TIC na educação: o que é e como utilizar?
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TIC na educação: o que é e como utilizar?

menina e tablet

Você já deve ter ouvido falar na sigla TIC, não é? Mas o que ela significa?

As TICs são as Tecnologias da Informação e Comunicação, elas dizem respeito a formas tecnológicas distintas de comunicar e informar por meio das funções de hardware, software e telecomunicações. São utilizadas em diversos segmentos, mas neste texto, falaremos da sua presença no ensino e aprendizagem.

Antes de irmos mais a fundo neste tema, gostaria que os professores pudessem desmistificar a ideia das tecnologias na educação como algo que tivessem que escolher ou não trabalhar.

Sabemos que muitos colegas resistem à evolução do ensino trazida pela modernidade, mas a questão que se coloca aqui não é em julgar as tecnologias como boas ou ruins, ou ainda, optar por trabalhar ou não nesta proposta. As tecnologias, sempre serão tecnologias, e serão boas ou não dependendo da forma que a utilizarmos, ou seja, o professor não será substituído, como alguns pensam, pois ele será o mediador, aquele com o potencial criativo jamais ocupado pelas máquinas. É o professor que terá em suas mãos a possibilidade de transformar uma tecnologia num bom recurso.

Em 2009, a UNESCO no Brasil lançou o projeto internacional “Padrões de Competência em TICs para Professores”, http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001562/156209por.pdf  e depois em 2014, um guia sobre como inserir a Tecnologia na Educação. http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002277/227770por.pdf

Sabe-se que cada vez mais a tecnologia se torna importante na forma de nos comunicarmos, aprendermos e vivermos, por isso, a UNESCO acredita que as TICs podem contribuir com a equidade e acesso universal da educação, com a qualidade de ensino e aprendizagem e a elevação dos níveis dos mesmos, com o desenvolvimento profissional de professores, bem como melhorar a gestão e a administração educacional ao fornecer políticas, tecnologias e capacidades.

Não há dúvida que a tecnologia veio para contribuir. Outro exemplo disso são os recursos oferecidos pela Edqua.me ao professor. Conheça mais os nossos recursos.

Mas, será que o professor realmente está capacitado para trabalhar com um computador em sala de aula? Tem condições de criar um blog, página no facebook ou ainda publicar um vídeo da sua melhor aula no YouTube?

Esses e outros questionamentos devem ser considerados pelos coordenadores e diretores de escola, antes de inserirem a tecnologia em seus espaços educacionais.  Diante de um cenário, onde a tecnologia é desconhecida ou rejeitada por um dos seus principais protagonistas, que é o professor, é primordial a necessidade de capacitação e envolvimento com as ferramentas. É importante que o professor possa conhecer, testar, experimentar e se ver como capaz de enfrentar este novo desafio.

lousa digital

Não é apenas o usar por usar ou ainda uma busca de informações e de conteúdos. Trata-se, na verdade, do processo de construção do conhecimento.

Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem, ou seja, são uma ferramenta de aprendizagem que permite o acesso e a oportunidade para todos.

Outra contribuição da tecnologia é o acesso à aprendizagem e a comunicação entre as pessoas com necessidades educativas especiais (NEE). Pessoas com deficiências sensoriais como a cegueira e a surdez, utilizam recursos tecnológicos como meio de comunicação e aprendizagem da leitura. Pessoas com paralisia cerebral, por exemplo, fazem uso da comunicação alternativa e aumentativa, para interagirem e comunicarem o que sentem, pensam e desejam.

crianças deficiente

Há pesquisas que apontam o desenvolvimento de aplicativos para tablets, aparelhos telefônicos móveis que auxiliam até crianças com dislexia a interpretarem melhor a leitura, assim como a possibilidade de transformar um texto escrito em áudio para os cegos.

Esta é a riqueza da tecnologia que deve ser explorada pelo educador, algo que vem a somar ao ensino e a aprendizagem.

Sabe-se também que o mau uso, tanto por parte dos adultos (professores, pais) e das crianças (ou alunos em geral) pode impedir que se obtenha os resultados favoráveis desejados. Assim, confira as dicas abaixo para um melhor aproveitamento das ferramentas digitais:

Pais: – Conheçam os jogos que os seus filhos brincam para interagirem melhor com eles, avaliar o conteúdo e dialogarem sobre o assunto.

– Não deem livre acesso à internet aos pequenos; todos sabem disso, mas não custa alertar!

– Controlem o tempo e o momento do dia em que as crianças jogam. Não são apenas os jogos, mas a televisão também é um grande problema e se não nos preocupamos com isso, as crianças passam o dia nos eletrônicos e esquecem-se do brincar de faz de conta, dos seus próprios brinquedos, enfim, questões primordiais para o desenvolvimento infantil. Outra coisa é sobre o momento do dia em que jogam. A noite de preferência NÃO! A noite a criança precisa relaxar e entrar no estado de tranquilidade para dormir. Se estimularmos com sons, cores e imagens altamente vibrantes, vamos acelerar a criança, deixá-la agitada e contribuir para que ela tenha dificuldades para dormir.

Professor: – Conheça sempre a ferramenta que vai utilizar antes de apresentá-la aos alunos.

– Mostre que a tecnologia serve também para aprendizagem escolar.

