Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Registros/Rotina pedagógica/Práticas inovadoras
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Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

O que você vai aprender com esse caso?

Se você é professora, coordenadora ou diretor em alguma escola de educação infantil e fundamental, recomendo muito que preste atenção neste artigo. Vamos mostrar como um de nossos clientes, o Centro Educacional Jardim Encantado, trabalhou junto com a Eduqa.me para resolver os problemas na árdua tarefa de organizar e gerenciar os semanários, registros e relatórios escolares, bem como construir um acervo de atividades acessíveis promovendo troca e colaboração entre os professores. Também vamos mostrar como a escola se tornou ágil na comunicação entre coordenadores pedagógicos e professores.

A Escola

O Jardim encantado é uma Escola de Educação Infantil e Berçário que fica no Paraná em uma cidade chamada Meridianeira. A Escola adotou a Eduqa.me no começo do ano e no primeiro mês, teste,  foi um processo de adaptação e reconhecimento dos professores. Como os professores usaram e acharam fácil, o Diretor assinou a Eduqa.me e começou o trabalho. Primeiramente a implementação foi feita com professores e em seguida foi expandindo para a família. Hoje os professores fazem todos os seus semanários na Eduqa.me e também os registros de atividades de cada classe e das crianças, assim a família também faz acompanhamento das atividades que seus filhos fazem na escola. Desde fotos, questionários e anotações pertinentes a cada criança. Como o Jardim Encantado é uma escola aberta às devolutivas, a plataforma também tem contribuído muito nesse aspecto, pois a família chega hoje na Escola desejando obter informações dos seus filhos e o Diretor acessa o sistema e já tem uma resposta pronta, sem ter que chamar o professor na sua sala de aula.

#Na Prática

Os professores acessam a Eduqa.me e criam uma rotina de atividade para desenvolver as crianças semanalmente, isto é, o semanário. Assim a coordenação e a direção ficam cientes do semanário imediatamente. Além desse compartilhamento, tanto o professor, quanto o coordenador, podem fazer comentários nas atividades do semanário, com isso agilizam a troca de informação e esclarecimento de dúvidas. Uma vez que existe essa transparência a responsabilidade passa a ser de todos os atores da Escola. Desta maneira a direção passa a ser responsável e a ter mais propriedade para dialogar direto com a família sem ter que chamar o professor na sua sala de aula. 

“Não tem a necessidade de fazer a pergunta: – vou perguntar para o professor para saber o que está acontecendo, eu simplesmente acesso e pronto. A resposta está ali, pronta. É legal porque ajudando os professores nesse processo as coisas ficam mais fáceis para todos e a Escola tem mais fluidez.”

Alexandre – Diretor do Centro Educacional Jardim Encantado

Hoje a Escola conta com 47 crianças cadastradas na plataforma, 4 professores docentes, 1 coordenador pedagógico e 1 Diretor. A escola usa a Eduqa.me há 4 meses e já tem catalogado em seu baú de atividades mais de 900 atividades mapeadas em 14 áreas do conhecimento.

Números do colégio Jardim Encantado

Números do colégio Jardim Encantado

 

Toda essa informação gerada pela escola antes era perdida pois não havia a possibilidade de resgatá-las para discutir e reorientar as práticas pedagógicas. Além disso, muitas anotações importantes sobre as crianças não eram feitas pois caiam no esquecimento. Agora coordenador e diretor podem fazer diversas buscas sobre uma série de informações pedagógicas na plataforma. Como por exemplo buscar as atividades de linguagem feitas nos últimos 3 meses, visualizar de maneira clara as atividades com os registros em fotos e vídeos, resgatar essas atividades para possíveis relatórios, replicar, co-criar, repensar e decidir o que muda ou não para os próximos meses. Agora o colégio também conta com um acervo de todas as suas atividades feitas. Todas com fácil acesso e salvas em  um local seguro prontas para serem reaproveitadas com apenas um clique.

O Desafio

O principal desafio do Jardim Encantado era:

Organizar e gerenciar a documentação pedagógica.

Como resolver esses dois problemas sem tomar mais tempo da coordenação e dos professores, em um dia a dia tão corrido como o escolar? Com a documentação em ordem seria possível balizar qual área do conhecimento estava defasada e a partir dessa constatação gerar um plano de ação para as atividades certas para o  desenvolvimento infantil de cada classe. 

Apesar da Escola já fazer a documentação usual com planilhas, cadernos e documentos impressos, os semanários eram sempre o grande ponto de atenção, pois na maioria das vezes a rotina da Educação Infantil era puxada e a rotina consumia a maior parte do tempo dos professores.

A Solução

Obviamente que a  qualidade do ensino depende de muitos fatores, em graus diferentes, mas a solução que a Eduqa.me propõe é fazer toda a documentação pedagógica com uma única ferramenta que é acessível do celular, tablet ou computador.

Semanário:

Para o semanário o professor planeja e a coordenação acompanha em tempo real o planejamento de todas as turmas. Sem envio de e-mails e vários outros documentos. Hoje as devolutivas são feitas no própria plataforma, facilitando o diálogo, a busca e a organização.

Registros:

A escola optou por registrar por texto, foto e vídeo. Desta maneira os registros ficam mais completos e ricos e é possível saber o universo das atividades lecionadas, qual área do conhecimento está sendo mais estimulada e quais são os pontos de atenção das demais áreas e, principalmente, das crianças.

Escrever sobre a prática faz pensar e refletir cada decisão tomada, permitindo aprimorar o trabalho diário da sala de aula e adequá-lo com frequência às necessidades dos alunos e trocar os aprendizados com outros professores passa a ser consequência. A Eduqa.me permite que essa tarefa seja feita de forma simples.

Anotações individuais:

Um dos recursos mais importantes da Eduqa.me, aqui na mesma hora que o professor faz um registro para toda a classe ele consegue fazer anotações individuais de cada criança, ou seja, o professor pode anotar uma fala, um comportamento e essa anotação vai direto para o perfil da criança ajudando a compor seu portfólio online.

O Baú de Atividades:

Outro recurso de muito destaque é o Baú de atividades, nele ficam armazenadas todas as atividades que o professor planeja. O Baú também permite que o professor compartilhe suas atividades planejadas com professores de todo o Brasil ou busque novidades de outros professores para a aula da semana. O professor pode criar, pesquisar, co-criar e compartilhar suas atividades. Agora o Jardim Encantado conta com um báu de fácil acesso com mais de 550 atividades até o momento, essas atividades podem ser usadas na própria escola e, até mesmo, se compartilhadas no baú público, podem ser copiadas por qualquer professor do Brasil.

