IDEIAS PARA CRIAR E EXPLORAR A CRIATIVIDADE NA AULA DE ARTES

Fonte: shoppingpenha

Rotina pedagógica
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IDEIAS PARA CRIAR E EXPLORAR A CRIATIVIDADE NA AULA DE ARTES

Por questão de tempo ou criatividade as aulas de artes na Educação Infantil tendem a se acomodar sempre em torno dos mesmos materiais: lápis de cor, tinta guache, giz de cera.

Mas peraí, estamos falando da aula de artes. Ela por si só já deveria ser criativa e explorar vários outros materiais e ideias. Sei que algumas Escolas até exploram e criam e também usam seus espaços, mas sempre tem aquela pulga que fica pulando dizendo que poderia ter sido mais criativo.

A criatividade é um assunto que fascina a todos e é desde sempre um objeto de muitos estudos. Esse potencial criativo é inato em todo ser humano, porém ele se ensina e se aprende.

Leia Como anda a criatividade dos seus alunos?

Criatividade serve para que?

O que acontece é que a criatividade é uma competência pessoal super valorizada, mas ao mesmo tempo desprestigiada, pois percebemos que é difícil mensurar qual professor é mais criativo que outro.

Se houver apoio da escola, entretanto, esse é um ponto que pode ser um super diferencial na Educação Infantil. Para os pequenos esta é a idade ideal para introduzir novas formas de se fazer arte, outras texturas e técnicas para pintar.

Algumas opções são: pintar com esponjas ao invés de pincéis, usar aquarela, carvão ou cola nos projetos, trazer argila e massa de modelar para a sala de aula, usar algodão, areia, papéis variados, sementes, etc., para dar textura.

Fizemos um parceria com a Papel Toys só para aumentar o seu potencial criativo na Escola.

Veja algumas ideias e dicas de matérias:

Argila

Fonte: shoppingpenha

Atividade 1- Desenhando com argila

Você vai precisar de: placas de madeira, argila, água, cadeiras e mesas.

Peça para que as crianças manuseiem a argila espalhando na placa de madeira para criar um quadro de desenho.

Instigue:

O que é argila? Para que serve?

Qual sua utilidade?

Como é experimentar a textura da argila com os dedos?

É mais fácil desenhar na folha de papel, na parede, no pano ou na argila?  

Existe alguma sensação que está acontecendo no seu corpinho?

Você pode encontrar vários tipos de argila na Papel Toys:

Fonte: Papel Toys

Veja a atividade completa no Baú de Atividade Eduqa.me e aproveite para copiar em seu planejamento já experimentando um novo jeito de criar.

Como mexer com argila é uma delícia, você também pode fazer outra aula criando esculturas e pintando os quadros depois que a argila secar, é só pintar os objetos montados com tinta guache.

Mais importante que a aula em si é o diálogo no desenrolar desta proposta. E as perguntas que o professor faz auxiliando o desenvolvimento da criança e registrando as atribuições de sentido às produções das crianças.

Livro Reciclável

Fonte: ominho

É possível que um livro pode ser escrito e rescrito diversas vezes?

Em caso de os alunos responderem de forma afirmativa, pergunte como isso é possível?

Instigue:

O que você desenharia em um livro? 

Qual seria a história da sua vida?

Um livro tem começo meio e fim?

Qual livro você mais gosta?

Peça que os alunos em grupos desenvolvam um livro-objeto ou um Livro de artista. A nossa sugestão é para que você forme duplas e as crianças precisam escolher o tema e depois pintar o livro contando uma história com início, meio e fim.

Fonte: Papel Toys

Você pode encontrar esses e outros materia bem legais na Papel Toys e não se esqueça de registrar com fotos e vídeos que inclua as considerações das crianças.

Avalie o desenvolvimento do projeto do início ao fim e escreva por aluno qual foi a dedicação e envolvimento do grupo no trabalho e a relação com a arte e os colegas paara a exposição coletiva.

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

4 Dicas Imperdíveis para Estabelecer Limites e Regras

Fonte: Samantha Moe

Atividades/Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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4 Dicas Imperdíveis para Estabelecer Limites e Regras

“Quanto maior for a formação de vínculo emocional positivo dos adultos com as crianças, mas fácil elas aceitarão as regras e os limites deles.”

Richard E. Tremblay

Objetivo

  • Para que a criança possa seguir as regras e entender os limites, ela precisa desenvolver o autocontrole.
  • Atividades e estratégia simples que podem fazer a diferença na vida da criança.

#Dica 1: Seja Claro

Explique o que a criança deve fazer, quando, como e por quê. Nunca deixe de elucidar as consequências do não cumprimento da regra, mas seja breve com as crianças mais novas. Até os 3 anos de idade, a criança ainda não é capaz de entender instruções muito longas.