– Planeje e tenha objetivos definidos. Promova um trabalho para que os alunos possam construir um vídeo, ou apresentar imagens, seja criativo, afinal, o que seria das TICs sem o seu principal mediador, não é professor!?

A Eduqa.me auxilia muito o professor no uso das TICs. Isso porque na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

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Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Crianças e jovens nascidos a partir do fim da década de 90 e início dos anos 2000 são considerados “nativos digitais”. Eles já vieram ao mundo com acesso à internet – e isso influencia seu aprendizado, sua linguagem e seu comportamento de formas que ainda estão sendo estudadas. O nome de nativos é dado em oposição a todos aqueles que nasceram antes da disseminação de computadores, tablets e smartphones: quem foi criado com a tecnologia analógica e precisou aprender e se adaptar às novas formas de trabalho. Estes são os “imigrantes digitais”.

A ruptura em sala de aula acontece, em parte, porque a grande maioria dos professores é um imigrante, enquanto os alunos são nativos. É como se fossem de países diferentes e falassem em idiomas diferentes, um sendo obrigado a se ajustar às expectativas do outro. Quando um professor impede que as crianças usem celulares para pesquisa, insistindo em pesadas enciclopédias para a realização da tarefa, está ignorando o contexto em que esses estudantes foram criados: para eles, os livros técnicos não fazem sentido quando sabem que a informação está a dois cliques (ou um comando de voz) de distância.

O professor será substituído pela tecnologia?

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

CLARO QUE NÃO. Assim mesmo, em maiúsculas. Como disse o professor Paulo Blikstein, da escola de educação da Universidade Stanford, em uma entrevista à Revista Educação, isso seria equivalente a “querer substituir o médico na sala de cirurgia”. Afinal, o professor possui, sim, um conhecimento científico maior que as crianças e, em vários momentos, faz sentido que ele exponha informações.

Contudo, é preciso alternar essa prática com diferentes dinâmicas, espaços colaborativos, pesquisa, debate e projetos interdisciplinares, que deem voz a todos os indivíduos em sala. As consideradas “aulas tradicionais” não precisam ser extintas, mas sim ocupar momentos pertinentes.

Qual o papel do professor nesse cenário?

Cada vez mais pesquisadores apontam o professor como um orientador e mediador que observa, identifica as necessidades das crianças e oferece ferramentas para o aprendizado de cada uma. Ele ajuda a construir aprendizados diversos e, conforme as crianças crescem e desenvolvem autonomia, vai permitindo que elas ajam com mais independência dentro da escola: selecionando temas, sugerindo projetos ou formas de pesquisa, organizando suas equipes de trabalho.

A atuação desse educador pode ser dividida em quatro frentes:

  • Orientar os processos intelectuais (conhecimento cognitivo) – ajudar as crianças a selecionar informações relevantes e confiáveis, transformá-las em mensagens significativas e relacionadas à realidade dos alunos, elaborar questões que levem à interpretação e compreensão dos temas, incentivar a autoavaliação.
  • Orientar o desenvolvimento emocional e social – proporcionar um equilíbrio entre trabalhos individuais e de equipe, criar situações de interação entre as crianças, mediar conflitos apresentando formas saudáveis de resolver problemas, estimular canais de expressão (que incluem a tecnologia digital e analógica), cultivar a empatia e motivar a turma.
  • Orientar o senso ético – assumir e vivenciar valores construtivos, individual e socialmente, transmitir noções de colaboração, integração, liberdade.

Como e quando inserir a tecnologia digital na escola?

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

A pergunta deve ser sempre: qual a melhor maneira de se transmitir esse ensinamento? Não necessariamente uma tela de computador será a melhor saída – e transferir um livro didático para uma apresentação de PowerPoint não representa inovação alguma. O suporte não é o importante, mas sim o conteúdo. É responsabilidade do educador refletir sobre o currículo e identificar em quais situações a tecnologia vai realmente influenciar o aprendizado das crianças.

Beth Almeida, especialista em Novas Tecnologias na Educação, disse à Revista Educar para Crescer: “Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade – qual foi a sua contribuição? O que não poderia ser feito sem tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo”.

Esses são os pontos fortes de se trabalhar com tecnologia em sala de aula:

  • Trabalhos colaborativos – várias plataformas permitem que os estudantes construam projetos em conjunto ou criem espaços para discussão de ideias;
  • Conexão com o “mundo real” – a internet permite que uma tarefa escolar se transforme em um projeto real, que pode ser colocado em prática e atingir a comunidade;
  • Comunicação – da mesma forma, a internet é uma ferramenta incrível para conectar jovens com outras pessoas que possam acrescentar ao seu conhecimento: pesquisadores, professores, profissionais do mercado de trabalho, crianças e adolescentes de outras partes do mundo, etc., sempre com a supervisão de um adulto;
  • Interdisciplinaridade – ao invés de isolar a tecnologia em uma aula de informática, ela deve ser usada como instrumento de aprendizado em todas as disciplinas;
  • Protagonismo – um mesmo ponto de partida pode levar crianças com olhares distintos por caminhos e projetos completamente diferentes. Trabalhar com o apoio da internet permite essa diversidade.

A inserção da tecnologia na escola deve ajudar a equipe pedagógica, as famílias e os alunos a atuar em conjunto, gerando um ambiente mais democrático e integrado.