Afinal de contas educação sem troca, não é educação.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Que tipo de Educação você quer dar para as crianças, professor?
Registros/Formação
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Que tipo de Educação você quer dar para as crianças, professor?

que tipo de educação

Esta pergunta é intrigante e pode suscitar a priori duas interpretações: pensar nos métodos e estratégias que vou oferecer aos meus alunos para educa-los de forma que aprendam os conteúdos formais, ou, ir além disso e pensar também em que tipo de pessoas quero formar.

Quando imaginamos uma sala de aula, muitos cenários vêm à tona, principalmente a diversidade que a compõe.

Para muitos, a palavra diversidade parece estar ligada a algo que é visível no outro, ora por aquilo que falta ora pelo que sobra em alguém, mas, neste texto, vamos falar de um assunto que nem sempre é tão explícito pelo que falta ou pelo que sobra, mas pelo que as vezes passa desapercebido pelos olhos do professor.

Vamos falar da inclusão socioeconômica e do contraste social encontrado nas escolas.

Por mais que saibamos que esta realidade existe, quando as diferenças não estão estampadas de forma evidente no rosto das pessoas, parece que elas são ignoradas. Está é uma falsa ilusão e a falsa ideia da homogeneidade que muitos professores ainda insistem em defender.

Somos todos diferentes e únicos, isto por si só derrota a ideia de homogeneidade humana. Aprendemos de formas diferentes, pensamos e gostamos de coisas diferentes e temos também condições socioeconômicas muito distintas.

Estas condições econômicas, em alguns casos, definem e implicam diretamente nos objetivos e propósitos pelos quais a criança frequenta uma escola.

Sabemos que muitas crianças precisam comer, por isso vão a escola; outras ainda quando muito pequeninas, frequentam a escola, pois os pais necessitam trabalhar; e há também aquelas que vão a determinadas escolas para sustentar certos “status” dos grupos sociais do qual os pais fazem parte. Mas há também pais que escolheram as escolas devido aos métodos pedagógicos e pela filosofia do trabalho educacional que oferecem.

Independente do que seja, se desconhecermos os motivos pelo qual cada aluno frequenta a escola, teremos problemas na relação direta com eles e principalmente com suas famílias. Alguns comportamentos dos pais, por mais que sejam estranhos, passam a ser “melhor compreendidos”, uma vez que se conhece os interesses das famílias. Com isso, não quero dizer que a escola deve assumir o papel dos pais, muito pelo contrário, deve partilhar com a família a responsabilidade de educar, mas perceber os limites que envolvem estas relações entre família-escola.

escola

Por conta das desigualdades sociais existentes, há um consenso entre as pessoas ao achar que nas escolas públicas estão os alunos menos favorecidos e nas escolas particulares estão os mais favorecidos financeiramente.

No caso do Brasil, isso tem uma certa verdade pela forma cultural e econômica em que o ensino está organizado, mas na Europa por exemplo, não é bem assim que funciona; as escolas públicas europeias têm grande prestígio e muitas famílias privilegiadas economicamente optam por matricularem os seus filhos nestas instituições.

É bastante curioso e interessante observar esta diversidade socioeconômica dentro de um único espaço. A mãe empregada de mesa e um pai empresário debatendo, nas reuniões de pais, melhorias para a escola dos seus filhos. Existem problemas causados pelas condições econômicas? Sim, como em todo lugar, mas como o objetivo é zelar pela educação de qualidade para os filhos, essas diferenças não são soam como  problema, não nesse cenário.

O preconceito é algo ensinado pelo adulto. As crianças são ensinadas a selecionar seus amigos pela ótica do adulto.

As escolas particulares no Brasil, nem sempre ilustram este cenário separatista que está na mentalidade das pessoas. Muitos pais fazem grandes sacrifícios para dar o melhor para os filhos; e para eles, o melhor, é uma educação de qualidade que supostamente acham que vão encontrar nas escolas particulares.

Digo supostamente, pois classificar se uma escola é boa ou ruim devido ela ser pública ou privada é mais um erro. Há boas escolas públicas e há boas escolas particulares, assim como também há más escolas independente de serem públicas ou particulares.

Isto parece ser óbvio e até redundante, mas você já parou para se perguntar o que é uma boa escola? ou o que faz de uma escola ser boa ou não?

Podemos construir um ótimo livro só com as respostas para estas perguntas, mas a reflexão que se quer aqui vai mais além do que a escola deve ter ou fazer para ser boa, mas sim da sua essência. Por isso, o título deste texto começou por questionar: que tipo de educação você quer dar para as crianças, professor?

Podemos brincar com esta pergunta e criar tantas outras… que tipo de cidadão você quer formar? que tipo de pessoa você quer ajudar a constituir? Não se tem aqui a pretensão de dar respostas, mas pensar em alguns caminhos a partir da diversidade socioeconômica encontrada nas escolas.

Esta diversidade aumenta o desafio do professor em sala de aula, pois os conteúdos não podem ser mais a preocupação exclusiva; valores como respeito ao outro e às diferenças passam a ser tão importantes quanto o aprender formal, aliás, estes são aspectos que propiciam uma melhor interação, comunicação e por fim um melhor aprendizado.

Infelizmente, ouve-se nos corredores das escolas crianças discutindo: “meu pai tem dois helicópteros e o seu não tem nenhum”; “você é pobre, por que estuda nesta escola?”. Estas atitudes incentivam e aumentam a prática do bullying e de outros maus comportamentos que não colaboram com a construção de uma boa escola e também da aprendizagem das crianças.

escola alto nível

As desigualdades sociais encontram-se em níveis variados dentro das escolas, por exemplo: a criança rica e a muito rica, a criança pobre e a extremamente pobre, e outros espaços onde se tem um pouco de tudo. Não é somente pensar nos extremos, mas nestas variações dentro de cada classe social. Estes problemas trazidos pelas dificuldades em lidar com a diversidade socioeconômica dá a oportunidade ao professor de falar e ajudar as crianças na construção da sua identidade e autonomia.

