pode, sim, procurar a equipe pedagógica para tirar suas dúvidas, ou mesmo propor reuniões como um momento de reflexão entre professores.

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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Foto: Google (reprodução)

Registros/Rotina pedagógica
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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Ao visitar escolas de educação infantil e conversar com professores e coordenadores, notamos uma queixa surgindo com certa frequência – a dificuldade em preencher registros. Dispensadas ao patamar de tarefa burocrática, essas anotações deveriam, na realidade, servir como ferramenta pedagógica, auxiliando educadores na reflexão de suas atividades e do desenvolvimento das crianças.

Um registro se torna o suporte que o professor precisa para tomar decisões quanto às suas turmas, para traduzir o aprendizado aos pais de seus alunos e, eventualmente, para redigir os relatórios semestrais (ou trimestrais, em algumas escolas), que apresentam as conclusões do trabalho em sala de aula. Para cumprir essas funções, contudo, o registro deve ser bem estruturado. 

Foto: Google (reprodução)

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O que estou registrando?

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos: na rotina, nas atividades ou nas crianças.

  • Registros com foco na rotina: mostram uma imagem geral da sala de aula naquele dia – quem estava presente e quem faltou, quem chorou, quem se alimentou ou se recusou a comer, problemas de comportamento, etc.. É interessante acrescentar ainda notas sobre dúvidas ou curiosidades que surgiram durante a aula, perguntas dos alunos ou conteúdos a pesquisar. Isso mantém o professor conectado ao interesses da classe, e mostra que ele está disposto a estimular seus interesses.

 

  • Registros de atividades: descrevem um exercício feito com as crianças. Devem incluir o objetivo da atividade, quais os materiais empregados (desde objetos até as músicas cantadas), quais ações os alunos deveriam realizar e o que realizaram, de fato. Explique como eles se organizaram, o que produziram e o que aprenderam enquanto produziam. Lance perguntas: a classe fez silêncio e se dedicou à proposta? Fugiram ao tema? Por quê (e para qual assunto)? As questões levantadas por eles foram pertinentes?

 

  • Registros sobre as crianças: eles pontuam o  comportamento e desenvolvimento de cada criança individualmente, e podem trazer considerações não só sobre o aprendizado cognitivo, mas, também, o emocional – e como ele está interferindo, positiva ou negativamente, no desenvolvimento. Algumas escolas fazem esse acompanhamento através de tabelas com listas de objetivos. Essa é uma forma visualmente simples, mas garanta que haja, complementarmente, espaço para comentários.

Todos esses formatos de registro são válidos e costumam ser feitos simultaneamente, já que têm diferentes propósitos. Registros da rotina, por exemplo, são os mais comuns e, por vezes, obrigatórios, porque expõem o cuidado diário da escola com as crianças. Uma série de registros individuais, porém, é mais útil e mais interessante em uma reunião entre pais e professor do que uma descrição do todo.

Foto: Google (reprodução)

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O que é relevante anotar?

O registro deve abranger os seguintes tópicos:

  • Processo de aprendizagem das crianças;
  • O trabalho do professor;
  • Portfólio e impressões da atividade;
  • Reflexão e planejamento futuro.

A trajetória das crianças não é feita só de sucessos, e os registros devem ser fiéis a isso. Valorize os processos: escreva sobre as tentativas e descobertas, não apenas resultados. Anote, inclusive, falhas e dificuldades ainda não superadas, pois isso é o que vai ajudar a discernir os próximos passos para aquela turma. Considere se eles se mostraram interessados e participaram, se conseguiram compreender orientações e se adquiriram algum novo conhecimento.

Registre também o próprio trabalho: qual foi a atuação do professor em sala, de que forma isso estimulou as crianças, como trabalhou problemas de relacionamento ou de aprendizagem. Dessa forma, além de criar um retrato das habilidades e desafios das crianças, os educadores são capazes de se autoavaliar e, se preciso, redefinir suas ações. Seja honesto, nem todas as aulas fluem tranquilamente. Houve imprevistos ao usar material de apoio? Algum acontecimento em que não soube como agir? Decisões que poderiam ser repensadas? A crítica momentânea ajuda a traçar um caminho mais consistente nas próximas aulas.

Inclua a produção das crianças – tanto os originais, no caso de pinturas ou colagens, quanto fotos das atividades. Apesar de esses resultados estarem claros agora, imagine tentar se lembrar do trabalho de cada uma daqui há um mês. As imagens facilitam esse acesso adiante. Outra ideia é anotar algumas falas das crianças que despertaram atenção. Elas são, afinal, o centro do registro.

Por fim, reserve algumas linhas para planejamento. Será que as atividades merecem continuação? Quais competências podem ser exercitadas a partir daí? Quais mudanças beneficiariam o processo de aprendizagem?

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Torne seus registros ainda mais rápidos e completos com ajuda da Eduqa.me. Adicione atividades à linha do tempo da turma, faça comentários sobre o comportamento e aprendizado das crianças e avalie o desenvolvimento delas de maneira formativa. Poste fotos e vídeos para acompanhar os relatos, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! 

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