Por que a tecnologia não funciona na minha escola?

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Está achando a teoria maravilhosa, mas nunca observou esses resultados na sua rotina? Você não é o único. Apesar de estarmos vivendo um boom de tecnologia educacional (com games educativos, plataformas adaptativas e ensino à distância), o maior desafio para que esses modelos funcionem é a formação dos professores. Em segundo lugar, vem a infraestrutura inadequada das escolas, embora o primeiro fator seja o mais grave: professores capacitados conseguem superar um ambiente despreparado e sugerir soluções inovadoras; já a melhor estrutura possível não vai fazer a menor diferença se não for bem utilizada.

Para Paulo Blikstein, para cada R$1 gasto em equipamento, seriam necessários R$9 em formação. Com esse aprendizado, os professores seriam capazes de potencializar suas ações – não seriam substituídos, mas, sim, teriam recursos para impactar mais crianças de maneira mais eficaz. Isso já começa a ser feito através de:

  • Tecnologias maker, ou “mão na massa”, que funcionam como laboratórios de informática que estimulam a experimentação dos alunos;
  • Softwares de simulação e games educativos;
  • Ferramentas de pesquisa online e mapeamento de informações;
  • Robótica e programação;
  • Laboratórios de ciências computadorizados.

Onde buscar essas capacitações?

As próprias escolas, os diretores e coordenadores pedagógicos, deveriam incentivar a equipe a procurar qualificação em tecnologias educacionais. Mesmo que esse não seja o caso, há muito que o professor pode buscar por conta própria para enriquecer sua prática e compreender o universo das crianças.

Cursos de tecnologia educacional

  • Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação é um curso desenvolvido pela Fundação Lemann e o Instituto Península com a proposta de apresentar aos educadores formas de integrar as tecnologias digitais ao seu currículo escolar. Há várias possibilidades de acessar o conteúdo: como curso aberto, online e gratuito, como curso online com certificação (mais longo que o gratuito) ou em conjunto com outros módulos de extensão. Saiba mais aqui.
  • Novas tecnologias para a aprendizagem: Ensino Médio e Fundamental é um curso online desenvolvido pelo Instituto Phorte em parceria com a Unesco. Os módulos são: aspectos filosóficos, didática aplicada, novas plataformas e políticas educacionais. Saiba mais aqui.
  • Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) é oferecido pelo MEC para professores e gestores da rede pública. O educador pode escolher diversos cursos que têm entre 40 e 60h de duração. Saiba mais aqui.
  • Escola Digital, criada pelo Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, disponibiliza um curso online e gratuito em três módulos: Tecnologia Digital, Plataforma Escola Digital e Planejando com o uso de objetos digitais de aprendizado e ferramentas. A plataforma também oferece matéria gratuito para ser usado em sala de aula – são mais de 4 mil vídeos, animações, jogos, infográficos e planos de aula digitais. Saiba mais aqui.
O professor pode - e deve - buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

O professor pode – e deve – buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

Livros sobre tecnologia na educação (recomendados pelo Portal do Professor)

  • Educação e Novas Tecnologias Glaucia da Silva Brito, Ivonélia da Purificação – Editora Ibpex – Brasil – 2008 – 2ª edição.
  • Multimídia Digital na Escola Elenice Larroza Andersen (Org.) – Editora Paulinas – Brasil – 2013 – 1ª edição.
  • Novas tecnologias e mediação pedagógica José Manuel Moran et al – Editora Papirus – Brasil – 2013 – 21ª edição.
  • Eles Sabem (Quase) TudoBetina Von Staa – Editora Melo – Brasil – 2011 – 1ª edição
  • Computadores em Sala de AulaCarme Barba, Sebastià Capella (Org.) – Editora Penso – Brasil – 2012 – 1ª edição
  • Educação com Tecnologia – Texto, Hipertexto e Leitura Mary Rangel – Editora Wak – Brasil – 2012 – 1ª edição

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Leia mais:

Revista Educação

Educar para Crescer

Portal Brasil

Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso

Desafios da Educação

4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador
Registros/Rotina pedagógica
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4 dicas para elaborar um plano pedagógico inovador

Escolher uma escola para os filhos envolve muitas preocupações dos pais, e, entre os fatores levados em consideração para essa tomada de decisão, estão o espaço físico, a segurança, a equipe docente responsável, e, claro, a proposta de ensino. Por isso, um plano pedagógico inovador tem grande potencial para chamar atenção para sua instituição.

Para a pedagoga e assistente social Rosana Buriham, uma boa proposta pedagógica é aquela que leva a criança a aprender como aprender, ou seja, em que a própria criança constrói o seu conhecimento. Ela acredita que é importante buscar o equilíbrio, dosar a duração de atividades individuais e interativas, criar exercícios interessantes e desafiadores que envolvam e estimulem um amplo aprendizado, e sugere que os professores sigam algumas diretrizes para elaborar suas aulas:

Incluir atividades lúdicas que despertem aprendizados sobre atividades do dia a dia

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

Atividades lúdicas, que estimulem a criatividade e o protagonismo, são sempre bem vindas (foto: Therapeutic Services LLC)

A pedagoga ressalta que a motivação é um dos fatores essenciais para o aprendizado, por isso, os professores devem criar atividades que engajem a participação dos alunos. Ela sugere que, depois de ler uma história ou assistir a um filme sobre alimentação, como o Ratatoille (Walt Diney Pictures, 2007),  por exemplo, a criança pode ser caracterizada de chef de cozinha e aprender a fazer a limpeza de frutas e verduras.