Trazer para dentro da classe as diferenças existentes entre os alunos e potencializa-las para o conhecimento é uma boa estratégia. Uma criança que vende doces no farol, tem com certeza, muita experiência com a matemática e isso pode ser levado para a sala de aula, para a criança ressignificar e protagonizar a sua aprendizagem.

escola brasileiraDesta mesma forma, a criança dos helicópteros tem uma vivência a ser partilhada que vai além do ter mais ou menos um bem material, e isso, com criatividade, pode virar uma rica experiência para todos.

Cada vez mais, as crianças mostram dificuldades em superar o seu egocentrismo inicial, pois são ensinadas a serem egoístas, quando desprezam e julgam uma condição social diferente da sua.

A escola é o espaço mais rico para que estas realidades se cruzem e coloquem a criança numa posição de conflito frente aos seus valores, conhecimentos e personalidade, que a priori é constituída pela família. Isso é saudável para o seu desenvolvimento psíquico, mas se não for bem assistida pode ser um risco para as relações sociais e para o desenvolvimento pessoal das próprias crianças.

A escola precisa se importar com as diferenças sociais e entender que este problema também é seu. A escola representa a população e se julgamos que a sociedade está ruim é porque de alguma forma a escola contribui com isso, quando finge, por exemplo, que não é um problema seu, as crianças se desrespeitarem.

O que quero dizer com isso é que o aluno que está em nossas classes hoje, poderá ser o médico que cuidará de nós amanhã, ou o professor que dará aulas para o nosso filho no futuro, enfim, está em nossas mãos transformar os problemas da desigualdade em oportunidades de construir uma sociedade melhor.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano
Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários
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Você sabe o que eles sabem? Como fazer uma sondagem nessa época do ano

sondagem

As sondagens são as investigações que os professores fazem sobre a aprendizagem dos alunos. Elas são muito comuns e, geralmente, acontecem no início do ano letivo para se conhecer um pouco mais sobre a hipótese que os pequenos possuem sobre um determinado assunto e, também, para, se necessário, reorientar a prática pedagógica.

Algumas sondagens são mais rotineiras que outras, isso porque a modificação do estado de conhecimento da criança transforma-se rapidamente. É o caso das sondagens relacionadas a aprendizagem da leitura e principalmente da escrita.

Mas você sabe o que eles sabem? Esta pergunta parece oportuna para esta época do ano, pois estamos a nos preparar para o fim do calendário letivo e muitas aprendizagens ainda precisam ser conquistadas. As sondagens podem ser feitas a todo momento e não apenas como diagnóstico inicial do grupo ou para questões específicas da escrita. O ideal seria fazermos sondagens durante o ano todo, para observarmos as diversas áreas do desenvolvimento infantil, de um jeito que não seja apenas com papel e lápis.

Realizar com constância as sondagens permite ao professor não só avaliar, mas, acompanhar o desenvolvimento da criança, sugerir agrupamentos entre os alunos para aprimorar conhecimentos e também planejar. 

Mas espera aí!! Quando sugiro a constância das sondagens não quero que vejam isso como mais uma tarefa a ser “executada” pelo professor, dentre tantas obrigações que ele já tem. Não é isso! Na verdade, a sondagem deve ser previamente organizada e fazer parte rotina do professor, para NÃO ser o “algo mais a se fazer” que todos esquecem ou deixam de lado. 

Especificamente nesta época do ano, as sondagens transformam-se em ricos instrumentos que possibilitam ao professor ter recursos para desafiar a aprendizagem das crianças, fazê-las irem além e consolidar novos conhecimentos.

Uma sondagem para desafiar a aprendizagem pode ser a organização de uma atividade experimental sobre um assunto, a escolha do professor, que tenha relação com o currículo a ser trabalhado.

giz de cera

Um exemplo disso é a sondagem do desenho, pois ela pode se transformar numa atividade experimental. Utilize materiais reciclados, peças de jogos, vários tipos de desenhos (revista, gibi, obras de arte) e siga os passos abaixo:

– Organiza-se todo material concreto que for possível sobre o assunto abordado e monte alguns quites.

– Distribua-os nos pequenos grupos e ofereça um momento para as crianças explorarem o material.

– Solicite que elas observem e façam sugestões sobre possibilidades de transformar aquele material.

–  Por último apresente uma situação problema na qual as crianças tenha que pensar, interagir e resolver.

Para fazer uma boa sondagem você deve se preocupar com a avaliação, observação e acompanhamento da aprendizagem da criança em sua totalidade, o que implica então, na utilização de recursos práticos e com a possibilidade da interação do corpo e do movimento, do saber e do fazer, do ouvir e do falar, do tocar e do sentir, do ler e escrever, do pensar, do ver. E as produções da criança podem ser registradas não só pelo papel, mas por meio de um pequeno filme e fotografias; material excelente para o portfólio da criança ou do professor. 

E para ficar ainda mais fácil fazer a sondagem experimente guardá-las na Eduqa.me!

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Como trabalhar o afeto na educação infantil

Fonte: HP

Socioemocional/Socioemocional
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Como trabalhar o afeto na educação infantil

Você é um professor afetuoso?

Afinal de contas o que essa palavra realmente significa e como o afeto ou a falta dele impacta o aprendizado dos seus alunos?

Pergunta difícil. Também acho! Subjetiva demais para elaborar uma resposta, assim, de imediato. Para contextualizar melhor vamos buscar informação com quem realmente entende do assunto. 

Os magos da pedagogia

Do ponto de vista piagetiano, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. Segundo Wallon, a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. E é através da observação dos gestos da mímica, do olhar, da expressão facial que percebemos essa atividade emocional. Já no documentário “ O começo da vida” o economista Flávio Cunha faz uma afirmação super importante sobre esse assunto:“O afeto é a fita isolante das ligações entre os neurônios”

Esses três olhares apontam que a afetividade é um elemento fundamental para fazer a máquina da aprendizagem funcionar. A afetividade é um estado psicológico e causa profunda influência no comportamento e no aprendizado das crianças.

Com açúcar com afeto

A criança que recebe afeto dos seus pais e professores, passa a desenvolver seus sentimentos, como: antipatia, simpatia, respeito, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, a afetividade impacta em todos os campos da vida.

Na escola a criança precisa do amor e do reconhecimento do professor para encontrar o prazer pelo aprender.

Fonte: Zun

Fonte: Zun

Seja naquele professor de fala mansa e afável ou até mesmo aquele professor que não demonstra tanto afeto, mas é tão apaixonado pelo que faz que a afetividade se mostrar em sua  motivação e na vontade de fazer.