Além disso, ameaças do tipo: “Se você não fizer isso, eu vou chamar o homem do saco!” ou “Me dá isso agora, se não torço seu pescoço!” só irão desencadear emoções negativas na criança e não lhe informarão sobre as reais consequências de não obedecer àquela regra. Outra situação que devemos evitar é dar comandos ou orientações com falta de clareza (sem exemplificar o que esperamos), por exemplo, “arrume a mesa!” Este comando sozinho não é suficiente para a criança entender o passo-a-passo do que queremos, ou seja, que ela deve empurrar as cadeira espera debaixo da mesa, juntar os papéis em uma pilha, arrumar os lápis e as canetas dentro do estojo, etc. É necessário especificar cada ação e dizer claramente o que você espera dela.

Exemplo: 

“Depois de brincar, vocês devem juntar os brinquedos, colocá-los dentro da caixa e guardá-los naquele armário, ok? Com cada um fazendo sua parte conseguimos terminar tudo muito mais rápido e podemos aproveitar melhor o dia!” A ilustração abaixo pode ser fixada na aula nesse momento.

 

Fonte: Gazeta online

#Dica 2: Seja Coerente

Para colocar regras não use explicações exageradas ou falsas. Seu conteúdo deve estar de acordo com a realidade, com o nível de entendimento da criança e deve fazer sentido para ela.

Levar a criança para fazer um trabalho de puntura com tinta e dizer que ela não deve sujar a roupa não é um comando possível. Da mesma forma, pedir que ela cale a boca e coma o almoço todo em dois minutos, não está de acordo com a realidade.

“Limites sem sentidos, fazem com que as crianças não os levem a sério”.

Werber, L., 2014.

#Dica 3: Seja Consistente

Mantenha os combinados até o fim, exceto em situações de imprevistos em que haja necessidade de uma negociação ou de mudanças de regra. Crianças e professores devem seguir os combinados. A regra não pode depender do humor ou da vontade do adulto, nem pode deixar de ser exigida por “pena”.

“…[as regras] não devem depender do seu estado de espírito, isto é, se você está bem humorado, você deixa passar, e se você está de mal humor (…), você aplica as regras e as consequências ainda com mais dureza. Um “não”  não pode virar um “sim”depois de muita insistência (…). Se você disse não, mantenha o não até o final, mesmo que os olhinhos marejados de lágrimas amoleçam seu coração”.

Werber, L., 2014.

#Dica 4: Monitore

Supervisione o cumprimento das regras até que elas já tenham sido automatizadas pela criança.

Observações importantes:

  • Na hora de explicar o que a criança deve ou não fazer, ao invés de só fazer previsões do tipo: “você vai cair” ou “você pode se machucar e machucar alguém” diga a regra: “a escada está molhada, desça devagar, segure no corrimão, para não escorregar”, não ande com a tesoura aberta na mão desse jeito, para não se machucar”.
  • Na regra deve especificar bem o que a criança deve fazer. Melhor dizer: “cumprimente seu coleguinha”do que “seja bonzinho”.
  • Provavelmente as regras precisarão ser repetidas algumas vezes até todas as crianças aprenderem. Uma alternativa à repetição é questionar a criança o porquê de ela não poder fazer aquilo, como por exemplo: “o que pode acontecer se você correr no chão molhado?”.
  • As regras devem respeitar as limitações relativas à idade da criança.
  • Até os 4 anos de idade, as crianças pensam o mundo de maneira concreta, portanto usar frases com duplo sentido, ironia, sarcasmos ou de significado muito vago não ajuda.
  • Até os 5 anos de idade, elas ainda não são capazes de permanecer em uma mesma atividade por muito tempo, por isso, em aulas expositivas, procurar criar tarefas curtas ou dinâmicas, que mudem o foco da criança de tempos em tempos (por exemplo, a cada 10-20 minutos). Isto as auxiliam a se manterem atentas por mais tempo.
  • Muito cuidado com o que promete, pois consequências não cumpridas fazem você perder o crédito.
  • Não imponha uma regra sem ter certeza de que você será consistente ao aplicá-la. Geralmente crianças tentam a testar a consistência de situações que não querem cumprir. Seja paciente e persistente.
  • Crie regras com o grupo e selecione as mais relevantes para fazer cartazes pintados pelas próprias crianças e fixar na sala de forma ilustrativa.

Registre!

  • Como está a disciplina das crianças? As crianças conseguiram entender os comandos?
  • Quanto a ser claro com os comandos, o que deu errado?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Registre como a criança está se comportando e anote exemplos e como anvançou. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

 

Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Fonte: UOL

Rotina pedagógica/Semanários/Práticas inovadoras
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Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Professores perdem equivalente dois meses de aula com tarefas administrativas!