Essa atividade faz com que a criança assuma o papel de cozinheiro, aprenda aspectos que serão úteis para o dia a dia e ganhe noções de responsabilidade. Os alunos mais velhos já podem ter tarefas mais complexas e, com a supervisão de um adulto, podem ficar responsáveis por fazer uma salada de frutas.

A partir dessa experiência, os professores podem abordar assuntos relacionados à grade curricular, como língua portuguesa e matemática, por exemplo, assim como trabalhar a importância de termos uma alimentação saudável, hábitos de higiene com os alimentos e ainda a valorização das pessoas que preparam nossa comida.

Outro bom exemplo disso é o projeto Melancimática, que trabalha conceitos da matemática, como peso e noções de fração, usando uma melancia. Foi idealizado pela professora Maria Salete Altieri Pollezi da Escola Básica Municipal Anita Garibaldi, de Blumenau, com orientação do professor Jovino Luiz Aragão, coordenador da Secretaria Municipal de Educação, também de Blumenau.

Adotar ambientes diferenciados para as aulas

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Apesar de a tecnologia ser parte importante do currículo atual, é igualmente importante ter contato com a natureza e praticar atividades ao ar livre (foto: Delaware Valley Association)

Hoje, as crianças estão cada vez mais envolvidas com os aparelhos eletrônicos, como televisão, tablete ou computador. Apesar de a tecnologia conseguir manter a atenção do aluno por um bom tempo e ser um elemento chave para essa geração, Rosana Buriham ressalta que é necessário controlar o tempo que a criança gasta envolvida com os jogos eletrônicos. Para ela, um plano pedagógico inovador para a escola é aquele que adota, sim, novas tecnologias, mas que também faz com que a criança tenha diferentes oportunidades de aprendizado. “É super válido que haja um laboratório de informática na escola, assim como é necessário estimular as atividades ao ar livre, o contato com a natureza”, ressalta a pedagoga.

Estimular exercícios individuais e em grupo

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt's Growing Kids)

Momentos de trabalho individual devem ser intercalados com atividades em grupo (foto: Hema Bhatt’s Growing Kids)

Outra perspectiva de um plano pedagógico inovador é a dosagem entre exercícios individuais e em grupo. Para a pedagoga, é importante que a criança seja estimulada a enfrentar desafios individuais. Já em outros momentos, são recomendadas as atividades que levem à socialização, ao diálogo e à colaboração entre os alunos.

Buscar autoconhecimento e construção de valores

Uma diretriz que muitas escolas estão adotando é desenvolver atividades para a construção de valores éticos. Dessa forma, a escola assume a postura de trabalhar não apenas para a formação acadêmica dos alunos, mas também assume o seu papel social de contribuir para que as crianças reflitam sobre o mundo em que vivem.

Nessa perspectiva, são recomendadas as dinâmicas de grupo, para que cada uma delas se confronte com problemas e contribua com soluções. “É preciso levar em consideração que cada pessoa carrega consigo um contexto histórico e familiar, uma condição socioeconômica. Então, torna-se fundamental que os professores tenham maturidade e jogo de cintura para trabalhar com o confronto de realidades das crianças”, ressalta Rosana.

A partir dessas quatro perspectivas trazidas, é possível montar um plano pedagógico inovador que pode chamar atenção para a sua escola.

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Fonte: PlayTable

Autismo: desafios e possibilidades na Educação Infantil

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades - mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
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Autismo: desafios e possibilidades na Educação Infantil

por Luciana Fernandes 

Cada vez mais, a comunidade científica nos presenteia com novas descobertas sobre o autismo. Sabe-se, porém, que ao se tratar de diversidade humana, e, neste caso, do autismo, os desafios são muitos; desafios instigantes que nos levam para o caminho das possibilidades.

Numa era em que algumas escolas querem “retroceder”, posicionando-se contra a obrigatoriedade de alunos com deficiência nos espaços escolares, é preciso evoluir. E só é possível evoluir quando se está disposto a aprender mais e mais sobre o tema.

Muitas dúvidas cercam esta temática, vamos esclarecer algumas delas para que o professor possa se sentir confiante em sua prática pedagógica. Começaremos por pensar em como o professor pode atuar ou se relacionar com um aluno que tem autismo. Entretanto, o que segue abaixo está longe de uma receita ou de um passo a passo, já que estamos falando de pessoas: o que funciona para uma pode não dar certo para outra.

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades - mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

A diferença aparece no planejamento e modelo de atividades – mas não no tratamento. Respeite a criança autista e não esqueça de impor limites (foto: Easter Seals)

Como tratar meu aluno com autismo?