Não importa como você demonstra seu afeto, mas importa, e muito, que você o faça.

Nessa relação, professor e aluno, transformações acontecem paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Uma relação afetuosa influencia decisivamente a maneira como essa criança se mostra para o mundo.

Sua percepção, a memória, autoestima, empatia e outras habilidades socioemocionais que trazem equilíbrio para a vida emocional são marcadas, profundamente, na primeira infância e por isso precisamos olhar com muito cuidado para esse tema.

Na prática, como trabalhar de maneira mais afetuosa em sala de aula?

A nossa sugestão fica para promover atividades com mais interações sociais. Pois é dessa maneira que se constrói a aprendizagem. O professor, nesse contexto, pode e deve ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem.

Instigar a curiosidade e o interesse do aluno a partir das suas paixões e promover o sujeito autônomo é a primeira lição a ser colocada em prática. Permitir o fazer, o  despertar, favorecer situações de aprendizagem, promover situações problemas, valorizar cada aluno e sua forma de pensar, exercitar a ludicidade de cada pequenininho e empoderar o pensar da criança. Se constituir enquanto um professor que aprende e não aquele que ensina.

Deixar sentir, impregnar-se de emoção.

A palavra emoção vem do latim movere, mover-se para fora, externalizar-se. É a máxima intensidade do afeto.

E então, você é um professor afetuoso? Difícil mensurar ou pontuar, mas a nossa proposta é realmente provocar essa reflexão para o professor #NaEscola.

Se gostou desse post e quer me contar como o afeto é importante na sala de aula é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Abraços

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

6 Passos para a autoavaliação do professor

Fonte: Scuolaazoo

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6 Passos para a autoavaliação do professor

Antes de guardar os cadernos, fechar os armários e correr para a praia, há uma última tarefa que o professor precisa cumprir para garantir a qualidade do seu trabalho: a autoavaliação. Nesse momento, vale fazer um balanço geral dos meses que se passaram, entender o que teve bons resultados, o que falhou e em que pontos melhorar.

A autoavaliação não caminha sozinha: muitas escolas combinam questionários da gestão, dos professores, dos pais e mesmo dos alunos (prática mais comum quando se tratam de crianças maiores) para abranger um cenário mais amplo do que ocorreu no ano letivo. Essa relação entre diferentes opiniões explicita problemas de relacionamento, comunicação, ensino, organização ou administração que, de outra forma, passariam despercebidos e abrem espaço para o diálogo entre setores: como um pode contribuir com o outro?

Porém, ainda que essa não seja uma prática comum na instituição em que você trabalha, é interessante reservar alguns minutos para fazer o exercício por conta própria. Essa é a melhor maneira de reorientar suas práticas pedagógicas com intencionalidade no futuro. Mas cuidado – essa não é uma atividade que deva ser feita às pressas, de qualquer jeito. Separamos 6 dicas para tornar o trabalho mais fácil:

Divida a autoavaliação por áreas

A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração - e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)

A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração – e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)

Educadores sugerem que a autoavaliação seja realizada por áreas, ao invés de se criar uma única pesquisa com dezenas de perguntas. Questionários muito longos são exaustivos e há grandes chances de que, ao chegar na última questão, o professor já esteja cansado demais para responder com calma e profundidade.

Cada profissional pode definir tópicos de acordo com sua rotina e ambiente. Podem estar entre eles:

  • Planejamento de atividades e projetos;
  • Organização de materiais e da sala de aula;
  • Postura em sala de aula;
  • Relacionamento com outros funcionários;
  • Iniciativa, criatividade e originalidade;
  • Relação com as famílias das crianças;
  • Materiais produzidos, avaliações e devolutivas e como elas foram úteis ao aprendizado da turma;
  • Resolução de conflitos.

#1  Escolha um modelo de avaliação

Para ser capaz de olhar atentamente para os resultados do ano que passou, o mais indicado é que a autoavaliação seja feita por escrito. Você pode elaborar perguntas cujas respostas sejam “sempre”, “às vezes” ou “nunca”; “bom”, “regular” ou “ruim”; ou ainda que usem escalas numéricas (1, para péssimo, até 10, para excelente). Por exemplo:

1. Este ano eu soube lidar com brigas e conflitos entre as crianças com calma e fui justa nas minhas reações: (  ) Sempre  (  ) Na maioria das vezes  (  ) Raramente  (  ) Nunca.

Uma alternativa é a produção textual, que permite uma reflexão mais profunda e a descrição de momentos específicos que ilustrem os pontos ressaltados.

#2 Liste projetos, atividades e momentos marcantes do ano

Lembre-se dos momentos mais significativos do ano e pergunte-se: o que aprendi com eles? (foto: Hickman Mills)

Lembre-se dos momentos mais significativos do ano e pergunte-se: o que aprendi com eles? (foto: Hickman Mills)

É mais fácil analisar determinadas cenas, que exprimem exatamente os acertos e erros que o professor pretende destacar, do que tentar resumir o ano inteiro, o que pode resultar em uma avaliação genérica, vaga demais. Liste momentos importantes do ano letivo, sejam eles: excursões da turma, brincadeiras que acabaram em bagunça, apresentações em datas comemorativas, uma atividade de sucesso inesperado, uma reunião de pais em que houve falha de comunicação. Eles não precisam necessariamente ter sido grandes eventos, apenas esclarecer um aprendizado.

#3 Reflita sobre os resultados

Essa é a etapa mais importante de todo o processo. Hora de dividir as práticas do ano anterior entre as que funcionaram, as que exigem melhorias e as que devem ser completamente repensadas. Seja honesto, afinal, o objetivo da autoavaliação não é punir ninguém – pelo contrário, é contribuir com sua experiência profissional.

Pergunte a si mesmo:

  • Em quais momentos você acertou e em quais errou?
  • O que faria diferente?
  • O que gostaria de repetir?
  • Houve comportamentos inapropriados, preguiça, má vontade, falta de iniciativa? Quando?
  • Houve empolgação demais, mas falta de organização e planejamento? Quando?
  • Suas estratégias foram de encontro com as necessidades das crianças?
  • Como você acompanhou o aprendizado delas? O desenvolvimento da turma ficou claro para você?

Caso você trabalhe com mais de uma turma, é melhor fazer esse processo duas vezes, uma para cada grupo. Comparar resultados também pode abrir seus olhos para atitudes e didáticas usadas com cada uma e como influenciaram no desenvolvimento das crianças. Quando houver diferenças marcantes entre as turmas, procure pelos motivos.

