Gestão Escolar x Gestão pedagógica

Gestão Pedagógica

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Gestão Escolar x Gestão pedagógica

“A tecnologia que já muda a maneira de ensinar e aprender está ganhando espaço na gestão à medida que fica cada vez mais complexo lidar com a enorme quantidade de informações no dia a dia de uma escola. O mercado de plataformas digitais está em evolução e uma amostra desse fenômeno pode ser percebida pela ampla presença de empresas voltadas a atender esse setor das instituições de ensino na Bett Educar.”

Esse é um trecho retirado do Porvir– O site sobre inovação em educação visitou alguns stands na feira Bett, a maior feira internacional de educação da America Latina, e viu alguns produtos que propõe como solução usar dados para apoiar tomadas de decisão sobre gestão administrativa da Escola.

Como nós ficamos de fora da matéria decidimos explicar para nossos leitores sobre um conceito que muita gente confunde.

Qual a diferença da GESTÃO ESCOLAR para a GESTÃO PEDAGÓGICA?

Muita gente confunde a Gestão Escolar, que é uma gestão administrativa, com a gestão pedagógica. Nesse post vamos explicar e explorar o contexto de cada uma delas.

Vamos lá?

GESTÃO ESCOLAR

A gestão escolar são práticas administrativas que se encontram na lógica da organização da Instituição. Isto é, ela e bem parecida com o funcionamento de uma padaria, de uma multinacional ou de qualquer empresa que precisa olhar para seu funcionamento com um olhar bem crítico e rigoroso com carácter puramente prático e pragmático.

Sabemos que apesar da Educação não ser um produto a Escola precisa e deve funcionar como uma empresa e para isso é preciso de dados e racionalidade sobre a administração pura e crua.

Nesse sentido, percebemos que vivemos em um País capitalista e como qualquer organização busca conseguir mais números com os mesmos esforços. Assim como essas organizações as Escolas são empresas e precisam ter lucro, produtividade e eficiência. E esse combo pode e devem coexistir, simultaneamente, dentro e fora da sala de aula.

GESTÃO PEDAGÓGICA

Agora que sabemos que gerir uma Escola depende de dados sobre os salários dos professores, o aluguel do espaço, a compra dos materiais, a quantidade de papel, programas e outros tantos gastos a pergunta que fica é: E o pedagógico? Como mensurar o valor da abordagem do meu professor? Como apresentar que esse método é melhor que aquele por esse ou aquela motivo?

E aí, Coordenadores e Diretores, o que eu respondo é simples.

O pedagógico vem como o grande objetivo de existência da escola é a única a razão dessa Empresa Escola existir e muito provavelmente um dos maiores motivos que fez com que as famílias se encantassem pela sua Escola e não pela Escola vizinha. O Pedagógico é a atividade fim do setor educacional, gerir essa área está relacionada com a organização e planejamento do sistema educacional e a elaboração e execução de projetos pedagógicos. Também deve estabelecer metas com foco em melhorar as práticas educacionais nas instituições de ensino e descobrir outras maneiras de ensinar mais e melhor. Para garantir que toda essa didática funcione, é essencial a atuação dos coordenadores, diretores e orientadores educacionais.

O pedagógico nos indica que as ações de articulação que acontecem dentro da Escola são orientadas por um propósito maior que as cifras, tão necessárias, ao final do mês. O Pedagógico vai te permitir pensar e agir de maneira cirúrgica e ambiciosa fazendo as mudanças necessárias para sua Escola.

Coordenadores Pedagógicos e Diretores são responsáveis por ações de extrema importância para o desenvolvimento da instituição, como:

  • Articular estratégias, métodos e conteúdos no ambiente educacional;
  • Definir metas para otimização dos processos pedagógicos;
  • Avaliar o trabalho pedagógico exercido por professores e praticados na instituição;
  • Estabelecer formas de envolver mais os docentes na criação dos métodos pedagógicos;
  • É importante também que o diretor escolar esteja em contato aberto com os educadores para estabelecer o foco da aprendizagem e promover a educação como um todo, dando atenção ao currículo escolar e metodologia de ensino em vigor e sugerindo eventuais mudanças.

Uma boa avaliação da gestão pedagógica na educação básica é realizada com o olhar sobre as atividades, os espaços e os tempos dedicados a elas, os materiais, as instruções, as modalidades organizativas, áreas de conhecimento ou estímulos e a formação de professores

Por isso é fundamental usar os dados pedagógicos ao seu favor e não só deixar que o cotidiano burocrático te engula mês a mês.

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Com a plataforma é possível acompanhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva na hora. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos sobre espaços utilizados, áreas de conhecimento, registros ricos em tempo real e muito mais.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação
Relatórios/Rotina pedagógica
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O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação

O relatório é um item muito solicitado nas Escolas, principalmente para alunos com transtornos de aprendizagem, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo.