  • O aluno com autismo deve ser tratado da mesma maneira que as outras crianças, sem privilégios e com atenção e respeito às suas necessidades;
  • A criança com autismo precisa de rotina e costuma se incomodar com mudanças inesperadas, por isso, informe-a quando possível sobre as alterações ocorridas. Use uma agenda ou um quadro de avisos;
  • Identifique o que causa desconforto no seu aluno com autismo. Por exemplo, se a criança não gosta de um brinquedo, leve-a para escolher outro;
  • Descubra o que faz a criança perder o controle emocional (bater, morder, gritar). Quando episódios deste tipo acontecerem, não tente impedir: preocupe-se em acalmar o aluno mantendo-o seguro e livre de perigos. Não grite ou repreenda o aluno no meio de uma crise; essas atitudes não vão resultar em nada;
  • Muita informação ou estímulo verbal pode ser ruim. Introduza estímulos visuais;
  • A frustração não deve ser evitada, mas mediada. Por isso, sempre que for oportuno, elogie!
Trabalhar com a comunicação através de imagens é um ponto comum na maioria dos métodos. O livro de figuras, por exemplo, permite que a criança se expresse (foto: Special Led Classroom)

Trabalhar com a comunicação através de imagens é um ponto comum na maioria dos métodos. O livro de figuras, por exemplo, permite que a criança se expresse (foto: Special Led Classroom)

Também há aplicativos criados para facilitar a comunicação entre a criança autista e os adultos ao seu redor (foto: YouTube)

Também há aplicativos criados para facilitar a comunicação entre a criança autista e os adultos ao seu redor (foto: YouTube)

Quais os métodos de ensino mais recomendados?

Outra questão muito recorrente é sobre os métodos e atividades pedagógicas adequados às crianças com autismo. Abaixo estão as metodologias mais utilizadas:

  • ABA (Applied Behavior Analysis – Análise do Comportamento Aplicado): É baseada na teoria comportamentalista. Para diminuir os comportamentos indesejados, é adotado o sistema de recompensas (conhecido como reforço positivo). Contudo, há muitas críticas a este sistema no âmbito educacional. Vale pensar em alternar outras estratégias;
  • TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped – Tratamento e Ensino de Crianças Autistas e outras Dificuldades de Comunicação Relacionadas): Apesar de também ser pautado na teoria comportamentalista no ambiente pedagógico, o TEACCH traz cuidados mais específicos em relação à organização visual e estrutura do local. O ambiente deve ser organizado através de rotinas em murais, sem estímulos que possam distrair a criança (barulho, janela, brinquedos à vista, coisas penduradas nas paredes como cartazes e outros objetos). O método fornece técnicas de organização, repetição e treinamento (auxiliares no processo de alfabetização) e pode ser utilizado em casa ou na escola;
  • PECS (Picture Exchange Communication System): É um sistema de comunicação alternativa para aqueles que não falam, possibilitando uma interação através de figuras. Com as figuras, a criança com autismo pode se comunicar e expressar seus desejos.

Há outros métodos a atuação com o autismo, que, apesar de menos conhecidos, apresentam resultados positivos:

Um dos métodos enfatiza que o professor deve ficar no nível da criança, estreitando o contato entre os dois (foto: Purdue Edu)

Um dos métodos enfatiza que o professor deve ficar no nível da criança, estreitando o contato entre os dois (foto: Purdue Edu)

  • Método Floortime (na tradução literal, “tempo no chão”, ou hora de ficar no chão): O foco é o adulto “ir para o chão”, e, assim, interagir com a criança no seu nível;
  • Método Son-rise: Além de também defender um ambiente com menos distrações, esse modelo prioriza o relacionamento interpessoal para aumentar o contato visual, comunicação e atenção. Trabalhando com motivação ao invés de repetição para garantir o aprendizado, o Son-rise tem sido bastante disseminado na Europa e América entre pais e terapeutas;
  • Método Montessoriano: É indicado por ser uma abordagem que propõe o desenvolvimento do sujeito em sua totalidade, além das questões cognitivas. Pode ser bem aproveitado pela riqueza de materiais para exploração.

É importante ressaltar que não existe um único método mais eficaz: o melhor método é sempre aquele que funciona!

O que considerar na hora da preparação das atividades?

  • Estimular os 5 sentidos, principalmente a visão. A informação visual deve vir antes da informação verbal;
  • Valorizar e ressignificar os movimentos repetitivos: alguns professores optam por juntar-se às crianças nesses rituais, mostrando compreensão e criando um vínculo afetivo mais próximo;
  • Trabalhar com exercícios de repetição de conteúdo;
  • Apostar em materiais concretos ou figuras de referência para a criança como a sua própria foto, a foto dos familiares, amigos, etc.;
  • Proporcionar atividades de organização e pareamento de objetos;
  • Adaptar seu tempo: é importante dosar o tempo das atividades para priorizar a atenção e qualidade da aprendizagem. O tempo de planejamento também é outro – prepare objetivos pedagógicos de curto prazo;
  • Usar fichas ou cartões para memorizar ou ensinar conceitos;

Para compreender essas dicas na prática, faça download das atividades que preparei pra você clicando aqui. São oito sugestões de exercícios perfeitos para uma sala de aula de Educação Infantil.

Acima de tudo, não desista dos seus objetivos! Tudo que você faz por um aluno, por mais que pareça ineficaz, deixará uma marca positiva no desenvolvimento de cada um deles.