Ficou chocada com os números?

Eu também fiquei quando li essa matéria em 2011. Esse número alarmante foi o resultado de uma pesquisa feita pelo banco mundial.  O levantamento feito em 3 estados brasileiros (Rio, Minas e Pernambuco) e mostrou o tempo que os professores gastam com atividades não pedagógicas.

Uau! 2 meses de aula é bastante coisa, né?

O que são atividades não pedagógicas?

Apagar o quadro, organizar a sala, entregar folhas, deslocar de um lado para o outro, fazer semanário, corrigir atividade, entregar material, procurar atividade, criar excel, fazer a chamada e por aí vai…

Você já parou para se perguntar quanto você gasta fazendo isso?

Como nós, professores, não temos o hábito de mensurar as horas, as atividades e os registros… boa parte do trabalho e do tempo vai se escorrendo e a gente nem percebe.

Quer ver? Se eu te perguntar:

  • Quantas atividades você fez ano passado na sua sala de aula?
  • Quantas horas de brincadeira você teve no pátio?
  • Quantos livros você leu na roda de leitura?
  • Qual foi a área de aprendizagem que você mais estimulou nos primeiros 3 meses de 2017?

Não se sinta mal se você não consegui responder todas essas perguntas, aposto que boa parte dos seus colegas também não.

Semanário na era Digital

O semanário é a bússola norteadora do professor. Esse documento deve ser feito por semana e preenchido cada dia da semana, por isso o nome semanário, e é parte das responsabilidades profissionais do professor.

Imagina você chegar em sala de aula e não ter a mínima ideia de quais são os objetivos de aprendizagem naquele dia. Meio maluco, né?

Agora imagina você perder menos de  2 meses com essas tarefas administrativas e ainda poder guardar e catalogar suas atividades para compartilhar com outros professores para que eles percam menos tempo com essas tarefinhas chatas e consigam focar no que eles realmente gostam de fazer: lecionar!

Elaborei duas dicas simples para te ajudar a gastar menos tempo com tarefas administrativas e potencializar sua sala de aula com uma pedagogia mais coerente e com dados para provar isso.

Vamos lá?

#Dica 1 : Escrever para o outro

A primeira coisa que você tem que ter em mente quando for planejar a sua aula e sua semana é que a informação precisa estar transparente o suficiente para que qualquer pessoa que não te conheça entenda as suas propostas pedagógicas.

Por isso é importantíssimo que você faça o exercício de escrever para o outro de maneira simples, objetiva e compreensiva.

Até aqui tudo isso que estou falando se adapta a um planejamento comum, sem muitas novidades, certo? Sua professora fazia assim e provavelmente a professora da sua professora também.

Agora o exercício que eu proponho a você é simples e muito prático.

#Dica 2: Tecnologia é parça!

Muitos professores  elaboram suas aulas de maneira bem digital e acredito que você que está lendo isso agora também deve fazer isso. Porém é preciso usar uma ferramenta para compartilhar o conteúdo, um site para busca a atividade, um programa para editar o semanário bem bonitinho e por aí vai…

Agora imagina se tivesse tudo que você precisa para elaborar sua aula em um único lugar? Consegue imaginar quanto tempo você economizaria com isso?

É exatamente isso que a Eduqa.me propõe aos professores.

Criar um semanário de forma simples, direta, com pesquisa de atividades já prontas no baú de atividades e com espaço customizado para seu modelo pedagógico e para seus alunos.

Na Eduqa.me você pode fazer um plano de aula em minutos e, quando for para a sala de aula, poderá tomar decisões pedagógicas a respeito do que ensinou de forma simples e direta. Fazendo isso, naturalmente, os portfólios e relatórios são gerados e tanto para o professor quanto para a coordenação é possível verificar tempo gasto, com o que e o impacto nas crianças.

Que tal economizar 2 meses perdidos com tarefas que realmente importam?

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Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Atividade: Linguagem Musical

Fonte: Life Style

Atividades/Música e artes/Registros
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Atividade: Linguagem Musical

Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos de qualidade desenvolvem o cérebro mais rapidamente. Hoje, sabemos que atividades estimulantes podem produzir mudanças na estrutura cerebral, principalmente nos primeiros 6 anos de vida.

Leia mais em: Por que usar estímulos musicais na primeira infância? A música interessa à criança desde bem pequena, por isso, deve ser utilizada para estimulá-la. Mas para que o bebê usufrua dos benefícios, é necessário que ele vivencie brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e, ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado. Pensando nisso preparamos algumas atividades para você se inspirar e desenvolver em sala.

Vamos lá?