#4 Peça opiniões

Gestores, professores e funcionários podem enriquecer a reflexão e sugerir outras formas de melhorar (foto: Understood)

Gestores, professores e funcionários podem enriquecer a reflexão e sugerir outras formas de melhorar (foto: Understood)

Quem trabalha com você diariamente pode contribuir muito para sua reflexão. Convide colegas, sejam eles diretores, professores ou outros funcionários, a fazer críticas construtivas quanto à sua atuação durante o ano letivo. Compartilhar sua autoavaliação pode, inclusive, inspirar a equipe a fazer o mesmo – o que ocasionará mudanças mais significativas na escola.

Procure profissionais que admira para tirar dúvidas, sejam eles educadores ou não. Peça dicas para lidar com situações que ainda lhe causam desconforto, para criar um esquema de organização para suas pastas e cadernos, para se inspirar e trazer novas ideias de atividades à sala de aula. Não tenha vergonha de pedir ajuda.

#5 Trace um plano para o próximo ano

Agora que você identificou sucessos, fracassos e pontos de melhoria, sente-se e escreva suas metas para o ano seguinte. Um por um, enfrente cada problema e estabeleça uma solução. Identifique quais são as mudanças prioritárias, que merecem mais atenção – você pode até mesmo colocar prazos e objetivos para acompanhar seu aprendizado, como faz com as crianças.

Pode acontecer de os problemas apontados dependerem não apenas do professor; a decisão de levar as crianças para mais estudos de campo em parques, museus ou teatros, por exemplo, precisa do aval da coordenação pedagógica. Nessa situação, leve sua autoavaliação para a escola e discuta-a com seus superiores, explicando as necessidades que você observou.

Aproveite a reflexão para pensar ainda em seu trajeto profissional: está na hora de buscar novos cursos e capacitações? Você está investindo o suficiente em sua carreira? Liste suas necessidades e limitações (preços, horários, local) e pesquise novos projetos para o ano seguinte.

#6 Acompanhe seu progresso

A autoavaliação não precisa ser reservada para o final do ano. Nos próximos meses, retorne às metas que definiu e acompanhe seu progresso. Que tal ter um diário em que, a cada semana, você registra o que aprendeu?

Quanto mais frequente for sua reflexão, mais rápida e eficiente será a reorientação e melhores os resultados!

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Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica
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Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil

Escolas diferentes seguem currículos diferentes: enquanto algumas enfatizam o ensino de idiomas e conhecimentos cognitivos, outras optam por desenvolver competências sociais; umas empregam atividades lúdicas, outras prezam pelo contato com a natureza e criam consciência ecológica ou apostam na tecnologia. Qualquer que seja o método aplicado, há espaço para sequências didáticas no planejamento.

Sequências didáticas são um conjunto de aulas pensadas para ensinar um conteúdo de forma acumulativa. Ao longo dos dias (ou mesmo semanas, para projetos mais extensos), as crianças vão construindo o conhecimento, sempre passando de desafios mais simples para mais complexos.

Como escolher o tema da minha sequência didática?

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Qualquer assunto pode dar origem a uma sequência didática. Para começar, é bom se perguntar o que você pretende que as crianças aprendam sobre determinado tema. Qual o propósito desse conteúdo? É fazer com que a turma aprenda a ler? Que se familiarize com a cultura e tradições da região? Que entenda a importância da alimentação saudável? Que desenvolva certos movimentos?

Deixe dois pontos bem claros – qual o conteúdo e qual o objetivo da sequência. O conteúdo é aquilo que será ensinado, o objetivo, o que você espera que a classe aprenda.

O próximo passo é observar o que as crianças já sabem sobre esse tema, qual o repertório que trazem de outras vivências. Essa sondagem pode ser realizada de várias maneiras (como simplesmente perguntar a elas sobre o assunto), mas a mais esclarecedora é, com certeza, colocá-las em contato com o tema na prática. Se a sequência didática for abordar insetos, por exemplo, livros, revistas, bichinhos de plástico ou quebra-cabeças podem ser distribuídos, enquanto o professor caminha pela sala e repara em como as crianças interagem com eles ou sobre o que conversam entre si.

A partir desses questionamentos, o professor será capaz de traçar uma sequência de atividades. As atividades são como ferramentas escolhidas cuidadosamente para proporcionar experiências significativas à turma, nas quais ela vai adquirir as habilidades e aprendizados necessários – ou seja, a escolha está longe de ser aleatória!

Cada atividade, cada experimento, jogo ou brincadeira deve acrescentar algo ao desenvolvimento das crianças, para que elas consigam evoluir. É como criar um passo a passo – de quais conhecimentos elas precisam para passar de uma atividade para a seguinte?

Trabalhe a interdisciplinaridade

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Sequências didáticas são uma oportunidade para se trabalhar um mesmo conteúdo sob diversos olhares. Ainda usando o exemplo do tema “insetos”, imagine que a turma está abordando um tema de Natureza e Sociedade, mas também irá desenvolver novo vocabulário, quando aprender nomes de animais, suas partes, o que comem, etc.; motricidade, ao desenhá-los, procurar por insetos no pátio, construir um inseto com massa de modelar ou argila, criar um formigueiro em um aquário; matemática, identificando o número de pernas, asas, antenas; e assim por diante.

Busque não dividir as aulas por disciplina, fragmentando o conteúdo (não anuncie, por exemplo, “agora, vamos aprender matemática”). Apenas relacione os aprendizados como partes de um todo. Isso leva as crianças a perceberem o assunto mais amplamente, através de múltiplas linguagens.

Outra vantagem é valorizar os potenciais de cada aluno, já que a sequência permite que eles sejam expostos a diferentes formas de trabalho em que podem se sobressair.

Na Educação Infantil, algumas etapas devem estar presentes na sequência didática:

  • #Dica 1 Explorar as habilidades socioemocionais:

São atividades que permitem que as crianças identifiquem sentimentos, emoções e organizações sociais. O foco é o autoconhecimento e a socialização e interação com os colegas.

  • #Dica 2 Explorar os sentidos:

Nessas atividades, o foco é a descoberta da visão, audição, tato, olfato e paladar.

  • #Dica 3 Explorar linguagens:

Aqui, entram as atividades em que a turma trabalha a linguagem oral e escrita, a música, o desenho e outras mídias (como vídeos, jogos online, etc.).