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Para saber mais sobre o autismo

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Tudo o que você precisa saber para escrever um ótimo parecer descritivo

O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

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Tudo o que você precisa saber para escrever um ótimo parecer descritivo

Dos zero aos seis anos de idade, as crianças não são avaliadas por notas, mas sim por uma análise mais completa do seu desenvolvimento cognitivo, socioemocional e físico – algo que poderia, na minha opinião, estender-se por todos os níveis de educação. Na avaliação formativa, essa realizada na Educação Infantil, o objetivo é comparar a criança à ela mesma, perceber os obstáculos e dificuldades que ela enfrenta, assim como reconhecer conquistas e potenciais de crescimento. É a partir dessa análise que o professor pode definir suas próximas aulas sabendo que está fazendo o que é melhor para a evolução de cada criança de sua turma.

A maioria das escolas que conheço ainda utiliza uma lista de objetivos de aprendizagem relacionados a seis grandes áreas de conhecimento: Artes, Música, Linguagem Oral e Escrita, Movimento, Matemática e Natureza e Sociedade. Essas áreas foram estipuladas na década de 90, no Referencial Curricular de Educação Infantil. Se você trabalha com esses tópicos, provavelmente deve responder cada um deles com um “sim”, “não” ou “em andamento”. Na plataforma Eduqa.me a Escola fica livre para criar por matéria, projeto ou qualquer outra nomenclatura.

Veja:

Com as mudanças que vêm sendo discutidas na área da Educação – como, por exemplo, o ensino integral ou a interdisciplinaridade – é de se esperar que a forma de avaliar também se transforme. Afinal, o desenvolvimento infantil não pode ser medido apenas com duas ou três palavras em uma tabela, certo? É preciso espaço para fazer reflexões mais profundas sobre cada criança, sobre sua vida emocional e social (que é tão importante para o sucesso e a saúde futuras quanto o aprendizado cognitivo) e tudo o que interfere na sua vida escolar.

Calma, não é hora de jogar tudo fora e começar um novo processo avaliativo do zero. Provavelmente, sua escola já caminha nessa direção: é para isso que serve o parecer descritivo, que acompanha a maioria das avaliações na Educação Infantil. Na Eduqa.me, é possível acompanhar todas as atividades por área do conhecimento, alunos e atividades feitas na linha do tempo como mostra a tela abaixo:

Para que serve o parecer descritivo?

Ele é uma interpretação da sua avaliação (aqueles objetivos que você respondeu com “sim”, “não” ou “em andamento”), ou, ainda, um diagnóstico em que o professor reconhece as necessidades das crianças e sugere uma estratégia para que elas se desenvolvam plenamente. Lembre-se de que o objetivo é informar os adultos e buscar soluções, nunca rotular a criança como boa ou ruim.

Esse documento acompanha a avaliação, portanto, não é preciso copiá-las palavra por palavra – além de isso tomar tempo dobrado do professor, não será útil nem à coordenação, nem aos pais, nem aos próximos professores que seu aluno tiver.

Também não é necessário enfeitar o texto: mantenha um estilo simples e conciso, fácil de compreender. Quanto mais clara for a mensagem, melhor e mais eficaz o acompanhamento que essa criança vai receber de todas as frentes. Normalmente, o parecer não deve passar de uma ou duas páginas.

O que devo escrever?

 

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O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

O parecer deve contemplar a criança como um todo: não apenas o aprendizado cognitivo, tradicional, mas também seus aspectos sociais e emocionais (foto: Apple Tree Institute)

Você quer olhar para o desenvolvimento integral de cada criança – o que pode ser um pouco abstrato demais. É comum que os professores se sintam inseguros com o parecer descritivo, temendo estar deixando algo importante de fora.

Ao invés de começar a escrever sem um objetivo, agrupe seus registros e avaliações dentro destes aspectos:

  • Aspectos cognitivos: ou o aprendizado tradicional. Está relacionado à memória, pensamento crítico, compreensão de informações e aplicação dos conhecimentos em contexto real. Basicamente, o professor vai descrever como os alunos estão se saindo no ambiente de sala de aula, executando as atividades propostas e aprendendo os conteúdos selecionados pelo currículo;
  • Aspectos sociais: descreva como a criança se relaciona com os colegas, com o grupo e com outros adultos. Características como participação, cumprimento das regras, trabalho em equipe, organização e responsabilidade entram nessa categoria;
  • Aspectos emocionais: também é essencial abordar os comportamentos e expressões de emoção. Como ela lida com sucessos e fracassos? Como se sente no ambiente escolar? Como reage a novos desafios? De que forma lida com seus sentimentos (costuma chorar, tem alguma atitude agressiva, isola-se do resto da classe, etc.)?
  • Aspectos físicos: sua turma está em uma fase crítica de crescimento, e isso deve ser acompanhado de perto. Use esse espaço para falar do desenvolvimento da expressão corporal, ritmo e equilíbrio, motricidade ampla e fina, uso e aplicação de força. Aproveite para descrever rapidamente questões de saúde e higiene que pareçam relevantes (uma sugestão sobre alimentação saudável, por exemplo, estaria nessa categoria).

Como me expressar?

Ao invés de usar termos muito amplos, conte experiências específicas para mostrar o que está acontecendo na escola (foto: Top Care)

Ao invés de usar termos muito amplos, conte experiências específicas para mostrar o que está acontecendo na escola (foto: Top Care)

Mantenha um tom firme – você deve ter certeza do que está escrevendo com base em suas observações durante as aulas, seus registros por escrito, fotos ou vídeos, as produções realizadas pelas crianças durante aquele período e, se necessário, discussões com outros professores e coordenadores que já conviveram com aquelas crianças. Esse material deve ser reunido para que o professor tenha uma visão completa e apurada.