Objetivo

  • Explorar materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e a experiência com a linguagem musical;
  • Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir sons;
  • Diferenciar fontes sonoras diversas.

Habilidades a seres estimuladas

  • Imitação e invenção de sons;
  • Articulação dos sons/ produção de sons da fala;
  • Noções de ritmo, melodia e entonação.

Materiais

  • Música em pen drive, CD ou DVD, sucatas variadas.
  • Aparelho de som, gravador, microfone, amplificador.

Descrição

As crianças são apresentadas a um novo estilo musica, no início da aula, ouvem músicas relacionadas ao estilo e ass professores falam sobre a história e sobre o ritmo da musica escolhida.

Posteriormente, podem desenvolver materiais que simulem sons semelhantes por meio de sucata, e formarem uma “banda”que poderá ser utilizada em diversos momentos lúdicos.

A variação de intensidade também poderá ser utilizada, pois estimula inclusive a percepção da variação do “volume” da voz e do ruído no ambiente.

Outras variações seriam também atividades onde as crianças sentem, vivenciando as diferenças de ritmos com o corpo: bater palmas no ritmo, bater os pés (por ex, música escravos de Jó).

Fonte: Preifetura de Itápolis- SP.

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

Gostou? Então fique ligado!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

 

O que é e para que serve o semanário?

Fonte: Professional Learning

Registros/Rotina pedagógica
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O que é e para que serve o semanário?

A gente fala tanto desse nome. É semanário pra lá! É semanário para acolá! É semanário após semana…

E a pergunta fica ali; bem guardadinha na gaveta.

O que é e para que serve um semanário?

Muitas vezes dialogamos com o outro partindo pelo pressuposto que ele, o professor, já saiba todos os conceitos. Mas sabemos como isso pode causar uma super falha na comunicação, não é mesmo?

Me lembro que antigamente era feio o professor falar que não sabia algo e em alguns casos esse não saber até colocava em risco a carreira do professor. E o professor sofria quando era pego de surpresa por uma pergunta ou um tema que ele não dominava. 

Quanto bobeira, não é? Também acho. Ainda bem que hoje a gente não pensa assim! Já foi esse  tempo de professor detentor de conteúdo. Professor não é esse sabichão todo não e faço grifo para o Escritor mara Guimarães Rosa:

Fonte: Google

Obrigada pelo apoio, Guima! É, sou tão fã dele que o chamo assim pra demonstrar nossa intimidade para vocês, meu leitores. rs

Mas voltemos ao assunto do semanário. O que essa palavrinha SEMANÁRIO significa?

A própria palavra já dá uma super pista. Costumo brincar que semanário é como se fosse um diário da sua semana.

Se você achou a minha explicação muito simplória e gostaria de ter uma mais rebuscada não tem problema. Acabei fazendo um recorte do dicionário etimológico. A propósito, você sabe o que é dicionário etimológico?

Dicionário etimológico é um dicionário que vai mapear as origem das palavras usadas na língua portuguesa.Isso mesmo! Esse dicionário vai falar um pouquinho da história da nossa língua e ele é bastante usado por linguistas para pesquisas e explicações sobre a origem das palavras e para maior entendimento sobre as mudanças da nossa língua no decorrer dos anos.

Mas preste bastante atenção!

Etimologias não são definições, são explicações sobre como nossas palavras surgiram e o que significavam.

Fonte: www.dicio.com.br

Para que serve o semanário?

O semanário serve para se organizar, para refletir e para registrar as atividades feitas naquela semana. O professor se apoia nesse documento para análise das atividades cotidianas do processo ensino-aprendizagem e da própria implicação pessoal da tarefa de educar.

O registro semanal é um valioso instrumento para sistematizar a prática em sala de aula.  Ao observar e registrar, o professor aprende a interpretar a realidade, interagir com ela e permitir o mesmo do seu aluno.

No final das contas o grande objetivo do semanário é traçar formas de intervenção, eficientes e transformadoras e, consequentemente, provocar no professor constantes reflexão sobre a sua prática educativa.

Ações pedagógicas importantes

  1. A primeira delas é o planejamento. Escolher o tema e as atividades que serão usadas na semana.
  2. A segunda é a construção do semanário. Preencher cada atividade planejada dentro do horário e garantir que os materiais necessários para aquela atividade estejam prontos para o uso e para a faixa etária.
  3. A terceira é a validação dos responsáveis pela organização, direção e avaliação das atividades envolvidas na aprendizagem.

Permitir a reflexão constante, a construção das habilidades e competências e a interação destas com o cotidiano dos alunos.

O planejamento e o semanário devem levar em consideração objetivos, conteúdos e estratégias, além das necessidades individuais/coletivas e características de faixa etária.

Gostou dessa explicação?