  • #Dica 4 Explorar conceitos matemáticos:

Ocorre quando são apresentadas noções de maior e menor, perto ou longe, formas geométricas, números, somas ou subtrações.

  • #Dica 5 Explorar conteúdos específicos:

Finalmente, há espaço para o aprendizado de temas específicos como natureza, literatura ou arte, entre outros.

Durante a sequência, garanta que haja um equilíbrio entre atividades individuais, em duplas e coletivas. Cada uma delas vai gerar interações e aprendizado distintos. Enquanto um exercício individual foca nos conhecimentos adquiridos por cada criança e exige mais concentração, duplas são excelentes para que cada um exponha pontos de vista e, juntas, elas discutam hipóteses. Já grandes grupos proporcionam trabalho em equipe, respeito às regras e troca de aprendizados.

Quanto tempo reservar para uma sequência didática?

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Essa resposta depende não do número de atividades, mas da complexidade do que você espera que as crianças aprendam. Enquanto algumas brincadeiras e dinâmicas podem ser concluídas em poucos minutos, outras levarão aulas inteiras para serem completas. Alternar atividades longas com outras, mais breves, é uma boa forma de garantir o interesse.

Além disso, leve em consideração como cada criança aprende e o tempo que costumam levar para finalizar cada tipo de exercício. Pense ainda em como serão feitas as avaliações e o acompanhamento do aprendizado durante a sequência didática: em quais circunstâncias os alunos mostrarão o que sabem? Eles vão montar um portfólio, fazer uma prova, apresentar algo para os colegas, participar de uma gincana?

Por fim, reserve sempre algumas aulas livres ao fim da sequência, para o caso de atrasos ou mudanças de percurso. Afinal, é comum que algumas das hipóteses do professor não se confirmem em sala de aula e as crianças apresentem mais interesse em um assunto que não estava previsto ou mais dificuldade em uma etapa que você julgou que seria fácil. Sinta-se livre para ir adaptando o projeto ao longo do caminho, adotando estratégias diferentes para que a turma atinja os resultados desejados.

Se uma atividade não está funcionando, substitua-a por outra! Se uma curiosidade veio à tona, explore-a. Porém, mantenha sempre em mente aqueles objetivos traçados no início da sequência didática.

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Sequência Didática na Educação Infantil (SlideShare)

Projetos Pedagógicos Dinâmicos

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos
Atividades/Matemática/Relatórios
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5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos

Na Educação Infantil, as crianças estão começando a desenvolver seu pensamento abstrato – apenas entre os seis ou sete anos de idade é que a maioria compreende não apenas objetos concretos, mas começa a fazer sentido de símbolos ou ideias. Portanto, o ensino da matemática nessa fase precisa ser palpável, visível para as crianças.

Atividades com peças para agrupar, formas geométricas, blocos que se encaixam são ideais para trabalhar noções de espaço, tamanho e quantidade. Acima de tudo, esses exercícios são essenciais para que a turma desenvolva as habilidades necessárias para, no futuro, realizar operações mais complexas, como cálculos e equações.

É importante deixar que os pequenos repitam essas atividades quantas vezes acharem preciso. É o desinteresse deles que vai mostrar ao professor que aquela brincadeira já está fácil demais e que a criança pode passar para um próximo aprendizado. Enquanto ela volta para o mesmo jogo de novo e de novo, ele ainda representa um desafio – dê o tempo para que seja superado!

Figuras com blocos

(foto: Soldaeira)

(foto: Soldaeira)

Os únicos materiais que essa atividade pede são blocos de madeira (ou peças de Lego) e cartões com figuras aonde encaixá-los. Os cartões podem ser feitos em uma cartolina, mas você também pode fazer o download de modelos prontos aqui. Caso opte por fazer os desenhos você mesma, lembre-se de usar as peças como medida para garantir que elas se encaixem! Use várias combinações possíveis, mais simples e mais elaboradas, para tornar o jogo interessante.

Além de exercitar noções de tamanho e espaço, posicionar os blocos dentro das linhas corretas ajuda o desenvolvimento da motricidade fina, a destreza com as pontas dos dedos.

Com crianças mais velhas, entre 4 e 6 anos, também é possível trazer novo vocabulário e comparar as figuras planas (quadrado, triângulo, círculo, etc.) com os sólidos geométricos (cubo, pirâmide, esfera, etc.). Para enfatizar as diferenças entre as formas, passe o dedo por cada um dos lados da peça, contando cada um deles: “um, dois, três, quatro lados… É um? Quadrado. E todos os lados são quadrados, olhe só! Então, isso aqui é um cubo”. Incentive a turma a fazer o mesmo por conta própria durante a atividade.

Quebra-cabeça de palitos de picolé

(foto: Powerfull Mothering)

(foto: Powerfull Mothering)

Perfeita para crianças que ainda estão aprendendo a contar e a relacionar a quantidade ao símbolo numérico. A primeira parte da atividade consiste em dar um jogo de dez palitos a cada criança para que elas façam seus desenhos – cole os palitos no topo e na base com fita adesiva para que eles fiquem imóveis durante a pintura, e também para ter aonde escrever os número quando a tinta secar.

Na aula seguinte, remova a fita adesiva e escreva os números de um a dez, em ordem crescente, na base ou no topo de todos os palitos e separe-os. Cada criança terá seu quebra-cabeça para colocar em ordem.

É importante que elas comecem com seus próprios desenhos, porque já uma familiaridade com a imagem (mesmo não se lembrando de todos os números, elas tendem a reconhecer a ordem correta). Quando essa etapa perder a graça, proponha que elas troquem seus jogos entre si.

Mostre a elas como jogar: escolhendo um palito por vez, identificando o número e contando o número de peças. Ao terminar, conte os palitos um por um e confira se a ordem falada está de acordo com os números escritos. Ajude as crianças a repetir o processo por conta própria na hora de jogar.

Números de massinha

(foto: Life Over Cs)

(foto: Life Over Cs)

Mais uma vez, só o que é preciso é imprimir (ou desenhar) os cartões com a imagem de uma árvore e o número a ser preenchido. Na foto acima, também há uma tabela no fim da página, em que as crianças poderiam contar novamente o número de bolinhas utilizadas – mas essa é uma escolha do professor, assim como escrever os números por extenso, caso as crianças estejam em fase de alfabetização.