Por outro lado, tenha em mente que os pais ou familiares não acompanharam a sala de aula com você em todos os momentos, nem terão todos os seus registros para embasar a avaliação. Você deve descrever os comportamentos e aprendizados com palavras e verbos específicos. Isso não significa encher seu texto de detalhes e escrever várias páginas, mas sim evitar expressões muito amplas que não expliquem exatamente o que você quer dizer: você pode, por exemplo, dizer que uma das crianças “fala demais”. Isso, entretanto, não ajuda muito a compreender a situação. Tente substituir por descrições de momentos em que isso acontece – ela interrompe os colegas? O professor? Conversa sobre o tema da aula ou sobre ideias próprias? Fala de forma agressiva ou bem humorada?

Tome cuidado para não soar fria ou distante. Afinal, você passa horas com aquelas crianças todos os dias, e os pais querem sentir que seus filhos estão em um local seguro, com alguém que se importa com eles. Portanto, evite termos pejorativos, expressões negativas ou julgamentos precipitados.

Enfatize sempre os pontos positivos das crianças. Encontre aquilo em que ela se destaca – seja a comunicação, sejam trabalhos artísticos, seja o relacionamento afetuoso com os colegas, a aptidão para matemática – e dê destaque a essas características.

Sugira soluções e trabalhe em equipe

Após descrever o desenvolvimento atual das crianças, seus pontos fortes e dificuldades, sugira formas de superar os problemas em parceria com a família (foto: DRPF Consults)

Após descrever o desenvolvimento atual das crianças, seus pontos fortes e dificuldades, sugira formas de superar os problemas em parceria com a família (foto: DRPF Consults)

A estrutura do seu parecer deve conter:

  • Experiências em que a criança se destaca;
  • Experiências em que a criança está se desenvolvendo dentro do esperado;
  • Experiências em que a criança está apresentando dificuldades;
  • Possíveis ações para ajudá-la a superar essas dificuldades.

Ou seja, caso você identifique problemas que precisem ser corrigidos, siga seu diagnóstico com possíveis ações. Explique brevemente o que está acontecendo e porque isso é problemático. Diga qual evolução você gostaria de ver e, então, aponte caminhos para atingi-la.

Mostre tanto o que pode ser feito pela escola e pelo professor quanto o que a família pode fazer em casa para auxiliar na mudança. Além disso, coloque-se à disposição dos pais para ajudá-los a superar a situação ou ouvir suas dúvidas e opiniões.

Outros cuidados

O parecer descritivo é um documento da escola. Por isso, tome cuidado com erros de grafia, gramática, pontuação ou formatação. Não entregue textos rasurados.

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3 passos para usar tecnologia com segurança na Educação Infantil

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

Relatórios/Rotina pedagógica
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3 passos para usar tecnologia com segurança na Educação Infantil

As crianças estão cada vez mais inseridas no universo tecnológico e têm, desde cedo, facilidade para manusear celulares, tablets e computadores. Nesse contexto, um conceito importante de ser trabalhado é o de cidadania digital, que nas palavras do pesquisador Miki Ribble, é o “uso responsável e apropriado da tecnologia.”

Para Juliano Kimura, fundador do Social Brunch, iniciativa para organizar a vlogosfera e blogosfera brasileira, muitas pessoas ainda não tiveram as orientações básicas para o uso da internet. “Escolas de outros países há anos já possuem uma matéria chamada ‘Netiqueta’, que ensina as crianças o que devem e não devem fazer nas redes sociais. Sem essa orientação, os brasileiros ainda usam apenas o bom senso.” Dessa forma, o que publicar ou não acaba partindo das noções de viabilidade e exposição que cada pessoa tem.

Quando o usuário é uma criança, é muito importante que haja o acompanhamento dos pais e professores desde a Educação Infantil no uso da Internet, para que eles possam distinguir situações seguras e contextos de riscos e para que os recursos tecnológicos sejam mais bem aproveitados. De forma simplificada, os adultos devem mostrar que, assim como há limites na vida real, eles também deve existir nos ambientes virtuais.

A seguir trazemos algumas dicas de como viabilizar o uso responsável da tecnologia e desenvolver a cidadania digital, tanto em casa quanto na escola.

Conteúdos de acesso

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

O uso de tecnologia na infância deve promover o aprendizado: busque jogos ou vídeos educativos e use-os em situações em que são realmente necessários (foto: Deseret News)

Dentre os tópicos a serem avaliados, está a decisão sobre os tipos de conteúdo aos quais a criança poderá ter acesso. Nas escolas infantis e em casa, o mais importante é que a tecnologia esteja voltada para o aprendizado, a partir do estímulo a jogos educativos.

A proposta ludopedagógica contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da coordenação motora, além do contato com outros idiomas. É importante que haja diálogo e supervisão dos adultos para que as crianças tenham foco e não acessem na internet páginas inapropriadas para sua idade.

Segurança digital

Além disso, é necessário avaliar quais conteúdos pessoais estão sendo acessados pelas outras pessoas. Muitos pais permitem que os filhos tenham perfis em redes sociais desde cedo, o que pode trazer em problemas, já que, na maioria das vezes, as crianças não têm noção sobre como a exposição pode trazer perigos.