Então fique ligado que teremos muito mais na Academia do semanário.

Enquanto isso, que tal experimentar  fazer seu semanário na Plataforma Eduqa.me?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

A criança de ontem
Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Gestão Escolar x Gestão pedagógica

Gestão Pedagógica

Registros/Relatórios/Rotina pedagógica/Semanários
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Gestão Escolar x Gestão pedagógica

“A tecnologia que já muda a maneira de ensinar e aprender está ganhando espaço na gestão à medida que fica cada vez mais complexo lidar com a enorme quantidade de informações no dia a dia de uma escola. O mercado de plataformas digitais está em evolução e uma amostra desse fenômeno pode ser percebida pela ampla presença de empresas voltadas a atender esse setor das instituições de ensino na Bett Educar.”

Esse é um trecho retirado do Porvir– O site sobre inovação em educação visitou alguns stands na feira Bett, a maior feira internacional de educação da America Latina, e viu alguns produtos que propõe como solução usar dados para apoiar tomadas de decisão sobre gestão administrativa da Escola.

Como nós ficamos de fora da matéria decidimos explicar para nossos leitores sobre um conceito que muita gente confunde.

Qual a diferença da GESTÃO ESCOLAR para a GESTÃO PEDAGÓGICA?

Muita gente confunde a Gestão Escolar, que é uma gestão administrativa, com a gestão pedagógica. Nesse post vamos explicar e explorar o contexto de cada uma delas.

Vamos lá?

GESTÃO ESCOLAR

A gestão escolar são práticas administrativas que se encontram na lógica da organização da Instituição. Isto é, ela e bem parecida com o funcionamento de uma padaria, de uma multinacional ou de qualquer empresa que precisa olhar para seu funcionamento com um olhar bem crítico e rigoroso com carácter puramente prático e pragmático.

Sabemos que apesar da Educação não ser um produto a Escola precisa e deve funcionar como uma empresa e para isso é preciso de dados e racionalidade sobre a administração pura e crua.

Nesse sentido, percebemos que vivemos em um País capitalista e como qualquer organização busca conseguir mais números com os mesmos esforços. Assim como essas organizações as Escolas são empresas e precisam ter lucro, produtividade e eficiência. E esse combo pode e devem coexistir, simultaneamente, dentro e fora da sala de aula.

GESTÃO PEDAGÓGICA

Agora que sabemos que gerir uma Escola depende de dados sobre os salários dos professores, o aluguel do espaço, a compra dos materiais, a quantidade de papel, programas e outros tantos gastos a pergunta que fica é: E o pedagógico? Como mensurar o valor da abordagem do meu professor? Como apresentar que esse método é melhor que aquele por esse ou aquela motivo?

E aí, Coordenadores e Diretores, o que eu respondo é simples.

O pedagógico vem como o grande objetivo de existência da escola é a única a razão dessa Empresa Escola existir e muito provavelmente um dos maiores motivos que fez com que as famílias se encantassem pela sua Escola e não pela Escola vizinha. O Pedagógico é a atividade fim do setor educacional, gerir essa área está relacionada com a organização e planejamento do sistema educacional e a elaboração e execução de projetos pedagógicos. Também deve estabelecer metas com foco em melhorar as práticas educacionais nas instituições de ensino e descobrir outras maneiras de ensinar mais e melhor. Para garantir que toda essa didática funcione, é essencial a atuação dos coordenadores, diretores e orientadores educacionais.

O pedagógico nos indica que as ações de articulação que acontecem dentro da Escola são orientadas por um propósito maior que as cifras, tão necessárias, ao final do mês. O Pedagógico vai te permitir pensar e agir de maneira cirúrgica e ambiciosa fazendo as mudanças necessárias para sua Escola.

Coordenadores Pedagógicos e Diretores são responsáveis por ações de extrema importância para o desenvolvimento da instituição, como:

  • Articular estratégias, métodos e conteúdos no ambiente educacional;
  • Definir metas para otimização dos processos pedagógicos;
  • Avaliar o trabalho pedagógico exercido por professores e praticados na instituição;
  • Estabelecer formas de envolver mais os docentes na criação dos métodos pedagógicos;
  • É importante também que o diretor escolar esteja em contato aberto com os educadores para estabelecer o foco da aprendizagem e promover a educação como um todo, dando atenção ao currículo escolar e metodologia de ensino em vigor e sugerindo eventuais mudanças.

Uma boa avaliação da gestão pedagógica na educação básica é realizada com o olhar sobre as atividades, os espaços e os tempos dedicados a elas, os materiais, as instruções, as modalidades organizativas, áreas de conhecimento ou estímulos e a formação de professores

Por isso é fundamental usar os dados pedagógicos ao seu favor e não só deixar que o cotidiano burocrático te engula mês a mês.