A árvore pode ser substituída por um ninho (com o número de ovos correspondente), o miolo de uma flor (com o número de pétalas), uma nuvem (com o número de gotas de chuva), uma joaninha (com o número de pintinhas pretas) e assim por diante. É recomendável proteger os cartões com papel contact transparente para que eles possam ser reaproveitados em várias brincadeiras.

Ao jogar, mostre aos pequenos uma ordem a seguir: encontrar o número impresso, falar o número em voz alta, contar o número de bolinhas feitas com massa de modelas, repetir os números novamente ao colocar cada bolinha na árvore. A repetição é essencial nessa idade. Após a demonstração, peça para que eles continuem seguindo esses passos por conta própria.

Trilha de números

(foto: PBS)

(foto: PBS)

Com uma fita adesiva, marque linhas retas no chão, uma mais longa do que a outra. A primeira linha, a mais curta de todas, irá só até o número 1. A segunda, com duas marcas, até o número 2. A terceira, com três marcas, até o 3 e assim por diante. Tente deixar as marcas a uma mesma distância uma da outra (você pode pedir para uma das crianças dar passos e medir o espaço de cada passada. Assim, será mais fácil para elas contarem os números até o final). Ao fim de cada linha, coloque um prato descartável (ou um pedaço de papel) com o número correspondente escrito.

No chão, diante das linhas, distribua cartões com números escritos ou quantidades representadas – vale até mesmo usar cartas de baralho! Deixe todas elas viradas para baixo. O objetivo é que cada criança escolha uma carta, veja o número ou quantidade anotado e escolha a linha correspondente. Então, ela vai contar seus passos até chegar ao fim da trilha: o número de passos deve ser o mesmo que o número da sua carta. Quando chegar ao fim, a carta vai ser colocada no prato descartável.

Para que a brincadeira continue, use várias cartas com cada número.

Amarelinha das formas

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(foto: Housing a Forest)

Essa brincadeira pode ser um pouco mais trabalhosa, mas é diversão garantida. Recorte cinco ou seis formas diferentes em cartolinas coloridas: círculos verdes, quadrados roxos, estrelas amarelas e assim por diante. Use fita adesiva para colá-las no chão da sala de aula ou do pátio, criando um grande tapete de formas.

Peça para que todas as crianças fiquem do mesmo lado do tapete. O jogo consiste em atravessá-lo pisando em apenas uma cor ou forma geométrica. Outros desafios possíveis são: pedir para uma criança guiar outra, dizendo cores e formas para que a colega consiga chegar ao outro lado; trabalhar conceitos de esquerda ou direita dando orientações como “pule na estrela à direita”; fazer um jogo de Twist, em que as crianças precisam colocar pés e mãos na forma sorteada sem cair (o bumbum não pode tocar o chão!); lançar desafios como “você precisa atravessar pisando em quatro círculos” ou “encontre uma figura de três lados”.

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Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Com dezembro chegando, a maioria das creches e pré-escolas passa por uma experiência semelhante (além do fato de estarem todas elaborando lindas lembrancinhas para o Natal, é claro): é hora de preparar as crianças para o período de férias e, depois, a mudança de turma ou mesmo de escola. Tanto a professora quanto a família devem apoiar os pequenos nessa transição.

Mudança de turma na mesma escola

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Mesmo quando as crianças permanecem na mesma escola, o fato de ter uma nova professora e novos colegas pode gerar ansiedade e insegurança. A primeira coisa a fazer é explicar com clareza o que vai acontecer: o tempo que passarão afastados da instituição, durante as férias, e seu retorno, no ano seguinte.

Não adianta esconder ou adiar o assunto, mas sim ser honesto com as crianças sobre os colegas que ela vai encontrar. Normalmente, as turmas não são completamente desfeitas, mas é recomendado trocar alguns alunos de sala e acolher novas crianças, justamente para que todas aprendam a acolher novos relacionamentos e fortifiquem seu processo de socialização. Portanto, não apenas tranquilize os pequenos dizendo que seus antigos amigos continuarão lá, mas, sim, que eles conhecerão outras pessoas e farão novos amigos. Enfatize a mudança como algo positivo, não assustador.

Aproveite os eventos de fim de ano da escola para introduzir outros professores e funcionários à sua turma com naturalidade. A socialização com toda a equipe, não apenas com uma professora, facilita a transição dentro de uma mesma escola. Quando as crianças se sentem confortáveis naquele espaço e desenvolvem sua autonomia ao longo do ano (indo ao banheiro sozinhas ou guardando seus materiais, por exemplo), também se sentem mais preparadas e confiantes em seu retorno.

Além disso, organize momentos para que a classe converse sobre o fim deste ano e início do próximo. Deixe que as crianças façam perguntas ou troquem experiências e garanta a elas que todas estão crescendo e, por isso, prontas para a nova etapa. Elas ficarão orgulhosas por serem vistas como “grandes”, aumentando a sensação de segurança. Também as lembre de que todos os funcionários e suas famílias sempre estarão a disposição quando elas experimentarem qualquer problema ou desconforto e incentive o diálogo.

Mudança de escola

Assim que a família avisar definitivamente sobre a mudança, oriente-a a levar a criança para conhecer a nova escola (se possível, mais de uma vez, para que ela comece a se habituar com o novo ambiente e as pessoas que farão parte de sua rotina no ano seguinte).

Em sala, nunca condene a decisão dos pais. Fale da nova escola sob uma luz positiva e transmita confiança na escolha da família, para tranquilizar o aluno. Enumere as coisas boas que ele vai experimentar: novos amigos, uma sala de aula bonita, uma professora querida, etc. – contudo, prepare o terreno para inseguranças. É importante que a criança não se sinta culpada por sentir medo ou tristeza, então, garanta que esses sentimentos são normais e que ela pode conversar sobre eles sempre que quiser.

Por fim, deixe bem claro que ela não vai perder seus antigos amigos e tente programar, em parceria com a família, encontros entre os colegas fora do horário da escola.

Começo do Fundamental

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Ao fim da Educação Infantil, as crianças já são um pouco mais velhas e mais preparadas para lidar com mudanças. O conselho inicial permanece: mostrar a elas como estão crescendo e, com essa idade, vão poder aprender mais e ter experiências que os pequenos ainda não podem. Não assuste a turma falando constantemente de provas e regras (“vocês não vão mais poder ficar brincando o tempo todo”), o que pode levá-las a temer a transição. Ao invés disso, apresente as novidades de maneira positiva – muitas ficarão animadas, por exemplo, com a ideia de ler e escrever por conta própria!