Dessa forma, adultos devem acompanhar o uso da web e orientar os pequenos sobre a pegada digital, para que as informações pessoais e fotos das crianças estejam direcionadas para amigos e familiares e não sejam vistas por estranhos. Ensinar como lidar com a abordagem de estranhos (romper a conversa e contar imediatamente aos pais) evita problemas futuros relacionados à invasão de privacidade da família e à pedofilia.

Tempo de navegação

Computadores e tablets não podem ser sempre a resposta para o "tédio" das crianças. O melhor é definir um limite diário e incentivar outras brincadeiras e atividades (foto: Homeschool Academy

Computadores e tablets não podem ser sempre a resposta para o “tédio” das crianças. O melhor é definir um limite diário e incentivar outras brincadeiras e atividades (foto: Homeschool Academy)

Além do bom uso, pais e professores devem estabelecer limite de tempo em que as crianças poderão usar os aparelhos eletrônicos. Pelo fato de os equipamentos serem interativos e despertarem a curiosidade, as crianças tendem a passar horas conectadas, deixando de lado os espaços de convivência e os deveres de casa. Por isso, é válido que os adultos estimulem a alfabetização digital, ou seja, a capacidade de saber como e quando usar a tecnologia.

A partir dessas três diretrizes, a proposta é desenvolver a cidadania digital com as novas gerações para que elas cresçam sabendo usar a tecnologia de maneira equilibrada e segura.

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Fonte: PlayTable

Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Além da comunidade virtual, a marca És Super quer mostrar às crianças que elas são valorizadas pelos adultos (foto: És Super/Sentido de Si)

Carreira/Práticas inovadoras/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Como uma camiseta de super-herói está promovendo a autoestima infantil

Por que algumas crianças persistem em uma atividade e outras desistem após poucas tentativas? O que leva algumas à experimentar novidades tranquilamente e, outras, a temer mudanças? O desenvolvimento da autoestima infantil tem tudo a ver com essas situações – e, aliás, muitas outras: ter uma autoestima saudável permite que as crianças peçam e ofereçam ajuda quando necessário, deem valor às suas opiniões e vontades e mesmo compreendam a necessidade do esforço para atingir um objetivo.

Com tudo isso, a importância de cultivar a autoestima na infância fica explícita. Por isso, gostamos tanto de conhecer o projeto Sentido de Si, que está promovendo justamente o bem estar e a saúde mental com foco na autoestima, em Portugal. A professora Susana Fernandes, diretora da iniciativa, descobriu a Eduqa.me, começou a usar o site e, na semana passada, conversou conosco sobre como estimular esses valores positivos nas crianças.

És Super

Esse é o nome do programa, dentro do projeto Sentido de Si, que trabalha especificamente com crianças e jovens (há outros, voltados a adultos e idosos). Ele segue dois caminhos: o primeiro é a criação de uma comunidade online, a Comunidade És Super, que conecta pessoas, ONGs e empresas de todo o país que, de alguma forma, dediquem-se à saúde mental infantil.

“Por ser um projeto com pouco tempo de existência, sozinhos, nós ainda não conseguimos atender toda essa população”, explica Susana. “Então, o que fazemos é reunir outras entidades e projetos que já façam esse trabalho em comunidades locais e os levamos para todo o país”.

Essas organizações podem agir diretamente com as crianças ou oferecer capacitações para os adultos que convivem com elas: pais, familiares, professores e diretores. Quem participa da comunidade recebe um cartão És Super, que facilita o acesso a esses serviços, seja através de pesquisa no site, descontos ou eventos especiais.

Outra vertente do projeto é a marca de produtos És Super, que vende roupas com mensagens positivas para as crianças. O objetivo é que elas se tornem uma comunicação espontânea entre adultos e crianças, demonstrando o carinho e a valorização entre eles com a entrega do presente. Susana narra a história de um menino que recebeu uma camiseta com os dizeres “És super corajoso” da professora. Ele havia chamado a atenção dela por estar sofrendo bullying na escola – um colega o empurrava e pregava peças todos os dias.

No dia em que vestiu a camiseta, ele contou à professora que fora empurrado outra vez, mas, quando viu seu reflexo e leu a frase de apoio, lembrou do que a professora tinha dito: que o achava corajoso. E teve mesmo coragem de enfrentar o outro aluno. “Ele virou para o menino e disse ‘você não pode mais fazer isso. Não é gentil'”, conta Susana, “e isso mostra o efeito de um simples objeto, algo que parece tão superficial, de mudar a imagem que alguém tem de si mesmo”.

 

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

Deixe que a criança ajude os adultos ou os colegas de turma. Isso faz com que ela perceba seu valor e como pode contribuir com o mundo (foto: UCDS Students)

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Como usar fotos e vídeos no registro pedagógico?
Registros/Rotina pedagógica
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Como usar fotos e vídeos no registro pedagógico?

Com somente um celular, os educadores já dispõe de três formas inovadoras de registro: a fotografia, o vídeo e a gravação de voz. Cada uma dessas mídias possui um enfoque e uma força que as torna ideal para um objetivo, de acordo com a atividade que será acompanhada.

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