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Com a plataforma é possível acompanhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva na hora. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos sobre espaços utilizados, áreas de conhecimento, registros ricos em tempo real e muito mais.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Mas, afinal, o que é a infância?
Registros/Identidade e autonomia
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Mas, afinal, o que é a infância?

Esta e outras perguntas relacionadas à infância normalmente promovem uma grande e profunda reflexão em nós, profissionais que lidamos com crianças, nos levando às mais variadas respostas.

O que é infância?

A infância é uma área de estudo multi disciplinar e extremamente abrangente. Diversas perspectivas podem ser adotadas para compreender este vasto universo. Portanto, é necessário recorrermos a fontes cuidadosas, baseada em estudos científicos, que nos auxiliarão a percorrer este fascinante mundo da primeira infância.

Durante muitas décadas, o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil foi limitado, gerando uma visão restrita e/ou, enviesada da criança.

Adultos em miniatura

Por exemplo, na antiguidade, os gregos utilizavam palavras ambíguas para classificar qualquer pessoa que estivesse em um estágio entre a infância e a velhice, não havendo, portanto, uma diferenciação nas etapas do desenvolvimento infantil. Ainda, na idade média, as crianças eram consideradas “adultos em miniatura”.

Muitos teóricos acreditavam que crianças eram como uma “tábula rasa”, comparando-as a uma folha de papel em branco, que nasce sem “nada escrito” e que é “preenchida” (ou determinada) somente pelas suas experiências pós-nascimento. Essa concepção de desenvolvimento é chamada de “ambientalista”.

Há também a chamada concepção “inatista” que, ao contrário, vai defender que tudo As diferentes concepções do que é ser criança ao longo do tempo e de como o sujeito será é determinado por fatores genéticos e que, ao nascer, todas as potencialidades da criança já estão pré-determinadas. Há ainda uma terceira concepção de desenvolvimento, que hoje tende a ser mais aceita, que é a concepção interacionista ou sócio-interacionista, que considera as influencias (ambientais, sociais e biológicas) na constituição do sujeito e em seu desenvolvimento.

Assim, consideramos importantes as tendências genéticas e as características biológicas do bebê ao nascer, mas as experiências que ele viverá e as relações sociais e afetivas que estabelecerá terá um papel fundamental no curso do seu desenvolvimento, em todas as suas dimensões (cognitiva, afetiva, social e física). De acordo com os estudos da Psicologia do Desenvolvimento, a infância é um período de mudanças bio-psico-sociais que vai desde o nascimento até o ingresso na puberdade, por volta dos doze anos de idade.

É um período de profundas transformações que serão fortemente influenciadas pelas experiências que as crianças irão viver ao longo desse período. Esta mesma definição é adotada por autoridades no assunto, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1989, e também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A criança de ontem e o que é ser criança hoje?

As características da infância mudam com o tempo em função das diferenças sócio-culturais, econômicas e geográficas de um dado contexto histórico.

 

Portanto, a criança de hoje não é exatamente igual à do passado, nem será igual à que virá nos próximos séculos, uma vez que os contextos sócio-histórico e culturais também serão modificados.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

 

 

 

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula
Registros/Rotina pedagógica/Formação
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5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

Atualmente os professores reclamam muito do comportamento das crianças na escola. Parei para refletir sobre isso e me lembrei de quantas vezes ouvi Escolas e professores trazendo essa problemática à tona.

A insatisfação é clara: nunca vimos alunos tão indisciplinados como nos dias de hoje!

Mas antes de seguirmos com o papo, que tal fazermos uma pausa para olhar mais de pertinho o problema?

Fonte: Vivo mais saudável

 

O que é indisciplina?

A indisciplina significa ausência de disciplina; descumprimento de toda e qualquer regra; desobediência; confusão; insubordinação ou negação da ordem.  Olhando com cuidado seu antônimo, temos a palavra disciplina. E o que é essa palavra se não o sonho de consumo de todo professor?

Aluno disciplinado é aquele que segue as normas, que respeita as relações que foram definidas e que tem uma excelente conduta em sala de aula, não é mesmo?

Mas peraí, professores, os alunos que são disciplinados, geralmente, são criativos? Esses alunos desenvolvem com tanta propriedade a argumentação e o protagonismo? Será que essas crianças agem dessa maneira porque sofrem de perturbações afetivas? A família dessa criança é bem estruturada? Os pais dessa criança tem dificuldade para lidar com limites? Essa criança passa mais tempo com seus cuidadores do que com os pais? Por que será que a indisciplina está cada vez mais frequente?