Sendo assim, o relatório é um documento, muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.


Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é imprescindível, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Falando em objetivos, você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

O professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

4- Use o tempo a seu favor:

Você pode e deve usar as anotações individuais coletadas durante todo o ano letivo para  utilizar nos relatórios. As falas, os registros e as imagens serão materiais que enriquecerão seu relatório. A eduqa.me te ajuda a criar portfólios com design incrível, além disso, facilita o compartilhamento dessas informações com os pais, terapeutas educacionais e  até entre os próprios profissionais da escola.

E sem falar na fluidez da comunicação e o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Gere relatórios com mais rapidez.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso

O que NÃO escrever no relatório de avaliação
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O que NÃO escrever no relatório de avaliação

Agora que você está na reta final do ano e precisa fazer um monte de relatórios individuais, preparamos aqui algumas dicas e truques para ajudá-lo a garantir que o seu relatório será o mais efetivo possível.

relatório é um documento muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.

Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é muito comum, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

screen-shot-2016-12-05-at-3-46-56-pm

Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

screen-shot-2016-12-05-at-3-47-07-pm

A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

o professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

E registre! Sempre e com frequência. Assim fica cada vez mais fácil organizar tudo e não perder nenhum detalhe.

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

Na Eduqa.me você consegue ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.  Aprovar ou não um semanário… e também dar devolutivas para seus professores possibilitando a qualificação de um processo decisório, reduzindo-se as incertezas e os riscos.

Uma vez tendo-se definição e compreensão real dos fatos, haverá maior probabilidade de sucesso nas matrículas da sua Instituição e também nas reuniões com os pais.

Afinal,  dados são reais e ele podem ser comparados medidos, analisados, discutidos; enfim, é algo possível para pautar ou definir o que fazer na sua Escola.

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Concatenamos todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Na Eduqa.me é possível responder isso em poucos minutos e suas decisões podem ser pautadas mediante a realidade da sua Escola e não em suposições. Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

 

Leia mais em Gestão baseada em dados.

Referência

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como comparar registros para entender a evolução das crianças
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Como comparar registros para entender a evolução das crianças

Os registros pedagógicos são uma ferramenta metodológica do professor de Educação Infantil – mas não funcionam por si sós. Eles devem vir acompanhados do planejamento, da observação e reflexão. Juntos, formam um ciclo que dá foco ao trabalho do pedagogo: registrar-refletir-reorientar-registrar. Sem ele, há o risco de se inserir atividades aleatoriamente, sem suprir as necessidades de aprendizado das crianças e sem reciclar sua atuação em sala de aula.

Objetivo

Registrar em grandes quantidades, porém, não é necessariamente a melhor forma de ter um conteúdo rico. É mais importante que se registre com um objetivo. O que eu quero mostrar com esse registro em particular? Para quem estou fazendo esse registro? Aqui estão algumas opções:

  • Para o próprio professor – como você mesmo será o leitor, enfatize suas práticas pedagógicas e ações para com a classe. Isso permite que você analise seu próprio trabalho à distância, sem a emoção do momento.
  • Para a coordenação ou para os pais – escrevendo para terceiros, é relevante divulgar o trabalho sendo realizado na escola, evidenciando momentos marcantes de aprendizado. Contudo, lembre-se de que a linguagem e os instrumentos utilizados (textos, fotos, citações dos alunos, etc.) podem ser distintos para cada um, ainda que o assunto seja o mesmo.
  • Para a criança – algumas escolas permitem que as crianças participem da reflexão sobre seus registros, exibindo produções de vários momentos e ajudando-as a visualizar a própria evolução. Os testemunhos e opiniões delas sobre as evidências também serão inseridos nos registros, além de gerarem uma sensação produtiva de controle sobre seu aprendizado.

Da mesma forma, o professor deve saber de antemão o que pretende registrar naquele dia. Vai observar primordialmente o desenvolvimento em matemática ou geografia? O comportamento ou o trabalho em equipe? A motricidade?

Uma vez que esse objetivo foi traçado, ele pode selecionar suas armas: vai usar papel e caneta para anotar o que lhe chamar a atenção, por exemplo, ou vai filmar a atividade? Cada dinâmica pode ser melhor documentada com uma mídia apropriada – a Eduqa.me separou algumas dicas para usar tecnologia para criar registros mais completos.

Esse material será revisitado de tempos em tempos e vai contribuir para a elaboração de documentos como o portfólios individuais, relatórios de aprendizado e semanários.

Leia mais: Portfólio na Educação Infantil 

Seleção

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança - portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança – portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Após o trabalho de campo ser concluído, o desafio do professor para a ser escolher as melhores amostrar que representem a realidade da sala de aula. A armadilha nessa etapa costuma ser deixar os registros mais bonitos de lado e optar por aqueles que transmitem mais informações sobre os alunos.