Os horários serão diferentes no Ensino Fundamental e as crianças devem ser avisadas sobre isso. Explique que haverá o momento de estudar e de brincar, que elas terão mais liberdade na hora do recreio e que poderão conhecer crianças mais velhas. Se a escola aplicar provas desde o primeiro ano (hoje, muitas adiam essas avaliações formais para o segundo ou mesmo terceiro ano do Fundamental), evite termos como notas ou reprovação. Prefira se referir à prova como apenas outra atividade.

Caso o próximo nível seja na mesma escola, programe visitas da turma às salas ou ao pátio dos mais velhos. Essas excursões podem acontecer uma vez por semana até o encerramento das aulas, para que as crianças conheçam os futuros professores e funcionários, se acostumem com o espaço e tenham os primeiros contatos com os alunos maiores.

Os pais devem ajudar

Nas reuniões com a família, explique a importância de os pais estarem seguros com essa nova fase. Peça que eles não criem grandes expectativas ou dúvidas para as crianças, dizendo que o próximo ano será mais difícil ou cansativo, que ela será avaliada ou que certos comportamentos “de criancinha” ou “de bebê” não devem continuar.

Também deixe claro que comparações com outros alunos são prejudiciais. Cada criança vai se desenvolver de acordo com o próprio ritmo, portanto, não adianta que a família entre em pânico caso o filho ou a filha demore um pouco mais que os colegas para ler, escrever ou fazer operações matemáticas. Prepare-os para essa realidade e enfatize que, apesar de as crianças estarem em alfabetização, elas não vão começar a escrever redações só porque foram matriculadas no Ensino Fundamental.

A família ainda pode ajudar a preparar a criança emocionalmente organizando hábitos saudáveis em casa – ainda na Educação Infantil, ela pode ser responsável por cuidar e guardar seus materiais escolares, lembrar do dever de casa e fazê-lo sem ninguém mandar (embora os pais devam sempre conferir as tarefas no fim do dia).

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4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador
Registros/Rotina pedagógica
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4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador

Escolher uma escola para os filhos envolve muitas preocupações dos pais, e, entre os fatores levados em consideração para essa tomada de decisão, estão o espaço físico, a segurança, a equipe docente responsável, e, claro, a proposta de ensino. Por isso, um plano pedagógico inovador tem grande potencial para chamar atenção para sua instituição.

Para a pedagoga e assistente social Rosana Buriham, uma boa proposta pedagógica é aquela que leva a criança a aprender como aprender, ou seja, em que a própria criança constrói o seu conhecimento. Ela acredita que é importante buscar o equilíbrio, dosar a duração de atividades individuais e interativas, criar exercícios interessantes e desafiadores que envolvam e estimulem um amplo aprendizado, e sugere que os professores sigam algumas diretrizes para elaborar suas aulas:

Incluir atividades lúdicas que despertem aprendizados sobre atividades do dia a dia

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

A pedagoga ressalta que a motivação é um dos fatores essenciais para o aprendizado, por isso, os professores devem criar atividades que engajem a participação dos alunos. Ela sugere que, depois de ler uma história ou assistir a um filme sobre alimentação, como o Ratatoille (Walt Diney Pictures, 2007),  por exemplo, a criança pode ser caracterizada de chef de cozinha e aprender a fazer a limpeza de frutas e verduras.

Essa atividade faz com que a criança assuma o papel de cozinheiro, aprenda aspectos que serão úteis para o dia a dia e ganhe noções de responsabilidade. Os alunos mais velhos já podem ter tarefas mais complexas e, com a supervisão de um adulto, podem ficar responsáveis por fazer uma salada de frutas.

A partir dessa experiência, os professores podem abordar assuntos relacionados à grade curricular, como língua portuguesa e matemática, por exemplo, assim como trabalhar a importância de termos uma alimentação saudável, hábitos de higiene com os alimentos e ainda a valorização das pessoas que preparam nossa comida.

Outro bom exemplo disso é o projeto Melancimática, que trabalha conceitos da matemática, como peso e noções de fração, usando uma melancia. Foi idealizado pela professora Maria Salete Altieri Pollezi da Escola Básica Municipal Anita Garibaldi, de Blumenau, com orientação do professor Jovino Luiz Aragão, coordenador da Secretaria Municipal de Educação, também de Blumenau.

Adotar ambientes diferenciados para as aulas

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Hoje, as crianças estão cada vez mais envolvidas com os aparelhos eletrônicos, como televisão, tablete ou computador. Apesar de a tecnologia conseguir manter a atenção do aluno por um bom tempo e ser um elemento chave para essa geração, Rosana Buriham ressalta que é necessário controlar o tempo que a criança gasta envolvida com os jogos eletrônicos. Para ela, um plano pedagógico inovador para a escola é aquele que adota, sim, novas tecnologias, mas que também faz com que a criança tenha diferentes oportunidades de aprendizado. “É super válido que haja um laboratório de informática na escola, assim como é necessário estimular as atividades ao ar livre, o contato com a natureza”, ressalta a pedagoga.

Estimular exercícios individuais e em grupo

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt's Growing Kids)

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt’s Growing Kids)

Outra perspectiva de um plano pedagógico inovador é a dosagem entre exercícios individuais e em grupo. Para a pedagoga, é importante que a criança seja estimulada a enfrentar desafios individuais. Já em outros momentos, são recomendadas as atividades que levem à socialização, ao diálogo e à colaboração entre os alunos.

Buscar autoconhecimento e construção de valores

Uma diretriz que muitas escolas estão adotando é desenvolver atividades para a construção de valores éticos. Dessa forma, a escola assume a postura de trabalhar não apenas para a formação acadêmica dos alunos, mas também assume o seu papel social de contribuir para que as crianças reflitam sobre o mundo em que vivem.

Nessa perspectiva, são recomendadas as dinâmicas de grupo, para que cada uma delas se confronte com problemas e contribua com soluções. “É preciso levar em consideração que cada pessoa carrega consigo um contexto histórico e familiar, uma condição socioeconômica. Então, torna-se fundamental que os professores tenham maturidade e jogo de cintura para trabalhar com o confronto de realidades das crianças”, ressalta Rosana.

A partir dessas quatro perspectivas trazidas, é possível montar um plano pedagógico inovador que pode chamar atenção para a sua escola.

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Fonte: PlayTable