Devemos fazer todas essas perguntas antes mesmo de definir a  indisciplina apenas como a incongruência entre as expectativas criadas pelos professores e a atitude das crianças. É  preciso pensar a indisciplina no contexto do desenvolvimento cognitivo e emocional de cada criança, pois assim abrimos um leque de possibilidades e passamos a compreender mais e melhor o porque essa criança grita, briga se mostra agressiva.  A partir daí, dessa reflexão, exercemos além da escuta ativa a importância de personalizar o ensino e determinar limites à criança e, claro, a valorização do nosso trabalho de professor na Educação Infantil.

 

A indisciplina escolar não é um fenômeno estático que tem mantido as mesmas características ao longo das últimas décadas. Ao contrário, está “evoluindo” nas escolas. Sob diversos aspectos, a indisciplina escolar, hoje, se diferencia daquela observada em décadas anteriores. As expressões e o caráter da indisciplina, por exemplo, apresentam mudanças (AQUINO, 1996b)

Para lidar com a indisciplina em sala de aula também é preciso mudanças. Estudar estratégias e maneiras de mapear, identificar e criar um plano de ação para prevenir essa questão tão latente na Escola torna o professor como agente de mudança.

Por isso é tão importante estabelecer uma relação de respeito entre professor e a criança. Uma vez que esse laço é estreitado é possível criar vínculo de confiança e afeto minimizando a indisciplina e mantendo a ordem e a harmonia com sua turma.

Dito isso, vamos para alguns encaminhamentos preventivos para que você experimente em sala de aula.

Confira!

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

#1Estabeleça regras claras

Faça disso um jogo. Todo jogo tem suas regras e é fundamental que você explique as regras que regem sua sala de aula. Explique de maneira bem clara e objetiva e justifique o motivo de elas existirem e por que devem ser respeitadas.

2#Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

É importante conversar olho no olho da criança. Assim fica mais fácil identificar as questões emocionais que as afligem. É muito importante está atento para que a criança não se sinta rejeitada.

Leia mais sobre Comunicação não violenta.

3#Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

Não se trata de bloquear os sentimentos ou valorizá-los, mas sim identificá-los. A partir do momento que conseguimos identificar nossas emoções e aprendemos a lidar com elas de um jeito criativo passamos a nos respeitar e exercer o respeito para com o outro.

Leia mais sobre Inteligencia Emocional

4#Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

Mais importante que respostas corretas e prontas é uma a forma como a criança conseguiu assimiliar a mensagem, o caminho da aprendizagem que ela percorreu é só dela e se apropriar de uma causa e se sentir parte dela é fundamental para a disciplina.

5#Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

Seja um professor otimista é de atitudes seguras. Transforme problemas em soluções. Sabe aquele aluno que está causando a maior bagunça em sala de aula? Que tal convocá-lo para o ajudante do dia?  Acredite que aos problemas humanos e sociais sempre são passíveis de soluções criativas.

As escolas precisam estar atentas para lidar de forma preventiva com a indisciplina. Algumas escolas apostam nos programas de formação continuada de professores e em serviços específicos voltada para a indisciplina.

O que percebemos é que a Escola deve ser verdadeiramente humana, isto é, a Escola precisa construir um espaço muito saudável para o afeto e a prática do diálogo. Pois será esse clima caloroso e afetuoso que, na prática, acontecerá a mudança.

Essas estratégias tem como única finalidade instrumentalizar os professores para tratar dessas questão de um jeito interessante e acolhedor.

Que tal experimentar a Eduqa.me para fazer esses registros?

Na Eduqa.me é muito fácil fazer registros individuais e compartilhar as anotações com o corpo pedagógico e com os pais.

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Não se trata apenas de focalizar no comportamento dos alunos, mas de considerar todos os aspectos do seu desenvolvimento psicossocial, principalmente a família, que é o exemplo central das crianças.

Veja 7 Estratégias para promover a aproximação da Família com a Escola.

 

Referências:

 

 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros/Rotina pedagógica/Formação
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FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?

 

 

“Do jeito que a vida está
Eu não quero crescer
Tanta volta que a vida dá
Eu não quero crescer
(…)
Eu não quero estudar
Eu não quero me formar
Eu não quero trabalhar
Eu não quero ter que pagar
Eu não quero me decepcionar
Eu não quero entristecer
Eu não quero crescer”(Música “Eu não quero crescer”, de Pitty)

O trecho desta música da cantora Pitty, nos remete a uma realidade que faz parte da nossa formação humana: quanto mais crescemos ou nos tornamos independentes, mais a vida nos apresenta desafios, deveres e obrigações que demandam que tenhamos múltiplas habilidades e competências. Precisamos tomar decisões difíceis, saber controlar as emoções e impulsos, ter disciplina, flexibilidade, planejamento, ser criativos, administrar a rotina, dentre milhares de outras coisas.