Estes são alguns materiais que, apesar de fofos, não traduzem realmente o desenvolvimento de habilidades: fotos posadas das crianças, tiradas antes ou depois da atividade/passeio; trabalhos manuais “pré-fabricados” pelo professor (normalmente, para datas especiais, como Dia das Mães).

Para tornar a seleção eficiente, lembre-se de seus objetivos, definidos antes mesmo de registrar. Eles são o fio condutor do trabalho, e devem guiá-lo do início ao fim.

Comparando e evidenciando a evolução

evolucao-registros

Observe algumas possibilidades de registro, abaixo, e maneiras de compará-las para expressar o percurso de cada criança:

  • Fotos – procure usar fotos que reproduzam ações, ao invés daquelas mais esteticamente agradáveis. Ou seja: a fotos tremida de uma criança correndo pode dizer mais sobre ela (que estava agitada, que participou ou não do exercício, como se relacionou com os colegas) do que outra, estática. Tenha fotos com enquadramento fechado (usando o zoom) para mostrar mãos, pés ou rosto, de acordo com a atividade sendo realizada. Isso permite enxergar a destreza dos movimentos e expressões de concentração ou falta de interesse. Ao comparar duas fotos, garanta que elas estejam exibindo momentos semelhantes, em que você é capaz de ressaltar certas habilidades em comum.
  • Citações das crianças – anotar falas que ocorrem espontaneamente durante a aula destaca as necessidades e pontos de vista dos pequenos. Não só isso, aproveite essa forma de registro para observar a articulação da criança, sua capacidade de organizar pensamentos e contar histórias curtas ou longas, responder perguntas sem fugir ao tema, praticar novo vocabulário. Frases engraçadinhas e elogios podem dar leveza ao seu documento, contudo, preste atenção, novamente, ao conteúdo. Rodas de conversa, usuais em pré-escolas, são um ótimo momento para recolher essas amostras: há temas em pauta e a classe discute sobre eles. Experimente retomar assuntos depois de alguns meses e repare nas diferenças de discurso.
  • Educa.me – Na Eduqa.me é possível fazer anotações em textos, vídeos e imagens. A escolha da forma de registro fica a seu critério e com apenas um clique você consegue lincar esse registro com a devida aula.

 

  • Produções – atividades feitas totalmente (ou o máximo possível) pelas crianças são a melhor alternativa. Não mascare os erros, eles são parte essencial do processo de aprendizado. Ao invés disso, coloque lado a lado duas ou mais produções em que esse erro é trabalhado e corrigido. Por exemplo: em uma folha de papel, o aluno escreveu seu nome, mas errou a ordem das letras. Já na produção seguinte, as letras estão em ordem correta, mas, algumas, espelhadas. Ao fim do semestre, ele conseguiu escrever seu nome perfeitamente. O mesmo vale para atividades em outras áreas de conhecimento, é claro.
  • Vídeos e gravações – ideais para observar a dinâmica da sala de aula e prestar atenção nas movimentações que escaparam ao professor durante a lição. Afinal, é impossível vigiar cuidadosamente vinte crianças ao mesmo tempo, certo? Utilize vídeos sempre que possível para mostrar a evolução no relacionamento e comportamento da classe. Gravações, por outro lado, são melhor empregadas individualmente: para registrar o início da leitura, o ritmo em uma aula de música ou uma contação de história.
  • Textos do professor – Não esqueça de suas próprias anotações a respeito daquele período. Insira legendas não só para explicar o que está registrado (as imagens devem ser autoexplicativas), mas para desenvolver suas ideias a respeito. O desenvolvimento foi dentro do esperado? Por quê? Em quais atividades a criança se sobressaiu? Qual foi sua principal dificuldade? O que ela deve praticar a seguir?

Linha do tempo

Organize seu material e linhas do tempo para visualizar ainda melhor o processo de aprendizado. Elas podem ser montadas em cartolinas ou varais de fotos, especialmente para reuniões com pais ou coordenação – ou ainda para as próprias crianças, no encerramento de um período.

Na Eduqa.me, as linhas do tempo são geradas automaticamente para a turma e para cada criança, de acordo com os registros do professor.

A princípio, você pode ver a produção geral, com todas as atividades listadas em ordem cronológica. Ao clicar em uma atividade, todos os detalhes aparecem, inclusive mídias cadastradas, como fotos e vídeos.

Você pode ainda fazer comentários específicos na página de cada aluno, para abordar com mais detalhes seu desenvolvimento. Assim, o relatório final será personalizado, tanto quanto o feito à mão!