 

 

 

Mas será que já paramos para pensar em quais são as funções cerebrais necessárias para que possamos dar conta de todas essas necessidades? Indo além, será que é possível preparar o nosso cérebro para atender bem a esses tipos de demandas?

Muitos não sabem, mas existem sim funções cerebrais específicas para nos auxiliar no gerenciamento das nossas atividades e comportamentos com autonomia. Estas funções são chamadas de Executivas (F.E).

 O que são funções executivas e qual a importância da primeira infância no seu desenvolvimento?

As Funções Executivas são um conjunto de processos cerebrais responsáveis pelo controle, monitoramento e regulação das nossas ações, pensamentos e emoções. Com estas funções nós conseguimos disciplinar o nosso comportamento para atingir metas; flexibilizar formas de pensar; autorregular­nos, controlando os nossos impulsos e adequando as nossas ações às regras sociais; tomar decisões baseadas nos objetivos pretendidos; realizar planos e solucionar problemas, tudo isso, ao mesmo tempo em que nos automonitoramos para verificar a eficácia do que estamos fazendo.

Muita coisa, não? Isso acontece porque as Funções Executivas abrangem um agrupamento de regiões cerebrais que envolvem diferentes domínios cognitivos.

Mas, afinal, qual o papel da primeira infância no desenvolvimento das funções executivas?

A primeira infância (período que vai da gestação até os 5/6 anos de idade) constitui a fase do desenvolvimento onde é formada a base cerebral que dará sustentação a todas as nossas funções cognitivas e isso inclui as FE. Para que desenvolvamos bem estas funções, cujas habilidades foram descritas no inicio do texto, é preciso que em sua base ela receba estimulação adequada.

A maioria dos teóricos explicam que são diversos os domínios que fazem parte das Funções Executivas e que elas se desenvolvem ao longo da nossa vida, até o início da fase adulta.

3 importantes aspectos que já estão presentes, mesmo que de maneira mais rudimentar, na primeira infância.  

Fonte: Bloga8

 

  1. Inibição do comportamento: Basicamente é a capacidade de pensar antes de agir, ou seja, resistir à urgência de dizer ou fazer alguma coisa avaliando a situação e o impacto que o nosso comportamento causará. Como por exemplo, sentir vontade de bater em alguèm, mas conseguir frear essa reação por ser inapropriada; resisitr a tentação de roubar o doce do colega, dentre outros. 
  2. Memória operacional: é a habilidade de manter uma informação em mente pelo tempo suficiente de utilizá-la na solução de algum problema, ou para fazer relações de idéias. Isso envolve, por exemplo, reter as informações-chave necessárias para a solução de um problema reter fonemas e palavras da fala até que eles possam ser recuperados na ordem correta ou ser integrados em ideias significativas; conseguir integrar informações novas a um conhecimento anterior, dentre outros. A memória operacional é necessária tanto para nossa compreensão de problemas e criação de resoluções como para a compreensão e produção da linguagem. Na infância, principalmente, diversos estudos têm correlacionado a capacidade de memória operacional com desempenho acadêmico. 
  3. Flexibilidade cognitiva: habilidade de mudar o foco atencional, o ponto de vista, as prioridades ou as regras para adaptar-se às demandas do contexto. Por exemplo: se adaptar bem à mudanças de rotina ou de planos; inventar ou aceitar bem formas alternativas de resolver um problema (sem aquele pensamento de que “só vale se for do meu jeito”); não ter dificuldade em substituir uma informação ultrapassada por uma atual, etc.

Crianças pequenas podem ainda não ter muitas das habilidades citadas desenvolvidas,  mas isso não significa que elas não possam ser estimuladas desde já, prevenindo possíveis dificuldades em sua aquisição. Inúmeros estudos mostram que crianças que receberam estimulação adequada para o desenvolvimento dessas habilidades tornaram-se jovens e adultos com melhor saúde mental, comportamento, sociabilidade e desempenho acadêmico e profissional.

Existem diversas atividades que ajudam a estimular as Funções Executivas da criança e elas podem ser usadas tanto em contexto escolar quanto no dia a dia dentro de casa. Continue acompanhando os nossos posts para se informar mais sobre isso!

Você pode ler também sobre O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

E para usar todo esse conhecimento em prol da Educação acesse a Eduqa.me e faça registros diferentes e digitais. Veja as turmas, os alunos e qual área do conhecimento está estimulando mais. Use os filtros para extrair a informação que precisa, na hora que precisar.

Como mostra o exemplo abaixo:

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Tatiana Góes Freitas, Psicóloga, Neuropsicóloga, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância e no Centro de Atenção Psicossocial da UNIFESP.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.