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Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

 Leia mais:

Nova Escola

A documentação pedagógica na Educação Infantil: traçando caminhos, construindo possibilidades (artigo)

Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Foto: Google (reprodução)

Registros/Rotina pedagógica
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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Ao visitar escolas de educação infantil e conversar com professores e coordenadores, notamos uma queixa surgindo com certa frequência – a dificuldade em preencher registros. Dispensadas ao patamar de tarefa burocrática, essas anotações deveriam, na realidade, servir como ferramenta pedagógica, auxiliando educadores na reflexão de suas atividades e do desenvolvimento das crianças.

Um registro se torna o suporte que o professor precisa para tomar decisões quanto às suas turmas, para traduzir o aprendizado aos pais de seus alunos e, eventualmente, para redigir os relatórios semestrais (ou trimestrais, em algumas escolas), que apresentam as conclusões do trabalho em sala de aula. Para cumprir essas funções, contudo, o registro deve ser bem estruturado. 

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que estou registrando?

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos: na rotina, nas atividades ou nas crianças.

  • Registros com foco na rotina: mostram uma imagem geral da sala de aula naquele dia – quem estava presente e quem faltou, quem chorou, quem se alimentou ou se recusou a comer, problemas de comportamento, etc.. É interessante acrescentar ainda notas sobre dúvidas ou curiosidades que surgiram durante a aula, perguntas dos alunos ou conteúdos a pesquisar. Isso mantém o professor conectado ao interesses da classe, e mostra que ele está disposto a estimular seus interesses.

 

  • Registros de atividades: descrevem um exercício feito com as crianças. Devem incluir o objetivo da atividade, quais os materiais empregados (desde objetos até as músicas cantadas), quais ações os alunos deveriam realizar e o que realizaram, de fato. Explique como eles se organizaram, o que produziram e o que aprenderam enquanto produziam. Lance perguntas: a classe fez silêncio e se dedicou à proposta? Fugiram ao tema? Por quê (e para qual assunto)? As questões levantadas por eles foram pertinentes?

 

  • Registros sobre as crianças: eles pontuam o  comportamento e desenvolvimento de cada criança individualmente, e podem trazer considerações não só sobre o aprendizado cognitivo, mas, também, o emocional – e como ele está interferindo, positiva ou negativamente, no desenvolvimento. Algumas escolas fazem esse acompanhamento através de tabelas com listas de objetivos. Essa é uma forma visualmente simples, mas garanta que haja, complementarmente, espaço para comentários.

Todos esses formatos de registro são válidos e costumam ser feitos simultaneamente, já que têm diferentes propósitos. Registros da rotina, por exemplo, são os mais comuns e, por vezes, obrigatórios, porque expõem o cuidado diário da escola com as crianças. Uma série de registros individuais, porém, é mais útil e mais interessante em uma reunião entre pais e professor do que uma descrição do todo.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

O que é relevante anotar?

O registro deve abranger os seguintes tópicos:

  • Processo de aprendizagem das crianças;
  • O trabalho do professor;
  • Portfólio e impressões da atividade;
  • Reflexão e planejamento futuro.

A trajetória das crianças não é feita só de sucessos, e os registros devem ser fiéis a isso. Valorize os processos: escreva sobre as tentativas e descobertas, não apenas resultados. Anote, inclusive, falhas e dificuldades ainda não superadas, pois isso é o que vai ajudar a discernir os próximos passos para aquela turma. Considere se eles se mostraram interessados e participaram, se conseguiram compreender orientações e se adquiriram algum novo conhecimento.

Registre também o próprio trabalho: qual foi a atuação do professor em sala, de que forma isso estimulou as crianças, como trabalhou problemas de relacionamento ou de aprendizagem. Dessa forma, além de criar um retrato das habilidades e desafios das crianças, os educadores são capazes de se autoavaliar e, se preciso, redefinir suas ações. Seja honesto, nem todas as aulas fluem tranquilamente. Houve imprevistos ao usar material de apoio? Algum acontecimento em que não soube como agir? Decisões que poderiam ser repensadas? A crítica momentânea ajuda a traçar um caminho mais consistente nas próximas aulas.

Inclua a produção das crianças – tanto os originais, no caso de pinturas ou colagens, quanto fotos das atividades. Apesar de esses resultados estarem claros agora, imagine tentar se lembrar do trabalho de cada uma daqui há um mês. As imagens facilitam esse acesso adiante. Outra ideia é anotar algumas falas das crianças que despertaram atenção. Elas são, afinal, o centro do registro.

Por fim, reserve algumas linhas para planejamento. Será que as atividades merecem continuação? Quais competências podem ser exercitadas a partir daí? Quais mudanças beneficiariam o processo de aprendizagem?

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Torne seus registros ainda mais rápidos e completos com ajuda da Eduqa.me. Adicione atividades à linha do tempo da turma, faça comentários sobre o comportamento e aprendizado das crianças e avalie o desenvolvimento delas de maneira formativa. Poste fotos e vídeos para acompanhar os relatos, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! 

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Leia mais (bibliografia):